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Glam Magazine

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Super Bock Super Rock… A Folk errante dos Minta & The Brook Trout

As aventuras de Francisca Cortesão (Minta) remontam a 2006 ainda no velhinho Myspace, evoluindo em 2009 aquando do lançamento do álbum homónimo. Ao longo destes 10 anos o projeto cresceu em vários sentidos, quer em elementos, quer em qualidade do trabalho apresentado.

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Slow” de 2016 é prova evidente desse crescimento sustentável, em melodias simples mas eficazes, fruto de sonoridades que Francisca (Minta) juntamente com The Brook Trout desenvolveram ao longo dos anos e que pretendem desenvolver ainda, pois segundo Francisca Cortesão ainda existe espaço para esse crescimento.

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A folk errante de “Slow” tem claras inspirações nas aventuras do grupo por terras americanas, ai sob a designação They’re Heading West. “Slow” é para ouvir devagar, para apreciar a construção melódica dos temas que exploram o universo da banda. Em palco, e num primeiro dia que os fãs do festival aspiravam a sonoridades menos “slow”, Francisca e os seus companheiros de aventura construíram um final de tarde melodioso com temas como “I Can't Handle The Summer”, “Old Habits” ou do EP já de 2017 “Mild-Mannered Men”, canção que tem conquistado o público e que se auto assumiu como single como Francisca Cortesão teve a oportunidade de revelar em entrevista.

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Mas o repertório da banda não foi esquecido... Ao longo de 40 minutos, a banda que teve o privilégio de inaugurar o novo palco LG, trouxe acima de tudo boa disposição sempre patente em palco.

 

Francisca, Mariana, Bruno, Margarida e Tomás conseguiram de uma forma simples mas cativante, construir uma viagem de sentidos sonoros de aventuras em lugares errantes.

 

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

MEO Marés Vivas… E ao terceiro dia... é o fim do MEO Marés Vivas

O Festival MEO Marés Vivas chega ao fim, pelo menos na configuração a que estamos habituados. Mas o que aconteceu neste último dia foi algo de inimaginável.

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A última edição do festival MEO Marés Vivas na Praia do Cabedelo não poderia ter sido melhor. Do Palco Santa Casa ao Palco MEO, do número e festivaleiros ao facto de ser domingo, tudo correu pelo melhor. O MEO Marés Vivas está de boa saúde e promete continuar, ... apenas não da mesma forma e no mesmo local.

 

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Átoa

Diretamente de Évora para o Marés Vivas, os Átoa estiveram no Palco Santa Casa." Átoa" pode ter sido a forma como iniciaram, mas não foi essa a postura que tiveram em cima do palco. Com alguns temas sobejamente conhecidos, lembraram outros tempos de juventude. De D'Zrt (tema dos Morangos com Açúcar) a uma versão adaptada de "Põe a Mão no Ar", todos aderiram à boa onda dos "miúdos". Com uma (santa) casa bem composta, foram os últimos a atuar no palco secundário e abriram o apetite para os nomes mais sonantes.

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Joe Sumner

O dia era de Sting, mas foi o seu filho Joe Sumner o primeiro a pisar o Palco MEO. Enveredando apenas uma guitarra elétrica, trouxe recordações antigas a quem é(ra) fã dos Police. Contrariamente ao seu pai, Joe Sumner toca guitarra e não baixo, mas as semelhanças físicas e vocais são tão grandes que é impossível falar de um sem que o outro entre no tema. Musicalmente, Joe Sumner tem um registo bastante diferente de Sting. Um concerto totalmente a solo, apenas à guitarra, não foi a melhor forma de abrir o festival. O Palco MEO tinha já uma pequena multidão que aguardava pelo momento alto da noite e instaurava-se uma certa desilusão a cada tema que tocava. É que o tipo de música apresentado não ia de encontro à disposição de quem esperava pela versão mais velha do artista.

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Miguel Araújo

Quem vê um concerto de Miguel Araújo, sabe com o que pode contar. A jogar em casa, o jovem saudosista dos velhos ícones da Cidade do Porto trouxe uma mala cheia de surpresas. Por entre os velhos temas de referência (e de sucesso) que compõem o seu portefólio musical, lá foi apresentando uma ou outra música do seu trabalho mais recente. “Axl Rose” é um dos temas que fez questão de nos mostrar, bem com projetar o videoclip que será lançado em breve. Para quem não conhece. "Axl Rose era um senhor magrinho que está dentro de um mais gordo que anda agora aí pelos palcos" disse, arrancando a maior gargalhada da noite. O palco revelava-se pequeno para a quantidade, e qualidade, de músicos que o acompanharam. Contudo, cantou "Anda Comigo Ver os Aviões" totalmente sozinho. Não sabemos se para mostrar ao artista anterior que sozinho também se pode dar espetáculo, mas o certo é que, sozinho ou acompanhado, o público estava do seu lado.

