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Glam Magazine

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Branko e Mayra Andrade no Vodafone Mexefest

Muitos são os Mundos musicais do Vodafone Mexefest que desaguam na Avenida. Branko e Mayra Andrade são as mais recentes confirmações do cartaz da edição de 2016, exemplos de que os caminhos da música de hoje e de amanhã se fazem da exploração das cores sonoras de diferentes latitudes.

GLAM - Mayra Andrad.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

É a voz de Mayra Andrade que primeiro nos seduz. Doce, rouca, tropical, condimentada pelas suas raízes, foi descrita há uns anos como refletindo “outro Cabo Verde” – descendente da herança de Cesária Évora, mas livre das imposições da tradição. Depois, a sua postura gentil, mas firme, radiante e arrojada, conquista-nos por completo. Mayra Andrade embala-nos com uma música de espírito livre, que pretende reflectir a sua vida, feita de canções cantadas em crioulo cabo-verdiano, inglês, francês e português. Ao longo do seu percurso na música já foi alvo de inúmeras distinções: já por mais do que uma vez foi distinguida pela associação dos German Record Critics, recebeu uma Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Ministro da Cultura de Cabo-Verde e foi distinguida pela BBC Radio 3 no universo da World Music com o prémio de Artista Revelação.

 

Um dos timoneiros dos Buraka Som Sistema e mentor da label Enchufada, Branko é o nome de código de João Barbosa. Produtor, compositor, visionário e embaixador pelo globo fora da música de dança feita em Portugal, nas suas mais variadas linguagens, Branko editou no ano passado o álbum “Atlas”, e este ano uma nova edição do mesmo trabalho, intitulada “Atlas Expanded”. Foi nesta edição que Branko incluiu “Reserva Pra Dois”, um dueto mágico e vencedor com Mayra Andrade, que juntou também o dom da palavra de Kalaf.

A promotora Brigantina Dedos Bionicos cumpre 9 anos de existência no mês de Novembro…

São 9 anos, 9 anos de Dedos Bionicos a colocar Trás-os-Montes no topo do roteiro de concertos de música alternativa em Portugal. Pela mão da Dedos Bionicos passaram nos últimos 9 anos por Bragança e Vila Real nomes tão importantes da cena mundial como: Calvin Jonhson, Mike Watt, Peter Broderick, Laeticia Sadier, Carla Bozulich, Corrina Repp, Chris Brokaw, Glenn Jones, Steve Gunn, Julie Doiron, Castello Branco, Matt Elliott, Orenda Fink ou bandas como: Moon Duo, Motorama, Girls Names, Enablers, Rivulets, Soviet Soviet, Nadja, My Disco, Fenster, The KBV, The Wands, ZA!, The Underground Youth, Tweak Bird, só para citar alguns nomes.

the staches.jpgDo panorama nacional já passaram com o selo Dedos Bionicos praticamente todos os projetos relevantes: Norberto Lobo, Noiserv, Gala Drop, Black Bombaim, Sensible Soccers, Capitão Fausto, Filho da Mãe, Memoria de Peixe, The Glockenwise, Pega Monstro, Peixe, B Fachada, Rodrigo Amado e Gabriel Ferrandini, entre muitos outros.

Para celebrar 9 anos de existência a Dedos Bionicos está a preparar 4 festões nos 4 Sábados do mês de Novembro. As festas contam com bandas como Triangulo de Amor Bizarro, a popular banda espanhola de indie rock e shoegaze, Baleia Baleia Baleia, projeto de Manuel Molarinho dono do Um ao Molhe, The Staches (na fotografia), banda garage, post-punk de Genebra e os Toulouse, banda de Guimarães em plena ascensão que apresenta o seu primeiro álbum.

Para alargar as noites a Dedos Bionicos Soundsystem convida uma serie de DJs arrojados e improváveis.

 

As 4 festas terão lugar no Central Pub em Bragança, casa que viu nascer a promotora e que albergou grande parte dos concertos que organizou

Anelis Assumpção apresenta-se no Plano B

A mais aclamada nova voz do Brasil, Anelis Assumpção, passa por Portugal pela primeira vez, para um concerto a 29 de outubro no Plano B.

Toda a crítica brasileira se rendeu ao talento de Anelis Assumpção, sendo hoje a mais promissora voz da nova cena musical brasileira. Vencedora do prémio Deezer para Melhor Artista Revelação em 2014 e em 2015 reconhecida pela Associação Brasileira de Críticos de Arte como Melhor Nova Artista, Anelis Assumpção encaixa na perfeição no velho ditado “filho de peixe sabe nadar”.

wwe.jpgFilha do incontornável Itamar Assumpção, um dos principais músicos da chamada Vanguarda Paulista, o importante movimento dos anos oitenta.

