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Glam Magazine

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Ermo… Novo álbum "Lo-Fi Moda" sai hoje

Sai hoje, dia 30 de Junho o novo trabalho de originais dos Ermo. "Lo-Fi Moda" é um disco de electrónica pop, rompedor e impactante, que adopta o modelo da canção enquanto ponto de partida para um discurso inventivo, refrescante e surpreendente.

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A sua música já foi apelidada de ‘intervencionista’, descrevendo o estilo da banda como pop mergulhado em hip-hop e footwork com uma gíria pós-punk. O novo álbum retrata o comportamento humano, engolido pelo mundo digital. Feito para intrigar, apresenta 9 faixas sobre dois humanos do lado de lá do espelho. “Lo-fi Moda” funciona como uma metáfora para vaidade, auto-validação e narcisismo.

 

Os Ermo começaram em 2012, com o lançamento do seu primeiro EP homónimo. No ano seguinte, ‘Vem por Aqui’ o seu primeiro longa duração, é editado pela NOS Discos. Bem recebido pela crítica, o álbum recebeu largos elogios pelo seu carácter inovador e desprendido de género. Com o alargamento do seu público, a banda percorreu a Europa e Brasil durante os 2 anos seguintes, lançando um novo EP ‘Amor vezes Quatro’ em 2015. Agora, com “Lo-Fi Moda”, os Ermo marcam a produção nacional e confirmam-se como magnatas do incomum.

“Cais à Noite” é a grande aposta do 23 Milhas para o Verão…

Uma bebida fresca e a melhor eletrónica nacional, por favor: o “Cais à Noite” atendeu.

Nos próximos três meses, o 23 Milhas, projeto cultural do município de Ílhavo, e a Tomorrow Comes Today, servem este menu seis vezes. A new-wave disco dos Mirror People, o je ne sais quoi dos Sensible Soccers, a emancipação dos Los Luchos, a contemplação dos First Breath After Coma, o desenfreio dos Holy Nothing e a pop sedutora dos White Haus vão mostrar que as dunas, mais do que divãs, são pistas de dança de excelência. Seis sábados de verão em que a praia se prolonga no Cais Criativo da Costa Nova, em Ílhavo, um espaço informal que promove uma fusão única da natureza com a música.

O “Cais à Noite” abre portas antes do início dos concertos, que começam às 21:30, e a festa continua com alguns dos djs mais influentes da região, que servem de digestivo e garantem a produção de endorfina pela noite dentro.

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Nos espetáculos de Mirror People (8 de julho), Sensible Soccers (22 de julho) e White Haus (23 de setembro), a escolha dos djs é cortesia da Prime; nas noites de Los Luchos (29 de julho), First Breath After Coma (19 de agosto) e Holy Nothing (26 de agosto), a música permanece nas mãos dos cabeças de cartaz.

 

O “Cais à Noite” é a grande aposta do 23 Milhas num trimestre em que o público se mobiliza para as praias e o projeto reforça a sua aposta nas parcerias. É o caso da Tomorrow Comes Today, uma conferência internacional de música que decorre em outubro deste ano na cidade do Porto, e que é parceira do 23 Milhas nesta primeira edição do “Cais à Noite”, associando-se com algumas das bandas pré-selecionadas para o Showcase Festival, que decorre em simultâneo com a conferência.

 

O primeiro concerto doCais à Noite” acontece já dentro de pouco mais de uma semana, no dia 8 de julho, com a banda de Rui Maia (X-Wife), Jonny Abbey e João Pascoal. Os Mirror People juntam influências da pop eletrónica dos anos 80 com a contemporânea, numa combinação saudável e irresistível de Prince com Daft Punk, de quem tem a certeza que sabe (fazer) dançar. Lançaram recentemente o seu segundo disco, “Bring the light” e, nem de propósito, dão à luz o “Cais à Noite”.

The Legendary Tigerman desvenda excertos do novo álbum em exclusivo no Spotify

Numa antevisão do novo álbum "Misfit"; que sairá em Janeiro de 2018 com edição mundial em parceria com a Sony Music, e a abrir caminho para o concerto de The Legendary Tigerman no Super Bock Super Rock, estão disponíveis a partir de hoje no Spotify excertos das músicas do disco, contextualizadas pelo próprio Paulo Furtado.

