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Glam Magazine

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Os 30 discos do ano…. Os 10 primeiros do ano de 2016...

De uma lista inicial de cerca de 100 álbuns editados em 2016, a equipa da Glam Magazine chegou a uma lista final de 30 discos que consideramos aqueles que marcam o ano musical nacional em 2016. Acreditamos que de fora ficaram discos bons e muito bons.

Os critérios inerentes à escolha foram vários para esta escolha, que por vezes baseiam-se nas nossas escolhas pessoais, mas acima de tudo a música Portuguesa em 2016 está de Parabéns. Desde o Hip-hop nacional à música de dança, ao rock e ao pop mais dinâmico, passando pelo jazz, fado e até fusão, vários estilos estiveram em destaque durante um ano que trouxe novidades sempre com um ritmo frenético.

Publicação2

Da lista final ficaram de fora os EP’s e os singles, esses incluídos numa lista autónoma com os melhores singles/vídeos de 2016, à semelhança do ano anterior.

Em 2015 os Best Youth eram os nossos eleitos com “Highway Moon” e em 2016?

 

Aqui fica a primeira parte, do número 10 ao 1….

 

  1. “Toda a Gente Pode Ter Tudo” – NBC

DA2016 - 10"Toda a gente pode ser Tudo” é o 3º disco de NBC. Timóteo Tiny, com duas décadas de canções é um dos artistas mais consistentes no panorama musical português contemporâneo. Depois do aclamado “Maturidade” em 2008 e de “EPidemida” de 2013, chegou o momento de conhecer melhor o conjunto de novas músicas que NBC preparou durante cerca de dois anos. A sonoridade não podia deixar de ser R'n'b clássico, um soul maduro, irreverente e desconcertante, revestidos por um drum and bass dos novos tempos. As letras como habitualmente, aguçadas e certeiras, são de um cantor que continua apaixonado pela língua portuguesa

 

  1. “Marvel Lima” – marvel Lima

DA2016 - 09

Entre vozes, percussões, sintetizadores, guitarras, baixo e bateria, este projeto recria a ambiência distorcida de uma viagem temporal entre os anos originais do rock psicadélico e a música contemporânea de hoje, com um forte tempero mediterrâneo e assumida influência latina. Uma mistura de géneros, onde rock psicadélico, congas e groove são hashtags para o álbum lançado pelo quinteto de Beja a 14 de Outubro. Composto por 9 músicas, este disco espelha a identidade da banda de forma coesa e cheia de dinamismo, com muito groove à mistura.

 

  1. “Soul, Sweat & Cut The Crap” – Cais Sodré Funk Connection

DA2016 - 08

O título do álbum dos Cais Sodré Funk Connection, “Soul, Sweat & Cut the Crap”, diz-nos praticamente tudo o que importa saber sobre a música que fazem: vem da alma, exige energia e entrega, e é honesta e directa. Sem truques, sem artifícios, sem efeitos especiais ou enquadramentos artificiais de modas vazias. Este é já o segundo álbum dos Cais Sodré Funk Connection depois da auspiciosa estreia assinada com “You Are Somebody” que o próprio grupo lançou em 2012, mas a estreia discográfica data de um par de anos antes, com o single “Lose It” que foi concebido com a participação de Rickey Calloway. E em todos estes anos, o colectivo foi polindo o verdadeiro diamante que revelaram ser desde a primeira hora: com incontáveis gotas de suor largadas em palco, com pérolas como “Summer Days of Fun” a conquistarem espaço nos nossos ouvidos, corações e ancas e até com o improvável hit que resultou do cruzamento com esse original soul boy que é Paulo de Carvalho no enorme “Mãe Negra”.

