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Glam Magazine

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NOS Alive '17... Match Attack… Curadoria do Palco NOS Clubbing

A Match Attack, umas das principais agências de artistas em Portugal vai juntar no dia 8 de Julho, no Palco NOS Clubbing do NOS Alive, alguns dos seus mais reconhecidos artistas para aquilo que se espera ser uma noite inesquecível, de grande festa para todos, com nomes exclusivamente nacionais mas que também têm dado cartas fora de portas. Do luxuoso cartaz contam nomes como: The Discotexas Band, GPU Panic, Ghost Wavvves, Marvel Lima, Mike El Nite, Mr. Herbert Quain, Switchdance ou Trikk.

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Apresentando cada um, a The Discotexas Band, quase que as dispensava. Os três elementos que a compõem tinham lugar em qualquer palco de qualquer festival pelo mundo fora, falamos pois claro de Da Chick, Moullinex e Xinobi. A comemorar os 10 anos da editora nacional Discotexas, fundada pelos dois últimos, irão apresentar o especialíssimo espetáculo "10cotexas", onde passarão em revista, durante uma hora, os grandes sucessos de cada um deles e ainda darão um cheirinho daquilo que é a coletânea conjunta que saiu no mês passado.

 

Guilherme Tomé RIbeiro é GPU Panic ou o "Gui dos Salto" mas é sob o signo do primeiro que irá marcar presença no NOS Alive. O seu primeiro EP, que sairá brevemente explora texturas eletrónicas num ambiente nostálgico e enigmático, onde, por vezes, a voz ao fundo conduz a música e funde-se com os sintetizadores, basslines e beats que guiam o público ao longo de três curtas viagens. Presente este ano na Red Bull Music Academy, estreou na RBMA Radio o primeiro single "Tanger" e atuou pela primeira vez como GPU Panic, numa noite que contou com a presença de nomes como Suzane Cianni, Veronica Vasicka e Kaitlyn Aurelia Smith. No festival apresentará ao vivo o novo EP dois dias depois de estrear um novo tema através da RBMA, a não perder.

 

Ghost Wavvves é outro nomes que estará no dia 8 de Julho no Palco NOS Clubbing. Com um novo EP a sair amanhã, dia 30 de Junho e uma nova música que sairá já no dia 5 de Julho pela Red Bull Music Academy, onde também esteve este ano, estará no Festival com muitas coisas novas para apresentar e com  um live que vai levar o público a viajar ao seu bem vincado mundo virtual.

 

Os Marvel Lima são uma das grandes revelações nacionais do último ano e pretendem que 2017 seja um ano de consolidação. Entre vozes, percussões, sintetizadores, guitarras, baixo e bateria, este projeto oriundo de Beja, recria a ambiência distorcida de uma viagem temporal entre os anos originais do rock psicadélico e a música contemporânea de hoje, com um forte tempero mediterrâneo e assumida influência latina. Para o NOS Alive prepararam também eles um espetáculo especial com alguns convidados e com um tema novo que será apresentado em exclusivo, no NOS Clubbing, no dia 8 de Julho.

 

O desfile de talento continua com Mike El Nite. Aliado ao produtor Dwarf, o rapper não se acanha de desenterrar os guilty pleasures portugueses do passado e de voltar a apresentá-los sob uma lente contemporânea. A renúncia do lado formulaico do trap da dupla no álbum, fez com que “O Justiceiro”, o primeiro LP de Mike El Nite, tivesse impacto no panorama do hip hop português. Para não destoar e depois de fechar o ciclo d'O Justiceiro com o tema "Oliude", Mike El Nite prepara um novo tema, produzido com Dwarf para agitar o Palco do NOS Alive.

 

Mr. Herbert Quain é sempre uma novidade, é daqueles que nunca tem um espetáculo igual e que por isso vale sempre a pena ver de novo. Grande exemplo disso foram as passagens por palcos como LUX Frágil, Musicbox Lisboa, Indústria, Plano B e o RBMA Boiler Room Lisbon sempre cheias de gente e com grande componente também visual. No NOS Alive, é aqui que Mr. Herbert Quain se vai destacar. Para além da sua sonoridade única, em estreia estará um novo espetáculo audiovisual preparado para a ocasião.

 

Só assim já valeria a pena mas faltam duas das maiores promessas da música eletrónica portuguesa. Switchdance ou Marco Antão é DJ residente do LUX mas os seus pontos fortes não se ficam por aqui. Nos últimos tempos lançou pela Galaktika Records uma remix que percorre todas as pistas de dança, um pouco pelo mundo fora. Também a Innervisions a editora de dois nomes como Dixon e Ame lançaram numa coletânea recente o tema "O Amolador" mostrando que os maiores do mundo eletrónico já não o tirarão debaixo de olho.

