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Glam Magazine

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Portugal na rota dos Urban Sketchers internacionais com Jenny Adam

As ilhas de São Miguel, Terceira e Pico servem de inspiração à artista alemã Jenny Adam que, por estes dias, visita os Açores na companhia da sketcher portuguesa Alexandra Baptista, do coletivo Urban Sketchers, com o objetivo de o desenhar e mostrar o melhor de Portugal.

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Locais como as Sete Cidades, Furnas, Caloura e Vila Franca do Campo serão visitados em São Miguel, bem como o Algar do Carvão e o Centro de Angra do Heroísmo - Património Mundial da UNESCO - na ilha Terceira, terminando a visita na ilha do Pico, com a paisagem da cultura da vinha, também Património Mundial da UNESCO, o museu do vinho, entre outros locais característicos do destino Açores.

 

Esta é uma das etapas da Sketch Tour Portugal, um projeto do Turismo de Portugal em parceria com o Urban Sketchers, que, durante um ano, convidam 22 artistas de várias nacionalidades a visitar o país e a partilhar o seu talento, dando a conhecer o destino sob diferentes perspetivas. A preto e branco ou a cores, terão à disposição muitos temas a explorar: as paisagens, a natureza, o património, a gastronomia as pessoas, os recantos e os pormenores que habitualmente passam despercebidos.

Até abril de 2018, o projeto passará por todas as regiões de Portugal.

 

 

“RAPublicar” de Soraia Simões… A micro-história que fez história numa Lisboa adiada

RAPublicar. A micro-história que fez história numa Lisboa adiada: 1986 - 1996 de Soraia Simões estará a partir desta semana, dia 25, nas livrarias. Trata-se de um audiolivro com cerca de 18 horas de recolhas de entrevistas dirigidas pela autora e investigadora entre 2012 e 2016 que procura cruzar as principais linhas de discussão neste campo e em torno de disciplinas como a história contemporânea e os estudos de música e cultura populares nestes anos (1986 - 1996) com o discurso e partilha de memórias e testemunhos de alguns dos seus principais sujeitos da história.

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Soraia Simões refere acerca deste trabalho "ao usar a oralidade de um modo claro: os dados da minha análise com as experiências vividas pelos protagonistas procurei duas coisas. Em primeiro lugar uma leitura renovada sobre a história da cultura e sociedade portuguesas nestes anos tendo a expressão do RAP como vector principal, por outro lado demonstrar como algumas das principais alíneas temáticas no campo das ciências sociais foram levantadas, no campo da música e cultura populares, nestes anos por, não todos mas, alguns destes actores e actrizes e estão hoje a ser escrutinadas e à procura de respostas.

 

Achei que eles e elas podiam/deviam fazer parte dessa discussão, especialmente porque as levantaram num período em que as mesmas, por várias razões, que as conversas (a oralidade) explanam foram sendo adiadas. Editar o que foi grande parte do meu trabalho de campo num audiolivro que é também um caderno de notas mesmo sob o ponto de vista do grafismo, homenageando assim o poeta/dizedor/rapper e MC destes anos e as dezenas de cadernos sebenta que me cederam durante estes anos de pesquisa (o qual transcrito serve a minha tese no âmbito académico) foi o modo como achei ser possível devolver essa memória, e a importância do que está inscrito nela, à sociedade e à cultura popular da segunda metade do século XX.

 

Permitindo que os mesmos contem, através das questões que lhes são colocadas, essa perspectiva histórica e a sua relevância num quadro social em profunda transformação".

Fuse Records... De Lisboa para o Mundo

Depois do incrível sucesso da festa no Anfiteatro da Pedra, na Tapada da Ajuda, em Junho, onde a Fuse Records celebrou o seu 6.º aniversário e a edição dos primeiros EP’s, realizando assim o sonho de ser editora, eis que chega outro momento memorável. Desta vez não é possivel revelar nada da incrível vista sobre o Tejo ou o mistério da fábrica abandonada, porque esta será uma festa num lugar secreto. Pela primeira vez este sítio secreto, cheio de história e com enorme valor cultural, vai ser palco de uma matiné, com início marcado para as 16h00, e que conta, além da Crew Fuse (Analodjica; Nox; Pixel 82; Slum) com dois nomes maiores da música electrónica internacional: Adam Port de Roterdão e Matthias Meyer de Hamburgo.

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Depois deste encontro a tribo Fuse Records só voltará e reunir-se em Lisboa a meados de Agosto. Isto porque já a partir do dia 16 de Julho e até 9 de Agosto a Crew Fuse Records vai até ao Algarve para animar as tardes de Domingo na Praia da Falésia. O Al Mare, do prestigiado Hotel Hilton, vai receber os sunsets da Fuse Records, todos os domingos entre as 18h00 e as 00h30. Com capacidade apenas para 500 convidados e com entrada livre, os Sunsets do Al Mare contarão com Dj’s nacionais e convidados internacionais e prometem por o Algarve a dançar.

 

Ainda antes do regresso a Lisboa, os Dj’s da Fuse vão até à Cidade Luz. Depois de terem passado pela discoteca Gloss, no Luxemburgo, no início do mês de junho, a 5 de Agosto os Dj’s da Fuse animam a mítica discoteca Le Badaboum na Bastilha, em Paris. A próxima aparição em Lisboa fica assim marcada para 19 de Agosto com o já habitual sunset anual da Fuse Records. Talvez seja por isso que ainda o line-uo desta festa não estava anunciado e já a primeira fase da venda de bilhetes tinha esgotado. Agora que foram anunciados Adam Port e Matthias Meyer começou a corrida ao bilhetes para esta festa onde só os portadores de bilhete saberão onde fica o tão misterioso secret spot descoberta pela Fuse records.

"las voces y los cantos”… o regresso de Nelo Carvalho

Depois dos discos “Encontros” (2013) “Reencontros” (2015), a trilogia fecha-se, com o próximo disco “Las Voces y Los Cantos”. Na sequência das obras anteriores Nelo Carvalho, traz-nos mais uma vez um trabalho soberbo de altíssima qualidade. Desta vez o artista cria outras “pontes”, numa incursão arrojada pela fonética hispânica, os ritmos afrolatinos e ibéricos, numa miscelânea de sons muito presentes nesta “viagem” multicultural.

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Continuamos a ser beneficiados pelo rigor que já nos habitou nos álbuns anteriores, mas desta vez há o cuidado de resgatar algumas “marcas” do seu passado musical, optando pelas escolhas diferenciadas, quer em relação aos cantores de renome internacional, como Pablo Milanes, Uxia ou Maria Berasarte, que com ele participam, quer pela ousadia dos arranjos, não deixando para trás, o facto de para além das canções inéditas, voltar a cantar temas já gravados nos anteriores discos, mas desta vez num aperfeiçoado castelhano.

 

Ao ouvir o disco, podemos saborear, sonhar, dançar e surpreender-nos com as escolhas musicais, a voz, sentimento e a alma deste intérprete. As canções de Angola, Cabo Verde, Brasil, Portugal, Cuba, República Dominicana, Guadalupe e Espanha, fundem-se numa viagem criativa de inigualável qualidade. Na mensagem poética em língua Espanhola, é-nos oferecida uma panóplia de ritmos passando pela Morna, Semba, Zouk, Bossa Nova, Coladera, Fusão e Jazz, entrelaçando sons e fonias, num casamento entre Africa, as Américas e Europa, uma homenagem as sonoridades, as ousadias e às formas.