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Glam Magazine

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“Overloaded” o novo álbum dos Booby Trap

Os Booby Trap surgem em Aveiro no ano de 1993 envergando na altura pelos caminhos do thrash metal / hardcore, embora misturando pelo meio algumas sonoridades desviantes como o punk ou o rock. Pedro Junqueiro (Voz), Pedro Azevedo (guitarra), Miguel Santos (Bateria) Nuno Barbosa (guitarra) e Ricardo Melo (baixo), foram os 5 elementos que arrancaram com o projeto. Em 1994 brindam o público com a demo "Brutal Intervention" e em 1996 lançam em CD "Mosh It Up" com a participação dos Brasileiros T.I.T. e Locus Horrendus, para além de muitas outras colaborações…

rrrr.jpgA banda segue o seu caminho com centenas de concertos, partilhando palcos com os nomes como Cruel Hate, Inkisição, Dorsal Atlantica, GBH, Cradle Of Filth, Gorefest, Grave, Hypocrisy, Moonspell, Primitive Reason, Hate Over Grown, Genocide, WC Noise, a marca dos Booby Trap ficava por onde passavam pelos seus concertos carregados de energia.A sua aventura passou pelo mitico palco do Johnny Guitar e em locais tão distintos como a Cave das Quimicas, Voz do Operario, CTS Celas ou o festival Penafiel Ultra Brutal.

 

Foram os pioneiros do movimento musical conhecido como "Aveiro Connection."

Separam-se em 1997, seguindo os seus elementos caminhos tão diversos em outras bandas nacionais. Em 2012 resolvem recuperar a banda com um renovado line up. A entrada de Carlos Ferreira (ex-Deep Pression e Hu-Matic) para o baixo, para 2 concertos em Aveiro que acabaram por ser muito bem recebidos pelos fãs, trazendo uma nova energia. Em 2013 editam "Survival" sendo re-editado em 2014 pela Non Nobis Productions em CD e pela SASG Records em vinil.

 

Miguel Santos abandona a banda em Maio de 2015, sendo o lugar da bateria ocupado por Hugo Lemos. Regressam agora em Outubro com um novo albums, "Overloaded" editado pela Firecum Records.

O SMSF Beja já tem regresso marcado e conta com as confirmações de Orphaned Land, Wolfbrigade, Fuse, Hypothermia e Process of Guilt.

Com um choque de desfibrilador, Orphaned Land, Wolfbrigade, Fuse, Hypothermia e Process of Guilt: é assim que o coração do SMSF Beja começa a bombear as primeiras voltagens para a edição de 2017, que decorre de 8 a 10 de Junho no Parque de Merendas da cidade alentejana.

Depois de uma edição bem-sucedida em Junho passado, com momentos indelevelmente marcantes quer para os presentes, quanto para o projecto artístico do festival, o mesmo espírito de cruzar risco, com atitude punk e discorrer sobre as linguagens da música extrema nas suas mais diversas encarnações, volta a pautar a oitava edição do SMSF.

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À cabeça, vêm os Orphaned Land, com o seu cruzamento atípico das linguagens distantes do doom e do folk médio-oriental, uma carreira estendida para lá das duas décadas e uma vontade incólume de marcar socialmente uma diferença; a dividir protagonismo com eles, estão os suecos Wolfbrigade, lendas do crust punk que prometem agir de acordo com o seu epíteto: cuspindo-nos em cima. O contexto social determina aquilo contra o qual um músico se revolta, uma ideia confirmada desde que música serve de veículo para desconforto ou como forma de rebelião. Quando aquilo contra o que se quer lutar é a luta em si mesmo, acontece algo como os Orphaned Land. Vislumbres do caminho percorrido até à actual encarnação progressiva serão certamente vistos em Beja, aquando do SMSF 2017.

 

O lendário colectivo sueco Wolfbrigade tocará na edição de 2017 do SMSF! Da mesma forma que é impossível exagerar a importância do legado da banda, construído tanto na incarnação actual como nos anos de Wolfpack, o mesmo se aplica a uma tentativa de capturar uma descrição da ferocidade que espera aqueles que se atravessam à frente de uma das suas raras aparições ao vivo. Cada género tem as suas instituições e quando pensamos na escola Sueca de d-beat, poucos atingem o intocável estatuto dos Wolfbrigade, finalmente preparados para voltar a Portugal em Junho de 2017 pela primeira vez desde 2008. Quanto ao público, bem, hora de rejubilar em antecipação da inexorável chapada na cara que se adivinha.