 

Finalizando da melhor forma, outro nome também apadrinhado pela Innervisions mas que já foi agarrado com unhas e dentes. Falamos de Trikk, um dos maiores motivos de orgulho da cena eletrónica portuguesa. Com passagem por Londres e agora sediado em Berlim, onde vai atuar na Berghain em Julho, Trikk é já um dos nomes fortes daquela editora, tendo editado o EP “Florista” no final de 2016. Mas o DJ e produtor não pára. No NOS Alive irá apresentar a mais recente Remix que será lançada pela Innervisions no dia 14 de Julho mas para o final de Outubro tem já dois EPs prontos a sair. Um nome dos grandes no dia 8 de Julho, no Palco NOS Clubbing.

 

Os bilhetes do NOS Alive já estão esgotados mas haverá sempre lugar para mais um na grande festa do Palco NOS Clubbing no último dia do Festival

Contas fechadas para a décima edição do Milhões de Festa…

Estão consumados os dez anos a derreter fronteiras… entre transpor barreiras de tempo, de género, de espaço, o Milhões de Festa chegou ao alinhamento final para a edição de 2017. Por isso, aos já confirmados Graveyard, The Gaslamp Killer, faUSt & GNOD, Powell e Meatbodies, por entre tantos outros, acrescem de forma derradeira os míticos Pop Dell'Arte e, claro, os inevitáveis Riding Pânico.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Entre os novos acrescentos destaca-se, também, Yussef Dayes, parcela inolvidável do combo Yussef Kamaal que em 2016 apresentou "Black Focus", registo jazz de fusão funk e uma das edições mais aclamadas a partir da Grã-Bretanha; o baterista da dupla inglesa estreia-se em Portugal para apresentar o álbum de estreia com banda. Vindos do outro lado do oceano, os Bitchin Bajas juntam-se à festa com os seus mantras estratosféricos com origem na ventosa cidade de Chicago.

 

Finalmente, e porque algumas repetições compreendem mais do que uma tradição, mas também uma transformação contínua, marca-se o regresso do Ensemble Insano, que reúne três gerações de músicos barcelenses sob uma única batuta, e também da Favela Discos no seu formato Favela Impromptu, que durante o dia 20 coabitaram os espaços sem concertos com tudo o que na sua constante residência artística possa surgir. Também em repetição, mas com duas estreias no conceito, os DJs Fusco Lusco, darão música às horas de jantar junto ao palco Taina, com Nightman e Suave Geração a acrescer à Rádio Popular de Paulo Cunha Martins que em 2016 levou o melhor da música romântica portuguesa à mesa dos festivaleiros.

 

As movimentações finais na selecção Milhões de Festa 2017 vêm com um travo amargo, com Mette Rasmussen a subtrair-se à actuação com os holandeses Cocaine Piss por motivos alheios à organização do festival. O cartaz, completo e distribuído por dias, fica como abaixo explanado…

 

20 de Julho 2017

Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs

Rizan Said

Stone Dead

Cigarra + BirdzZie

Live Low

Enablers

Favela Impromptu

Ensemble Insano

DJs da Casa (DJ Lynce, Tojo, DJ Quesadilla)

 

21 de Julho 2017

The Gaslamp Killer

faUSt & GNOD

Sacred Paws

Blown Out

Cocaine Piss

Lavoisier + Barrio Lindo

Ifriqiyya Électrique

Switchdance

Orchestra of Spheres

TAU

Mehmet Aslan

GPU Panic + Shake it Maschine

Conjunto Cuca Monga

Systemik Viølence

VAI-TE FODER

Nightman

 

22 de Julho 2017

Graveyard

Cave Story + Duquesa + Ra-Fa-El

Yussef Dayes presents Black Focus

Yves Tumor

Moor Mother

Janka Nabay & The Bubu Gang

DJ Katapila

Sex Swing

Bitchin Bajas

Sly & The Family Drone

MQNQ (MMMOOONNNOOO & Quim Albergaria)

MVRIA + Supa

Brutal Blues

RATERE

O Bom, o Mau e o Azevedo

Mweslee

BFlecha

Rádio Popular (por Paulo Cunha Martins)

 

23 de Julho 2017

Hieroglyphic Being

Powell

Meatbodies

Pop Dell’Arte

Bad Breeding

Sarathy Korwar

Chúpame El Dedo

Shame

Pixvae

Riding Panico

Sarathy Korwar + Hieroglyphic Being

Ghost Wavvves + Mike El Nite

DJ Fitz

Galgo

BALA

Italia 90

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Iguana Garcia

Suave Geração

"Juntos Por Todos" já arrecadou 1.153.000 € para ajudar as vítimas dos incêndios florestais

"Juntos Por Todos", que decorreu esta terça-feira, 27 de Junho, no Meo Arena, foi visto por mais de cinco milhões e meio de espectadores, só em Portugal Continental, a que se somam as audiências no mundo inteiro, on air e on line, graças à associação, histórica, entre as três operadoras nacionais de televisão, RTP, SIC e TVI, assim como entre as rádios nacionais, cuja emissão conjunta foi seguida por uma audiência estimada em mais de um milhão de pessoas on air e on line.

Ao longo da emissão, a linha 760 200 200, disponibilizada para as chamadas de valor acrescentado, recebeu 1.430.000 chamadas com o valor unitário de 0,60 cêntimos que, somadas aos 14.000 bilhetes com preços entre os 15 € e os 25 €, colocados à venda para o evento no MEO Arena e esgotados em 3 dias, permitiram encerrar a noite com o valor arrecadado de 1.153.000 €.