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Em 80 segundos, as palavras de The Legendary Tigerman levam a descobrir, em cada excerto, os sons e histórias que fazem de "Misfit" um dos álbuns mais aguardados da carreira do artista. Depois de conhecidas as histórias por trás de cada um dos temas e os primeiros sons do muito aguardado novo álbum, será ainda maior a curiosidade para ouvir "Misfit" na íntegra em disco, em Janeiro do próximo ano, e ver a apresentação ao vivo, em primeira mão e em estreia mundial, dia 13 de Julho, no Palco EDP do Super Bock Super Rock. À conhecida energia e entrega total de Paulo Furtado em palco, juntam-se Paulo Segadães na bateria, João Cabrita no saxofone e teclados e Filipe Rocha no baixo.

 

"Misfit", o sexto álbum da carreira de The Legendary Tigerman, é o primeiro que não é gravado em formato one man band e que conta com a participação de Paulo Segadães e João Cabrita. O sucessor de “True” foi gravado no fim de 2016, no mítico estúdio Rancho de La Luna, no deserto californiano de Joshua Tree, onde já gravaram Queens of The Stone Age, Arctic Monkeys, Iggy Pop ou Foo Fighters. O estúdio é propriedade de David Catching, guitarrista dos Eagles of Death Metal. Johnny Hostile, que trabalha regularmente com as Savages, foi co-produtor do álbum e teve a seu cargo as misturas, enquanto a masterização ficou por conta de John Davis (Nick Cave, Royal Blood, Led Zeppelin).

 

Para ouvir aqui

Ana Free visita Portugal

Ana Free, que vive atualmente em Los Angeles, foi mãe de uma menina em Abril e está de visita a Portugal. Durante esta visita fará um conjunto de ações promocionais – sendo que a primeira aconteceu ontem, dia do seu 30º aniversário, às 22h no programa AO VIVO da Cidade FM - e dará um espetáculo nas Festas da Cidade em Ponte de Sor (Portalegre), no próximo dia 6 de julho, a partir das 23h30.

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photo: Kelly Lee

 

Ana Free apresentou recentemente o video para “California”, single que sucede a “Killing Kind” e a “Say It To Me”, extraídos do último EP “The Weight of The Soul”, lançado em 2016. “Califórnia” é uma canção que se destaca pela história que retrata e pela forma como foi produzida. O produtor, Rodrigo Crespo, pediu que a demo desta canção fosse gravada em estúdio num só take mas como a gravação correu tão bem, acabou por ser usada desta forma e sem edição final. É este pormenor que faz com que a musicalidade do tema California se torne tão único – por um lado o facto de ter sido uma gravação espontânea e por outro lado, pela forma como absorve a essência de uma atuação ao vivo.

O video, realizado pelo argentino Mariano Dawidson, foi filmado, ele também, num só take numa roda gigante em Los Angeles. Por um lado, os tons e as cores frias do video marcam uma tendência artística característica do trabalho de Ana Free, por outro lado, o contraste entre o parque de diversões e o visual mais obscuro da artista reflete os conflitos retratados nesta canção.

 

6 de Julho 2017 - Festas da Cidade em Ponte de Sor (Portalegre)

 

MeaJazz arranca hoje na Mealhada…

Começa hoje e prolonga-se até amanhã o MeaJazz, o primeiro festival de jazz da Mealhada. Pelo palco vão passar 7 nomes nacionais e internacionais: The Rite of Trio, Jazz Pá, Jeff Davis Trio, Andrea Bucko (na foto), José Valente, El Show de Dodó e Orquestra Jazz de Leiria

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Para a noite de sábado, dia 1 de julho, está reservado um grande momento, quando em palco se reunirem mais de 40 músicos. Num momento único e espectacular, em palco a Orquestra Jazz de Leiria vai reunir-se com o Coimbra Gospel Choir

O MeaJazz acontece no auditório ao ar livre da Quinta da Nora, no centro da Mealhada e a entrada é livre. Os concertos têm inicio pelas 21.30h

 

30 junho 2017

- The Rite of Trio

- Jazz Pá

- Jeff Davis Trio

- Andrea Bucko

 

1 julho 2017

- José Valente

- El Show de Dodó

- Orquestra Jazz de Leiria + convidados especiais: Coimbra Gospel Choir

Os Quatro e Meia editam hoje o álbum de estreia… “Pontos nos Is”

"Pontos nos Is" irá ver a luz das lojas de discos, desconfortavelmente encostado às prateleiras, hoje, dia 30 de Junho. Percebe-se, num relance, que o lugar dele não é ali.

