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Glam Magazine

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Sou transmontano… o pragmatismo de Gonçalo Guerra

Gonçalo, de 24 anos, é um artista improvável. Pragmático e exemplar que é, tinha um trajecto já estruturado. Pôs a guitarra de lado, licenciou-se em Engenharia de Energias e preparava já a possibilidade de fazer um mestrado “lá fora” não fosse por um factor imprevisível. Tem uma paixão e um desmedido talento musical.  Foi nessa altura, há cerca de dois anos, que o jovem de Trás-os-Montes, indeciso sobre o seu futuro, decidiu visitar o irmão a Londres e ali no chão da sua cozinha rascunhou o seu primeiro tema. E, de repente, tudo fez sentido. Para Gonçalo, compor é aceitar e nutrir essa imprevisibilidade. Levanta-se da cama e deixa-se levar pelos seus próprios pensamentos. Uma disciplina que rapidamente se tornou no seu modus operandi. Desde então, já são mais de 30 canções que escreveu desde que decidiu voltar a pegar na guitarra.

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Determinado em perseguir o seu sonho, saiu da terra que o viu crescer e mudou-se para o Porto, embora continue a dizer compenetrado, “Sou transmontano”. Pode soar trivial, mas não é. Foi ali em Pedras Salgadas que teve o primeiro contacto com a música, onde pegou na sua primeira guitarra acústica e viu uma loop station a ser utilizada por um artista nas festas da vila. Ocasiões de infância que deixaram a sua marca na parte de trás da nuca.

Já crescido, foi no Porto onde gravou a sua primeira maquete, juntamente com o prolífero produtor Cláudio Tavares, nos Estúdios Sá da Bandeira. Esta nova etapa na sua carreira permitiu a Gonçalo aprender e crescer como artista. Deixou de ser o rapaz que gravava as suas composições numa mesa de mistura com entrada USB que tinha no quarto. Ouvinte assíduo de Miguel Araújo e Os Azeitonas, duas das suas referências musicais, decidiu estabelecer contacto com a Warner Music Portugal, que acabou por juntá-lo ao produtor Vítor Silva, com quem criou muito rapidamente uma profunda amizade e cumplicidade.

 

Juntos conseguiram superar um novo desafio. Pegar no material que Gonçalo juntou ao longo dos últimos dois anos e engradecer tanto a sua mensagem como a sua mestria na guitarra e loop station. Contudo, a sua essência mantém-se intocada. Consegue-se ouvir em cada tema a vulnerabilidade e timidez que fazem parte da sua personalidade e que tornam os seus canções pop tão honestas e contagiantes.

O primeiro resultado dessa parceria é o single “Tudo o que és”, uma carta aberta que mostra a sua gratidão pelos pequenos gestos que dão significado a uma relação e as subtilezas amorosas que tão poucas vezes são retratadas em canção.

(“Tudo o que és” já se encontra disponível em todos os serviços de streaming tal como nas rádios nacionais.)

 

A ser editado ainda este ano pela Warner Music Portugal, será esta a introdução ao álbum de estreia de Gonçalo, um artista que em tão pouco revelou um enorme potencial e que agora mais que nunca mostra-se convicto dos seus objectivos: Transmitir a sua impressão e subsequentemente chegar ao maior número de pessoas possível, uma música de cada vez.

Pedro Jóia Trio convida Ney Matogrosso…

Ao longo dos últimos 15 anos, Pedro e Ney desenvolveram uma relação, tanto pessoal como artística. Em 2004, para o seu disco “JacarandáPedro Jóia convida Ney Matogrosso para colaborar no seu projeto musical. A cumplicidade criativa é tal que o artista brasileiro convida de imediato o músico português a integrar a sua banda. Dois discos “Vagabundo” (2004) e “Canto em Qualquer Canto” (2005) e duas digressões correspondentes aos discos dão lugar a quatro anos de intensa colaboração, muitas viagens e uma crescente intimidade artística entre voz e guitarra.

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Neste espetáculo, ao talento originalíssimo de Ney Matogrosso e ao reconhecido virtuosismo de Pedro Jóia, juntam-se mais dois mestres da música – João Frade no acordeão e Norton Daiello no baixo. Os quatro, por uma noite, prometem levar os instrumentos até ao limite num repertório que incluirá folclore ibérico, música do Nordeste do Brasil e, obviamente, alguns temas incontornáveis da carreira de Ney Matogrosso, ouvidos como nunca antes.

