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Glam Magazine

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Dying Fetus ao vivo no “Lisboa ao Vivo”

Os Dying Fetus, um dos nomes mais famosos no underground da música extrema pós-boom dos 90’s, vão atuar em Lisboa a 12 de Novembro. É esse o dia marcado para o impacto da “The Wrong Tour To Fuck With” com a plateia do Lisboa Ao Vivo, numa noite em cheio para os fãs do death metal contemporâneo em todas as suas vertentes, e que inclui ainda os Psycroptic, os Beyond Creation e os Disentomb como bandas de suporte.

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Porta-estandartes da fação mais extrema do death metal ao longo das últimas duas décadas e meia, os norte-americanos Dying Fetus transformaram-se no reflexo perfeito do que é construir uma carreira apoiada em largas doses de autoconfiança e integridade musical. Com raízes fortes na “cena” do death metal underground, a banda liderada por John Gallagher, fundada em 1991, foi amadurecendo ao longo dos anos e, pelo caminho, arrastou a tendência para o novo milénio, sendo vista como referencial em movimentos bem mais recentes, como é o caso do deathcore. Daí que, hoje em dia, sejam uma proposta tão apetecível para a geração old school como para os novos fãs do extremismo sonoro.

 

Criados em 1991, no auge da explosão do underground, os Dying Fetus são hoje reconhecidos mundialmente como um dos principais nomes dentro do death metal e um excelente exemplo de perfeição no que toca à composição de música rápida, brutal, técnica, carregada de balanço e tão ameaçadora quanto possível. São, de resto, esses os adjetivos que os mantiveram fiéis a uma matriz testada com sucesso e que, por esta altura, já deu origem a sete álbuns de estúdio - a saber, “Purification Through Violence” (de 1996), “Killing On Adrenaline” de 1998, “Destroy The Opposition” de 2001, “Stop At Nothing” de 2003, “War Of Attrition” de 2007, “Descend Into Depravity” de 2009 e “Reign Supreme” de 2012.

O mais recente exemplo da força que mantêm um quarto de século depois de terem dado os seus primeiros passados chama-se “Wrong One To Fuck With” e é um manifesto de intenções líricas e musicais, que eleva a fasquia da extremidade no primeiro material inédito que disponibilizam em cinco anos. Ao oitavo álbum, estes experientes veteranos conseguem esticar os limites criativos e técnicos, em dez temas de pulverização death/grind; música complexa, dinâmica e brutal.

 

Como se isso não bastasse, os Dying Fetus não chegam a Lisboa sozinhos e trazem consigo três nomes que merecem atenção por parte de quem gosta de bom death metal. Quase duas décadas depois de terem começado a fazer música na Tasmânia, Austrália, os Psycroptic já dispensam quaisquer apresentações, sendo um dos porta-estandartes mais visíveis do death técnico, obscuro e complexo, que tanta gente tem apaixonado durante a última década. Discos como “The Specter Of The Ancients”, “The Inherited Repression” ou o mais recente “Psycroptic” são já títulos mais que incontornáveis num fenómeno em expansão e que deu origem a bandas como os canadianos Beyond Creation, que em “Earthborn Evolution” exploram todo o potencial do death metal progressivo ou os também australianos Disentomb, mais focados na força bruta e que têm em “Misery” um verdadeiro petardo de puro death/grind feito como manda a regra.

O Sol da Caparica com mais 15 novidades..

Cartaz do festival que celebra a língua portuguesa cresce com rock, hip hop, música africana e muito mais em novo anúncio de nomes onde se cruzam veteranos e promessas para o futuro. Samuel Úria, Trovante, Os Tubarões, Sean Riley & The Slowriders, Mishlawi, Os Quatro e Meia, DJs Rich & Mendes, Os Tais Quais, Trevo, À Sombra do Cristo Rei, Sam Alone e DJ Nuno Calado, no Sol da Caparica!

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No dia 10 de agosto, os Tais Quais, Trevo, À Sombra do Cristo Rei, Sam Alone e Nuno Calado, reforçarão o calibre rock do evento. O novo projeto liderado por Tim, vocalista dos Xutos e Pontapés, pega na tradição local de Almada para reinterpretar temas clássicos de bandas que são expoentes locais, como os UHF ou os Da Weasel, enquanto Sam Alone e Trevo exploram a ligação da atitude rock às músicas de expressão popular de ambos os lados do Atlântico: os blues ou a música popular portuguesa podem ser veículos de expressão igualmente vigorosos.