 

 

Na senda do desafio à normatividade do que se entende por extremo, surge o portuense Fuse: mais de duas décadas a agarrar o mic e a cuspir rimas de complexidade inolvidável, o rapper que cresceu em Dealema mas se fez MC nas suas incursões a solo, discorre de forma elaborada sobre a condição humana fazendo da ego trip uma viagem aos confins da psique sem retorno garantido.

 

A fechar as primeiras confirmações estão os suecos Hypothermia, que usam a depressão como catalizador do seu black metal. O Kim Carlsson é um tipo prolífico, facilmente identificável pelo seu característico berro, dos mais fortemente carregados de pranto e desespero que algum dia encontrámos. Porventura mais conhecido pelos Livelover – um capítulo que chegou a um fim abrupto numa inesquécivel performance no dia 11 de Setembro de 2011 em Roterdão, antes de se juntar a B. e companhia já andava a destilar negatividade com os Hypothermia há alguns anos. Pese o similarmente enviesado caminho com black metal depressivo como ponto de partida, a longa discografia dos Hypothermia encontra-os agora numa fase repleta de atmosferas próximas do post-rock, não obstante a completa ausência de finais felizes e catárticos que se podia esperar, exemplo disso mesmo é “Svartkonst” lançado o ano passado. Quinze anos de miséria transformada em música para serem digeridos no SMSF 2017.

 

Soltar um violento turbilhão sonoro não requer qualquer tipo de movimento frenético ou gesticulação inútil. É perfeitamente possível à custa de uma transmutação da atmosfera circundante para um estado pesado, onde riffs gigantescos lentamente circulam e se metamorfoseiam, apenas para desabar ao soco em cima de espectadores desprevenidos. É mais ou menos esse o modus operandi pelo qual os Process Of Guilt pautam as suas doses de doom, um bocado como fazem/faziam influências suas como Godflesh e Overmars, que ainda se vislumbram debaixo de uma superfície há muito reclamada como sua própria pelos Portugueses. Nunca tão brutos como nos recentes “Faemin” e nos movimentos “Liar” do split com os Rorcal, o próximo ciclo na vida da banda encontra-se em preparação bem antes da presença no SMSF 2017. Eles podem manter que (ali) «nothing grows» e até é capaz de se verificar, mas de lá para fora é uma história diferente e atravessar uma performance dos        e sair ileso da experiência só pode ser descrito como altamente optimista.

 

Cass McCombs regressa a Portugal em 2017 para um concerto único em Ovar

A cara mais inquieta do folk americanom, mas não só, rock, folk, psychedelic e até o punk fazem parte da vivência musical de Cass McCombs, nascido em 1977 em Concord, Califórnia.

Passou mais de uma década a explorar de trás para a frente todos os cantos da música folk e da canção de autor americana sem nunca se repetir nem lançar dois álbuns iguais ou ter actuações parecidas.

GLAM - Cass.jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Assim, se em “Big Wheels And Others” transitava entre o country-folk da mais alta qualidade e delícias psicadélicas, o artista californiano voltou a virar tudo do avesso com “A Folk Set Apart”, uma colecção de raridades e lados B nos quais revela o seu lado mais doméstico e eclético, de uma aventura iniciada em 2002 com o EP “Not the Way E.P.”

Uma nova distinção para um artista que, antes de se dar a conhecer com vários trabalhos excelentes, ganhou prestígio e reconhecimento com “Catacombs”, disco com que marcou o seu lugar entre o que há de mais selecto na inquieta Americana.

 

Discografia

- "A" (4AD, 2003)

- "Prefection" (4AD, 2005)

- "Dropping The Writ" (Domino, 2007)

- "Catacombs" (Domino, 2009)

- "Wit's End" (Domino, 2011)

- "Humor Risk" (Domino, 2011)

- “Big Wheels And Others” (Domino, 2013)

- “A Folk Set Apart” (Domino, 2015)

 

Centro de Arte (Ovar)

1 de Fevereiro 2017

 

Charles Aznavour… A lenda viva da canção francesa num concerto único!

