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Glam Magazine

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10 Anos Discotexas… em disco e Concerto

Dia 26, sexta-feira, chega às lojas a Colectânea “10cotexas” que tem já como primeiro single "Family Affair", e é este o pretexto para uma grande festa com Moullinex, Xinobi e Da Chick a trazerem de volta a The Discotexas Band, dia 7 de Junho, no Musicbox em Lisboa.

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2017 é um ano importante. Foi há dez anos que Moullinex e Xinobi criaram a Discotexas, e por muito que soe a lugar-comum, a verdade é que ninguém imaginava que 10 anos depois a Discotexas ainda existisse e muito menos alcançado tudo o que alcançou.

 

"Family Affair”, o primeiro original da The Discotexas Band, é uma síntese musicada dos 10 anos de Discotexas que agora se comemoram. Inaugura também a compilação “10cotexas” (com edição a 26 de Maio) que celebra este aniversário tão importante para Moullinex, Xinobi e Da Chick que conceberam a banda para tocar o catálogo da editora, na velha tradição da Motown e Salsoul.

A magia de Jozef Van Wissem no Auditório de Espinho

Jozef Van Wissem é um mágico sem truques. Consegue transportar um instrumento barroco - o alaúde - para a contemporaneidade sem grande esforço. Já o faz há muitos anos e continua a dominar a sua arte. A sua carreira já é extensa: desde o início do século lançou mais de dez álbuns e colaborou com músicos como Yasmine Hamdan e Zola Jesus. No meio cinematográfico, a sua colaboração com o realizador Jim Jarmusch valeu-lhe um prémio em Cannes, pela banda sonora do filme “Only Lovers Left Alive”.

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Considerado um alaudista punk pela abordagem mais moderna que dá ao instrumento barroco, Jozef Van Wissem já actuou em salas de todo o mundo, somando já mais de 800 concertos. O seu nome integrou os cartazes de festivais de sublinhado prestígio como o All Tomorrow’s Parties ou o Primavera Sound.

Em Espinho, vai apresentar o seu último álbum e promete fascinar a audiência com a singularidade da sua proposta.

 

Auditório de Espinho
27 de Maio 2017 | 21.30h

A angústia da América de Sam Shepard para ver em Matosinhos

O amor e o ódio são vizinhos – também na tortuosa relação que une Eddie e May, personagens centrais de “Loucos Por Amor”, a peça de Sam Shepard que é um clássico contemporâneo da dramaturgia norte-americana. Encenada por António Melo, a versão portuguesa do drama sobe na sexta-feira ao palco do Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery, contando com as interpretações de Orlando Costa, João Catarré, Iolanda Laranjeiro e Frederico Amaral.

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Estreada no Magic Theatre de São Francisco em fevereiro de 1983, a peça “Fool For Love/Loucos Por Amor” passou ao cinema logo a seguir. O filme de Robert Altman chegou às salas em 1985, contando com Kim Basinger e o próprio Sam Shepard nos principais papéis. “Ligações Quentes”, assim se chamou a fita em Portugal, contava também, entre outros, com Harry Dean Stanton e Randy Quaid. Centrado num motel decrépito da América profunda, o drama encena a coreografia angustiante de um triângulo amoroso, formado por Eddie, May e Martin. Eddie acaba de reencontrar May, que tentava reconstruir sua vida longe dele. A relação do casal é cheia de conflitos, traições, acusações e violência. Neste clima tenso, surge Martin, um novo amigo de May, que se debate no fogo cruzado entre os dois amantes.

 

Retrato de uma certa América, a atmosfera criada por Sam Shepard assenta em personagens que parecem vaguear pelos problemas contemporâneos, assumindo-se simultaneamente como vítimas e carrascos, agentes ativos e passivos da sua existência, sem objetivos aparentes. Entregues ao exercício da paixão e procurando o apaziguamento fugaz das experiências mais intensas, Eddie, May e Martin são, afinal, meros espécimes da humanidade de que todos fazemos parte.

 

Nascido em 1943, Sam Shepard participou como ator em inúmeros filmes e peças de teatro, assinando o argumento de obras como “Paris, Texas”, de Wim Wenders, e “Zabriskie Point”, de Michelangelo Antonioni. Nome proeminente da cultura norte-americana, é conhecido, sobretudo, como escritor e dramaturgo, tendo ganho o Prémio Pulitzer em 1979 e publicados obras como “Grande Sonho do Paraíso” e “Crónicas Americanas”.

 

Teatro Municipal de Matosinhos - Constantino Nery

26 de Maio 2017 | 21.30h

Imaginarius apresenta… “Luminarium” dos Architects of Air

O Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira chega à sua 17ª edição com foco na sociedade, na criação artística contemporânea e na capacitação criativa.