Para quem sabe da sua origem musical, a história já é repetida, mas para quem desconhece o seu passado fez questão de o apresentar. Nos anos 70, os tios tinham um grupo chamado Kappa e foi aí que nasceu todo o amor pela música. A declaração não surgiu à toa, mas sim como apresentação dos próximos convidados. Quando começaram a cantar "Like a Rolling Stone", tivemos a pura sensação de que era o próprio Bob Dylan que estava em cima do palco, tais eram as parecenças vocais. Seguiram-se outras músicas escritas sobre temas banais que, inclusivé, criticam a forma como as mulheres só dão valor aOs Maridos das Outras.

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Sting

Quem foi à Praia do Cabedelo, sabia bem o que queria ver. Já com notórias marcas do tempo, Gordon Matthew Thomas Sumner - Sting, para os amigos - reviveu grande parte daquelas que foram, são e serão as suas melhores músicas. Joe Sumner fazia a sua segunda atuação do dia, agora como membro do coro, mas estava provado que era o seu pai que tinha o protagonismo. Sting marcou uma geração (mesmo ainda enquanto líder dos Police) que fez questão de esgotar a lotação do recinto. Aliás, a qualidade de artistas como este são uma das razões pela qual o festival MEO Marés Vivas tenha de encontrar uma nova casa..

Voltando ao concerto, e sem ter tido um grande impacto enquanto espetáculo de entretenimento, pouco mais há a dizer. Todos os adjetivos que engrandeçam esta atuação ficam aquém da realidade. Foi sem dúvida uma excelente noite, memorável e provavelmente uma oportunidade única para ver este sir da música.

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Seu Jorge

A noite estava ganha. Depois da atuação do cabeça de cartaz, apenas faltava conhecer a amiga da minha mulherSeu Jorge entrou muito bem e contou-nos até a história de uma burguesinha... Só que depois... abrandou. O público começou a dispersar e acabou mesmo por sair em grande número. O concerto de Seu Jorge correu dentro do normal esperado e não fosse o tardio da hora e o facto de ser domingo, talvez o público se tivesse mantido.

 

Em tom de resumo dos 3 dias de espetáculo, resta-nos dizer que saímos do Cabedelo com um balanço positivo. Pelo que tivemos oportunidade de constatar, e pela qualidade das bandas presentes, talvez se conseguisse fazer uma edição do MEO Marés Vivas inteiramente dedicada à música portuguesa. Alegra-nos perceber que existe muito boa música a ser feita dentro de portas.

Entretanto, e porque ainda não foi dada nenhuma confirmação oficial nesse sentido, temos a indicação que a edição de 2018 se realizará no fim de semana de dia 20. Ainda não se sabe se os dias serão "quinta, sexta e sábado" ou se "sexta, sábado e domingo".

Ainda assim, o fim de semana será esse... Quanto ao local, isso ainda está no segredo dos Deuses...

 

Reportagem: Ana Machado

Fotografias: Nuno Machado

 

Há Música no Trindade e Dead Combo em Lisboa!

Os Dead Combo de Tó Trips e Pedro Gonçalves são profundos amantes de Lisboa.

Da Lisboa Mulata e dos bairros, da Lisboa do Fado e das guitarras, da Lisboa do Rio e dos Teatros. Gravaram ao vivo no São Luiz, encheram o Coliseu, tocaram em muitos lados, mas um sítio cujas tábuas do palco nunca pisaram é o Teatro da Trindade, bem no coração desta cidade que tanto admiram.

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Pedro Gonçalves sublinha: “Já não tocamos em Lisboa há muito tempo. Aliás, neste momento nem me consigo recordar do nosso último concerto na capital. Sei que já foi há algum tempo e por isso mesmo este regresso será especial”. Para já os Dead Combo ainda fazem segredo do essencial do concerto que vão levar nos próximos dias 27 e 28 de julho ao programa Há Música no Trindade, mas lá vão revelando algumas pistas: “Posso dizer que teremos convidados em palco”, adianta Pedro Gonçalves, “mas não quero para já estragar a surpresa”.