A capa amarela destaca alegremente um robusto "i", ao centro, e confunde-se, ao longe, com o número "1". Repare-se que, se colocado inadvertidamente a fazer o pino entre outros álbuns, transforma-se automaticamente num ponto de exclamação. São casualidades, por certo, mas remetem-nos para a evidência de que este "Pontos nos Is" é, de facto, o primeiro álbum d'Os Quatro e Meia e reveste-se, por isso, de entusiasmo e nervoso miudinho para o grupo e o seu público! Exactamente, com ponto de exclamação!

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São 11 os temas que constituem o álbum. São estas as composições originais que marcam os primeiros 4 anos de existência d' Os Quatro e Meia, sendo que a autoria, arranjos e produção das mesmas são atribuídas aos próprios elementos da banda. Este 11 escolhido pelos próprios ajuda a entender o grupo como obra em construção, que, apesar da sonoridade característica e singular, vai-se recriando entre adufes ou shekeres, banjos ou contrabaixos, ritmos ora mais pop, ora mais bossa-nova, numa montanha-russa musical que ilustra bem a diversidade de influências e gostos de cada um dos músicos.

"Pontos nos Is" inicia-se pelo tema que lhe é homónimo e que remete para decisão e coragem, num ritmo crescente que impele o ouvinte para a frente e lembra que todos os dias são "o dia certo para avançar". Logo de seguida, a luz surge com "Sentir o Sol", numa referência clara ao prazer da contemplação do mundo que corre à frente dos nossos olhos, num ritmo frenético que nos faz querer levantar da cadeira e dançar. É nesse mesmo registo de alegre contemplação que "Chorinho" mostra como também há algo de brasileiro neste álbum, narrando a história de alguém que não merecia que lhe lançassem uma macumba. "P'rá Frente É Que É Lisboa" é, provavelmente, o tema mais conhecido do público afecto ao grupo e desafia-nos a ser felizes sem medida. As brincadeiras de criança surgem com "Meu Amigo, Que Saudades De Te Ver", onde levamos uma injecção de revivalismo ao qual não é alheia uma certa musicalidade a fazer lembrar a banda sonora de um qualquer filme infantil. "Já Estou de Regresso, Amor" lembra-nos de como longe e distância podem sempre ser trocados por regresso e abraços. Um dos temas mais tocantes surge na forma de homenagem à figura materna. "Minha Mãe Está Sempre Certa" sublinha de forma profunda mas, simultaneamente, suave, aquilo que todos sabemos mas não queremos admitir - que as mães têm, sem dúvida, um sexto sentido. Não será obra do acaso a inclusão sequencial de "Se Eu Pudesse Voltar" que, apesar do título, não é, de forma alguma, um tema triste, mas antes uma constatação de que podíamos sempre ter vivido mais intensamente. "Não Respondo Por Mim" é, porventura, a composição mais criativa do álbum, tratando de forma original e surpreendente um tema que é, geralmente, tudo menos divertido - o trânsito a caminho do trabalho. O momento mais introspectivo do disco surge com "Um "Sim" P'ra Regressar", onde a dactilografia compassada de uma máquina de escrever transforma uma carta em música, que vai ganhando corpo e motivação à medida que passa da folha para as cordas dos instrumentos. O tema final só poderia ser o festivo "Baile de São Simão", com ritmos tradicionais a darem o balanço que dois jovens habitantes da aldeia precisavam para serem felizes. E é muito difícil não ser feliz ao ouvir este álbum, que até termina com um foguete, como que avisando "por hoje, encerram-se as festividades, mas amanhã há mais"! E vai haver, é certo! Exactamente, com pontos de exclamação, pois o entusiasmo é contagiante e faz acreditar que Os Quatro e Meia têm muito mais por contar.

