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Glam Magazine

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Jorge Palma continua a celebrar "Só" depois de quatro noites esgotadas em Lisboa e no Porto

Amanhã é a vez do Convento São Francisco, em Coimbra, receber "", o espectáculo de comemoração dos 25 anos da edição do emblemático disco de Jorge Palma, um dos mais importantes da música portuguesa. O último concerto está marcado para sábado, no Teatro das Figuras, em Faro. À semelhança do que aconteceu no Centro Cultural de Belém e na Casa da Música, em Coimbra e Faro as lotações das salas também já estão esgotadas.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Sozinho em palco, ao piano, Jorge Palma recorda as músicas de "", revisita temas mais recentes, estreia uma música do próximo disco a editar na Primavera de 2017, e interpreta a Sonata nº8 Op.13 (Pathetique) de Beethoven. Duas horas de magia onde o público é presenteado com a mestria de Jorge Palma no seu esplendor: o cantor, o músico e o compositor.

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 photo: Paulo Homem de Melo

 

O 25º aniversário da edição do meu álbum “Só” – piano e voz captados em simultâneo, composto por 15 canções interpretadas ao vivo em estúdio, como num recital mas sem público – serve de pretexto para estes espectáculos especiais, no mesmo formato, onde espero reencontrar o público que me tem acompanhado”, descreve Jorge Palma.

Editado em 1991, pela Polygram, “” foi agora reeditado com um novo formato em CD e também está disponível numa edição especial em vinil.

Bonga… apresentação do novo disco ao vivo

No seu novo álbum, “Recados de Fora”, Bonga, que acabou de celebrar o seu 74º aniversário, leva-nos num percurso fascinante pelas várias épocas e continentes, tendo sempre o Oceano Atlântico como elo de ligação.

O cantor, autor e compositor, retorna à sua juventude, às memórias de uma tomada de consciência acutilante da colonização, à sua iniciação na música pelo pai, ao seu amor pelo símbolo da identidade nacional angolana, o semba. Na verdade, como um dos últimos grandes nomes da música africana pós-colonial, pode dizer-se hoje, que Bonga encarna o semba. Bonga é semba! - Facto claramente refletido em “Tonokenu”, uma música na mais pura tradição das suas raízes.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Viagem no tempo, “Recados de Fora”, é também uma oportunidade para recordar pessoas maravilhosas que marcaram o percurso do artista, ao exemplo da versão de “Odji Maguado” do compositor B.Leza, a reacender a chama do afecto que Bonga nutre por Cabo Verde, lembranças das suas primeiras sessões de gravação em Roterdão em 1972, quando tocava e muito convivia, com músicos do arquipélago. É também uma homenagem à sua querida amiga Cesaria Evora, que incluía esse tema no seu repertório. “Banza Rémy” evoca a longa amizade com Remy Kolpa-Kopoul, jornalista francês desaparecido prematuramente, voz inesquecível e grande conhecedor da música brasileira, da qual Bonga agora resgata  o antigo tema do compositor Zé do Norte, “Sodade, Meu Bem Sodade”, interpretado em 1953 por Vanda Orico, mais tarde (1972) Caetano Veloso introduziu trechos do tema em “It`s a long way” do disco Transa, Maria Bethânia, Nana Caymmi ou Nazaré Pereira foram outros nomes que recriaram o mítico “Sodade, Meu Bem Sodade”, a que Bonga dá vida numa singular versão, em que a sua voz rasga a saudade por entre as cordas de uma guitarra portuguesa.

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)

27 de Dezembro 2016 | 21.30h

“Mão Verde” chega ao Porto….