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A totalidade das receitas angariadas será entregue à União das Misericórdias Portuguesas e reverte a favor das populações afectadas pelos fogos florestais que ocorreram na região centro do país, um acontecimento considerado como uma das maiores tragédias na história do nosso país. A União das Misericórdias Portuguesas encontra-se a colocar em marcha o plano de apoio às vítimas dos incêndios e fará um ponto de situação regular sobre a aplicação das receitas, para que todos os portugueses possam acompanhar a materialização da ajuda proporcionada por esta vaga de solidariedade sem precedentes, que uniu a nação.

 

"Juntos Por Todos" foi uma iniciativa civil, que contou com o trabalho voluntário de mais de mais de 800 profissionais, co-produzida pela Sons em Trânsito, Nação Valente, MEO Arena, Blueticket, RTP, SIC e TVI, e artistas participantes: AGIR, Amor Electro, Ana Moura, Aurea, Beatbombers, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra, Gisela João, Hélder Moutinho, João Gil, Jorge Palma, Luísa Sobral, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rui Veloso, Salvador Sobral e Sérgio Godinho.

 

O evento contou ainda com o Alto Comissariado da Fundação Calouste Gulbenkian e o contributo das editoras Sony Music Portugal, Universal Music Portugal, Valentim de Carvalho e Warner Music Portugal na sua divulgação artística.

 

A organização aproveita esta oportunidade para agradecer a todos os parceiros que se associaram ao "Juntos Por Todos" e que se encontram listados abaixo, sem os quais a realização deste evento solidário não seria possível. A produção assegurou ainda uma política de zero desperdício, entregando 400 refeições, 150 saladas, bolachas, iogurtes bem como outros alimentos e bebidas à Refood (para consumo a curto prazo em Lisboa) e à ONG Médicos do Mundo (para entrega nas zonas afectadas pelos incêndios).

 

Linda Martini na Gala do Grande Prémio de Literatura dst em Braga

A cerimónia de entrega da XXII edição do Grande Prémio de Literatura dst, que este ano distinguiu o escritor Mário Cláudio com a obra “Astronomia”, realiza-se na próxima sexta-feira, dia 30, numa cerimónia que decorrerá a partir das 21h30, no Theatro Circo, em Braga.

O prémio, no valor pecuniário de 15 mil euros, será entregue por José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo dst, num evento que contará com a presença do ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, da vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Dias, e do Júri do GPL.

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A gala inicia-se com o bailado “A Morte do Cisne”, com a coreografia de Helena Mendonça e música de Saint-Saens, contando com Eleonora Picas, na harpa, Beatriz Magalhães, no violoncelo, e interpretação da bailarina Maria Teresa Teixeira. Seguem-se leituras de excertos do livro vencedor "Astronomia”, pela Companhia de Teatro de Braga, e o bailado SHOSTASOLO, interpretado também pela bailarina Maria Teresa Teixeira, com coreografia de Helena Mendonça, música de Dmitri Shostakovich e figurinos assinados por Pedro Noronha Feio e Sara Lamúrias. A fechar a noite, os Linda Martini sobem ao palco de um dos mais emblemático teatros nacionais para apresentar o seu mais recente trabalho discográfico e alguns dos êxitos que têm marcado a sua carreira.

 

Mário Cláudio é o vencedor da XXII edição… O júri, que decidiu por unanimidade, relevou a “invulgar qualidade da narrativa”, onde impera a harmonia “num tecido em que os tempos se estabelecem, dialogam e reconstituem”. São tempos que retratam as diferentes fases da vida do autor - infância, maturidade e velhice -, através de uma autobiografia, que espelha uma visão fantasiosa de Mário Cláudio sobre o seu percurso.

 

O artista, que também se dedica à poesia, ao ensaio, à dramaturgia e aos livros infantis, trilhou um percurso ímpar na literatura portuguesa, onde se distinguem obras como “Amadeo”, “Guilhermina” e “Tiago Veiga”. Mário Cláudio é o pseudónimo de Rui Manuel Pinto Bardot Costa, que nasceu em novembro de 1941, no Porto, e se licenciou em Direito na Universidade de Coimbra. Soma também o diploma como Bibliotecário-Arquivista pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o título de “Master of Arts” em Biblioteconomia e Ciências Documentais, pela Universidade de Londres.

 

Monday (Cat Falcão) estreia-se a solo com o single "Yo-Yo"

“Yo-Yo” é o nome do single de apresentação de Monday, novo projecto de Cat Falcão, metade do duo Golden Slumbers. O tema foi incluído na colectânea Novos Talentos FNAC 2017 e faz parte do disco de estreia cuja edição está prevista para o final do ano.

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As canções de Monday, cujas letras têm tanto de autobiográfico como de ficcional, foram escritas por Cat Falcão, muitas das quais durante um período entre discos de Golden Slumbers em que viveu em Londres. Neste conjunto de canções, partindo das bases e influências folk da Cat, são exploradas novas sonoridades, mais eléctricas e, a espaços, experimentais. A “Yo-Yo”, por exemplo, fala da "frustração de, por vezes, não se saber estar numa relação".

