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Glam Magazine

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Cigarettes After Sex ao Pôr do Sol…

Quinta feira, 8 de Junho de 2017… o arranque da 6ª edição do NOS Primavera Sound estava aí. Depois de uma noite de quarta feira onde a música se espalhou pela cidade do Porto, era o Parque da Cidade do Porto que se abria para receber a maior enchente de uma quinta feira, volvidas 5 edições do festival que chegou ao Porto em 2012.

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Uma edição do NOS Primavera Sound é sempre uma celebração da música. A edição de 2017 não fugiu à regra e a excepção nunca esteve presente. As portas abriram pelas 16 horas e Samuel Úria, um dos 4 artistas nacionais a passar nos palcos do festival, estava pronto às 17 horas no palco Super Bock para apresentar 40 minutos de música e conversa, apanágio do homem da “Carga de Ombro”… E foi a “Carga de Ombro” que mereceu o destaque nesta abertura bastante composta. Igual a si próprio, Samuel trouxe a palco aquilo que o público queria ouvir, uma Carga de Ombro que se iniciou com “Dou-Me Corda”. Entre deixas como “Amigos primaveris”, “Nós temos que despachar isto”, desperta o instinto da dança junto do público com “É Preciso Que Eu Diminua”.

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A distância era curta e terminado o concerto do “homem de Tondela”, as expectativas sobem de tom com o inicio do concerto dos Cigarettes After Sex. O colectivo de Greg Gonzalez foi a banda sonora perfeita para aquele fim de tarde  Pop ambiental bem deliniado num alinhamento de apenas 9 mas belíssimas canções que entre as quais uma versão muito própria de uma canção de Roky Erickson, “Starry Eyes” e ainda a recuperação de um clássico dos REO Speedwagon,Keep On Loving You”. A banda de Brooklyn desfilou ainda em palco temas como “K.”, “Each Time You Fall In Love” ou “Sunsetz” do seu mais recente disco já de 2017, encerrando ao som de “Apocalypse”, incluído igualmente neste segundo trabalho da banda. Envolvência perfeita à hora ideal para uns Cigarettes After Sex

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A junção do português Rodrigo Leão com o australiano Scott Matthew elevavam o cartaz e as expectativas do público. O trabalho desenvolvido por ambos, que começou em 2011, quando o australiano, a convite do compositor português, deu voz ao tema “Terrible Dawn”, resultou no disco editado em 2016 “Life is Long”. Sonoridades trabalhadas com mestria por Leão, assentes numa voz estranha mas precisa do Australiano, foram uma mais valia para o final de tarde. “Enemies” apenas na canção, Rodrigo Leão & Scott Matthew apresentaram uma canção nova “Abandoned” dando mais uma vez provas da dinâmica existente entre os dois músicos.

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Se o inicio da 6ª edição do NOS Primavera Sound tinha-se alicerçado em ritmos melódicos e envolventes, o palco NOS a partir das 20 horas trouxe toda a vitalidade e ritmos que iria marcar as últimas horas do primeiro dia. Já com o Parque com uma lotação acima da média das ‘quintas feiras’ das anteriores edições, Miguel sobe ao palco transformando a paisagem do Festival numa euforia controlada pintada de soul, funk, R&B e sobretudo sensualidade numa presença em palco que conquistou sem grande reticências o público do festival. Apesar do concerto agendado para as 20 horas, Miguel fazia parte do grupo de cabeças de cartaz da 6ª edição do festival, demonstrada com evidência pela histeria provocada junto dos fãs… “Adorn” ou "Hollywood Dreams" foram alguns dos temas que o artista norte americano, abraçado por Prince em 2015, aquando da edição do seu mais recente álbum “Wildheart”, levantaram os festivaleiros para uma corrente energética saboreada ao som de uns competentes músicos em palco que souberam como ninguém unir a mestria do ‘entertainer’ Miguel com o artista e cantor. Um aquecimento para o que ainda seria servido nos 2 palcos da noite de quinta-feira.

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Se a energia foi mais que evidente no palco NOS, o palco Super Bock recebia os escoceses Arab Strap. Longe do dinamismo em palco de Miguel, a banda apresentou alguns dos temas marcantes da sua já vasta discografia. Longe de obter um grande apoio por parte do público, o horário do concerto também não ajudou a que a banda de “Monday At The Hug & Pint” soltasse as amarras de uma segunda escolha por parte da organização. A banda cumpriu os mínimos num concerto integrado na digressão que marca o 20º aniversário do grupo de Aidan Moffat e Malcolm Middleton.