Charles Aznavour é uma verdadeira lenda viva da “chanson française”. Aos 92 anos (feitos a 22 de maio), mantém a frescura vocal que deslumbra públicos em todo o mundo e conquista a crítica, e recusa-se a parar, continuando a gravar discos e a actuar ao vivo. Protegido de Edith Piaf, cantor, compositor, ator, ativista e diplomata, Oficial da Legião de Honra, Charles Aznavour é um dos raros grandes nomes revelados no pós-II Guerra Mundial a ser autor das suas próprias canções. Escreveu mais de 800 e vendeu mais de 180 milhões de discos. Quem não recorda “La Bohème”, “Que C’est Triste Venise”, “La Mamma”, “Les Plaisirs Démodés” ou “Mes Emmerdes”?

Foi o primeiro artista francês a chegar ao nº 1 do Top Inglês e as suas canções foram gravadas por Bryan Ferry, Elton John, Carole King, Paul Anka, Frank Sinatra, Sting, Laura Pausini ou Elvis Costello.

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Nascido em 1924 em Paris de pais arménios, tornou-se num lutador incansável em nome do povo arménio, sendo embaixador permanente da UNESCO e delegado permanente da Arménia nas Nações Unidas, tendo fundado a organização de solidariedade “Aznavour For Arménia” em resposta ao terramoto na Arménia em 1988. O seu ativismo estendeu-se também à política francesa, e a várias iniciativas em defesa dos direitos dos artistas e da lei do copyright.

 

É esta lenda viva da canção francesa que atua no MEO Arena no dia 10 de dezembro (sábado), num regresso a Portugal depois de um primeiro e aclamado concerto em 2008. Na bagagem, para lá dos seus maiores êxitos, trará também o álbum de material original que publicou em 2015, “Encores”, onde homenageava a sua mentora Edith Piaf mas também Nina Simone. Uma data a marcar desde já na agenda para saborear um dos grandes nomes da música do século XX; um entertainer sem par. Senhoras e senhores, Charles Aznavour!

 

MEO Arena (Lisboa)

10 de Dezembro 2016

Best Youth anunciam “Demo Tapes Tour” e lançam novo vídeo

Exclusivamente durante o mês de Novembro os Best Youth vão percorrer o país com a “Demo Tapes Tour”. Num formato pensado para salas intimistas, a banda apresenta as suas músicas em versão “demo”, despindo as canções das suas várias camadas, para que o público consiga experienciar o seu processo de criação e as respectivas histórias das etapas de composição. Abaixo encontra as datas e respectiva informação de bilheteira.

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A “Demo Tapes Tour” decorre após o sucesso da digressão de apresentação de “Highway Moon”, o disco de estreia dos Best Youth, que passou por Londres, Manchester e Budapeste, tendo ainda esgotado o Hard Club, no Porto, e o Cinema São Jorge, em Lisboa. No verão, a digressão levou a banda a alguns dos maiores festivais portugueses, como o Vodafone Paredes de Coura, Super Bock Super Rock, Bons Sons ou o Festival F.

Os Best Youth estrearam um novo vídeo para “When All The Lights Are Down”. Realizado por Tiago Ribeiro, este é já o 5º vídeo produzido através de um tema de “Highway Moon”.

"Luisa" chega às lojas a 18 de Novembro…

Luisa Sobral anunciou a data de edição do seu novo disco. "Luisa" será o 4.º álbum de estúdio da cantora e compositora e chegará às lojas a 18 de novembro. O primeiro single deste disco será editado esta semana em todas as plataformas digitais

"Luisa" foi gravado no inicio deste ano, em Los Angeles, no mítico United Recording Studios, uma das catedrais sagradas da música gravada nas últimas décadas e por onde passaram históricos como Frank Sinatra, Ray Charles ou Ella Fitzgerald, bem como estrelas mais recentes e de espectros tão variados como, por exemplo, Jay Z, Radiohead, Red Hot Chili Peppers, U2 ou John Mayer.

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Na produção do disco esteve Joe Henry, um dos mais conceituados produtores da actualidade, vencedor de 3 Grammy Awards, e responsável pela assinatura de trabalhos de artistas como Elvis Costello, Solomon Burke, Beck, Hugh Laurie, Emmylou Harris, entre muitos outros.

