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Glam Magazine

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"Check In" traz um TNT renovado com Melo D

TNT, um dos homens do leme da editora da Margem Sul Mano a Mano, sucede a "MS Pide", tema lançado este Verão na companhia de Blasph, aka Frankie Dilúvio, com "Check In", canção que conta com participação especial de Melo D.

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Para este novo single cujo vídeo acaba de estrear, TNT recupera uma velha canção dos Cool Hipnoise, "Ponto Sem Retorno", single retirado do segundo álbum da banda lançado originalmente em 1997, “Missão Groove”.

O rapper da Margem Sul admite que foi sempre fã dos Cool Hipnoise: "Foi uma das minhas primeiras referências, aquele som carregado de alma e groove, a voz do Melo, são sinónimos de anos 90, de boas memórias, por isso há muito que desejava pegar nesse clássico para fazer algo de novo". "Check In" está aí e marca oficialmente o momento de embarque de TNT rumo ao novo álbum que continua sem data de edição definida, mas que está apontado ao arranque de 2017.

GNR gravam primeiro CD/DVD ao vivo…

Em 2016, os GNR celebram 35 anos de edições de referência e concertos incontornáveis como aquele que marcou a história da música portuguesa em 1992 no Estádio de Alvalade.

cartaz 1024x540.pngChegou agora o momento de captar o resumo da sua história em CD/DVD. Este registo será gravado nos espetáculos agendados para novembro - Multiusos de Guimarães (dia 5) e Campo Pequeno (dia 12), com realização de André Tentúgal, responsável pela realização dos dois vídeoclips mais recentes de GNR, "Cadeira Eléctrica" e "Dançar Sós". Os concertos de Guimarães e Lisboa contam com a presença de três convidados que já se juntaram à banda do Porto em diferentes momentos da sua carreira: Javier Andreu, o carismático vocalista dos La Frontera que partilha com Rui Reininho o tema "Sangue Oculto", Isabel Silvestre, a inconfundível voz de "Pronúncia do Norte" e Rita Redshoes que gravou com os GNR o seu mais recente single "Dançar Sós".

Além destes convidados, os concertos contam com um alinhamento totalmente dedicado aos maiores êxitos de GNR e ainda com alguns temas que a banda não toca há vários anos.

As letras únicas de Rui Reininho, assim como o seu carácter singular em palco, aliadas às composições de Tóli César Machado e linhas de baixo de Jorge Romão são responsáveis por inúmeros singles que continuam a marcar várias gerações e serão eternizados no primeiro CD/DVD da história da banda.

Hiromi é a estrela do jazz que iluminará o Theatro Circo

Na próxima quinta, pelas 21h30, um dos maiores prodígios do piano estará em Braga… falamos da japonesa Hiromi. Virá apresentar o mais recente trabalho “Spark” com o The Trio Project, dois gigantes da cena jazz americana com Jimmy Johnson no baixo e Simon Philips na bateria

No jazz, a pianista é vista como uma das maiores instrumentistas que há memória tendo corrido muitas das maiores salas de espetáculo do mundo. Em 2011 acaba mesmo por ganhar um grammy na categoria de melhor álbum jazz contemporâneo com o álbum The Stanley Clark Band CD.

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O seu percurso pelo piano começou desde cedo aos seis anos de idade. O seu currículo de formação é invejável. Começou pela Yamaha School of Music e continuou os seus estudos na Berklee School of Music de Boston, onde acaba por conhecer o seu mentor, Ahmad Jamal, um dos pianistas prediletos do lendário Miles Davis.

Dia 13 de Outubro no Theatro Circo em Braga e dia 14 segue para sul para se apresentar em Faro no Teatro das Figuras

 

Theatro Circo (Braga)

13 de Outubro 2016 | 21.30h

Jameson Urban Routes… Discos em estreia (Bloom)

Tremble like a Flower” é o nome do primeiro disco de Bloom, compositor e cantor inglês prematuramente falecido que há cerca de três anos encarnou criativamente no cantor português JP Simões, assim se introduz o primeiro registo deste novo alter-ego do cantautor português. De volta ao inglês, e na companhia de Miguel Nicolau, Marco Franco e Sérgio Costa, JP Simões volta a traçar um novo capítulo da sua história..

bloomfoto.jpgJP Simões é o camaleão do cancioneiro nacional. Seja em Belle Chase Hotel, em Quinteto Tati ou a solo, JP tem vindo, ao longo da sua carreira, a deixar-nos presos à cadeira. A bossa é o ponto de partida para a violência poética das suas palavras, da sua geração, da sua vida.