 

  1. “Mirror Lane” – Alek Rein

DA2016 - 07

Vivemos tempos fascinantes. Observando em redor, o panorama musical lisboeta não tem cessado de expandir horizontes e de revelar enormes surpresas. Seja pela novidade de espaços, colectivos, colaborações e, claro, pelos criadores. Muita desta fracção pertence a uma nova geração que por entre um misto de persistência e paixão vai cunhando uma posição importante e de valor ainda inestimável para um futuro próximo. Se existe nome a destacar-se nessa turma é Alexandre Rendeiro. Afinal o seu percurso enquanto Alek Rein não é tão recente quanto isso e cinco anos já passaram desde o auspicioso EP “Gemin”. Detentor de um estranho e forte magnestismo apenas presente quando nos encontramos perante algo de facto especial, 2016 será o ano Alek Rein

 

  1. “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” – Bruno Pernadas

DA2016 - 06

O novo projeto do compositor e multi-instrumentista Bruno Pernadas parte de uma busca pessoal pela relação entre a mitologia egípcia no que diz respeito à adoração do crocodilo do Nilo e o comportamento humano contemporâneo ocidental. É também uma continuação do seu anterior projeto “How Can We Be Joyful In a World Full of Knowledge”, editado em 2014, pela Pataca discos. O trabalho mais recente reúne composições criadas em 2015 e 2016 e caracteriza-se pela longa duração dos seus temas (8 a 15 minutos) com a instrumentação e sonoridade intemporal, tendo como base um processo criativo que pretendeu respeitar a composição em tempo real. A sonoridade representa uma combinação de vários estilos tais como West Coast Jazz dos anos 70, Lounge oriental, krautrock, freak folk, pop music, sampling e processamento de eletrónica Low Fi, exótica e soul music.

 

  1. “Marrow” – You Can’t Win, Charlie Brown

DA2016 - 05

“marrow” é um vegetal parente da courgette, cultivado nas ilhas britânicas, na Holanda e na Nova Zelândia. Diz-se ainda que, mantendo as características de cor e forma da courgette, o legume em causa tem um sabor neutro e é insípido quando cozinhado. É claro que o “Marrow” do título do álbum tanto pode remeter para o dito legume quanto para o nome de solteiro de Ice-T, antes de se ter casado com o hip hop. Perguntando aos YCWCB, no entanto, ficamos a saber que “Marrow” vem, enigmaticamente, de medula óssea. E talvez seja com esse enigma que a banda quer jogar. Até porque ao pousarmos o olhar na capa do disco, uma espécie de colorida mancha de Rorschach, aquilo que percebemos é que, aqui, cada um projecta aquilo que quiser e que conseguir. “Marrow” é tudo isto que os YCWCB já antes eram, juntando às ondas de suave melancolia do fim do Verão que sempre percorreram as suas canções uma nova atenção aos sons eléctricos que induzem uns passinhos de dança.

 

  1. “Modern Dancing” – White Haus

DA2016 - 04

“Modern Dancing” “é um disco mais orgânico, menos lo-fi e menos sombrio que o anterior. O disco emana uma energia mais positiva e mais alegre. O artista considera que “Modern Dancing” é um disco mais festivo que o anterior e acrescenta… “Mais uma vez são muitas as referências – muitas daquelas que me seguiram durante os quase 20 anos como dj e melómano.” A diferença maior entre este disco e o anterior é o facto de este ter sido gravado em estúdio com os vários músicos que acompanham João Vieira na estrada (Graciela Coelho, André Simão e Gil Costa.)

 

  1. “Stop Look Listen” – Marta Ren & The Groovelvets

DA2016 - 03

“Stop Look Listen” é o título do aguardado disco de estreia de Marta Ren & The Groovelvets. A edição aconteceu a 19 de Fevereiro de 2016 pela editora italiana Record Kicks especialista em sonoridades soul e funky. A edição do álbum acontece após uma espera de 3 anos desde o lançamento do single “2 Kinds Of Men”. “I'm Not A Regular Woman” foi o single de apresentação do álbum, lançado em finais de 2015. Puro "dinamite soul" dos anos 60, não é de estranhar que Marta Ren já tenha sido apelidada na nova Marva Whitney, sempre acompanhada pelos seus The Groovelvets. O disco foi gravado em 8 pistas com o objetivo de recreiar na integra o soul power dos anos 60. Em palco Marta Ren é o culminar de uma longa espera, mas que valeu a pena.