Mão Verde é um disco e um livro para crianças... Melhor ainda: é um lisco e um divro que, sendo para crianças, não se quer infantil. O disco tem música de Pedro Geraldes e lengalengas originais escritas e cantaroladas por Capicua. E o livro, além das lengalengas escritas no papel, tem ilustrações de Maria Herreros e notas didáticas que ajudam a aprofundar o conteúdo das letras.

capicua_maoverde.pngphoto: Miguel Refresco

 

Durante cerca de uma hora, sempre com momentos de interação com o público, sucedem-se canções alegres, com mensagens importantes, numa abordagem tão inteligente quanto engraçada dos temas quotidianos e do universo verde que nos rodeia; rimas, histórias, rap e jogos de palavras, sobre batidas coloridas e acompanhadas por diversos instrumentos tocados ao vivo. Ter a “mão verde” nasce da tradução de uma expressão francesa, que significa ter jeito para as plantas e talento para a jardinagem. Assim sendo, o “Mão Verde” é a celebração desse cuidado e serve para inspirar pequenos jardineiros.

 

Capicua nasce no Porto, onde aos 15 descobre o hip-hop. Socióloga, doutorada em Geografia, é sobretudo uma rapper militante.

Com duas mixtapes, dois álbuns editados (Capicua, 2012; Sereia Louca, 2014) e um disco de remisturas (Medusa, 2015), tem somado uma vasta lista de concertos pelo país e conquistado um público diverso e o reconhecimento da crítica. Conhecida pela sua escrita emotiva e politicamente engajada, pela espontaneidade e por uma clara atitude feminista, conta já com uma longa lista de colaborações, conferências, projetos sociais e workshops, sempre em torno da palavra e da música. De assinalar é também o seu curto, mas marcante, percurso como letrista.

 

Pedro Geraldes nasceu em Lisboa em 1981. Desde novo que vive fascinado pela música e pelo skate. Na cena punk encontrou amigos, inspirado pelos discos do primo mais velho e da música em família, fez da guitarra a sua primeira namorada. Estudou jazz e informática, tirou o mestrado em design de som, viveu em Barcelona, interessou-se por fotografia e por vídeo, entre muitas outras coisas. Mais recentemente, divide o seu tempo, como músico, entre a sua banda Linda Martini, o projeto Mão Verde e na produção de beats e riffs.

 

Auditório Campo Alegre (Porto)

9 e 10 de Dezembro 2016 | 15.00h/16.00h

“Lastro” de Né Barros no Auditório do CineTeatro de Estarreja

Sob um céu estranho os corpos vão ocupando um lugar e gerando a sua rotina e as suas ligações. Os movimentos dos corpos juntamente com o dispositivo cénico, criam o lugar teatral, um lugar subjetivo, em mudança, um lugar que é feito de memória.

Simultaneamente previsível e imprevisível, o lastro é também o peso que afunda os corpos e, neste caso, que os assombra. O céu pode cair e seria a última coisa que poderíamos prever. Como num sem-saída, não se progride, a coreografia é uma marcha num continuum infinito, não levará a lado algum.

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Direção e Coreografia: Né Barros

Música: Gustavo Costa

Cenografia: Cristina Mateus

Interpretação (estagiários): André Mendes, Bruno Senune, Camila Neves, Elisabete Magalhães, Flávio Rodrigues, Joana Castro, Pedro Rosa, Sónia Cunha, Afonso Cunha, Katycilanne Reis

Bombo e Interpretação Musical: Angélica Vasquez Harpa, Cristina Mateus

Desenho de Luz: José Álvaro Correia

Maquinista: Filipe Silva

Produção: Tiago Oliveira,

Co-Produção: Balleteatro, Culturgest, Teatro Municipal Rivoli

 

CineTeatro de Estarreja

10 de Dezembro 2016 | 21.30h

Guns N' Roses chegam a Portugal, como esperado… em Junho de 2017

Os ressurgentes Guns N' Roses e a sua massivamente bem-sucedida digressão “Not In This Lifetime Tour” continuam a não mostrar sinais de abrandamento uma vez que a lendária banda entra em 2017 com mais de 30 espetáculos agendados pela Europa e América do Norte. Com data de arranque agendada para dia 27 de maio de 2017, em Slane Castle, Dublin, a digressão produzida pela Live Nation vai passar por 18 cidades no Reino Unido e Europa, que abrange espetáculos em Lisboa, Londres, Paris, Madrid, Viena, Copenhaga, entre outras cidades. Depois da jornada pela Europa, a digressão da aclamada banda vai retornar uma vez mais à América do Norte para realizar mais uma ronda de concertos de estádio com início dia 30 de julho no U.S Bank Stadium, em Minneapolis, Minnesota, e daí continuar para mais 15 cidades nos Estados Unidos e Canadá, incluindo Denver, Vancouver, Edmonton, Montreal, St. Louis, Miami entre outras.