Acompanhada pela sua banda “Amigos Imaginários” traz de São Paulo os ritmos quentes do Afrobeat, Reggae, Dub, Samba e Bossa Nova.

Segura, suave e forte, Anelis canta o amor, a individualidade, o tempo e o dia-a-dia. A sua voz contralto surpreende em agudos sutis, sussurros roucos e graves firmes. Impossível não ser seduzido pelo seu canto.

 

Plano B (Porto)

29 de Outubo 2016 | 23.00h

“Limbo” é o novo single de Mishawi…

Com apenas 19 anos o jovem Tarik MISHLAWI, é já é um dos artistas mais originais e com maior potencial no panorama hiphop nacional. Nascido nos USA e criado em Cascais, onde reside há 10 anos, as suas influências fazem com que se torne num artista único, desde o rap ao novíssimo trap’n soul.

Mishlawi é o exemplo perfeito de um jovem extremamente influenciando pela nova onda da música urbana que tem crescido um pouco por todo o Mundo. Depois do sucesso dos singles “All Night”, “Always on My Mind” e da colaboração com Richie Campbell em “Boohoo”, MISHLAWI teve um Verão com muitos concertos, onde se destacou a actuação no MEO SW, sendo aclamada por muitos como a surpresa do ano no festival.

Mishlawi - Limbo (single) - cover.jpgMishlawi regressa com novo vídeo para o single “Limbo”. Este vídeo foi realizado por Pedro Dias e protagonizado pela a actriz Paula Magalhães, “Limbo” fala de uma instabilidade emocional reflectida no vídeo de forma intensa e inesperada. A trabalhar na sua mixtape de estreia que conta também com o estrondoso “All Night” lançado no início deste ano e que tocou nas maiores rádios nacionais, o luso-americano é sem dúvida um dos artistas em maior e mais rápida ascensão na música portuguesa.

Limbo”, o seu segundo single, já está disponível nas plataformas digitais bem como “Boohoo” que conta com a participação do português Richie Campbell.

PERFORMART… a partir de amanhã as artes performativas vão ter uma associação representativa do setor

A PERFORMART – Associação para as Artes Performativas em Portugal, pretende promover as múltiplas formas de manifestação cultural e artística no âmbito das artes performativas, quer a nível nacional quer a nível internacional. A cerimónia oficial em que será constituída a associação, decorre amanhã, dia 25 de outubro, às 11h30, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto. Vão estar presentes os responsáveis das diferentes instituições fundadoras, bem como Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto.

per.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

A missão da PERFORMART passa, entre outros objetivos, pela promoção de esforços e iniciativas que permitam o reconhecimento e o desenvolvimento saudável e sustentável do setor das artes do espetáculo e dos seus profissionais, aos mais diversos níveis; pela estruturação de redes de trabalho entre os seus associados; pela representação dos interesses dos seus membros perante as instituições nacionais e internacionais; e pela promoção da tomada de posição conjunta acerca de assuntos relevantes para o setor e seus profissionais.

 

A associação pretende criar espaços de análise e reflexão, organizando e promovendo grupos de trabalho, seminários, estudos de caráter científico, além de incentivar a circulação de espetáculos dos seus associados e o estabelecimento de parcerias entre os diferentes membros e outras associações. Além do TNSJ, são membros fundadores da PERFORMART: Instituto Politécnico do Porto; Fundação Centro Cultural de Belém; Fundação Casa da Música; Fundação Serralves; OPART; TNDM II; EGEAC; Teatro Viriato; Centro Cultural Vila Flor (A Oficina – Centro de Artes e Mesteres Tradicionais de Guimarães, CIPRL); Academia Contemporânea do Espetáculo - Teatro do Bolhão; Teatro Experimental do Porto; Teatro Municipal de Almada e O Espaço do Tempo.

 

De seguida, a PERFORMART pretende alargar o seu leque de Associados a todas as pessoas coletivas, públicas ou privadas, que desenvolvam, permanente ou pontualmente, uma atividade artística e/ou de programação e/ou de produção cultural no setor das artes performativas, sendo divulgada informação nesses sentido pelos seus Associados muito brevemente.