"Pontos nos Is" só cabe mesmo na caixa amarela, com um robusto "i" ao centro. Seria difícil rotulá-lo, atribuir um estilo musical, colocar na prateleira certa, junto dos seus pares. Aliás, vai ser difícil mantê-lo em alguma prateleira! O lugar dele é na aparelhagem, no leitor de CDs, no rádio do carro, onde vai querer tê-lo todos os dias, porque todos os dias são "o dia certo para avançar"!

Exactamente, com Pontos nos "i"s e ponto de exclamação!

Os Quatro e Meia

10º Festival Folk Celta com cartaz completo

O Festival Folk Celta acaba de anunciar o line-up completo para aquela que é a edição comemorativa do seu 10º aniversário, a decorrer de 27 a 29 de Julho na Praça Terras da Nóbrega, em Ponte da Barca.

Inserido em plena Reserva Mundial da Biosfera, com as margens do Rio Lima e do seu afluente Vade como cenário, o Festival Folk Celta é organizado pela Câmara Municipal de Ponte da Barca que decidiu este ano estender o evento a três dias.

Cartaz Folk Celta 10ª Edição

No dia de abertura, 27 de Julho, o Palco Terras da Nóbrega fica entregue ao musical Keltia, uma produção de Andrea Pousa e Queiman, que conta a história do nascimento da Cultura Atlântica em terras galegas quando a Europa ainda estava sobre uma capa de gelo. O musical tem cerca de 40 intervenientes em palco e mescla canto, teatro, declamação, dança e fogo. Logo de seguida, os The Oafs, que repetem a participação no festival agora para apresentarem o disco de estreia “My scars and stories”, e que inauguram o Palco Bricelta. A noite fecha ao som dos estreantes Peregrino Gris que nos chegam da Costa Rica e que trazem consigo três discos de originais muito bem recebidos pela crítica. O quarteto apoiado pelo fundo Ibermúsica parte da música tradicional folk mas aportando a visão e ritmos da América Central.

 

O segundo dia do festival, 28 de Julho, começa cedo com o primeiro espetáculo a decorrer a partir das 20h30 com o mexicano Quique Escamilla.  Considerado um nome em ascensão na world music, funde o rock com os ritmos populares mexicanos à qual junta uma forte mensagem política. Meia hora depois arranca o Palco Terras da Nóbrega com o concerto dos portugueses Diabo a Sete, que trazem um repertório baseado em temas originais e outros inspirados na música tradicional portuguesa. Seguem-se Xavier Diaz & Adufeiras de Salitre – um projeto que une um grupo de percussionistas e cantoras de música popular a Gutier Álvarez na safona e violino, Javier Álvarez no acordeão diatónico e Xabier Díaz, nome maior da música galega – e também os galegos Kalakan, grupo de três cantores e percussionistas, que se fazem acompanhar neste espetáculo de Luís Peixoto. Neste mesmo dia, o Palco Bricelta recebe os Chulada da Ponte Velha que se dedicam a retomar as práticas musicais do Douro e do Minho, e os Enraizarte compostos por 8 músicos quase todos vindos dos campos da música erudita.

 

O terceiro e último dia do festival, 29 de Julho, abre com os Mac Mardigans de Toledo (Espanha) à qual se seguem os Les Saint Armand, considerados pela Time Out Porto como um dos nomes a ouvir este ano, e os The Town Bar que percorrem os caminhos da folk, country e rock. Já o Palco Terras da Nóbrega recebe os Virandeira, que depois de uma performance energética e contagiante o ano passado carimbaram o passaporte de regresso para a 10ª Edição, e os Rura que nos chegam da Escócia e que são sem dúvida uma das atuações mais esperadas deste ano. Considerados pela prestigiada revista Songlines como "uma das mais entusiasmantes bandas da atualidade na cena folk escocesa", os Rura foram nomeados em 2015 como Melhor Atuação do Ano nos Scots Trad Music Awards e novamente nomeados o ano passado como Melhor Banda Folk. O festival encerra a sua 10ª Edição ao som dos foliões e bem dispostos Kumpania Algazarra que se caracterizam pela influência balcânica da sua sonoridade mas à qual não faltam o calor tropical, o balanço oriental e arabesco, os beats da música de dança e o hip-hop. Servem-se neste menu melodias inebriantes, a força dos sopros e o ritmo de festa, necessários para prolongar o espírito de dança noite dentro.