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A digressão “Not In This Lifetime Tour” vendeu mais de dois milhões de bilhetes em 2016, tornando-se na mais bem-sucedida digressão de rock do ano, provando sem margem para dúvidas que a atitude, espírito e influência tanto dos Guns N’ Roses, como do rock & roll estão mais fortes do que nunca. A histórica “Not In This Lifetime Tour”, que visitou 21 cidades norte-americanas (25 espetáculos) em menos de dois meses, terminou esta primeira parte da digressão na América do Norte no verão passado dedicando-se de seguida à América do Sul, onde completou 15 datas completamente esgotadas, que incluíam 13 concertos em estádio.

Desde a formação do grupo em 1985, os Guns N’ Roses têm continuado a injectar uma atitude desenfreada, incomparável e imparável na cena do rock em expansão de Los Angeles. O espírito começou a cativar o mundo inteiro com o lançamento do álbum de estreia “Appetite for Destruction”, em 1987, o álbum de estreia norte-americano mais vendido de sempre, com mais de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Em 1991 o sete vezes platina “Use Your Illusion I” e o sucessor “Use Your Illusion II” ocuparam os dois lugares de topo da tabela Billboard 200, na data do seu lançamento. Ao longo das últimas décadas Guns N’ Roses esgotaram concertos em nome próprio e foram cabeças de cartaz nos maiores festivais em todo o mundo, seguindo-se o lançamento do aclamado e certificado platina, “Chinese Democracy”, lançado em 2008.

Seis discos de estúdio depois, Guns N’ Roses são uma das mais importantes e influentes bandas na história da música, continuando a ser a principal referência das atuações ao vivo, ligando-se assim a milhões de fãs por todo o mundo. Os Guns N’ Roses são Axl Rose (voz e piano), Duff McKagan (baixo), Slash (guitarra principal), Dizzy Reed (teclas), Richard Fortus (guitarra rítmica), Frank Ferrer (bateria) e Melissa Reese (teclas).

 

Os bilhetes vão à venda sábado, dia 10 dezembro, nos locais habituais.

 

Passeio Marítimo de Algés

2 de Junho 2017 | 19.30h

AVENIDA Q… Genial, Absurdo, Irreverente, Inapropriado, Saudosista, Mágico, Estúpido E Inesquecível

AVENIDA Q é o musical mais estúpido e genial de todos os tempos - uma Rua Sésamo em esteróides, que junta à estética Muppets uma linguagem tão adulta, que só funciona mesmo porque a vida é uma longa marcha de tédio em direção à campa. Ah, e porque as músicas são bestiais.

A história acompanha Luís, um recém-licenciado cheio de esperanças, Paula (a porca), Félix (o gay no armário) e Trekkie (o tarado) entre outros. Juntos, tentam encontrar um propósito na vida e falam sobre os temas existenciais que nos afetam a todos, num espetáculo inovador que mudou a Broadway e apaixonou os espectadores.

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Os gajos que originalmente tinham piada: Robert Lopez, Jeff Marx e Jeff Whitty;

O tipo que vai plagiar a encenação original e ainda assim ficar com os créditos: Rui Melo;

A assistente que nunca fez uma peça mas é namorada de um dos produtores: íris Sobral;

Os gajos que adaptaram as piadas e conseguiram enfiar no texto o “Preço Certo": Henrique Dias e Rui Melo;

Como um CD mas mais caro: Artur Guimarães;

O eletricista ou lá o que é: Paulo Sabino; 

O tipo que tinha vontade mas não tinha dinheiro: Gonçalo Castel-Branco;

Os que vão à falência se isto der barraca: Força de Produção

 

 

Os actores possíveis com o orçamento: Ana Cloe, Diogo Valsassina, Gabriela Barros, Inês Aires Pereira, Manuel Moreira, Rodrigo Saraiva, Rui Maria Pêgo, Samuel Alves, Artur Guimarães, Luís Neiva e André Galvão

