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Glam Magazine

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NOS em D’Bandada… os Horários

O NOS em D`Bandada regressa já este sábado, 17 de Setembro. Ao longo de 10 horas, a música vai tomar conta da Baixa do Porto, com mais de 50 concertos gratuitos em 14 espaços da cidade, reunindo nomes consagrados e bandas em ascensão. A edição deste ano volta a apostar na música portuguesa e na apresentação dos melhores projetos musicais do país, agregando todos os géneros musicais, ou não fosse esta uma festa de todos e para todos. Nesta que será já a sua sexta edição, o NOS em D`Bandada volta a contar com o apoio da Câmara Municipal do Porto e a ter Henrique Amaro como diretor artístico e programador.

1GLAM - Miguel Araujo.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Silo Auto

14:30 - Edu Mundo

15:45 - Tatanka

16:30 - Miguel Araújo (na fotografia)

18:00 - DJ Pedro Tenreiro

 

Jardim da Cordoaria

15:00 - 19:00 - Programação infantil

1glam - surma.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Maus Hábitos

16:00 - Cachupa Psicadélica

17:00 - Quelle Dead Gazelle

18:00 - Surma (na fotografia)

19:00 - First Breath After Coma

23:00 - Plus Ultra

00:00 - Gin Party Soundsystem

1glam-galgo.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Café au Lait

16:00 - Lourenço Crespo

17:30 - Sallim

19:00 - The Miami Flu

21:30 - Galgo (na fotografia)

23:00 - Marvel Lima

00:00 - DJs Bodyspace

1glam-salto.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Passeio das Virtudes

17:00 - Corona

18:00 - Old Yellow Jack

21:30 - You Can't Win Charlie Brown

23:00 - Salto (na fotografia)

1glam-correia.jpgphoto: Sergio Magalhães / Arquivo Glam Magazine

 

Ateneu

18:00 - Marvel Lima

19:00 - The Sunflowers

21:30 - Correia (na fotografia)

22:30 - The Poppers

1glam-selma.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Coliseu

18:00 - Rocky Marsiano

18:45 - Selma Uamusse

20:00 - Kimi Djabaté

21:30 - Bonga

 

Praça dos Leões

19:00 - 23:00 - Simply Rockers Sound System, Roots Dimension

VPC14.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Praça dos Poveiros

20:00 - Landim

21:00 - Keso

22:00 - Bispo

23:00 - Pro'Seeds

00:30 - Orelha Negra (na fotografia)

1glam-cave s.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Plano B

21:00 - 800 Gondomar

22:00 - Toulouse

23:00 - Cave Story (na fotografia)

glam-chib.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Era uma vez em Paris

21:30 - S. Pedro

22:30 - Golden Slumbers

23:30 - Chizbaqui (na fotografia)

glam-grutera.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Passos Manuel

22:00 - Grutera (na fotografia)

23:00 - Filho da Mãe

01:00 - 04:00 - Principe Showcase

glam-tll.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Cave 45

00:00 - FUGLY

01:00 - The Lemon Lovers (na fotografia)

02:00 - The Dirty Coal Train

 

Rua Cândido dos Reis

00:30 - 02:30 - Nuno Lopes

 

Rua Formosa

01:00 - 04:00 - Club Kitten

 

 

 

 

Marvel Lima editam álbum de estreia e apresentam 2 concertos no NOS em D’Bandada

Marvel Lima é José Penacho, Diogo Vargas, Luis Estanque, João Romão e Diogo Marques, banda sediada em Lisboa mas nascida nas quentes e áridas planícies do Alentejo, factor-chave na sua sonoridade.

O seu single de apresentação "Mi Vida", um groove synth-prog-pop-rock, serviu de cartão-de-visita para o primeiro álbum da banda, levando os primeiros concertos a diversos pontos do pais e com "Fever", o seu segundo single embebido em martini, a banda tornou-se uma aposta para o futuro dentro da música alternativa portuguesa.

marvel.jpgApós "Fever", a banda bejense apresenta o seu álbum de estreia na totalidade. Composto por 9 músicas, este trabalho espelha a identidade da banda de forma coesa e cheia de dinamismo, com muito groove à mistura.