No dia 11, aos já conhecidos Mariza, Bonga, Carlos do Carmo, Carlão, Mafalda Veiga, Teresa Salgueiro, Sam Alone ou Best Youth junta-se agora esta nova seleção que vem reforçar ainda mais a diversidade de um cartaz que pretende representar todos os espectros da música que faz da língua portuguesa a sua grande ferramenta de comunicação. A nova sensação do hip hop nacional, Holly Hood, e o DJ Pete da Zouk são mais dois novos nomes para uma noite de sexta feira que promete ser de arromba na Caparica. Os Xutos e Pontapés voltam a transformar a O Sol da Caparica num dos seus maiores palcos. Tim e companhia nunca esconderam que estas apresentações num local a que tanta da sua história está ligada têm um sabor muito especial.

No dia 12 de Agosto, o lote de novidades completa-se com Samuel Úria, Trovante, Os Tubarões, Sean Riley & The Slowriders, Mishlawi, Os Quatro e Meia e ainda a dupla de DJs Rich & Mendes. Veteranos da canção portuguesa, incontestáveis e num regresso muito ansiado, como é o caso do Trovante, cruzam-se com um dos mais seguros valores desta geração, Samuel Úria, na mesma noite em que também sobem ao palco as lendas de Cabo Verde, Os Tubarões, verdadeiros expoentes, que gravaram incontáveis clássicos tropicais, que certamente colocarão toda a gente a dançar na Caparica.

"Timeless" é a promessa de que este é um regresso para ficar

Não é segredo que os Rosemary Baby são o playground criativo por excelência de Bruno Rosmaninho, músico responsável por todas as músicas e letras da aventura que iniciou, em 2013, com "The First Time". Este ano, “Timeless” chega-nos com a ambição de ser um espelho da alma do músico, um disco de rock & roll onde naturalmente misturou, canção a canção, a magia da folk ou o lado onírico da pop.

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Ao guardar a honestidade e sinceridade de uma história que se continua a escrever, “Timeless” é o reflexo de um quotidano em que cabem todas as alegrias e tristezas, encontros e desencontros.

As primeiras notas do disco levam-nos para “Don't you wanna know”, canção escrita para um amigo cuja doença e tratamento quase levou. Segue-se “Selfish”, uma viagem à vida de artista e ao egoísmo que tantas vezes lhe é inerente. Já “I can't breathe”, primeiro single, chega-nos como um grito contra o racismo, a partir da história de Eric Garner, morto pela polícia de Nova York. Com a participação especial de Pedro Tatanka na slide guitar, este é o relato de como um pequeno gesto altera o rumo de uma vida. “Two Jerks” é o deambular entre as aventuras e desventuras de um DJ que, como tantos outros, faz o que faz com amor (mesmo diante daqueles que não o ouvem da mesma forma).

“Splashes”, tema que conta com a participação especial de Iolanda Costa, é uma conversa de pai para filha e lança-nos num diálogo que só pode ser entendido à luz do coração. A sexta canção do álbum, “Dangerous Imagination”, é o resultado de uma noitada que só traz problemas que parecem não ter solução mas que lhe servem de inspiração.

''Quanto estás inspirado a tocar no sofá e a tua filha vem de repente e coloca-te um nariz de palhaço, achado na rua umas horas antes. É linda a vida.'' conta-nos “Wondering Clown”. “Paranoid” surge-nos como mais uma dimensão desta experiência que é a vida de Rosmaninho: da falta de inspiração surge a insistência, da insistência a paranóia. A isto junta-se uma fogueira e gente a dançar à volta e já se tem tudo o que é preciso para construir uma história.

A fechar o disco está “Walking on my Footsteps”, o confronto entre as inseguranças da juventude e as inseguranças da vida adulta. É este conjunto de pequenas odes à beleza das pequenas coisas que é finalmente apresentado ao vivo em Lisboa.

 

É já no próximo dia 22 de Junho, quinta-feira, no palco do DAMAS - Bar • Sala de Concertos, na Graça. E como quase tudo o que é verdadeiramente importante na vida, a entrada é gratuita.

 

Blaze & The Stars… Concerto de Apresentação de “terribo la terribline”

Os Blaze & The Stars lançaram no dia 7 de Fevereiro o seu novo EP, intitulado “terribo la terribline”. Gravado com Flak no Estúdio do Olival, este EP prossegue o percurso peculiar de interpretação das tradições do blues e do psicadelismo. “Blues For Sister Sally” é o single de apresentação deste EP, sendo lançado em versão física no próximo dia 15 de Junho pelas 22h00 no Popular Alvalade com a participação de Alek Rein e Flak como convidados.