 

Para além de produtor, Joe Henry tem também uma sólida carreira artística, já com 13 discos editados, colaborações com artistas como Brad Mehldau e Bill Frisell e um notável percurso como compositor com destaque evidente para o seu trabalho com Madonna, de quem é um dos principais fornecedores de canções

Já abriu a bilheteira para o primeiro concerto CCBeat de 2017

O próximo ano arranca da melhor maneira com You Can’t Win, Charlie Brown no Grande Auditório do CCB. A banda acaba de editar “Marrow”, um disco que tem recolhido os maiores elogios da crítica. Depois do concerto de apresentação do novo disco no Lux, Afonso Cabral, David Santos, João Gil, Luís Costa, Salvador Menezes e Tomás Franco Sousa preparam um regresso muito especial ao CCBeat, onde o grupo fez o lançamento do oficial do álbum “Diffraction / Refraction” em 2014.

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Above The Wall” foi o primeiro single extraído do álbum. O tema “Pro Procrastinator” prepara- se agora para dominar as playlists das rádios nacionais. Gravado no estúdio HAUS por Fábio Jevelim, Makoto Yagyu (ambos dos PAUS) e Miguel Abelaira, com mistura de Luís “Benjamim” Nunes e masterização de Alan Douches, “Marrow” foi editado pela Sony Music no passado dia 7 de Outubro de 2016.

 

Centro Cultural de Belém / CCBeat (Lisboa)

19 de Janeiro 2017 | 21.00h

Carlos Mendes ao vivo na Gafanha da Nazaré

Carlos Mendes recebeu, em 2014, a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, na cerimónia 'O Homem, o Músico e o Cantor', alcançando assim o pleno reconhecimento público, por uma vida dedicada à música e recheada de sucessos e de bons momentos.

Em 2015 o artista celebra os seus 50 anos de carreira e, para comemorar a data da melhor forma, regravou algumas das canções mais emblemáticas do seu repertório, como “Amélia dos Olhos Doces”, “Ruas de Lisboa” e “A Festa da Vida”, em versões de voz e piano, evidenciando assim, da melhor forma, os seus dotes de cantor e intérprete.

carlos.jpgTranspondo este conceito para a estrada, Carlos Mendes apresenta “A Festa da Vida”, um concerto intimista, em que o público é convidado a partilhar, de forma sincera, a sua vida repleta de histórias, de risos e celebrações que marcaram, inevitavelmente, a música portuguesa.

Este é um espetáculo diferente do habitual, mais íntimo, onde se canta e se conta, onde se ouvem risos e libertam emoções; onde se brinca com o passado e se sonha com o futuro.

Uma voz. Um piano. Juntos, no grande palco da Vida, da Alegria e dos Afetos.

 

Centro Cultural (Gafanha da Nazaré)

5 de Novembro 2016 | 22.00h

Vítor Rua & Acid Acid… Encontro único entre dois mestres da música experimental Sabotage

O Sabotage convidou Vítor Rua e Acid Acid, dois mestres da música experimental de duas gerações distintas, a criarem um espectáculo em conjunto. No dia 21 de Outubro (sexta-feira), assistimos ao resultado deste encontro inesperado e (já o sabemos) muito feliz. Um momento único que tão depressa não se irá repetir.

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Vítor Rua é um dos génios da nossa música, fundador dos GNR, o espírito irrequieto que criou temas tão emblemáticos como “Portugal Na CEE” ou “Sê um GNR”, sem esquecer os mais de 20 minutos de “Avarias”, a faixa que ocupava todo o lado B do primeiro álbum de GNR ("Independança”), em 1982, e que ainda hoje permanece como um marco da música mais experimental em territórios pop. Depois dos GNR, o trabalho com Jorge Lima Barreto como Telectu levou Vítor Rua a explorar a guitarra como nenhum outro em Portugal, consolidando-se como improvisador de excelência.

Acid Acid, de Tiago Castro (Rádio Radar), é uma aventura bem mais recente, mas marcada já por presenças em festivais tão emblemáticos como o Reverence Valada, Jardins Efémeros, Mucho Flow, Rescaldo ou Silêncio, entre muitos outros concertos pelo país. O primeiro álbum saiu em Junho pela Nariz Entupido e espantou por conter apenas duas faixas, viagens psicadélicas com momentos ambientais, experimentais, kraut e exóticos.

 

No encontro entre Vítor Rua e Tiago Castro, vamos assistir à reinterpretação da música de Acid Acid, filtrada pelas vivências de cada um, exploradores de duas gerações distintas, que nos irão levar a destinos incertos, com a certeza de que jamais iremos assistir a algo igual.