Um momento musical ímpar pela qualidade dos artistas e pelo ambiente singular do Mosteiro dos Jerónimos dia 26 de Junho

Resistência… 25 Anos de Canções e de Amigos

António Zambujo é o primeiro convidado especial anunciado para a celebração de 25 anos de história da Resistência que terá lugar na MEO Arena (13 de Outubro) e no Pavilhão Multiusos de Guimarães (14 de Outubro), os palcos escolhidos para um encontro com duas décadas e meia de história vivida por um dos mais importantes colectivos da música portuguesa.

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Resistência é sinónimo de história, de orgulho e de grandes canções. Este colectivo por onde passaram e continuam a passar alguns dos maiores nomes da música portuguesa das últimas décadas prepara-se para assinalar o importante marco de 25 anos de história com dois grandes concertos onde passarão em revista o seu legado levando consigo até ao palco alguns convidados especiais e amigos que prolongarão no presente uma viagem feita de entrega à nossa língua e às nossas canções. António Zambujo dispensa, pois claro, apresentações: o cantor partiu do seu Alentejo para uma fulgurante conquista do mundo, da Europa ao Brasil, sempre com a mesma língua que a Resistência sempre transformou em bandeira como principal peso na sua bagagem.

 

Fernando Cunha revela que o nome de Zambujo foi imediato: "quando se começou a pensar nestes espectáculos, o nome do António foi dos primeiros que nos ocorreu. É uma grande voz, um grande nome desta cultura moderna da canção portuguesa e para nós será uma honra tê-lo em palco". Até Outubro, revela também o músico, mais nomes serão avançados para estes concertos especiais.

 

A 13 e 14 de Outubro, o colectivo formado por Alexandre Frazão (bateria), Fernando Cunha (voz e guitarra 12 cordas)  Fernando Judíce (baixo), José Salgueiro (percussões), Mário Delgado (guitarra), Miguel Angelo (voz), Pedro Joia (guitarra clássica), Olavo Bilac (voz) e Tim (voz e guitarra) voltará ao palco para, como escreveu Pedro Ayres no texto que acompanhava a edição do DVD com o registo do concerto do álbum “Horizonte”, de 2015, voltar a fazer “a apologia da canção de autores portugueses da música eléctrica e dos concertos cantados pela comunidade do público”.

Só assim, aliás, faz sentido celebrar.

“Ivan pelo Mundo” passou pela Casa da Música (Reportagem)

Ivan Lins regressou à Casa da Música na passada quarta-feira para o primeiro concerto em Portugal, integrado na digressão “Ivan pelo Mundo”, que o levou no dia seguinte ao Centro Cultural de Belém e no próximo dia 26 a Albergaria-a-Velha.

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Pouco passava das 21h quando Ivan Lins surge em palco, com seu cabelo grisalho irradiando felicidade por voltar ao Porto, e poder rever todos os seus amigos que ao longo de mais de 30 anos foi fazendo em Portugal.

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Daquilo que eu sei” é o tema que abre o concerto de Ivan acompanhado por um conjunto de músicos ‘extraordinários’. Ao piano, o mestre André Sarbib, um músico do Porto mas ao mesmo tempo um musico do mundo apaixonado pela música francesa. Cláudio César Ribeiro, o músico nordestino, Nema Antunes e Chris Wells completavam o conjunto de músicos que acompanharam Ivan Lins neste concerto na Casa da Música.

O primeiro convidado acompanhou a banda durante todo o concerto, António Serrano, músico espanhol, acompanhou com a sua harmónica todo o espectaculo.

 

Sempre bem disposto, Ivan Lins promete falar pouco pois segundo ele ‘não tenho poder de sintese’. Segue o alinhamento com “Abre-alas” seguindo-se “Formigueiro”, onde aproveita para deixar algumas ‘farpas’ em jeito de homenagem aos ‘homens mediocres do congresso brasileiro’. ‘Para ser mediocre tem que ter talento e formação, a ética passa longe...’ refere.

Recua até 1978 com “Desesperar jamais”, um ‘xaxado’ em homenagem a esses políticos, sempre actualizado.

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Sofia Vitória é a segunda convidada a subir a palco. Sedutor, Ivan Lins não deixa de elogiar a voz e a obra de Sofia enaltecendo o trabalho que a cantora realizou com as “Canções de Chico”. “Renata Maria”, tema de Chico Buarque foi interpretado a solo por Sofia Vitoria. “Começar de Novo” juntaria de seguida as vozes de Sofia e de Ivan Lins.