Bloom é um rasgar com o passado, é cantado em inglês e acompanhado pelas contribuições de Miguel Nicolau, Marco Franco e Sérgio Costa.

 

Jameson Urban Routes / Musicbox (Lisboa)

25 de Outubro 2016 | 21.00h

Jameson Urban Routes… Discos em estreia (Mykki Blanco)

Chama-se “Mykki”, este aguardado disco de estreia de Mykki Blanco e volta a questionar as barreiras e categorizações de género no hip hop, na música e na sociedade. O trabalho, assumidamente pessoal e emocional, é a natural evolução do polémico e controverso artista

mykkiblanco2_mini.jpgDatado dos anos 90, o queer hip hop tem sido, desde 2010, terra fértil para um conjunto de novos artistas que têm repensado e reconstruído o universo do género. O nome de Mykki Blanco é, talvez, um dos mais referenciados líderes do género. Polémico, provocador e inesperado, rapper, artista e performer, Mykki tem alimentados um de transgressão que desafia os temas e imagens do rap, como o conhecemos, colocando-lhe novas barreiras sonoramente mais próximas da electrónica e rebatendo preconceitos e conceitos de identidade. Neste regresso à capital, onde foi preso detido por “resistência a agente” em 2012, traz novo longa-duração.

O primeiro avanço já é público e não tem “parental advisor”.

 

Jameson Urban Routes / Musicbox (Lisboa)

29 de Outubro 2016 | 00.30h

Jameson Urban Routes… Discos em estreia (65DaysofStatic)

Foi pensado para servir de banda sonora para um dos mais aguardados videojogos de 2016, “No Man’s Sky”, explorando o já referenciado registo cinematográfico e sci-fi que a lhes estava associado. Sucessão natural do aclamado “Wild Lights”, editado em 2013, “No Man’s Sky: Music For An Infinite Universe” é um passo arriscado na direcção de uma nova fronteira que não deverá assustar uma banda que, curricluarmente, ise propõe à contacte evolução.

65daysofstatic

photo: Danny Payne

 

Assente na imprevisibilidade e na urgência, o colectivo britânico 65daysofstatic reinventa a linguagem do post-rock, libertando-o de quaisquer amarras e reconstruindo-o a partir de espasmos glitch e outros ritmos e arritmias de raiz electrónica. Desde a estreia com o clássico “The Fall of Math” que erguem uma obra ímpar e em constante evolução, onde cabem tanto a contemplação como a euforia, tanto a paisagem nebular como a cadência industrial.

Pela primeira vez em nome próprio em Portugal, os 65daysofstatic partilham-na ao vivo a 27 de Outubro no Jameson Urban Routes, por onde passam com disco novo.

 

Jameson Urban Routes / Musicbox (Lisboa)

27 de Outubro 2016 | 21.00h

Howe Gelb regressa a Portugal, ao piano, em Novembro para 2 concertos...

Chega-nos de Tucson, Arizona, um dos mais reconhecidos e importantes nomes dos géneros Americana ou Alt-Country… Howe Gelb. A sua carreira tem uma história de mais de três décadas, inúmeras edições e é feita em nome próprio, mas igualmente com projetos que criou, de onde se destacam os Giant Sand e Op8.

Howe Gelb - Future Standars03 - credit Daniel Diazphoto: Daniel Diaz

 

Como nota da importância dos Giant Sand, sublinhar que por lá, de forma flutuante, passaram nomes como John Convertino e Joey Burns (Calexico) e músicos convidados como Victoria Williams, Neko Case, Juliana Hatfield, PJ Harvey, Vic Chesnutt, M. Ward, Isobel Campbell, entre outros. Multi-instrumentista e compositor de excelência, Howe Gelb é um dos melhores escritores de canções norte americanos da atualidade, regressa a Portugal em Novembro, sob o nome Howe Gelb Piano Trio, com 2 concertos já agendados, dia 24 de Novembro no Auditório de Espinho e dia 25 vai ser presença na Casa do Alentejo em Lisboa, integrado no Vodafone Mexefest.