 

Teatro da Trindade (Lisboa)

A partir de 8 Fevereiro de 2017

Quarta a Sábado às 21h30 I Domingo às 16h30

Nuno Prata apresenta um concerto recheado de músicas sublimes

O Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, encerra a sua programação de 2016 com um concerto de Nuno Prata na próxima sexta-feira, 9 de dezembro, a partir da meia-noite. Depois de integrar um dos mais badalados projetos nacionais, os Ornatos Violeta, Nuno Prata tem vindo a trilhar o seu próprio caminho que se faz de músicas que revelam um talento inato. As cordas do baixo não são suficientes para dar asas à habilidade artística do músico.

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O nome Nuno Prata é já familiar à generalidade do público, depois da enorme aventura como baixista nos míticos Ornatos Violeta. Em 2006 lança-se a solo com o primeiro disco de originais e dá a conhecer a sua vertente de cantautor. O segundo disco foi lançado em 2012 e, em novembro de 2014, editou um novo trabalho com o apoio da Fnac Cultura e da GDA. Nuno é um criador de canções incrível onde podemos encontrar laivos de Godinho, Fachada ou até mesmo Buarque.

Nuno Prata é um artista discreto mas que merece toda a atenção, e percebe-se, depois de ouvi-lo, que somente o papel de baixista era pouco para dar corpo à sua criatividade musical. É um intérprete, um cantautor por vocação, que acumula à experiência de trabalho numa grande banda o ímpeto natural de escrever e compor. Nascem assim músicas maravilhosas, despojadas de qualquer artifício e que não deixam ninguém indiferente.

 

A simplicidade requer competência e é difícil de atingir. As canções de Nuno Prata são assim mesmo, tão simples mas tão puras, com tanto de sincero como de profundo. Quem ouve sente que vem do âmago. A capacidade de fazer a arte fluir está ao alcance de poucos e, por isso mesmo, devemos estar atentos ao seu percurso. Aqui sente-se amor à música, um total descompromisso com o compromisso de vender ou com a pretensão da fama. Basta-lhe a simples sensação de que “quando faço canções encontro o meu lugar no mundo.”

 

Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

9 de Dezembro 2016 | 00.00h

Blues Pills regressam a Portugal um ano depois….

Injustamente atirados para o saco do retro rock que, nos últimos anos, revelou ao mundo uma série de músicos jovens apostados em tentar reproduzir a todo o custo a genialidade do blues rock e do proto-metal popularizado na transição da década de 60 para a de 70, os Blues Pills apresentam predicados mais que suficientes para se destacarem dos seus contemporâneos numa categoria totalmente à parte.

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Em primeiro lugar, a banda, que inclui músicos norte-americanos, suecos e franceses, tem alma... Muita alma mesmo. Não aquela soul afinada de Otis Redding ou Marvin Gaye, mas uma interpretação mais profunda e intuitiva da alma, traduzida em música rock que vem de dentro de quem a toca e que, além de ouvida, tem de se sentir no âmago para ser apreciada na sua plenitude. Depois, têm também uma arma secreta – a vocalista Elin Larsson. A jovem sueca é dona de um registo vocal raro nestes dias de autotune e estilo sobre substância; uma voz que escorre com emoção bluesy e geme com o poder de ícones como Janis Joplin, Aretha Franklin ou Tina Turner.

Isso não significa, no entanto, que Larsson seja o único elemento digno de destaque na banda. Como um todo, os quatro elementos do grupo funcionam como a unidade poderosa que qualquer grande banda deveria ser. À semelhança de secções rítmicas clássicas como Ward e Butler ou Bonham e Jones, Cory Berry e Zack Anderson (ambos ex-Radio Moscow) operam com uma fluidez impressionante e criam um alicerce sólido mas bem maleável para o impressionante trabalho de guitarra de Dorian Sorriaux que, apesar da sua juventude, revela um domínio impressionante das seis cordas.