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Trata-se de um EP composto por 4 faixas carregadas de uma força e capacidade de encantamento ancestrais. Tal como nos trabalhos anteriores, os Blaze & The Stars voltam a basear as suas letras em textos e poemas de vários autores – desta vez, Langston Hughes, Henri Michaux e Lenore Kandel. O EP conta ainda com uma versão do tema “Portland Town”, de Derroll Adams. Na composição do EP deparamo-nos com paisagens que tanto têm de perturbadoras como de saciantes.

O saxofone de António Manuel Ramos, presente em duas faixas, enaltece-as, dando a sensação de que, a qualquer momento, nos podemos perder em mundos distorcidos e intrigantes. O single, “Blues For Sister Sally” traz com ele o peso da faixa mais corpulenta do EP. Os riffs inquietantes e a forma como se molda ao imaginário de cada um faz com que levitemos por diversos estados mentais e nos vejamos, por vezes, a sobrevoar desertos cobertos de miragens sobre linhas de calor.

 

Há toda uma mistura de estilos e influências neste EP. Há, também, a descoberta de caminhos por desbravar e uma linha psicadélica capaz de nos deixar água na boca.

 

Underscore - Festival de Música, Som, Imagem em Movimento e Arquivo…

Tem início amanhã, dia 13 de Junho, o novíssimo festival da cidade de Lisboa: o Underscore, Festival de Música, Som, Imagem em Movimento e Arquivo, festival que cria em Lisboa relações dinâmicas entre músicos e filmes, surpreendendo o espectador. Alguns dos eventos não foram nem serão apresentados novamente em mais lado nenhum, sendo únicos ao festival: as sessões de quarta à noite com Pavel Fajt, Maria do Mar e Maria Radich, e as de sábado de manhã e de noite com Neil Brand e filmes de Lotte Reiniger e das vanguardas do cinema português respectivamente.

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Nos próximos cinco dias, o Centro Cultural de Belém, o Cinema S. Jorge e a Cinemateca Portuguesa recebem um programa variado que contempla a exibição de vários filmes clássicos, acompanhados aos vivo por músicos de diversos quadrantes, apresentando uma nova abordagem aos cine-concertos, assim como performances ou oficinas para famílias.

 

Assim a festa arranca no CCB, amanhã dia 13, às 21h30 com a exibição de “O Homem Forte” (1929), de Henryk Szaro, com música original e acompanhamento do grupo Pink Freud, numa combinação que esgotou salas quando decorreu em outros países europeus.

No dia 14, o Cinema São Jorge exibe a Sonata de Kreutzer, romance clássico de Tolstoi, convertido em filme por Gustav Machatý em 1927 que contará com a música original e acompanhamento lendário de Pavel Fajt, juntamente com as portuguesas Maria do Mar e Maria Radich.

No dia 15, também no São Jorge, o experimentalismo e arrojo da performance de Cinema Expandido com Adriana Vila e Luis Macías, os Crater Lab.

Dia 16, na Cinemateca, é exibido Mulheres da Beira, de Rino Lupo, com a composição original e acompanhamento musical ao piano de Nicholas McNair.

Já no dia 17 acontece a oficina para famílias, com a mostra dos Contos de Fadas de Lotte Reiniger, acompanhados por Neil Brand, figura maior da composição e performance para cinema mudo britânico, e pela performer portuguesa Sónia Baptista.

 

Durante esta iniciativa vão ter lugar outras atividades, como um debate gratuito intitulado "CESEM: Pensar a Música - Um Diálogo Aberto”, que quebra as barreiras entre investigadores universitários e o público em geral. O Underscore pretende, assim, promover a multiplicação e diversificação de perspetivas artísticas num mesmo festival, trazendo o som e a música de fundo para primeiro plano.

 

Pensado por Érica Faleiro Rodrigues, programadora durante vários anos do Barbican Arts Center, em Londres, e Diogo Alvim, compositor de música instrumental e eletroacústica, Underscore destina-se a cinéfilos, melómanos e todos aqueles que não querem perder a oportunidade pensar as relações entre a música e o cinema.

O Underscore está inserido na programação oficial das Festas de Lisboa '17.

Companhia Nacional de Bailado assinala 40 anos de vida no Centro Cultural Vila Flor

Atualmente a comemorar 40 anos de existência, a Companhia Nacional de Bailado apresenta no próximo dia 18 de junho, às 21h30, no Centro Cultural Vila Flor, um programa constituído por quatro peças em reposição, cujo êxito de público foi marcante em temporadas recentes. “Treze Gestos de um Corpo”, de Olga Roriz, “Será que é uma Estrela”, de Vasco Wellenkamp, “Herman Schmerman”, de William Forsythe, e “Minus 16”, de Ohad Naharin, são as peças que compõem o programa especial que será apresentado em Guimarães.