A acompanhar este primeiro tema surge também um colorido vídeo realizado por Filipa Simão e protagonizado por Cat, com a ajuda de efeitos especiais e cameos do produtor e guitarrista António Vasconcelos Dias. "O conceito do vídeo é transparecer a energia inerente na música através das cores fortes e objectos divertidos. O objectivo foi criar uma dinâmica divertida e colorida que ilustre a mood da música. Quando ouvi a música pela primeira vez surgiram-me logo as ideias e cheguei à conclusão que teria de ser." (Filipa Simão)

 

A estreia oficial de Monday ao vivo ocorreu no passado dia 24 de Junho, no evento FNAC Live 2017, no Village Underground Lisboa.

Mais datas a anunciar em breve!

NOS Alive’17… Palco NOS Clubbing revela cartaz do dia 6 de Julho

Dia 6 de julho o Palco NOS Clubbing recebe um cartaz de peso com Jessy Lanza, Batida, Karlon, Niles Mavis, Wack, Rita & O Revólver, Antonio Bastos e Carlos Cardoso. A curadoria esteve a cargo do radialista e diretor da rádio Oxigénio Carlos Cardoso, garantidamente um dos responsáveis pela entrada de grandes nomes da música no circuito das rádios em Portugal. O alinhamento proposto para o primeiro dia do NOS Alive’17 viaja pelas sonoridades vanguardistas do hip-hop, da soul e da eletrónica.

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Rita & O Revólver é a banda que abre o Palco NOS Clubbing nesta 11.ª edição. Atualmente a preparar um EP que antecede o CD de estreia, a banda reúne a voz soul da atriz Rita Cruz, Rui Alves (bateria), Tiago Santos (guitarra), José Moz Carrapa (baixo), João Cardoso (teclados), e Hugo Menezes (percussões). Dos blues de Leadbelly à soul de Marvin Gaye, Curtis Mayfield ao ritmo hipnótico do afro-funk, a banda junta versões e originais em português cujos temas abordam a luta dos povos e das minorias, sempre envolvidos no ritmo do funk, soul e grooves afro- latinos. A mistura é explosiva e a cantiga é uma arma, mas com a Rita & O Revólver também se dança.

 

Em palco segue-se Wack, o quinteto que junta a musicalidade do jazz, à groove do funk e à força do hip-hop. Wack é uma palavra “hiphopiana” para algo mau ou sem qualidade. Para os Wack, ser Wack é um refúgio para poder criar música sem limites, obrigações ou juízos de valor. São já três os EPs que constroem a carreira deste grupo que junta músicos jazz a artistas hip-hop. Vencedor dois anos consecutivos do Dance Club Awards na categoria melhor DJ de hip-hop, Niles Mavis, é o próximo em palco. Desde que descobriu a arte dos pratos e do scratch, já colaborou com nomes como Micro, Bulllet, Dealema, The Legendary Tiger Man, Rodney P, Ruste Juxx, Anthony B, Sam The Kid, Buraka Som Sistema, Balla, Ollea Teeba (Ninja Tune), A-Trak,Dj Carze e Curtis Blow. Já passou por importantes palcos mundiais, esteve em digressão com um dos mais sonantes MCs londrinos Ty e atuou no Coliseu de Lisboa e do Porto com os respeitados gigantes da musica De La Soul. Com muitos projetos a caminho Niles aka Sr. Alfaiate promete não deixar dúvidas que a evolução faz parte da sua vida.

 

Para apresentar o novo registo de originais sobe a palco o MC Karlon. “Passaporti”, é o novo trabalho do músico e compositor, pioneiro do hip-hop crioulo em Portugal, tendo fundado em 1994 o grupo Nigga Poison (duo formado com Praga). O terceiro trabalho de estúdio leva-o às raízes, juntando os sons cabo-verdianos que ouvia em casa (morna, coladera, funaná) e os beats do rap com que se desenvolveu desde os 12 anos, nas Ruas da Pedreira dos Húngaros. "Passaporti” inclui participações de Chullage, Maria Tavares, Valete, Carlos Martins no Saxofone, Bdjoy nas congas, Scratch a cargo do DJ X-Acto, Ary César na Guitarra e Ary (Blasted Mechanism) nos sintetizadores. A produção de todas as faixas ficou a cargo do Charlie Beats, exceção do tema “Nha rosa” produzido por Igor Santos.

 

Do Canadá chega Jessy Lanza, produtora e cantora de Hamilton, Ontário. O seu disco de estreia, “Pull My Hair Back”, gravado em parceria com Jeremy Greenspan, dos Junior Boys, foi amplamente elogiado por títulos como The Guardian, Times e Pitchfork. Ao NOS Alive’17 a artista traz o seu mais recente longa-duração, “'Oh No”, editado em 2016. Lanza viu o primeiro single do último trabalho de originais, “'It Means I Love You”, escolhido para “Best New Music” pela Pitchfork. Jessy Lanza já realizou digressões mundiais ao lado de nomes como Cut Copy, Caribou e Junior Boys.