No seu novo disco, “Future Standards”, o norte-americano criou doze belíssimas baladas ao piano que se deixam tingir pelo gospel, o rhythm and blues ou o jazz. O disco começou em Amesterdão, passou por Tucson e acabou em Nova Iorque. Howe Gelb apresenta-se com o seu Piano Trio, com Thøger Lund no baixo e Andrew Collberg na bateria

 

Auditório (Espinho)

24 de Novembro 2016

 

Vodafone Mexefest / Casa do Alentejo (Lisboa)

25 de Novembro 206

Pensão Flor levam “Sul” ao Museu do Fado

Os Pensão Flor chegam ao seu segundo álbum, “Sul”, com a renovada intenção de dar à música portuguesa novas, radiantes e inesperadas canções onde a música portuguesa de raiz – seja urbana como o fado de Lisboa ou de inspiração mais rural – encontra facilmente ecos noutras músicas. Uma música em que estes elementos se conjugam de uma forma orgânica, verdadeira, singela e de uma beleza deslumbrante.

Com uma nova formação em que se mantêm os músicos, compositores e letristas Vânia Couto (voz), Tiago Curado de Almeida (guitarra clássica e voz) e Luís Pedro Madeira (piano e acordeão) – aos quais se juntaram Hugo Gambóias (guitarra portuguesa) e Ni Ferreirinha (baixo acústico), os Pensão Flor estão, em “Sul”, mais maduros, mais ousados, mais conscientes do caminho a seguir, das histórias que querem contar e das emoções que pretendem transmitir.

pensao_flor.jpgA história dos Pensão Flor começou absolutamente por acaso e junta… duas guitarras portuguesas. Tiago Curado de Almeida – actualmente arquitecto, para além de mentor dos Pensão Flor – começou muito novo a ter aulas de guitarra portuguesa com Manuel Portugal. Mas durante alguns anos trocou-a pela guitarra clássica e por outras músicas que não a sonoridade característica do fado de Coimbra, a sua cidade. No início desta década, porém, Tiago foi convidado por Manuel Portugal a participar numa homenagem a António Portugal, mítico guitarrista de Coimbra e pai de Manuel. Tiago respondeu à chamada e a cumplicidade entre os dois foi retomada. Uma cumplicidade que cresceu de forma exponencial e criativa quando Tiago – que nunca tivera uma banda ou pensara sequer em vir a compor música ou escrever letras para canções – compôs, fruto das agruras e mágoas do amor, a sua primeira canção: “Entrega”. A semente dos Pensão Flor estava definitivamente lançada, muito mais canções nasceram e ao núcleo fundador dos Pensão Flor juntaram-se músicos oriundos de algumas das instituições musicais mais respeitadas da cidade como o GEFAC, a Brigada Victor Jara, os WrayGunn ou os Belle Chase Hotel: Vânia Couto, Luís Pedro Madeira, Luís Garção Nunes, Pedro Lopes e Gonçalo Leonardo. Foi com eles que Tiago e Manuel gravaram “O Caso da Pensão Flor” (2013), uma fantasia musical que tinha como protagonistas os hóspedes desta residência.

 

Agora chega-nos o seu segundo álbum. Um álbum que tem como inspiração maior personagens que habitam para além da Pensão Flor – os seus amores e desamores, as suas mágoas e ambições, os seus segredos e paixões... – mas onde se retratam também aqueles que partiram e os que ficaram num pedaço de terra, o “Sul”, que para todos nós já não é imaginário mas bem real.