 

O concerto, assegura ainda o guitarrista e baixista, “será uma viagem pela nossa carreira” e tocará por isso mesmo no mais recente trabalho de originais, A Bunch of Meninos, mas noutros pontos chave da sua discografia, como Lisboa Mulata ou Lusitânia Playboys. “Também vamos apresentar alguns temas novos, que ainda não têm título, material que contamos incluir no nosso próximo álbum e que continua a dar voltas ao nosso som, ao nosso imaginário”, esclarece Pedro Gonçalves.

Nunca tocámos no Teatro da Trindade, que é uma sala lindíssima, com uma excelente acústica, e por isso também este vai ser certamente um concerto especial. Temos também muito orgulho em sermos incluídos numa programação de tamanha qualidade”, refere Pedro Gonçalves.

 

O Há Música na Trindade regressará em outubro depois dos concertos de Dead Combo a 27 e 28 de julho. Nos dias 6 e 7 de 0utubro Salvador Sobral apresentar-se-á ao lado de Júlio Resende, 13 e 14 Vitorino & Dois pianos de Filipe Raposo e João Paulo Esteves da Silva, e finalmente a 27 e 28 poderemos o ouvir novo trabalho de Frankie Chavez em palco

Reverence Santarém com alinhamento fechado...

Já há alinhamento final para a 4ª edição do Reverence Festival Santarém, a ter lugar na idílica zona do Parque da Ribeira de Santarém entre 8 e 9 de Setembro. Os nacionais Moonspell e os belgas Amenra (na foto) e Oathbreaker são cabeças-de-cartaz no primeiro dia do certame, 8 de Setembro, sexta-feira, sendo que os japoneses Mono, os ingleses Gang Of Four e os suecos Träd Gräs Och Stenar encerram o festival, no dia seguinte, 9 de Setembro.

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O primeiro dia contará ainda com os Sinistro, Bo Ningen, 10000 Russos, Desert Mountain Tribe, Névoa, Wildnorthe, The Gluts, Dead Rabbits, Pretty Lightning, Zarco, Gossamers, Tren Go! Soundsystem, The Melancholic Youth Of Jesus, Cut, Two Pirates And A Dead Ship, Quentin Gas & Los Zíngaros, Iguana e F'rrugem.

 

No alinhamento do segundo dia do evento, destaque também para The Underground Youth, Siena Root, Esben And The Witch, Lobo, Hills, Throw Down Bones, Is Bliss, The Janitors, Nonn, Pás De Problème, Asimov & The Hidden Circus, Conjunto!Evite, Cows Caos, Chinaskee & Os Camponeses, Royal Bermuda, I Am The Ghost Of Mars, Dr Space e Groal.

 

São 42 nomes no total, das bandas estabelecidas ao talento emergente, e com um contingente nacional, fulcral na evolução do evento desde a primeira edição, bastante versátil. Junte-se a isto a parceria com a reputada editora londrina Fuzz Club, referenciada como um dos principais selos de rock psicadélico underground da Europa, que vai comemorar o 5º aniversário no Parque da Ribeira de Santarém, e é garantido que se vai ouvir alguma da melhor música alternativa atual, do metal ao rock, passando pelo indie, gótico e neo-psicadelismo, entre muitas outras tendências da música feita com guitarras, que se produz hoje no planeta.

 

Em 2017, o Reverence conta, pela primeira vez, com apoio da Câmara Municipal de Santarém e das Águas de Santarém, realizando-se num cenário natural fantástico, mantendo a atmosfera descontraída e de exaltação musical que caracterizou as três edições anteriores.

Festival Para Gente Sentada de regresso a Braga a 17 e 18 de Novembro

Dias 17 e 18 de Novembro, Braga volta a abrir as portas para receber a décima terceira edição do Festival para Gente Sentada. Como já é habitual, o festival leva artistas nacionais e internacionais às principais salas bracarenses e estende a música também ao centro da cidade.

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photo: Paulo Homem de Melo


A delicadeza distinta e comovente de Julien Baker e o revolucionário Perfume Genius (na foto) são as primeiras confirmações.


