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Glam Magazine

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A quarta edição do LISB-ON tem mais música…

Assinalando em 2017 a sua quarta edição, o LISB-ON #JardimSonoro está já entre os Festivais de referência em Portugal. O conceito, a cultura a ele associada e as escolhas de cartaz, o enquadramento ímpar no contexto urbano, o ambiente e atitude bem como a responsabilidade social, fazem do LISB-ON um evento único na capital portuguesa. Vencedor dos prémios de ‘Melhor Comunicação Nacional’ e ‘Melhor Activação de Marca Nacional’ pelo Iberian Festival Awards em 2017, o LISB-ON afirmou-se como a festa obrigatória para todos os amantes da música unidos pelo espírito de celebração e descoberta. Faz por isso sentido que a quarta edição do LISBON tenha mais música, refletindo a resposta entusiasta do público nas edições anteriores e a forma globalmente positiva como o festival tem sido recebido por Parceiros e Media.

Lineup

Entre o chill out e o techno, sempre atento ao disco, house, jazz, soul, funk ou pop electrónica, com DJs e concertos, o LISB-ON tem acompanhado a produção nacional e internacional, revelando promessas e promovendo o reencontro com heróis conhecidos. Nesta quarta edição, destaque para a programação do primeiro dia, assegurada pela Red Bull Music Academy com vários nomes de primeira linha do panorama internacional da música electrónica que se conjugam no coração de uma cidade ímpar, num idílico cenário verde que convida à partilha colectiva de alguns dos mais sofisticados sons que a cultura da música de dança nos pode oferecer.

Sven Vath

A verdadeira lenda viva que é Sven Väth (na foto) encabeça um cartaz ambicioso que conta ainda com as presenças de Etienne Jaumet e da dupla Kiasmos além, como não podia deixar de ser, de uma forte presença nacional numa inédita apresentação em formato ensemble de vários ex-participantes portugueses das múltiplas edições internacionais da Red Bull Music Academy – o colectivo Space Machine. Representantes portugueses desde o Rui Gato que participou na RBMA África do Sul, a Bruno Mushug. metade dos Octa Push (RBMA 2008/Barcelona), Jorge Caiado (RBMA Madrid em 2011), Papercutz (RBMA/Nova Iorque em 2013), MMMOOONNNOOO (RBMA Tóquio em 2014), até Ghost Wavvves e UhAhUh aka GPU Panic (RBMA/Montréal em 2016), há uma linhagem de participantes na Academia que tem marcado forte presença no agitado mapa electrónico nacional.

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No segundo e terceiro dia da edição de 2017, juntam-se nomes chave como a Nina Kraviz, uma das mais significantes artistas mundiais, conhecida pela sua energética performance como DJ, Tony Allen, que tornou possível que os ritmos africanos começassem a alterar o percurso da musica Pop ocidental, DJ Koze, aventureiro e consistente produto da música techno e com habilidades excepcionais como DJ e Motor City Drum Ensemble, que tem influenciado a música House durante os últimos anos

 

1 Setembro 2017

Curadoria Red Bull Music Academy:

Sven Vath

Kiasmos Live

Etienne Jaumet Live

Red Bull Academy Showcase

 

2 Setembro 2017

Mainstage:

Nina Kraviz

Cassy

Tony Allen Band

Amp Fiddler Live

Francisco Coelho

Ramboiage Live

Palco Secundário:

De Los Miedos & Nomad

Novo Major

Dream 2 Science Live

Tako

Joao Tenreiro

Trol2000

 

3 Setembro 2017

Mainstage:

Dj Koze

Motor City Drum Ensemble

Move D

Nick Craddock

Mike Stellar

Palco Secundário:

Maayan Nidam

Nicolas Lutz

Ze Salvador

Zoy Live

Mary B

 

A localização ideal, um jardim idílico no centro da cidade, e a experiência urbana do festival assente num conceito que pretende trazer a festa para a luz do dia ajudou o LISB-ON a distinguir-se e a desenvolver uma personalidade própria em que a diversidade e qualidade da programação musical são palavras de ordem. A quarta edição do LISB-ON terá três dias: 1, 2 e 3 de Setembro, no local de sempre, o Parque Eduardo VII

 

 

Concerto Aniversário temporada Darcos

Para celebrar os 10 anos de existência, a Temporada Darcos convidou o escritor José Luís Peixoto, o compositor Nuno Côrte-Real e a cantora Maria João, com o intuito de criarem um ciclo de canções originais, para voz e ensemble. Mais do que um cruzamento entre distintas áreas artísticas e estilísticas, este projeto é um encontro entre autores portugueses que, a partir da sua contemporaneidade individual contribuem para a construção de uma identidade lusófona.