 

Museu do Fado (Lisboa)

14 de Outubro 2016 | 21.30h

Destaque a Portugal no Eurosonic 2017… anunciados 8 artistas portugueses presentes na maior feira profissional europeia

Depois de Marta Ren, primeira artista nacional anunciada neste evento através da parceria histórica entre o festival holandês e a Antena 3, são agora revelados mais oito artistas nacionais que integram o alinhamento do Eurosonic Noorderslag 2017 no ano em que Portugal será o país de destaque / country focus:

wwz.jpgThe Gift, Dj Ride, Gisela João, Glockenwise, Memória De Peixe, Neev, :Papercutz e We Bless This Mess

 

Estes artistas, selecionados pela equipa de programação do Eurosonic Noorderslag a partir de mais de 200 candidaturas de projetos portugueses, integram o alinhamento de concertos do evento com espetáculos ao vivo direcionados ao público holandês e aos mais de 4.000 profissionais da indústria da música mundial de 11 a 14 de janeiro de 2017. Trata-se de um primeiro anúncio que, em breve, será acompanhado de mais confirmações uma vez que, em ano de country focus, prevê-se que o número de atuações de artistas portugueses no Eurosonic seja bastante significativo, como tem sido adiantado pela plataforma WHY Portugal.

www.jpgEsta é a missão que reúne mais esforços por parte da plataforma WHY Portugal, naquele que é considerado o maior festival europeu de showcase de novos talentos da música. Nas palavras de Nuno Saraiva do WHY Portugal "ser contry focus no Eurosonic Nooderslag 2017 é a melhor oportunidade para conetar a nova música que se faz em Portugal e os novos mercados, introduzindo a diversidade de estilos musicais que se fazem agora no nosso país a uma audiência mais internacional".

 

Nuno Saraiva revela ainda que a organização do WHY Portugal está “entusiasmada por dar a conhecer a nova música portuguesa na Holanda. Há tantos bons artistas hoje em dia em Portugal que é, sem dúvida, um trabalho árduo para a organização do Eurosonic escolher quais os melhores para se apresentarem diante a indústria musical e uma audiência europeia".       

rr.jpgAlguns dos artistas selecionados para participarem do Eurosonic 2017 apresentam-se ao vivo no Musicbox, em Lisboa, nos dias 9 e 10 de novembro. A programação completa deste evento será apresentada em breve.

Depeche Mode… Novo disco “Spirit” chega na primavera de 2017

Os Depeche Mode estão de regresso a Portugal. A banda inglesa volta ao palco do NOS Alive, depois de terem atuado no mesmo festival, num concerto memorável, em 2013.

Depeche Mode foto.pngPrimeira confirmação do NOS Alive’17, os Depeche Mode atuarão no dia 8 de julho, no Palco NOS, no decorrer de uma digressão mundial de apresentação do novo álbum de estúdio, com data de lançamento agendada para a Primavera do próximo ano.

Spirit” será o 14.º disco de originais do grupo, sucessor do aclamado “Delta Machine”, que atingiu os tops das tabelas em 12 países e o quinto lugar em outros 26. “Spirit” está a ser produzido por James Ford, membro fundador da banda Simian Mobile Disco, responsável por discos de nomes como Florence and The Machine e Arctic Monkeys. Este álbum será editado na Primavera de 2017.

 

O concerto no NOS Alive’17 fará parte da 18.ª digressão da banda, intitulada “Global Spirit Tour”. Os elementos do grupo, Dave Gahan, Martin Gore e Andy Fletcher, prometem um espetáculo inovador e muito emotivo. Depois de mais de 100 milhões de discos vendidos e após terem atuado para mais de 30 milhões de fãs, por todo o mundo, os Depeche Mode continuam a surpreender e a reunir rasgados elogios da crítica.

Lince… o projeto a solo de Sofia Ribeiro

Sofia Ribeiro nasceu em Guimarães, mas atualmente reside no Porto. Estudou dança, música e artes plásticas e divide, hoje, o seu tempo por várias áreas artísticas. O seu percurso na música destacou-se, nos últimos anos, por fazer parte de We Trust e de There Must Be a Place, onde tocava sintetizadores e piano.

sofia.pngInicia agora o seu projecto musical a solo, LINCE, que a traz sonoramente, através de vozes, pianos e sintetizadores através de dois temas, “Call me Home” e “Earth Space”. Os vídeos foram realizados por André Tentugal

““Call me Home” é um debate entre o querer ser descoberto e desconstruído e o tentarem trazer-me à razão que rejeito; “Earth Space” é uma metáfora para as deslocações de personalidade que sentimos em determinados momentos, quando ficamos longe do nosso lugar. Descobrimos que esse também somos nós”.

