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Glam Magazine

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“Malha Urbana”… o regresso dos Brando Fel

A aventura dos Brando Fel começa a escrever-se numa tarde de Março de 2005 num encontro de interesses musicais entre Vasco Lima e Gonçalo Martinho, numa tarde livre, com uma garrafa de vinho, uma guitarra e um teclado. Desse primeiro encontro, onde se discutiram influências, ambientes musicais, estilos de escrita, resultou uma versão que estará para sempre ligada à criação desta banda. “Fim”, uma versão sobre um poema de Mário de Sá Carneiro, composto por João Gil e que foi celebrizado pelos Resistência.

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Mais um encontro e surgem os dois primeiros temas originais: “O mundo da mulher” e “Circo da demência”. E por aí adiante foram surgindo temas carregados de personagens disfarçadas de normalidade. Com o desenvolvimento deste trabalho de composição começa a surgir a ânsia de o partilhar com outros músicos. Assim, ao Vasco Lima e ao Gonçalo Martinho começam por juntar-se o Vasco Diogo (baixo), o Nuno Almeida (percussões) e o Diogo Andrade (bateria). Eram colegas, da aula de combo e de harmonia, no hotclube que os “albergou” durante algum tempo.

Neste período em que se construíam os arranjos das canções e se começava a burilar a identidade da banda, dá-se a primeira alteração na formação do grupo com a entrada de Miguel Caiado e saída do Diogo Andrade. Com esta alteração o Nuno passa para a bateria e o Miguel assume as percussões dos Brando Fel.

 “O Circo chegou à cidade!”… Era este o nome do espectáculo com que os Brando Fel se estrearam.  A estória que era contada, recriava uma família da máfia e tinha em Gambino o personagem principal. Este, contava/cantava histórias que podiam ser de amores, desamores, ódios de morte, fantasia, circo, amigos imaginários, porrada… enfim, tudo isto tinha lugar no espectáculo.

Após este período, a banda debate-se com uma “crise de identidade”. A que se junta a saída do baixista à época (Vasco Diogo).  E é aqui que aparece João Carmo. João Carmo traz com ele novas ideias, para além do bom conhecimento que já tinha dos Brando Fel. Traz ousadia, um som e estilo de tocar diferente do que estávamos habituados e estas novas características obrigam a que todos se adaptem. A bem da coesão da sonoridade, avançam para a gravação do EP “Brando Fel”.

Depois do EP de estreia lançado em 2012, o segundo disco surgia em 2013, “Grand Hotel”. 3 anos depois, surge agora em 2016, o sentir o espirito urbano, traz um novo registo “Malha Urbana”. “Bairro Alto” e “Alguma Coisa” foram os singles de apresentação deste novo disco.

Conjunto!Evite ao vivo no Sabotage Club…

Está já disponível o videoclip de "Ondas e Marés", segundo single do EP dos Conjunto!Evite, que vai ser apresentado ao vivo, dia 10 de Novembro no Sabotage Club em Lisboa.

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Gravado ao vivo na Taberna Tertúlia do Deboche em Santarém, com realização de Vasco Duarte e mistura de Rodrigo Alexandre, o vídeo foi lançado com a apoio da Shifter, e é uma boa amostra daquilo que a banda consegue fazer ao vivo, servindo de aperitivo para o concerto de apresentação do Ep Ondas e Marés em Lisboa. Para este concerto a banda convidou Davide Lobão, voz de bandas como O Bisonte ou Granada para abrir uma noite que promete ser memorável.

Este EP sucede ao seu primeiro disco Conjunto!Evite lançado em 2014 e revela a banda em duas facetas distintas, uma puramente instrumental a fazer lembrar os primeiros discos de Camel e outra onde as vozes carregam a música para um patamar emocional superior.

Foi gravado no estúdio A Casinha dos Xutos e Pontapés

 

Sabotage Club (Lisboa)

10 de Novembro 2016

Ciclo de Fado 2016 apresenta Sandra Correia…

A primeira vez que ouvimos Sandra Correia, fica-se "incomodado". Não se sabe bem o que se sente, que força é aquela que leva às lágrimas, que toca tão fundo. Apenas se sabe que se quer voltar a sentir…. a voz…

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photo: Paulo Homem de Melo

 

O seu timbre é uma espécie de melopeia vocal agri-doce, onde cada melisma se encaixa na perfeição em cada palavra cantada, traduzindo as intenções do poeta. A melismática serve a palavra, respeita a pauta do compositor, porém a voz segue um caminho seu. Estamos perante uma intérprete! Uma fadista plena de recursos e com o talento particular, daquilo a que Marceneiro apelidava de "estilizar". Ouvi-la num Fado Cravo, ou na matriz do próprio Fado, o Fado Menor, é a confirmação inequívoca: Sandra Correia não é apenas mais uma fadista no panorama artístico português, mas sim alguém a quem o Fado se apegou para garantir a sua continuidade enquanto "estilo".

Com Sandra Correia, o Fado ganha Verdade, até porque a sua voz, sendo nova, tem um sabor antigo, uma alma especial pouco vulgar nos tempos de hoje. Com um toque natural de grande classe, a Sandra é a personificação perfeita do Fado.