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photo: Bruno Simão

 

Treze Gestos de um Corpo” é um clássico e uma das coreografias mais carismáticas de Olga Roriz, onde um elenco masculino alterna com um feminino numa sucessão de solos e num crescendo de intensidade dramática. “Esta peça é sobre o reflexo de uma pessoa em frente de dois espelhos paralelos que formam uma multiplicação de imagens até ao infinito. No entanto em cada um desses espelhos a imagem não é igual. É como se em cada um houvesse uma evolução, uma transformação do movimento, uma continuação do gesto do anterior. Como se cada imagem fosse autónoma da anterior. Com vida própria e independente. Com sentimentos, emoções e estares diferentes. Uma personalidade dividida.”, explica Olga Roriz.

Ainda que concebida para um elenco de homens, após a sua estreia em 1987 no Grande Auditório da Gulbenkian, “Treze Gestos de um Corpo” tem sido também frequentemente interpretada por elencos femininos. A peça entrou para o repertório da CNB a 8 de março de 2007, e, tal como nessa altura, volta a ser dançado por treze homens ou por treze mulheres.

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photo: Bruno Simão 

 

Será que é uma Estrela?” é uma peça recentemente coreografada por Vasco Wellenkamp, numa sentida homenagem à bailarina Graça Barroso. Vasco Wellenkamp iniciou a sua carreira, quer como bailarino, quer como coreógrafo, no Ballet Gulbenkian, onde obteve muitos dos seus êxitos, tanto em Portugal, como em espetáculos internacionais realizados por esta companhia. Foram muitos os bailarinos com quem trabalhou, mas a sua intérprete inspiradora foi Graça Barroso, uma das primeiras bailarinas desta companhia que cedo se tornou referência na dança em Portugal. Nesta criação, Vasco Wellenkamp coreografou três canções de amor (“Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; “Eu te amo”, de Tom Jobim e Chico Buarque; e “Beatriz”, de Edu Lobo e Chico Buarque), interpretadas por Maria João e o pianista João Farinha.

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photo: Bruno Simão 

 

O programa reserva, ainda, duas peças de criadores internacionais. “Herman Schmerman”, dueto do coreógrafo norte-americano William Forsythe, cujo título não pretende ter qualquer significado, mostra-nos o encontro de um casal que, através de uma execução técnica quase impossível – como são, aliás, todas as obras de reportório deste coreógrafo – não deixa de nos sugerir uma narrativa de humor muito subtil. “Herman Schmerman” estreou em 1992 no Ballet da cidade de Nova Iorque, coreografado para cinco bailarinos. Quatro meses mais tarde, para o Ballet de Frankfurt, Forsythe criou um dueto adicional a este bailado. Desde então é apresentado em diversas companhias no mundo, tanto a versão completa como apenas o dueto. Esta é uma aparente competição homem-mulher. Para o coreógrafo é uma simples peça sobre dança.

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photo: Bruno Simão 

 

A fechar o espetáculo sobe ao palco “Minus 16” do israelita Ohad Naharin, um dos mais reconhecidos coreógrafos contemporâneos a nível mundial. Sobre “Minus 16”, o atual diretor artístico da companhia israelita Batsheva diz “não é um novo trabalho, é mais uma reconstrução: gosto de pegar em peças ou secções de peças minhas e trabalhá-las de novo, reorganizá-las criando a possibilidade de as ver sobre um outro ângulo. Isso ensina-me sempre algo novo sobre o meu trabalho e a composição. Nesta peça eu peguei em diferentes secções de diferentes trabalhos meus. Foi como se eu estivesse apenas a contar o princípio ou o meio, ou o fim de várias histórias os quais depois de organizados resultam num trabalho tão ou mais coerente do que o original.”. Com “Minus 16”, confirma-se, sem dúvida, a habilidade de Ohad Naharin em saber como fazer o público dançar.

 

Quatro obras icónicas, de quatro coreógrafos consagrados, são a garantia de uma grande celebração no palco do Centro Cultural Vila Flor que, ao comemorar o 40º aniversário da Companhia Nacional de Bailado, comemora também a dança e a sua história.