Em 2010, Julien Baker dava os primeiros passos no mundo da música com os The Star Killers, mas logo percebeu que o seu futuro se fazia a solo. "Sprained Ankle", lançado em 2015, foi o álbum que a colocou na vanguarda do mais intenso e íntimo folk-rock. 2017 viu a artista de Memphis em digressão um pouco por todo o mundo, antes de lançar “Funeral Pyre”, a estreia pela Matador Records e trabalho amplamente aclamado pela crítica, que a compositora apresentará no Festival Para Gente Sentada.


Também ao festival chega a dura fragilidade de Perfume Genius. A adolescência de Mike Hadreas ficou marcada pela violência, uso de drogas e pela luta por igualdade sexual. Tudo isto está retratado em cada um dos fortes temas do álbum “No Shape”, disco que traz de volta o músico americano aos palcos nacionais.


O Festival Para Gente Sentada é uma coprodução da Ritmos, da Câmara Municipal de Braga, do Theatro Circo e do GNRation.

Discos históricos da música portuguesa regressam às lojas em vinil

Títulos incontornáveis de Sérgio Godinho, Doce e JáFumega, que marcaram a música nacional nas décadas de 70 e 80, são recuperados no formato vinil.

 

Desde o dia 14 de Julho, estão disponíveis nas lojas, e em vinil, 3 discos que são hoje clássicos da música portuguesa. 

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O mais antigo é da autoria de Sérgio Godinho. “Pré-Histórias”, foi o segundo álbum assinado pelo célebre cantautor, sendo também um dos mais influentes da sua vasta discografia. Gravado em França em 1972 e editado em Portugal um ano depois, a reedição comemora o 45.º aniversário do lançamento original do disco. Aqui estão incluídas muitas das canções de Sérgio Godinho que se tornaram verdadeiros hinos intemporais, como “A Noite Passada”, “Até Domingo Que Vem”, “O Homem Dos Sete Instrumentos” e “Pode Alguém Ser Quem Não É”. 

 

OK, KO” é o primeiro álbum das Doce, grupo pop de enorme sucesso dos anos 80, composto por quatro cantoras que conquistaram rapidamente o público português: Fátima Padinha, Laura Diogo, Lena Coelho e Teresa Miguel. Esta obra de estreia foi lançada em 1980 e deu início ao estrelato fulgurante das Doce, considerada uma das primeiras girl groups da Europa. Em “OK, KO”, agora relançado em vinil, encontramos alguns dos temas mais famosos do quarteto, como o que dá título ao disco e, ainda, “Café Com Sal” e “Amanhã De Manhã”. 

 

Os JáFumega encerram este trio de relançamentos em vinil, com a edição comemorativo do 35.º aniversário do seu segundo disco, que teve um grande impacto no percurso do grupo. Intitulado simplesmente “JáFumega”, foi remasterizado a partir das fitas originais, e tem no seu alinhamento aquele que é o tema mais famoso da banda liderada por Luís Portugal: “Latin’América”. Além deste êxito, o álbum contém mais sete grandes canções dos JáFumega, como “Kasbah”, “Homem Da Rádio” e “Nó Cego”. 

 

Antes destas novas edições, a Universal Music Portugal já tinha lançado, em 2017, dois outros títulos em vinil (e que eram inéditos no formato). Para o Record Store Day foi editado Nove Fados E Uma Canção De Amor, disco de originais de Carlos Do Carmo que comemora em 2017 o seu 15.º aniversário. O álbum contém temas da autoria de Paulo De Carvalho, Fernando Tordo, Manuel Alegre, Gil Do Carmo, entre outros.

E em Junho foi a vez de “Dreams In Colour”, álbum de David Fonseca que comemora 10 anos do seu lançamento original. Aqui encontramos alguns dos maiores êxitos da carreira do cantor, como “Superstars”, “Kiss Me, Oh Kiss Me” e “Rocket Man”, uma versão do célebre tema de Elton John.

 

Átoa prometem “muita festa, muito alegria” em palco no NOS Summer Opening

Chamam-se Átoa porque o projecto nasceu “de uma forma muito natural, muito descontraída” entre quatro amigos. No dia 12 de Julho, este grupo comemorou três anos de um projecto composto por quatro amigos, Guilherme Alface, João Direitinho, Rodrigo Liaça e Mário Monginho.

Neste momento consideram que estão “a viver um sonho” e há outro que, a pouco mais de uma semana de distância, se vai concretizar: actuar na Madeira, desta feita no NOS Summer Opening, no dia 21 de Julho, em pleno Funchal.

