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Glam Magazine

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David J (Bauhaus) nas sessões de Warm Up do Reverence Santarém

Dia 1 de Setembro é a data que marca a estreia nacional a solo de David J, elemento fundador dos históricos Bauhaus, em Portugal. Figura incontornável de toda a lírica inicial da banda, David J editou uma mão cheia de discos que são provas inequívocas do seu talento enquanto escritor de canções, colaborou com projectos como Pat Fish AKA The Jazz Butcher e assumiu diversas adaptações para teatro.

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O mais recente trabalho, “Vagabond Songs” apresenta uma impressionante colecção de temas acústicos, escritos “na estrada” e inspirados nos encontros e pessoas das suas viagens. O concerto, a ter lugar no Sabotage Club, será seguido pelas escolhas musicais de Sérgio Felizardo (VICE) e Nuno Rabino.

Falta pouco menos de um mês para a abertura de mais uma edição do Festival Reverence. Antes de rumar até Santarém, o evento que se assume como o maior festival de rock alternativo em Portugal, vai estar a ocupar várias cidades nacionais com um conjunto de concertos e festas que servem de preparação para o encontro final a 8 e 9 de Setembro.

 

A primeira, marcada para o Metropolis a 18 de Agosto, contará com a tríade Alpha, Pedro Morcego e Serotonin. No dia seguinte, em território insular Nuno Rabino, deejay residente do Sabotage Club, ruma a Ponta Delgada para um djset no Raiz Bar. O mês de Agosto encerra em Santarém, a 28, com uma sessão especial das Cartaxo Sessions a ter lugar na Praça Visconde Serra do Pilar. Com acesso livre, a noite arranca ao ritmo da mala de experiências, histórias e música dos The Twist Connection e do seu mais recente “Stranded Downtown”, um disco de febre e ritmo, com personalidade moldada por ouvidos insaciáveis e descobertas sempre originais. Alinhados para a noite estão também os Whales, apontados como a grande novidade deste ano no universo musical leiriense, que tantas bandas tem dado ao panorama nacional recente.

 

Mopho de regresso com “Estranho em Mim”

Passados 4 anos do lançamento do primeiro trabalho homónimo, os Mopho regressam agora com um longa duração estranho e, ao mesmo tempo, rico em toda a sua essência. Quatro anos carregam o peso da maturidade e da desconstrução de estigmas e círculos transversais de eternos retornos.

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"Estranho em mim" trata, sobretudo, de um aprofundar da melancolia bonita que sempre envolveu o rock destes cinco rapazes. O single de apresentação, “Melancolia”, foi sabiamente escolhido para se tornar um vício. Os reflexos que apresenta de uma luz ténue e brilhante trazem à canção uma brisa suave e palpável que nos faz estremecer de intensidade.

Um álbum que representa o rock português em toda a sua magnitude. Fica o alerta de um possível rasgo de arrepios frios aquecidos por um aconchego melódico extremamente belo aquando da sua audição.

Este novo álbum será lançado em Setembro deste ano. Os Mopho são Ricardo Rosa, Ruben Azevedo, Pedro Bandeira, André Gomes e Paulo Duarte.

Frankie Chavez apresenta “Double or Nothing” no Teatro da Trindade

Frankie Chavez prepara-se para apresentar oficialmente em Lisboa o seu mais recente álbum, “Double Or Nothing”, em dois concertos muito especiais no Teatro da Trindade, nos dias 27 e 28 de outubro, às 21h30, para o qual contará com vários convidados.

Estas datas integram um ciclo de concertos que celebra os 150 anos do Teatro da Trindade.

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Poli Correia, também conhecido como Sam Alone (que colabora no primeiro single de “Double Or Nothing”, intitulado “My Religion”), é um dos músicos já confirmados que irá partilhar o palco do Teatro da Trindade com Frankie Chavez nesta celebração do seu terceiro álbum de originais, um trabalho marcadamente influenciado pelo contexto social atual.

Em contagem decrescente… está quase a chegar O Sol da Caparica!

É já esta quinta feira, 10 de Agosto, que arranca a quarta edição d' O Sol da Caparica, a maior e mais ambiciosa de sempre, uma celebração da música, da arte, da língua e do mar que reúne centenas de artistas de várias áreas num cartaz de quatro intensos dias, um deles inteiramente devotado aos mais novos e respectivas famílias.

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O programa arranca assim com concertos de À Sombra do Cristo Rei, Trevo, Sam Alone, Bonga, Fogo-Fogo no Palco Blitz e ainda HMB, Regula, Criolo, Mariza e os Tais Quais no Palco SIC/RFM. Na sexta feira, 11 de Agosto, estão programados concertos de Virgul, Djodje, Dealema, Holly Hood e Bispo no Palco Blitz e ainda Xutos e Pontapés, Carlão, Mafalda Veiga, Carlos do Carmo e António Zambujo a cantar Chico Buarque no Palco SIC/RFM. No sábado podem contar com actuações de Sean Riley & The Slowriders, Best Youth, Samuel Úria, Os Quatro e Meia, Mishlawi no Palco Blitz e Matias Damásio, Manel Cruz, Trovante, Os Tubarões e Teresa Salgueiro no Palco SIC/RFM.

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Os DJs vão garantir que a festa prossegue frente ao maior palco mesmo depois dos últimos concertos: O Dj Nuno Calado da Antena 3, Pete da Zouk e a dupla Rich & Mendes vão manter a festa a rodar até bem tarde, com a melhor música para dançar a garantir que animação não faltará no recinto d'O Sol da Caparica.

