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Glam Magazine

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A sensualidade de Céu… (Reportagem)

Entre a terra e o Céu, definitivamente o Céu ganhou numa noite cheia de sensualidade.

Do Brasil, céu trouxe “Tropix”, o seu quarto disco onde o registo groovie jazz impera numa sucessão de ritmos quentes e sensuais.

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Singela mas transpirando sensualidade, Céu traz o pecado, o amor e a traição. Joga com as palavras rebuscando samba onde ele não existe, pecando com as letras da mensagem a transmitir, como se o diabo estivesse no(a) Céu.

As fragilidades reais de uma vida amorosa atribulada acabam por ser transmitidas em palco, mesmo de cara lavada como Céu canta, de um forma expressiva e emotiva, qual diabo no Céu.

Sob uma varanda suspensa, Céu envolve o ambiente numa homenagem a todos os latinos, seguindo caminho pelas sonoridades anglo saxonica a apelar por uma mudança.

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Leva os pecados até 2005, com menino bonito, do seu primeiro disco num registo de irreverência musical única, acentuando o ritmo groovie jazz sempre assente num linha de baixo envolvente, tal como a sua presença em palco.

Segue com os pecados do amor ao longo do concerto até ao infinito do encore, onde a devassa do morte se faz sentir como o terminar de uma aventura algo sombria.

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Se no primeiro dia Mayra envolveu o público, Céu neste segundo dia envolveu sobretudo a sua música.

Céu segue hope para o Vodafone Mexefest..

 

Reportagem (Texto+fotografias): Paulo Homem de Melo

Vicente Amigo traz Andaluzia a Aveiro (Reportagem)

E ao 2º dia de Festival, Vicente Amigo abre a noite no Teatro Aveirense.

Falar de flamengo é falar de Espanha, da Andaluzia essa duas tradições, de nómadas e aventureiros que partiam em busca de novas vivências para outras regiões de Espanha.

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Vicente Amigo foi tudo isso ao longo de 60 minutos onde a cultura Andaluza se espelhou em palco através do dedilhar da guitarra de Vicente, que também é Amigo e chega de Córdoba. Ritmos fortes, violentos ou dramáticos espelham a realidade de uma região única a sul da península.

A música, por vezes contagiante, serve acima de tudo para apurar a nossa sensibilidade sensorial, de ouvir e transportar a nossa mente e pensamento, quer para um imaginário cinematográfico de Pedro Almodovar, ou para um simples “passeio” por terras andaluzas.

As vielas sujas e sombrias de Sevilla surgem como magia nesse passeio idílico com a guitarra sempre a marcar passo, e sem grande dificuldade visionamos um grupo de músicos, queimados pelo sol mediterrânico, que seguem viajam com Vicente e com os nossos sentidos até à sua cidade Natal, Cordoba.

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Ao longe avistamos as planícies, cobertas de tons dourados no final de um Outono ameno, onde a vida corre devagar, e onde o canto andaluz impera juntamente com a guitarra e a percussão. No final a guitarra descansa, as vozes calam-se e estamos de volta, a um lugar de onde não saímos mas que a guitarra nos levou a viajar.

 

Reportagem (Texto+fotografias): Paulo Homem de Melo

Jorge Palma é o convidado do primeiro Concerto Surpresa Vodafone

O Vodafone Mexefest faz-se de dois ingredientes essenciais: um cartaz de qualidade inegável e a descoberta de salas icónicas da cidade de Lisboa. Sempre com novidades à mistura. A edição deste ano não é exceção e, além do já anunciado Vodafone Cuckoo (com Moullinex + Da Chick e Capitão Fausto) e as Vodafone Vozes da Escrita (sessões de leitura com Carlão, Mike el Nite, Fuse e Da Chick), o Vodafone Mexefest vai oferecer à cidade dois Concertos Surpresa, com entrada livre mesmo para quem não tem pulseira do festival. 

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O primeiro destes Concertos Surpresa Vodafone acontece hoje, às 20h45, no Largo São Domingos (junto ao Teatro Nacional D. Maria II) e o artista convidado é Jorge Palma.

Para o Vodafone Mexefest o músico preparou um espetáculo acústico e intimista, que antecipa os seis concertos de comemoração dos 25 anos do álbum “Só” que realiza nas próximas semanas. A não perder.

Sérgio Godinho em Concerto/recital com Filipe Raposo e Ensemble de Flautas de Loulé

Integrado no ciclo “O Longe É Aqui”, Sérgio Godinho apresentará no Cine-Teatro Louletano no próximo dia 30 de Novembro um concerto/recital de características inéditas – a partir do seu vasto repertório, uma selecção de temas irão ser interpretados com o pianista Filipe Raposo e a participação do Ensemble de Flautas de Loulé. Tratar-se-á assim da estreia absoluta de uma formação com estas características sonoras e um momento único na reinterpretação de canções que habitam o nosso imaginário mas que jamais ouvimos neste formato musical.

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Os arranjos para esta formação de características barrocas foram efectuados por Filipe Raposo, sendo a selecção de temas efectuada em colaboração com Sérgio Godinho com a preocupação de escolher as canções que, sendo representativas da sua criação, melhor se adaptariam a um acompanhamento tão específico como este. O resultado é surpreendente e cativante, abrindo uma nova porta na “descoberta” de temas como “O galo é o dono dos ovos”, “O elixir da eterna juventude”, “Fotos do fogo”, “Dancemos no mundo” ou “Cuidado com as imitações”, entre outros.

 

O ciclo “O Longe é Aqui” é uma iniciativa do Cine-Teatro Louletano com o objectivo principal de promover encontros estimulantes e lançar desafios criativos entre, de um lado, reconhecidas figuras a nível nacional e, do outro, artistas e grupos/associações culturais do concelho de Loulé ligados às artes performativas, com especial destaque para a música nos seus variados quadrantes.

 

O Ensemble de Flautas de Loulé foi constituído em Dezembro de 1994 por alunos da Escola de Música do Município de Loulé, sob orientação do professor Francisco Rosado. Gravou até ao momento três cd’s com peças da Idade Média ao século XX e tem participado em todas as edições dos Encontros de Música Antiga de Loulé – Francisco Rosado bem como te realizado apresentações um pouco por todo o país em contexto académico, em igrejas e noutros espaços e eventos culturais. Nesta apresentação com Sérgio Godinho e Filipe Raposo, o colectivo será dirigido pela professora Ana Figueiras.