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De volta ao palco NOS, os Run The Jewels ateavam o fogo iniciado por Miguel. Em palco, EL-P (Jaime Meline) e Killer Mike (Michael Render), iniciavam a corrida ao som do eterno “We Are the Champions”. Formados em 2013, os Run The Jewels regressavam ao festival pela porta grande depois de um concerto memorável em 2015 no palco ATP (atual palco .).
Uma entrada merecida, pois foi uma noite de loucura e de muito ritmo aquele que o duo conseguiu difundir junto de 27.000 pessoas. “Talk To Me”, “Legend Has It” e até “Call Ticketron” bastaram para criar a atmosfera única construída 2 anos antes. Numa espiral de sucessos, houve ainda tempo para repescar o sucesso de DJ ShadowNobody Speak”. Pelo meio sucessos como “Lie, Cheat, Steal” ou “Oh My Darling Don't Cry” foram marcantes numa noite que encerrou ao som de “Run the Jewels”. Um regresso mais que esperado e merecido de um grupo que gostaria de viver no Porto.

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Com o ambiente em ebulição, no palco ao lado o projeto do norte americano Steven Ellison, Flying Lótus, trazia o experimentalismo da música eletrónica para um palco dominado pelos efeitos visuais apresentados. Ritmos quentes e distorcidos, circulando na fronteira do noise, o projeto Flying Lótus acabou por não se destacar numa noite já de si dominada por Miguel e Run The Jewels e que aguardava com (muita) expectativa os franceses Justice.

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Para fechar a noite, o palco NOS compunha-se para ser o epicentro de todas as energias ainda disponíveis… Gaspard Michel Andre Augé e Xavier de Rosnay, mais conhecidos por Justice apenas precisaram de alguns segundos para colocar literalmente o Parque da Cidade a dançar… “D.A.N.C.E.”. Uma aventura musical desde duo de Paris que começou em 2007 com “Cross” e que rapidamente se tornaram uma das bandas de culto da dance music. Mas a música dos Justice é muito mais que “D.A.N.C.E.”. Eles são rock, indie e acima de tudo conhecedores de uma realidade musical que procura alternativas para dançar. Com passagens pelo seu mais recente disco “Woman”, o duo não deixou de fora os temas mais basilares do seu repertório de 10 anos. Críticas à parte, a aposta terá resultado e ao que se prevê para os próximos dias de festival, o fechar do palco principal tem como objetivo a busca por sonoridades diferentes daquelas a que o NOS Primavera Sound apresentou ao longo dos últimos 5 anos.

 

Um primeiro dia de enchente como nunca tinha acontecido no Festival, 3 cabeças de cartaz a dar cartas em apenas 2 palcos e uma noite de consolidação ao fim de 6 anos de NOS Primavera Sound. A receita, já com recinto esgotado, regressa mais logo a partir das 17 horas para o segundo dia do festival.

 

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

“Witness”, o muito aguardado novo álbum de Katy Perry já está nas lojas...

O novo álbum de Katy Perry, “Witness”, está hoje disponível em todo o mundo. Hoje, a artista convida os fãs a juntarem-se-lhe em “WILD countdown” ao vivo e em exclusivo no YouTube. De “Witness” fazem parte os singles “Swish Swish (feat. Nicki Minaj)", "Chained to the Rhythm (feat. Skip Marley)” e “Bon Appétit (feat. Migos)".

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“Chained to the Rhythm”, o primeiro single do novo álbum, foi certificado com a marca de Platina nos EUA. No primeiro dia a canção ultrapassou os 3 milhões de streams no Spotify, conquistando assim o recorde do melhor primeiro dia de streaming de um single por uma artista feminina na história do Spotify. Os streams áudio e visuais do single ultrapassaram a barreira dos 500 milhões mundialmente após as primeiras 10 semanas desde o lançamento.

No Reino Unido, “Chained to the Rhythm” chegou ao n.º 1 nas tabelas de airplay e tornou-se um dos maiores êxitos de airplay dos últimos 12 meses. O single também liderou as tabelas de airplay na Irlanda, Austrália, Alemanha, Itália, Finlândia, Espanha, Dinamarca, Polónia e Japão.