 

  1. “Capitão fausto tem os Dias Contados” – Capitão Fausto

DA2016 - 02

Perante a encruzilhada, perante a ideia da sua própria finitude, a banda superou-se. Longe de estéticas ou comparações, este é um disco desses. Quanto tempo temos de sonho até a realidade nos apanhar. Hedonismo, Escola ou trabalho. Ouvir os pais, fugir com os outros ou olhar para dentro. Fiz-me adulto cedo, mas o soco que é o refrão da “Morro Na Praia”, levou-me de volta a esse momento, em que as decisões que tomamos parecem de vida ou morte e dizemos adeus a uma certa inocência. Há muito que uma canção não sintetizava tudo isto, machucando e sendo pop ao mesmo tempo.

Na demanda pela luz surge “Amanhã Tou Melhor”, onde encontramos um classicismo à Belle & Sebastian, nome que jamais associaríamos aos Capitão Fausto dos dois discos anteriores.

 

  1. “Sean Riley & The Slowriders” – Sean Riley & The Slowriders

DA2016 - 01

Há uns anos, o grupo embarcou nesta viagem pelo sentimento que os une de criar música e editou 3 discos em menos de 4 anos. Sean Riley & The Slowriders pisaram quase todos os palcos que há para pisar de Norte a Sul do país, editaram internacionalmente e apresentaram a sua música inúmeras vezes fora de portas. Após a tour de promoção do último registo, quis o destino que todos os membros da banda se dedicassem a outros projetos. Até bater a saudade do que sentiam juntos. Aquele que viria a ser o próximo corpo de trabalho da banda ficou definido em meia dúzia dessas sessões. De forma rápida, intuitiva e, acima de tudo, livre de qualquer ideia preconcebida.

Era necessário que assim fosse, a música uma vez mais a falar mais alto, para que tudo fizesse sentido. Explorar e seguir o instinto ao ritmo da máxima Beat/Budista "first thought, best thought". O quarto álbum, e o primeiro de um novo ciclo - encerrada a trilogia “Farewell”, “Only Time Will Tell”, “It's Been a Long Night”, nasce dessa necessidade de comunicar notas e sentimentos da forma que Sean Riley & The Slowriders o fazem. É um mergulho no desconhecido, com os pés bem assentes em terra firme. De certa forma, este é o disco mais direto do ponto de vista da criação, uma homenagem ao espírito impulsionador das primeiras gravações. Por outro lado, nunca nenhum disco de Sean Riley & The Slowriders foi tão conceptual, seguindo por novos caminhos sem nunca perder de vista a essência da banda. E se três anos são uma sabática considerável, a noção de tempo é sempre assente numa perspectiva subjectiva. E esta é uma banda que nunca pertenceu a um tempo. Nem ao seu nem a nenhum outro.

 

Os 30 discos do ano…. (Parte II)

De uma lista inicial de cerca de 100 álbuns editados em 2016, a equipa da Glam Magazine chegou a uma lista final de 30 discos que consideramos aqueles que marcam o ano musical nacional em 2016. Acreditamos que de fora ficaram discos bons e muito bons.

Os critérios inerentes à escolha foram vários para esta escolha, que por vezes baseiam-se nas nossas escolhas pessoais, mas acima de tudo a música Portuguesa em 2016 está de Parabéns. Desde o Hip-hop nacional à música de dança, ao rock e ao pop mais dinâmico, passando pelo jazz, fado e até fusão, vários estilos estiveram em destaque durante um ano que trouxe novidades sempre com um ritmo frenético.

Publicação2

Da lista final ficaram de fora os EP’s e os singles, esses incluídos numa lista autónoma com os melhores singles/vídeos de 2016, à semelhança do ano anterior.

Em 2015 os Best Youth eram os nossos eleitos com “Highway Moon” e em 2016?

 

Aqui fica a primeira parte, do número 20 ao 11….