 

Entre vozes, percussões, sintetizadores, guitarras, baixo e bateria, este projeto recria a ambiência distorcida de uma viagem temporal entre os anos originais do rock psicadélico e a música contemporânea de hoje, com um forte tempero mediterrâneo e assumida influência latina. Uma mistura de géneros, onde rock psicadélico, congas e groove são hashtags para o álbum que será lançado pelo quinteto de Beja a 14 de Outubro.

Marcada pela sua criativa secção rítmica e pelas suas texturas sintetizadas influenciadas pelos 70's, Marvel Lima tornou-se uma banda "sui generis" que facilmente nos põe a dançar no deserto ou num moche durante um concerto de YES. A primeira apresentação ao vivo do disco será feita já no próximo dia 17 de Setembro, em 2 partes, 2 concertos muitos especiais e com alinhamentos diferentes, no NOS em D’Bandada, no Porto. Às 18.00h no Ateneu Comercial do Porto e às 23.00h no Café Au Lait.

 

A festa de apresentação do disco está agendada para dia 21 de Outubro, no Musicbox, em Lisboa.

Ciclo Teatro no Feminino apresenta “SOLANGE – uma conversa de cabeleireiro”…

O que há de comum entre um Cabeleireiro e um Poema?

Os dilemas e as catarses sem filtro enquanto se cuida de si e das outras, tal e qual como na poesia, quando se cuida das palavras, quando se arrumam de outra forma como quem arruma a realidade.

20160722_7163_.jpgNum ensaio frenético do real, poetisas portuguesas e brasileiras cruzam-se no corpo e na voz politizada de uma mulher num Cabeleireiro de Bairro, onde nos espera SOLANGE… uma conversa de cabeleireiro

Com Susana Madeira e texto de Regina Guimarães. Duas atrizes, dois monólogos: Teatro no Feminino!

 

A Glam Magazine em parceria com o Cine-Teatro de Estarreja (CTE) está a oferecer 2 entradas duplas para esta apresentação.

 

CTE (Estarreja)

23 Setembro 2016 | 21.30h

Guitarrista Chuck Johnson, mestre do fingerpicking, estreia-se em Portugal esta semana…

Considerado pela Premier Guitar como um dos 5 guitarristas acústicos da atualidade com obrigatoriedade de serem ouvidos, ChuckJohnson fará a sua muito aguardada estreia em Portugal esta semana com concertos em Setúbal, Barreiro e Vila Real.

passaro-1.jpgDo legado sonoro de John Fahey, ícone norte-americano da guitarra, e da denominada American Primitive Guita", surge-nos Chuck Johnson, norte-americano e mestre do ‘fingerpicking’. Enquadrado na cena avant-folk norte-americana, que deu a conhecer ao Mundo nomes como Steve Gunn, Daniel Bachman, Chris Forsyth ou William Tyler, Chuck Jonhson solidificou a sua reputação de guitarrista solo com dois aclamados álbuns, “Crows in the Basílica” (2013) e “Blood Moon Boulder” (2015). Nesta digressão pela Europa, Chuck Johnson apresentará o novo “Velvet Arc”, no qual se aventurou por caminhos recentemente explorados por Steve Gunn ou Chris Forsyth, seus companheiros de editora, adicionando outros músicos e instrumentos à sua expansiva palete de sons e melodias.

 

Casa da Cultura (Setúbal)

16 Setembro 2016 | 21.30h

 

OUT.RA Música / Velvet Be Jazz Club (Barreiro)

17 Setembro 2016 | 22.30h

 

PÁSSARO Ciclo de música (Vila Real)

Capela do Espírito Santo (UTAD) (lotação limitada a 40 pessoas)

18 Setembro 2016 | 18.00h

Teatro Diogo Bernardes - Ponte de Lima… Comemorações do 120º Aniversário

Na próxima segunda-feira, 19 de Setembro, a partir das 21h30, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, comemora 120 anos sobre a data da sua inauguração, com o espectáculo de dança contemporânea “A Festa (da insignificância)”, de Paulo Ribeiro.