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“Quem vai assistir ao nosso concerto pode contar com muita festa, muito alegria mesmo, porque é isso que nós somos, somos muito genuínos, somos grandes adeptos de festa e de diversão e da boémia”, garante João Direitinho. “Que se festeje a vida, que se festeje o momento que estamos a viver, a ilha maravilhosa que é a Madeira, onde nunca fui, vai ser uma estreia”, acrescenta. “Eu, pessoalmente, vou muito contente e acho que vai ser muito bom mesmo. Não desvalorizando os outros, é um dos concertos que temos grandes expectativas para este ano. Estamos muito ansiosos por ele, entre outros”, sublinha.

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Neste espectáculo, os Átoa vão apresentar um alinhamento novo, baseado no disco novo, que irá sair a 29 de Setembro. “O concerto que estamos a apresentar este ano já é todo ele novo e já estamos a acrescentar, dia após dia, coisas novas”, confessa. “Acho que o público da Madeira vai receber-nos muito bem, pelo que vimos do ano passado, comentámos logo “quem nos dera!”.Os concertos não são só nossos, são nossos e do público, também conta muito a energia que mandam para cima do palco e nós estamos à espera de um grande concerto. Acho que vai ser um concerto muito bom para nós e muito bom para o público também, no que depender de nós”, avança.

Com uma agenda bastante preenchida este Verão, João Direitinho confessa que os Átoa apenas concorrem com eles próprios. “O nosso objectivo é que as pessoas que nos acompanham tenham o melhor de nós e recebam o melhor que nós pudermos dar. O nosso objectivo, mais sincero e humilde, é superarmo-nos a nós próprios ano após ano. A luta que nós temos de manter é contra os nossos próprios recordes porque são esses recordes que temos de bater e não os dos outros. Os Átoa de 2017 têm de ser melhores do que os Átoa de 2016 e por aí fora”, frisa.

 

A banda só canta em português porque, para eles “é o que faz sentido”. “É em português que nós sentimos, é em português que nós falamos e comunicamos. Acho que é em português que faz sentido nós cantarmos. Temos uma língua incrível, a música portuguesa está a viver um momento incrível”, defende.

Os Átoa sobem ao palco do NOS Summer Opening na sexta-feira, dia 21 de Julho, numa noite em que também actuam a banda madeirense SOU, Bezegol & Rude Bwoy Banda e o cabeça-de-cartaz Seu Jorge.

Para sábado, dia 22, do alinhamento fazem parte nomes como os Men on the Couch, Dillaz, Mundo Segundo e Sam The Kid e o cabeça-de-cartaz Nelson Freitas.

 

Fotografias: Nuno Machado

A música no cinema em destaque no MIMO Festival Amarante

Sem perder de vista o elemento central do festival – a música – o MIMO Festival Amarante pisca a olho a várias outras manifestações artísticas e gosta de olhar a música a partir delas. É o que se passa com o Festival MIMO de Cinema.

Durante a edição deste ano do MIMO Festival Amarante – que acontece de 21 a 23 de Julho - são muitos os filmes que apresentam outros olhares sobre o mundo da música e dos músicos.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Rejane Zilles, directora do Festival MIMO de Cinema explica a lógica da programação: “Procurei trazer a Amarante um panorama de filmes brasileiros com valor artístico evidente, que tiveram excelente repercussão no Brasil e que ainda não tinham sido lançados no circuito português. Trata-se de uma selecção de obras que oferece ao público a rara oportunidade de as conhecer e, em alguns casos, de apreciar a história dos artistas na tela, fazendo sempre a ponte para a programação musical do MIMO. Como acontece, por exemplo, com o grupo Nação Zumbi no filme ‘Chico Science, Caranguejo Elétrico’; com Jards Macalé, retratado no  documentário ‘Jards’, de Eryk  Rocha, e na curta-metragem ‘Tira os óculos e recolhe o homem’."

 

A curadora, também ela cineasta, acrescenta que, no que diz respeito à oferta nacional, procurou “documentários sobre músicos e grupos com histórias interessantes, pontuados por trajectórias e estilos musicais bem distintos que, em comum, têm o carinho do público português”.

A partir deste “olhar luso-brasileiro” sobre o cinema, surgiram vários outros olhares e destaques… desde o filme sobre José Mário Branco a um outro sobre Celeste Rodrigues, sobre Vinicius de Moraes e Tim Maia… num total de 15 que poderão ser vistos, gratuitamente, como toda a programação do MIMO Festival Amarante no Cinema Teixeira de Pascoaes e no Museu Amadeo de Souza-Cardoso.