 

 

"Além das Horas" de Afonso Pais & Rita Maria

Afonso Pais, referência estabelecida na cena musical nacional, desenvolve desde o início da sua carreira artística um trabalho de composição exploratório das vertentes e possibilidades da música escrita e da improvisação. Viveu em Nova Iorque os primeiros cinco anos da sua vida profissional, período após o qual se estabeleceu em Lisboa.

Tendo colaborado com cantautores como Edu Lobo, Ivan Lins, Rui Veloso ou JP Simões, partilhado o palco ou estúdio com cantores como Dee Dee Bridgewater, Camané e António Zambujo, e gravado com nomes maiores da música instrumental como por exemplo Peter Bernstein, Perico Sambeat ou João Paulo Esteves da Silva, Afonso Pais apresenta agora a sua parceria artística com a aclamada cantora Rita Maria, singular intérprete e improvisadora, com o projecto intitulado "Além das Horas".

capa_paraalmdashoras_mini.jpgRita Maria, por seu lado, conta com um percurso musical eclético, fruto do contacto que teve com as mais variadas culturas musicais, as quais encontrou nas temporadas que a levaram aos Estados Unidos, Índia e Ecuador, estando agora de regresso a Portugal. Ao longo dos últimos anos tem trabalhado com Mário Laginha, Carlos Bica, Ziv Ravitz, Elias Meister ou Maria Tejada, para citar alguns nomes, apurando a sua personalidade musical e expressão artística através do instrumento que a acompanha desde sempre: a Voz.

 

Mais do que uma combinação ou cruzamento de estilos musicais, o repertório reflecte uma assimilação, usando o formato de canção, a expressão da palavra cantada em português, abrangendo a improvisação, a unidade e interacção do grupo, sem compromissos de pertença a alguma tipologia musical pré-determinante ou predominante.

 

"Além das Horas" é editado em disco a 4 de Novembro de 2016 pela editora alemã ENJA Records. Nesta colecção de canções Portuguesas, com e sem letra, pontualmente instrumentais, cada composição introduz o seu universo musical sem contudo o delimitar. A narrativa musical leva-nos através das canções, pela voz de Rita Maria segundo o imaginário de Afonso Pais, decorrendo da cumplicidade musical e parceria de longa data que consubstancia esta colaboração artística.

 

“Antas”… o EP de estreia dos Malapat…

Antas”… aldeia à beira mar no norte do país e ponto de reunião inspiracional para Tiago Ferreira e José Pedro Vinagre, é o nome do primeiro registo dos Malapata. E é daí que partem, certamente em imaginados corcéis, para uma viagem sem termo pelos caminhos do amor, do ócio e da frustração. A trote ou a galope, a toada é suave e respirada, tanto quanto é decidida: a ideia é não voltar atrás.

folder.pngNuma referência a Midnight Cowboy de John Schlesinger, a capa do EP mostra os dois cúmplices a caminhar, como Joe e Ratso, em direcção ao que já não querem ser, aceitando que do outro lado está só a próxima lição. São 5 canções assertivas, nascidas da guitarra e recortadas pelo embalo dos dias, que evocam dramas maiores em subtextos feitos de tarolas cavalgantes, tímpanos gloriosos, slide guitar tocado nos degraus da autocaravana estacionada na orla de um deserto de emoções ou declarações de interesse como a que encontramos no refrão de Mágoa das pedras: “quem te há-de salvar do que tinhas de melhor (…), quanto mais fácil for o dia, mais rancor ficou”.

Em “Antas” há sol e brisa como há chuva e tempestade, contados com cinismo e delicadeza, como se vivessem presos dentro de uma história de embalar ou de uma melodia de Harry Nilsson.


(André Simão Reis)

Festival Internacional de Marionetas do Porto está de volta…

O Festival Internacional de Marionetas do Porto está de volta entre 13 e 23 de outubro. Esta 27ª edição vai contar com 24 apresentações, dez espetáculos, entre os quais um concerto, quatro workshops, três "work in progress" e ainda uma livraria ambulante proveniente de Évora – a super-moto-quase-marioneta “On the Road”, carregada de livros, cadernos gráficos e brinquedos óticos, vai circular por vários espaços da cidade. Quase 50 por cento da oferta ao público é gratuita.