Seguiram-se os singles “Bon Appétit”, uma colaboração com o célebre trio de hip hop Migos, com quem atuou no “Saturday Night Live” e cujo vídeo já ultrapassou as 127 milhões de visualizações, e “Swish Swish”, que junta a cantora à rapper Nicki Minaj.

Alright Gandhi ao vivo no Museu do Abade de Baçal

Os Alright Gandhi nascem em Berlim em 2014, um sítio onde chegam pessoas de todo o mundo para fazerem o que bem lhes apetece e ninguém se importa. Rosa Gerhards (UK), Pietro Fornara (IT), Dominick Gray (US), e Kalle Enkelmann (DE) conheceram-se no caos de umas jam sessions underground para tocarem juntos em dias de semana selvagens e a abarrotar.

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A banda tornou-se o veículo intimista conduzido pelas letras e linhas de baixo escritas por Rosa e pelas pinturas abstratas saídas da guitarra de Pietro. Com a recente inclusão de Dominick gray na bateria, o grupo evoluiu para uma sonoridade acústica experimental de ritmos não convencionais, tocados com o intuito de nos fazer dançar e abrir a mente.

Os Alright Gandhi coexistem com o mesmo motivo que os rodeia: esquecer o passado e ser original! Kalle gravou, produziu e editou o primeiro LP dos Alright Gandhi, “Little Traveller” em Abril de 2016, um disco que surpreende, cativa e nos vicia a cada escuta. O álbum evoca a magia pop, pormenores da world music, e uma postura positiva. Tocam este domingo no Jardim do Museu do Abade de Baçal num concerto incluído no ciclo de “Matinés ao Domingo” promovidas pela promotora Brigantina Dedos Bionicos.

 

Museu do Abade de Baçal (Bragança)

11 de Junho 2017

PJ Harvey e Ramy Essam gravam juntos single inédito… “The Camp”

PJ Harvey e o artista egípcio Ramy Essam juntaram-se para compor e graver “The Camp”, um tema que esperam que aumente a conscientização e o apoio muito necessário para a saúde e o bem-estar educacional das crianças deslocadas no Vale Bekaa do Líbano. “The Camp” será lançada em formato digital já esta sexta-feira, 9 de junho. Harvey e Essam gravaram o tema em Bristol com John Parish, colaborador de longa data de Harvey, que produziu e misturou o tema, além de tocar bateria e guitarra. Os artistas vão doar todos os lucros líquidos da canção para a Beyond Association, no Vale Bekaa, uma organização não-governamental libanesa.

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A Beyond Association fornece serviços como o acesso à educação, aos cuidados de saúde e ao apoio psicossocial, principalmente através de terapia artística, neurofisioterapia e atividades recreativas.

“É difícil compreender a escala da crise no Líbano, um país de 4 milhões que recebeu 1 milhão de refugiados sírios”, afirma o fotojornalista Giles Duley, cujas fotografias fazem parte do vídeo oficial, com montagem de Rick Holbrook. “A infraestrutura do país está a chegar ao seu limite, e em nenhum lugar essa situação é mais desesperada do que no Vale Bekaa. No entanto, existem algumas organizações incríveis a fazer um trabalho incrível, efetivo e abnegado no terreno, e de todas as ONGs que documentei, nenhuma me impressionou mais do que a Beyond. Visitar as suas escolas e testemunhar os seus programas é ver a esperança - e isso é algo que temos de apoiar.”

Discutindo como o projeto se concretizou, PJ Harvey explica como instintivamente soube que queria colaborar com Essam, fosse para contribuir para um dos seus projetos em curso ou para algo completamente novo. “Comecei a reunir ideias em papel e enviei-lhe maquetes de duas ou três canções”, lembra Harvey. Uma dessas canções tornou-se em “The Camp”.

Ao discutir o assunto do tema, Ramy Essam fala das suas experiências durante a revolução nas ruas do Egito. “Lidei com lutas, espancamentos, tortura e perda de amigos", explica. Enquanto a luta de Essam continua, fala com carinho da oportunidade única de trabalhar com PJ Harvey. "É uma pessoa humilde e uma artista verdadeira que só em sonhos poderia imaginar conhecer - e agora estou a cantar com ela por uma causa importante, pela humanidade", disse Essam sobre a colaboração. "Foi uma honra trabalhar com PJ Harvey, e achei muito inspirador. Deu-me a oportunidade de, durante um bocado, viver o meu sonho.”

