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Glam Magazine

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Alek Rein… Lançamento de “Mirror Lane”

Vivemos tempos fascinantes. Observando em redor, o panorama musical lisboeta não tem cessado de expandir horizontes e de revelar enormes surpresas. Seja pela novidade de espaços, colectivos, colaborações e, claro, pelos criadores. Muita desta fracção pertence a uma nova geração que por entre um misto de persistência e paixão vai cunhando uma posição importante e de valor ainda inestimável para um futuro próximo.

2016 - Alek Rein.jpgSe existe nome a destacar-se nessa turma, Alexandre Rendeiro é definitivamente um deles. Afinal o seu percurso enquanto Alek Rein não é tão recente quanto isso e cinco anos já passaram desde o auspicioso EP “Gemin”’. Foi por lá que escutámos então um clássico imediato chamado “Ligia”, detentor de um estranho e forte magnestismo apenas presente quando nos encontramos perante algo de facto especial. Agora, a espera por mais material terminou e paira a sensação que 2016 será o ano Alek Rein. Como todo o mérito, diga-se.

 

Na casa onde já se apresentou no passado, Rendeiro assegurará uma rigorosa apresentação daquele que é o álbum de estreia “Mirror Lane”. Como não poderia deixar de ser, traz novos ares em relação às pistas anteriores. Se antes as gravações nasciam de uma estrutura solitária, neste novo capítulo surge rodeado de acompanhantes de luxo. À bateria de Luís Barros, acrescente-se o baixo de Alexandre Fernandes. Esta formação de trio, encabeçada pela voz e guitarra de Rendeiro, incute um brilho inédito ao seu pulsar cancioneiro entretanto já conhecido. Mas a lista de ilustres não se fica pela formação da banda. A gravação do longa duração esteve a cargo de Filipe Sambado (outro ponto essencial neste universo), tendo sido posteriormente misturado por Eduardo Vinhas nos famosos Golden Pony Studios e masterizado por Steven Berson nas salas Total Sonic Media por onde já passaram estrelas como Charles Bradley ou Sharon Jones & The Dap-Kings.

 

Galeria ZDB (Lisboa)

30 de Setembro 2016 | 22.00h

Elza Soares apresenta “A Mulher do Fim do Mundo”

Ícone da música brasileira, Elza Soares traz a Portugal o seu mais recente trabalho, “A Mulher do Fim do Mundo”, um álbum apocalíptico, de samba sujo experimental, onde aborda temas como o racismo, a violência doméstica, transsexualidade e drogas.

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Eleito o Melhor Disco de 2015 pela Rolling Stone Brasil, “A Mulher do Fim do Mundo” é o primeiro álbum, em 60 anos de carreira, composto exclusivamente por temas inéditos, escritos para Elza Soares. Do samba ao rock, sem esquecer o rap e a electrónica, este disco é a consagração da cantora de 78 anos vinda do planeta fome. Recentemente nomeado para o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, o 34.º trabalho da cantora tem ainda o tema “Maria da Vila Matilde” a concorrer a Melhor Canção em Língua Portuguesa.

Monumento brasileiro, diva da bossa negra, mulher furacão e cantora do milénio são algumas das designações de Elza Soares que regressa a Portugal para um espectáculo na Casa da Música a 24 de Novembro e uma passagem pelo festival Vodafone Mexefest em Lisboa.

 

Casa da Música (Porto)

24 de Novembro 2016

 

Vodafone Mexefest (Lisboa)

25 de Novembro 2016

 

Galgo… Apresentação de “Pensar Faz Emagrecer”

Já tem data o lançamento do disco de estreia dos lisboetas Galgo.

O longa duração, gravado nos estúdios HAUS, chegou às lojas nacionais no passado dia 23 de Setembro. O concerto de apresentação está marcado para o Musicbox, em Lisboa, já amanha, 29 de Setembro.

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O avanço para o longa duração, “Skela”, já anda a rodar nas principais rádios nacionais.