 

Lisboa ao Vivo (Lisboa)

24 de Março 2017 | 21.00h

 

Hard Club (Porto)

25 de Março 2017 | 21.00h

 

 

LP com novo álbum "Lost on You"…

Há canções que atingem o sucesso sem que saibamos quem as interpreta ou compõe. Foi, certamente, o caso de “Lost On You”, com mais de 1,5 milhões de streams no Spotify, mais de 4 milhões de visualizações no Youtube, primeiro lugar no Top iTunes em 17 países e o quarto tema mais procurado no Shazam. “Lost on You” marca a apresentação do EP “Death Valley”, com 5 temas, editado em 2016, e prepara o caminho para a edição do álbum “Lost on You”, no dia 9 de Dezembro.

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A compositora e intérprete chama-se Laura Pergolizzi, mas é mais conhecida, no meio musical, como LP. Enquanto compositora, escreveu vários sucessos para Rihanna, Christina Aguilera, Rita Ora ou Backstreet Boys, apenas para citar alguns.

Como compositora, intérprete e instrumentista (ukulele), “Lost On You” não é o seu primeiro trabalho em nome próprio. O seu anterior registo, o primeiro numa multinacional - “Forever For Now” - recebeu as melhores críticas, e LP foi considerada como “rock’s next big thing”.

LP reuniu para “Lost on You” a equipa que a tem acompanhado, Mike Del Rio, na produção executiva, PJ Bianco foi o produtor de três temas, e Nate Campany, seu colaborador de longa data, com quem divide a autoria de vários temas.

Lost on You” é uma edição BMG e está à venda no dia 9 de Dezembro

Kumpania Algazarra no 10º Aniversário do Plano B

Os Kumpania Algazarra vão estar no 10º Aniversário do Plano B no dia 7 de Dezembro, quarta-feira, véspera de feriado. Quando o Plano B abriu as portas em 2006 os Kumpania Algazarra foram uma das primeiras bandas a marcar presença na programação na semana de abertura. 10 anos depois a Algazarra volta ao Porto e promete uma grande festa para comemorar o décimo aniversário do Plano B.

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Os Kumpania Algazarra contam com mais de 12 anos de carreira e cinco discos editados. Esta sonora algazarra vagueia pelas músicas dos cinco continentes, transformando os sons em que toca numa festa ao estilo das fanfarras europeias. Saltimbancos, filhos da estrada e do vento, músicos em folia permanente submergidos num cocktail de música animada, as suas combinações de notas musicais formam um rendilhado de culturas, onde estão presentes, de forma conjugada ou separada, os sons balcânicos, árabes, latinos, africanos, o ska, o funk e o hiphop.

 

Plano B (Porto)

7 de Dezembro 2016 | 22.30h

VOA 2017… regressa de 4 a 6 de Agosto à Quinta da Marialva

Na sequência de uma última edição de enorme sucesso que, no Verão de 2016, fez deslocar à Margem Sul do Tejo uma vasta legião de fiéis do som eterno para assistir a atuações de bandas tão reputadas como Paradise Lost, Kreator ou Abbath, o VOA – Heavy Rock Festival vai regressar ao Parque Urbano Quinta da Marialva no próximo ano. Crescendo de dois para três dias, em 2017, o evento acontece a 4, 5 e 6 de Agosto, prometendo solidificar a sua posição como o mais representativo dos festivais de peso em solo nacional e ponto de paragem obrigatório para quem aprecia a música pintada em tons de negro, em toda a plenitude da sua miríade de géneros e subgéneros.

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Para começar, são 6 as confirmações a figurar num cartaz que, muito à semelhança do que se passou no ano transato, aposta sobretudo na diversidade e no dinamismo estilístico capaz de satisfazer os melómanos mais exigentes. Com a qualidade como único ponto em comum para além do peso, da abordagem intemporal ao metal dos norte-americanos TRIVIUM, ao thrash inventivo dos DEATH ANGEL, passando pelo death metal demolidor das lendas dos 90s OBITUARY, pela melodia agressiva dos finlandeses INSOMNIUM, pela singularidade rara dos espanhóis KILLUS ou pelas elevadas doses de sangue na guelra dos portugueses TERROR EMPIRE, o que não faltam são ótimas razões para reservar já o primeiro fim-de-semana de Agosto na agenda. Porque o que é metal ou rock pesado, passa pelo VOA – Heavy Rock Festival.

