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Glam Magazine

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Vitoru Kinjo apresenta seu primeiro disco… “Kinjo”

Vitoru Kinjo é um cantor, compositor e pesquisador nipo-brasileiro que traz na natureza rural-urbana às suas canções, a emoção e o espírito de um tropicalismo asiático-brasileiro, cheio de vida e poesia, são “dias de sol para levantar”. 

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O disco de estreia do cantor, “Kinjo”, apresenta 9 canções, surgidas de um processo criativo entre a música brasileira, os cantos ancestrais asiáticos, o regional e o global, o rural e o urbano, e faz parte de uma pesquisa artística e sócio-antropológica realizada por Vitoru ao longo dos últimos 15 anos.

 

Trata-se do ‘boi nipo-maranhense’ em São Paulo, folk com sotaque brasileiro, jongo pop, ciranda afro-asiática, ijexá, choro, baião e rock. É então, música que viaja e se mistura, que ressignifica corpos, vozes e identidades, chamada pelo cantor de "regional diaspórico". Um encontro da música popular brasileira com o Oriente e o mundo.

 

"KINJO é movido por uma utopia musical e sócio-pessoal na busca de um bem viver comum. Ele parte da imaginação sobre nossas raízes, sempre transculturais, mas ligadas ao presente e ao passado do mundo e da terra, para uma música que seja ao mesmo tempo antropofagicamente ancestral e contemporânea. Somos todos irmãos, há dez mil anos atrás", refere Vitoru.

Programação Concertos MIMO Festival Amarante

Entre os dias 21 e 23 de Julho, a cidade de Amarante vai recebr esta nova edição do Festival MIMO que conta com 52 actividades, entre música, cinema, programa educativo, fórum de ideias e poesia.

Este vai ser o programa de concertos da 2ª edição do MIMO Amarante Festival

Tinariwen@MariePlaneille

photo: Marie Planeille

21 de Julho 2017

18:00 - Igreja São Gonçalo / Quarteto Arabesco convida Pedro Jóia (Portugal)

20:30 - Museu Amadeo de Souza-Cardoso / Jards Macalé (Brasil)

22:00 - Parque Ribeirinho / Três Tristes Tigres (Portugal)

23:30 - Parque Ribeirinho / Tinariwen (na foto) (Mali)

01:15 - Parque Ribeirinho / Nação Zumbi (Brasil)

02:30 - Parque Ribeirinho / DJ SET

 

Hamilton de Holanda

 

22 de Julho 2017

18:00 - Igreja de São Gonçalo / Coro de Câmara de Lisboa (Portugal)

20:00 - Parque Ribeirinho / Girma Bèyènè & Akalé Wubé (França/ Etiópia)

20:30 - Museu Amadeo de Souza-Cardoso / Anne Paceo (França)

21:30 - Parque Ribeirinho / Richard Bona & Mandekan Cubano (Camarões/ Cuba)

23:30 - Parque Ribeirinho / Herbie Hancock (USA)

01:15 - Parque Ribeirinho / Hamilton De Holanda (na foto) convida Mayra Andrade (Brasil/ Cabo Verde)

02:30 - Parque Ribeirinho / Dj Set

Filipe Raposo@Hugo Amaral

photo: Hugo Amaral 

 

23 de Julho 2017

16:00 - Igreja de São Pedro / Filipe Raposo (na foto) (Portugal)

20:00 - Museu Amadeo de Souza-Cardoso / Ala.Ni (Inglaterra)

20:30 - Parque Ribeirinho / Ricardo Ribeiro (Portugal)

21:45 - Parque Ribeirinho / Rodrigo Amarante (Brasil)

23:00 - Parque Ribeirinho / Céu (Brasil)

00:15 - Parque Ribeirinho / Manel Cruz (Portugal)

Ana Bacalhau, Capicua, Nuno Markl, Samuel Úria e Rita Blanco no Festival Grant's Stand Together

O Festival Grant’s Stand Together está a preparar a sua 6ª edição, que decorrerá como habitual no Cinema São Jorge (Lisboa), dias 23 e 24 de Junho e estende-se ao Porto pelo segundo ano consecutivo, dias 1 e 2 de Julho, no cenário inspirador da Fundação de Serralves. Este ano, o festival de histórias verdadeiras acontece mais tarde, por consequência da agenda preenchida do seu Host Joaquim de Almeida, devido às gravações da nova temporada de Queen of the South.