 

“Quando Polly e Ramy me pediram para criar algumas imagens para ‘The Camp’, não tive dificuldades em escolher que fotografias queria usar”, diz Giles Duley. “No meu trabalho, documentei os efeitos do conflito e do desastre humanitário em todo o mundo, mas poucos tiveram um impacto tão grande em mim como o drama humano que presenciei na ilha de Lesvos em 2015. Pensei que já tinha visto tudo, mas posso dizer honestamente que nunca me senti tão assoberbado como pelo drama humano que presenciei ao passar por essas praias. A sua grande escala foi difícil de compreender; a falta de resposta é impossível de explicar ou de desculpar. Então, são essas imagens das praias e da viagem dos refugiados da Grécia para a Alemanha que usamos no vídeo de ‘The Camp’.”

António Saiote em concerto no Palacete Visconde de Trevões

O que acontece quando se combina, no interior de um palacete acabado de restaurar, o mais conceituado clarinetista português a um agrupamento que é considerado um "caso singular de excelência no panorama musical português"?

Um momento inesquecível, provavelmente. Para confirmá-lo basta assistir ao concerto que juntará António Saiote e o Quarteto de Cordas de Matosinhos, marcado para esta sexta-feira, 9 de junho, pelas 21h30, no renovado Palacete Visconde de Trevões. A entrada é gratuita.

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photo: Susana Neves

 

Integrado no ciclo de música de câmara da Câmara Municipal de Matosinhos, o concerto contará com um repertório que promete ser inspirador, composto pelo “Quinteto com clarinete em Si menor, op. 115”, que Brahms escreveu em 1891, e pelo “Quinteto com clarinete” que Sérgio Azevedo compôs em 2011. O “Quinteto com Clarinete” de Brahms, escrito para o clarinetista Richard Mühlfeld, representa o regresso do compositor à criação musical. Um ano depois de ter anunciado que não voltaria a compor, Brahms ouviu Mühlfeld tocar e não resistiu: apaixonou-se por um instrumento que nunca, até então, o interessara. Nos três anos seguintes, o compositor viria, de resto, a criar também o “Trio opus 114” e as duas sublimes sonatas para clarinete e piano, referências incontornáveis do repertório para o instrumento em que António Saiote se destacou.

 

Inspirado pela escuta do quinteto de Brahms, Sérgio Azevedo compôs também um quinteto cuja melancolia outonal não disfarça as óbvias referências a um romantismo tardio, nomeadamente uma muito escondida citação de Schubert e o uso de elementos da música popular da Europa Central. Pelo seu carácter introspetivo, o quinteto do compositor português revela uma grande afinidade com o do seu ilustre antecessor, conferindo-lhe, porém, uma feição contemporânea.

 

António Saiote, refira-se, foi solista na orquestra do Teatro Nacional de São Carlos e na Régie Sinfonia. Foi ainda titular da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários e assistente da Orquestra Clássica do Porto, tendo atuado como solista e ensinado em mais de trinta países da Ásia, Europa, América e África do Norte. Já o Quarteto de Cordas de Matosinhos foi criado pela câmara municipal em 2008, tendo conquista em 2014 o prémio Rising Stars da Organização Europeia de Salas de Concerto.

 

Mike El Nite… “Oliude” o último capítulo d' “O Justiceiro”

Depois de em 2016 se ter apresentado como "O Justiceiro", nome do álbum de apresentação do rapper português, Mike El Nite apresenta agora o seu último capitulo, "Oliude" com sentimento de dever cumprido.

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"Oliude" conta a história que também vemos no vídeo oficial que estreia hoje. Um acerto de contas ao estilo de um filme de acção dos anos 90. Uma metáfora para o que o tema aborda, também ele é um ajuste de contas entre o artista e a indústria, mais especificamente, nos meandros do Rap, pretendendo expor a falsa camaradagem, e a efemeridade da fama e estrelato num país com um mercado pequeno.

 

A agenda de concertos dos insch

Os insch surgem em 2014, pela mão de três amigos de longa data. O compromisso, descomprometido, é “matar essa imensa saudade de tocar”. Da sala de ensaios avistam-se as ondas da Ericeira que rebentam organicamente nas canções dos insch em ecos de Nirvana, Deftones, Nine Inch Nails, Bush ou Incubus.