O ritmo nordestino, trazido pelos celtas para o interior do Brasil, chamado "shot" (como não sabiam dizer scotch whisky trazido pelos marinheiros escoceses), surge com “É Ouro em Pó”, tema lançado em 1999 no disco de Ivan Lins “Live at MCG”.

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A herança musical da lusofonia chega com “Fado Ultramar”, em que Ivan Lins aproveita para contestar a tese que ‘o fado veio do Brasil’ mas é cascata, ou seja mentira.

A verdade é que foram os Portugueses a levar os mais variados ritmos musicais para lá… Fala do fado e da amizade com Paulo de Carvalho, amizade que remonta a 1981, quando subiu a um palco pela primeira vez em Portugal, na Festa do Avante. “Fado Ultramar”, tema composto por Paulo de Carvalho, serve de introdução ao terceiro convidado da noite.

Ricardo Ribeiro, uma das vozes emergente do fado nacional entra em palco partilhando com Ivan Lins “Eu Canto fado”, tema escrito pelo próprio Ivan. Mas um dos pontos altos da noite seria a versão de Ricardo Ribeiro do clássico “Lembra de Mim”, tema de 1988 incluido no álbum “Anjos de Mim”.

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O último convidado chega do Porto, ‘é roqueiro mas hoje vai repartir o palco comigo’, é assim que Rui Veloso é apresentado ao público. “Acaso” é o tema que ambos repartem em palco.

O concerto seguia em passo largos para o seu final, quando alguém do público sugere que Ivan Lins cante “Madalena”. Ivan acaba por confirmar que essa seria a última musica do ‘bis” e que lhe tinham estragado a supresa.

Depois de “Ai ai ai ai” e “A gente merece ser Félix” chega “Madalena”, originalmente editado em 1971 e incluído no LP “Agora”. Em palco para o encore, ou como se apelida no Brasil, ‘bis’, os convidados emocionados interpretam o clássico da MPB

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Uma noite intemporal onde Ivan Lins passou em revista mais de 40 anos de carreira e onde os diversos ritmos e sonoridades que caraterizam a sua obra foram retratados num alinhamento que percorreu um Brasil rico culturalmente mas que encontrou deste lado do Oceano a lusofonia do fado.

 

Alinhamento:

- Daquilo Que Eu Sei

- Abre – Alas

- Formigueiro

- Desesperar Jamais

- Renata Maria

- Começar De Novo

- É Ouro Em Pó

- Fado Ultramar

- Eu Canto Fado

- Lembra De Mim

- Acaso

- Lua Soberana

- Ai Ai Ai Ai

- A Gente Merece Ser Felix

- Madalena

 

Todas as fotografias do concerto aqui

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

Estrada Branca cruza canções de José Afonso e Vinicius de Moraes

José Afonso e Vinicius de Moraes: “Que pontos unem estes dois vultos navegando a mesma jangada do verbo e do tempo em terras opostas?”.

Uma resposta possível está no espetáculo Estrada Branca, que se estreia dia 26 de maio, às 21h00, no claustro do Mosteiro São Bento da Vitória, no Porto. O encontro musical, que conta com a colaboração de Carlos Tê e Ricardo Pais, tem como protagonistas duas vozes herdeiras deste acervo comum: José Pedro Gil (juntamente com Emanuel de Andrade, editou em 2015 o álbum “Outro Tempo, José Afonso”) e Mônica Salmaso, considerada uma das melhores vozes brasileiras da atualidade, que apresentou, em 2014, na Culturgest, com enorme sucesso, o seu espetáculo sobre Vinicius.

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Estrada Branca percorre o cancioneiro destes dois compositores e celebra o caminho autónomo das canções, que, emancipando-se das autorias, atingem a perenidade com o uso dado pelas novas gerações de intérpretes, continuando o seu tráfico de ritmos, melodias, palavras, lágrimas, esperanças. Vinicius, um passageiro de um novo e luxuriante Brasil – terra espaçosa com gente de todos os lugares –, cantava a leveza do Leblon e de Ipanema, o nascimento da Bossa Nova, enquanto José Afonso, andarilho das ruínas do império português – país convertido em eterno ponto de partida –, cantava a portugalidade ensimesmada, cativa dum destino decadente, mas não rendida a esse destino.