Image1.jpgO festival começa no Palácio do Bolhão com "Não sei o que o amanhã trará", da Limite Zero, mas arranca oficialmente no Rivoli com "O segredo de Simónides - Colecção de Colecionadores", de Raquel André, projeto vencedor da 2ª Bolsa de Criação Isabel Alves Costa, uma iniciativa conjunta entre o FIMP e as Comédias do Minho, coproduzida pelo Teatro Municipal do Porto.

2016 marca também o regresso do FIMP ao Mosteiro de São Bento da Vitória, que acolhe duas gerações de berlinenses com "Pulling Strings", de Eva Meyer-Keller, e "Cabaret Berlinn", de Peter Waschinsky, autor que vai também coordenar um workshop.

Ao longo do festival vão ser várias as atividades de acesso gratuito, como as várias encenações de "O capuchinho vermelho", pelo Era Uma Vez, Teatro de Marionetas, que vai representar a peça na praça do Metro da Trindade, na escola 2,3 do Viso, no Centro Comunitário de Ramalde e na Associação de Moradores do Bairro Antigo da Pasteleira. Todos os Workshops (WOP´s) são de entrada gratuita, assim como os Work in Progress' (WIP's).

 

O programa pode ser descarregado aqui

Genes lança EP de estreia….

Genes é o nom-de-plume de Luís Teixeira, jovem estudante apaixonado pela escrita e pela música. Essa paixão leva-o a fundar o Montijo Sound em 2013 motivado pela efervescência sonora que via acontecer à sua volta. Inspirado desde cedo pelo seu único primo (Alex D'alva Teixeira), começou a escrever rimas com 17 e começou a gravar os seus vocais num microfone que comprara num bazar chinês.

genes

Entusiasmado e sempre pró-ativo fundiu a sua vida escolar com inúmeros hobbies, sendo um deles o IndieotaFESTAval, festival montado de raíz pelo mesmo. No verão deste ano trabalhou num restaurante para conseguir financiar sozinho o festival. Com a gestão que fez desse dinheiro financiou o festival e ainda amealhou dinheiro para um microfone, um condensador e um bom programa de gravação caseira.

 

"Passei o verão inteiro a escrever aquilo que via acontecer à minha volta há medida que me afundava cada vez mais num submundo de exploração pós-juvenil, o trabalho sobrecarregou-me mas ensinou-me algumas coisas, coisas que vou levar para sempre. Ensinou-me o verdadeiro significado da palavra "amadurecer". Luís Teixeira

Influenciado por Mike El Nite e Prof Jam e sem medo de assumir essas influências, como se ouve em "Eu estou a tchilar com o cap do big bobs", "Genes" é o fruto de um estado de bipolaridade enquanto jovem trabalhador, a prova mais palpável de todas as mudanças que foram acontecendo ao longo destes últimos três meses, é também um grito nalgumas estâncias, noutras são desabafos, noutras são momentos de descompressão. O disco foi inteiramente escrito entre pausas de trabalho e madrugadas pós-trabalho, houve canções que demoraram dias a ser escritas... Acima de tudo que está referido no texto, este EP deve ser uma celebração, deve ser visto como um momento feliz, poder depois destes meses todos poder partilhar o seu trabalho com o "mundo" é o derradeiro prémio.

Há um single que antecipa esse EP que é inteiramente gravado, masterizado e mixado por Genes e haverá datas a anunciar muito em breve. O EP "Genes" foi lançado a 10 de Outubro.

Filmes de Avanca em Itália num dos mais antigos festivais de cinema do mundo…

Três filmes produzidos ou co-produzidos pelo Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo, fazem parte da competição oficial do “65° Montecatini International Short Film Festival”, um dos mais antigos eventos de cinema do mundo. Os filmes serão exibidos  no Cinema Teatro Imperiale de Montecatini, na Toscana italiana.