 

Em paralelo, existe um espaço de venda e exposição, onde podem encontrar cerveja artesanal, licores tradicionais, queijos e enchidos da região, sabonetes artesanais, óleos e unguentos naturais, e ainda uma área de restauração a trabalhar durante todo o horário dos concertos

 

27 de Julho 2017

Palco Terras da Nóbrega

22h30 – Keltia, o Musical (ES)

00h30 – Peregrino Gris (CR)

Palco Bricelta

23h30 – The Oafs (PT)

 

28 de Julho 2017

Palco Terras da Nóbrega

21h00 – Diabo a Sete (PT)

22h30 – Xabier Diaz & Adufeiras de Salitre (ES)

00h00 – Kalakan feat. Luís Peixoto (ES-PT)

Palco Bricelta

20h30 – Quique Escamilla (MX)

22h00 – Chulada da Ponte Velha (PT)

23h30 – Enraizarte (PT)

 

29 de Julho 2017

Palco Terras da Nóbrega

21h00 – Virandeira (ES)

22h30 – Rura (GB)

00h00 – Kumpania Algazarra (PT)

Palco Bricelta

20h30 – Mac Mardigans (ES)

22h00 – Les Saint Armand (PT)

23h30 – The Town Bar (PT)

MODAPORTUGAL Surpreende em Paris

A Galerie Perrotin, no coração do Marais, foi o cenário escolhido para acolher a primeira edição do SHOWCASE MODAPORTUGAL – uma iniciativa promovida pelo CENIT em parceria com a ANIVEC (vestuário), APICCAPS (calçado), AORP (joalharia) e ModaLisboa/LisboaFashionWeek, que teve lugar nos dias 23 e 24 de junho durante a Semana da Moda Masculina de Paris.

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Vinte e sete designers e marcas de moda portuguesa, incluindo vestuário, calçado, joalharia e lifestyle, juntaram-se, pela primeira vez, na capital francesa com o objetivo de posicionar Portugal como um país de excelência na área da moda. “Esta mostra da portugalidade em todas as suas vertentes foi inédita e bem-sucedida logo na estreia”, reconheceu Manuel Lopes Teixeira, CEO do CENIT. “Este é um caminho muito interessante para a moda portuguesa», afirmou, destacando «a forma como a moda industrial conviveu de forma profícua com a moda de autor, adicionando uma faceta de design ao know-how industrial pelo qual Portugal já é reconhecido”.

 

Também o vice-presidente da ANIVEC, João Paulo Pinto Machado, considera “fundamental reunir as competências dos sectores para reposicionar a imagem de Portugal enquanto criador de moda e não apenas de fabricante de moda para marcas”.

 

Do lado do calçado, Manuel Carlos, presidente delegado da APICCAPS, destacou o esforço desta cooperação como indispensável para alicerçar este projeto. “Há um elemento essencial, que é necessário para se fazer um caminho destes, com vários parceiros. Esse elemento essencial é a confiança e a confiança é entre as pessoas. As instituições são paredes, as instituições têm pessoas e se as pessoas tiverem confiança umas nas outras, com perspetivas e horizontes comuns, como é o caso da confeção e do vestuário, podem ter um horizonte comum. Este petit pays que nós temos é um grand pays na Europa. Nós temos uma indústria de calçado e de confeção que é, hoje, provavelmente a maior da Europa”.

 

Fátima Santos, secretária-geral da AORP, encarou com entusiasmo esta parceria num sector tradicional envolto em segredos e com pouca abertura para a moda. “A moda também tem complementos e por isso faz todo o sentido estarmos aqui, juntamente com o vestuário e o calçado. A ourivesaria sempre centrou a sua estratégia nas matérias-primas e não nas marcas, embora ultimamente tenham surgido no sector marcas e o tenham aproximado ao mundo da moda”, referiu.

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O SHOWCASE MODAPORTUGAL “foi pensado numa lógica coletiva, quase como uma miniembaixada daquilo que é o mood português contemporâneo, que sabe pensar, que sabe construir, que sabe fazer e que também tem alguma coisa de tradicional nas suas técnicas, mas que é um Portugal moderno”, explicou, Eduarda Abbondanza, curadora deste evento.