Pensar Faz Emagrecer” foi produzido, gravado, misturado e masterizado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim no Haus Studios, com a assistência de Miguel Abelaira. A edição sai com selo Sony Music e Blitz Records.

 

Musicbox (Lisboa)

29 de Setembro 2016 | 22.30h

Sons do Bussaco… a jigsaw no dia Mundial da Música

Na Mata do Bussaco os sons vão continuar a sentir-se e os próximos nomes em cartaz são os portugueses a Jigsaw e americano Tom Brosseau.

Quem visita o Bussaco e a sua mata não pode deixar de admirar o antigo Convento de Santa Cruz. Fundado em 1628, o Convento dos Carmelitas Descalços é um edifício em perfeita comunhão com a natureza, onde se evidencia a simplicidade do espaço. Ao entrar na igreja aguarda-o um conjunto de obras de arte sacra que valem pela sua singularidade, pela sua história. Este é o cenário perfeito para os concertos do ciclo "Sons do Bussaco".

a jigsaw.jpgOs a Jigsaw ocupam um lugar singular na música portuguesa e internacional, com uma sonoridade inspirada no universo da música popular norte-americana, em particular do folk e dos blues.

A revista francesa Les Inrockuptibles afirmava em 2012 que os a Jigsaw eram uma banda a seguir. Em 2014, a especializada revista que os coloca junto de nomes como Tom Waits e Leonard Cohen, voltava a avisar para que não se perca de vista este duo conimbricense. E o caso não é para menos: volvidos três anos da edição do seu último trabalho de estúdio, os multi-instrumentistas Jorri e João Rui revelaram em Outono do ano passado o novo álbum, “No True Magic”.

As raízes continuam a ser o Folk, o Blues, a literatura e um conceito: “a imortalidade”.

 

Convento de Santa Cruz (Buçaco)

1 de Outubro 2016 | 21.30h

Três anos depois do fim anunciado, os LÖBO renascem...

Surgiram em 2007 e, em 2013, deram por encerrado o seu percurso. Mas os poucos anos de actividade (apenas 6) não servem para medir o impacto que os LÖBO tiveram na cena da música underground em Portugal.

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Com um único EP “Alma”, de 2010, criaram a sua própria linguagem, à qual se pode chamar de sludge/doom atmosférico, e tornaram-se numa banda de culto, amplamente respeitada e acarinhada pela crítica e pelo público. Esta sexta, no Sabotage Club, assistimos ao seu regresso, naquele que é o primeiro concerto dos LÖBO em Lisboa desde o então anunciado fim.

 

O concerto coincide com o relançamento de “Alma” em cassete pela Signal Rex e pela Ring Leader e em vinil pela Signal Rex, pelo que estarão ambas as edições disponíveis para compra no Sabotage, bem como t-shirts, sacos de pano e outro merch da banda.

 

Sabotage Club (Lisboa)

30 de Setembro 2016 | 22.30h

“Quando A Alma Não É Pequena #1” Xinobi remistura Dead Combo…

Xinobi encontra-se em estúdio a ultimar aquele que vai ser o sucessor de “1975” (com edição prevista para 2017), mas isso não o impede de abraçar outros projectos (como a banda sonora do espectáculo “Zululuzu” do Teatro Praga, que esteve em cena, até há dias, no Teatro Municipal São Luiz), nem de recriar temas que gosta, como já havia feito, por exemplo, com “And I Say” de Nicolas Jaar ou “Love Has Come Around” de Donald Byrd.

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Desta vez, Xinobi atirou-se ao trabalho de uma das bandas que mais admira, os portugueses Dead Combo, e remisturou o tema “Quando A Alma Não É Pequena #1”.

Em Outubro (20), vamos poder vê-lo ao vivo no Red Bull Music Academy Culture Clash ao lado de Moullinex, Da Chick e The Legendary Tigerman, a crew Moullinex Live Machine.

ModaLisboa apresenta Wonder Room…

Está a chegar ModaLisboa Together. Estão a chegar as marcas, os criadores, os autores e todos os nossos valores. Junta-se a oferta e a procura, o mercado e a indústria, a moda e o comércio.