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Provenientes do centro da Florida, nos Estados Unidos, os TRIVIUM tomaram forma em 2000 e, de um momento para o outro, apanharam a onda gerada pelo enterro do nu-metal e consequente florescer do fenómeno metalcore, começando a gerar um zumbido na comunidade headbanger de Orlando. De zumbido a rugido, o projeto começou a dar que falar no underground e, com as redes sociais a servirem já de ferramentas de divulgação, fez chegar a sua curiosa mistura de metalcore, thrash e metal progressivo além-fronteiras. Não demoraram a assinar contrato com o selo alemão Lifeforce, que lançou “Ember To Inferno”, o muito aplaudido álbum de estreia do grupo idealizado pelo jovem vocalista e guitarrista Matt Heafy, em Outubro de 2003. Apoiados no enorme talento técnico e composicional do seu estratega, num mundo pós-sucesso estratosférico de “Alive Or Just Breathing”, foram rapidamente “agarrados” pela Roadrunner Records, numa movimentação que marcaria de forma indelével o crescimento que sofreram nos anos seguintes. Já com a formação estabilizada, assente em Heafy, Travis Smith na bateria, Paolo Gregoletto no baixo e Corey Beaulieu na segunda guitarra, lançam “Ascendancy” em Março de 2005 e saltam num ápice dos players do MySpace para as capas de revistas como a Metal Hammer e Kerrang!, num incremento de exposição o que lhes permitiu começarem a delinear então a rota ascendente que, hoje em dia, permite olhar para eles como os porta-estandarte do metal contemporâneo produzido do outro lado do Atlântico. Apoiados na sequência de títulos “The Crusade” (2006), “Shogun” (2008), “In Waves” (2011) e “Vengeance Falls” (2013), passaram a última década a tocar pelo mundo frente a plateias cada vez maiores ao lado de “ícones” como Iron Maiden, Metallica, Machine Head e até Cannibal Corpse, a trepar às tabelas de vendas, a estabelecer um som cada vez mais próprio e, em suma, a estabelecer a sua reputação como uma das mais brilhantes e bem-sucedidas propostas da sua geração. Já com mais de um milhão de discos vendidos a nível mundial, o último registo de estúdio do quinteto norte-americano, que tem hoje Mat Madiro sentado atrás da bateria, chama-se “Silence In The Snow”, foi editado em Outubro de 2015 e prova uma vez mais que, com um pé na velha escola e outro bem firme no presente dos metais pesados, não há quem lhes faça frente quando se fala de metal moderno, fiel às raízes e com tanto de acutilante como de melódico.

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Criados em 1982, quando os membros fundadores da banda eram ainda adolescentes, os DEATH ANGEL são uma das pérolas mais brilhantes saídas do fenómeno thrash metal da Bay Area de São Francisco durante a sua época áurea. Rotulados como “os meninos pródigos do movimento”, pese a tenra idade com que deram os primeiros passos, afirmaram-se de imediato como um caso raro de dedicação à causa. “The Ultra-Violence”, álbum de estreia, editado em 1987, afirmou-os desde logo como uma proposta a ter seriamente em conta num universo que, na altura, já incluía nomes tão respeitados e aplaudidos como Testament, Exodus e Possessed. Apoiados em “Frolic Through The Park” e “Act III”, entre 1988 e 1990 estabelecerem-se como uma banda incrivelmente enérgica em palco e, contra as expectativas, quando já tinham um culto à sua volta, decidiram colocar o seu crescimento em stand by na viragem para os anos 90. Exatamente uma década de silêncio depois, voltam então à carga com alguns concertos de reunião e, em 2004, oficializam o muito antecipado regresso com a edição do aplaudido “The Art Of Dying”. Desde então têm sabido manter um percurso consistente, apoiado numa sequência de lançamentos que, apesar de vários acertos de formação, provam que o quinteto liderado por Rob Cavestany e Mark Osegueda continua a manter a mesma capacidade para escrever thrash furioso e inventivo, que – apoiado numa técnica muito apurada e numa criatividade aparentemente sem limites – continua a renegar os conceitos mais óbvios e previsíveis do género em que se inserem. Disso são ótimas provas “Killing Season” (2008), “Relentless Retribution” (2010), “The Dream Calls For Blood” (2013) ou o mais recente “The Evil Divide”, de 2016.

