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Glam Magazine

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Dia Mundial da Música em Santa Maria da Feira… Encontros com a Música em palcos inusitados

Um concerto intimista no eirado da torre de menagem do Castelo da Feira, ao nascer do sol e a cerca de 15 metros de altura, marcado pelas sonoridades da cantora, compositora e instrumentista brasileira Kátya Teixeira. É esta a primeira de seis propostas inusitadas dos Encontros com a Música 2016, que celebram o Dia Mundial da Música a 1 de outubro, em Santa Maria da Feira. Uma viagem musical que prossegue a bordo do emblemático Vouguinha, na companhia da acordeonista, cantora e compositora portuguesa Celina da Piedade.

Pelo sexto ano consecutivo, o dia 1 de outubro será inteiramente dedicado à música em Santa Maria da Feira, numa iniciativa da Câmara Municipal. “Programámos seis concertos para públicos diversificados, que elevam valores da música local, nacional e internacional em seis palcos inusitados, todos eles associados à memória e à identidade coletiva feirense”, explica o vereador da Cultura, Bibliotecas e Museus, Gil Ferreira.

Castelo_vista aérea (eirado da torre de menagem).Os Encontros com a Música percorrem patrimónios e lugares distintos do concelho de Santa Maria da Feira. Começam ao nascer do sol com a brasileira Kátya Teixeira, no topo do Castelo da Feira (7h15) e prosseguem na linha do Vouga com Celina da Piedade a bordo de uma das carruagens do emblemático Vouguinha, entre S. Paio de Oleiros e Arrifana (9h30). À tarde, o hip-hop de Kaines terá como palco o empreendimento de habitação social do Ferradal (15h00); os sons da guitarra de Peixe ocupam o Monumento ao Espírito Feirense, obra de arte pública do escultor José Aurélio (17h00); e a voz e guitarra de Flak instalam-se no coreto junto à Capela do Viso, em Guisande (19h00). O último encontro com a música acontece no grande auditório do Europarque, onde as vozes do Coro da Academia de Música de Santa Maria da Feira e do Coro dos Amigos da Música de Espinho vão juntar-se à música da Orquestra Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira (21h30).

 

Todos os concertos dos Encontros com a Música têm entrada gratuita, limitada à lotação dos espaços.

O acesso ao Castelo da Feira e à carruagem do Vouguinha está sujeito a inscrição prévia, através do e-mail pelouroctbm@cm-feira.pt.

 

Amanha vamos divulgar aqui todos os detalhes da programação...

Señoritas ao vivo no Teatro Aveirense

Señoritas é o novo projeto de Mitó Mendes (A Naifa) e Sandra Baptista (A Naifa / Sitiados). Em 2014, com o fim d’A Naifa, as Señoritas criam um novo projeto, partilhando o gosto comum de ensaiar, compor e tocar juntas. Desta vontade nasceram um conjunto de canções que querem partilhar com o público. Estas canções giram em torno de um universo feminino, tendencialmente urbano.

se.jpgphoto: Glam Magazine

 

Com uma atmosfera densa, feminina e bem portuguesa, numa abordagem singular, canta-se a vida, mas de uma forma crua e direta. As músicas, todas originais, são da autoria da própria banda, e as exceções estão enquadradas no mesmo imaginário. Este novo projeto, minimalista do ponto de vista musical, assenta na Voz e na Guitarra de Mitó Mendes e no Acordeão e no Baixo elétrico de Sandra Baptista, suportadas por sets de programações que realçam a crueza e nudez da linguagem musical.

 

Teatro Aveirense

30 de Setembro 2016 | 21.30h

Rita Redshoes… Lançamento do novo álbum….

Desde a revelação, em 2007, com o tema “Dream On Girl”, Rita Redshoes tem coabitado o nosso imaginário, revelando nos discos “Golden Era” (2008) e “Lights & Darks” (2010) um universo singular de criatividade e subtileza. “Life Is A Second Of Love” (2014), o terceiro álbum de originais, confirmou Rita Redshoes como uma das mais talentosas compositoras contemporâneas e uma intérprete de rara sensibilidade.