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Buscando nos versos do escritor timbres e sonoridades modernas, mas deixando espaços para a improvisação, técnica tão característica do estilo e carácter da cantora, a nova música composta viajará por territórios distintos como o jazz, a música contemporânea, o tradicional e o clássico. Celebra-se um aniversário importante, é certo, 10 anos, uma década de música, mas principalmente queremos celebrar o futuro, o que virá.

Pois, se a identidade é a nossa maior riqueza, como não fazer tudo para a manter e projetá-la no futuro?

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

4 de Junho 2017 | 21.00h

Carlos do Carmo conquista plateias dentro e fora de Portugal

Carlos do Carmo é sem dúvida um dos maiores embaixadores do fado. Tendo sido distinguido no ano passado com um Grammy Latino, aos 77 anos o fadista continua a subir aos palcos de todo o mundo, mostrando como tem sido uma voz marcante e influente para a história do fado ao longo dos mais de 50 anos de carreira.

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photo: Rui Bandeira Fotografia

Este ano, Carlos do Carmo já atuou, por exemplo, em Bilbao (Espanha) e em New Bedford (Estados Unidos), para plateias esgotadas e com críticas altamente elogiosas. O “El Correo” de Espanha apelidou-o de “Sinatra do fado” e definiu o seu concerto em Bilbao, onde Carlos do Carmo atuou pela primeira vez, como uma “atuação soberba”, destacando o estilo “intenso, profundo e seguro” de cantar o fado.

 

Recentemente, o fadista subiu ao palco do Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, onde foi homenageado pelo Conselho de Cultura da Universidade da Madeira. “Agora apetece-me mais chorar do que falar e eu não sou de choro fácil”, disse Carlos do Carmo neste sentido tributo, reporta o DN Madeira.

O fadista vai continuar a pisar grandes salas do país e no estrangeiro, tendo até ao final do ano marcados concertos em Paris, Luxemburgo, Joanesburgo ou em Lisboa, no Centro Cultural de Belém.

 

Próximos concertos de Carlos do Carmo…

11 agosto 2017 - Festival Sol da Caparica

30 setembro 2017 - Theatre of Marcellus, Emperors Palace Casino (Joanesburgo)

4 novembro 2017 - Grand Rex (Paris)

1 dezembro 2017 – Centro Cultural de Belém (Lisboa)

17 dezembro 2017 - Casino 2000 (Luxemburgo)

"Breathe me" o single de estreia Storm & The Sun

Como num filme Western de desertos e tons quentes, Storm & The Sun espelha a história de um romance inesperado entre Pedro e Sara, um casal que veio de mundos opostos: ele do hardcore e ela do jazz. Dois universos distintos cruzam-se sem querer e deflagram numa sonoridade nova de Pop Folk Blues. Uma história de amor onde as melodias transportam o ouvinte para um universo cinematográfico, mas não inatingível.

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"Breathe me" é o single de estreia deste duo carregado de intensidade, onde as guitarras nos põem a viajar e uma voz que transborda emoções invade o nosso sentir. "Breathe me" faz parte do EP de estreia dos Storm & The Sun que inclui canções sensíveis e marcantes na sua essência, tal como o cenário que o nome da banda nos deixa no pensamento. A edição do EP vai ser antecedida de mais 2 vídeo-singles que demonstram a sua verdadeira arte e paixão.

Para já, ficam "Breathe me", um videoclip intimista e extremamente intenso, realizado por Bruno Mira, mais conhecido por The Fellow Man. A paixão sente-se. As palavras doem. O amor vence. Uma visão simples e cinematográfica sobre o casal, sobre a génese da sua música e sobre aquilo que esta representa quando se toca e canta com o coração.

João Granola revela single "Amigo Vaivém" e apresenta-se na Casa da Música do Porto

João Granola é o atual caminho musical de alguém que vê nas árvores a metáfora perfeita para a sobrevivência. A força das suas raízes complementa-se com a flexibilidade dos seus ramos, naquilo a que chamamos de resiliência. João Granola não é mais do que o ramo musical de uma vida atestada de ramos, assentes num tronco que se fez, quer e procura ser robusto. Em João Granola a música é importante, mas é a palavra o ponto de partida. A palavra portuguesa, pois claro, uma vez que foi nela que começaram e acabaram todas as reflexões que transformaram ideias em 5 canções. Nelas, a pessoa é a primeira, a realidade a de terceiros.

