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Glam Magazine

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Rafael Lapa pop experimental em estado puro…

Nem Tudo É Real” é não só a constatação de um facto como também o título do disco de estreia de Rafael Lapa, a editar em Fevereiro de 2017. Depois de ter acompanhado vários projectos de amigos e colegas de profissão chegou a vez de apresentar ao público nacional todo o seu talento em estado puro. O seu primeiro single, “Parte de Mim”, realça as letras intrincadas e profundas e a fusão perfeita entre a pop de travo experimental e a música alternativa, provando que ainda existem caminhos por desbravar na música portuguesa.

Rafael Lapa

Viseu é não só a segunda maior cidade da zona Centro, logo atrás de Coimbra, como também a capital do respectivo Distrito. Entre os seus filhos mais ilustres contam-se homens e mulheres das mais variadas áreas, sendo que, a partir de agora, esse leque de personalidades está prestes a aumentar. É que por entre a adesão de oficial de Portugal à então CEE e o escândalo do Mundial do México’86 nasceu Rafael Lapa.

Desde cedo que a música o fascinou, acalentando secretamente o desejo de também ele, um dia, pisar os palcos e cantar perante multidões. Aos seis anos dá um pequeno grande passo rumo ao seu objectivo quando inicia o seu percurso no conservatório. A música ocupou sempre uma grande parte da sua vida, dividindo a infância e juventude entre o piano clássico e a guitarra Jazz. Ao longo dos últimos anos colaborou com várias bandas e projectos, tendo subido inúmeras vezes a palco para acompanhar talentosos amigos e colegas de profissão um pouco por todo o país.

Aos 30 anos de idade surge finalmente a sua primeira aventura a solo: “Nem Tudo É Real” é o título do seu disco de estreia, sendo de esperar um conjunto de temas onde a forte mensagem combina na perfeição com melodias cuidadas e relaxantes, num autêntico cruzamento de influências pop, jazz e experimental, onde a língua portuguesa é a força motriz.

A edição é da responsabilidade da Music For All.

Bruno Mars… e a 24K Magic World Tour em Portugal…

Vencedor de vários prémios Grammy e mundialmente reconhecido, o artista multi-platinado, Bruno Mars, revelou detalhes da sua longa digressão mundial em nome próprio - 24K Magic World Tour (twenty-four karat magic tour). A magia passa por Lisboa a 4 de Abril no MEO Arena, e vai ficar até Junho na Europa com espectáculos em Londres, Paris, Madrid, Copenhaga, Zurique entre outras cidades.

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A tour Norte Americana começa a 15 de Julho no T-Mobile Arena em Las Vegas, passando depois por mais de 45 cidades entre EUA e Canadá, antes de culminar em quatro noites no The Forum, em Los Angeles. Os bilhetes para a 24K Magic World Tour, produzida pela Live Nation, são colocados hoje, segunda-feira 21 Novembro, à venda.

 

A 24K Magic World Tour celebra o tão antecipado novo álbum, “24K Magic” (twenty-four karat magic), com edição na passada sexta feira, 18 Novembro pela Atlantic Records. A 24K Magic World Tour marca a primeira longa digressão de Bruno Mars desde o enorme sucesso da Moonshine Jungle World Tour, um blockbuster internacional que vendeu mais de 2 milhões de bilhetes mundialmente em 155 datas esgotadas, incluindo Portugal.

O múltiplo vencedor de prémios GRAMMY® e 20 vezes nomeado para um GRAMMY®, Bruno Mars já vendeu mais de 170 milhões de singles e mais de 26 milhões de álbuns mundialmente, o que faz dele um dos artistas com mais vendas de sempre.

O cantor aclamado pela crítica, escritor, produtor, director e músico, dominou recentemente as tabelas com o hit single mundial “Uptown Funk.” O RIAA (Recording Industry Association of America) certificou o single com o estatudo de diamante, por ter feito história como o single que mais tempo liderou o Billboard “Hot 100” dos anos 2010s, e é somente o décimo single na tabela, que tem 57 anos de história, a passar 14 semanas no primeiro lugar. “Uptown Funk” recebeu um sem número de honras entre as quais, três prémios GRAMMY® 2016, incluindo o muito cobiçado “Álbum do Ano”. Mais, o videoclip de “Uptown Funk” recebeu o prémio 2016 MTV Video Music Award para “Melhor Vídeo Masculino.”

