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Glam Magazine

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WoodRock Festival 2017… Primeiras 3 bandas anunciadas!

A banda de culto portuguesa Mão Morta, os russos The Legendary Flower Punk, Banda que navega pelo Experimental Rock, Jam Band, Space Rock, Post Rock e Krautrock formada por Kamille Sharapodinov, Michail Lopakov e Nik Kunavin, e os espanhóis Oddhums, formada por Freg na guitarra, Keke na bateria e Will no baixo e voz, são as 3 primeiras de um conjunto de 13 bandas, que pisarão o palco do WOODROCK FESTIVAL, na Praia de Quiaios-Figueira da Foz, nos dias 20,21 e 22 de Julho de 2017.

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Reza a lenda que Joaquim Pinto se encontrou com Harry Crosby, baixista dos Swans, durante um concerto da banda americana na cidade de Berlim, em Outubro de 1984. "Tens cara de baixista", terá dito Crosby a Joaquim Pinto. No mês seguinte, Joaquim Pinto comprou um baixo e fundou, em conjunto com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta. Braga, cidade dos arcebispos e bastião por excelência da direita ultra-conservadora, via assim nascer, por ironia do destino, uma banda cuja postura viria, ao longo dos anos, a afrontar os valores morais e políticos de uma sociedade culturalmente atrasada e na ressaca do salazarismo. Mas a verdade é que a cidade de Braga tornou-se, no início dos anos 80, palco de uma intensa agitação cultural. Afinal, por força da Universidade do Minho, aí sediada, Braga era, e continua a ser, uma das mais jovens cidades do país, em termos de população.

Antes dos Mão Morta, Adolfo Luxúria Canibal e Zé dos Eclipses foram os Bang-Bang, banda que nasceu no carnaval de 1981. Seguir-se-iam, ainda no mesmo ano, os AuAuFeioMau, por onde passaram vários jovens artistas bracarenses. Este projecto aliava a música a outras formas de expressão artística - «Rococó, faz o galo» (espectáculo multimédia de dança, teatro, mímica e música - Abr'83); «Dos gatos brancos que jazem mortos na berma do caminho-de-ferro» (espectáculo em conjunto com Carlos Corais - performance musical a partir de ruídos de comboios - Jul'83); «Labiú e a pulga amestrada» (performance circense - Dez'83.) No carnaval de 1984, Adolfo formou com Joaquim Pinto e Miguel Pedro, os PVT Industrial, um grupo de berbequins e ritmos de teares, tendo sido os primeiros bracarenses a tocar em Lisboa (ESBAL). Mas foi em Novembro do mesmo ano que se deu a formação dos Mão Morta. Joaquim Pinto no baixo, Miguel Pedro na guitarra e Adolfo Luxúria Canibal na voz. Fitas pré-gravadas e programações rítmicas do colectivo.

E foi assim que tudo começou…

Celina da Piedade apresenta novo vídeo… "Acredito"

Depois do single de apresentação “Assim sou eu”, Celina da Piedade apresenta “Acredito”, o novo videoclip do seu mais recente disco "Sol". A realização e edição do vídeo é de Pedro Estêvão Semedo e Alex Gaspar, que também assina a autoria da música, em parceria com Celina da Piedade na escrita da letra.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

O mais recente disco "Sol" foi editado em Novembro, contando com a participação especial de João Gil (Trovante, Ala dos Namorados, Tais Quais) e António Avelar de Pinho (Banda do Casaco).

 

 

Cicuta ao vivo no Damas com entrada livre…

Depois do Concerto de lançamento do álbum de estreia, o homónimo “Cicuta”, o frenesim e a inquietação voltam a tomar conta de Lisboa. Os Cicuta vão estar no DAMAS - Bar já no próximo dia 7 de Dezembro e a entrada é livre.

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Os Cicuta nascem em Maio do ano de 2014 com Pedro Rodrigues (baixo/synths/samplers/voz) e Sérgio Gregório (bateria/voz). De veneno só mesmo o som que lhes sai do corpo directamente para o nosso, impedindo a nossa mente de conseguir controlar o que quer que seja. Ouvir Cicuta traduz-se numa experiência de ritmo e sons esquizofrénicos que nos pode guiar a pontos extremos de estados de ansiedade. Esta experiência vagueia entre o rock e a música electrónica, entre a música clássica e a industrial e conjuga-se com uma membrana de experimentalismo estranho e ofuscante.