De 7 a 9 de outubro, na Praça do Município, Wonder Room será a pop up store de excelência da ModaLisboa Together.

untitled.jpgSão mais de 20 marcas nacionais emergentes a apresentar as suas propostas na Lisboa Fashion Week, em áreas que vão do vestuário à joalharia, do calçado aos acessórios, do swimwear ao eyewear, da perfumaria à papelaria. Autores nacionais de design, moda, decoração, gastronomia e desporto definem as linhas de conduta de um evento único que é também uma celebração da diversidade e energia da ModaLisboa nos seus 25 anos.

 

Wonder Room Pop-Up Store

Praça Do Município

7 Out | 15h00 – 21h00 / 8 Out e 9 Out | 12h00 – 21h30

Entrada Livre

25 anos de Guimarães Jazz…

Entre os dias 5 e 19 de novembro, o Guimarães Jazz comemora a sua 25ª edição. Cumprindo vinte e cinco anos de um percurso marcado por uma reconhecida coerência e integridade artística, o Guimarães Jazz apresenta em 2016 um programa com os olhos no futuro e empenhado sobretudo no desvendar de horizontes profícuos para o jazz contemporâneo.

A efeméride que neste ano se celebra, apesar de importante do ponto de vista simbólico, não deve, no entanto, ser usada como pretexto para nos desviarmos do seu aspeto mais fundamental – a noção de que existe um espaço temporal intermédio entre o ponto de partida e o ponto de chegada no qual se desenvolveu um trabalho difícil mas consistente que permitiu que, um quarto de século após a sua edição fundadora, o Guimarães Jazz esteja hoje em posição de reivindicar para si o estatuto de festival de referência no panorama musical português, e que a construção do seu futuro é a sua tarefa mais urgente.

O traço mais distintivo do alinhamento apresentado nesta sua 25ª edição será, porventura, o facto de o festival não ceder à tentação da autocelebrarão, optando antes por focar a sua atenção no novo jazz contemporâneo, representado por um conjunto de projetos e músicos emergentes que, embora não enquadrados em qualquer tendência estilística, acrescentam ao jazz vitalidade, dinâmicas, energia rítmica e multidirecionalidade, cruzando com naturalidade e fluidez diversos idiomas musicais.

jazz.jpgO saxofonista de ascendência indiana Rudresh Mahanthappa, o trompetista norte-americano Ambrose Akinmusire (que Steve Coleman recrutou para os seus Five Elements), ambos considerados dois dos melhores músicos de 2015 pela prestigiada revista Downbeat, e o saxofonista Donny McCaslin (o líder da banda que gravou Blackstar, o último álbum editado em vida por David Bowie, acompanhado por alguns dos instrumentistas que fizeram parte dessa mesma banda) constituem, por isso, momentos fortes de um cartaz onde sobressai a grande juventude dos músicos envolvidos, algo evidente também no quarteto do baterista Matt Wilson, no qual se incluem o trompetista Kirk Knuffke e o saxofonista Jeff Lederer, e no septeto da flautista Jamie Baum, que estará responsável pelas jam sessions e workshops, atuando ao lado de uma formação composta por um conjunto notável de jovens músicos da cena jazzística norte-americana, bem como por três instrumentistas de jazz polacos.

O regresso da Liberation Music Orchestra (fundada pelo já falecido Charlie Haden, que esteve presente no festival em 2006, e agora liderada pela pianista Carla Bley) é o grande projeto “histórico” do jazz presente nesta edição do Guimarães Jazz, cujo alinhamento inclui também o San Francisco Jazz Collective, composto por alguns dos mais reputados músicos do jazz atual, nomeadamente David Sánchez, Miguel Zénon, Robin Eubanks e Matt Penman, entre outros. A terceira edição do projeto de parceria entre o festival e a Porta-Jazz terá como convidado principal o saxofonista João Mortágua, que se apresentará ao lado de outros jovens músicos europeus, e contará com a colaboração do artista plástico Hernâni Reis Baptista.