Killimanjaro reeditam “Hook” em CD e rumam ao Brasil em Novembro…

É mesmo a tempo de espalhar a boa nova que os Killimanjaro renovam a tiragem de “Hook”, o disco debutante responsável por levar o trio dos mais humildes estrados aos maiores palcos do país, e a fazer as primeiras visitas além-fronteiras portuguesas. Agora, e esgotada a primeira e única edição do disco de estreia, os autores de “December” apontam uma nova, desta feita em CD, que tem lançamento apontado já para o próximo dia 7 de Novembro.

untitled.jpgO novo “Hook”, com visual renovado pelo designer e ilustrador responsável pela edição em vinil, Bruno Albuquerque, estará, por isso, pronto para acompanhar os Killimanjaro na sua nova aventura, a primeira do outro lado do Atlântico: a partir de 12 de Novembro, os barcelenses aterram no Brasil para uma digressão de nove datas e uma dezena de concertos nas cidades de Natal, Parnamirim, Pium, Santa Rita, Mossoró e Assu. Eis o roteiro completo:

 

12 Novembro 2016 - Natal @ DOSOL 2016 (Armazém Hall)

13 Novembro 2016 - Natal @ DOSOL 2016 (Aranha)

14 Novembro 2016 - Parnamirim @ DOSOL ON TOUR

15 Novembro 2016 - Pium @ DOSOL ON TOUR

16 Novembro 2016 - Natal @ DOSOL SESSIONS

17 Novembro 2016 - Natal @ EL ROCK

18 Novembro 2016 - Santa Rita + Campina @ DOSOL ON TOUR

19 Novembro 2016 - Mossoró @ DOSOL ON TOUR

20 Novembro 2016 - Assu @ DOSOL ON TOUR

 

Hook” é uma edição Lovers & Lollypops. O LP encontra-se esgotado e os CDs estarão à venda a partir do próximo dia 7. Os Killimanjaro fecharão o mês de Novembro com concertos em Portugal, em datas ainda a anunciar.

Skills And The Bunny Crew apresentam… "Amoritemética"

Os Skills & the Bunny Crew são um grupo que gosta de correr riscos. Praticam um Hip Hop multifacetado, com uma base instrumental Rock que transforma cada atuação numa verdadeira festa de ritmo e poder. Alfredo Costa, ou Skills, é o vocalista e autor das letras, cantadas em português, onde mistura, de forma inteligente e natural, referências a pensadores e filósofos, com crítica social e acontecimentos da vida quotidiana. Para além de Skills, a banda é composta por Pedro Mourato nas guitarras, José Garcia no baixo e Paulo ‘Tropa’ Silva na bateria.

www.jpgFormados em finais de 2008, os Skills & the Bunny Crew já passaram pelas Festas de Corroios, Hard Rock Café, Festival MUSA, MusicBox, Santiago Alquimista, Crew Hassan, Rock n´Shots, Espaço Clean, Kin, Second Floor, Side B, Universidade Católica e pelo Festival Participa, entre outros.

No currículo contam, ainda, com uma vitória na 1ª edição do Concurso de Bandas universitárias U> Rock Universia, o primeiro lugar no 14º Concurso de Música Moderna de Palmela (2009), a vitória no XVI Festival de Música Moderna de Corroios (2011) e a abertura para Sam The Kid, a que se juntam outros tantos concursos que arrebataram durante os anos de 2009 a 2012.

O EP de estreia dos Skills foi lançado em Setembro de 2012. O primeiro álbum, saído em 2014, intitulou-se “Musa de Guerra”. Neste momento, a banda encontra-se em estúdio a gravar aquele que irá ser o seu segundo trabalho de originais.

O novíssimo single, retirado deste álbum, intitula-se ‘Amoritmética’. O vídeoclip deste tema tem mais de quarenta e oito mil visualizações no Youtube, e já se encontra a tocar nalgumas das mais importantes rádios nacionais.

Sabendo-se que os Skills gostam de inovar, de experimentar e de correr riscos e que a sua música é uma fusão de diversos géneros e estilos, é um dado adquirido que depois deste novo álbum nada vai voltar a ser como antes!

Os Velhos… Novo vídeo e novo disco

Os Velhos largam o último vídeo para apresentação do novo disco, que será lançado a 17 de Novembro no Musicbox, em Lisboa. A música chama-se “Manso” e sucede a “Aberta Nova” e “Estrada Branca”. O filme foi feito pelo Tiago Brito e pelo David Caetano nas Chagas. Antes do lançamento, a 7 de Novembro, o álbum estará disponível para escuta nas plataformas digitais.

Capa.jpg"Há cinquenta o anos o rock'n'roll servia para colocar em risco os valores da família e no disco novo dos Velhos serve para o contrário: eles andam à rasca para a constituir. Pedidos de casamento, desejos de filhos, lareiras e praias sonhadas para a descendência. Ainda por cima, já não é só o Quica que faz estes pedidos num registo de lamúria gemida (ele antes não cantava assim...), é também o Sebastião em pose Dylan-New Morning de óculos e camisa branca que se junta ao clamor. O que é que deu aos Velhos?