Considerado por muitos um dos melhores espectáculos produzidos em Portugal em 2015, fruto de uma co-produção em que participaram o Théâtre National de Chaillot, Les 2 Scènes – Scène Nationale de Besançon, Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, Teatro Nacional São João e Teatro Viriato, para além dos apoios do Município de Viseu e da Companhia Nacional de Bailado.

tdb_festa_4x3_.jpgAntes, e logo a partir das 9h00 da manhã, “O Teatro Diogo Bernardes vai à Feira”, dando a conhecer à população e aos visitantes a efeméride que se comemorará ao longo de todo o ano, com término a 19 de Setembro de 2017. A “Batucada Radical”, com cerca de 10 músicos percussionistas, far-se-á acompanhar por um malabarista, um equilibrista, um manipulador de fogo e dois animadores circenses, de maneira a animar as ruas num dia em que a festa será o mote – A Festa dos 120 Anos do Teatro Diogo Bernardes.

 

Voltando ao espectáculo da noite, segundo o criador, Paulo Ribeiro, “O processo criativo é quase sempre angustiante, mas também festivo. Inevitavelmente celebramos a totalidade das nossas possibilidades físicas e mentais. Há sempre uma entrega que nos ultrapassa. Há sempre surpresa, há sempre festa! Há sempre uma dimensão de ritual que nos transforma, que vivifica, que altera, que nos aproxima do outro.

E é esta a minha festa. Quero festejar para dar corpo às motivações interiores e secretas. Dar corpo à utopia, à expectativa, à vontade de criar uma plataforma de entendimentos e cumplicidades. E isso não se limita ao espaço circunscrito do palco. Estende-se a todos os que estão presentes, sejam eles passivos ou activos. Porque a festa é a todas as dimensões...

A festa é já um múltiplo poliédrico de emoções provocadas pela relação com a natureza, com o outro e com as forças imanentes que se gozam na alegria com que se exterioriza a sua própria evocação. Uma são muitas; muitas são uma!

É sempre evasão do quotidiano; carnaval de transgressão; má(s)cara que oculta personagens de convencionais rotinas. Sempre corpo e alma, grito explosivo de alegria e liberdade. Enfim, a festa pode ser tudo, desde que manifestação de prazer. Até mesmo a simples carícia é uma festa...

 

A 19 de Setembro o acesso ao Teatro Diogo Bernardes destina-se a convidados e, para além do espectáculo referido, haverá lugar ainda para algumas surpresas. De maneira a que todos os interessados possam fruir do espectáculo e também participar desta festa, que se quer de todos e para todos, será apresentada uma segunda sessão no dia 20 de Setembro, também às 21h30.

 

Até ao final de Setembro, o Teatro Diogo Bernardes apresenta ainda no dia 24 a peça de teatro “A Justiça, um Drama de Faca e Alguidar”, de Camilo Castelo Branco, pela Companhia de Teatro de Braga; o espectáculo de comunidade e de teatro de rua “Duas Caras”, pela Associação Outra Voz, de Guimarães, na Alameda de S. João; Concerto pelo grupo de jazz de Bristol “Get The Blessing”, quarteto do qual fazem parte músicos que integram bandas como Portishead ou Radiohead, a 28 de Setembro.

 

Para Outubro estão previstos um conjunto de espectáculos: a comédia “God”, com Joaquim Monchique, Diogo Mesquita e Rui Andrade; duas sessões do espectáculo de teatro infanto-juvenil “Dom Quixote (de Coimbra)”, pelo Teatrão, de Coimbra; concerto de Selma Uamusse que esteve recentemente no Teatro Diogo Bernardes a acompanhar, na voz, Rodrigo Leão; concerto duplo de Daily Misconceptions + Sensible Soccers; teatro “A Casa de Bernarda Alba”, de Federico García Lorca, pela Companhia Pequeno Palco de Lisboa, na área do ilusionismo teatralizado, apresentaremos o espectáculo “Mário Daniel – Fora do Baralho”, que tem esgotado inúmeras salas por todo o país; concerto de Scott Matthews acompanhado pela respectiva banda e o espectáculo de teatro e comédia “Macbeth”, pela Companhia do Chapitô.

