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Glam Magazine

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Quarto Escuro… um espectáculo de Mónica Calle no Plano B

Quarto Escuro é um espectáculo sobre a intimidade, física e emocional, entre uma actriz e um espectador. Nos privados da casa de banho três actrizes recebem um espectador de cada vez, durante cerca de meia hora.

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Dentro de premissas e convenções pré-estabelecidas que espaço pode existir para um encontro único, especial e irrepetível. Este espectáculo questiona as fronteiras entre espectador/actor, teatro/realidade, o papel de quem vende e de quem compra.

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Pode o amor ser isto?

 

Um espectáculo de Mónica Calle, com Inês vaz, Mónica Calle e Mónica Garnel

 

Nas casas de banho do Plano B (Porto)

em sessões contínuas das 21 às 02.00

17 de Dezembro 2016

Clã abrem a programação do Teatro Nacional São João em 2017

Já é conhecida a programação do Teatro Nacional São João (TNSJ) para os primeiros três meses de 2017. Olga Roriz, Jorge Silva Melo, Rogério de Carvalho, Tiago Rodrigues, Nuno Cardoso ou Romeo Castellucci são alguns dos criadores que vão “ocupar” o TNSJ, Teatro Carlos Alberto e Mosteiro de São Bento da Vitória. Entre as sugestões para o primeiro trimestre, destaque para a produção da Casa que abre o novo ano: “”, musical infanto-juvenil que conta com a participação dos Clã e com encenação de Nuno Carinhas, diretor artístico do TNSJ.

Fã_Fotografia de ensaio ©João Tuna

 photo: João Tuna

 

É longa a ligação entre o TNSJ e os Clã. Desta feita, a união resulta na estreia de um musical infanto-juvenil que conta com encenação de Nuno Carinhas e libreto de Regina Guimarães. “” não é, nesta criação, apenas um fanático de uma banda musical, mas também a abreviatura de fantasma, essa criatura que gosta de teatros, do avesso dos cenários, e aí passa os dias a pregar partidas. O espetáculo, dirigido a toda a família, estreia-se a 5 de janeiro, no Teatro Carlos Alberto, e fica em cena até 29 de janeiro.

Antes que Matem os Elefantes Créditos Reservados

A martirizada Alepo na visão de Olga Roriz… Em Antes que Matem os Elefantes, a coreógrafa Olga Roriz coloca em cena uma tragédia contemporânea: a cidade martirizada de Alepo, a face mais sangrenta da guerra civil na Síria. A peça começa num registo documental, com vozes de crianças sírias projetadas num ecrã negro, para depois nos instalar no interior de um apartamento em ruínas. O espetáculo poderá ser visto no TNSJ entre 26 e 28 de janeiro.

 

O fim do ciclo dedicado a Tennessee Williams, Com A Noite da Iguana – que estará em cena de 9 a 26 de fevereiro no TNSJ – o encenador Jorge Silva Melo e os Artistas Unidos fecham um ciclo de quatro peças (três delas coproduzidas pelo TNSJ) dedicado a Tennessee Williams. Estreado na Broadway em 1961, o espetáculo convoca o público para um ambiente tropical mexicano onde num hotel barato se cruzam um conjunto de personagens que carregam, com sarcasmo e com ternura, os seus paraísos perdidos e os seus infernos construídos, à procura de um porto de abrigo.

 

O regresso do Ao Cabo Teatro à dramaturgia russa. Depois da abordagem tchekhoviana de A Gaivota e As Três Irmãs, a companhia Ao Cabo Teatro regressa à dramaturgia russa com um texto de Máximo Gorki. Com encenação de Nuno Cardoso, o espetáculo apresenta-nos Os Veraneantes que enveredam por uma teia de desejo e frustração “que autopsia, então e agora, a nossa impotência perante o desenrolar da vida”. O espetáculo estreia-se dia 9 de março no TNSJ e permanece em cena até 18 de março.

 

As Confissões de Santo Agostinho estreiam-se no TeCA. Partindo da produção teológica e doutrinal de Santo Agostinho – que está na base de alguns dos esquemas concetuais que moldaram, decisivamente, a cultura ocidental até aos nossos dias – As Boas Raparigas… e o TNSJ estreiam Confissões. O espetáculo, que pode ser visto de 17 a 26 de março no TeCA, concentrar-se-á nas questões em que o Padre da Igreja tem algo a dizer-nos (a nós, espectadores) enquanto seres humanos, independentemente da posição confessional. A encenação é de Rogério de Carvalho.