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Depois de se ter dado a conhecer em alguns projectos, João Granola apresenta "Amigo Vaivém", single retirado do EP de estreia do seu trabalho em nome próprio e que tem data de lançamento em Setembro deste ano.

E qual a melhor forma de apresentar este single? Ao vivo, pois está claro!

Sábado, dia 27 de Maio, às 22h30 João Granola vai fazer a estreia nos palcos, na Casa da Música do Porto (entrada livre).

João Granola é de agora. As raízes são as de sempre!

 

Carla Bruni anuncia novo álbum… “French Touch”

A cantautora Carla Bruni acaba de anunciar o lançamento do seu 5.º álbum de estúdio, uma coleção de versões de canções em inglês produzidas pelo lendário produtor, compositor e músico David Foster, intitulado “French Touch”, que será editado a 6 de outubro. Já está disponível o vídeo do primeiro single, uma versão despida e intimista do clássico de 1990 dos Depeche Mode, “Enjoy the Silence”. A canção está disponível em todos os serviços digitais e de streaming.

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Desde a sua juventude que Carla Bruni colecionou canções sentimentais de todas as eras – canções pop para sempre associadas a uma pessoa, a um lugar ou a um momento, o tipo de discos que, como diz a cantora, e recorrendo ao termo francês para amor à primeira vista, "foram um coup de foudre".

O álbum dá credibilidade ao seu título, ricamente melódico, quente, mas minimalista, e muitas vezes algo brincalhão – todas as versões deste disco foram alvo de um “French Touch”, mantendo, ao mesmo tempo, o apelo universal dos originais, embora com um sabor sensual muito próprio.

É o que acontece com o primeiro single, “Enjoy the Silence”. O clássico pop e algo negro dos Depeche Mode é o tipo de hino que a maioria dos músicos não se atreveria de tocar – “uma canção que não precisa de uma versão”, como Bruni afirma, no entanto o “French Touch” que lhe é dado é algo de muito especial. A nova versão despe todo o aparato gótico do original e redu-lo à sua essência: uma balada simples e sentimental, uma meditação emotiva. A canção foi reimaginada para guitarra, piano e para a voz característica de Bruni, numa versão onde o silêncio é para ser desfrutado.

French Touch” é quente e familiar e, inevitavelmente, Carla. Em breve serão revelados mais detalhes quanto a este álbum. Carla Bruni compõe e dá concertos desde 1997, tendo-se estreado com “Quelqu’un m’a dit”, o seu primeiro álbum, lançado em 2002. Desde então já teve mais três discos aclamados pela crítica, vendendo mais de 3 milhões de álbuns mundialmente, incluindo “No Promises” (2007), “Comme di de rien n’était” (2008) e “Little French Songs” (2013).

Imaginarius apresenta… “Canopy” dos Portugueses FAHR 021.3

O Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira chega à sua 17ª edição com foco na sociedade, na criação artística contemporânea e na capacitação criativa.

Num ano único de afirmação internacional de Santa Maria da Feira como a Cidade das Artes de Rua e de Portugal como um país emergente no centro da dinâmica de circulação europeia no setor, o Imaginarius coorganiza e acolhe o FRESH STREET#2, o maior seminário internacional para profissionais das Artes de Rua.

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CANOPY é uma intervenção que define um momento inesperado numa das ruas mais movimentadas da cidade, convidando à aproximação através de um jogo de perspetivas entre o transeunte cidadão e os limites da cidade. CANOPY é uma estrutura geométrica a vários níveis, composta por 126 metros lineares de ripas de madeira suspensa sobre a rua, que deforma a nossa perspetiva, direcionando o olhar para a paisagem característica da cidade – o Castelo. Uma peça leve e transparente que se desconstrói na variação de luz do dia para a noite, conferindo à rua novas dinâmicas e formas de estar.