Miguel Araújo apresenta novo single e vídeo… “Axl Rose”

Foi na passada quinta feira, 13 de Julho, apresentado o novo single e vídeo de Miguel Araújo, “Axl Rose”. O vídeo, com realização de Bruno Caetano, foi dado a conhecer num dia duplamente especial, visto que era o dia de aniversário de Miguel Araújo.

Depois de “1987”, “Axl Rose” é o segundo single retirado de “Giesta”, terceiro álbum de originais, editado a 19 de Maio, daquele que é já um dos nomes maiores da música portuguesa.

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photo: Nuno Machado

 

Miguel Araújo continua em digressão pelo país, e subiu ontem, 16 de Julho ao palco do MEO Marés Vivas (na foto), no mesmo dia em que actuaram Sting e Seu Jorge. Em Novembro regressa aos Coliseus do Porto e de Lisboa, nos dias 4 e 11 respectivamente.

Sobre “Axl Rose”... escreve Miguel:

“Em 1991 eu era demasiado fiel à música dos meus tios para sequer ponderar abrir uma brecha nos meus gostos musicais que acolhesse qualquer coisa que estivesse a ser feita na altura. A música que me era contemporânea e que tocava nos walkmans do pessoal da minha turma era muito baseada em teclados electrónicos e isso aborrecia-me de morte. Acho que só me libertei do jugo musical dos meus tios com os Guns N’ Roses, em 1991. Aí estava, pela primeira vez na minha vida, música feita no semestre anterior capaz de colher as minhas preferências. Passei a idolatrar a banda de LA. Troquei o meu baixo Samick por um Fender, porque era o baixo do Duff. Passei a tocar de palheta. Pela primeira vez na minha vida, e por um curtíssimo período que foi de 1991 a 1994, pude embarcar naquele confortável conjunto de códigos e maneirismos indecifráveis a que podemos chamar de "geração". Fiz amigos de infância pelas estampagens das t-shirts. Conheci malta por elencar a caneta, em inscrições  nos tampos das carteiras, as mais refundidas bandas de Seattle de 1993. Mas como todas estas coisas se esbatem rápido, essa geração morreu em 1994. As coisas começaram a banalizar-se. A cair nas mãos erradas. Nas pessoas erradas, que ainda no ano anterior ouviam Technotronic. Os metaleiros começaram a cortar o cabelo, As t-shirts dos Motorhead começaram a dar lugar a t-shirts dos Jamiroquai e do James Taylor Quartet. São coisas que não se perdoam, quando se tem 15. A banalização da ascensão do Axl Rose a semideus de uma geração foi um golpe demasiado duro para quem já era fã há mais de um ano e meio. Para quem tinha levado porrada forte e feio no concerto dos Faith no More no Pavilhão Acácio Lello.

A partir do momento em que os Guns vieram a Alvalade, estava na hora de deixar de ser seguidor. Axl tinha caído, metafórica e literalmente. Aquele trambolhão em plena "It’s So Easy", foi um gesto crítico, Crístico, de cair para ascender aos céus do imaginário popular, dos posters dos quartos das adolescentes, enfim, a vida eterna das coisas que já não interessavam. Eu acho que, de certa maneira, o rock and roll morreu pouco depois desse trambolhão, desse episódio de charneira de uma geração. Decreto o ano de 1994 como o ano provável da morte do Rock. Aliás: tenho a certeza que assim é. Pelo menos eu nunca mais voltei a ter 15 anos.”

 

Há mais música no EDPCOOLJAZZ!

A Live Experiences em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apresenta no EDPCOOLJAZZ, Santa Casa Jazz Sessions o novo espaço de showcases de talentos do jazz nacional. Santa Casa Jazz Sessions é o nome da iniciativa que vai juntar Trios de Jazz, com a colaboração de talentos no jazz nacional, que atuam em todas as noites do festival, das 19h30 às 21h00, no espaço Cool Pick & Go.

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O Santa Casa Jazz Sessions vai contar com a participação de artistas como Rui Pereira, Jessica Pina (na foto), João Espadinha, Sócrates Bôrras e João Coelho.