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Em 2016 editam o álbum ”Safe Haven”; em formato digital sai pela Farol Música; em formato físico edição de autor. O caminho é ainda curto mas tão acelerado que fez dos insch "Banda do ano 2015" para a BalconyTV Lisboa, um dos "8 artistas musicais desconhecidos que tem mesmo de conhecer" para a New In Town e ainda presença assídua no top 10 de pedidos dos ouvintes, na SuperFM.

 

O trio da Ericeira (Manel Gomes (baixo), Miguel Rodrigues (bateria) e Tiago Duarte (guitarra e voz) apresenta o álbum de estreia, “Safe Haven” e levanta o véu para mostrar novos temas que gravaram com um novo produtor Henrik Udd (Bring Me The Horizon, Architects, etc.) e com o mastering engineer e Grammy award winner Ted Jensen (Metallica, Slipknot, Blink 182, Deftones, etc.).

 

Próximos concertos…
09 Junho 2017 - Youth Fest ( Mafra)

16 Junho 2017 - Element 25th anniversary party @ Village Underground (Lisboa)

24 Junho 2017 - Rock Fest (Proença-a-Nova)

30 Junho 2017 - Sumol Summer Fest (Ericeira)

Palco Coreto by Arruada junta os melhores projetos nacionais emergentes no NOS Alive'17

O Palco Coreto do NOS Alive tornou-se ao longo dos últimos anos um espaço de excelência, onde surgem novos projetos e conceitos na música portuguesa. Na 11.ª edição, este palco por onde já passaram nomes que hoje são indiscutivelmente talentos nacionais, conta com o selo de qualidade da Arruada. As abordagens são bastante diversificadas e percorrem caminhos entre a electrónica global, passando por indie e pop, até momentos afro ou profundamente intimistas.

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Enchufada na Zona” é o leitmotiv para o dia 6 de julho. O nome é o link com o homónimo programa na rádio britânica NTS, que conta com a chancela do português Branko (fundador da Enchufada e Buraka Som Sistema). Aqui a música electrónica global é mesmo o carimbo forte de toda a programação.

No dia seguinte, 7 de julho, é entregue ao universo feminino. As diferentes visões musicais, bem como apresentações diversas e em formatos distintos, incutem ao dia de sexta-feira uma personalidade muito própria da música portuguesa, sob o ponto de vista do olhar feminino.

A 8 de julho, o Coreto recebe a explanação máxima da diversidade da música portuguesa. Violas tocadas a velocidades escaldantes, canções pop com psicadelismo q.b. até ao afropunk numa viagem que começa em Algés e acaba na Ilha do Fogo (Cabo Verde).

"You Have Won"… novo single dos Blind Zero em antecipação do novo disco

Os Blind Zero estreiam esta sexta-feira, dia 9 de junho, "You Have Won", o single de avanço do novo álbum, “Often Trees”. Um disco que nos transporta para uma nova dimensão, mais dura e densa. "You Have Won" está disponível no MEO Music em exclusivo digital.

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Enquanto "Often Trees" não chega, os Blind Zero dão a conhecer "You Have Won", música que marca a ideia originária do próximo disco, sem subterfúgios. À procura de ar. Um disco intenso, mais pesado e atmosférico.

 

Com edição marcada para outubro, o novo trabalho da banda apresenta-se entre planos gerais e de pormenor, pela dimensão das árvores, sem planos médios. Altura e distância. Espaços abertos como proximidade, perseguição sem rede, contos de idade adulta. Um disco surpreendente, fresco, intemporal e revelador da maturidade e criatividade da banda. Produzida por Nuxo Espinheira, “You Have Won”, foi misturada por Nelson Carvalho, e masterizada em Nova Iorque por Andy VanDette.

 

O videoclip é da autoria do realizador e diretor-fundador do Festival Internacional de Curtas-Metragens "Leiria Film Fest", Bruno Carnide, refletindo a fuga não material que ouvimos na música, procura incessante e frenética das várias personalidades que nos habitam. Autor de mais de uma dezena de curtas-metragens de ficção, documentário e animação, com vários prémios e exibidas em mais de 100 festivais de cinema de todo o mundo, filmou "You Have Won" em São Martinho de Porto, Salamanca, Lagos de Covadonga (nos Picos da Europa), em São Pedro de Moel e na Lagoa da Ervedeira em Leiria.