 

Mars voltou ao palco do intervalo do Super Bowl em Fevereiro, para actuar junto de Beyoncé e Coldplay. A sua performance histórica em 2014, fez história na NFL sendo o segundo intervalo do Super Bowl mais visto de sempre, arrecadando uma audiência recorde de mais de 115.3 milhões, tudo isto sendo o artista mais novo a apresentar-se como o único cabeça de cartaz do Super Bowl Halftime.

 

SMSF 2017… Mão Morta e Urfaust encabeçam novas confirmações

Já com Orphaned Land, Wolfbrigade, Fuse, Hypothermia e Process of Guilt em cima da mesa, é com mais um role de confirmações que nos aproximamos de 2017, ano de regresso de mais um SMSF Beja. Sempre com o propósito de alargar o léxico das linguagens mais negras da expressão musical, acresce agora ao alinhamento já anunciado o nome mais essencial do rock mais pesado, denso e transformista da história da música nacional: não estão a perceber mal, que é de Mão Morta que falamos.

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A maioria das questões de ranking em música são puramente subjectivas. No que toca a Portugal há no entanto uma questão que nos parece ter solução completamente objectiva: que os Mão Morta são a maior banda de rock da história do país. Da auto-titulada estreia cheia de no wave, passando por dias bem mais carregados de guitarra durante grandes discos como “O.D. Raínha Do Rock & Crawl” e “Mutantes S.21”, até ao significativo salto dado em arranjos e capacidade experimental exibidos em “Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina O Ar Se Tornou Irrespirável” e “Primavera De Destroços”, sempre tiveram aquela elusiva capacidade de se reinventarem sem perder qualquer tipo de relevância. Tal foi demonstrado recentemente com a sensibilidade pop de “Pesadelo Em Peluche” (um autêntico “como fazer” de pop-rock, boa sorte a encontrar um melhor exemplo do género em Português na última década) e a agressiva confrontação de “Pelo Meu Relógio São Horas De Matar” de 2014.

 

Ao incontornável colectivo de Braga acrescem, ainda, os holandeses Urfaust, que canalizam quantidades inebriantes de toxinas no seu ritual black metal, e os seus pares irlandeses Malthusian, que injectam doses extra de death nas intenções épicas do género. Quando os Urfaust tocaram pela primeira vez em Portugal em 2011, prometeram um ritual de necromancia, satanismo e intoxicação. O que poderia não passar de uma chamada vazia vindo de mãos menos capazes não mais era que um metafórico aviso do que aí vinha. Os concertos do duo são realmente do mais ritualista a que temos assistido e entram frequentemente numa registo de imprevisibilidade intoxicada, daquela que tende a tornar cada ocasião num evento único. A banda regressou recentemente às edições com o hipnotizante “Empty Space Meditation”, onde condensam o melhor das explorações ambientais de “Apparitions” com a explosividade única que haviam atingido em 2010 com “Der Freiwillige Bettler”. Pese a clara evolução constante da sonoridade, no fim do dia os Urfaust são black metal reduzido ao seu esqueleto, transformado numa questão minimalista e intoxicante, como estará seguramente em plena exibição quando os clochards se congregarem uma vez mais na edição 2017 do SMSF.

 

Com o aumento da disponibilidade de meios tecnológicos para produção musical veio uma tendência para gravações mais limpas, o que nem sempre funciona. Às vezes é mesmo preciso manter uma aura podre no ambiente geral, não obstante o quão profissional é a gravação. No que diz respeito ao death metal, mais concretamente às suas putrefactas variante blackened, algumas bandas hoje em dia parecem compreender isto de forma perfeita. Bandas como Portal, Grave Miasma e os Irlandeses Malthusian. Formados em 2012 por actuais e ex membros de Altar Of Plagues, Mourning Beloveth e Wreck Of The Hesperus, não demoraram muito a deixar intenções claras, com uma demo devastadora no ano seguinte e o EP “Below The Enginform” em 2015.