 

Em Novembro a programação intergra concerto com o fadista Marco Rodrigues, o cantor de fado argentino Daniel Melingo, que dará uma maior afirmação internacional do Teatro Diogo Bernardes, a par de alguns concertos já referidos, como os de Scott Matthews ou dos Get The Blessing, a banda Ratere, a ópera a cargo do Quarteto Contratempus, o teatro pela Companhia de Teatro Mosca e mais música: Pensão Flor acompanhados pelo quarteto Opus Quatro, Sean Riley & The Slowriders que actuaram nos mais conceituados festivais de verão realizados recentemente em Portugal e ainda Rão Kyao, com o concerto “Coisas que a Gente Sente”.

 

Dezembro será mês de teatro infantil e juvenil, pelo Teatrão, de Coimbra e pelo Teatro do Bolhão / Academia Contemporânea do Espectáculo, do Porto; na área do teatro destaque para “As Três Irmãs (Making Of)”, a partir de “Três Irmãs” de Tchekhov, pela Companhia O Teatrão – Oficina Municipal do Teatro, de Coimbra; no que concerne à conjugação entre a música e a poesia, o espectáculo “Poesia Homónima” por Júlio Resende, ao piano e Júlio Machado Vaz, na voz; a festa de aniversário, de novo a festa, dos a jigsaw e o Concerto de Natal com a soprano Marina Pacheco e a pianista Olga Amaro.

Sinistro + La Chanson Noire… no Musicbox

Os Sinistro são uma das bandas que mais têm dado que falar na cena da música pesada nacional. “Semente”, o disco editado via Season of Mist, tem colhido elogios da crítica da especialidade, dentro e fora de fronteiras, e espalhado a sonoridade único do colectivo.

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Num cruzamento entre o pós-rock, a melancolia do fado, o doom, estes Sinistro prometem traçar novos rumos na música de peso portuguesa. A não perder este concerto especial em Lisboa, que contará com a participação de Chanson Noir na primeira parte…

 

Musicbox (Lisboa)

17 de Setembro 2016 | 22.30h

Cicero Mateus canta Gonzaguinha

Um concerto que contemplará os mais diversos aspectos da pluralidade artística e musical de um dos mais importantes compositores e intérpretes da música brasileira: Gonzaguinha.

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O espetáculo terá o protagonismo da bela voz de Cicero Mateus, cantor e compositor brasileiro, radicado em Portugal há quase 15 anos, acompanhada da sonoridade de alguns de seus projetos musicais, entre os quais: a banda Luso Baião e o projeto Viva o Samba. O evento também será abrilhantado pela presença de alguns convidados especiais, que completarão essa fusão de ritmos e tradições tão característica da cultura brasileira.

Enfim, será uma noite de muita emoção e algumas doses de crítica política, tão próprias da obra de Gonzaguinha, bem como da trajetória artística de Cicero Mateus.

 

Teatro do Bairro (Lisboa)

17 de Setembro 2016 | 22.00h

O Cancioneiro Popular de Amália…

Quem conhece os estudos do folclore português anteriores a estes discos de Amália, facilmente pode julgar o cancioneiro popular aqui reunido uma espécie de “contrafação folclórica” – expressão usada por Fernando Lopes Graça, n’A Canção Popular Portuguesa, de 1953, quando critica os “fornecedores do repertório musical ligeiro [que] inundam o mercado com os seus ‘arranjos folclóricos’” e a forma como “as vedetas da rádio brilham no ‘estilo folclórico’”. Mas na voz de Amália o folclore nunca é uma falsificação.

“Se fosse de um rancho folclórico cantava exatamente como canto e ninguém me mandava cantar de outra maneira (…) Canto como uma pessoa que anda a cantar no campo, ou na rua. É mesmo cantar cantando”. E Amália também se diferencia: “As autênticas cantoras de folclore têm aquelas vozes lá em cima. As cançonetistas não têm nada a ver. É um cantar cantado. “ (Vítor Pavão dos Santos, Amália Uma Biografia, 1987).

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Se o “cantar cantando” de Amália conserva a emissão natural e o despretensiosismo do canto popular, o seu gosto leva-a por vezes a modificar, e até criar, repertório, misturando quadras de diferentes regiões e ousando novos andamentos em melodias tradicionalmente cantadas doutra forma – nada que os "verdadeiros" intérpretes do folclore não façam. Amália, segura das suas raízes e da sua autenticidade num género que nunca viu a uma distância científica, criou um cancioneiro seu, que sem precisar de selos de legitimidade levou ao grande público, tal como tinha feito com o Fado.