 

18 de Julho 2017 - Socrates Bôrras

Sócrates Bôrras começou cedo (8 anos) nos caminhos da música (saxofone). Destacou-se na Escola de Artes da Bairrada num percurso que o levou ao Conservatório Nacional de Música e Dança de Paris. Formado na Escola Superior de Música de Lisboa, já trabalhou com músicos tão diversos como Os Azeitonas como James Morrison. Apresenta o trio de saxofone, guitarra e contrabaixo.

 

19 e 20 de Julho 2017 - Jessica Pina

Formada em trompete jazz (Universidade de Évora), Jéssica Pina tem Mestrado na Escola Superior de Música de Lisboa. Com um gosto especial pelo jazz, soul, funk, apresenta aqui o seu trio com ritmos soul / funk e com influências africanas e brasileiras de forma simples com Anderson Ivo e Eron Gabriel (teclado e bateria).

 

23 e 29 de Julho - João Espadinha

Nasceu em Lisboa mas foi em Amsterdão que se formou no Conservatório. João Espadinha (guitarrista) apresenta-se em trio acompanhado de Gonçalo Leonardo (contrabaixista) e Guilherme Melo (baterista), tocando um repertório baseado essencialmente em canções do universo da MPB.

 

25 de Julho - João Coelho

João Pedro Coelho é um pianista baseado em Lisboa. Aos 18, completa o curso de piano com 18 valores num percurso que vem ganhando cada vez mais destaque, em projetos como o Ricardo Toscano 4teto e o Trio de Jazz de Loulé. No Santa Casa Jazz Sessions é de standards que vamos tratar, acompanhado por guitarra e contrabaixo.

 

26 de Julho – Rui Pereira

Com formação no Hot Club de Portugal e no Conservatório de Amsterdão (onde se tornou Mestre), Rui Pereira destacou-se pelas inúmeras colaborações nacionais e internacionais, inclusive levou-o a ser convidado para várias Masterclasses um pouco por toda a Europa, e claro está, em Portugal. A sofisticação e perícia técnica na bateria, aliado a revisão a grandes standards de jazz (bateria, guitarra e contrabaixo), são um dos atrativos para este dia.

Mura Masa lança álbum de estreia homónimo

O muito aguardado álbum de estreia de Mura Masa, já aclamado pela crítica, acaba de chegar às lojas.

Uma declaração de intenções impressionante do jovem cantor e produtor de 21 anos, “Mura Masa” foi sendo desvendado aos poucos nas últimas semanas através colaborações que abrangem tanto nomes bem conhecidos como talentos emergentes: de um lado Christine & Queens e Damon Albarn, do outro uma série de afiliados da editora Anchor Point, como Bonzai e Tom Tripp. O lançamento do álbum foi transmitido em direto no Boiler Room, num club pop up com curadoria do próprio Mura Masa.

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Nos últimos anos, Mura Masa tem revelado um talento tremendo que o transformou numa grande promessa, que se confirma neste álbum de estreia que é, ao mesmo tempo e de forma natural, divertido e ambicioso. Este é um disco que olha para uma série de subculturas e mede a realidade contra o que foi prometido pela lente da Internet, culminando, nas suas próprias palavras, na "confusão e no caos de ter 20 anos e viver em Londres pela primeira vez".

Permitir que outros entrassem no mundo de Mura Masa foi um processo gradual, mas que compensou com uma lista de colaboradores notáveis: de grandes heróis de culto a talentos emergentes, tudo em torno da visão de Mura Masa do que é que a música pop (e a cultura moderna britânica) devia ser em 2017. Independentemente do nível de isolação de quem o ouve ou de quão confusa é a sua vida amorosa ou intensa é a vivência na cidade onde vive, “Mura Masa” sugere a todos a importância da união e das possibilidades infinitas de nos relacionarmos uns com os outros.

Badweather… novo projeto nacional chega do Algarve

Badweather, são um novo projeto musical, nascido no Algarve, que traz consigo um estilo que reúne música alternativa, instrumentais ambient, riffs de guitarra memoráveis e vocais puros, cujo resultado é um conjunto de músicas que transparecem uma variedade de emoções.

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Após nove meses intensos de gravações, os Badweather preparam-se agora para apresentar o seu EP de estreia, "Near Life Experiences", inteiramente produzido, misturado e masterizado por dois membros da banda, Alberto Hernández e Hugo Oliveira, e num quarto… em casa.

O EP estará disponível na sua totalidade nas plataformas digitais em finais de Julho/inícios de Agosto, mas entretanto, a banda partilha os dois primeiros singles, lançados recentemente, “Blossom” e “Sleeping Pills”