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Glam Magazine

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Bonnie ‘Prince’ Billy no Teatro da Trindade

Desde o início dos anos 90 que Will Oldham é uma personagem feita de vários alter-egos, construído por músicas e imagens. Testemunhou o último grande sopro artístico do indie rock, recuperou um género proscrito (o country) e deu-nos a ouvir, como se fosse a primeira vez, essa manifestação de uma voz e de um texto chamada canção.

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Fê-lo primeiro num tom desconfiado, quase lúgubre, duro, inspirado tanto pela honestidade do punk, como pelos ecos das montanhas Apalaches. Neste período, os seus discos tinham a assinatura de Palace Brothers, Palace Music ou apenas Palace, e inauguravam, para muitos, um novo género: o country alternativo. A partir de 1997, e até hoje, as coisas mudaram. Oldham abriu-se a versões (Richard Kelly, Leonard Cohen), foi alvo de versões (Johnny Cash, Mark Kozelek, Mark Lanegan) e colaborações (Björk, Current 93, Tortoise), envolveu-se em projectos laterais (com Matt Sweeney) e, sobretudo, tornou as suas canções mais partilháveis, mais próximas de quem as escuta. O humor, a exploração de outros arranjos e tradições da música popular americana (gospel, folk), a presença de vozes femininas e uma certa leveza contribuíram para essa intimidade.

 

Só as relações amorosas, a família, a liberdade, os temas eleitos do personagem, entretanto rebaptizada com o nome de Bonnie ‘Prince’ Billy, resistiram ao tempo. Neste retorno a Lisboa, a solo, traz-nos os temas compostos ao longo de vinte anos!

 

Will Oldham: voz e guitarra

 

Teatro da Trindade (Lisboa)

26 de Julho 2017 | 21.30h

S. Pedro… “O fim” na primeira pessoa…

Em S. Pedro, Pedro Podes encontra a sua mais sincera harmonia que se enlaça nas letras sobre as banalidades e dores da vida.

Num álbum que caminha ágil às diferenças dos altos e baixos existenciais, o antigo membro dos doismileoito alcança um patamar instrumental variado e exímio.

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Em entrevista à Glam Magazine, o início (“o fim”) de S. Pedro é revisto e debatido, no que foi um ambiente relaxado no estúdio do artista.

 

 

Para ouvir aqui a entrevista...

 

Entrevista, Reportagem e fotografias: Catarina Nasciemnto / Paulo Homem de Melo

Concertos do 25º Curtas Vila do Conde… Chassol

O francês Chassol, aclamado artista emergente, estreia-se em Portugal no 25º Curtas Vila do Conde com um surpreendente espetáculo audiovisual onde vai apresentar um dos seus mais recentes projetos, "Big Sun". Pianista, compositor, arranjador e produtor musical, Christophe Chassol tem captado a atenção da crítica e conquistado a admiração de músicos como Frank Ocean, Flying Lotus, Solange e Thundercat, o baixista de Kendrick Lamar e Pharrell Williams.

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Nos seus trabalhos, Chassol procura "harmonizar o real", musicando a vida, o mundo e tudo aquilo que encontra e com o que se relaciona, numa técnica a que chamou "ultrascore". As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens transformando-os em objetos audiovisuais singulares. Em palco, imagens e gravações são combinadas com música numa espécie de improviso onde nada é padronizado mas tudo flui naturalmente.

"Big Sun", o quarto álbum de Chassol, dá continuidade à trilogia de "ultrascores" que começou com a Nova Orleães creolina em "Nola Chérie" (2011), continuou na Índia com "Indiamore" (2013), terminando agora com um álbum inspirado numa viagem a Martinique, terra natal da família do músico.

Durante esta viagem, Chassol filmou e gravou uma variedade extraordinária de encontros e cenas do quotidiano que serviu de base a "Big Sun".

 

O resultado são 27 temas singulares compostos a partir de sons de pássaros; o assobiar de Pipo Gertrude; a poesia de Joby Bernabé; um encontro com uma habitante da montanha, Sissido; o rap de Samak; a flauta de Mario Masse; o carnaval Fort-de-France; os ecos do oceano, entre muitos outros elementos.

Neste concerto no Curtas Vila do Conde, Chassol é acompanhado do seu baterista num espetáculo multissensorial que será uma oportunidade única para testemunhar o génio musical do francês.

 

Teatro Municipal de Vila do Conde

12 de Julho 2017 | 00.00h

ZDB müzique… Hand Habits | Cyrus Gengras

Hand Habits… Na esfera infinita da escrita de canções haverá sempre espaço para todos. Para os inovadores e puristas, para a balada folk ou para pop electrónica, para a poesia da vida ou para a realidade do drama existencial. A geografia da sua origem de pouco ou nada se assume importante pois afinal tratam-se de temáticas universais. Megan Duffy poderá ter nascido oficialmente na região de Nova Iorque, porém o que expressa nas suas canções é uma tradução de ideias, estados e percepções que farão parte do quotidiano de muitos. É esse tom confessional e aconchegante, entre o canto balsâmico e o sussurro agridoce, que aborda uma miríade de sentimentos, relevando afinal um dos segredo da pop: esmiuçar a complexidade emocional através de uma expressividade simples.

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“Wildy Idle (Humble before the Void)” é efectivamente o disco que melhor expressa o trabalho que Meg tem vindo a desenvolver. Editado no primeiro trimestre deste ano pela Woodsist (Cian Nugent, Woods, White Fence e tantos outros), nele traz ecos dos tempos em que se apresentava como Albany D.I.Y ou a fibra das digressões nos últimos anos com os Mega Bog e Kevin Morby. Num momento especialmente sorridente para Morby, envolto de interesse e aplausos, é o próprio a apresentá-la como uma das vozes mais arrebatadoras deste tempo presente. Ainda que boa parte destas canções surjam de esboços relativamente esqueléticos (a voz e guitarra, apenas), Meg alcança a fazer delas autênticas esculturas sonoras. Antes de se apresentar por cá ao lado de Morby, é com enorme prazer que a ZDB a acolhe.