Os vinte e cinco anos do Guimarães Jazz serão assinalados com um concerto inaugural no dia 05 de novembro dirigido pelo compositor português Marco Barroso, liderando uma formação alargada que incluiu a sua Big Band LUME (que tem percorrido um trajeto ascendente de afirmação no panorama jazzístico português e europeu), a Banda da Sociedade Musical de Pevidém e o Coro BJazz da Escola de Jazz do Convívio, um projeto que tem como objetivo principal estabelecer vasos comunicantes entre o festival e a comunidade local.

Será também lançado um livro de síntese da história do festival, pensado como um exercício de homenagem aos músicos e ao público que participou na sua construção, no qual se apresenta uma perspetiva que se pretende factual e objetiva do percurso trilhado pelo Guimarães Jazz desde o momento da sua fundação até ao presente.

12º Circular Festival de Artes Performativas… Últimos dias

O encerramento da 12ª edição do Circular – Festival de Artes Performativas acontece a 1 de Outubro de 2016 com a estreia absoluta da peça "A Caçada" de Filipe Caldeira. Antes ainda é possível ver várias propostas nas áreas da dança e artes visuais de João dos Santos Martins (Portugal), Iñaki Alvarez (Espanha), Catarina Miranda (Portugal) e Gabriel Schenker (EUA/ Brasil/ Bélgica).

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Hoje, pelas 19 horas, o Café Concerto do Rivoli Teatro Municipal do Porto recebe a apresentação da publicação "Intermitências" de Joclécio Azevedo, uma edição que reúne toda a documentação produzida à volta do projecto “Intermitências”, realizado em vários espaços do Rivoli - Teatro Municipal do Porto entre Maio de 2015 e Fevereiro de 2016.

 

No dia 29 de Setembro, às 22:00, na mala voadora.porto (Rua do Almada 277, Porto), João dos Santos Martins apresenta a Conferência/Performance/Instalação "Dança da crise ou talvez ele pudesse pensar primeiro e dançar depois ou como fazer coisas sem dança ou oldschool#40 (2015)", uma conferência-performance-instalação em modo auto-biográfico de e com João dos Santos Martins a convite de Susana Pomba, com coreografia de Cyriaque Villemaux.

 

A partir de 30 de Setembro, o Circular regressa a Vila do Conde com o projecto "Air-Condition" do Iñaki Alvarez que propõe várias instalações na cidade que passarão pela Alameda dos Descobrimentos (Painel Electrónico, 30 Set e 1 out, 24h/dia, em permanência), pela Capela de Nossa Senhora da Guia (Avenida Marquês Sá da Bandeira, com disponibilização de audioguia, 30 Set e 1 Out, 18:00 às 20:00 - duração aprox. 15´), e, por fim, pela Capela de Nossa Senhora do Socorro (Rua do Socorro, projecção vídeo, 30 Set às 19:00 + 1 Out às 22:30, duração aprox. 15´).

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Também no dia 30 de Setembro, há dupla sessão no Teatro Municipal de Vila do Conde com "Boca Muralha" de Catarina Miranda (21:30) e a estreia nacional de "Pulse Constellations" de Gabriel Schenker (22:45). "Boca Muralha" de Catarina Miranda constitui a última peça da trilogia REI e aborda a divinização do estado de confronto e o desejo ontológico de disrupção, a partir do protocolo das artes do espectáculo. "Pulse Constellations" de Gabriel Schenker parte da composição electrónica Pulse Music III de John McGuire, de 1978, e combina uma variedade de batimentos, tempos e melodias na formação de uma sequência de 24 secções distintas mas interligadas, que se misturam de forma abrupta e inesperada. Com a sua performance, Schenker explora os limites entre a matemática e o orgânico, a precisão digital da música electrónica e a imprecisão analógica da dança, as fronteiras entre o dançável e o audível. “Pulse Constellations” segue as estruturas de composição de Pulse Music III na medida em que as decompõe em partes menores, seguindo a mesma fluidez e pela adição de linhas melódicas e rítmicas através do espaço auditivo e visual comum.