 

Também para assinalar os 40 anos da Companhia Nacional de Bailado, o Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor apresenta no dia 13, às 15h00, um filme da realizadora Cláudia Varejão e da sua assistente de som Adriana Bolito. “No escuro do cinema descalço os sapatos” é um documentário que resulta da recolha de imagens do quotidiano da companhia, ao longo de doze meses. Dançar, mais do que uma profissão, é um modo de vida, e o título do filme, um poema de Adília Lopes, gentilmente cedido pela autora, remete-nos para a vulnerabilidade dessas vidas. Este filme acompanha, por um lado, as criações, estreias e digressões da companhia de dança mais antiga do país e, por outro, o trabalho silencioso e estrutural de cada bailarino. A projeção do filme “No escuro do cinema descalço os sapatos” tem entrada livre

Júlio Pereira regressa com “Galope do Deserto”

Júlio Pereira disponibiliza na Rádio e nas Plataformas digitais o tema “Galope do Deserto”, incluído naquele que será o seu 22º disco de autor. Trata-se de um disco instrumental – enérgico e livre, urbano e sem fronteiras – tendo como solista o Cavaquinho e também, pela primeira vez, o Braguinha onde a voz humana inesperadamente emerge em vários momentos.

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A maioria dos arranjos foi criada a partir dos instrumentos tocados por Júlio Pereira: Cavaquinho, Braguinha, Viola Braguesa e Bouzouki contracenando com o Violoncelo e a Viola (Sandra Martins e Miguel Veras, músicos que habitualmente o acompanham) a que se juntaram outros instrumentistas e cantores convidados entre os quais: António Zambujo, James Hill (Canadá), Olga Cerpa (Espanha), Cheny Wa Gume (Moçambique), Pedro Jóia, José Manuel Neto, Norberto Gonçalves da Cruz e ainda com as participações nos coros de Luanda Cozetti, Mariana Abrunheiro e Teresa Melo Campos.

 

De realçar a participação de um dos mais prestigiados tocadores de Ukulele – o canadiano James Hill decorrente do concerto conjunto com Júlio Pereira em Newark – New Jersey Performing Arts Center, no ano passado, onde o Cavaquinho e o Ukulele tocaram juntos. Será o primeiro disco profissional que deixará o registo do encontro destes dois instrumentos constituindo o arranque para eventos futuros no estrangeiro.

 

Mais um passo na longa vida do Cavaquinho e do seu autor naquele que na opinião do seu editor se trata do melhor disco de Júlio Pereira.

 

Tochapestana iniciaram digressão na Tocha...

Em Junho, mês gordo de festas populares, os Tochapestana voltam em grande aos palcos para uma tour TOP FLOP de 7 datas. Começam no passado sábado num local para o qual olhávam com imenso fascínio, a praia da Tocha. O mítico Piolho Bar, já com mais de 20 anos, localizado mesmo na Rua dos Pescadores convidou e eles disseram que sim e oi a melhor maneira de começar as festas!

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Este ano será a 9ª vez que fazem a noite de Santo António. Desta vez é uma estreia no Arraial das Sardinhas Achadas, num cartaz bem TOP lado a lado com outros duos como Señoritas, Osso Vaidoso e mítica banda Pop Dell´Arte. Outro Arraial em Lisboa verdadeiramente popular e de bairro é o da Renovar a Mouraria, onde repetem presença, juntamente com JP Simões, Anónima Nuvolari, entre outros.

 

Pela primeira vez, e com muita ansiedade, finalmente animam a Noite de São João. Será em Braga, nas sanjoaninas mais antigas do país, ao ar livre numas das praças da cidade, numa parceira com a Rádio Universitária do Minho. Ainda em Lisboa fazem uma estreia no Titanic Sur Mer, numa festa "all night long" com DJs amigos. Em Guimarães vão estar em dose dupla com o filme Torres & Cometas no dia 29 e no dia 30 com concerto no terraço do Cineclube de Guimarães - calor e vinho verde!

Para fechar vão até Viseu ter com os amigos do Carmo 81.

Exposição "The Art of Techno" mostra-se no Sonar em Barcelona…

O Neopop Festival 2017 está a pouco mais de 2 meses de distância mas, antes de transformar Viana numa das maiores capitais da música de dança, viaja até Barcelona para mostrar do que é feita esta 12ª edição. Depois de ter tomado conta do Convento da Trindade, em Lisboa, e se ter assumido como uma marcante homenagem do Neopop à cultura da música electrónica, The Art of Techno voa agora até Barcelona para estar patente de 14 a 18 de Junho.

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Durante o que é a 23ª edição do Sónar - o prestigiado Festival Internacional de Música Avançada e Congreso de Criatividade e Tecnologia - o Choko Club vai receber o conjunto de 6 telas pintadas pelos movimentos de bailarinos que dançam ao som de 6 dos artistas que fazem parte do cartaz do Neopop deste ano.

 

Com a assinatura de Ivo Purvis e Gil Correia da Partners, The Art of Techno, mais que uma exposição, é o encontro da música e da dança num tributo inédito à cultura Techno, uma arte comum a todos os que integram a cultura da música de dança e que, apesar de, até agora não estar pendurada nas paredes, vive em cada um de nós.