 

Por fim, os romenos Clitgore trazem um pouco de parvoíce pornogrind até Beja, enquanto que os conimbricenses Tales for the Unspoken vêm testar o impacto do seu groovemetal a Sul. Não há festa que se compare a uma festa grindcore, certo? Não o grind sério, nada de coisas como Napalm Death ou Brutal Truth, não, estamos a falar do tipo de concerto descrito de forma clássica como “vamos desligar o cérebro e arruinar-nos”. Esse grindcore, o mesmo que já disparou festividades para patamares mais elevados em muitos fins de noite em festivais de música extrema espalhados pelo mundo (ou todos os dias a toda a hora se estiveres a pensar no Obscene Extreme). Para cumprir esse propósito no SMSF 2017 vêm os Clitgore, trio Romeno obcecado por pornografia.

 

Para muitos géneros estarem onde estão hoje, foi preciso puxar as coisas até ao limite antes. Exemplo disso, os Tales For The Unspoken, não obstante soarem bastante diferente de bandas old school death metal, não teriam o som que têm sem ele, já que seguem as mesmas pegadas que muitas bandas de metalcore trilharam antes. É um caminho que se começa a delinear a partir da cena de death melódico, leva uns perfumes de outras variantes de old school e converge numa arena cheia de groove onde a modernidade é elemento chave. Assim fica a melhor tentativa de prever o que o multi nacional quarteto baseado em Coimbra trará ao SMSF 2017, uma abordagem despudoradamente moderna ao metal.

 

O SMSF Beja 2017 decorre no Parque de Merendas da cidade alentejana de 8 a 10 de Junho

IX Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA

Esta quarta-feira, 23 de novembro, às 18h30, realiza-se a IX edição do Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas. Criado em 2008, este prémio visa reconhecer o mérito artístico e a excelência do trabalho de interpretação de atores e atrizes nacionais em longas-metragens de ficção, sendo atribuído um Prémio de Melhor Atriz ou Ator Principal e um Prémio de Melhor Atriz ou Ator Secundário.

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A singularidade deste prémio consiste no facto de se tratar de um prémio inter pares, para atores atribuído por atores. Este ano, o júri é constituído por António Capelo, Miguel Guilherme e Rita Blanco. Além do troféu, os vencedores recebem €3.000 e €2.000, valores correspondentes ao Prémio de Melhor Atriz/Ator Principal e Prémio de Melhor Atriz/Ator Secundário, respetivamente.

 

Durante o evento será ainda exibida a curta-metragem "Pedro", de André Santos e Marco Leão, apoiada pela Fundação GDA, que estreou no Festival Curtas de Vila do Conde e tem andado a percorrer vários festivais nacionais e internacionais. Em edições anteriores, o Prémio Atores de Cinema Fundação GDA distinguiu Maria do Céu Guerra, Pedro Inês, Rita Durão, Paulo Pires, Dalila do Carmo, Ângelo Torres, Fernando Luís, Nuno Lopes, Rita Martins, Leonor Baldaque, Eugène Green, São José Correia, Soraia Chaves, Virgílio Castelo, Anabela Moreira, Tiago Rodrigues, Ivo Canelas e José Eduardo.

 

A Fundação GDA tem por missão a valorização e dignificação do trabalho e das carreiras dos artistas – atores, bailarinos e músicos -, bem como o seu desenvolvimento humano, cultural e social. Esta missão concretiza-se num conjunto de programas e iniciativas focados na ação cultural, na ação social, na ação institucional e na formação. O objetivo é favorecer a diversidade e a participação cultural, a criação de uma rede solidária de assistência social e, ainda, a promoção e divulgação dos direitos dos artistas, contribuindo desta forma para o desenvolvimento em Portugal da economia da cultura e do setor criativo.

 

Piece of Cake… Apresentação do 2º single e vídeo “Deep (Into The Sea)”

Piece Of Cake são uma banda Portuguesa que funde uma grande variedade de influências musicais, passando do rock ao tradicional. Lito Pedreira (baterista e produtor) reuniu os músicos Pedro Henrique (voz), o Ivan Pedreira (baixo Elétrico) e o Rodrigo Almeida (guitarra elétrica) e gravam o primeiro disco de originais “Fears on Fire”. Mário Peniche passa a integrar a banda como baixista em 2016.

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Piece of Cake” surgiu da inspiração que tínhamos para passar uma palavra de esperança e energizar quem ouça a sua música. Sendo alegre, é um trabalho controverso e profundo, com uma linguagem provocadora e até  romântica, onde percorridas as 11 faixas, são ouvidos temas da nossa atualidade, tão comuns no rock refrescando assim a “nossa” identidade tão taciturna.