 

O espetáculo contará ainda com a interpretação de Emanuel de Andrade (piano), Nelson Ayres (piano e acordeão), Teco Cardoso (flauta e saxofone), César Nogueira e Ana Filipa Serrão (violino), Joana Cipriano (viola de arco) e Nuno Abreu (violoncelo). Canção de Embalar e Os Índios da Meia Praia, de José Afonso, ou Estrada Branca, A Casa e Insensatez, de Vinicius de Moraes, são algumas das canções que constam do alinhamento do Estrada Branca, que contará com um dispositivo cénico criado por Manuel Aires Mateus.

 

Com produção de 3H Producões Culturais, e colaboração do TNSJ, o espetáculo é ainda apresentado no Mosteiro de São Bento da Vitória no dia 27 de maio, às 21h00. Após a estreia no Porto, Estrada Branca será apresentado no Centro Cultural Olga Cadaval, no dia 30 de maio (21h00), e no Teatro Municipal São Luiz, a 3 de junho (21h00).

A poesia da música de Aline Frazão… (Reportagem)

A simplicidade e a beleza emanam da voz de Aline Frazão. Canções do coração, canções com alma e canções sentidas que percorrem os vários discos de Aline, como fez questão de sublinhar no inicio do concerto, em formato voz e violão, “não tem como aldrabar”… Como diz a canção… o lugar do silêncio está entre nós, que conquista os sentimentos ao ritmo de um registo singular espelhando traços de bossa nova.

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Brincando com as palavras e frases soltas do cancioneiro da MPB, Aline afigura-se como um dos expoentes da lusofonia em palco.

A simplicidade apresentada completa-se com a riqueza das ‘estórias’ que vai trazendo à imagem de quem escuta a voz magnetizante da jovem angolanda. Ao longo dos seus três discos, Aline musicou muitos autores, realçando logo a aventura do primeiro disco ter musicado Eduardo Águalusa, poeta de ideias.

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Traz a palco uma canção inspirada em Saramago, gravada na ilha de Jura, essa ilha desconhecida na Escócia, ‘por uma moça de Luanda’. Viriato da Cruz é um dos poetas angolanos que trazem à memórias ritmos africanos, envoltos na sedução das palavras. “Sol de Novembro”, baseado nas acácias floridas de Angola, brincando de artista, traz a magia de “Insular”, um disco que representa o legado cultural de Angola, como sublinhou mais uma vez. Troca a guitarra por uma simples caixa de música, envolvendo as sombras que emanavam do palco numa janela que se abriu.

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Regressa as suas origens discográficas, simplesmente com o que quer…  “Mascarados” desconstrói as forças da natureza que se abrem pela noite nos trilhos escuros da vida. A homenagem da lusofonia à cultura castelhana, tráz uma realidade que transcende a herança cultural dos ano 40. A dualidade de opiniões e sentidos sempre na estrutura de conflitos, quer seja ´rojo´ ou ´negro´

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Aline Frazão, uma voz da lusofonia, uma pedra preciosa da música em Português, poeta de ideias e compositora de poemas, envolve com ninguém uma sala em silêncio, rendida à sua voz crua, mas doce, abraça os acordes mais simples de uma guitarra, uma obra a descobrir e sobretudo um disco, “Insular”, uma verdadeira obra prima do expressionismo musical em Português.

Aplaudida em pé trouxe magia durante uns parcos 70 minutos, terminando com um tema de esperança de Mingas.

 

Fotografias e Reportagem: Paulo Homem de Melo

RAYE está de volta com novo single… “The Line”

A nova superestrela pop do Reino Unido, RAYE, está de volta com um novo single, intitulado “The Line”. Co-escrito por RAYE e produzido por FRED, “The Line” é um tema com uma melodia dourada, cheia de personalidade e espelhando a atitude inconfundível de RAYE, que canta sobre o aborrecimento de esperar na fila para entrar num club numa saída à noite. 

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RAYE já chegou aos tops de vendas de todo o Mundo, tendo colaborado no mais recente êxito de Jonas Blue, “By Your Side”, e também participado no enorme sucesso de Jax Jones “You Don’t Know Me”, que atingiu o nº 3 da tabela Official UK Singles.

 

RAYE é a popstar perfeita. Uma londrina de 19 anos que já mereceu destaques da i-D Magazine, 1Xtra, Vevo e The Hunger, MTV, The Guardian, The Sun, além de ter atingido o 3.º lugar do BBC Sound Poll. Até ao momento, lançou dois EPs, com participações na escrita de Charli XCX, Snake Hips e Blonde, além de ter colaborado com Nas na banda sonora de “The Birth Of A Nation” e com Stormzy no tema “Ambition”. Fez ainda as primeiras partes da “Arena Tour” de Jess Glynne.

A mudança constante de sonoridade de RAYE e a sua aproximação à pop faz parte do seu grande plano. “Quero ser uma grande artista pop e sempre quis começar no sítio certo e isso faz-se com a música que amo. Sempre o quis fazer à minha maneira, nos meus termos. Pode soar estúpido, mas quero ser tão grande quanto consigo ser”, afirma. “Quero ser gigante. Tenho 19 anos e estou agora a começar, por isso vamos a isso!”

“Você não presta”… o novo single de Mallu Magalhães

Mallu Magalhães tem novo single… “Você não presta”. O tema e respectivo vídeo estreiam hoje e já se encontram disponíveis digitalmente. “Você não presta” é assim o single de avanço do novo álbum “Vem”, que tem data de lançamento agendada para Junho. Após um hiato de seis anos desde a edição de “Pitanga”, a cantora e compositora paulista edita agora o seu quarto registo de originais a solo.

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A música, letra e vídeo de “Você não presta” trazem à tona um lado mais urbano, dançante e sedutor de Mallu, sem perder a autenticidade. Mallu, madura e assumida nas suas opiniões, comenta: “A escolha dessa música como primeiro single foi por uma necessidade e vontade de quebrar o vidro, do meu trabalho, da minha carreira e da minha imagem… colocar para fora uma energia de atitude, uma onda tão urbana quanto selvagem. E, até um aspecto rock, que eu sempre tive, desde o início do meu trabalho”.

Gravado no Mercado Distribuidor (MARL), em Lisboa, e com direcção do português Bruno Ferreira, o videoclipe contou com uma equipa de bailarinos, que deram força e vida ao vídeo. "A ideia do clipe nasceu do meu amor pela rua, pela cultura urbana, cosmopolita e forte das pessoas reais. Evoca, também, meu lado desafiador e a irreverência que tanto gosto. Fiquei muito orgulhosa do resultado, com a combinação do cool do vídeo e do bom humor da letra. É um vídeo corajoso, mas também realista", conta Mallu.

 

Os bailarinos Aires d'Alva, Xanos Palma, Filipa Amaro, Stella Carvalho, Bruno Cadinha e Manuela Cabitango, trazem ao videoclipe a mistura das suas influências, que vão do ballet clássico às danças africanas, resultando numa experiência sensorial.

No video de “Você não presta”, Mallu também arrisca uns passos coreografados, fruto da parceria com a dançarina polaca Manuela: “Quis aprender mais sobre Afro-House, Kuduro e sua cultura. São danças que eu adoro e sou fã. Manuela me ajudou na preparação para o clipe e, mais importante até do que a coreografia, conseguimos trazer à tona uma atitude, da posição do corpo ao jeito de cantar, passando pela coragem e pela alegria”.

Uma História da Trompa…

UHT é um espetáculo multimédia ao vivo que conta a história da trompa, desde a sua origem até aos nossos dias. Este instrumento, presente desde os primórdios da humanidade com o corno animal até aos nossos dias, com a trompa moderna, será tocado ao vivo por um trompista, interpretando extratos de obras, com diversos instrumentos ligados à família da trompa.

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A performance em palco interpretada pelo trompista Laurent David Rossi, terá como cenário, um filme projetado num grande ecrã, ilustrando com audiovisuais os vários quadros da evolução da trompa. Neste filme, descobrimos através das brincadeiras e dos olhos curiosos de duas crianças, as transformações e as variantes do instrumento, os intérpretes e os compositores, que no seu conjunto, constituem o rico património do instrumento.

 

Foi efetuado o levantamento histórico das peças e compositores que ao longo dos tempos compuseram para este instrumento, o que resultou, não só base musical do espetáculo, mas também, na publicação do CD da banda sonora do filme.

A KotoStudios, em co-produção com a Filmógrafo, produziu e realizou o filme que serve de base visual e narrativa para o espetáculo. Num tom documental, o filme recorre a imagem real e a uma multiplicidade de estilos de animação para ilustrar a evolução deste instrumento, pensado não só para melómanos, mas também amantes de cinema, história e animação.

O espetáculo UHT vai iniciar em Loulé um circuito itinerante que levará o espetáculo a todo o país e a várias cidades no estrangeiro.

Uma História da Trompa. A trompa como nunca viu.

 

CineTeatro Louletano

21 de Maio 2017 | 19.00h