 

Cyrus Gengras… Igualmente sediado em Los Angeles e também colaborador de Morby, há definitivamente muito que esperar de Cyrus Gengras. Afinal tem acompanhado gente valiosa, onde se incluem Jessica Pratt. É pois natural que todo o savoir-faire dessas aventuras o tenham colocado num trilho sólido e cativante. De facto, parece dominar com propriedade toda a escola de folk independente nas últimas décadas. Por detrás de uma aparente simplicidade, cada uma das cinco canções do EP “CG” logra em desvendar uma veia de cantautor seguro, com muito para partilhar. Dos Wilco a Neil Young, passando por Kurt Vile ou Mac DeMarco, é dessa estirpe de gente inspirada, e inspiradora, em que Gengras se inscreve.

 

Inesquecível, e espelho de uma personalidade espirituosa (que naturalmente se estende à música), fica o título de uma cassette intitulada “Fuckin’ Up My Name”, saída o ano passado na label Death Records. Além disso, “Funny Instruments” poderá ser uma das baladas mais bonitas, honestas e assombrosas que escutarão nos próximos meses. Altamente indutor a road trips de verão e churrascos com direito a vinho vintage.

 

Galeria ZDB (Lisboa)

12 de Julho 2017 | 22.00h

Paulo de Carvalho arrasta multidão à Praça do Município

Uma noite que se esperava ser para amigos e familiares acabou por se tornar numa das maiores enchentes já vistas na Praça do Município. Foi numa completamente 'esgotada' Praça do Município que Paulo de Carvalho deu um concerto inesquecível acompanhado também da orquestra de câmara da GNR e de alguns convidados que também integraram o recentemente editado disco “Duetos”.

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Carlos do Carmo, Tozé Brito, Agir, Mafalda Sacchetti e Tatanka aceitaram o convite e marcaram presença num concerto que para além de celebrar os 70 anos de vida do cantor, foi também uma homenagem à música nacional. Foram momentos de muita nostalgia e emoção, ao som de canções da vida de todos os portugueses.

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No final do espectáculo, Paulo de Carvalho visivelmente emocionado com a gigantesca massa humana que encheu por completo a Praça do Município fez questão de cumprimentar todos os presentes que o procuraram para autografar discos e tirar fotografias: “Foi uma noite muito feliz, ficará para sempre na minha memória” referiu.

Moullinex lança novo single… “Work It Out”

Work It Out” é o novo single de Moullinex, no qual conta com a colaboração de Fritz Helder, do grupo Azari & III. Esta é uma canção carregada de sexualidade, que combina na perfeição os melhores elementos de um grande tema funk com um hino club underground.

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Além de amigos, Moullinex e Fritz Helder partilham um amor profundo e sem reservas por artistas explicitamente funk, como Cameo, Rick James, Colonel Abrams ou, claro, Prince, o que fez com que esta colaboração se tornasse imediatamente natural. O resultado é uma purga celebrativa da pressão do dia-a-dia, a banda sonora perfeita para aquele preciso momento em que alguém decide não lidar com os problemas dos outros.

Hypersex” é o título do novo álbum de Moullinex, que será editado no outono. O disco é uma autêntica carta de amor à cultura clubbing e uma celebração do amor, inclusão e diferença.

Depois dos singles “Open House” e “Love Love Love”, ambos recebido com grande aclamação crítica e pública, “Work It Out” dá-nos uma nova luz sobre o terceiro álbum de Moullinex, de forma otimista e desafiante.

Kind Of Magic & The Flashing Voices no Hard Club

Celebrando o 25º aniversário de um dos maiores eventos musicais de sempre, o concerto de homenagem a Freddie Mercury no estádio de Wembley, em 1992, os Kind of Magic & The Flashing Voices voltam à estrada em Portugal, começando as suas actuações no Hard Club, no Porto, no dia 21 de Julho. O projecto português reproduz em palco a sinfonia dos clássicos da banda britânica Queen, levando o público numa viagem musical e visual pela história do icónico grupo. Com 9 músicos em palco, os eternos arranjos instrumentais e vocais que caracterizam o som de estúdio dos Queen tornaram-se possíveis de reproduzir ao vivo, constituindo uma das grandes marcas distintivas deste projecto.

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Desde a sua estreia em 2014 num esgotado Armazém F, em Lisboa, a banda tem tido uma procura crescente, contando já no seu currículo com duas tournées nacionais e participação em vários festivais. Logo no primeiro ano após a sua apresentação, os Kind of Magic & The Flashing Voices actuaram para cerca de 50.000 pessoas, conquistando sucessivamente os elogios do público e da imprensa. Mantendo a tradição de Queen, a banda centra os seus espectáculos na participação do público, promovendo ainda uma grande proximidade com os fãs fora do palco, de que é exemplo a escolha nas redes sociais de temas a incluir em cada concerto.

 

Por tudo isto, os Kind of Magic & The Flashing Voices produzem concertos que marcam de forma indelével os seus espectadores, surpreendidos pela execução musical grandiosa e pela alegria que do palco transborda. É esta interacção - entre a banda e o público - que torna cada concerto único e uma verdadeira celebração do legado maior de Queen.

 

Hard Club (Porto)

21 de Julho 2017 | 22.00h