 

Este é também o ano de inauguração de um novo espaço dentro do Festival: o Anfiteatro O Sol da Caparica receberá diariamente uma banda sonora ambiente assinada por Rui Miguel Abreu (Rimas e Batidas) e ainda apresentações da Lisbon Poetry Orchestra devotadas ao melhor da nossa poesia. Vídeos selecionados pela Monstra. Um palco especial dedicado à dança com notáveis presenças dos campeões do mundo de breakdance Momentum Crew, da Afrobattle ou, entre vários outros colectivos, da Bling Crew será outro dos pontos fortes d'O Sol da Caparica.

 

Este festival promove ainda um encontro com artistas em celebração da língua através do lançamento de mais um volume do livro de conversas Debaixo da Língua que será pretexto para o encontro diário com a palavra e com artistas como os HMB, Bonga, Carlão, Mafalda Veiga, Manel Cruz e Afonso Simões, sempre a partir das 16:30. Uma exposição de Pedro Lourenço, arte por Writters como Robô e Smile, sessões de Skate Street Sessions a cargo da DC, e mostra de vídeos selecionados pela Monstra entre os vários concertos são outras notas de programação que garantem que a diversidade e a diversão não faltarão este ano n'O Sol da Caparica.

 

Fotografias: Gonçalo Silva

 

9ª Edição do Festival Croka’s Rock é já este fim de semana…

A 9ª Edição do Croka’s Rock caminha a passos largos. Esta sexta feira, e sábado regressa às margens do Rio Arda. À programação musical já conhecida, juntam-se agora várias actividades de Recinto:

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Exposição / Mostra de Pintura por Grator

Grator, um “Soul thief” - ladrão de almas - assim se intitula presunçosamente. Num ponto de vista ao que mais importa para esta mostra, talvez faça mais sentido esta perspectiva de surrupiador: Camada a camada, assim como um psicólogo ou um psicanalista disseca a mente de um paciente através do seu discurso, o processo apresentado é explorado pela fluidez denunciada no volume modelados pela luz e cinzelado pelas sombras, rugas de expressão vincadas por maneirismos e hábitos e pela verdade que só os olhos sabem confessar. Facebook

 

Actividades Radicais permanente nos dias do Festival

Para aproveitar durante as tardes de calor e experimentar toda a adrenalina que estas experiências despertam, em parceria com a Just Begin os aventureiros e corajosos, têm ao seu dispor: kayak, Stand Up Paddle e Slide. A organização oferece o seu Water Slide “Home Made”.

 

11 de Agosto 2017

Palco Croka´S

MALCONTENT

MARC DANIELS & SQUEAKY CRIB

SLIMMY

 

Palco Arda | Curadoria “Um Ao Molhe”

RAPAZ IMPROVISADO

O MANIPULADOR

BALEIA BALEIA BALEIA

 

12 de Agosto 2017

Palco Croka´S

MADREPAZ

SERUSHIO

THE TWIST CONNECTION

 

Palco Arda

PETE MARQUIS

THE TOWN BAR

“Ubu Rei” no Museu Arqueológico do Carmo

O senhor Ubu é um ser desprezível, razão pela qual se assemelha (por baixo) a todos nós. Assassina o Rei da Polónia (é abater o tirano, o assassínio parece justo a algumas pessoas, num simulacro de ato de justiça); uma vez Rei, massacra os nobres, depois os funcionários, depois os camponeses. E então, tendo morto toda a gente, é certo que expulsou alguns culpados e manifesta-se homem moral e normal. Finalmente, qual anarquista, executa ele próprio as suas sentenças, desmembra as pessoas porque lhe agrada assim e implora aos soldados russos para não dispararem na sua direção, porque não lhe agrada. É um pouco uma criança insuportável e ninguém o contraria, desde que não se meta com o Czar, que é aquilo que todos nós respeitamos. O Czar faz justiça, retira-lhe o trono que ele usou mal, devolve-o a Parvolau (terá valido a pena?) e corre com o senhor Ubu da Polónia, com três partes do seu poder resumidas nesta palavra: “Cornupança!” (pelo poder dos apetites inferiores).

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Ubu fala frequentemente de três coisas, sempre paralelas ao seu espírito: a patafísica, que é a natureza comparada com a arte, o mínimo de compreensão por oposição ao máximo de cerebralidade, Don Juan a Platão, a vida ao pensamento, o ceticismo à fé, a medicina à alquimia, o exército ao duelo; paralelamente, a phynança, que são as honras em contraponto à satisfação por si próprio; tais produtores de literatura, de acordo com o preconceito do número, universais, em confronto com a compreensão dos inteligentes; e, paralelamente, a Merdra.

 

Talvez seja inútil pôr o senhor Ubu fora da Polónia, que é, já o dissemos, em Parte Nenhuma, pois, se ele pode começar por se deleitar numa qualquer inatividade artística, como seja “acender o lume enquanto espera que lhe tragam a lenha”, e a controlar tripulações navegando pelo Báltico, acaba por ser nomeado Mestre das Finanças em Paris. Ele era menos indiferente nesse tal país Longe em Qualquer Lado, onde, perante as faces de cartão de atores que tiveram talento suficiente para ousarem ser impessoais, um público de alguns inteligentes, durante algumas horas, acedeu fazer-se polaco.

 

Ubu Roi, a partir da versão de Luís de Lima e Alexandre O’Neill;

Com: Alexandra Rosa, João Barbosa, Mário Sousa, Rafael Fonseca; Elenco Act School: Filipa Louceiro, Joana Flora, João Redondo, Mafalda Berenguer, Margarida Alves de Brito, Maria Vitorino, Mariana Branco de Sousa, Miguel Carvalho Pinto, Renato Terêso, Rita Ramos Mendes, Vera Moura;

 

Museu Arqueológico do Carmo (Lisboa)

Até 20 de Agosto 2017 | 21.30h