 

Instalação em Estreia Absoluta / selo apoio à criação Imaginarius

 

Até 11 junho | Rua Dr. Roberto Alves

Melech Mechaya… "Aurora" à venda hoje

Os Melech Mechaya já estão na estrada a apresentar o novo álbum "Aurora", cuja edição está marcada para hoje, 26 de Maio pela Felmay (distribuição Compact Records). A comemorar 10 anos de carreira, o 4º álbum do quinteto conta com a participação especial de Noiserv (voz), Filipe Melo (piano) e da cantora espanhola Lamari de Chambao (nomeados para um Grammy Latino em 2012). O disco foi misturado em Londres por Tony Harris (que trabalhou com grupos como R. E. M., The Verve e Sinead O'Connor) e masterizado por Dave Blackman (Coldplay, Keane, Echo And The Bunnymen, etc.). Os dois primeiros singles, "Un Puente" e "Fado Saltério", já rodam nas rádios e tiveram uma aceitação notável nas redes sociais.

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Os Melech Mechaya são a primeira e mais proeminente banda de música klezmer em Portugal. Com mais de meio milhão de visualizações no YouTube, este quinteto de Lisboa e Almada actuou mais de 350 vezes em 10 países de 3 continentes. A banda trabalhou com artistas como Frank London, Mísia, Amélia Muge, Pedro da Silva Martins (Deolinda) e a companhia de teatro catalã La Fura Dels Baus, a que se juntam Noiserv, Filipe Melo e Lamari de Chambao no novo álbum "Aurora".

 

O disco “Aqui Em Baixo Tudo É Simples” (2011) figurou na lista de melhores discos do ano da revista Blitz e foi nomeado para Melhor Disco Instrumental nos Independent Music Awards, tendo figurado durante várias semanas nos topes de rádios dos EUA, Espanha e Portugal. “Gente Estranha”, o álbum editado em 2014, foi considerado o álbum do ano para os leitores da BandCom e atingiu o 3º lugar no top iTunes PT de Músicas do Mundo.

 

Após mais de 9 meses em estúdio, o novo disco "Aurora" representa o trabalho mais inovador e original dos Melech Mechaya, alargando os horizontes da música klezmer para uma sonoridade única que é só deles.

 

Woodstock em Cascais…

Com o apoio da Câmara de Cascais, Beach Boys Band, Ten Years After são algumas das icónicas bandas que vão poder transformar Cascais no ambiente Woodstockiano. Pela praia de Carcavelos vão passar também as melhores bandas-tributo, como os italianos Watch, reconhecidos pelos originais, como a réplica perfeita dos Genesis, e a grande homenagem a uma incontornável personalidade da música pop, recentemente desaparecido: David Bowie. Na voz de David Brighton, David Bowie será recordado num memorável espectáculo Space Oddity, pela primeira vez na Europa, vindo de Los Angeles. O reggae roots estará representado através dos Inner Circle, Big Mountain e nesta 4ª edição do festival não foi esquecido o disco-sound dos Ottawan.

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Depois do sucesso das 3 ultimas edições, sempre em crescimento em número de espetadores nacionais e estrangeiros, o Flower Power Fest muda-se da Costa Alentejana para Cascais com uma nova designação e volta a assumir-se, nesta 4.ª edição, como um festival, diferente e com uma atitude artística inovadora e arrojada. “o festival da e para a família”, veio para ficar.

 

O Festival “Flower Power Fest Cascais” apresenta a 3, 4 e 5 de agosto, na Praia de Carcavelos, bandas, artistas e DJ`s, com de 8 horas de música por dia e muito mais. O festival da e para a família. Para além das 8 horas de música, espalhadas por três dias, não vai faltar animação ou não fosse este um festival familiar, também ele jovem e que não exclui ninguém.

O programa engloba actividades para pais filhos e netos tais como Jogos tradicionais, Work Shops, Megaparque de insufláveis, Dança Cabeleireiro e pinturas faciais, Yoga, Artesanato, Pintura, Fotografia e Gastronomia Sabores do Mundo.

 

A Câmara Municipal de Cascais apadrinha aquele que já foi eleito como o melhor novo festival em Portugal e melhor pequeno festival da Península Ibérica, numa altura em que também foi distinguido pelo Ministério do Ambiente como um dos festivais com melhores práticas ambientais.