 

Para não deixar arrefecer a noite sobe a palco Antonio Bastos. Antonio Bastos é músico, compositor, produtor. Músico desde que nasceu, com forte formação em jazz, percussão, novas tecnologias e clássica, a sua música esteve presente com diferentes formações em alguns dos principais palcos, clubs e eventos a volta do mundo (Espanha, França, Bélgica, Áustria, Itália, Suíça, Turquia, Alemanha, Estados Unidos). Antonio Bastos tem um currículo muito extenso como produtor tendo (também como Johnwaynes) editado pelas mais prestigiadas editoras do mundo. Antonio Bastos em concerto, apresenta todas as suas experiências e influências onde as emoções viajam entre a eletrónica intimista, jazz, clássica, música do mundo e o house.  Para o NOS Alive’17 Antonio preparou um concerto especial onde convidou o multi-instrumentista Paulo Bastos da música do mundo que vem mostrar que a tradição já não é o que era.

 

De seguida o Palco NOS Clubbing recebe Batida. Batida é o nome com que Pedro Coquenão assina o que faz. Nascido no Huambo, em Angola, cresceu nos subúrbios de Lisboa e tem dividido a sua vida entre a produção musical, a rádio e o vídeo. Um dos maiores nomes da atualidade, Batida já pisou os mais importantes palcos mundiais e foi distinguindo pela imprensa internacional como Guardian, XFM ou a BBC1, onde foi apontado como “o disco a ouvir” por Gilles Petterson. Pedro Coquenão já fez parte da lista para Melhor Artista nos prémios da Revista Songlines e, o seu disco "Dois", foi nomeado para Melhor Álbum Indie Europeu nos Impala Awards.

 

Para encerrar da melhor forma esta primeira noite estará nos pratos o curador Carlos Cardoso. O radialista conta com uma carreira essencialmente dedicada a rádios de música. XFM, Antena 3, Voxx e atualmente na Oxigénio, como diretor e coordenador musical, sempre a divulgar as novas coordenadas musicais e acompanhar a cena local. O amor pela música e a necessidade quase compulsiva de partilhar alguns dos seus discos, fazem com que mantenha em paralelo à Rádio, a atividade de DJ. Já tocou em vários festivais de verão, clubes e também lá fora no Canadá, onde viveu uns anos. Os seus sets revisitam o mundo da música urbana, num espírito fusionista, fora dos habituais roteiros. Está no ar todas as tardes na Oxigénio - 102.6 FM Lisboa e encerra este ano a primeira noite do Palco NOS Clubbing.

 

O Porto vai ter Matéria a 2 de julho no Base…

No próximo dia 2 de Julho brota no Base, na Baixa do Porto, o ano zero do Festival Matéria, que verá a sua primeira edição em 2018. O compromisso é a realização de um autêntico  festival de com forte atração gravítica pela sua maior estrela: a música eletrónica.

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Com estreia absoluta em Portugal, chegam-nos os Kamaal Williams Ensemble em Live, com o álbum “Black Focus” considerado pela crítica um dos melhores álbuns de 2016. Outro nome que promete libertar boas energias no Matéria é Tosca, com um Live de pureza num concerto integrado na tour de apresentação do álbum “Going Going Going”.

 

Há ainda o DJ Set de Richard Dorfmesteir, membro integrante de Tosca e figura incontornável do universo eletrónico musical. Os investigadores de som e imagem também estão convidados - Mr. Herbert Quain funde trilhas sonoras com visuais num percurso já rico e em ascensão. Já Celeste Mariposa vem fazer colidir dois protões, Portugal e África, enquanto Marco Coelho promete aquecer as lamparinas onde se vão deparar todos estes elementos.

Aí esta a 13ª edição do Festival Med…

Começa hoje a 13ª edição do Festival Med, em Loulé, um evento que vai crescendo ano após ano e em que a música é o cariz central do festival. A zona histórica da cidade fica preparada para receber o seu público e lá existirão muitas outras razões para ir até domingo. Este é hoje um dos mais importantes festivais de verão do país, distinguido na última edição dos  Iberian Festival Awards, pelo Turismo de Portugal e com o Sê-lo Verde.

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São muitas as áreas que enriquecem a oferta programática do festival: Música com 55 concertos espalhados por 9 palcos, por onde vão passar Ana Moura, BNegão, Boogat, Mayra Andrade e muitos outros. O Fado e a música clássico terão um palco próprio.

Cinema, Conferências (momento organizado, novamente pela Aporfest em simultâneo com a organização do festival, decorre na sala polivalente da Alcaidaria do Castelo, no dia 30 de junho, pelas 19h30, a Conferência “A importância da Comunicação Social para a projeção e credibilização dos festivais de música”. Este debate contará com a presença do diretor da Revista Blitz, Miguel Cadete, bem como dos jornalistas Pedro Primo Figueiredo, da Agência Lusa, e Pedro Esteves, do Observador, além de um artista que atuará no MED), Gastronomia, Artesanato (com sessões de concepção de produtos ao vivo), Literatura, Animação de rua, Artes Plásticas, Exposições (de onde se destaca o trabalho de Vítor Pina com a visão das gentes de Loulé e do escultor Laranjeira Santos, com o trabalho sobre o corpo da mulher), Mercado (um dos locais de maior passagem de público e onde os seus habituais vendedores estarão a dar a conhecer os produtos locais da região assim como os parceiros envolvidos nesta edição do festival), e muitas outras surpresas que assentam numa fusão e integração cultural e na partilha do melhor das culturas e raízes espalhadas pelo mundo.