 

Forum da Maia / Grande Auditório (Maia)

25 de Novembro 2016 | 21.30h

A Rir é que a “gente” se entende (Reportagem)

Pelo segundo ano, o RI – Festival Nacional de Comédia animou as noites de Santa Maria da feira. Depois do sucesso da primeira edição em 2015, a segunda edição regressou entre os dias 2 e 5 de Novembro de 2016.

Uma edição mais alargada que confirmou o sucesso da primeira edição em 2015 e lançou bases a uma terceira edição a realizar em 2017…

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Constantino Soares foi o responsável pela abertura da 2ª edição na passada quarta-feira, quando brindou o público com o seu fado Humorístico. O dia 3 assistiu à inauguração da exposição de “cartoons” de Ricardo Campus que esteve patente no foyer do Cineteatro António Lamoso no decorrer do Festival. Pelo segundo ano, Ricardo Campus soube como ninguém retratar os principais humoristas nacionais de uma forma divertida, e soube igualmente dar o seu toque pessoal aos que pisaram o palco nas noites de sexta e sábado.
Na sua componente mais solidária, a comédia animou quem mais necessita, e nas palavras de Joel Santos, “fazer rir quem mais precisa”, os Palhaços D’Opital cumpriram na perfeição e melhor que ninguém esse desafio levando animação a uma IPSS de Santa Maria da Feira.

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Mas a noite de sexta-feira era o primeiro grande momento do Festival. Perante uma sala praticamente esgotada, Joca, Zé Pedro, João Seabra e Francisco Menezes, foram responsáveis por uma noite única… de gargalhadas. Ao brejeirismo de Joca e Zé Pedro, o humor seco de Francisco Menezes encerrou uma noite em pleno, com uma surpresa que complementou em gloria a noite de sexta-feira. João Seabra trouxe com ele o “boneco mais importante que poderia trazer”, o regresso a palco de Miguel Sete Estacas, um ano e meio depois da sua ausência. Se a noite já era de entusiasmo, com um alinhamento de 5 comediantes em palco, foi uma noite de sucesso que se estendeu para lá do previsto.

No final e à semelhança da edição de 2015, Ricardo Campus presenteou os artistas com uma caricatura personalizada.

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A última noite do RI contou igualmente com lotação praticamente esgotado do Cineteatro António Lamoso. A jogar em “casa”, Joel Ricardo Santos abriu a noite, ele que era um “repetente” neste edição. Histórias de vida marcaram o seu “discurso”. Pedro Neves, do “concelho rival” era o segundo convidado, que com a “sua voz esquisita” fez uma analise profunda da música estrangeira. O improviso de Carlos Moura foi o senhor que se seguiu onde a defesa dos “que usam óculos” foi a causa defendida em palco. A noite encerrava com aquele que era o nome mais aguardado na noite e desta segunda edição do Festival. Salvador Martinha, que já foi um anti-herói, fez jus às expectativas na arte de improvisar em palco. Dúvidas existenciais do seu/nosso dia-a-dia caracterizaram a sua apresentação em palco.

À semelhança da noite de sexta feira, Mais uma vez os artistas “levaram” com as caricaturas de Ricardo Campus.

 

Duas noites em cheio e de sucesso, a prever uma edição em 2017, para a qual foi lançado o desafio por Pedro Neves, ao Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, “fazer uma perninha tipo Obama”. A prova que é a “Rir” que a gente se entende.

 

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

Galo Cant'às Duas ao vivo no CRU

Surpreendente duo de Viseu, constituída por Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre, que carrega a (boa) herança da fusão entre o jazz e o rock deixada por Miles Davis e Herbie Hancock e mais tarde apropriada por bandas de outros géneros como os norte-americanos Tortoise ou os seus conterrâneos The Sea and Cake.

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Os Galo Cant'às Duas não escondem as influências bucólicas e telúricas - num exercício já experimentado por Carlos Barretto ou Carlos Bica - traduzidas para este plano através de uma bateria e uma guitarra (ou baixo) ora em constante harmonia, ora em saudável desafio

 

CRU : Espaço Cultural (Famalicão)

11 de Novembro 2016 | 23.00h

O Lago dos Cisnes / Quebra Nozes…

Este Natal, os mais belos bailados voltam a subir ao palco do Centro Cultural de Belém. De 9 a 11 de Dezembro, a Russian National Ballet apresenta “O lago dos Cisnes” e “O Quebra-Nozes”, ambos com música de Pyotr Tchaikovsky.

Baseado no conto “O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos” de E.T.A.Hoffmann, o “O Quebra-Nozes” conta a história de uma menina apaixonada pelo Príncipe Quebra-Nozes. É o seu amor que o salva da ameaça do rei dos Ratos e quebra o feitiço que o mantinha quebra-nozes.

untitled.jpgO “Lago dos Cisnes” conta a história de um príncipe que se apaixona por uma rapariga-cisne, vivendo um amor impossível mas enternecedor.

Fundada em 1989 por Sergei Radchenko, um dos mais importantes solistas do Teatro Bolshoi de Moscovo, a Russian National Ballet tem um repertório que privilegia os bailados clássicos, que apresenta por todo o mundo há 25 anos.

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

 

“O lago dos Cisnes”
10 Dezembro 2016 | 21.00h

11 Dezembro 2016 | 11.00h

 

“O Quebra-Nozes”

9 Dezembro 2016 | 21.00h

10 Dezembro 2016 | 16.00h

11 Dezembro 2016 | 16.00h