Grants Cartaz

Sob o mote “Histórias tão verdadeiras que nem vais acreditar”, esta nova edição volta a contar com as sessões clássicas de storytelling, onde Joaquim de Almeida convida nomes como Ana Sofia Martins, Capicua, Commedia a la Carte, Diogo Beja, Leonor Poeiras, Sam the Kid ou Samuel Úria a subir a palco para partilharem uma história de vida. Existirão também as conversas mais intimistas entre artistas, como Rita Blanco e Inês Meneses ou Anabela Mota Ribeiro na companhia de Ana Bacalhau e Isabel Abreu. A programação é complementada com DJ’s que animarão as noites quentes na companhia dos já famosos cocktails Grant’s.

 

Cinema São Jorge (Lisboa)

23 de Junho 2017

Sala 1 | 21h30 - Sessão de Storytelling – Joaquim de Almeida convida: Commedia a la Carte, Ana Sofia Martins, Diogo Beja, Sam the Kid e Samuel Úria

 

Sala 2 | 22h00  - Triple Wood Talks / Rita e Inês – Rita Blanco com Inês Meneses

 

24 de Junho 2017

Sala 1 | 21h30 - Sessão de Storytelling - Joaquim de Almeida convida: Joaquim Sousa Martins, Benedita Pereira, Leonor Poeiras, Ana Galvão e Nuno Markl, Ivo Canelas, Júlio Isidro

 

Sala 2 | 22h00 - Triple Wood Talks / “Como fazem o que fazem” - Anabela Mota Ribeiro com Isabel Abreu e Ana Bacalhau

 

Fundação de Serralves (Porto)

1 de Julho 2017

Sala 1 | 21h30 - Sessão de Storytelling - Joaquim de Almeida convida Pedro Tatanka, Tomás Wallenstein, Capicua, Ricardo Trepa, António Pedro Vasconcelos, entre outros

 

2 de Julho 2017

Sala 1 | 21h30 - Sessão de Storytelling - Joaquim de Almeida convida Álvaro Costa, Eduardo Madeira, Chef Rui Paula, Filipe Faísca, Manuel Serrão, Joana Marques, entre outros nomes

 

A componente solidária do festival mantém-se nesta 6ª edição, com parte das receitas a reverter para a Casa do Artista. A organização e programação do Grant’s Stand Together está novamente a cargo da H2N Phenomena Makers.

 

Bons Sons 2017… Estudo mostra porque é que Cem Soldos faz o Bons Sons…

Cem Soldos é a Aldeia de que tanto se fala. É a aldeia que faz o BONS SONS acontecer. Situada a 5 Kms de Tomar e a 12 de Torres Novas, tem cerca de 600 habitantes e vive um verdadeiro espírito comunitário que mantém as tradições vivas e actuais. Num inquérito conduzido aos residentes, a associação local SCOCS, organizadora do BONS SONS, recolheu opiniões muito positivas e nelas o incentivo necessário à continuação deste projecto ímpar no panorama cultural português.

bons sons 2.jpgphoto: Paulo Homem de Melo 

 

O BONS SONS, ao contrário de tantos outros festivais de organização empresarial, foi criado e tem sido sempre preparado por cem-soldenses, através da sua associação cultural, SCOCS. Para conhecer as principais posições dos residentes da aldeia face ao BONS SONS, o SCOCS desenvolveu um estudo de opinião, com um inquérito porta-a-porta. Mais de 95% dos habitantes de Cem Soldos sentem que o BONS SONS é positivo para a aldeia e que se deve continuar a organizar, sobretudo porque reconhecem a visibilidade que a aldeia toma, através deste evento, tanto no palco nacional como internacional. Por outro lado, o contacto com pessoas de fora é também enaltecido como positivo pelos residentes, uma vez que traz uma enorme diversidade de pessoas a visitar o espaço da aldeia e tem a capacidade de expandir horizontes.

 

No estudo do SCOCS, é também evidenciado que o melhor do BONS SONS passa pelo espírito comunitário e de entreajuda, tão patente na união dos residentes, familiares e amigos ao longo desses dias. Os residentes orgulham-se de o BONS SONS ser o resultado da manifesta capacidade de organização e de concretização da aldeia. Os entrevistados valorizaram também o ânimo que se dá à economia local e a dinamização da oferta cultural de qualidade, por ser a montra de muitos projectos musicais, alguns deles menos conhecidos dos habitantes.

 

Os aspectos negativos foram mais difíceis de elencar, com 44% dos entrevistados a não mencionar nenhum factor de desagrado. Mas as eventuais críticas foram seguidas de possibilidades de solução e os residentes avançaram ideias para melhorar os pontos que consideraram negativos. Os dias do festival correm bem graças a uma multidão de voluntários. Destes, a grande maioria é proveniente da população residente em Cem Soldos. O estudo estima que cerca de um terço (32%) dos habitantes já foi voluntário em edições anteriores do BONS SONS, com a tendência crescente da percentagem de participação (6%) a verificar-se também em 2017.

 

Para auxiliar ao sucesso do BONS SONS, os residentes revelaram nas entrevistas abertura e disponibilidade para contribuir com recursos próprios como alojamento, decoração das fachadas e disponibilização da imagem. Estes contributos acrescem ao trabalho voluntário, cedência de espaços e terrenos e à já habitual adaptação das suas vidas no período mais intenso do festival.

 

Durante os dias do BONS SONS, o visitante é convidado a viver a Aldeia, a conhecer os seus habitantes e a partilhar os seus lugares e tradições, no festival que já foi premiado como melhor festival de média dimensão, e reconhecido pelo acolhimento e recepção aos visitantes, pela infraestrutura inovadora e pela contribuição para a sustentabilidade.

Mimo Festival Amarante... concertos exclusivos em portugal em destaque na programação

Decorreu ao final da manhã desta terça feira em Amarante a apresentação da edição de 2017 do Festival MIMO. A apresentação que contou com a presença do presidente da Camara Municipal de Amarante bem como o presidente do Turismo Porto Norte, decorreu num dos espaços que vai receber alguns dos concertos desta 2ª edição. O Festival é uma mais valia para o municipio de Amarante bem como para os concelhos vizinhos, como fez questão de referir o edil de Amarante. Foi igualmente enaltecido o papel do festival na promoção turistica de uma região que tem tido um crescimento constante no que se refere ao turismo.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Lu Araújo, a mentora do projeto, nascido no Brasil, apresentou as novidades para esta segunda edição, uma edição de consolidação do sucesso verificado na primeira edição, que contou com a participação de 24 mil pessoas. Entre os dias 21 e 23 de Julho, a cidade de Amarante vai recebr esta nova edição do Festival que conta com 52 actividades, entre música, cinema, programa educativo, fórum de ideias e poesia.

 

Em relação ao programa de concertos, foram divulgadas as últimas confirmações e o alinhamento por dias. O brasileiro Rodrigo Amarante; os tuaregues Tinariwen; a cantora londrina, de origem caribenha, considerada uma revelação na música europeia, Ala.Ni; o cantor “maldito”, um dos nomes mais inquietos, inovadores, criativos e irreverentes da MPB, Jards Macalé; Hamilton de Holanda & O Baile do Almeidinha convida Mayra Andrade; o titã do ethio-jazz e o quinteto parisiense Girma Bèyènè & Akalé Wubé; a ‘artista do ano’ pelos Victoires Du Jazz 2016, os prémios franceses equivalentes aos Grammys, a baterista e compositora Anne Paceo (na foto), actuam em exclusivo no MIMO que conta ainda com a participação de Ricardo Ribeiro, Três Tristes Tigres, Filipe Raposo, Quarteto Arabesco convida Pedro Jóia e Coro da Câmara de Lisboa. Estas são as mais recentes confirmações do cartaz do qual já tinham sido reveladas os concertos exclusivos em Portugal de Herbie Hancock, Nação Zumbi e Céu; e ainda Manel Cruz e Richard Bona & Mandekan Cubano.

Pelo segundo ano consecutivo, o MIMO Festival Amarante oferece uma programação cultural e geograficamente diversificada, com artistas de 10 nacionalidades (de Portugal, do Brasil, de França, da Etiópia, dos Camarões, de Cuba, dos EUA, de Inglaterra, de Cabo Verde e do Mali). Além da música, fazem parte integrante do cartaz o Festival MIMO de Cinema que estreia em Portugal "Chico Science - Um Caranguejo Elétrico", de José Eduardo Miglioli, e conta ainda com "Vinicius de Moraes - Um Rapaz de Família" de Suzana Moraes, “Tim Maia” de Mauro Lima, “Mudar de Vida: José Mário Branco, Vida e Obra” de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo, “I Love My Label – Discotexas” de António Sabino, Pedro Gonçalves e Igor Martins; o Programa Educativo com workshop de Anne Paceo, Ala.Ni, Rafael dos Anjos, oficina de Walter Areia e uma masterclasse com Pedro Jóia; o Fórum de Ideias com palestras de Manel Cruz, Nação Zumbi, Ricardo Ribeiro e Jards Macalé; a Chuva de Poesia com textos de poetisas de todo mundo como a nossa Sophia Breiner de Mello Andersen, a brasileira Ana Cristina César, a russa Marina Tsvietáieva, a norte-americana Emily Dickinson, a grega Safo e a indiana Rupi Kaur; e um Roteiro Cultural Guiado que visita a história, a tradição e a natureza de Amarante.

Abertas à comunidade de músicos e ao público em geral, as actividades do Programa Educativo e do Fórum de Ideias requerem uma inscrição prévia dada a limitação dos espaços onde se realizam. De acesso gratuito, o MIMO Festival Amarante realiza-se de 21 a 23 de Julho no Parque Ribeirinho, Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Igreja de São Gonçalo, Igreja de São Pedro, Centro Cultural de Amarante e Cinema Teixeira de Pascoaes.

 

Para 2017 o MIMO Festival está a trabalhar para melhorar a experiência de todos os que visitam Amarante nestes 3 dias de Festival. A zona da alimentação, por exemplo, vai ser aumentada e a oferta será mais diversificada. Entre as propostas previstas destacam-se a comida japonesa, mexicana, venezuelana, sem glúten ou vegetariana, além dos tradicionais hambúrgueres, pregos, kebabs, crepes e gelados.

 

O MIMO Festival tem como promotores a Turismo do Porto e Norte de Portugal, Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e Câmara Municipal de Amarante e conta com o patrocínio da Santa Casa Misericórdia de Lisboa. A Fundação Millennium bcp é mecenas da Etapa Educativa. Recorde-se que o MIMO Festival nasceu no Brasil em 2004, idealizado por Lu Araújo, e teve a primeira edição internacional em 2016 na cidade de Amarante. Ao longo de três dias, 24 mil pessoas encheram as ruas de Amarante e os vários espaços onde aconteceram as diversas atividades da programação do festival, que contou com espetáculos exclusivos de Tom Zé, Vieux Farka Touré, Hamilton de Holanda, Pat Metheny & Ron Carter, entre outros.

The Miami Flu, Lucky Who, Moon Preachers, Killadelphia e El Señor no 5º Indie Music Fest

O Indie Music Fest apresenta agora mais cinco nomes para se juntarem ao Bosque do Choupal, em Baltar, nos dias 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro de 2017. Para esta 5ª edição surge mais uma mão cheia de musica independente em fase crescente. A não perder por entre os encantos do Bosque do Choupal, o psicadelismo dos anos 60 e 70 dos The Miami Flu, a nova banda de Pedro Ledo e Tiago Sales. Nascidos há cerca de 1 ano e meio e com o seu primeiro EP lançado em Março, um dos nomes que irá triunfar no Indie Music Fest 2017. Chamam-se Lucky Who.

Moon Preachers é punk-psicadélico, garage rock narcótico e blues selvagem alimentado a uma guitarra frenética, a uma bateria demoníaca e a duas vozes que mais parecem uivos de meia-noite. Vêm da Margem Sul e vão aterrar em Baltar. Do Porto chegam os Killadelphia com um groove, capaz de fazer mexer os recantos do Bosque. E por último a banda de verão que não se importa de ser de inverno, se lá chegar. El Señor trazem um ié-ié minhoto mais pop do que rock, mais rock do que punk, tão punk quanto o vira.

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The Miami Flu é a nova banda de Pedro Ledo e Tiago Sales, metade da alma e coração dos Lululemon, que já lançou no mercado dois discos: The Flying Fortress (2012) e Sinharaja (2013), ambos registos instrumentais. Para avançar com a gravação deste novíssimo “Too Much Flu Will Kill You”, a dupla contou também com Tiago Campos na Bateria, membro dos Twin Chargers e João Vilar nas teclas, que nos Al Fujayrah toca guitarra. Nova banda, novas sonoridades e uma boa novidade: Pedro Ledo, para além de não largar a sua guitarra Surf Green, empresta a sua voz às canções carregadas de ansiolíticos e outras drogas. Entramos assim em território minado por algum psicadelismo dos anos 60 e 70, género muito apreciado pela banda e que é inevitável referenciar. Mas a coisa não se fica por aqui no que toca a referências. As muitas horas gastas a jogar videogames retro, tais como Diddy's Kong Quest, Phantasy Star, Chrono Trigger, F-Zero, Killer Instinct, Super Bomber Man, Sonic, Street Fighter, Top Gear ou Super Mario influenciaram o processo criativo com as respetivas bandas sonoras. Esta influência dos videogames confere às canções uma componente pop que nos remete para gloriosos palcos e estúdios dos anos 80 e 90. “Vicious Pills” foi o tema escolhido para single e teledisco. O disco foi misturado e masterizado na Adega Records, por Alexandre Braga.

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Chamam-se Lucky Who, existem há cerca de 1 ano e meio e lançaram agora em março o seu EP. São os próprios que se definem… "Somos 4 e podíamos ser 5, mas só somos 4. Temos um piano, bateria, baixo, guitarra e guitarra acústica. O vocalista está a esforçar-se para cantar melhor e o baterista é canhoto. Somos de Torres e Lisboa, na verdade talvez sejamos do Mundo. Tocamos indie, com uma boa pop, com muito açúcar e alguma choradeira que nos remete para a jovialidade do verão e de passar os dias na galhofa. Somos um grupo fixe."

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Moon Preachers é punk-psicadélico, garage rock narcótico e blues selvagem alimentado a uma guitarra frenética, a uma bateria demoníaca e a duas vozes que mais parecem uivos de meia-noite. Rafael Santos e João Paulo Ferreira têm 18 anos, vêm da Margem Sul e têm sede adolescente de música eléctrica com alma. Algum tempo antes de atingirem a nauseante idade “adulta", decidiram começar a fazer malhas sobre festas, a morte, deus, o diabo, sonhos, esquizofrenia e tantas outras cenas que os inquietavam. Deram que falar ao tocar por palcos da Margem Sul e Lisboa, nomeadamente quando abriram para The Sunflowers na ZDB e no Maus Hábitos no Porto. Quanto aos seus concertos ao vivo, já disseram que esta banda é “uma mistura explosiva”, "uma coisa estranha desconcertante” e "uma tribo selvagem”. Digam o que disserem, este duo está aqui para te por a tremer, de todas as maneiras possíveis. Phil Mendrix disse: "São dois mas parecem quarenta!"

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Os Killadelphia são uma banda localizada na zona do grande Porto que surgiu na transição do ano com o tema "Letter" e, mais tarde, com "Bury Me", em versões ao vivo dentro do estúdio. Assumindo o "groove" como a sua base e escrevendo sobre experiências pessoais e temáticas sociais, 2017 irá permitir a descoberta, a pouco e pouco, da música que o quarteto tem para mostrar.

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El Señor… alinharam-se os astros e não há como ignorar que surgiram de um milagre. O Éder marcou, a cidade sempre vazia encheu-se de gente e, no meio da desbunda, nasceram com poucas palavras em frente a uma rulote. Banda de verão que não se importa de ser de inverno, se lá chegar. Um ié-ié minhoto mais pop do que rock, mais rock do que punk, tão punk quanto o vira.

 

A estes nomes juntam-se ao Indie Music Fest 2017 os já anunciados Conjunto Corona, Them Flying Monkeys, Twins Transistors, Heavy Cross of Flowers e Paraguaii.

 

Embaixadores Bairrada… muita emoção e sentimento de pertença na cerimónia de nomeação

Foi na passada sexta-feira, 2 de Junho, em plena cidade de Coimbra, na mítica Quinta das Lágrimas, que teve lugar a primeira cerimónia ‘Bairrada - No Sentido dos Sentidos’, onde o destaque foi a nomeação dos ‘Embaixadores Bairrada’: Maria Rueff, na arte e na cultura; Dino Alves, na moda; Ricardo Costa, na gastronomia; Sandro Alves, na dupla investigação e ciência; e Sérgio Conceição, no desporto. O evento, que reuniu quase 170 pessoas, ficou marcado pela enorme emoção e pelo sentimento de agradecimento nutrido pelos embaixadores à sua Bairrada.

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O primeiro discurso coube a Maria Rueff, que recordou e elogiou o seu pai e avô, ambos de Cantanhede. Emocionada, fez questão de frisar que tem um carinho muito grande por esta terra, onde viveu e estudou. “Francamente faltava-me esta medalha, porque quando as nossas raízes começam a ir embora parece que a pessoa fica cada vez mais com necessidade de regressar a casa. Muito obrigada por me terem trazido esse lado que eu já perdi, mas que guardo no coração, sempre. Aliás, tenho em Cantanhede os meus últimos ‘7 Palmos de Terra’!”, afirmou a humorista e actriz.

 

Dino Alves agradeceu a distinção como ‘Embaixador Bairrada’, região onde nasceu, cresceu e viveu até aos 18 anos. “Foi com muito orgulho que aceitei representar esta terra, onde apesar de eu já não viver há 25 anos, continuo a ter as minhas raízes, a minha família e é onde está parte da minha história. Neste momento vivo em Lisboa onde, como foi dito, desenvolvo uma carreira como criador de moda, mas mantenho sempre uma ligação a Anadia, mais exactamente (...) algumas das peças das minhas últimas criações são confeccionados no atelier de uma costureira fantástica de Anadia.”. Terminou dizendo que não é muito conhecedor de vinhos, mas que a partir de agora vai sempre dizer que os Bairrada são os melhores!!

 

As palavras do aveirense Ricardo Costa focaram-se na gastronomia, não fosse ele chef. Considerou esta nomeação como uma oficialização, uma vez que se considera desde há muito um ‘Embaixador Bairrada’; prova disso é a presença de caldeiradas, chanfanas e leitões – “à minha maneira, como é óbvio!” – nas suas ementas. Destacou o facto do jantar ter sido confeccionado pelo seu colega de profissão, Vítor Dias, e antigo colega de carteira.

 

Extremamente contente e agradecido, o cientista Sandro Alves – o mais premiado português nesta área – foi parco em palavras, tendo optado por não ler o discurso que tinha preparado. Foi o primeiro a chegar e o último a sair, o que revela o quão embrenhado esteve no momento que o distinguiu como ‘Embaixador Bairrada’. Referiu o prazer imenso que isso lhe deu, acrescendo a responsabilidade que agora tem para com a sua região.

 

Por razões pessoais, o treinador de futebol Sérgio Conceição não conseguiu estar presente, mas fez-se representar pela amiga Licínia Ferreira, proprietária do restaurante Rei dos Leitões, na Mealhada, onde o desportista tem casa.

 

Uma iniciativa da Associação Rota da Bairrada e da Comissão Vitivinícola da Bairrada, cujos presidentes - Jorge Sampaio e Pedro Soares, respectivamente - subiram ao palco para dar as boas-vindas, agradecer a presença de todos, em especial dos ‘Embaixadores Bairrada’, e dizer que esta é uma iniciativa para se repetir por muitos e bons anos. Ou não seja a ‘Bairrada’ uma terra que se move ‘No Sentido dos Sentidos’....