 

Se Amália não os tivesse cantado, ter-se-iam tornado o “Malhão de Águeda” ou a “Tirana de Paços” tão universais, e ao mesmo tempo tão identificáveis com Portugal? Algum deste folclore foi também um surpreendente impulsionador de alegria nos seus recitais – a genial concepção de espectáculo que Amália sempre teve inventou alinhamentos perfeitos de dramatismo e euforia. E, se no início foi sobretudo a canção espanhola a fazer esse contraste, a partir dos anos setenta seria o folclore português a conseguir a comunhão rítmica com o público, que tão bem preparava ou desanuviava toda a tragédia que atingia no Fado.

 

O folclore também foi, cronologicamente, o último género conquistado por Amália. Depois do fado tradicional e das marchas de Lisboa; depois das canções e dos fados musicados, trazidos do teatro; depois do flamenco, cantigas brasileiras, rancheras e dos outros “cancioneiros” estrangeiros que foi experimentando; e depois do “fado erudito” de Alain Oulman, Amália graças ao folclore, encarnou de forma ainda mais sedutora a alma musical portuguesa. “A minha família vem da região da Beira-Baixa, onde os camponeses, ao trabalhar a terra, entoavam cantos populares transmitidos de pai para filho, e descendentes directos da escola gregoriana. Transmissão pelo sangue com influência da melhor modulação. Acredito que aprendi a cantar antes de falar. (entrevista Oggi 5.9.1972) - Frederico Santiago

 

Amália canta Portugal”… o disco à venda a 16 de Setembro

Versos que Compomos na Estrada lança single de “Eu me chamo Antônio”

O duo Versos Que Compomos Na Estrada lança a música "Eu Me Chamo Antônio" para o formato digital do terceiro livro de Pedro Gabriel, "Ilustre Poesia". A canção, que surgiu dos encontros musicais entre Pedro Gabriel e Versos Que Compomos na Estrada, em 2016, além de fazer parte do livro em formato digital (eBook), também está lançada nas plataformas de música digital, via DaFne Music, e estará nos shows da banda em São Paulo e Minas Gerais.

versos.jpgA gravação contou com Versos Que Compomos Na Estrada, formado por Lívia Humaire e Markus Thomas, nos vocais, a participação especial do ator, diretor e músico Gero Camilo (declamando uma poesia) e a produção musical de Lucas Mayer. O francês Nicolas Krassik toca violino e Bruno Serroni violoncelo. A composição da melodia realizada em conjunto entre Versos e Pedro Gabriel transforma em música as poesias retratadas nas páginas que abrem o livro.

 

A relação entre o duo e Pedro Gabriel se iniciou nas redes sociais devido à mutua admiração pela arte e linguagem de cada um. Decorrente deste contato, surge a primeira parceria, a capa do primeiro disco do grupo “Versos Que Compomos Na Estrada” (2014), a segunda foi a capa do novo compacto do Versos “Desate” (2015) e, por fim, o single “Eu Me Chamo Antônio”.

“Talvez seja a poesia que nos tenha aproximado, ou quem sabe o interesse em explorar a relação da poesia com outras artes, como ilustração, no caso de Pedro, e música, no nosso caso. Fato é que as visões artísticas se encontram na sensibilidade, discussão sobre o papel da arte na contemporaneidade, na textura e nos traços”, explica Markus Thomas.

4 Guitarras, 2 Cole e 1 Songbook (Reportagem)

Lloyd Cole, 4 guitarras e o seu Songbook, não os seus clássicos como fez questão de afirmar. Percorrendo a sua diversidade musical em formato acustico, brindou o público com os temas intemporais, desde a aventura com os The Commotions iniciada em 1984 até aos seus mais recentes trabalhos a solo.