Júlio César ©Luca Del Pia

  photo: Luca Del Pia

 

Ciclo dedicado a Romeo Castellucci. Duas décadas após a primeira passagem de Romeo Castellucci pelo TNSJ, aquando do festival PoNTI, o TNSJ dedica um ciclo à obra do agora consagrado encenador italiano, com várias iniciativas no Mosteiro de São Bento da Vitória. A 27 de março, Dia Mundial do Teatro, decorre um seminário com Alexandra Moreira da Silva que aborda a estética de Castellucci. Já no dia seguinte, 28 de março, o encenador dirige uma masterclass em que abordará o seu processo dramatúrgico e os seus questionamentos. Nos dias 30 e 31 de março, o Claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória acolhe Júlio César – Peças Soltas, uma intervenção dramática sobre William Shakespeare integrada no BoCA – Biennal of Contemporary Arts e cujo conceito e direção é da responsabilidade de Castellucci.

Os Últimos Dias da Humanidade  ©João Tuna

 photo: João Tuna 

 

Os Últimos Dias da Humanidade rumam ao Teatro Nacional D. Maria II. Após o sucesso da temporada no TNSJ, a produção da Casa de 2016 ruma ao Teatro Nacional D. Maria II, onde poderá ser vista de 12 a 22 de janeiro. Os Últimos Dias da Humanidade, que parte da obra de Karl Kraus, conta com encenação conjunta de Nuno Carinhas e Nuno M Cardoso e explora o Carnaval Trágico da Primeira Guerra Mundial numa obra que o próprio autor considerava como impossível de levar à cena. Tal como no Porto, o espetáculo é dividido em três partes – Esta Grande Época, Guerra é Guerra e A Última Noite – que podem ser vistas isoladamente.

(Des)Concertos de Natal no Sabotage…

Este ano o Sabotage Club celebra o Natal na companhia da melhor música portuguesa, com dois concertos únicos. No dia 23 de Dezembro, os Pop Dell'Arte servem uma pré-Consoada delirante, recheada de clássicos mas também de novos temas, aqui apresentados pela primeira vez. No dia 25 de Dezembro, desembrulhamos a belíssima surpresa da música portuguesa - o novo projeto de Mitó Mendes e Sandra Baptista… Señoritas, em estreia no Sabotage.

Pop Dell'Arte

Um ano depois do magnífico concerto dos 30 Anos dos Pop Dell'Arte no Sabotage, a banda de João Peste regressa na noite de 23 de Dezembro para uma véspera de Consoada delirante. O alinhamento conta com clássicos como “Sonhos Pop”, “Querelle”, “Avanti Marinaio”, “My Funny Ana Lanna” ou “My Rat Ta-Ta”, mas também com novos temas, inéditos, como “La La La (It’s A Wonderful World)”, “AnoMinous”, “Panoptical Architecture For Empty Streets In A Silent City” e “After The Future”.

 

Señoritas é o novo projeto de Mitó Mendes (A Naifa) e Sandra Baptista (A Naifa/Sitiados). Em 2015, as Señoritas criam uma nova identidade, partilhando o gosto comum de ensaiar, compor e tocar juntas. Desta vontade, nasce o disco de estreia "Acho que é meu dever não gostar": 12 canções que giram em torno de um universo feminino, tendencialmente urbano. Com uma atmosfera densa, feminina e bem portuguesa, numa abordagem singular, canta-se a vida, mas de uma forma crua e direta. Uma voz, uma guitarra, um baixo e um acordeão, este novo projeto, minimalista, é suportado por sets de programações que realçam a crueza e nudez da linguagem musical.

“Mielikki”, o novo álbum dos Ararur em pré-venda…

Depois de “Abril” nos ter despertado para o alado universo jazz dos Ararur, chega agora a vez de conhecermos a história completa em “Mielikki”, álbum que se encontrará em pré-venda digital a partir de hoje, 16 de Dezembro.

Com inspiração na deusa finlandesa da floresta com o mesmo nome, “Mielikki” é uma encantatória colecção de 8 canções em que o intimismo do jazz se cruza com temas marcados por laivos de música portuguesa e world music, numa pacífica comunhão com as raízes e o universo. Este segundo registo da banda é uma edição Music For All, estando a edição digital prevista para Janeiro do próximo ano.