 

Cicuta apresenta disco de estreia…

Que Cicuta é esta?

Está mesmo à nossa frente. Um baterista que golpeia as peles e os pratos sem pausa para descansar, é o descanso que mata, não o veneno servido com avidez. Um homem que transforma o baixo em sintetizador, o sintetizador em delírios sci-f, os delírios sci-f em assobio de Morricone, Morricone em headbanging alucinado, e a alucinação em visão de um rock negro e excessivo que parece ter nascido para acabar com o rock bem comportado.

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Os Cicuta….

Pedro Rodrigues canta, toca os baixos e os sintetizadores e sampla o que tem que ser samplado. Sérgio Gregório mantém a roda em andamento atrás da bateria.

 

Sabotage Club (Lisboa)

29 de Setembro 2016 | 22.30h

Mina + Jam Session no Dia Mundial da Música

Os membros de Mina conheceram-se sem encontros premeditados ou planos, mas cruzaram a sua rota e agora trilham o mesmo caminho, unidos para perseguir o legado musical enriquecido pela sabedoria empírica do povo e força das suas vivências. O povo escreveu e cantou sobre o amor e a guerra, sobre o que nos unifica ou distancia, sobre a beleza, sobre as revoluções e histórias dos seus antepassados, manifestando os seus costumes, esboçando na lembrança as imagens dos navegadores à espera de um abraço no regresso a casa.

mina.jpgMina junta os músicos portugueses Pedro Lima Pereira (guitarra), Ricardo Coelho (percussão), Rui Ferreira (piano, baixo eléctrico) e Sofia Adriana Portugal (voz e percussão), à palestiniana Teresa Sliman (voz e percussão) para descobrir estas canções e rumar novamente, levando-as numa viagem para novas coordenadas.

 

Após o concerto segue-se a jam session.

 

Café da Casa da Música (Porto)

1 de Outubro 2016 | 22.00h

“Survive” de Carlos Costa estreia hoje….

"Survive" é um tema que mantém o fio condutor na estética do artista. Com produção executiva do próprio Carlos Costa (que também assina a letra da canção), conta com a participação de Gonçalo Quinaz e estreia esta quarta feira.

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O vídeo pretende ser uma canção de protesto em relação aos dias em que vivemos. Ou melhor, sobrevivemos. Depois de ter dado vida a “Tequila”, Carlos veste a pele de um jovem rebelde que destrói literalmente a sua vida num turbilhão de péssimas e inconsequentes escolhas. Num "mini-filme" onde a inconsciência e a falta de noção andam "de mãos dadas" com uma tragédia iminente, o cantor e ator reinventa-se.

A edição digital do novo single acontece no próximo dia 1 de Outubro, Dia Mundial da Música. A música é a linguagem universal, por excelência, e é no dia em que a celebra mundialmente que Carlos quer passar esta mensagem. Uma chamada de atenção em relação aos valores actuais, invertidos entre o Ter e o Ser.

“Força Humana” desvenda o Portugal contemporâneo através de “Os Lusíadas”

Esta sexta-feira, a Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães, é palco para a estreia absoluta da nova criação de António Fonseca e José Neves. Um projeto que parte de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, com música de Paulo Furtado.

© João Tuna-FORCAhumanaPRESS-1951.jpgphoto: Joâo Tuna

 

“Força Humana” parte do desejo de encontrar, na vastidão do poema épico, as pistas de decifração do Portugal contemporâneo. Ler-lhe nas linhas e nas rimas o fado que transportamos e os riscos que aceitamos correr. Saber nele como é que alguns punhados de homens, na procura de superar mais um fim da história, podem lançar-se num espaço desconhecido e reinventar-se outros, complexos, grandes e mesquinhos, diligentes e aventureiros, convictos e inconscientes... Descobrir nele como ser grande no desespero. Como romper a linha da sobrevivência e encontrar o universo.