O que no primeiro disco era bojarda tornou-se agora balada. Não há uma única canção rápida no novo disco. E a segunda guitarra que foi substituída por um órgão? Os Velhos fizeram jus ao nome e amoleceram? Nem por isso. Os Velhos tornaram-se uma banda que tornou o seu rock numa expressão real de fado. E por isso não é de estranhar que haja no registo mais suplicante da voz um resquício de Alfredo Marceneiro. Os Velhos mudaram a mobília da casa deles para que a mariquice viesse masculinamente assumida.

Ao contrário do primeiro disco, onde a voz estava na música dos Velhos como um tempero leve para a argamassa sónica (e que potência saía dali!), agora os instrumentos chegam-se para trás para a seguirem. Esta é logo a primeira e mais óbvia surpresa deste disco. As pessoas vão ter de agora dar ouvidos aos Velhos, quando no anterior precisavam apenas de se deixar levar por eles. Este é, por isto, o primeiro disco delicado de uma banda saudavelmente bruta. Mas o interessante é que o que os Velhos procuram agora através da delicadeza produz um efeito mais radical em nós que os ouvimos. Os Velhos ao darem mais devagar dão com mais força.

 

Curiosamente, este disco dos Velhos serve também para pôr um ponto final na editora Amor Fúria. Há alguma coisa que está a acabar aqui. De outra perspectiva, o disco dos Velhos também é editado pela FlorCaveira, confirmando que, independentemente das sensações sazonais, há que continuar na tradição da devoção e distorção. Os Velhos, que participaram na vaga da nova música que por estes dias alcança algum reconhecimento público, não fazem um disco de crista da onda porque preferiram navegar para águas profundas que não são vistas da praia. Na música deles ouvimos agora um rumor de Tom Petty (obrigado João Só, que gravaste o disco na perfeição!), de Black Crowes (e aquele embalo sulista) e até de Mingos e Samurais (haja coragem para elogiar o Veloso que nos pertence!). Enquanto os miúdos modernos surfam, os Velhos zarparam do Restelo para novos descobrimentos.

 

Aqueles que já viram os Velhos ao vivo sabem que eles não brincam. Não há conversa de chacha, não há cedência à emoção instantânea na audiência, não há discos pedidos. Os Velhos fazem o que acham que têm para fazer. Já vi os Velhos em Musicboxes em explosão e já vi os Velhos em Sabotages em transe lento. Estou ansioso para ver os Velhos com este disco nas costas deles e no nosso coração. É das coisas mais emocionantes a acontecer na música e por isso vale a pena que lhes ofereçamos silêncio. Acreditem que se vai cantar este facto” Tiago Guillul

Kika Cardoso no Auditório Jorge Sampaio…

Kika Cardoso é o nome artístico de Ana Paula Cardoso, que encantou Portugal, graças à sua participação no programa televisivo “Factor X”, de onde saiu vencedora. Com um espírito lutador, uma voz extraordinária e um dom natural para a música, Kika Cardoso, para além dos espetáculos que tem efetuado de norte a sul do país, encontra-se neste momento a gravar o seu primeiro disco, que irá ser editado em 2016.

kika.jpgA cantora destaca-se pela sua voz doce e melodiosa, bem como pelo alcance vocal e excelente presença em palco. As suas atuações contagiam, não só pelo seu brilhantismo e profissionalismo, como pela capacidade de Kika em emocionar uma plateia.

As suas influências vão da Pop ao Rock passando, obrigatoriamente, pela Soul music, onde artistas como Tina Turner e Whitney Houston são uma referência e fazem parte do seu ADN musical.

I Knew” foi o primeiro inédito que a cantora apresentou ao público e sucedeu a “Thinking Out Loud”, um original de Ed Sheeran, que na versão de Kika contou com uma nova roupagem mais soul, abrilhantada pela sua voz poderosa.

 

Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra)

5 de Novembro 2016 | 21.30h

Cubo D'arte no EKA Palace em Lisboa já em Novembro

A “AH!”, é uma nova produtora audiovisual e de eventos e que acaba de nascer… Criada por três amigos que acabaram agora os respectivos cursos, pretendem meter em prática tudo aquilo que aprenderam até aqui, para puderem elevar este projecto promissor, bem como dinamizar a cultura.

14677980_598806880290894_686424361_o.jpgO dia 19 de Novembro vai ficar marcado pelo primeiro evento da produtora lisboeta da recém criada “AH!”.