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OBITUARY são hoje um dos sobreviventes irredutíveis da explosão de death metal que, ali na transição dos anos 80 para os 90s, começava a ganhar forma na Florida, nos Estados Unidos. A par dos Death, Deicide e Morbid Angel, entre outros, conquistaram uma posição de destaque inegável no cenário da música extrema e, nos tempos que correm, é justo dizer que muito do que foi feito nesse espectro durante as três últimas décadas, provavelmente não seria possível caso não existissem discos como “Slowly We Rot”, “Cause Of Death” e “The End Complete”. Gravados no período compreendido entre 1989 e 1992, foi com essa trilogia de registos amplamente aplaudidos e elogiados que estabeleceram reputação e definiram as regras para a sua abordagem muito própria ao género. Apoiados nos riffs bem balançados, herança dos Hellhammer e Celtic Frost, debitados por Trevor Peres, pelas batidas pulverizantes de Donald Tardy e pelo inimitável rugido gutural do seu irmão mais velho, John, o quinteto transformou-se num fenómeno underground. Votada a um autoimposto período de congelamento em 1997, a banda – cuja formação fica hoje completa com Kenny Andrews na segunda guitarra e Terry Butler no baixo – voltou à atividade seis anos depois, disposta a reclamar o seu lugar de destaque entre os pioneiros do death metal. Desde então não voltaram a olhar para trás, mantendo um intenso desempenho em palco e no estúdio, sendo que o álbum ao vivo “Ten Thousand Ways To Die”, lançado na reta final de 2016, é o mais recente exemplo da vitalidade musculada que continuam a conservar.

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Não deixa de ser curioso que, nos tempos que correm, o melhor death metal melódico seja feito fora da Suécia. No caso dos INSOMNIUM, na Finlândia. Mesmo ali ao lado, separados apenas por água, estes naturais de Joensuu são hoje líderes e fieis representantes de um som que, durante os anos 90, fazia de Gotemburgo o seu solo mais fértil. Foi, de resto, para chegar à primeira divisão do género que o quarteto muito tem trabalhado ao longo da última década. Criados já fora de época, em 1997 os metalheads já viviam num mundo pós-”The Jester Race”, “The Gallery” e “Slaughter Of The Soul”, os talentosos músicos finlandeses pegaram nas regras básicas do género e, sem quaisquer pretensões a reinventarem a roda da N.W.O.S.D.M., entre 2002 e 2011, fizeram uma sequência de sete álbuns a que ninguém, que goste deste tipo de som, poderá apontar o dedo. Em “In The Halls Of Waiting” (2002), “Since The Day It All Came Down” (2004), “Above The Weeping World” (2006), “Across The Dark” (2009) e “One For Sorrow” (2011) depuraram a fórmula e tornaram-na tão sólida quanto possível, desenvolvendo uma capacidade imensa para a composição de canções com tanto de pujante como de melódico, com tanto de agressivo como de envolvente. Em “Shadows Of The Dying Sun”, há dois anos, mostraram-se por fim ao mundo com os ganchos todos nos sítios em que devem estar, materializando por fim todo o potencial que lhes andavam a vaticinar há anos. Para 2016 reservaram o seu registo mais ambicioso de sempre, “Winter's Gate” é um tema único de 40 minutos, que revela a versatilidade dos quatro músicos e prova que, afinal, até num espectro em que tudo parecia ter sido já inventado, ainda é possível surpreender.

