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Glam Magazine

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Porto/Post/Doc Festival de Cinema Internacional de 26 de novembro a 4 de dezembro 2016 no Porto

Em 2016, o centro da programação é o cinema sensorial, um conceito que convoca novas tecnologias digitais e abordagens inovadoras ao mundo, o sensorial estará presente em diversos filmes, tanto na Competição como em outros programas. Mas o grande foco estará na retrospetiva que o festival dedica ao Sensory Ethnography Lab, da Universidade de Harvard, um dos laboratórios de documentários mais entusiasmantes da última década. A acompanhar este foco, serão exibidos os filmes poéticos da cineasta checa Jana Ševcíková, que tem investigado certas comunidades esquecidas do Leste Europeu. Será a primeira vez que é feita uma retrospetiva de Jana Ševcíková em Portugal e será, certamente, uma descoberta cativante.

Também em foco no Festival estará o cineasta brasileiro Eryk Rocha com uma retrospetiva integral do autor de uma secreta, mas poética filmografia, por onde passam os grandes acontecimentos da histórica recente do Brasil. Mostrará também, em estreia nacional, o muito aguardado filme "Cinema Novo".

ppd16 poster.jpgA Competição, um dos pontos mais importantes da programação do Porto/Post/Doc, apresenta este ano trezes filmes que contam “histórias reais”, a partir de diversas temáticas (há cinema sem imagens em movimento, cinema realizado à distância e pela mão de desconhecidos, cinema de histórias criadas pelos protagonistas, cinema sobre o tempo antes da ação) e geografias (desde o Japão. Argentina, passando pela Coreia do Norte ou Marrocos), e que representam o melhor do cinema contemporâneo, em que o documentário e a ficção se assumem como formas híbridas. Destaque para os dois filmes portugueses que integram o programa de competição: "Eldorado XXI" (2016) de Salomé Lamas, um filme rodado na remota aldeia peruana de La Rinconada y Cerro Lunar e "Tarrafal" (2016) de Pedro Neves que propõe uma viagem intensa pelo passado e pelo futuro do Bairro S. João de Deus, num documento vivo da história recente da cidade do Porto.

 

O Fórum do Real estará de regresso para um seminário de um dia, com três diferentes painéis, que discutirão a experiência e o cinema sensorial, a partir do foco no Sensory Ethnography Lab. Estarão presentes académicos, críticos, sociólogos e cineastas, debatendo o tema a partir das suas áreas do saber. Esta edição terá a participação de: Isabel Capeloa Gil, Nuno Faria, Bruno Monteiro, Catarina Alves Costa, Rodrigo Lacerda, Cornelia Lund, Thomas Weber, Iván Villarmea Álvarez, Sérgio Dias Branco, Justine Duay, Joana Pimenta, Salomé Lamas, Gastón Solnicki, Christophe Bisson e Nuno Lisboa.

 

Este ano, a programação musical da secção Transmission – dedicada a filmes documentais sobre música, complementada com concertos – é feita em parceria com a editora e promotora Lovers & Lollypops. Nesta secção vão ser apresentados, entre outros, os documentários sobre Filho do Mãe (um filme que documenta a produção do álbum Mosteiro de Santo André de Rendufe, em Amares) e de Capitão Fausto. No caso de Filho da Mãe, a exibição do filme será complementada com um concerto. No primeiro dia do festival, e em parceria com o Rivoli, haverá um concerto da artista suíça Aïsha Devi, no Understage, que cruza linguagens eletrónicas intimamente com a languidez do psicadélico. Está também definido outro filme “Raving Iran” sobre o movimento da música techno na noite iraniana. Destaque para a apresentação de "Gimme Danger" (2016) de Jim Jarmusch que, mais do que um documentário sobre os Stooges, nasce como um filme gerado por um autor que conhece extremamente bem a história do cinema e do rock: Jim Jarmush, que regressa ao documentário depois de "Year of the Horse", de 1997, sobre Neil Young e os Crazy Horse. Construído

 

O projeto Memoirs, desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, procura mapear as práticas artísticas sobre o período colonial feitas pela novíssima geração, que não viveu essa época. O programa vai contar com a apresentação de quatro documentários e com o lançamento do livro e website “Memoirs” de Margarida Calafate Ribeiro e António Sousa Ribeiro, que integrará um debate com Jorge Andrade, Ana Delgado Martins, moderado por António Pinto Ribeiro.