 

O espaço, dividido em três ambientes, acolheu na sala magna as marcas de vestuário e calçado, paredes-meias com a sala da ourivesaria, que albergou peças de joalharia numa mesa decorada com azulejos portugueses – ambas áreas concebidas pelo estúdio Pedrita. O terceiro espaço recriou o mar, através de som e imagem, numa instalação assinada por Eduarda Abbondanza.

 

De acordo com Pedro Monteiro, fundador e designer da Litoral, esta participação foi “uma boa oportunidade” para a marca de vestuário, que levou até à Cidade-Luz peças fortes da coleção feitas em 100% algodão ou em 100% linho. A marca portuguesa de outerwear, fundada em 2015, está já no mercado global através de agentes no Japão, nos EUA e na Europa. Também a marca de calçado Nobrand, presença habitual em grandes plataformas internacionais, não quis deixar de salientar a importância desta mostra em França, “um dos mercados onde queremos crescer”, revelou Marco Lusquiños.

 

O encanto da joalharia não passou despercebido às centenas de pessoas que deambularam pela Galerie Perrotin. O trabalho da Joana Mieiro através da sua marca Mimata já tem reconhecimento internacional em mercados como Hong Kong, China ou EUA, mas a designer quer intensificar a sua presença noutros mercados, nomeadamente o europeu. “A joalharia ainda está a dar os primeiros passos no mercado externo, mas acredito que muito em breve teremos o reconhecimento lá fora como tem a indústria do calçado ou do vestuário”.

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O SHOWCASE MODAPORTUGAL acolheu, ainda, momentos de apresentação das coleções masculinas dos designers Ricardo Andrez, Luís Carvalho e Ricardo Preto para a próxima estação quente. As memórias da infância inspiraram as propostas de Ricardo Andrez nesta sua primeira apresentação em Paris. “Acho importante estarmos aqui e dizermos “somos estes e fazemos isto””, resumiu o designer. No jardim exterior, a estreia de Luís Carvalho não poderia ter sido mais perfeita. “Eagle Eye”, o nome da coleção, inspira-se nas águias, presentes em bordados, mas também nas texturas das peças, a que se soma o look safari, nos bolsos e nas cores. “Foi interessante estrear em Paris com a apresentação da minha coleção masculina. Penso que será mais fácil alavancar a minha marca aqui com homem do que com senhora, onde há mais oferta”, acredita o designer, que venceu o Globo de Ouro para Melhor Estilista em maio.

Je suis le monde” foi o nome da coleção apresentada por Ricardo Preto onde a força do coletivo, garantiu, é a grande inspiração das suas propostas masculinas para o verão 2018. “Passou tudo por ser um grupo de portugueses em Paris a mostrar o que fazemos ao mundo – essa é, para mim, a importância de eventos como este”, confessou. O designer está atualmente a trabalhar com os grandes armazéns filipinos Rustan’s, pelo que divide a sua criatividade ente os dois continentes.

 

No último dia, o evento encerrou da melhor forma com a abertura da Galerie Perrotin ao público parisiense, bem como uma performance com a assinatura de Nuno Gama, interpretada por elementos da companhia Olga Roriz. A consciência ambiental foi o tema central das propostas de moda masculina, onde não faltaram elementos da cultura e história nacionais, intrínsecos já ao criador, como os azulejos estampados em t-shirts e sapatos.

 

Fotografias: ModaLisboa

Kodaline ao vivo em Portugal em Novembro

Os Kodaline, banda irlandesa que ajudou o NOS Alive’17 a esgotar os passes de três dias e os bilhetes diários para dia 8 de julho a mais de três meses do evento, acabam de confirmar um concerto em nome próprio dia 14 de novembro, no Campo Pequeno.

O quarteto de Dublin apresenta em Lisboa o novo disco de estúdio, que será brevemente apresentado ao público. Deste novo trabalho já se pode conhecer o primeiro single “'Brother”, produzido por Steve Harris e Two Inch Punch, com a colaboração de Johnny McDaid (Snow Patrol), e misturado por Spike Stent. Este é o primeiro revelar do pano do tão aguardo terceiro álbum de originais.