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Este explosivo quarteto juntou-se há uma década na cidade de Vila-Real, em Valência, Espanha, tendo conseguido forjar uma atitude vincada e um som único, misto de metal, industrial e gótico, ao longo de uma carreira em crescendo exponencial. Assumindo como influências fortes nomes como Nine Inch Nails, Marilyn Manson, Ministry, Dope ou Depeche Mode, e tendo partilhado palcos com grupos tão famosos como os Guns N' Roses, os Nightwish, os In Flames ou mesmo o Sr. Brian Warner himself, KILLUS são provavelmente uma das propostas mais interessantes saídas do solo vizinho. Equipados com um som poderoso e uma imagem impactante, que os transforma num turbilhão de eletricidade ao vivo, começaram com um trio de EPs que provocaram imenso falatório na sua região e, em 2007, gravaram “God Bless Us”. Ao primeiro álbum, recolheram elogios da imprensa espanhola e internacional, com as reações a darem o tiro de partida para o crescimento que sofreram ao longo da última década – são cinco os álbuns no currículo, com a sequência composta por “Extinction” (2009), “Never Something Was So Real” (2011), “Feel The Monster” (2013) e, o registo de estúdio mais recente, já de 2016, intitulado “Ultrazombies”.

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photo: Joel Henriques

 

Os TERROR EMPIRE são uma banda de thrash metal de Coimbra, criada em 2009. Lançando o EP de estreia, “Face The Terror”, em 2012, o quinteto – a formação é composta por Ricardo Martins na voz, Rui Alexandre e Sérgio Alves nas guitarras, João Dourado na bateria e Rui Ruga no baixo – começou de imediato a espalhar o seu nome de norte a sul do país, sendo que todo o trabalho árduo acabou por resultar na assinatura de um contrato com a Nordavind Records. Foi com o selo da independente de Ovar que “The Empire Strikes Back” foi, por fim, lançado a 23 de Fevereiro de 2015, constituindo um petardo de thrash inconformista, numa explosiva bomba refratária de batidas rápidas, influências de death metal e uma abordagem vocal corrosiva. Com o vídeo-clip do single “The Route Of The Damned” a servir de mote para a campanha, o grupo fez-se à estrada para apoiar a distribuição mundial do álbum com vários espetáculos em Portugal e Espanha. Com a Empire Tours Black já na reta final, os músicos estão agora a preparar o segundo longa-duração, que tem lançamento previsto para o início de 2017.

Portugal em destaque no Eurosonic 2017… 21 artistas confirmados

Esta é já a 31.ª edição do Eurosonic Noorderslag, um dos maiores festivais profissionais de música do mundo, que se prepara agora para destacar Portugal e a indústria musical nacional numa ação que foi, durante meses, organizada em cooperação com a plataforma WHY Portugal.

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Nuno Saraiva, representante da plataforma de internacionalização WHY Portugal garante que “ser o país em foco no Eurosonic Noorderslag 2017 é a melhor oportunidade de conetar a música que se faz em Portugal com outros mercados internacionais, mostrando a grande panóplia de estilos e géneros musicas que se têm vindo a fazer nos últimos anos a uma audiência muito mais vasta."

Já Peter Smidt, o diretor artístico do Eurosonic Noorderslag, considera a presença portuguesa nesta edição do Festival como essencial já que "Portugal tem muito para oferecer à Europa e ao mundo. Não só tem um grande e interessante número de novos artistas, como uma cultura festivaleira que oferece imensas oportunidades."

 

O Eurosonic Noorderslag terá lugar na cidade de Groningen, Holanda, de 11 a 14 de janeiro de 2017. O evento destaca cada ano um país diferente, como forma de dar a conhecer a diversidade de talento musical a toda a Europa. Batida apresenta The Almost Perfect DJ é o mais recente projeto a ser confirmado na comitiva de artistas que irá representar a indústria musical portuguesa em janeiro de 2017 na Holanda. O projeto de Pedro Coquenão é assim o nome que encerra a lista de 21 artistas portugueses que vão atuar no Eurosonic Noorderslag 2017: :papercutz - Batida apresenta The Almost Perfect DJ - Best Youth - DJ Firmeza - Dj Ride - First Breath After Coma - Gisela João - Glockenwise - Holy Nothing - Marta Ren & the Groovelvets - Memória de Peixe - Moonshiners - NEEV – Noiserv - Octa Push - Rodrigo Leão - Sam Alone and the Gravediggers - The Gift - The Happy Mess - Throes + The Shine - We Bless This Mess