Nos últimos anos, o cinema português tem assistido à sua própria valorização, com uma presença cada vez mais considerável em festivais e mostras internacionais, mas também com prémios e galardões. O Porto/Post/Doc tem como uma das suas grandes missões trazer obras portuguesas para próximo do seu público, e a secção Cinema Falado é isso mesmo e mais ainda. Sendo assim, o espectro programático desta secção abrange uma seleção original e ambiciosa de filmes portugueses, mas não só, contando também com filmes estrangeiros falados em português ou sobre realidades portuguesas, como é o caso dos filmes "Having a Cigarette with Álvaro Siza" de Iain Dilthey, que retrata uma conversa com um dos mais conceituados arquitetos portugueses, e "Silêncio", de Christophe Bisson, sobre os sem-abrigo da cidade do Porto. Para completar a trilogia de filmes a exibir nesta secção, mostramos um novo autor português, Pedro Ferreira, que vai para fora, numa espécie de diário de bordo de uma viagem por vários lugares do mundo.

 

Nesta edição, o Porto/Post/Doc convida para a secção Cinefiesta três sessões em parceria os festivais Play-Doc de Tui, Mecal de Barcelona e CurtoCircuito de Santiago de Compostela. Este ano, são apresentados quatro autores fundamentais para entender o documentário espanhol contemporâneo: Andrés Duque, Eloy Domínguez Serén e Mauro Herce. Todos eles exploram questões relacionadas com a identidade cultural e com as novas paisagens que os seus filmes tentam retratar (a Suécia em Serén ou o Atlântico em Herce, por exemplo).

 

Este ano, pela primeira vez, o Porto/Post/Doc apresenta um programa dedicado a crianças e jovens: o Mini. O projeto educativo do festival, o School Trip, já deu mostras de ter um papel fundamental na articulação do Porto/Post/Doc com as escolas, mostrando filmes e promovendo masterclasses e workshops. Desta vez, o School Trip abre uma nova frente de batalha, o Mini, onde será dedicada uma programação pensada ao pormenor para os mais pequenos, com sessões de cinema e oficinas.

O Mini pretende ser uma porta de entrada para o festival, promovendo iniciativas pedagógicas, orientadas por uma equipa de profissionais. Em 2016, o Mini é composto por sessões de cinema e oficinas. A cineasta convidada desta edição do Mini é Leonor Teles, vencedora do Urso de Ouro para a Melhor Curta-Metragem no último Festival de Berlim, com Balada de um Batráquio, que será exibido conjuntamente com Rhoma Acans, o seu primeiro documentário. Leonor Teles conversará com o público depois da exibição dos seus filmes. Estão também previstas três oficinas sobre cinema e documentário. O projeto educativo Schooltrip, para além da habitual sessão com filmes da Escola Artística de Soares do Reis, terá também, pela primeira vez, uma competição de filmes de escola, representantes de universidades e politécnicos portugueses, mas também escolas estrangeiras. Serão cerca de uma dezena de filmes a concurso.

 

O projeto educativo Schooltrip é também a casa da programação Teenage, uma nova secção criada no ano passado, e por onde passarão filmes que se concentram nesse momento mágico do crescimento, em que a identidade instável permite dar novas asas à imaginação. Assim, serão exibidos documentários protagonizados por adolescentes e jovens, num género que assume a cultura pop como uma identidade central, mas permitindo outros grupos sociais desviantes. Estas sessões são um radar do futuro da humanidade. Como complemento a esta ideia, o Porto/Post/Doc assume como central a sua preocupação com os públicos mais jovens. Por isso mesmo, haverá também um júri Teenagecomposto por diversos alunos de escolas do Porto.

 

O Porto/Post/Doc procura também selecionar filmes com temáticas específicas que são exibidos em Sessões Especiais. Em 2016, regressamos com duas secções. Working Class Heroes, continuaremos, onde continuaremos a retrospetiva em curso do cineasta americano Lionel Rogosin. Doc is the New Black, onde voltamos ao mundo da moda para falar da incrível história de John Casablancas que mudou o paradigma das agências de modelos, lançando Crawford, Campbell, Evangelista — e assim nasceu a top model. Neste filme biográfico (que cose habilmente várias entrevistas, outros materiais de arquivo e até animação para recriar certos episódios) é o próprio que nos conta a forma acidental como entrou no universo da moda, e de como o seu berço de ouro e a sua posição privilegiada na alta sociedade foram essenciais.