Para se compreender o conceito de “Piece Of Cake” terá de se descrever que os estilos musicais que se fundem nesta banda, são estilos que estão ligados intrinsecamente por uma origem comum. A versatilidade de "Piece of Cake", leva-nos ao encontro de outras sonoridades, sem nunca perder a sua verdadeira essência... Depois do single “Fears on Fire”, apresentam agora o vídeo e 2º single “Deep (Into The Sea).

A Galàxia pop luminosa de Daniel Moon

O cantautor Daniel Moon acaba de lançar “Give More”, um novo single que o vê explorar as potencialidades da canção pop em formato jazzístico, com uma big band por trás. O tema antecede a edição de um novo EP, o segundo do seu percurso musical - sucessor de “Precious Love” (2015), que verá a luz do dia no primeiro semestre de 2017, a ser distribuído em formato físico com a chancela da Music For All.

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A aventura de Daniel Moon no atribulado e exigente mundo da música inicia-se sete anos após o seu nascimento. Foi precisamente com essa tenra idade que começou a ter aulas de piano, um instrumento tão complexo quanto encantador e tão desafiante quanto versátil.

Apenas dois anos mais tarde entra na Escola de Música do Conservatório Nacional, mais concretamente para o 1º Grau. O seu esforço e paixão pela música permitiram-lhe concluir com mérito oito graus, obtendo assim o merecido, e recompensador, diploma.

É neste fase que a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal entra na sua vida. Durante os dois anos seguintes dedica-se afincadamente ao piano e à voz, perseguindo o objectivo de entrar no Ensino Superior de Jazz. E se até então o objectivo parecia de difícil concretização tudo viria a mudar quando, em pleno ano de 2010, começa a frequentar a Licenciatura de Jazz, na Variante de Piano, na Universidade de Évora. É por entre as arrebatadoras paisagens alentejanas, e o seu característico calor, que conclui com sucesso a referida licenciatura, concretizando assim uma das suas maiores ambições pessoais.

A fase inicial da sua carreira é marcada pela participação em diversos eventos musicais. Do Dia Mundial da Voz a celebrações de matrimónios, de membro de projectos de escola a parte integrante de bandas com os seus próprios originais e até de pianista num hotel a autor de música ambiente para espaços públicos, passou por de tudo um pouco, tornando este num período fervilhante e marcado por uma aprendizagem constante.

Norberto Lobo apresenta “Muxama” no Auditório da Biblioteca Muncipal Almeida Garrett (Porto)

Não foram poucas as provas dadas por Norberto Lobo do seu talento, quer em nome próprio, quer em colaboração, as variáveis introduzidas raramente alteram o valor final, consumado uma vez mais no novo álbum “Muxama”. É, de resto, esse o mote para o regresso do guitarrista até à Invicta a 9 de Dezembro, altura em que se estreará no palco do Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Palácio de Cristal.

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photo: Clarita Phiri​

 

 

Com as referências norte-americanas a pesar cada vez menos nos dedilhados de Norberto Lobo, “Muxama” aprofunda ainda mais o caminho iniciado no anterior “Fornalha”, onde a descida a origens mais profundas, ao mais velho dos velhos continentes, leia-se 'África', catalizou a redescoberta da sua sonoridade. O guitarrista lisboeta encontrou-se e isolou-se de uma multidão de que sempre se destacou, sendo cada vez mais a nova referência que insistimos em procurar. Encontramo-lo, por isso e no mês que se segue, pelo Porto.

 

Auditório da Biblioteca Almeida Garrett (Porto)

9 de Dezembro 2016 | 21.30h

Savanna… Mini Tour passa por Ovar, Coimbra, Porto e Lisboa…

Os Savanna são filhos adoptivos de uma Lisboa surreal, nascidos nas beiras e empurrados para a capital por um bulldozer cheio de neons coloridos. Estes quatro rapazes unem as décadas de 60 e 70 na contemporaneidade praticando um exercício de acústica suja, analógico-espiritual repleto de melodias orelhudas e estranheza psicadélica.