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Após a conclusão do curso na Escola Superior de Música de Lisboa, o guitarrista e compositor António Miguel Silva foi aceite na primeira edição das residências artísticas do Músibéria – Centro Internacional de Músicas e Danças no Mundo Ibérico (Serpa), vendo assim o seu CD ser financiado pela União Europeia e pela Câmara de Serpa. Durante os primeiros sete meses de 2013 foram trabalhados os temas e o conceito do grupo a que chamou Ararur.

Para a gravação do CD convidou os seus amigos e antigos colegas de curso: Ângela Maria Santos, cantora com a qual trabalha desde longa data e em quem confia para escrever as letras dos temas, João Capinha nos saxofones, Francisco Brito no contrabaixo e João Rijo na bateria.

 

A música que criam em conjunto junta melodias com as quais as pessoas se conseguem identificar, letras em português, ambientes e sonoridades da world music e uma liberdade para cada um se exprimir no seu instrumento que nos remete para o jazz e para a música improvisada.

Em 2013 editaram o seu primeiro álbum homónimo, ano em que foram também seleccionados enquanto Jovens Criadores do Ano pelo Clube Português de Artes e Ideias, sendo escolhidos para representar Portugal na VI Bienal de Jovens Criadores da CPLP, em Salvador da Bahia, Brasil. No ano seguinte conquistariam dois prémios no 13th Independent Music Awards, entre eles o de Melhor Álbum de Jazz Vocal, eleito segundo um painel de ilustres figuras ligadas ao mundo do espetáculo e das artes.

Banda Sonora de “Rogue One: Uma História de Star Wars” já disponivel

Já está disponível nas lojas a banda sonora de “Rogue One: Uma História de Star Wars”, filme realizado por Gareth Edwards que também já estreou nas salas de cinema portuguesas.

A banda sonora foi composta por Michael Giacchino, compositor célebre pela música que escreveu para filmes como “Star Trek”, “Mundo Jurássico” ou “Up”, com o qual venceu um Óscar de Melhor Banda Sonora. Giacchino também já conquistou vários Grammys, bem como um Globo de Ouro e um prémio Emmy.

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Para esta banda sonora, Michael Giacchino não deixou de recuperar elementos da música composta pelo célebre John Williams para os filmes da saga “Star Wars”.

 

“Rogue One: Uma História de Star Wars” é o primeiro filme paralelo à saga “Star Wars”, produzida pela Lucasfilm, contando a história de um grupo de heróis improváveis que se unem numa missão para roubar os planos na Estrela da Morte.

Placebo comemoram 20 anos em Portugal

Para comemorar 20 anos de lançamento do álbum de estreia, os Placebo voltam à estrada e brindam Portugal com dois concertos no próximo mês de maio. A banda sobe ao palco do Pavilhão Multiusos de Gondomar dia 1 de maio e no dia seguinte atua no Coliseu de Lisboa, trazendo consigo mais de duas décadas de canções de sucesso, que contam com hits como “Running Up That Hill”, “Every You Every Me”, “Song To Say Goodbye”, “Pure Morning”, entre muitos outros.

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De forma a registar a carreira de sucesso da banda, os Placebo lançaram recentemente uma coletânea apelidada “A Place for Us to Dream”, que reúne os maiores êxitos e ainda um tema inédito, “Jesus Son”. Além da compilação retrospectiva de 20 anos, o grupo lançou também um EP chamado “Life’s What You Make it”, que reúne seis temas, que até então eram desconhecidos do público, incluindo a nova música e uma versão de “Life’s What You Make it”, dos Talk Talk.

 

Pavilhão Multiusos Gondomar

1 de maio 2017 | 20.30h

 

Coliseu dos Recreios (Lisboa)

2 de maio 2017 | 20.30h

“The Storyteller” de Max Costa… o contador de blues de excelência

Depois de dois enérgicos singles, “Another Day With You” e “Muddy Water”,  finalmente é tempo de deitar a mão ao novo álbum de Max Costa. “The Storyteller” tem o selo da Music For All e encontra-se já à venda em todas as principais plataformas digitais.