 

O Porto/Post/Doc conta com Direcção de Dario Oliveira, Daniel Ribas e Sérgio Gomes. A programação de 2016 do Festival integra cerca de 100 filmes de 31 países e quatro continentes, sendo que destes 41 são longas-metragens e 44 são curtas-metragens, três serão apresentados em estreia mundial, três em estreia europeia e o Festival terá um total de 39 estreias nacionais. O Festival vai contar com a presença de cerca de 200 convidados nacionais e internacionais: realizadores, produtores, directores de outros festivais, jornalistas, entidades parceiras.

 

O Porto/Post/Doc conta, desde a primeira edição, com o apoio da Câmara Municipal do Porto e, desde o ano passado, com o apoio dos Vinhos Verdes que, agora, se assumem como patrocinadores do Grande Prémio Porto/Post/Doc by Vinhos Verdes, entre outras entidades parceiras. Os bilhetes para o Festival custam quatro euros por sessão (dois euros para menores de 18 anos e maiores de 65 anos), enquanto os concertos Transmission têm um valor de cinco euros e para o “OP \/\/\ AMP Showcase” tem um custo de três euros.

 

A entrada é livre no Fórum do Real, Happy Hours e nas Festas Transmission (até à lotação dos espaços).

 

 

Livro… “Ama-te Nível 2 - Assumir a Alma” de Gustavo Santos

Depois do enorme sucesso de vendas do livro “Ama-te”, que em apenas 7 meses vendeu mais de 20 mil exemplares e foi um dos best sellers de não-ficção do ano, Gustavo Santos continua a apologia da acção e da mudança  apelando à auto-estima e ao amor-próprio de cada um de nós.

Em “Ama-te Nível 2 – Assumir a Alma”, o autor oferece-nos mais 120 textos inspiradores “para continuares a mudar a tua vida”. A continuação de uma viagem iniciada lá atrás, com o compromisso de te ligar ao teu “Eu” mais subtil, para que possas alcançar “uma nova consciência da alma que és e do que vieste aqui fazer”. Um fenómeno a que não se pode ficar indiferente.

untitled.jpgGustavo Santos nasceu a 27 de maio de 1977. Assume-se como um homem feliz, portador de uma missão muito clara: ser uma das vozes do amor-próprio no mundo. A sua mensagem começa agora a afirmar-se mundialmente. Convidado para palestrar em diferentes países e, brevemente, com livros publicados noutras línguas, sente neste momento, e mais do que nunca, a importância de expandir, através do seu exemplo, a convicção do que se ganha quando assumimos quem somos, quando usamos a autenticidade como modelo de vida, quando nos entregamos ao respeito pela vontade própria e por cada vontade dos outros e, sobretudo, quando escolhemos viver a missão com que nos comprometemos. «Não é possível derrotar-te se não desistires.» Esta sua frase é o reflexo da vida que teve e tem. Nunca desistiu. Resistiu. Persistiu. Acreditou sempre.

E ao invés de ser derrotado, aliou-se ao sonho de mudar o mundo. Já publicou três romances e uma autobiografia sobre o amor incondicional. Com a chancela de A Esfera dos Livros publicou “Arrisca-te a Viver”, “Agarra o Agora”, “A Força das Palavras” e “Ama-te”. Este é o seu nono livro. Mais um sonho vivido, mais um passo dado na sua inspiradora missão.

 

Apresentações:

15 novembro, 19h, FNAC Colombo

26 novembro, 17h, FNAC Gaia

10 dezembro, 16h, FNAC Funchal

17 dezembro, 17h FNAC Santa Catarina

17 dezembro, 21h30 FNAC Marshopping

18 dezembro 16h FNAC Coimbra

 

Edição: A Esfera dos Livros

Alice no País das Maravilhas já é adulta

A Alice do Teatro Negro Nacional de Praga continua no País das Maravilhas, mas já é adulta. Pelas mãos da famosa companhia checa, a magia do conto clássico continua de onde Lewis Carroll parou, ganhando contornos modernos sem perder a identidade que o tem caracterizado ao longo dos anos.

361_1659_1.jpgUma evolução da milenar técnica chinesa de sombras, o teatro negro caracteriza-se pela escuridão do cenário, onde actores e adereços, iluminados por luzes ultravioleta, aparecem e desaparecem ao sabor da narrativa. Não verbal, o teatro negro combina diferentes disciplinas artísticas, como a mímica, o bailado e a acrobacia,  para criar uma experiência diferente de uma história tão bem conhecida.

 

É esta a essência do teatro negro que o Teatro Negro Nacional de Praga, com direcção artística de Pavel Marek, traz a Portugal, depois de excelentes críticas e salas cheias em mais de 30 países.

 

Centro Cultural de Belem (Lisboa)

6 a 8 Dezembro 2016