 

Nos quase nove mil versos de Os Lusíadas, poema para ser entoado e não analisado por gramáticos, como disse António José Saraiva, está uma música muito particular que é a língua portuguesa. A pedra de toque deste projeto assenta assim no trabalho de António Fonseca e José Neves, dois atores do prazer das palavras, dois intérpretes capazes de todas as buscas que uma personagem-povo pode propiciar. Depois ainda, a música das palavras dialoga com outras músicas, tão ou mais essenciais, através da partitura de Paulo Furtado, espécie de via múltipla entre uma música que viaja e os sons da contemporaneidade. Ou o espaço de F. Ribeiro povoado pelos figurinos de Nuno Gama, a conferir uma imagem surpreendente e contraditória.

© João Tuna-FORCAhumanaPRESS-2151.jpgphoto: Joâo Tuna

 

Finalmente, tudo ecoa numa espécie de memória do presente e do futuro, num confronto entre o que encontramos na paisagem poética de Camões e os eventuais traços distintivos, identitários ou massificadores, de todos nós e de todos os outros que nos rodeiam e não vemos sequer, ou vemos como manifestações de um lugar exótico que não é o nosso.

Força Humana” nasce da urgência da poesia, do desejo de ser que é próprio do teatro, da inquietude e da intangibilidade que emergem da música e da síntese entre unidade formal e rugosidade que vem da arte contemporânea.

 

Plataforma das Artes e da Criatividade (Guimarães)

30 de Setembro 2016 | 22.00h

Grand Sun + Caio no Eka Palace…

João Simões (ou Simon) é desde muito cedo um rapaz musicalmente curioso, muito influenciado pelo meio envolvente e consequente necessidade de experimentação sonora, integra vários projetos desde muito novo.

Toca ao vivo em pequenos festivais assim como em alguns bares desta nossa Lisboa. Decide no final de 2014 formar uma banda para responder à constante mutação do panorama musical e decide também fugir às salas de ensaio e ir para os Nirvana Studios (a casa das divagações Grand Sun desde então).

grand sun.jpgEntre as suas influências e necessidades musicais encontra-se o psicadelismo e seu revivalismo assim como o rock progressivo, o rock dos sintetizadores e dos deselegantes anos 80 e o Indie, e é isso que o liga ao Antonio, um virtuoso e extrovertido pianista e incansável criador de aveludadas linhas melódicas que emergem tanto do seu lado mais clássico como da sua criação pura e experimental.

Depois de alguns meses nos Nirvana a ensaiar com outro projeto, encontram o Miguel, o ponto de equilíbrio da banda com uma forte pulsação Jazz, Dixie e Bossa e o Manel, uma alma naïve que traz muito à-vontade à criação sonora com elementos surfy, stoner e hard-rock.

 

Caio… é um projeto musical de João Santos com uma onda Indie Folk contemporânea que vicia e se sustem na sua realidade recheada de dedilhados e acordes energéticos.

 

Eka Palace (Lisboa)

30 de Setembro 2016 | 22.00h

MALUCA e LSDXOXO em estreia no Musicbox

Dia 29 de Setembro marca duas estreias em Portugal através da Gin & Juice…  MALUCA, directamente de Brooklyn, e LSDXOXO, de Filadélfia. Uma noite suada que conta ainda com as verdadeiras especialistas de festas memoráveis: Fanfanash e Catxibi (Thug Unicorn). A hidratação vai ser essencial para acompanhar tudo o que este elenco tem para dar.

mmm.jpgMALUCA é a princesa dominicana que foi criada em Brooklyn. Com ela traz a atitude inegável, quer esteja a cantar em inglês ou em espanhol, de quem não tem medo de cruzar estilos num punk tropical que oferece um ritmo que comanda as ancas.

 

LSDXOXO traz para o palco uma atitude mais hipnótica e perversa. O nativo da Filadélfia foi treinado no clubbing underground de Nova Iorque. O resultado? Uma mistura de techno e funk carioca tingidos com influências industriais e góticas.