A primeira parte é assegurada por Calcutá, o projecto a solo de Teresa Castro dos Mighty Sands, que viaja entre a folk, a psych, o surf rock, em ambiente quase lynchiano, taciturno e aliciante. Uma viagem carregada por camadas de reverb, onde a guitarra e a voz se cruzam para despontar um mar de sensações.

 

Sabotage Club (Lisboa)

21 de Outubro 2016 | 22.30h

João Pequeno “Não é novidade”… novo single e novo vídeo

João Pequeno apresenta o tema “Não é novidade”, primeiro single do seu disco de estreia a ser editado no início do próximo ano. João Roquette Almeida cresceu no Porto numa família de 6 irmãos. Começou cedo a criar as suas melodias na guitarra do irmão e mais tarde descobriu o mundo do Hip Hop através do graffiti. Apaixonado por esta cultura formou a sua primeira banda de Rap onde começou a escrever as suas próprias letras e instrumentais.

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Com o tempo juntou a guitarra aos beats Boom-Bap e o resultado é uma invulgar sintonia entre instrumentos orgânicos e o groove groove do Hip Hop. Nascia assim um rapper de guitarra na mão!

O seu single “Verdade ou consequência” tornou-se um enorme sucesso na internet com mais de 3 milhões de visualizações e milhares de partilhas nas redes sociais. A música foi adotada como hino por uma geração que se revê nas suas mensagens.

No último ano João Pequeno tem escrito para vários artistas nacionais e participou no tema “Primeira Vez” dos D.A.M.A..

“Não é Novidade” conta uma parte da sua história aliada a uma sonoridade contagiante.

António Vasco Moraes… "Silêncio" já está à venda…

Por vezes, no Fado como em outros géneros musicais já muito antigos, com uma História feita de factos reais ou lendários, de figuras tutelares, de regras próprias, seja nos poemas, nas tradições melódicas e harmónicas, na forma própria como cada intérprete contribui para a sua preservação e evolução, é preciso reservar espaço para o “silêncio”. Para que a música, as letras e as vozes que o vão quebrando – e, paradoxalmente, para que este “silêncio” em forma de música assim continue – lhe acrescentem algum significado, algo mais que não existia antes, alguma nova labareda nesta enorme e sempre viva fogueira que é a tradição do Fado.

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E é o respeito, a atenção e, acima de tudo, o enorme amor que António Vasco Moraes tem pelo Fado, pela sua história, pelos seus vultos maiores e pela sua tradição que o obriga, sempre, a pesar o quando e o porquê de cada disco que edita. Com uma carreira iniciada na primeira metade dos anos 90 – numa altura em que pouquíssimas pessoas da sua idade se atreviam a cantar Fado – e cimentada na década seguinte, António Vasco lança agora o seu segundo álbum, apropriadamente chamado “Silêncio”, um disco que sucede a “Saudade”, publicado em 2011.

E se “Saudade” era o culminar digital de uma vivência no Fado de duas décadas a cantar em variadíssimas casas de fados de referência e em espectáculos históricos – “Fados” de Ricardo Pais (1994), “Amália” de Filipe La Féria (2003) e “Casa de Fados” de Tiago Torres da Silva (2004), o novíssimo “Silêncio” mostra um ainda maior refinamento e uma ainda maior maturidade na sua forma muito própria de pensar, sentir, escrever e cantar Fado. Um Fado que mergulha no seu riquíssimo passado e, com humildade, sobriedade e paixão, lança ainda outras pistas para o seu futuro.

 

Saudade” trazia consigo muitos fados tradicionais amados por António Vasco – fados de Marceneiro, Joaquim Campos, Fontes Rocha, João Maria dos Anjos…, alguns com letras escritas por si próprio, outras de Tiago Torres da Silva, João Ferreira-Rosa ou da poetisa angolana Alda Lara. Mas trazia também “Porto Sentido” (Rui Veloso/Carlos Tê) e o tema brasileiro “De Mais Ninguém” (Marisa Monte/Arnaldo Antunes”). E tinha o enorme José Pracana a tocar guitarra em “Adeus Mouraria”.