Num ano único de afirmação internacional de Santa Maria da Feira como a Cidade das Artes de Rua e de Portugal como um país emergente no centro da dinâmica de circulação europeia no setor, o Imaginarius coorganiza e acolhe o FRESH STREET#2, o maior seminário internacional para profissionais das Artes de Rua.

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LUMINARIUM é uma coleção de esculturas, criadas por Alan Parkinson, aptas a receber o público no seu interior e capazes de inspirar pessoas através de sentimentos de magia a partir de efeitos de luz. Um conjunto de labirintos caleidoscópicos permite aos visitantes uma experiência sensorial única no interior de uma gigantesca instalação aberta a todos.

O Imaginarius acolhe PENTALUM, uma instalação desta coleção que celebra a beleza da geometria e das suas formas regulares. O pentágono é a forma central do desenho do labirinto escultórico, culminando com um único elemento hexagonal.

Uma visita a esta escultura/instalação transforma-se numa experiência sensorial característica e irrepetível, seja meramente contemplativa ou para um espaço de refúgio dentro da dinâmica acelerada de um festival de rua multidisciplinar.

 

Instalação em Estreia Nacional

 

25 maio | 19h00 às 23h00 | Piscinas Municipais

26 maio | 15h00 às 23h00 | Piscinas Municipais

27 maio | 16h00 às 24h00 | Piscinas Municipais

Victor Hugo Pontes põe bailarinos a dançar em “Uníssono” no Centro Cultural Vila Flor

Às 22h00 deste sábado, 27 de maio, Victor Hugo Pontes retorna a Guimarães para apresentar no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor um dos seus últimos projetos coreográficos, uma peça em que cinco bailarinos interpretam movimentos em uníssono. Em “Uníssono – Composição para cinco bailarinos”, Victor Hugo Pontes pretende mostrar que nenhum objeto artístico é distinguível das pessoas que o compõem e que nenhuma ocorrência artística é essencialmente replicável, sendo antes essencialmente única. Victor Hugo Pontes partilha com o público um projeto que é também um desafio à interpretação artística. O coreógrafo trabalha a ideia de repetição e réplica, a unicidade, o movimento que ao se tornar uno questiona se estamos perante um todo e se esse todo mantem identidade própria ou se esta se anula com a massificação.

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A composição coreográfica que aqui se apresenta pode representar um ritual, conceito operativo nesta peça: nas sociedades (humanas e animais), os movimentos fundamentais, simbólicos ou funcionais, são ritualizados, definindo à partida a norma e o desvio à norma, o padrão e a inovação, a tendência e a contracultura. A questão é: até que ponto o ritual é representativo? Cinco bailarinos em palco interpretando em uníssono movimentos ritualizados são um só corpo? Oblitera-se a individualidade? A perceção do espetador resulta da harmonia do todo, da especificidade de cada corpo em ação, ou de ambas?

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Uníssono – Composição para cinco bailarinos” testa três ideias principais, a partir dos diferentes significados de declinação: a ideia de recriação de sentidos a partir de uma matriz; a ideia de que a vida é um caminho para a morte, ou o declínio do homem; e, finalmente, a ideia de que é impossível declinar a representação humana na arte, sob pena de se recusar a própria arte.

 

“Até que ponto nos anulamos estando num grupo? A nossa identidade pode manter-se? Como nos apropriamos daquilo que é de outro? E será que precisamos de arrumar sempre as coisas em prateleiras? É também isso que a sociedade nos faz. Este exercício formal é uma metáfora da nossa vida e da forma como nos relacionamos”, explicou Victor Hugo Pontes.

 

Fotografias: Estelle Valente

“Henrique IV”… Espetáculo comemorativo do 45º aniversário do Teatro da Comuna

Ao recuperar a consciência após sofrer uma queda durante uma cavalgada carnavalesca, ele acredita ser o personagem que encarnava, o imperador Henrique IV. A partir daí, por ordem de sua irmã, todos passam a agir visando perpetuar a farsa, que já dura há 15 anos. Como em quase toda a sua obra, aqui Pirandello trabalha de forma brilhante a tensão entre realidade e fantasia, deixando implícita a impossibilidade do estabelecimento de uma verdade absoluta. No fundo, sustenta que as coisas são o que parecem ser…

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Com este espectáculo assinala-se o 45º aniversário da Comuna Teatro de Pesquisa ao serviço da Cultura, da Literatura Universal e da Língua Portuguesa através do Teatro. Celebra-se também, os 60 anos de carreira de João Mota, e 50 anos de carreira de Carlos Paulo – fundadores desta instituição.