 

Serão mais de 75 horas de música, durante quatro dias com diferentes atividades localizadas na sua zona histórica mas que se multiplicarão por outros locais da cidade - muitas deixarão legado e terão continuação mesmo após o festival.

Shakira traz a “El Dorado World Tour” a Portugal

Shakira está de regresso aos palcos… A tournée, produzida pela Live Nation, arranca a 8 de Novembro em Colónia, na Alemanha e passa por Portugal a 22 de Novembro, no MEO Arena. Esta digressão promove o 11º álbum de estúdio da cantora “El Dorado”, que é já número 1 no iTunes em 37 países e cujos temas ocuparam 5 lugares no top 10 do iTunes Latino Chart, apenas algumas horas após o seu lançamento. Vencedor de 5 discos de platina nos Estados Unidos, este disco inclui os êxitos “La Bicicleta”, “Chantaje”, “Me Enamoré”, e “Deja Vu”, e está hoje em primeiro lugar no Top Latin Albums da Billboard, tornando-se no 6º álbum da cantora a atingir o primeiro lugar nesta tabela.

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O vídeo do single “Chantaje” já foi visto por mais de 1.4 biliões de pessoas, tornando-se no 5º vídeo a atingir mais rapidamente a marca de 1 bilião de viewers na internet e passou rapidamente a ser o vídeo mais visto de sempre da cantora.

A propósito da sua primeira parceria com a Rakuten, Shakira comenta: “Estou muito contente por estar a anunciar a EL DORADO WORLD TOUR, sinto que esta será a minha melhor tournée de sempre, e estou entusiasmada por estar a ser apoiada por este fantástico parceiro - a Rakuten, com quem partilho os mesmos valores!”

Maria João e Egberto Gismonti estreiam espectáculo em duo no CCB e Casa da Música

Após o sucesso de um espectáculo único no Festival Jazz de Ravello, Itália, que conquistou o público presente e a imprensa internacional, Maria João e Egberto Gismonti preparam-se para uma digressão europeia em conjunto. O primeiro concerto decorre a 9 de Outubro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e o segundo a 11 de Outubro, na Casa da Música.

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O encontro entre Maria João (voz) e Egberto Gismonti (piano e guitarra de 10 cordas) une, ao vivo, duas das maiores forças e representações do não conformismo e experimentação da cultura lusófona. A digressão, que começa em Portugal, tem ainda passagem assegurada por países como a Alemanha, Áustria ou Hungria. Maria João é hoje uma artista de referência no campo da música improvisada. Reconhecida mundialmente, cedo o seu talento ultrapassou fronteiras e já pisou os palcos dos principais festivais de Jazz na Europa e no mundo, colaborando ainda com artistas como Aki Takase, Bobo Stenson, Gilberto Gil ou Manu Katché, entre muitos outros.

 

Próximo de completar cinco décadas de carreira, Egberto Gismonti construiu a sua obra com base na experimentação. O multi-instrumentista trabalha sonoridades e universos distintos, criando novas pontes e dinâmicas musicais. Tem uma vasta discografia editada mundialmente e tornou-se uma referência para a nova geração de músicos brasileiros, que começam agora a regravar as suas composições.

 

Foto Egberto Gismonti: Sho Kikuchi

Foto Maria João: Alexandre Cabrita

IKFEM reforça programação com Graciela Rodríguez & Daniel Pereira e Miguel Campinho

Criado pela pianista Andrea González em 2013, o IKFEM - International Keyboard Festival & Masterclass realiza-se pelo quinto ano consecutivo na Eurocidade Valença-Tui, entre os dias 21 e 25 de Julho. Composto por concertos mas também masterclasses e workshops, tudo de acesso gratuito, este festival tem como fio condutor os instrumentos da família das teclas como o piano, o fortepiano, o órgão, a concertina, o cravo, o acordeão, a sanfona e o piano electrónico.

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As mais recentes confirmações do cartaz são a soprano Graciela Rodríguez e o pianista Daniel Pereira, que vão apresentar o espectáculo "Canções para Sempre" onde recordam clássicos da música espanhola, portuguesa, brasileira e internacional; e o pianista Miguel Campinho com o concerto "Viana da Mota e Óscar da Silva: luz e sombra do piano português do séc. XX". Mais dois concertos a juntar ao já anunciado concerto didático para toda a família de Emilio Villalba & Sara Marina, ao órgão de João Vaz, à música barroca interpretada por Ignacio Prego e o seu ensemble Tiento Nuevo, e ao folk-indie-pop dos Best Boy. 