Montecatini é o festival de cinema de curta-metragem mais antigo do mundo e o segundo mais antigo de Itália, após o Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Landing 005.jpgEste evento foi criado com o objetivo de atuar como um ponto de referência para o cinema independente em Itália e possui entre os vencedores, e numerosos convidados de honra que enriquecem a sua história, personalidades entre os maiores na paisagem cinematográfica e cultural italiana e internacional, como Alberto Sordi, Giulietta Masina, Nanni Moretti, Pupi Avati, Marco Bellocchio ou Rutger Hauer. Neste festival serão exibidos filmes produzidos por Avanca e abordam a  animação, a ficção e o cinema experimental entre a dança e a ficção.

 

GALOPE de Raquel Felgueiras é uma animação que num único e breve minuto tenta relatar a evolução da História através da imagem de um cavalo. Ao mesmo tempo, este filme procura estabelecer uma relação desta imagem com a evolução do cinema. Dos desenhos rupestres aos jogos ópticos, com o cavalo sempre presente. Como se o cinema tivesse no cavalo o seu animador por excelência. Este filme teve a sua estreia no Festival de Cinema de Avanca

 

LANDING (na fotografia) de Filipe Martins é um projeto híbrido entre o vídeo-dança e a narrativa ficcional, que também teve a sua estreia no Festival de Cinema de Avanca. A partir de uma interpretação do trabalho coreográfico de Né Barros, personagens metafóricas cruzam-se numa história contada através dos gestos, dos corpos e dos lugares. Neste filme, o grande conflito que atravessa este percurso da vida é o da aterragem sempre incompleta: a aterragem que não será afinal mais do que a chegada a um estado de coisas, a uma imobilidade definitiva. É o eterno conflito entre o arrebatamento das paixões e a aspiração oculta à serenidade, ao equilíbrio, ao conformismo e à morte. Este filme foi co-produzido pelo Ballet Teatro do Porto.

 

RETRATO, SOMBRA, GRITO de Ana Luísa Vale é uma ficção, que teve a sua estreia no Fantasporto. Neste filme, um homem fotografa uma mulher sentada a ler num jardim. O que parece uma premissa simples divide-se em três perspetivas que relacionam a fotografia com o cinema.

A câmara, o olhar, a consciência do espetador, é tudo um espreitar rápido sobre o visor, que expõe a nudez da realidade e a torna numa ficção. Esta obra foi co-produzido pela ESAP – Escola Superior Artística do Porto.

 

 

Estas obras integram o projeto de produção cinematográfica que em Avanca, concelho de Estarreja, tem permitido uma produção regular de cinema entre 10 a 12 filmes ao ano. É também neste contexto que surgiu em 1997 o Festival de Cinema AVANCA que comemorou este ano a sua 20ª edição, afirmando-se como um evento único no país. O festival tem procurado ao longo da sua existência exibir de forma eclética uma seleção da mais recente produção do cinema mundial.

Selwyn Jacob no Oitavo Ciclo do Há Filme na Baixa…

Nos dias 11 e 12 de outubro, o Há Filmes na Baixa! apresenta, no Passos Manuel, um ciclo dedicado ao produtor do National Film Board do Canadá Selwyn Jacob, que estará presente no Porto. Serão exibidos dois filmes produzidos por este produtor: Mighty Jerome, de Charles Officer; e Ninth Floor, de Mina Shum. Ambos os filmes são reapreciações de histórias sobre material de arquivo, e, em especial, de momentos importantes da história do Canadá.

Ninth-Floor-Andrej-7000431.jpgSelwyn entrou para o NFB em 1997, e desde então produziu cerca de 50 filmes. Os seus créditos recentes incluem Crazywater, realizado pelo cineasta Dennis Allen; Hue: A Matter of Colour, uma coprodução com Sepia Films, realizado por Vic Sarin; Mighty Jerome, escrito e realizado por Charles Officer; o projeto digital interativo Circa 1948, pelo artista Stan Douglas; e Ninth Floor, um documentário sobre o infame motim Sir George Williams, que aconteceu em Montreal em 1969, escrito e realizado pela aclamada cineasta Mina Shum. Selwyn já ganhou cinco Emmys ao longo da carreira, esteve nomeado para Óscares, e estreou filmes em festivais como Sundance ou Tribeca. É uma testemunha viva da produção canadiana das últimas décadas.

 

No segundo dia do ciclo, a 12 de outubro, Selwyn Jacob estará presente na sessão para falar com o público. Ambas as sessões decorrerão no Cinema Passos Manuel.