 

Com mestres como Magma, Squarepusher, Slayer, Kurt Weill, Morphine e Battles a servirem de base e de fonte de absorção, estes dois rapazes defendem a máxima de: Desconstruir para Criar. A verdade, é que os paradigmas e estigmas são destruídos. O conceito e categoria desfazem-se por entre cada nota musical e abre-se espaço à criação de um mundo paralelo onde nos podemos guiar apenas pelos sentidos, sendo que estes, são apenas um pretexto para a quantidade de emoções que são criadas sempre que paramos para ouvir Cicuta.

Da audição do álbum resulta um certo poder excêntrico e desalinhado da realidade que, seguramente nos cria encruzilhadas mentais. A mistura de sons e tonalidades completamente opostas criam uma cumplicidade que não julgaríamos possível de acontecer. A voz ecoa pela mente criando cócegas e alguma vontade de libertação.

Escutar este álbum é um verdadeiro desafio e ver um espectáculo de Cicuta um genuíno embate no desconhecido apetecível.

Uma noite a flor da pele… os UHF no Hard Club (Reportagem)

35 anos depois os UHF trazem para o palco, na íntegra 2 dos seus primeiros discos e mais marcantes discos, “À Flor da Pele” de 1981 e a fechar um ciclo, “Noites Negras de Azul” de 1988. Foi isto que aconteceu na noite de sexta-feira, 2 de Dezembro no Hard Club, Porto. Uma audiência dominada sobretudo por um público adulto, vestido a rigor, mas igualmente irreverente que conhece como ninguém as canções e a carreira dos UHF, patente nos cartazes que orgulhosamente exibiam.

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Bem vindos a 1981”… assim se inicia a noite de rock no hard club. Pela ordem do disco de 1981, “À Flor da Pele”, segue essa mesma noite de glória no Porto.

Um trabalho de 5 semanas para trazer a palco estes 2 álbuns míticos da banda de Almada. Irreverente em palco, António Manuel Ribeiro confessa que nunca pensou estar ali (em palco) ao fim de 35 anos.

Pelo meio e longe das loucuras do início da década de 80, apela para que o fumo esteja ausente do concerto como forma de respeito com os músicos em palco.

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De 1981 para 1988, as noites mais alegres da carreira de António Manuel Ribeiro seguem percurso com “Noites Negras de Azul”.

Passam a fronteira, frequentam bares duvidosos na escuridão que ensombra uma “Rua do Carmo” à “Nove anos”. Algumas etapas destapadas nesta aventura saudosista, mas acima de tudo revivalista.

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Se António personaliza a banda, os UHF são estes músicos em palco segundo o próprio, e apenas, e só, estes músicos conseguiam trazer estes discos a palco.

O palco, o eterno lugar onde Antonio Manuel Ribeiro vive desde que descobriu, lá no longínquo ano de 1980, que era, no palco que iria viver.

Expressivo, poético, sonhador e até neurótico faz questão de afirmar que este concerto é apenas e só para conhecedores, não há aquela...

As noites são negras de azul “Na tua cama” onde as gozam, consomem e onde cada um comportasse com quiser… É um concerto, que afinal é um disco, a tocar em modo continuo.

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Emocionado, sente-se em casa com um público homogéneo e eufórico.

Fala da moral, da moral da década de 80, uma moral que é uma questão muito volúvel, a propósito de algumas canções proibidas que o eram por causa da moral, mas que muda através das gerações e que não passam de dias cinzentos, numa lenta bebedeira como atenta a canção…

 

Noites de glória e de nervos, aquelas que recorda, com as passagens pela cidade do porto, a propósito de uma primeira parte do concerto de Elvis Costello. Para António Manuel Ribeiro, 38 anos de carreira celebrasse em palco e o Porto (sempre) foi o grande bastião de fãs da banda. Canções e público fiel, uma legião desde 1981 que celebra e apoia, uma causa que a música é, e que sem música não existe público.

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Em modo acústico, António Manuel Ribeiro é acompanhado a guitarra por isqueiros, sim isqueiros acessos a lembrar esses tempos que ficaram para trás.

 

A fechar os 3 lados b dos singles de 1981 e fica a pergunta no ar... “Quem irá beber comigo” está noite?