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Natural de Minas Gerais, Max Costa promete conquistar Portugal com o seu primeiro álbum a solo! A sonoridade blues/rock, assim como a opção pela língua inglesa, distinguem-no de quem o rodeia, criando uma singular marca identitária com o público lusitano. É caso para dizer que “The Storyteller” é música do presente, inspirada nos grandes mestres do passado, para o público de amanhã.

 

Max Costa nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, mas mudou-se para Porto Alegre logo após o nascimento onde viveu até à idade adulta. Aprendeu a tocar violão quando passou no exame admissional para a faculdade de Engenharia Química, tendo feito parte da formação de diversas bandas de rock e blues. No início dos anos 00 lançou dois discos independentes com a Banda Dive-POA. Compõe em inglês por considerar que esta é a língua do Blues. Tem por característica uma voz agressiva e rasgada, que faz com que os seus blues sejam ainda mais tocantes.

Com mais de 20 anos de carreira, apresentou-se ao serviço de várias bandas, sempre enquanto vocalista, como a Get Up (nos anos 90), Dive-POA (música autoral nos anos 00, com os quais lançou dois trabalhos) e com a Free Riders Blues Band na Serra Gaúcha.

Depois de uma estadia de dois anos na cidade de Florianópolis, mudou-se de armas e bagagens para Portugal, onde está actualmente a desenvolver a sua carreira a solo.

Dylan: Mudam-se os tempos…

Mais do que discutir se o Nobel atribuído este ano a Bob Dylan é justo ou não, entre uma conversa e algumas canções vamos debater que literatura é afinal a deste nome maior da história da música do nosso tempo, que agora pôs meio mundo a falar sobre o mais alto dos prémios literários. De que se fala então quando se fala da escrita de Bob Dylan?

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Há o volume de memórias, mais um de prosa poética, ambos traduzidos entre nós. Mas foi pela poesia (que andou de mãos dadas com os nomes que definiram a ‘beat generation’) que, pela música, na forma de canções, Dylan ganhou um lugar nas entranhas mais profundas da cultura do nosso tempo.

 

 

Oradores:

Pedro Mexia

Mark Pannel (Departamento de Relações Publicas da Embaixada dos EUA)

Pedro Serrano (cotradutor das canções de Bob Dylan)

Manuel Falcão

 

Moderação por Nuno Galopim

Temas interpretados por Miguel Araújo

 

Centro Cultural de Belém / Pequeno Auditório (Lisboa)

18 de Dezembro 2016 | 18.00h

PANGEIA estreia a 19 de Dezembro na Culturgest…

A nova criação de Tiago Cadete será apresentada de dia 17 a 24 de Janeiro de 2017, das 11h às 16h (duas sessões diárias), no palco do Pequeno Auditório da Culturgest. Antes da estreia em Janeiro, e em forma de boas-vindas das festividades que aí vêm, a viagem do PANGEIA tem inicio nas Oficinas de Natal da Culturgest, de 19 a 23 de Dezembro.

PANGEIA, um espéctaculo didáctico, mas lúdico ao mesmo tempo, destinado a crianças dos 6 aos 12 anos, é uma viagem sonora e visual pelo universo dos irmãos Grimm onde o palco se transforma em museu Imaginário de objectos curiosos das histórias do dois irmãos. Bernardo Almeida e Leonor Cabral são dois investigadores que revelam os mistérios por detrás das histórias, recuperando a ideia dos Gabinetes de Curiosidades criados no século XVI.

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Os objectos remetem para o imaginário dos contos fantásticos, como a floresta cheia de armadilhas, a magia negra da bola de cristal ou os feitiços da bruxa má. Nesta viagem, acompanhada por dois investigadores, vamos descobrir o ponto de vista dos objectos que ilustram os contos. Para isso teremos de seguir as pistas, como fizeram Hansel e Gretel com as migalhas que deixaram no caminho, para poderem depois voltarem a casa.

 

PANGEIA é um espectáculo para o público juvenil que reúne em palco várias linguagens como o teatro, a dança e as artes visuais, recuperando assim a ideia dos Gabinetes de Curiosidades criados no século XVI que reuniam objectos raros e artefactos da biologia, tornando-se nos percursores dos museus de arte. A colecção aqui apresentada tem contornos ficcionais: 4 mesas e 200 objectos que representam cada conto. Para este projecto foram lidos os 200 contos dos irmãos Grimm e, posteriormente, foi criada uma base de dados que reúne características comuns aos vários contos, tais como personagens locais, objectos representativos dos contos, número de páginas, finais felizes, etc. Com esta base de dados catalográfica, foi criado um discurso paralelo às histórias que de outra forma seria impossível. É com esta análise metodológica que o espectáculo Pangeia se constrói.