 

Agora, em “Silêncio”, estão com ele dois dos seus companheiros do disco anterior, Dinis Lavos na guitarra portuguesa e Jaime Santos Jr., filho do mítico Jaime Santos, na viola de fado, para além do baixista Francisco Gaspar e de dois convidados muito especiais: a também fadista Maria Ana Bobone que aqui não canta mas toca piano em “Ai Esta Pena de Mim”, de Amália Rodrigues, e Silvestre Fonseca, mestre da guitarra clássica, em “La Barca”, um bolero do mexicano Roberto Cantoral, cantado por António Vasco em espanhol. A tradição, a mais pura tradição, encontra-se no ousado “Romance Incompleto” – rapsódia criada por Manuel de Almeida em que são cantados os Fados Pinóia, Lolita, Alberto, Calisto e Mouraria, em “Lembranças” (o Fado Esmeraldinha de Júlio Proença), “Promessa de Amor” (o Fado Zé Negro de Francisco José Marques), “Fado Louco” (de Alfredo Marceneiro e baseado no Fado Corrido) ou “Fado das Violetas” (o Fado Alvito de Jaime Santos). E há ainda lugar para uma visita ao cancioneiro tradicional rural, em “Cantigas”, um tema popular com letra de Maria Manuel Cid.

Com outros poemas – originais e clássicos – de António Vasco Moraes e de João Villaret, Manuel de Almeida, Ricardo Rosa, Tiago Torres da Silva, Maria Manuel Cid, Amadeu do Vale ou Maria Luísa Baptista, “Silêncio” demonstra bem quanto António Vasco Moraes – e a sua voz sóbria, moldada pelos ecos e memórias de nomes como Tereza Tarouca, Fernanda Maria, Maria Teresa de Noronha, Carlos Zel, João Ferreira-Rosa ou Alfredo Marceneiro – já definiu um espaço que é só seu no imenso universo do Fado. Um universo que sempre cresceu nele e com ele continua a crescer também.

“Honey Bunny”… o regresso do Captain Boy

Captain Boy, alter-ego de Pedro Ribeiro, canta histórias que transcendem o tempo. A sonoridade ferrugenta acompanha-o em todas as suas músicas, remetendo-nos para um ambiente a bordo de um barco imaginário.

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 photo: Johan Bergmark

 

Já conhecíamos “Tango“, e agora chega “Honey Bunny”, segundo single do álbum de estreia deste “vagabundo com voz rouca e guitarra a tiracolo”, com lançamento previsto para o início de 2017. Daniel Fernandes (Indian Productions) assina o respetivo videoclipe.

Nas Palavas de Pedro Ribeiro…“A ‘Honey Bunny’ podia ter sido escrita por um ajudante de produção do Pulp Fiction. Assim que saiu do restaurante, construiu um foguetão para fugir com a sua amante.”

The Vamps juntam-se a Matoma para novo single... “All Night”

Os The Vamps juntaram-se ao DJ e produtor norueguês Matoma para uma nova canção… “All Night”. O single acaba de ser lançado e está disponível no iTunes, Apple Music e Spotify. Coescrita entre os The Vamps e DJ Frank E (Madonna, Jason Derulo), John Mitchell (Enter Shikari) e Danny Magic (David Guetta), “All Night” caracteriza-se pelas suas batidas futuristas e por uma melodia poderosa.

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Os The Vamps uniram-se a Matoma depois de procurarem por um produtor que conseguisse dar uma nova vida a este single. O quarteto britânico deu o tema inicia ao produtor e Matoma devolveu-lhes a canção com uma nova mistura, repleta de novos pormenores que os The Vamps adoraram. Rapidamente nascia assim uma colaboração entre os The Vamps e Matoma.

All Night” é a primeira canção retirada do terceiro álbums dos The Vamps, que será lançado no próximo ano. Desde que se iniciaram nestas lides musicais, em 2013, liderando os tops de vendas com os três primeiros singles – “Can We Dance”, “Wild Heart” e “Last Night” – que os quatro jovens músicos nunca mais pararam. O álbum de estreia, “Meet The Vamps” (2014), foi um grande sucesso de vendas, ao qual se sucedeu o segundo álbum, “Wake Up”. Só nos primeiros dois anos a banda esgotou quatro vezes a O2 Arena, em Londres, que tem capacidade para 20 mil pessoas, além de terem embarcado em digressões mundiais, visitando mais de 25 países.

 

Além deste novo single, o grupo prepara-se também para lançar o seu primeiro livro. “The Vamps: Our Story” já está disponível em regime de pré-venda e inclui fotografias exclusivas de bastidores e histórias da vida na estrada. Os The Vamps também criaram a sua própria editora, pela qual já assinaram artistas como o trio britânico New Hope Club ou o quarteto norte-americano The Tide.