Do encore, restam apenas 3 canções com o esperado “Foi no Porto” a abrir, um inédito e a apoteose final ao som dos “Cavalos de Corrida

 

Em noite de consagração, a memória de um rock que mudou uma geração pôs revolução foi soberana. Um conjunto de músicos que teve que reaprender as canções que estavam nas longínquas memórias de uma década única para a música portuguesa. Amanhã seguem para Sintra onde as memórias e a aventura continua.

 

Alinhamento:

- Rua do Carmo

- Rapaz Caleidoscópio

- Nove e trinta

- (Anjo) feiticeiro

- Modelo Fotográfico

- Rola Roleta

- Geraldine

- Ébrios

- Nove Anos

- Completamente infiel

- Quero estoirar; e uma oração

- Noites negras de azul

- Na tua cama

- Em violência

- Sonhos na Estrada de Sintra

- Íntimo

- (vivo) na fronteira

- Noite dentro

- Quem irá beber comigo

 

- Foi no Porto

- Tudo o que é nosso

- Cavalos de Corrida

 

Fotografias e Reportagem: Paulo Homem de Melo

Camané e Mário Laginha… O fado revisitado

Um piano e uma voz. Não é preciso mais nada.

E se o piano for tocado por Mário Laginha e a voz for a de Camané, o que chegava para fazer um bom encontro musical, passa a ser argumento bastante para se esperar algo de muito especial: o fado revisitado!

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Que não só sobrevive fora do seu núcleo instrumental mais canónico, como ganha novas competências e se enriquece, sem perder nada do que lhe é essencial, inclusive a carga simbólica que o associa à chamada “alma nacional”. Mário Laginha e Camané - outra forma de dizer “genial” a tocar e cantar o fado.

 

Cine Teatro Estarreja

3 de Dezembro 2016 | 21.30h

Bee Gees assinam contrato com a Capitol Records

Os Bee Gees, um dos grupos mais bem-sucedidos comercialmente e aclamados na história da música popular, assinaram um acordo de longo-prazo com a Capitol Records que abrange todo o catálogo de música gravada pelo lendário trio. Além dos 22 álbuns de estúdio e de várias bandas sonoras, como o grande sucesso “Saturday Night Fever”, o acordo inclui ainda os direitos de várias compilações, gravações inéditas e projetos audiovisuais.

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A Capitol Records, em conjunto com a Universal Music Enterprises (Ume), Barry Gibb e os patrimónios dos membros cofundadores Robin Gibb e Maurice Gibb, vão levar a cabo uma série de campanhas que pretendem revigorar o ilustre catálogo dos Bee Gees. Como Steve Barnett, CEO do Capitol Music Group, explicou, “o catálogo dos Bee Gees é um dos mais estimados e importantes conjuntos de trabalhos na história da música gravada e estamos cheios de ideias que vão recordar aos fãs da sua importância, introduzindo o legado desta banda a novos públicos. Estamos muito orgulhosos pelo facto dos Bee Gees terem escolhido a Capitol como a sua nova casa.”

Segundo Barry Gibb, “toda a família está muito entusiasmada com este acordo. Estarmos rodeados pelos maiores artistas de sempre é uma experiência honrosa. Gostava muito que os meus irmãos estivessem aqui para partilharmos este momento.”

Esperam-se, por isso, muitas novidades em torno da fascinante obra dos Bee Gees

Nooj são os vencedores do Vodafone Band Scouting

Já são conhecidos os vencedores do Vodafone Band Scouting, casting que seleccionou duas novas bandas para atuar, no último fim-de-semana, no Vodafone Mexefest. Os eleitos são os Nooj, constituídos por Guilherme Almeida e Miguel Costa, que tocaram no sábado, dia 26, na Estação Vodafone FM – Estação Ferroviária do Rossio e que ganham agora a oportunidade de gravar um álbum com a editora HAUS.

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Num ano em que a decisão foi “particularmente difícil devido à qualidade dos finalistas”, o júri – constituído por elementos da Música no Coração, da Vodafone FM e da editora Haus – destacou “a veia punk, a sujidade conseguida só por uma guitarra e uma bateria e as opções sonoras” dos Nooj, numa altura em que “não há muitas bandas nacionais a fazer garage rock em português”.