 

  1. “Cut Corners” – Old Yellow Jack

DA2016 - 20

Não descuraram o trabalho de estúdio, tendo o lançamento do seu álbum de estreia, “Cut Corners”, acontecido a 16 de Setembro de 2016. Deixando de lado o psicadelismo frenético do EP “Magnus”, experimentaram o indie americano de bandas como Pavement ou Real Estate, com melodias que farão lembrar uma espécie extinta chamada Fleet Foxes. Dadas as influências, tornaram-se mais calmos, embora seja dizer isso ingénuo principalmente para quem nunca os apanhou ao vivo.

 

  1. “Wanga” – Throes + The Shine

DA2016 - 19

Os Throes + The Shine englobam aventura e vitalidade. Usam cada grama da sua criatividade para originarem algo singular e que se concentra numa energia completamente efusiva em palco. Oriundos do Porto e de Luanda, a sua génese está na fusão do kuduro com o rock, mas entretanto alargaram os seus horizontes de forma a albergar uma multitude de culturas que podem ir de África à Europa ou da América do Sul aos Estados Unidos. “Wanga” é exemplo disso, produzido por Moullinex e editado pela Discotexas em Maio deste ano.

 

  1. “Yuhng” – Toulouse

DA2016 - 18

“Yuhng”, disco de estreia dos Toulouse, serve de prova de que o quarteto de Guimarães tem um condão para a pop que começa na melodia e acaba no coração. Entre o gingar indie e as guitarras dobradas e retransformadas em modulações suaves, o sucessor da cassete “Juice” agarra com refrães uma imaginação que tinge de paisagens etéreas, sonhadoras e com um brilho comovente. “Juniper”, foi o single de avanço do disco editado pela Revolve em Outubro.

 

  1. “Peso Morto” – peixe : avião

DA2016 - 17

“Peso Morto” é o 4º disco do quinteto, e foi gravado entre Maio e Outubro de 2015 em Braga e nos Estúdios Valentim de Carvalho, com produção da própria banda e Nélson Carvalho, colaborador de longa data do grupo. A subversão do formato canção, o recurso a uma instrumentação de caraterísticas cada vez mais singulares e a exploração de uma lírica simultaneamente abstrata e introspetiva, são as pedras basilares deste disco lançado em Fevereiro deste ano.

 

  1. “Justiceiro” – Mike El Night

DA2016 - 16

Mike El Nite é um dos expoentes de uma nova escola e uma nova sensibilidade no universo do rap nacional: estudou música electrónica, fez electro, trabalhou com Da Chick, rima, mas também se coloca atrás dos pratos em inúmeras ocasiões, nomeadamente para suportar outros artistas. A diferença de Mike El Nite começa logo no nome: referência à memória televisiva de infância carregada de humor e com a dose certa de “word play”. Depois há os EPs… “Justiceiro”, o álbum de estreia surge como o culminar das várias aventuras…

 

  1. “Soft Power Sagrado” – Pro’Seeds

DA2016 - 15

"Soft Power Sagrado" é o primeira longa-duração de Pro' Seeds que é composto pelo rapper Berna, o produtor Serial (Mind Da Gap) e DJ Score (Gatos Do Beko). São onze faixas que juntam o melhor de dois mundos, quer ao nível lírico como sonoro, onde às produções de Serial se juntam os scratches de Score, que conta para álem de Berna com as participações Ace (Mind Da Gap), Expeão (Dealema) e Virtus.

 

  1. “Sirumba” – Linda Martini

DA2016 - 14

Os Linda Martini são, na sua geração, a banda mais relevante da música nacional. “Sirumba” é o sucessor do muito aclamado álbum de 2013,”Turbo Lento”. Chegam a este estatuto aos ombros dos fãs que os seguem desde sempre, desde que a Antena 3 os apontou como banda revelação, em 2005, quando editaram o EP homónimo pela independente Naked Records. 2016, com a edição de “Sirumba” a 1 de Abril, é talvez o ano da consagração da banda, com passagens pelo Coliseu, Nos Primavera Sound e Vilar de Mouros.