GLAM - Rita Redshoes 2015.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Após ter unido esforços com Gui Amabis para a produção do seu último álbum e em parceria com The Legendary Tigerman ter composto um conjunto de bandas sonoras, Rita Redshoes, juntou-se a Victor Van Vugt. O produtor do seminal álbum de Nick Cave, “Murder Ballads” e do disco de Beth Orton,”Trailer Park”, vencedor do prestigiado Mercury Prize, trabalhou com Rita Redshoes nestes últimos meses em Berlim no novo disco da cantora que tem apresentação marcada para o mês de Novembro.

Mais data e novidades em breve....

 

Teatro Aveirense

19 de Novembro 2016 | 21.30h

Universal Music reedita discografia de Beck… em vinil

Desde que se revelou ao mundo em 1994 com o inovador “Mellow Gold” que Beck tem construído um caminho para o futuro, ao mesmo tempo que explora os recantos do passado. Ao logo da sua carreira singular tem utilizados fórmulas de todas as épocas da história da música, quebrado fronteiras e ido conta expectativas criadas em cada álbum. Este outono a Universal Music começa a reeditar a discografia de Beck em vinil, a começar a 28 de outubro com “Odelay” (1996), vencedor de dois prémios Grammy, o belo e emotivo “Sea Change (2002), aqui reeditado em duplo vinil e “Guero” (que em 2005 assinalou o reunião de Beck a trabalhar com os Dust Brothers).

Os três já se encontram disponíveis em regime de pré-venda.

beck-odelay2.jpgAs reedições de “Mellow Gold”, “Mutations”, “Midnight Vultures”, “The Information” e “Modern Guilt” serão anunciadas posteriormente.

Lançado originalmente há 20 anos, “Odelay” foi o sucessor do platinado “Mellow Gold”. Tendo vendido mais de dois milhões de cópias nos EUA, “Odelay” inclui clássicos da carreira de Beck como “Where It’s At”, “Devils Haircut” ou “The New Pollution”. Venceu em 1997 dois prémios Grammy e foi o primeiro álbum de Beck a ser nomeado na categoria de Álbum do Ano. Na altura publicações como a Rolling Stone e New Musical Express elegeram “Odelay” o melhor álbum do ano. Já foi também incluído nas listas de melhores discos de sempre das revistas Q e Rolling Stone.

91AcXVg+hrL._SL1500_.jpgJá “Sea Change”, o sétimo álbum de estúdio de Beck, assinalou uma mudança musical dramática face ao seu antecessor, “Midnite Vultures”, que era muito mais influenciado pelo r&b e pelo funk. Inspirado pelo fim de uma longa relação amorosa, Beck transformou toda essa tristeza naquele que é o seu disco mais belo e pessoal até à data. Produzido por Nigel Godrich, o álbum chegou ao n.º 8 do top Billboard 200, tendo sido muito elogiado pela crítica especializada. O jornal britânico The Guardian definiu-o como “uma obra-prima”. O álbum será reeditado num duplo vinil, que inclui um cartão para se poder fazer o download com ficheiros.

91X6eshWcxL._SL1500_.jpgDepois de ter mantido os seus fãs na expectativa de como iria suceder a um álbum como “Sea Change”, Beck voltou em 2005 com “Guero”, um disco de mescla de géneros musicais que alcançou o n.º 2 do Billboad Top 200. Neste oitavo álbum de estúdio voltou a trabalhar com os Dust Brothers, tendo ainda convidado Jack White para a canção “Got It Alone”. A reedição em vinil de “Guero” também já se encontra disponível em regime de pré-venda.

Vortex Temporum…

Em Vortex Temporum, Anne Teresa De Keersmaeker associa a polifonia da obra-prima homónima de Gérard Grisey a um contraponto dançado para sete bailarinos. Como pode a dança representar visualmente a polifonia?

vortextemporum.jpgphoto: Anne Van Aerschot

 

De Keersmaeker opta por um intricado entrelaçamento do som e do movimento. Cada bailarino está ligado a um dos sete músicos, matizando a sua dança com o tipo de movimento que associamos ao instrumento. Bailarinos e músicos evoluem no mesmo espaço, num remoinho – um vórtice – de círculos em turbilhão.

Como a própria De Keersmaeker observa: "Tanto podemos pensar no tempo de forma linear como de forma cíclica. Aquilo a que nos referimos como 'agora' é, de facto, um permanente oscilar entre memória e premonição, um vai vem entre a imagem residual do passado e uma expectativa de futuro."

 

Culturgest (Lisboa)

29 e 30 de Setembro 2016 | 21.30h