 

Com esta vitória, além de poderem gravar o primeiro longa duração no estúdio da HAUS, os Nooj vão agora beneficiar de acompanhamento de carreira por parte de músicos como Joaquim Albergaria (Paus e Vicious Five), Hélio Morais (Paus e Linda Martini), Fábio Jevelim e Makoto Yagyu (ambos dos Paus)

Caminhos Film Festival… Vencedores 22ª edição

Os vencedores da XXII edição dos Caminhos Film Festival, já foram anunciados e os filmes “Zeus” de Paulo Filipe Monteiro e “Cartas de Guerra” de Ivo M. Ferreira são os que arrecadam mais prémios. O Grande Prémio do Festival Portugal Sou Eu, foi atribuído a “Chatear-me ia morrer tão joveeem…”, de Filipe Abranches.

A cerimónia de entrega de prémios decorreu no dia 26 de novembro às 21h45 no Teatro Académico de Gil Vicente.

01

O júri da Selecção Caminhos, constituído por Rita Salema, Paulo Peralta, João Tordo, Luís Gaspar, Teresa Tavares e Margarida Leitão decidiram por unanimidade os vencedores da principal secção do festival. O Grande Prémio do Festival, Portugal Sou Eu, foi atribuído a Filipe Abranches por “Chatear-me-ia Morrer tão Joveeeeeeem…” que o júri premiou pela actualidade e pertinência do tema e originalidade do traço do seu autor.

02

O filme “Cartas de Guerra” recebeu o galardão de Melhor Longa-Metragem pela recriação poética, literária e humana do avassalador passado colonial português, o Melhor Argumento Adaptado para Ivo Ferreira e Edgar Medina, pela corajosa interpretação do universo pessoal de um dos maiores escritores portugueses. O filme foi ainda premiado com prémio Melhor Som (Tiago Matos e Ricardo Leal), pela complexidade das texturas na recriação de um ambiente de guerra na África Portuguesa, a Melhor Montagem (Sandro Aguillar), pelo minucioso trabalho de coerência e construção narrativa e ainda o galardão para Melhor Fotografia para João Ribeiro pela poderosa criação de uma identidade visual de Portugal e das colónias durante a Guerra do Ultramar.

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Já o filme “ZEUS” arrecadou 4 galardões nas categorias de Melhor Actor atribuído a Sinde Filipe pelo compromisso e seriedade na interpretação de uma importante personalidade da História de Portugal e Melhor Actor Secundário a Miguel Cunha pela complexa e inteligente composição com que desempenha um retrato fidedigno a uma época. O filme recebeu ainda os prémios para Melhor Caracterização, Sara Menitra, pela qualidade de reconstituição do estilo de uma época, e Melhor Guarda-Roupa para Sílvia Grabowski pelo rigor, a qualidade e a criatividade do guarda-roupa.

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O Filme “Refrigerantes e Canções de Amor” arrecadou os prémios para Melhor Banda Sonora Original de Filipe Raposo, pela simbiose entre a música original e as canções que marcaram uma época e geração em Portugal e Melhor Direcção Artística de Artur Pinheiro pela construção de um divertido imaginário visual que dá cor à realidade.

05

A lista de galardões da Selecção Caminhos fica completa, com os prémios para Melhor Realizador, atribuído a Rita Azevedo Gomes por “Correspondência”, pela originalidade da abordagem ao universo da poesia portuguesa. O Melhor Argumento Original, para João Nicolau e Mariana Ricardo por John From, pelo potencial onírico e imaginário descoberto a partir do quotidiano. A Melhor Actriz, para Ana Padrão pelo seu desempenho no filme “Campo de Víboras”, pela composição intensa e brutal de uma mulher em situação limite. Melhor Actriz Secundária para Elizabete Piecho por “O Pecado de Quem nos Ama”, pelo retrato pungente, inesperado e transformador de uma mulher numa ruralidade opressiva. O Prémio Revelação atribuído a Leonor Teles por A Balada do Batráquio, pela coragem, aparente leveza e rebeldia com que aborda um dostemas mais preocupantes da actualidade. Melhor Animação para José Miguel Ribeiro por Estilhaços, memória das marcas profundas que são transmitidas geracionalmente.

06

O prémio Melhor Documentário para Rui Eduardo Abreu, Thierry Besseling e Loïc Tanson por "Eldorado", uma viagem crua e despojada pela realidade da emigração e da saudade. Melhor Curta-Metragem foi para Cristele Alves Meira por Campo de Víboras, pela genialidade da abordagem ao universo rude dos inadaptados. Por fim, a Menção Honrosa Curta-Metragem, que foi atribuída a Menina de Simão Cayatte pela originalidade do ponto de vista e a surpreendente construção narrativa.

 

Prémio do Público Chama Amarela para “Refrigerantes e Canções de Amor