 

The Art of Techno @ Sónar

14 a 18 de Junho 2017

Choko Club

Carrer de les Jonqueres, 13 / Barcelona (Espanha)

 

Nádia Schilling apresenta… “Kite”

Há algo que se revela na finitude e na sua ressonância ao longo do tempo. Uma espécie de beleza discreta que é própria da estrutura trágica da vida, uma melancolia que se encontra nas memórias de infância, em velhas caixas fotografias e nos objectos mais improváveis.

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É a partir deste universo que Nádia Schilling se aventura a solo e apresenta “Kite”, o primeiro single do seu álbum de estreia “Above the Trees”, que será lançado no próximo Outono. Natural das Caldas da Rainha, Nádia Schilling cresceu com o movimento de rock alternativo que popularizou a cidade nos anos 90. Estudou Arquitectura Paisagista e frequentou o Conservatório de Música onde estudou guitarra e técnica vocal. Em 2012, integrou a banda loopooloo com a qual lançou “loopooloo EP” (2013). Paralelamente, fez parte de um quinteto de jazz com quem gravou “Blue EP” (2016). Editou também o “Covers EP” (2015) e o single “Bite the Bullet” (2016).

As músicas de “Above the Trees” foram compostas numa velha guitarra acústica, herdada do seu avô, após o período tumultuoso que se seguiu à morte da sua mãe. O som destas músicas tem como base elementos do folk mas também do rock e do jazz. As suas influências vêm de artistas como Beck, Nico, Elliott Smith, Cat Power, Bill Callahan, Jon Brion, Fiona Apple, Nick Cave, Portishead, Tom Jobim, Chet Baker e Blossom Dearie.

 

Este disco conta com a participação de Filipe Melo (piano), João Hasselberg (baixo/contrabaixo), Bruno Pedroso (bateria) e de convidados como a cantora brasileira Marina Gasolina (Bonde do Rolê, Marina Gasolina, Madrid) e os guitarristas João Firmino e Mário Delgado, entre outros. “Kite” voa pelas recordações de uma vida e decifra o amor. Uma viagem que, apesar de tudo, percorre qualquer destino, sem receios. Uma liberdade intrínseca em forma de canção, cuja melancolia se abre para um cenário repleto de luz, onde o campo de possibilidades é infindável. A voz de Nádia Schilling dá o tom e, num compasso seguro, assistida por um piano que joga com as melodias e por um quarteto de cordas que eleva a narrativa, parte ainda à descoberta de novos horizontes.

 

O videoclipe foi realizado e animado por João Pombeiro, autor de vídeos de  artistas como Cave Story, Luísa Sobral, loopooloo, Songbird, Filipe Melo, Marta Hugon e João Hasselberg

"Dirty Little Girl"… o novo single de Vítor Bacalhau

"Dirty Little Girl" é o primeiro single do novo disco de Vítor Bacalhau, "Cosmic Attraction” que será lançado em Outubro deste ano. O músico algarvio tem vindo a dar provas de grande competência e maturidade no mundo do Blues/Rock.

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Este novo single será apresentado em dois concertos: O primeiro concerto terá lugar no Popular Alvalade (Lisboa) dia 16 de Junho e o segundo no mítico Bafo de Baco (Loulé), dia 17 de Junho. Vitor Bacalhau promete várias surpresas para estes dois concertos, sendo a mais aguardada de todas a revelação dos temas novos que compõem este segundo disco.

O disco conta com a produção de Budda Guedes, grande referência do Blues Nacional, que já havia produzido o primeiro álbum editado em 2015.

TAXI estão de regresso e sobem ao palco do Flower Power Fest Cascais

Os portuenses TAXI estão de regresso e são a mais recente confirmação do Flower Power Fest Cascais. A Banda regressa à estrada e lança o single “Reality Show”! ​Tocam no sábado, dia 5 de agosto, a encerrar o festival que se afirmou no panorama dos festivais de Verão. O anúncio da presença dos TAXI no Flower Power Fest Cascais, está a despertar um enorme interesse junto dos festivaleiros, tendo originado que as visualizações do vídeo do novo tema dos TAXI já tivesse superado as 140 mil em apenas alguns dias.

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Os TAXI, a banda de pop-rock portuguesa vencedora do primeiro Disco de Ouro do Rock Português (1981, com o álbum “TAXI"), volta à estrada com grandes concertos e grandes músicas. Os TAXI apresentam-se com João Grande (voz), Rui Taborda (baixo), Ricardo Cavalera (guitarra) e Hugo Pereira (bateria). Recorde-se que a banda originária do Porto gravou, até à data, cinco álbuns de originais, entre eles o "Cairo", também disco de ouro, que foi considerado pelo “Jornal Público” um dos melhores discos de sempre da música portuguesa.