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Presença assíduo ao longo dos anos em Portugal, Lloyd Cole rapidamente transmitiu a sua empatia com o público presente. Dentro do universo Songbook, somos brindados logo de início com “Rattlesnakes” (1984) e “My bag” (1987) logo na quarta canção, despertando junto do público as memórias longínquas dos anos 80…

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“Not all of my songs are depressed...”

Imprime uma toada mais dinâmica qual trovador, e canções que usa a sua voz em harmonia com os acordes de guitarra para recuar no tempo com as suas melodias. 30 anos depois da sua aventura com os The Commotions, Lloyd Cole transmite atualidade nas suas canções, espelhando um dinamismo mas com a simplicidade que a sua voz transmite. Escutar temas intemporais de uma forma acústica e acertiva, por momentos somos confrontados com a atualidade da sua banda sonora.

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Canções que não cantava à já alguém tempo, como referiu, fizeram parte de uma noite em que Lloyd Colenão gosta de ficar velho’, mas felizmente para todos os que estavam ali também está a acontecer...

Como homem é como tem mais de 20 anos, não tem capacidade de ‘multi tasking’ e cada vez é mais difícil estar a falar e afinar a guitarra ao mesmo tempo... refere numa luta de si próprio contra a sua idade física. Recupera “Jennifer she said”, uma das canções, segundo o próprio, mais difíceis de cantar, contando com a ajuda do público de uma forma efusiva, a encerrar uma primeira parte.

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Regressa acompanhado para uma segunda parte, a dois, sonoridade folk, surgida nos anos 90, numa aventura musical pós The Commotions. William Cole é a companhia jovem em palco, de um "velhote" que esperou estes anos todos para ter alguém cool como ele, Lloyd Cole, era nos anos 80...

Dois Cole em palco recuperam “Are you ready to be Heartbroken” e “Cut me Down” numa viagem conjunta aos anos 80, onde as memórias, mais uma vez na sala, surgem como de um universo paralelo. Duas guitarras, uma voz e toda a inspiração folk surgindo do universo brit pop de 1984, ao som de “Perfect skin”. Pelo meio viajamos por Austin, Texas, onde se ‘gasta todo e qualquer desperdício de tempo’.

End of story... “No more love songs”, um dos temas perdidos de Cole do seu songbook, transmitido com a sua simpatia incansável e intimista, nota constante só longo do concerto, repescando novas amizades como o próprio afirma em “Brand new friend”.

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O encore surge ao som “The lost Weekend” para rapidamente levar o público pela “Forest fire”. Ao longo de 120 minutos Lloyd Cole apresentou o seu songbook dividido em 2 partes, como se de um álbum em vinil... Um Lado A, s solo e um Lado B, acompanhado por outro Cole… numa sala esgotada… Lloyd segue o seu percurso em Portugal mais logo no CCB em Lisboa.

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo

Jimmy P junta-se a Diogo Piçarra e lança 3º single “Entre as Estrelas”

Entre as Estrelas”, em colaboração com Diogo Piçarra, é o novo single do terceiro álbum de Jimmy P, “Essência”. Uma escolha natural, após o sucesso gerado entre os fãs, que acolheram a música com devoção, identificando-se e levando o lyric vídeo no YouTube a alcançar mais de 1 milhão e 600 mil visualizações.

GLAM - Jimmy.jpgphoto: Nuno Machado

 

Ao vivo, o tema ganha outra dimensão, graças à interacção com o público num momento de comunhão com Jimmy P. O que conduziu à ideia de gravar o vídeo nos festivais MEO Marés Vivas e MEO Sudoeste, onde o artista actuou este verão.

 

Agenda:

16 Setembro 2016 - Lousada (banda)

17 Setembro 2016 - Anadia (banda)

24 Setembro 2016 - Semana Caloiro (Monte da Caparica) (banda)

29 Setembro 2016 - Prémios Ageas – Coliseu (Porto) (banda)

Years & Years lançam “Meteorite”, o primeiro single após álbum de estreia

Meteorite” é o novo single em mais de um ano dos Years & Years. A banda é um dos grandes fenómenos da pop oriunda do Reino Unido que têm dominado as rádios e os palcos de todo o mundo. Estrearam-se ao vivo, este ano, em Portugal, no NOS Alive. Este single, brilhantemente pop, foi escrito para a banda sonora do filme “Bridget’s Jones Baby”, foi agora editado. O filme, estreia hoje em Portugal.

yea.jpegQueríamos fazer uma canção que fosse 100% disco, sem quaisquer vergonhas, e que fosse muito animada”, diz o vocalista Olly Alexander. “Mal posso esperar que as pessoas a oiçam!”