Grupo de figuras marcantes do Porto reúne-se em homenagem a Paulo Abrunhosa

Várias figuras emblemáticas da cidade do Porto reúnem-se para homenagear Paulo Abrunhosa, conhecido como um dos grandes agitadores culturais do Porto nos anos 80 e 90, naquela que será a apresentação da nova edição Contraponto do "Diário de um Dromedário". É uma sessão aberta ao público no Porto, no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no sábado dia 27 de maio, às 17h30, e que contará com um grande elenco: Pedro Abrunhosa e Manuel Cruz tocarão ao vivo; Ana Deus, Cristiana Sabino e Renato Filipe Cardoso lerão textos do livro; João Gesta, Rui Moreira e Valter Hugo Mãe protagonizarão uma conversa sobre o livro.

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"O Paulo era um príncipe da palavra, alguém que se deslocava entre a suavidade das nuvens e a tempestuosidade da certeza com que se batia pela sua visão do mundo. Não era fácil ser o seu irmão mais novo, mas com que saudade recordo as discussões que mantínhamos e nas quais eu me afundava numa sensação de pequenez e ignorância." Pedro Abrunhosa

"O Paulo sabia que o acto das palavras é um acto de resistência. Legou –nos o seu Diário de um Dromedário, um livro autêntico, incandescente, inspirador, desafiador e desencaminhador. Um livro pleno de te(n)são poética e singeleza." João Gesta

"Neste seu Diário-Alfabético-Profético PA mergulha na tradição de chaves mágicas doutrinárias primeiras, com o objectivo (que também era o de Walter Benjamin) de terminar em cada caso a figura do mais antigo no que havia de mais novo." PAM (Paulo Anciães Monteiro)

"O Paulo Abrunhosa era um grande poeta, com uma sensibilidade fora do normal. Um dia alguém me disse – já não sei quem, mas concordei – que era um Pina a quente." Rui Moreira

 

"Diário de um Dromedário", um livro há muitos anos esgotado, conta agora com nova edição, da responsabilidade da Contraponto, e apresenta-se com prefácios de João Gesta e Rui Moreira e posfácios do ilustrador, Paulo Anciães Monteiro, e do irmão do autor, o músico Pedro Abrunhosa.

 

Paulo Abrunhosa nasceu no Porto, em 1958, cidade na qual viveu e estudou até, depois de cumprir o serviço cívico obrigatório, se matricular, em 1980, na Universidade de Coimbra. Avesso a todo o establishment, recusa alinhar com as gerações engravatadas do seu tempo. Em 1987, funda, em colaboração com o seu irmão Nuno, a revista “Metro”, a primeira de distribuição gratuita em Portugal. A morte apanhou-o aos quarenta e três anos, no auge das suas capacidades, não lhe tendo consentido concluir este trabalho, cujos prefácios e epílogo deixou incompleto

O melhor da olaria portuguesa em exposição…

Diabos e matarrachos, bichos exóticos e animais do outro mundo. Os seres mais surreais do imaginário artesanal português aterram na próxima sexta-feira, 26 de maio, pelas 21 horas, no átrio de entrada do Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery para uma exposição que ficará patente até ao dia 23 de julho e que dará a conhecer apenas uma pequena parte da coleção de olaria reunida pelo fotógrafo Cristóvam Dias

Nesta mostra de cerca de 25 peças estão representados alguns dos mais reputados artesãos portugueses, entre os quais Júlia Ramalho, Rosa Ramalho, Manuel Macedo, Júlia Côta, Sérgio Amaral e os Irmãos Mistério. A coleção de Cristóvam Dias, recorde-se, foi doada à Câmara Municipal de Matosinhos em 2015 pelos herdeiros do fotógrafo, incluindo aproximadamente três mil peças de louça utilitária e um significativo núcleo de figurado português.

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As peças selecionadas foram, assim, concebidas por artistas que aplicam na argila modelada uma visão humorística, mística e exagerada do mundo, destacando-se os matarrachos criados por Sérgio Amaral (Mangualde), com olhos muito abertos, bocas desmesuradas e seios a esconder o corpo, transmitindo uma certa ingenuidade e a necessidade de regressar ao primitivo, de tornar tudo simples e puro.

 

Cristóvam Dias, recorde-se, foi um fotógrafo prestigiado e homem apaixonado pela cultura e tradição. Viveu parte da sua vida em Matosinhos e manifestou o desejo de outorgar à comunidade esta coleção. “Não podíamos, por isso, deixar de acolher, tratar e divulgar um acervo tão notável quanto aquele que nos foi legado pelos herdeiros de Cristóvam Dias”, considera o presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Eduardo Pinheiro, no texto que escreveu para o catálogo da exposição.

 

De 26 Maio a 23 Julho no Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery