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Glam Magazine

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13 Anos da Groovie Records

A Groovie Records, editora do mundo, por acaso com quartel general em Lisboa, por acaso vizinha do Sabotage Club, na Rua de São Paulo, faz 13 Anos!!

Editora e casa de bandas como Os Haxixins, Los Explosivos, The Routes, Crimson Shadows, Hangee V, Los Tones, Karovas Milkshakes, The Act-Ups, The Brooms ou os The Dirty Coal Train, que estarão também a festejar os mais de 100 discos editados e outras tantas festas por esse planeta fora. Já correram o mundo escavando para compilações, Brazilian Nuggets, Portuguese Nuggets, Java Java Screaming Fuzz, ou reeditando pérolas como Dara Puspita da Indonésia, A Bolha, Baobás e Miguel De Deus do Brasil ou ainda ou The Seaders do Libano.

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Por vezes acarinhados e muitas vezes odiados, esquecidos ou ostracisados. Estão do lado certo do curral, fora, da lei, da comunhão e da comungação que leva muitos a engolir a mesma óstia. Gostam de estar deste lado, a cumprir com o seu dever, de levar o fuzz e a desgraça do rock'n'roll a quem o quer.

No palco, os Japonese The Swamps e os The Dirty Coal Train de Lisboa, que já pertencem à familia.

 

The Swamps, O rock n' roll é um vírus para o qual ainda não foi descoberta uma cura. Afecta milhões de pessoas por todo o mundo, sem discriminação de classe, de género, ou de raça; apodera-se do corpo como uma onda viva, faz dele um condutor para toda a electricidade que provém das cordas de uma guitarra. Tem um forte impacto ao nível mental e social. Expande-nos, aviva-nos, enlouquece-nos. Gera na alma um bichinho tímido que se torna num monstro gigante de vício, o vício pela procura incessante do próximo ruído, na Europa ou na América, nas selvas mais distantes ou nos néons japoneses. É do Japão que se fala ao falarmos dos The Swamps, banda nativa de Hokkaido, a mais fria das regiões daquele país pela sua proximidade com o círculo Árctico. “Rockin'mess!!!”, álbum editado este ano e que, a urgência que aqui demonstram - garageira e feérica - quase nos faria apostar que são uma banda a dar o primeiro passo à conquista não do mundo, mas da sua própria febre.

 

Sabotage Club (Lisboa)

27 de Maio 2017

 

 

 

 

30ª edição ininterrupta dos Festivais Gil Vicente lança olhar sobre a criação nacional

Teatro Praga, João Sousa Cardoso, Jacinto Lucas Pires e Teatro Oficina são apenas alguns dos nomes que dão corpo à edição de 2017 dos Festivais Gil Vicente, que decorre de 1 a 11 de junho, em Guimarães. Num ano em que o programa lança um olhar profundo sobre a criação feita em território nacional, e no qual se encontram 3 estreias, os Festivais Gil Vicente apresentam um cartaz que procura privilegiar a proximidade entre o público e os artistas, para além de propor palcos pouco convencionais. Esta edição reserva, ainda, um programa de atividades paralelas que gira em torno de um projeto lançado pelo Teatro Oficina, na tentativa de mapear profissionais das artes performativas nascidos ou criados em Guimarães. Será o 1º encontro do Gangue de Guimarães.

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Este ano, os Festivais Gil Vicente – principal festival de teatro da cidade de Guimarães – propõem uma nova lógica de relação com o que está à sua volta, ao pretender detetar e valorizar o aparecimento do talento territorial existente. As linhas identitárias mantêm-se enquanto base matricial – novas dramaturgias e releituras de textos essenciais – mas, a partir desta edição, ambiciona-se também tornar os Festivais Gil Vicente num corpo de trabalho regular e gerador de novas ideias. A partir de uma ideia recém-nascida no seio do Teatro Oficina o Gangue de Guimarães – é lançada uma residência artística assente em dois vetores: formação dramatúrgica e identificação do potencial criativo dos elementos do grupo entretanto constituído.

 

Os Festivais Gil Vicente têm início marcado para o dia 1 de junho, às 21h30, com a estreia absoluta de “Geocide”. A peça de Cátia Pinheiro e José Nunes, da Estrutura, que conta com a colaboração dramatúrgica de Rogério Nuno Costa, sobe ao palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) para abordar os temas da mobilidade demográfica, das narrativas distópicas, das visões de futuro apocalípticas, da biopolítica e, consequentemente, da geopolítica. No palco, três seres habitam um espaço e a ação não está naquilo que eles transportam, mas no dispositivo que pisam. Imagina-se um tempo (“futuro”?) onde a memória terá sido apagada a favor de uma noção de humanidade reduzida à (sua) eterna contemplação.

 

No dia seguinte (2 de junho), às 21h30, é a vez do Grande Auditório do CCVF receber a mais recente criação do Teatro Praga, “Despertar da primavera, uma tragédia de juventude”, uma peça escrita em 1891 por Frank Wedekind sobre um grupo de adolescentes em conflito com uma sociedade conservadora e moralista. O Teatro Praga regressa, assim, a um clássico da literatura dramática para inscrever, num texto e teatro canónico, o lugar dos que não estão incluídos no sistema representativo. Em palco, num cenário que se faz de cor-de-rosa, a crueldade e o amor entre pares, a intolerância geracional e o suicídio são alguns dos motivos queridos pela tradição interpretativa deste texto.

 

No ano em que comemoram os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, também a sua obra estará presente nos Festivais Gil Vicente com “Os Pescadores”, de João Sousa Cardoso, que sobe ao palco do Pequeno Auditório do CCVF no dia 3 de junho. “Os Pescadores” é um trabalho metateatral que reflete sobre as narrativas complexas e os códigos da representação, explorando as noções de masculinidade e de género, de trabalho e de sacrifício, de eros e de economia da morte. Se o mundo é governado pelos senhores e pela palavra, que drama é o dos homens intermitentes que circulam entre o mundo dos vivos e o terror da phisys, organizados num espaço incerto, num tempo flutuante e num imaginário que oscila entre as convenções da tradição e os impulsos da sobrevivência?

 

Os Festivais Gil Vicente prosseguem para a segunda semana com mais uma ronda de três espetáculos, momento em que abandonam o Centro Cultural Vila Flor para invadir outros espaços da cidade de Guimarães. No dia 8, às 21h30, o ponto de encontro está marcado na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade que recebe “Henrique IV parte 3”, uma peça do dramaturgo Jacinto Lucas Pires que aqui se estreia também como encenador. “Henrique IV parte 3” aborda as angústias que atormentam uma geração. É preciso pagar contas, é preciso adiar sonhos para quando se tiver “alguma estabilidade” que tarda em chegar. Jacinto Lucas Pires pega num tradutor, Henrique, como um príncipe precário, que vive consumido pelas exigências da vida quotidiana, até que lhe surge Falstaff, o gordo genial de Shakespeare. Falstaff é aqui metáfora para a urgência de se reaprender a viver, num tempo de carreiras-sucesso-poder.

 

No dia 9, às 21h30, os Festivais Gil Vicente recebem a estreia de “Ela Diz”, do Teatro da Garagem, uma performance multimédia que narra o conflito entre mãe e filha. As personagens, num face a face desafiante, dizem uma à outra o que nunca disseram e o que precisam dizer. Assiste-se a um desabafo urgente e torrencial, matizado por diferentes estados de alma, cujo desenlace é o esgotamento, a pacificação abrupta. O dispositivo cénico é composto por duas atrizes em frente, cada uma, a uma câmara de filmar. Numa relação de extrema proximidade, o público tem diante de si um ecrã, onde surgem os rostos em grande plano das atrizes. “Ela Diz” vai ser apresentada na Black Box do Espaço Oficina, local propício para acolher esta criação intimista.

 

A encerrar a edição de 2017 dos Festivais Gil Vicente, também a companhia vimaranense Teatro Oficina estreia a sua mais recente criação. Nos dias 10 e 11 de junho, sempre às 22h00, o pátio da Casa da Memória de Guimarães serve de palco para a apresentação de “Álbum de Família”. O impressionante espólio de fotografias d’ A Muralha - Associação de Guimarães para a Defesa do Património serve de inspiração a uma criação em duas partes, interpretada pelos alunos das Oficinas do Teatro Oficina. A história da representação das famílias de Guimarães, a sua iconografia tornada performance de teatro e dança encontra o espaço ideal para ser apresentada: o pátio da Casa de Memória (o melhor lugar metáfora deste trabalho).

 

Este ano, também as atividades paralelas dos Festivais Gil Vicente têm um forte cunho do Teatro Oficina. A companhia convocou o talento territorial existente para formar o Gangue de Guimarães que terá o seu 1º encontro numa residência artística que englobará, também, uma oficina de dramaturgia orientada por José Maria Vieira Mendes, debates de ideias e ensaios abertos. O Gangue de Guimarães surge como uma tentativa de cartografar os artistas de artes performativas – intérpretes, criativos(as) criadores(as) e/ou dramaturgos(as) – de Guimarães espalhados pela cidade, pelo país e pelo mundo. Responderam à primeira chamada 49 profissionais das artes performativas, mais ou menos experientes, mais ou menos emergentes, que nasceram ou foram criados na cidade. A partir deste mapa de artistas, o Teatro Oficina e os Festivais Gil Vicente montam um 1º encontro/residência em que se revela o que é este Gangue e os projetos em que estará envolvido – formação, criação, futuro.

 

"Vou Dar de Beber à Dor"… Fado Lelé na novela "Espelho D'Água"

Produzida por Miguel Castro esta canção é uma versão bem tropical e totalmente remodelada do antigo clássico de Alfredo Marceneiro. Plena de espirito festivo lusitano e virada para o mundo como já vem sendo habitual neste grupo de sonoridade bem peculiar, o ukulele e o bandolim tornam-se aliados de uma secção rítmica que nos convida a todos a dançar com um enorme sorriso.

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A voz de Ana Castelo, numa óptima interpretação, é a deliciosa cereja no topo do bolo. "Vou Dar de Beber À Dor" sucede assim a "Uma Casa Portuguesa" - presente na Banda Sonora de "Amor Maior" - e a "Fado Limão" na antecipação do álbum de estreia. “Portugal Sabe o Que é!”, o primeiro álbum da banda, tem edição física e digital a 9 de Junho.

 

Os Fado Lelé são constituídos por: Ana Castelo, voz; Miguel Castro, ukulele baritono e tenor; Filipe Silva, bandolim e trompete; Manu Teixeira, bateria; Luciano Barros (músico convidado), baixo.

 

Próximos concertos:

27 Maio 2017 | 22.00h - Praça da República (Montijo)

25 Junho 2017 | 17.00h - FNAC Almada

7 Julho 2017 | 21.30h - FNAC Colombo

IKFEM 2017 anuncia João Vaz, Tiento Nuovo, Best Boy, Emilio Villalba & Sara Marina

O órgão de João Vaz, a música barroca interpretada por Ignacio Prego e o seu ensemble Tiento Nuevo, o concerto didático para toda a família de Emilio Villalba & Sara Marina, e o folk-indie-pop dos Best Boy são as primeiras confirmações do IKFEM - International Keyboard Festival & Masterclass.

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photo: Telma Verissimo

 

Depois do pianista Pedro Burmester, dos cravistas Ana Mafalda Castro e Julio Galvão, e da fadista Maria Ana Bobone, o IKFEM anuncia a presença do primeiro músico português no cartaz deste ano: o organista João Vaz. Natural de Lisboa, doutorou-se em Música e Musicologia pela Universidade de Évora e faz recitais por toda a Europa. Consultor permanente para o restauro do conjunto de seis órgãos da Basílica de Mafra, é professor de órgão na Escola Superior de Música de Lisboa; director artístico do Festival de Órgão da Madeira; e é, desde 1997, titular do órgão histórico da Igreja de São Vicente de Fora.

 

Criado por Ignacio Prego, Tiento Nuovo são um grupo de música barroca que reúne alguns dos mais importantes intérpretes de referência nacional e internacional. Considerados um dos grupos que mais respeita e protege a música barroca na actualidade, têm como líder aquele que é descrito pela crítica como o mais distinto cravista da sua geração. Acompanhado pelo franco-italiano Emmanuel Resche-Caserta, um dos violinistas barroco mais influentes da actualidade, e pela violoncelista madrilena María Martínez, Ignacio Prego vai apresentar no IKFEM um espectáculo especial, dedicado ao barroco.

 

Este será um espectáculo para toda a família. Um concerto didático intitulado "Amadís y el tesoro de la música". A história de um cavaleiro medieval que encontra um pergaminho misterioso. Uma viagem através de músicas antigas, por reinos distantes no tempo mas próximos geograficamente.

Em cena, Emilio Villalba (viola de teclas, sanfona, cítara, alaúde, harpa gótica e viola medieval) e Sara Marina (clavisimbalum - cravo medieval, acórdeão,  lira, darbuka, pandeiros e narração), interpretam música escrita para instrumentos que são autênticas máquinas para viajar no tempo.

 

Naturais de Tui, são uma das grandes revelações da música galega. Com influências de funk, soul, rock, pop e jazz, os Best Boy apresentam-se como uma banda fronteiriça e vão dar a conhecer o seu primeiro disco, "Cross the border", no IKFEM 2017.

 

De acesso gratuito, mas limitado à lotação dos espaços, o festival criado pela pianista Andrea González em 2013, realiza-se pelo quinto ano consecutivo na Eurocidade Valença-Tui, entre os dias 21 e 25 de Julho. 

Composto por concertos, mas também masterclasses e workshops, este festival tem como fio condutor os instrumentos da família das teclas como o piano, o fortepiano, o órgão, a concertina, o cravo, o acordeão, a sanfona e o teclado electrónico. Com o intuito de fortalecer as sinergias entre a cultura portuguesa e a espanhola, o IKFEM oferece um programa artístico diversificado que abrange diferentes géneros musicais que vão do medieval ao barroco passando pelo jazz, do clássico à electrónica, sem esquecer o lírico, pop, indie, folclore e sinfónico.

 

“Rock n’Kids Roll” no Teatro Sá da Bandeira

Depois do enorme sucesso que o Pequeno David e os Sem Soninho têm vindo a conquistar com os seus inúmeros concertos de Norte a Sul do pais e ilhas, chegou a altura de apresentar no Porto no Teatro Sá da Bandeira no dia 27 de Maio às 16h "Rock n’Kids Roll". Será no sábado anterior ao dia mundial da criança (quinta 1 de Junho) este tão especial concerto cheio de surpresa e que irá encantar todos os presentes.

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Rock n’Kids Roll” é o segundo Livro-CD do Pequeno David e os Sem Soninho, com 12 histórias e respetivas músicas, e que conta com as narrações de alguns dos mais emblemáticos artistas nacionais, tais como: Pedro Abrunhosa, Herman José, Lídia Franco e António Raminhos. Pequeno David e os Sem Soninho são os autores da música "As Marias" que serve de genérico para o programa da manhã de António Raminhos na rádio RFM e nos seus espetáculos ao vivo.

 

O sucesso do Pequeno David e os Sem Soninho, vive da sua contagiante energia e alegria de tocar ao vivo, com uma banda repleta de instrumentos reais e que fazem a delicia de todos.

São canções originais e orelhudas que nos levam para um imaginário repleto de histórias e personagens divertidas. O primeiro single/vídeo é “O Rato Zacarias” e conta com a narração de Herman José. Ao vivo, com o intuito de preparar as crianças para um universo musical mais rico, introduzem no meio das suas canções, momentos musicais de bandas de Rock de êxito mundial, estabelecendo assim, uma ligação entre o mundo das musicas infantis e o mundo musical dos adultos.

 

"Rock n’kids Roll” é muito mais que um disco direcionado ao bem-estar infantil; é um disco com coração, pois parte dos lucros reverte a favor da construção do hospital pediátrico do Porto - “Um Lugar para o Joãozinho”.