Resistência apresenta "Ao vivo em Lisboa"…o seu novo CD + DVD

Resistência, um marco intemporal da música portuguesa regressa com novo álbum: “Ao Vivo em Lisboa”. Este novo CD/DVD apresenta na integra o concerto que a Resistência realizou no Campo Pequeno, em Lisboa, a 17 de Dezembro de 2015, o culminar da tour “Horizonte”. 

Resistência

O reportório da Resistência aparece renovado pelas canções gravadas nas sessões do Atlântic Studio, em Paço de Arcos, no verão de 2014, para o novo álbum “Horizonte” editado em Dezembro daquele ano. No seu regresso à estrada, 21 anos depois, o grupo apresenta-se com a formação original de 1991, exceptuando a ausência do guitarrista luso-alemão Fredo Mergner. Composto por seis guitarras, baixo, bateria, percussão e cinco vozes solistas, a Resistência pretende manter a chama de um projeto que desde o seu início faz a apologia da canção de autores portugueses da música eléctrica e dos concertos cantados pela comunidade do público.

 

Com a nova orquestra, os músicos do grupo começaram por recordar e recuperar todo o repertório que constituía os concertos em 1993/94, “Resistência – Ao vivo no Armazém 22” (1993), e num segundo momento, introduziram as novas canções do álbum “Horizonte” nos concertos de 2015. É este o novo alinhamento que o público pode agora desfrutar no DVD realizado por Zé Pinheiro e também na edição em CD!

 

 

O regresso a Portugal dos… James

James, a icónica banda de Manchester formada em 1982 e composta por Tim Booth (voz), Jim Glennie (baixo), Saul Davies (guitarra e violino), Mark Hunter (teclado), David Baynton-Power (bateria) e Andy Diagram (trompete), regressa mais uma vez a Portugal no dia 4 de Dezembro, depois de uma passagem em Julho pelo Festival Marés Vivas

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photo: Nuno Machado

 

A criatividade duradoura e o legado musical, tornou James uma das bandas indie britânicas mais influentes. Com 30 anos de carreira e 13 álbuns de estúdio que venderam 13 milhões de álbuns no mundo inteiro, os seus maiores hits incluem “Sit Down”, “She's A Star”, “Laid” e “Getting Away With It (All Messed Up)”. O 14º álbum, “Girl At The End Of The World” foi lançado a 18 de Março de 2016 e conta com uma breve aparição do seu ex-mentor Brian Eno.

 

Globalmente conhecidos pelas suas incríveis atuações ao vivo, a banda tem sido a atração principal e atuado nos maiores festivais em todo o mundo, como o festival Glastonbury, Lollapalooza, Rock In Rio, Coachella, Hard Rock Calling, Isle of Wight, Latitude, V Festival V, T in the  Park, entre muitos outros.

 

MEO Arena (Lisboa)

4 de Dezembro 2016

O regresso a Portugal dos Cage The Elephant…

Cage The Elephant, banda rock norte americana, mas estabelecida em Londres desde 2008, regressa a Portugal para um concerto. depois de uma passagem no Verão de 2016 pelo Festival Vodafone Paredes de Coura, dia 6 de fevereiro no Coliseu, no Porto. O grupo traz 4 aclamados discos de originais, com destaque para “Tell Me I'm Pretty”, editado em dezembro de 2015.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

O álbum homónimo de estreia da banda, lançado em 2008, contou com vários singles de sucesso em destaque nas principais rádios e ganhou uma autêntica legião de seguidores. No entanto, o ano da verdadeira explosão do grupo deu-se em 2013 com o lançamento do terceiro disco de estúdio, “Melophobia”, nomeado em 2015 para um Grammy, na categoria “Best Alternative Music Album”.

O quarto trabalho de originais do grupo veio comprovar o talento e o merecido reconhecimento da banda. “Tell Me I'm Pretty” foi produzido por Dan Auerbach, dos Black Keys, e foi apresentado aos fãs no final de 2015. Cage The Elephant são Matt Shultz na voz, Brad Shultz na guitarra, Daniel Tichenor no baixo e Jared Champion na bateria, para ver ou rever dia 6 de fevereiro no Coliseu do Porto.

 

Coliseu (Porto)

6 de Fevereiro 2016 | 21.00h