Bernardo e Leonor são os intérpretes que assumem a figura do investigador, arqueólogo e cientista, que apresenta a sua pesquisa aos espectadores. Com estes dados reais é criada uma ficção que serve de enquadramento para este museu imaginário dos objectos dos contos dos Irmãos Grimm. Durante a apresentação das características dos objectos que compõem este museu imaginário, uma voz off conduz a narrativa que progressivamente assume características formais e estruturais encontradas nas análises dos contos tais como os elementos de repetição, capacidade de síntese e figuras de estilo

 

A equipa ruma ao Algarve e à região do Baixo Vouga, logo após a estreia na Culturgest, para a apresentação do espectáculo em Faro, Estarreja, Oliveira do Bairro e Sever do Vouga

 

Culturgest (Lisboa)

19 a 23 de dezembro e 17 a 24 de Janeiro 2017

Luís Filipe Rocha homenageado em Marrocos….

O cineasta Luís Filipe Rocha vai ser homenageado pelo 16º Festival Internacional de Cinema de Martil, na cidade de mesmo nome desta bastante popular estância balnear da costa mediterrânica do norte de Marrocos. Neste evento que irá decorrer entre 16 e 21 do corrente mês de dezembro, com a presença do cineasta português que ali também deverá apresentar o seu último filme “O Cinzento e Negro”(2015), obra filmada nos Açores.

Luís Filipe Rocha, sendo um dos mais destacados cineastas do cinema português, iniciou a sua relação com o cinema no ano da revolução de 1974 e realizou os seus primeiros filmes em 1976. Comemorando este ano 40 anos de carreira cinematográfica, os seus primeiros filmes foram “Barronhos Quem teve medo do poder popular?” (1976), um documentário que faz a reconstituição de um crime num bairro de lata, e a longa-metragem de ficção “A Fuga” (1976), baseada numa célebre fuga de presos políticos ocorrida no Forte de Peniche.

Luis Filipe Rocha

Nascido em Lisboa em 1947, licenciado em Direito (1971), é na Universidade de Lisboa que experimenta o teatro, tendo sido ator também no filme “O Recado” (1971) de José Fonseca e Costa. Tendo passado por  Moçambique e Brasil, onde trabalhou com Izaías Almada, seria em Portugal que veio a construir toda a sua carreira.

Em 1980 realiza “Cerromaior”, a adaptação do romance homónimo de Manuel da Fonseca, onde recria o ambiente repressivo do Estado Novo no imenso espaço do Alentejo. Interessado pela obra de Jorge de Sena, dedica dois anos (1982-1984) à preparação de “Sinais de Vida”, uma viagem pelos temas da obra do autor, nas áreas da poesia, da ficção e do teatro.

 

Em 1992, em Macau, roda “Amor e Dedinhos de Pé”. Filme que em 1900 percorre os fabulosos salões da Cidade Cristã, mas também as sórdidas vielas do Bairro Chinês. Regressa a Jorge de Sena e em 1995 filma “Sinais de Fogo”, uma adaptação da obra original do escritor. Em 1996 realizou “Adeus, Pai”, o seu maior êxito de bilheteira. A relação entre pai e filho adolescente é o tema desta película rodada no arquipélago dos Açores. “Camarate” (2000), foi seu filme de maior impacto junto do público. Tendo por base o processo jurídico relativo ao acidente de aviação que vitimou o primeiro-ministro Sá Carneiro e o ministro da Defesa Amaro da Costa e seus acompanhantes, aquando da campanha presidencial de 1980. Em 2003, “A Passagem da Noite”, conquistou o prémio de melhor filme nos festivais de Olímpia (Grécia) e Valência (Espanha). “A Outra Margem” (2006), conta a história de um transformista e de um adolescente com Síndrome de Down. Ambos os protagonistas do filme foram distinguidos com o Prémio Melhor Ator no Festival de Montreal de 2007.

 

O festival de Cinema de Martil faz parte da “Plataforma dos 3 Continentes” que tem em Portugal a pareceria do Festival Internacional de Cinema AVANCA. António Costa Valente, diretor deste festival irá estar igualmente em Marrocos como membro do Júri internacional deste evento.