 

Musicbox (Lisboa)

29 de Setembro 2016 | 00.00h

Primeiro álbum dos Toulouse “Yuhng”… sai já em Outubro

Já tem data de chegada o muito aguardado e agora anunciado primeiro álbum dos Toulouse. Chama-se “Yuhng” e serve de prova de que o quarteto de Guimarães tem um condão para a pop que começa na melodia e acaba no coração. Entre o gingar indie e as guitarras dobradas e retransformadas em modulações suaves, o sucessor da cassete “Juice” agarra com refrães uma imaginação que tinge de paisagens etéreas, sonhadoras e com um brilho comovente.

untitled.jpgJuniper”, o single de avanço do disco, é o aperitivo ideal para os sabores ricos de “Yuhng” e já se encontra disponível para audição via Soundcloud. Gravado no AMPstudio, em Viana do Castelo, produzido por Paulo Miranda e masterizado por Daniel Cardoso, o primeiro longa-duração dos Toulouse tem edição prevista para 11 de Outubro com selo da Revolve.

De recordar, ainda, que o quarteto vimaranense passou recentemente pela Plano B, a propósito do NOS em D’Bandada, e prepara-se para apresentar “Yuhng” oficialmente no Mucho Flow, no CAAA de Guimarães, no próximo dia 8 de Outubro. As datas de apresentação estendem-se até ao MusicBox de Lisboa no dia 14 de Outubro e ao Alfa Bar de Leiria no dia 15, estando ainda mais concertos por ser anunciados.

Steamboat Switzerland Extended

Depois de terem passado pelas salas de espetáculos mais importantes da Europa e dos EUA e por diversos festivais internacionais, os Steamboat Switzerland fazem a estreia em Portugal no Teatro Viriato.

Formada em 1995, a banda é composta por três músicos virtuosos cujo trabalho assenta nas misturas explosivas e eletrizantes das sonoridades do Heavy-Metal e da música contemporânea. Com oito álbuns lançados, o talento do coletivo não se esgota nas complexas composições, é também aumentado pelo poder de improvisação dos músicos.

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Em palco, a banda apresenta a sua versão mais alargada, idealizada pelo compositor David Dramm e que inclui a participação de músicos de outros estilos musicais, nomeadamente três trompetistas portugueses de renome internacional, proporcionando um concerto único.

 

Teatro Viriato (Viseu)

30 de Setembro 2016 | 21.30h

 

Maus Hábitos (Porto)

1 de Outubro 2016 | 22.00h

Rita Redshoes apresenta novo single “Life is Huge”

Life is Huge” é o nome da nova canção de Rita Redshoes, o primeiro single do novo álbum, previsto editar no próximo mês de Outubro. Ficou hoje disponível em todas as plataformas digitais.

"Esta canção andava cá dentro há mais tempo do que devia, sendo que “dentro” é sítio que não sei precisar onde fica. Ainda não lhe ouvia as notas todas, tinha apenas umas frases soltas numa folha. Até que numa manhã de Março, ao piano, tomou conta das minhas mãos e roubou-me toda a atenção de que dispunha.”, descreve Rita Redshoes.

Image1.jpg“Inicialmente sorri e achei que a estava a escrever de forma certeira para uma amiga que tem pressa em viver. Horas depois, quando a terminei, percebi que era um recado para mim; é que me esqueço facilmente que a história de uma vida só é contada no fim."

O 4.º álbum de Rita Redshoes foi gravado em Berlim e na produção contou com a condução de Victor Van Vugt, produtor do seminal disco de Nick Cave, “Murder Ballads”  e do disco de Beth Orton, “Trailer Park”, vencedor do prestigiado Mercury Prize.

Para além dos já citados Nick Cave e Beth Orton, o produtor australiano já trabalhou com nomes como P.J.Harvey, Depeche Mode, The Fall, Billy Bragg ou Einsturzende Neubauten, só para citar alguns.