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photo: Laura Lewis

 

Para este novo trabalho, os Kodaline trabalharam pela primeria vez com um leque variado de escritores e produtores, incluindo o guru pop Wayne Hector, Jonny Coffer (Beyonce, Emeli Sande, Naughty Boy e Two Inch Punch (Rag ‘n’ Bone Man, Sam Smith). Este é o trabalho sucessor de “Coming Up For Air”, editado em 2015 e Disco de Ouro no Reino Unido. Já o álbum de estreia, “In A Perfect World”, vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo e já soma mais de 200 milhões de visualizações no canal Vevo.

​Os Kodaline são Steve Garrigan (voz, guitarra, teclados, bandolim e harmónica), Mark Prendergast (guitarra, voz secundária e teclados), Vinny May (bateria e percursão) e Jason Boland (baixo e voz secundária).

 

“Drops” é o EP de estreia de LINCE e já está disponível…

No final do ano passado, LINCE a.k.a Sofia Ribeiro, a miúda loira de olhos azuis que conhecíamos enquanto teclista dos We Trust e dos There Must Be A Place, deu a conhecer 2 temas em nome próprio que rapidamente despertaram a curiosidade dos ouvidos mais atentos, dentro e fora de portas, como se pode ler na Les Inrockuptibles “c'est fin et délicat comme on aime.” A aventura LINCE havia começado.

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Os primeiros meses de 2017 foram repartidos entre o estúdio, a compor, e os palcos (Sofar Sounds, Lisboa Dance Festival), a testar e a aprimorar as novas composições. Quem assiste, refere Dillon, James Blake ou iamamiwhoami como anjos sonoros, mas a referência principal é a de que LINCE nos faz descobrir uma atmosfera muito própria, em que a electrónica é ponderada com mestria com a sensibilidade e a emotividade que as palavras e a voz de Sofia impõem em LINCE.

A propósito de “Drops” Sofia refere: “Este EP é uma primeira reunião de temas que compus nestes últimos anos, uma primeira mostra do que tenho vindo a desenvolver musicalmente.” E prossegue “ainda que estes cinco temas tenham surgido em alturas diferentes e não sejam, em termos sonoros, idênticos, sinto que há algo que os liga, muito provavelmente a envolvência da voz e do piano.”

 

Ao escutar os temas que integram “Drops”, é evidente uma aparente dicotomia entre emoções e sensações, entre temas de características dançáveis e outros de carácter contemplativo, entre diálogos e monólogos, assentes em bases sonoras que nos provocam ora a inércia ora o movimento. O EP foi gravado e misturado por João Bessa e contou com a produção de André Tentúgal e da própria Sofia que foi também responsável pela composição dos temas.

 

7 Julho 2017 - NOS Alive / Coreto Stage

29 Julho 2017 - Noites do Paço / Paço da Giela (Arcos De Valdevez)

26 Agosto 2017 - Banhos Velhos (Caldas das Taipas)

8 Setembro 2017 - Suave Fest (Guimarães)

15 Setembro 2017 - Paredes Fest (Paredes)

YCWCB apresentam novo video e confirmam presença no NOS Alive e Paredes de Coura

“If I Know You, Like You Know I Do”, o mais recente single dos You Can't Win, Charlie Brown, é um exercício de pura pop descontraída e dançável: "o culminar de décadas de frustração em que a vontade de dançar era sempre batida pela vergonha de fazer mais do que abanar os ombros", segundo um elemento da banda.

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Depois de “Above The Wall” e “Pro Procrastinator”, “If I Know You, Like You Know I Do” é o terceiro tema de “Marrow” a ter direito a um vídeoclip. O trabalho mostra os You Can't Win, Charlie Brown de bem perto, com produção dos We Are Plastic Too e realização de Afonso Cabral.

Os You Can't Win, Charlie Brown vão mostrar este e outros temas no palco Nos do Nos Alive, no dia 6 de julho e por todo o país durante o verão, com passagens marcadas para o Vodafone Paredes de Coura, Douro Rock e Feira de São Mateus, entre outros.

 

6 Julho 2017 - NOS Alive

22 Julho 2017 - Guarda em Alta (Guarda)

12 Agosto 2017 - Douro Rock (Peso da Régua)

17 Agosto 2017 - Vodafone Paredes de Coura

26 Agosto 2017 - Banhos Velhos (Caldas das Taipas)

4 Setembro 2017 - Feira de São Mateus (Viseu)