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A 1 de Maio de 1972 nascia a Comuna Teatro de Pesquisa num 2º andar da Rua Pedro Nunes, em Lisboa. O nome foi escolhido por votação dos ouvintes de um programa de Rádio – a Rádio Renascença – a quem propusemos duas hipóteses: ou OS CÓMICOS ou COMUNA sempre com o subtítulo de TEATRO DE PESQUISA. O objetivo era ter o nome do que defendíam: o actor primordial, o artesão, em permanente mudança ao encontro dos públicos afastados do teatro, a procura de novos espaços, OS CÓMICOS e também a comunidade natural dos criadores sem escalões diferenciados no salário, nas responsabilidades, uma relação frontal com a outra comunidade, os espectadores – A COMUNA.

 

O resto é como as histórias que ainda não têm fim: a Casa da Criança, o Centro Cultural, os Projectos de Alfabetização, o Clube dos Amigos da Comuna, os Cursos de Teatro, as Exposições, os Concertos, os Debates, a abertura de 4 salas permanentes divididas com dezenas de outras companhias, e os Espectáculos de Teatro, mais de 145 criações de espectáculos destinados a todo o tipo de público: crianças, jovens e adultos. A experiência inovadora do Café-Teatro e depois ainda a Palavra dos Poetas, criados por Carlos Paulo.

 

Centro Cultura de Belém (Lisboa)

30 e 31 de Maio 2017 | 21.30h

 

Fotografias: Bruno Simão

Fusos - Festival de Fusões Artísticas do Algarve

Imaginar um local idílico, com uma extraordinária beleza natural, patrimonial e paisagística. Imaginar novos conceitos culturais e artísticos. Conciliar tudo num festival inovador e torná-lo realidade é o que acontece de 26 a 28 de Maio, na belíssima aldeia de Alte. Durante 3 dias o mote é para a Fusão entre Arte e Artesanato, procurando pontos de confluência e uma genuína convivência entre expressões.

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Espalhado pelos muitos palcos da aldeia (Fonte Grande, Fonte Pequena, Pólo Museológico, Casa do Povo, Parque de Jogos, Largo José Cavaco Vieira, Horta das Artes, Escola Profissional e Queda do Vigário) o festival promete surpreender por inusitadas parcerias entre artistas e artesãos.

 

Um concerto de música com o som dos artesãos a trabalhar em tempo real em cima de um palco (OrBlua com artesãos), um sonoplasta a sobrepor camadas sobre cantares da serra algarvia (Moçoilas com mEEkAlnUt), um espectáculo de dança onde o bailarino partilha o palco com pescadores (Movimentos no Mar e na Terra), ou uma performance que junta a narração à música e à sonoplastia (Janelas na Aldeia), são alguns dos destaques para esta edição de estreia. Juntam-se ainda vários artistas como os Artesãos da Música, Mauro Amaral, Azinhaga, Filipe Valentim, Cal e António Pires e não faltam actividades para crianças, neste festival adequado para todas as idades, com entrada livre.

Dentro do espírito do Fusos, estão patentes 2 exposições, uma de fotografia intitulada "A minha casa, a minha aldeia" com fotografias de Alte tiradas pelas crianças da escola primária de Alte, mostrando a visão que o olhar infantil tem da sua própria aldeia, e Simbis, uma exposição de artes plásticas que resulta de trabalhos a 4 mãos, já que peças criadas por artesãos foram entregues a artistas plásticos para alterarem e criarem novos objectos.

 

Durante o Fusos haverá ainda um ciclo de cinema com a exibição de 3 documentários sobre a cultura algarvia - António Aleixo, na terra acho, na terra deixo (de Carlos Fraga), Quem manda aqui sou eu (de Tiago Pereira) e Terra que nos acolhes (de Carlos Norton). No decorrer do festival os visitantes podem visitar o mercado da pulga (velharias) e de artesanato e participar nas oficinas oferecidas (construção de flautas, trabalho em esparto e gravura).

 

Todo o festival é feito em itinerância e não há sobreposição de horários, para que todos possam assistir a tudo. E o melhor é que o público também participa activamente. Se na abertura do festival os habitantes da aldeia vão construir uma escultura comunitária, no encerramento do festival são os visitantes que a vão pintar. E durante o festival todos podem "tocar" no andarilho de Alte - Escultura sonora que percorre o caminho entre palcos e onde todos podem tocar nos vários instrumentos incorporados.

 

Fusos é uma organização da Fungo Azul, inserido no Programa 365 Algarve e conta com o apoio do Município de Loulé, do Museu Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Alte.