 

  1. “Her” – Rita Redshoes

DA2016 - 13

“Her”, o 4.º álbum de estúdio de Rita Redshoes, teve edição a 11 de Novembro deste ano. Ao 4.º disco, Rita Redshoes escreve e interpreta, pela primeira vez a solo, três temas em português, um dos quais em co-autoria com Pedro da Silva Martins. Este foi ainda o disco em que a artista mais instrumentos tocou, como piano, omnichord, teclados e guitarra acústica. Canções simples mas profundas que destacam o universo feminino.

 

  1. “Carga de Ombro” – Samuel Úria

DA2016 - 12

Samuel Úria trouxe algo de novo para contar e que nos fez chegar em forma de canções: “Carga de Ombro” é o título do álbum editado a 29 de Abril. Um conjunto de temas uma vez mais ímpar, que confirma a profecia de estarmos perante alguém “meio homem, meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole”. Responsabilidade assinalável esta, a de “Carga de Ombro”, em suceder a “Em Bruto” (2008), “Nem Lhe Tocava” (2009), “A Descondecoração de Samuel Úria” (2010), “O Grande Medo do Pequeno Mundo” (2013), ou as composições que criou para artistas como Kátia Guerreiro, Clã, HMB ou Ana Moura. Para muitos será já uma redundância destacar as singularidades na escrita, nas melodias ou até na sua relação com o público, mas a verdade é que “Carga de ombro” é quase uma epifania sobre estas distinções na sua personalidade.

 

  1. “Liquid Spring” – Ditch Days

DA2016 - 11

“Liquid Springs”, álbum de estreia dos Ditch Days chegou às lojas a 23 de Setembro e logo com o selo da Antena 3. Um lugar imaginado pela banda e pintado pelas nove canções que o compõem, onde os elementos mais exóticos co-existem com naturalidade junto de cenários urbanos. Ouvir o disco do início ao fim é realizar uma visita guiada a todos os cantos de "Liquid Springs" e um convite a passear por todas as suas praias, parques e avenidas, à boleia de melodias indie, ambiências envolventes e texturas cinematográficas. Gravado e produzido por Miguel Vilhena (Savanna), entre Outubro de 2015 e Agosto de 2016, foi editado pela Pontiaq

Os 30 discos do ano…. (Parte I)

De uma lista inicial de cerca de 100 álbuns editados em 2016, a equipa da Glam Magazine chegou a uma lista final de 30 discos que consideramos aqueles que marcam o ano musical nacional em 2016. Acreditamos que de fora ficaram discos bons e muito bons.

Os critérios inerentes à escolha foram vários para esta escolha, que por vezes baseiam-se nas nossas escolhas pessoais, mas acima de tudo a música Portuguesa em 2016 está de Parabéns. Desde o Hip-hop nacional à música de dança, ao rock e ao pop mais dinâmico, passando pelo jazz, fado e até fusão, vários estilos estiveram em destaque durante um ano que trouxe novidades sempre com um ritmo frenético.

Publicação2

Da lista final ficaram de fora os EP’s e os singles, esses incluídos numa lista autónoma com os melhores singles/vídeos de 2016, à semelhança do ano anterior.

Em 2015 os Best Youth eram os nossos eleitos com “Highway Moon” e em 2016?

 

Aqui fica a primeira parte, do número 30 ao 21….

 

  1. “Outras histórias” – Deolinda

DA2016 - 30

“Outras histórias” é o 4º disco de originais dos Deolinda. O sucessor de "Mundo Pequenino" de 2013, registado em co-produção com João Bessa, traça alguns caminhos que ainda não haviam sido explorados no repertório e estilo da banda. A música popular entra num jogo de espelhos com a música pop, ponto de partida para explorações e exercicíos que, à chegada, revelam uns Deolinda no domínio pleno da arte da escrita, composição e interpretação de canções.

 

  1. “Love is you and me under the Night Sky” – Nice Weather for Ducks

DA2016 - 29

Ao longo dos últimos quatro anos, os Nice Weather For Ducks viajaram de furgoneta e de avião, apaixonaram-se em Punta Caña, geraram descendência e deram conta que "Love Is You And Me Under The Night Sky". Este disco contou com produção, mistura e masterização de André Pereira e Nuno Rancho (Few Fingers). A banda que em 2012 lançou “Quack”, e deu origem à Omnichord Records, criou uma rodela bonita e cheia de música para ouvir do principio ao fim…

 

  1. “Acho que é meu dever não gostar” – Señoritas

DA2016 - 28

Num universo perfeitamente imperfeito surge uma voz, uma guitarra, um baixo e um acordeão, suportados por sets de programações que dão vida às letras de Sandra Baptista, que aqui se estreia também na escrita (à excepção de “Os Funerais são o casamento dos mortos” por Alexandre Nave e “Ciática” por Francisco Resende). O disco “Acho que é meu dever não gostar” foi editado em Setembro deste ano e marca o regresso de Mitó Mendes (A Naifa) e Sandra Baptista (A Naifa / Sitiados) à música..

 

  1. “The New Messiah” – Golden Slumbers

DA2016 - 27

Em 2013, as irmãs Cat e Margarida Falcão começaram no seu quarto o projeto Golden Slumbers, fazendo uso de harmonias de vozes e de guitarras acústicas para compor músicas que evocam uma sonoridade com ecos de Simon & Garfunkel, Fleetwood Mac ou Laura Marling. “The New Messiah” é o álbum de estreia, depois da edição do EP “I Found The Key”, onde é percetível a evolução e apuro da mesma sonoridade que lhes valeu uma nomeação para Artista Revelação na edição de 2015 dos Portugal Festival Awards. A composição das músicas tornou-se mais complexa e os arranjos mais detalhados

 

  1. “Mergulho em Loba” – Joana Barra Vaz

DA2016 - 26

Joana Barra Vaz estreou-se em disco em 2012 com EP “f l u me: ‘Passeio Pelo Trilho’”, cujo single “Vai” marcou presença na compilação Novos Talentos Fnac’12. No álbum “Mergulho Em Loba” encontramos 3 suites que sustentam o disco e onde as canções seguem sem paragem entre elas numa história apaixonante, onde o mar serve de inspiração. Um disco criado como uma viagem sonora, escrito e cantado em português. Foi editado em Setembro deste ano.

 

  1. “Slow” – Minta & The Brook Trout

DA2016 - 25

“Slow”, o terceiro longa duração de Minta & The Brook Trout, chegou às lojas no final de fevereiro deste ano. Recordando as palavras de Samuel Úria sobre o álbum… “Slow” tanto é cúmulo do equilíbrio, com a lisura da superdotada Mariana Ricardo a servir as canções da Francisca, ou a lição cirúrgica de Quanto-Baste nas baquetas do Nuno Pessoa, como é o desconcerto de aching limbs, matching headaches, crooked tiles, bracelets and bangles. Um turbilhão de coisas a confluir na mais terna bonança, e assim já nem sei se Minta & The Brook Trout é banda ou anticiclone”… 

 

  1. “Eyeglasses for the Masses” – The Weatherman

DA2016 - 24

Foram precisos 10 anos de espera para ouvir “Eyeglasses for the Masses”, o mais recente disco do projeto pessoal de Alexandre Monteiro, The Weatherman. “Eyeglasses for the Masses” é uma maquina de tempo de puro pop britânico, bebendo inspiração em bandas tão distintas como os The Beatles, encurtando caminho num piano de Elton John e terminado a viagem em finais dos anos 90 no brit pop mais agressivo dos Oasis.

 

  1. “We used to be Africans” – Cacique ‘97

DA2016 - 23

Os Cacique’97 são um colectivo de Afro-Beat provenientes de Portugal e Moçambique. São 10 músicos com carreira e curriculum provenientes de diversos grupos como Cool Hipnoise, Philharmonic Weed, Tcheka e The Most Wanted, projectos bem conhecidos nas áreas do funk, reggae e do som afro. Em 2009 lançavam o seu album de estreia. Em 2016 regressam com "We used to be Africans" álbum editado a 11 de Novembro.

 

  1. “Cimo de Vila Velvet Cantina” – Conjunto Corona

DA2016 - 22

Depois de dois álbuns editados em 2014 e 2015 (“Lo-Fi Hipster Sheat” e “Lo-Fi Hipster Trip”), o conjunto Corona regressou em 2016 com o seu terceiro álbum em 3 anos. A “ópera Hip-Hop Psicadélica/Rock & Roll aditada por molho de francesinha” (como um dia foi apelidada por Álvaro Costa) continuou neste capítulo com a narrativa a tomar lugar na tão portuense Rua de Cimo de Vila, reconhecida pelos seus distintos clubes noturnos de diversão. Da fusão entre o prestigiado “velvet Margarita cantina” e a rua de cimo de vila nasce o “cimo de vila velvet cantina”, um local que não tem Multibanco mas que lhe pode proporcionar uns bons momentos de lazer na baixa da cidade invicta.

 

  1. “Difter” - First Breath After Coma

DA2016 - 21

Quando, em 2013, gravaram um disco de estreia estavam longe de pensar que temas como “Escape”, “Shoes For Men With No Feet” ou “Apnea” conseguissem chegar a rádios internacionais e os levassem a uma extensa digressão com paragem em festivais. O cruzamento da influência post-rock com o formato canção que fez do seu disco uma surpresa auspiciosa era apenas o início de uma viagem que em 2016 teve um segundo capítulo. Gravaram sons de quase tudo o que os rodeava, perderam-se nas discografias da evolução do rock e da música eletrónica e o resultado, “Drifter”, carrega o ADN dos First Breath After Coma mas aponta ainda mais caminhos para o presente e para o futuro desta jovem formação leiriense.

Deftones… 10 anos depois o regresso ao Super Bock Super Rock

O Super Bock Super Rock despede-se de 2016 com nova confirmação de peso para a edição de 2017. Depois de garantida a presença dos Red Hot Chili Peppers, que já esgotaram o bilhete diário para o dia 13 de Julho, o Festival junta ao cartaz no dia 15 de julho, os Deftones. Dez anos depois, a mítica banda norte-americana regressa ao Palco do Super Bock Super Rock.

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Com mais de vinte anos de estrada, os Deftones rapidamente conquistaram um lugar de destaque no pódio do rock e do metal alternativo. Entraram ‘a matar’ em 1995 com o álbum de estreia “Adrenaline”, que depois de uma extensa digressão com outras bandas da especialidade, valeu à banda de Chino Moreno o estatuto de fenómeno de culto um pouco por todo o mundo, diferenciando-os de imediato da corrente de nu-metal que dominava o panorama do rock na altura. O sucesso foi crescendo álbum após álbum, e com “White Pony”, em 2000, os Deftones passaram de um som mais experimental para o mainstream, tornando-se a banda de Sacramento, Califórnia, num sucesso consensual. Ganharam em 2001 o Grammy de Melhor Atuação Metal com a canção “Elite”, e “White Pony” foi platina nos Estados Unidos.

Ao Super Bock Super Rock trazem “Gore”, editado em 2016. Aclamado pelos entendidos e pelos fãs, o mais recente trabalho dos Deftones é classificado pela crítica internacional como o mais interessante da banda desde os tempos de “White Pony”. Inovador e desafiante. Como os próprios Deftones.

Vai ser assim a Passagem de Ano no Porto…

Este ano, pela primeira vez, a Câmara do Porto vai preparar mais 3 palcos alternativos na zona envolvente à Avenida dos Aliados, que recebe os Blind Zero e Os Azeitonas, para quem quiser celebrar a chegada do Novo Ano na Baixa da cidade.

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Com diferentes estilos de música, os palcos vão estar situados na Praça de D. João I, na Praça de Gomes Teixeira (Praça dos Leões) e na Praça dos Poveiros. Tal como sucederá na Avenida dos Aliados, a animação musical terá início às 22.30h, prolongando-se até às 3 horas da manhã do dia 1. A animação nestes espaços arranca a partir das 15 horas do dia 31 de dezembro, com uma programação especialmente dirigida aos mais novos. A Batucada Radical marcará o ritmo da festa ao longo da tarde, através de uma arruada pelas três praças

 

Programa:

Avenida dos Aliados

22h30 – Blind Zero

00h00 – Fogo de Artificio

00h30 – Os Azeitonas

 

Praça dos Leões

15h00-18h00 - Workshop de Construção de Marionetas de Papel

15h00-15h30 - Batucada Radical

22h30-03h00 - Os Sete Magníficos (DJ set)

 

Praça de D. João I

15h00-18h00 - Contos Cantados

16h00-16h30 - Batucada Radical

22h30-01h00 - Rodrigo Affreixo (DJ set)

01h00-03h00 - Holy Nothing (DJ set)

 

Praça dos Poveiros

15h00-18h00 - Kids Jam Sessions

17h00-17h30 - Batucada Radical

22h30-01h00 - Isidro Lisboa (DJ set)

01h00-03h00 - Throes + The Shine (DJ set)

 

Few Fingers… Novo vídeo e concerto de apresentação

Na próxima sexta-feira, dia 30, a partir das 21h30, os Few Fingers apresentam em concerto o seu disco "Burning Hands" lançado numa edição limitada em vinil transparente.

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A festa está marcada para a sala do Teatro O Nariz, em Leiria, e para abrir ainda mais o apetite, depois de "From Pale To Red" e "Our Own Holidays" aparece agora o registo de João Santos para "Forward March".

Entre a cidade, o pinhal e o mar, são filmados passos, decisões e contemplações que tanto nos juntam como nos afastam uns dos outros - umas vezes frutos do acaso, outras tantas pelas nossas próprias contradições. "Forward March" é um hino à natureza humana.

 

Teatro O Nariz (Leiria)

30 de Dezembro 2016

Carlão encerra tour "Quarenta" com concerto de fim de ano em Almada

Carlão despede-se de 2016 com um concerto em Cacilhas, Almada, a 31 de Dezembro, junto a um dos ícones do concelho, a Fragata Fernando II e Glória. Esta será a última actuação da tour “Quarenta”, que soma mais de 70 datas e que passou pelos principais palcos e festivais do país.

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A digressão do álbum “Quarenta” integrou um novo alinhamento após o lançamento do EP “Na Batalha”, que recentemente viu o single “Hardcore” ser considerada uma das 30 melhores músicas do ano pela Antena 3. 2016 ficou ainda marcado pelo tema composto por Carlão, em parceria com Boss AC, para o programa da SIC, campeão de audiências, “E se fosse consigo?”.

 

Carlão encontra-se actualmente a preparar o espectáculo da TOUR 2017, que incluirá temas do disco a editar no próximo ano e cujo primeiro single está previsto já para o mês de Fevereiro.

“Chico Fininho”… Tributo a Rui Veloso por Rogério Charraz

Chico Fininho" é uma celebração dos 35 anos de carreira de um dos músicos mais consensuais e admirados da música Portuguesa. Um desfile de canções que marcaram várias gerações de portugueses, entre os quais os cinco magníficos músicos que prestam este tributo, onde não faltam algumas das pérolas menos divulgadas pelas rádios.

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Do mítico "Ar de Rock" ao mais recente "A Espuma das Canções", nenhum disco ficará de fora desta viagem pelo Porto, pelos Blues, pelo Rock, pelas canções de amor e por todos os elementos que fazem parte da brilhante história de Rui Veloso, que é também uma parte importante da história dos últimos 35 anos dos portugueses...

 

Cineteatro Municipal D.João V (Amadora)

21 de Janeiro 2017 | 21.30h