 

Meteorite”, que a banda estreou ao vivo no passado fim-de-semana no Bestival, assinala o fim de dois anos incríveis para o trio estabelecido em Londres. No final deste ano os Years & Years vão começar a trabalhar num segundo álbum de estúdio, sucessor de “Communion”.

“Se Me Amas”… O novo disco acústico dos Xutos & Pontapés.

Há uma coisa que ninguém pode contestar: os Xutos & Pontapés são os maiores Senadores do Rock nacional. Aos 37 anos de existência são, provavelmente, a única banda portuguesa verdadeiramente transgeracional, somando aos mais militantes adeptos dos seus primeiros tempos, agora na casa dos 50 e 60, jovens quase com idade para serem seus netos. E isso não acontece por acaso.

Depois souberam-se sempre reinventar, sem nunca porem em causa a sua vincada personalidade, guardando para projectos paralelos e aventuras a solo, os impulsos de exploração de outros universos e assim contribuírem para o enriquecimento do nosso panorama musical, nas últimas décadas, como o testemunham os Resistência ou Palma’s Gang, nos 90, e, mais recentemente, os Ladrões do Tempo ou Os Tais Quais.

Xutos & Pontapes - Se Me Amas (cover).tifE finalmente, mesmo tendo uma estrutura altamente profissional que assegura a máxima qualidade em todas as suas aparições, quando hoje tocam para milhares mantêm a mesma atitude, entrega e energia que tinham no início da sua carreira e actuavam em salas difíceis de imaginar para centenas, ou seja, deixam tudo em palco. 

E mais uma vez foi tudo isso que fizeram neste concerto que deram no Campo Pequeno, em Dezembro do ano passado, cujo registo em disco e DVD se prepara para chegar às lojas.

Se Me Amas” é a gravação que torna eterno esse momento excepcional, um CD com 18 canções do seu vasto repertório de clássicos, que cobrem as diferentes fases da sua história, acompanhado por um DVD onde pudemos ver ou rever os 24 temas do espectáculo.

O tema “Circo de Feras” é o tema de apresentação deste disco. Um clássico dos Xutos & Pontapés, até mesmo da música portuguesa.

Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Kalú e Gui revisitam algumas das suas mais emblemáticas canções, numa abordagem eminentemente acústica, onde se mantém a electricidade mínima, necessária à afirmação da sua matriz Rock. Como resultado deste dedicado trabalho de revisão da matéria dada, tudo aqui é novo e até surpreendente, como se verifica na grande intensidade dos momentos em que Kalú toma conta do piano, excepto as canções.

Toda esta experiência foi tão gratificante que os Xutos & Pontapés decidiram perpetuar o conceito, levando este mesmo concerto ao Coliseu dos Recreios, no dia 29 de Outubro.

Será, sem dúvida, uma grande oportunidade de testemunhar as canções. Porque é de canções que se fala e porque as canções dos Xutos & Pontapés, são verdadeiro Património Nacional.

 

 

 

 

"Mau Remédio"… Primeiro single do novo álbum de originais dos PER7UME

"Mau Remédio" é o single de avanço do 4º álbum de originais dos PER7UME, prestes a ser lançado, que vem selar uma década de actividade. Este tema foi composto por Tozé Santos, com arranjos do grupo e masterização em Nova Iorque pelo Eng. Andy VanDette.

p.jpg"Eixo Y", como irá chamar-se, é o 2º item da trilogia "3D", depois de "Eixo X", de onde se destacou o single de sucesso "à moda do Porto", seguido de "II Acto" e "III Acto", presentes nas novelas da TVI "Belmonte" e "Mulheres" em 2014 e 2015 respectivamente.

 

O single "Mau Remédio", apresenta uma dinâmica mais atípica daquela que é conhecida pelo grande público e faz, num tom irónico, mostrar a representatividade da ecléctica musical da banda neste novo trabalho.