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Após o lançamento do LP “Dreams To Be Awake”, que conta com singles como “Fancy Pants”, “Gods We Are”, “Safari” e “Hot Winds”, os Savanna apresentaram-nos uma versão profana dos Black Sabbath e o seu mais recente single “Get It Right”, desvendando assim a sua faceta mais dançável onde os sintetizadores dreamy são polvilhamos de explosões nervosas detonadas por guitarras indisciplinadas.

O quarteto composto por Miguel Vilhena, Tiago Vilhena, Pedro Castilho e Pedro Nobre inicia uma mini digressão com um concerto no Plano B no dia 25 de Novembro, sexta-feira. No dia 26 (sábado) a banda desloca-se à Casa do Povo em Ovar e termina o fim-de-semana em Coimbra no Aqui Base Tango. Esta viagem termina em grande no dia 2 de Dezembro na festa pontiaq no TimeOut Market no Mercado da Ribeira. Esta mini tour marca o regresso da banda aos palcos após a entrada de Pedro Nobre na Bateria. 

 

A banda prepara-se agora, em laboratório, o novo álbum perspectivado para 2017.

Antologia de Música Atípica Portuguesa…

Chama-se “Antologia de Música Atípica Portuguesa” é um disco que junta as novas tendências musicais nacionais com um pé no passado, rebuscando as tradições musicais nacionais. A desconstrução musical é o mote para este conjunto de edições de discos.

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Cada volume destes discos a editar a partir de Janeiro de 2017 terá sempre um tema como base, relacionado com a vivência sócio-cultural nacional, com temas populares interpretados por artistas emergentes da nova musica Portuguesa.

Este primeiro disco a temática recai sobre o “Trabalho”, trabalho do campo, trabalho no mar sempre ligado às mais ancestrais tradições nacionais.

 

Edição a 27 de Janeiro de 2017 em vinil (LP) e digital

 

Alinhamento do disco:

A1 - Live Low – “Antiplot”

A2 - Negra Branca – “O Espatelar do Linho”

A3 - EITR – “Cicuta”

A4 - Luar Domatrix – “Bocadinho de Alentejo”

A5 - Gonzo – “Agora Baixou o Sol”

B1 - Tiago Morais Morgado – “Laurindinha”

B2 - Filipe Felizardo – “Sede e Morte”

B3 - Gonzo & Luar Domatrix – “Já Nem Gritam No Calvário”

B4 - Von Calhau – “Pecunibal 4’06’’”

B5 - Peter Forest – “A Maria Cavaca”

Livro… “Os Pobres” de Maria Filomena Mónica

Há muitos livros sobre a pobreza… sobre as suas causas e sobre a forma de a combater. Alguns são certamente interessantes, mas não era sobre a pobreza em abstracto que a autora desejava escrever, mas sobre os pobres tais como ela os ‘descobrira’, aos 16 anos, num bairro da lata onde as freiras do colégio que frequentava a levaram para que as meninas ricas, grupo a que pertencia, aprendessem a ser caritativas.

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O livro não se limita a falar dos pobres em Portugal.

Outros países são referidos, tendo no final a autora concluído existirem quatro tradições no que a este problema diz respeito: a católica (Portugal), a jacobina (França), a aristocrática (Inglaterra) e a meritocrática (EUA). Apesar de baseada numa bibliografia longa, a obra tem um tom intimista, o que torna a sua leitura fascinante.

 

Maria Filomena Mónica nasceu em Lisboa em 1943. Licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa, 1969, e doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford, 1978. Actualmente, é Investigadora Emérita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Autora de artigos na imprensa periódica e de séries para a televisão. Entre outros, publicou os seguintes livros: “Educação e Sociedade no Portugal de Salazar”, 1978, “Visitas ao Poder”, 1993; “Vida Moderna”, 1997; “Os Filhos de Rousseau”, 1997; “Eça de Queirós”, 2001; “Dicionário Biográfico Parlamentar”, 1834/1910, (org.), 2004; Bilhete de Identidade, 2005; D. Pedro V, 2005; Cesário Verde, 2007; “Fontes Pereira de Melo”, 2009; “Os Dabney: Uma Família Americana nos Açores (org)”, 2009; “Vidas”, 2010, “Os Cantos”, 2010, “A Morte”, 2011, “A Sala de Aula”, 2014 e “A Minha Europa”, 2015.

 

Edição: A Esfera dos Livros