"Cubo D'arte" é o nome da primeira festa que contará com vários concertos e exposições, tudo isto a acontecer num único e fabuloso espaço, o EKA Palace em Lisboa. No "Cubo D'arte" serão várias exposições, entre elas de fotografia, com a presença dos seguintes artistas: Carla Carvalho, Fábio Teixeira e João Neves.

 

Durante o evento, a música será uma parte importante e vai estar a cargo de Tayob Juskow, que estará encarregue de animar o evento. Para além de tudo isto espera-se dois grandes concertos.

Alex Chinaskee irá abrir o palco para apresentar o seu primeiro trabalho "Campo", e promete um concerto cheio de energia. A fechar a noite, os Eu Fúria, banda que começou no mítico bairro Alvalade e lançou este ano o seu primeiro EP, "Namoros Miúdos".

 

EKA Palace (Lisboa)

19 de Novembro 2016

Mariano Deidda apresenta “Pessoa Sulla Strada Del Jazz”

Pessoa Sulla Strada Dell Jazz” é o segundo disco editado em Portugal do cantor e compositor Italiano Mariano Deidda que há vários anos dedica muito do seu tempo na transformação em música de versos de grandes poetas, principalmente de Fernando Pessoa, ao qual dedicou quatro álbuns e uma trilogia que inclui “Nel mio spazio interiore” – disco que, aliás, teve grande êxito comercial e que foi galardoado com o “Prémio Imaie”, para melhor disco do ano.

marianodeidda_capapessoajazz.jpgNos últimos anos o cantor já passou por algumas das mais prestigiadas salas do nosso país. Apaixonado por Pessoa mas também por Portugal, Deidda reúne neste disco alguns dos temas da sua preferência:

 

“Quando ouço os meus discos um a um, acontece por vezes que prefiro algumas canções em particular. Oito discos já são muitos, e por isso torna-se difícil conseguir ouvi-los todos de uma só vez, o que acaba por acontecer quando faço uma viagem longa, de carro ou avião. Resulta deste facto que decidi escolher algumas músicas, tirando-as do seu ninho de nascença e pondo-as juntas, dando assim origem a um novo disco. Tendo tido a possibilidade de colaborar com grandes músicos do jazz internacional, não foi grande o esforço que tive de fazer, quer na escolha das canções, quer na do título a dar ao novo disco. Nasce deste modo uma selecção de canções muito próximas do jazz.

O trompete de Enrico Rava e Kenny Wheeler, o contrabaixo do mítico Miroslav Vitous dos “Weather Report”, o clarinete de Gianluigi Trovesi e tantos outros que me ajudaram a acompanhar Pessoa no caminho do jazz."

 

“Pessoa Sulla Strada Del Jazz” é o resultado do fascínio e da dedicação do cantor à obra de Fernando Pessoa e é, sem dúvida, uma agradável caminhada pelos poemas de Pessoa e pelas sonoridades do Jazz.

 

 

Cinema…. “A Toca do Lobo” de Catarina Mourão

“A Toca do Lobo”, de Catarina Mourão, estreia dia 3 de Novembro nas salas portuguesas, em Lisboa (Cinema City Alvalade, Cinema Ideal), Leiria (Cinema City), Porto (Medeia Teatro Municipal Campo Alegre) e Setúbal (Charlot). O documentário – vencedor do Prémio do Público para Longa Metragem no IndieLisboa 2015 e Melhor Documentário Português no festival Filmes do Homem 2016 – é um filme dedicado ao avô materno da realizadora, o escritor Tomaz de Figueiredo, cujo romance mais conhecido é “A Toca do Lobo”, publicado em 1947 e vencedor do prémio Eça de Queiroz.

mito¦ü.jpgSegundo a realizadora, “através do meu encontro no presente com diferentes personagens (vivas e mortas), locais (de hoje em dia e do passado), arquivos, e outros documentos, o filme revela factos, memórias e sonhos e, neste processo, dá uma ideia de como as famílias enfrentaram estes 48 de ditadura em Portugal. Tento estabelecer a cronologia dos acontecimentos da família e ligá-los a um contexto social e político mais vasto, para tentar compreender como é que uma família lidava com os seus segredos e contradições durante a ditadura e como é que eu própria, nascida depois da Revolução, poderei levantar o nevoeiro e tornar o que era invisível, visível. Este filme é assim também um filme sobre como fazer um filme no nevoeiro, por assim dizer: O que vemos através do nevoeiro e como conseguimos passar para o lado de lá desse nevoeiro”.

O filme tem ainda vindo a ser selecionado para diversos festivais internacionais – 10 até ao momento – nomeadamente Roterdão, IndieCork, Doku.Arts Film Festival (Berlim) ou Viennale, entre outros.