Gonçalo Leonardo apresenta disco de estreia… “East 97th”

Após uma estadia de dois anos em Nova Iorque, Gonçalo Leonardo regressa a Portugal com o seu disco de estreia, “East 97th”, com o carimbo da Robalo Music. Apresenta-se em quarteto com André Matos (guitarra), Yago Vazquez (piano) e Tommy Crane (bateria), com quem gravou do outro lado do Atlântico.

Gonçalo Leonardo Quartet - East 97th Cover

Atualmente a viver em Lisboa, Gonçalo estudou no Hot Clube e Escola Superior de Música de Lisboa. A sua passagem por Nova Iorque foi determinante na maneira de ver e de estar com a música, o que se reflete no seu disco. Para além dos músicos com quem gravou, teve também oportunidade de tocar com Pete Rende, Colin Stranahan ou Ronen Itzik em diferentes clubes da cidade. Faz parte de uma nova geração de músicos de jazz em Portugal, apresentando-se agora como líder. As suas composições demostram a sua personalidade e seus gostos musicais, não esquecendo as raízes portuguesas.

 

Todos os temas são compostos por Gonçalo Leonardo, excepto “Ó Que Calma Vai Caindo” (tema tradicional português) e a improvisações colectivas “Train Talk” e “Löken”.

O disco foi gravado no estúdio The Bunker, Brooklyn, Nova Iorque, em Novembro de 2016 por Nolan Thies.

Gonçalo Leonardo Quarteto Tour LR

Concertos de apresentação

5 de Julho 2017 – Café Tati (Lisboa)

6 de Julho 2017 – CCC (Caldas da Rainha)

7 e 8 de Julho 2017 – Festival Quebra Jazz (Figueira da Foz)

9 de Julho 2017 – Festival Percursos da Música (Ponte de Lima)

13 a 15 de Julho 2017 – Hot Clube de Portugal (Lisboa)

28 de Julho 2017 – Festival Nigranjazz (Nigran / Espanha)

 

Luís Mileu expõe em Berlim…

De 6 a 18 de Julho a luz de Lisboa exibe-se em Berlim. A exposição “Oh Lisboa, a tua luz, a minha sombra”, de Luís Mileu, estará patente no Kunstraum Botschaft, numa das mais fervilhantes capitais culturais do mundo. O convite partiu da Embaixada de Portugal em Berlim e do Instituto Camões. A visão do fotógrafo sobre Lisboa e a inseparável relação entre a luz e as personagens que percorrem a cidade projetaram uma exposição de 28 imagens. Para a curadoria da exposição, o fotógrafo convidou o cineasta João Botelho.

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No seu texto de introdução Botelho refere que "As fotografias de Luís Mileu fixam magníficos instantes onde a violenta luz tanto fere como salva, onde a negra sombra tanto pode esconder almas assustadas, como atirar alguém para o mal absoluto. Esta ambiguidade, que o cinema não permite, estala aqui como grande triunfo. Em vez das palavras comuns, o silêncio impiedoso do olhar que revela.”

 

Luís Mileu nasceu em Estremoz, em 1972. Durante a década de 2000 começou a documentar as personagens das ruas em Lisboa, olhar que mantém até à atualidade. O fotógrafo tem partilhado a sua visão em exposições individuais e coletivas como  Shadow Dancers - Loja das Maquetes (2010), Projecto 2 Faces - Cinema S. Jorge (2011), Cara Legal - CCP (2013), Desassossego - Casa Independente (2013) Palácio Quintela, (2014),  Brooklyn NY, Photoville (2015) e LisbonWeek (2017).

 

Os Apelidos Portugueses… Um Panorama histórico

Os Apelidos Portugueses… Um Panorama histórico

O que aqui se pretendeu fazer foi uma História que revelasse a ligação dos apelidos portugueses à emaranhada teia social e ideológica que sempre os envolveu. O apelido como fonte de controvérsias jurídicas e de distinções sociais, instrumento para afirmar exclusivismos de classe numas circunstâncias, ou para integrar minorias religiosas e étnicas, noutras; detonador de fortes emoções sociais, fonte de inspiração de lendas, sátiras, anedotas e provérbios, em que se sintetizaram orgulhos e despeitos, venerações e desprezos, reflexões e indignações.

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O apelido, esse poderoso aglutinador de todo o prestígio das famílias, ciosamente guardado e protegido por figuras patriarcais, objecto de recomendações à hora da morte e de maldições a quem o não respeitasse; vestígio vivo, e por vezes solitário da passagem portuguesa por longínquas terras; o apelido, enfim, uma das mais frondosas árvores que a sociedade portuguesa plantou, é matéria de estudo que transborda da mais diversa documentação histórica, pronta a ser colhida por quem lhe preste atenção. Com esparsos elementos, recolhidos em todo o tipo de fontes, procurou-se formar um ensaio que alargasse os horizontes da onomástica, transportando-a para a dimensão da história cultural e conferindo-lhe um papel social mais eminente do que até aqui se lhe reconhecia.