Os TAXI regressam aos palcos com hits, “Chiclete”, “Cairo”, “Vida de Cão”, “Rosete”, entre outros, que os tornaram uma das bandas mais carismáticas de Portugal. O novo sucesso “Reality Show” é uma música ao estilo TAXI, que está a ser muito bem recebida quer nos meios musicais, quer pelo público em geral.

 

Festival Liberdade está de volta…

A música centra atenções no Festival Liberdade 2017, a 16 e 17 de junho, no Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal, com três palcos à beira-rio, além de outros espaços, nos quais há dança, teatro, cinema, artes visuais e desporto. Amor Electro, Xutos & Pontapés, Diogo Piçarra, Capicua, Bezegol e Supernova são cabeças de cartaz no evento, com entrada gratuita, que funciona como espaço de encontro do movimento associativo juvenil da região, numa organização da Associação de Municípios da Região de Setúbal, com apoio dos municípios integrantes.

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O Palco Liberdade, o principal, recebe, em cada um dos dias do certame, 3 concertos. O dia 16 abre com Bezegol, com início às 22h00, a que se segue o jovem Diogo Piçarra, às 23h00, e a banda sensação Amor Electro, à 00h30. No dia seguinte, a 17, é no mesmo palco onde se voltam a centrar atenções, desta vez com concertos pela banda setubalense Supernova, às 22h00, e Capicua, às 23h00. O Festival Liberdade marca também o regresso dos Xutos & Pontapés a Setúbal, que atuam naquele palco à 00h30.

 

Além dos concertos principais, o programa oferece ainda um vasto leque de sonoridades durante os dois dias, nomeadamente no Palco Paz, dedicado à promoção de novos valores da música nacional e no qual atuam, entre outros, Melquiades, banda vencedora do Concurso de Música de Setúbal 2017. A música está ainda no Palco Igualdade, que se assume como um espaço de ritmos mais alternativos, com músicos a solo, em banda ou em formato DJ, no qual cabem o rap, o hip-hop e o trip-hop, o drum’n’bass, o dance hall e a eletrónica, assim como ritmos latinos e africanos.

 

O Festival Liberdade é feito de outras formas e manifestações culturais, como a dança, o teatro e o cinema, artes partilhadas na Tenda Juventude e na Sala Teatro e Cinema, que fomentam uma maior proximidade com o público, com projetos emergentes e intimistas. O festival integra a iniciativa Arte em Liberdade, uma mostra patente, em particular, na zona na qual estão instaladas a Tenda Juventude e a Sala Teatro e Cinema, com dezenas de trabalhos de artistas da região de Setúbal nas vertentes de fotografia, desenho, pintura, gravura, ilustração, banda desenhada e escultura.

 

O desporto assume lugar de destaque no certame, num espaço dedicado, com várias demonstrações desportivas, incluindo râguebi, street basket, ioga, zumba, pilates e capoeira, atividades radicais como escalada, slackline e skate e ainda desporto adaptado com boccia e basquetebol em cadeira de rodas. Rui Unas, vai estar em direto com “Maluco Beleza”, no Festival Liberdade para uma emissão especial, na qual faz uma apresentação dos diversos espetáculos musicais do evento e entrevista vários intervenientes do certame.

 

O fado de Carlos Leitão em digressão…

O Inicio da digressão nacional, teve lugar no passado dia 20 de maio no Centro Cultural de Belém. Carlos Leitão revelou aos 37 anos, um homem seguro e um fadista claramente mais maduro que se concilia, de vez, com o Alentejo e com Lisboa.

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Carlos Leitão levou ao palco do Centro Cultural de Belém o Fado, tal como o sente, inteiro. Numa viagem permanente e intensa entre as composições originais e o fado tradicional, este lisboeta “de sangue e alma alentejanos” visitou o seu primeiro disco, “Do Quarto” (editado em 2013), mas foi no seu mais recente trabalho, “Sala de Estar”, que mais concentrou o alinhamento do concerto, interpretando as suas próprias letras, musicadas por nomes como Mário Pacheco ou Jorge Fernando, entre muitos outros.

 

Inerente e indissociável da sua alma e do seu coração, é igualmente o Cante Alentejano, e também neste campo, Carlos Leitão convidou os espectadores a viajarem com ele… O público e a critica foram unânimes, foi um espetáculo emocionante, muito bem conseguido e que coloca Carlos Leitão, no inequívoco patamar dos melhores.

 

29 de junho 2017 | 21h30 - Feira de S. João Évora

3 de Agosto 2017 | 21h30 - Castelo de Arraiolos (com Henrique Leitão)

20 de Agosto 2017 | 22h00 - Festas de Corroios

30 de Setembro 2017 |21h30 - Teatro Garcia de Resende (Évora)

“As Suplicantes” de Esquilo…

As cinquenta filhas de Dânao, obrigadas a casar à força com os cinquenta primos, filhos de Egito, fogem do Nilo, onde habitam, para pedir asilo político e religioso em Argos. Perante o rei dessa terra, suplicam proteção.

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Evocando Zeus hospitaleiro, apresentam como argumento maior a descendência de uma mesma mulher, Io. A súplica que os vincula e obriga, estabelece o conflito entre o dever de acolher e o perigo que isso representa para o equilíbrio da pólis. Depois de hesitar e temer a fúria de um confronto, o Rei de Argos assume as consequências de enfrentar Egito, e acolhe este grupo de refugiadas, concedendo-lhes asilo. A fuga, o exílio e a persuasão são as únicas armas de luta destas mulheres contra a privação, a violência e a opressão que se abate sobre elas. A problemática que envolve esta tragédia e os princípios éticos que a estruturam, refletem a atualidade dos confrontos que vivenciamos e enfrentamos todos os dias, numa Europa cada vez mais fechada e sectária.

 

Adaptação e direção: Cláudia Andrade

Cenografia e figurinos: criação coletiva

Interpretação: Ana Almeida, Carolina Campos, Carolina Silva, Clara de Souza, Duarte Silva, Jadwiga Thun, Luana Figueiredo, Mafalda Alexandre, Rita Moreno, Tatiana Veloso e Ricardo Silva

Produção: Catarina Sobral

Uma criação da Evoé – Escola de Actores

 

Teatro do Bairro (Lisboa)

16 a 18 de Junho 2017 | 21.30h / 17.00h

O 40º FITEI está a chegar a Matosinhos…

Na exata confluência do local com o universal, o FITEI trará a Matosinhos o grande teatro chileno contemporâneo. A 13 e 14 de junho, pelas 21h30, o Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery recebe “Casco Azul”, uma peça da companhia Teatro Amplio que tem por personagens quatro capacetes azuis da ONU destacados para uma base militar em Porto Príncipe, no Haiti.

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Com encenação de Antonio Altamirano e dramaturgia do uruguaio Santiago Sanguinetti, o espetáculo, que hoje e amanhã sobe ao palco em Estocolmo, retrata o caos e o horror de uma revolução sul-americana e a perplexidade dos soldados da paz diante das razões do povo haitiano.

Para entendê-las, mergulham na filosofia de Friedrich Hegel e nas suas dinâmicas dialéticas, capazes de explicar o mundo. Mas Hegel é complicado, concluem.

Nouvelle Vague de Regresso a Portugal em Outubro…

Os Nouvelle Vague são um supergrupo francês, criado por Marc Collin e Olivier Libaux em 2003, famoso pelas suas interpretações de grande qualidade de músicas clássicas em novos géneros, nomeadamente a Bossa Nova. Os arranjos feitos de forma audaz pelos dois músicos, transformaram músicas de bandas como The Clash, Joy Division, Depeche Mode, Killing Joke e outros conhecidos artistas em verdadeiras obras primas, alicerçados em sons subtis numa sonoridade que lhes valeu já reconhecimento universal.

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A banda, uma das mais acarinhadas pelo público português, regressa ao nosso país, em outubro, para 3 concertos em Lisboa, Coimbra e Porto que prometem ser inesquecíveis. Como mote para esta Tour, Marc Collin e Olivier Libaux editam o seu quarto longa duração “I Could be Happy” onde poderemos escutar versões luxuosas e repletas de glamour de temas miticos dos anos 80 como “Athol Rose” Cocteau Twins, “All Cats Are Grey” The Cure, “No One Receiving” Brian Eno, “I Wanna Be Seated” Ramones e somos surpreendidos por dois temas originais da banda, maravilhosos por sinal.

Para além dos novos temas a banda promete os “hinos” já eternizados da bossa nova como, “Killing Moon”, “Too Drunk To Fuck”, “Gruns of Brixton” entre muitos outros num concerto com 80 minutos de duração ou talvez mais…

 

26 de Outubro 2017 | 21h00 – Aula Magna (Lisboa)

27 de Outubro 2017 | 22h00 - Convento São Francisco (Coimbra)

29 de Outubro 2017 | 21h00 – Casa da Música (Porto)