 

Myrica Faya encerram o ciclo de apresentação do álbum “do Cerne”

Os Myrica Faya preparam o encerramento do ciclo de apresentação do álbum “do Cerne”. Este novo trabalho da banda açoriana foi oficialmente apresentado ao público açoriano no dia 14 de Maio no Teatro Angrense, em Angra do Heroísmo. A 28 de Abril decorreu um pré-lançamento nacional no programa “Viva a Música” da Antena 1, no Teatro da Luz em Lisboa, ao qual se seguiram concertos nas FNACs Vasco da Gama e de Cascais e na Fábrica Braço de Prata em Lisboa.

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O álbum “do Cerne” é uma vez mais o reflexo do foco de trabalho da banda: a música tradicional açoriana abordada de forma diferente. “do Cerne” conta com 10 temas e, ao contrário do trabalho editado em 2014 (“Vir’ó Balho”), a maioria destes não está incluída na lista de “clássicos do folclore açoriano”, reflectindo um trabalho de pesquisa ainda mais profundo. Muitos dos temas são desconhecidos fora da sua ilha de origem, mesmo daqueles que estão habituados a ouvir música tradicional dos Açores. Com este novo trabalho, os Myrica Faya reflectem todas as influências que foram absorvendo ao longo de dois anos de convivência com outros músicos e públicos diversos, em salas e festivais de todo o país, mantendo no entanto o seu cerne que é a música tradicional açoriana.

Neste seguimento, foi lançado o primeiro videoclip da banda que teve como base o tema “Chapéu Novo” e foi realizado por Miguel Aguiar, na Quinta do Martelo em Angra do Heroísmo. Este ciclo, que teve início na ilha Terceira, revelou-se de elevado sucesso a cada concerto. A cumplicidade entre o público e a música tocada pelos Myrica Faya reflete-se num número de seguidores, cada vez maior. Desta forma, cada concerto resulta numa festa única onde a interacção entre a banda e os presentes é constante. Segundo opinião unânime de quem assiste: “cada concerto dos Myrica Faya é a riqueza da sua música, a qualidade e boa disposição dos seus elementos e muito mais!”.

_85A9820-net.jpgTudo isto pode ser comprovado nos concertos efectuados nas principais festividades da ilha Terceira, no Faial, em S. Miguel e mais recentemente nos Estados Unidos da América onde a confirmação dos atributos da banda foi por demais evidente perante o êxito alcançado junto da assistência. Neste momento, os Myrica Faya preparam-se para fechar o ciclo de apresentações deste segundo álbum com um grandioso concerto que ocorrerá no dia 4 de Outubro no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada. Será possível assistir-se, ao vivo, aos temas que compõe o álbum “do Cerne”, assim como a temas que foram registados no trabalho “Vir’ó Balho”, primeiro disco lançado pela banda açoriana. Em palco contarão com alguns convidados, nomeadamente as vozes de Vânia Dilac, Aníbal Raposo, Luís Alberto Bettencourt e Zeca Medeiros, a viola-da-terra de Rafael Carvalho e a guitarra eléctrica de Carlos Sousa.

 

No dia 15 de Outubro rumarão a Córdoba, Espanha, onde apresentarão as sonoridades açorianas no Festival de Música Folk “Al Son de la Subbética”, ao lado de grandes nomes da World Music. Apesar de ainda jovem, este é um festival que congrega os principais nomes desta vertente musical, desde os músicos, passando pelos principais organizadores e críticos da especialidade.

O álbum “do Cerne” já está disponível nas diversas plataformas digitais e alguns dos temas estão incluídos nas playlists da maioria das rádios nacionais e em estações americanas e espanholas. Dois dos temas do álbum estão incluídos no Top 40 do EthnoCloud, a maior plataforma mundial de World Music. O tema “O Balão" em 2º lugar e o tema "Sol Baixo" em 12º do Top “West European”. Na tabela global, o tema “O Balão” encontra-se em 18º lugar do Top 40.

 

Coliseu Micaelense (Ponta Delgada)

4 de Outubro 2016

 

Festival Al Son de la Subbética (Córdoba / Espanha)

15 de Outubro 2016