 

Carlos Lourenço do Carmo da Camara Bobone nasceu em Lisboa em 1962. Alfarrabista, dono da Livraria Bizantina, colaborou nas revistas portuguesas Armas e Troféus, Raízes & Memórias e na Enciclopédia Verbo Século XXI. Estudioso de longa data dos apelidos portugueses, é autor de vários trabalhos de investigação nas áreas da História e da Genealogia

Terras sem Sombra premeiam Alberto Zedda, Campo Arqueológico de Mértola e fundação alemã

Sines recebe, no dia 1 de Julho, a cerimónia de entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra. O júri distinguiu, este ano, o maestro italiano Alberto Zedda, a título póstumo (Música); o Campo Arqueológico de Mértola (Património); e a Fundação Stiftung Schloss Dyck, de Jüchen, na Alemanha (Biodiversidade). Criado em 2011 pelo Conselho de Curadores do Festival Terras sem Sombra, este prémio homenageia, anualmente, uma personalidade ou instituição que se tenham salientado, ao nível global, em cada um dos pilares do festival: a promoção da música, a defesa do património cultural e a salvaguarda da biodiversidade. É considerado, hoje, um dos prémios europeus de maior prestígio, pelo seu carácter independente, nesses três âmbitos.

Alberto Zedda

Falecido a 6 de Março deste ano, Alberto Zedda destacou-se, como director de orquestra e musicólogo, pela interpretação do repertório italiano do século XIX, em particular de Rossini. Após a formação em Milão, onde nasceu, em 1928, debutou em 1956 com O Barbeiro de Sevilha. Cedo ascenderia a uma carreira internacional que o levou a triunfar nos principais palcos do mundo. Esteve à frente da Deutsche Oper, de Berlim e do Teatro alla Scala de Milão. Activo até aos últimos dias de vida – ganharia justamente o título de “mais velho maestro do mundo” –, manteve-se sempre um jovem de espírito, atento a tudo o que o rodeava e generoso para quem iniciava a carreira artística. Dirigiu no Festival Terras sem Sombra, a 2 de Abril de 2016, na igreja matriz de Santiago do Cacém, uma versão da Petite Messe Solennelle, de Rossini, gravada pela Antena 2.

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Entre ciência, cultura e desenvolvimento: o Campo Arqueológico de Mértola... Fruto da visão estratégica de Cláudio Torres para a sustentabilidade de territórios de baixa densidade, o Campo Arqueológico de Mértola (CAM) é uma associação cultural e científica que tem por objectivo fomentar o levantamento, estudo e pesquisa dos bens arqueológicos, etnográficos e artísticos da região de Mértola e proceder à sua conservação e salvaguarda. Desde a fundação, em 1978, concilia a investigação científica com um programa museográfico, o projecto Mértola Vila Museu, vocacionado para a valorização e a divulgação do património, buscando o envolvimento das populações na consolidação da sua identidade, ao serviço do desenvolvimento local. Para além da intensa actividade científica e museográfica, é de salientar o programa editorial do CAM, com mais de 50 títulos publicados, as exposições temporárias e permanentes, a organização de congressos e reuniões científicas, as acções de educação patrimonial e o seu plano de formação.

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Stiftung Schloss Dyck, instituição de referência para os jardins históricos. O actual castelo-palácio, rodeado por fossos de água, foi construído, no século XVII, sobre quatro ilhas. É este o coração de um vasto parque, desenhado no século XIX pelo arquitecto paisagista escocês Thomas Blaikie, por iniciativa do príncipe Joseph zu Salm-Reifferscheidt-Dyck, grande admirador da tradição dos jardins românticos ingleses. Na década de 1990, a herdeira da propriedade, Condessa Marie Christine Metternich, estabeleceu, de acordo com as autoridades da Renânia, uma fundação destinada a garantir o futuro deste notável património, tornando-o a sede de um centro de Arte dos Jardins e de Arquitectura Paisagística. A Stiftung Schloss Dyck tem vindo a realizar, desde então, um papel destacado na salvaguarda dos jardins históricos, cruzando-a com o planeamento urbano, a protecção da paisagem e a promoção da biodiversidade. Entre outras iniciativas, deve-se-lhe a criação do International Institute for Garden Art and Landscape Design e do European Garden Network.

 

A entrega do Prémio Terras sem Sombra finaliza com uma homenagem ao maestro Alberto Zedda do Coro Juvenil de Lisboa, agrupamento também profundamente ligado ao repertório a que o famoso director italiano dedicou a sua carreira. É um coro residente no Teatro Nacional de São Carlos, com o qual tem colaborado, desde a sua formação, em 2011, o maestro Nuno Margarido Lopes.

 

Finda assim, a edição de 2017 do Terras sem Sombra que é organizado pela Pedra Angular – Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja. A cerimónia tem lugar no auditório da Administração do Porto de Sines, às 17h30, sob a presidência de D. Amalio de Marichalar, Conde de Ripalda, que tem desenvolvido acções a nível internacional, no mundo do empreendedorismo social e ambiental. Lançou o Forum Sória 21 e é conselheiro da Fundação Europeia para o Meio Ambiente, com sede em Freiburg im Breisgau.