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Glam Magazine

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Indie Music Fest supera expectativas (Reportagem)

O Primeiro dia do Festival….

d1.jpgJuntem boa música nacional e um ambiente acolhedor e terão como resultado final o Indie Music Fest. Desde shots de whisky pelos GoBabyGo até à experiência de um primeiro concerto por parte da tão recente banda Pinturas Negras, o Indie tornou-se uma família de duzentas e cinquenta pessoas prontas para mais dois dias de surpresas e concertos. Sem deixar para trás as bandas que trouxeram o estilo independente em força, como Sun Mammuth, 800 Gondomar e muitas mais, Portugal demonstrou que ainda têm muito para dar e nós para descobrir.

d2a.jpgE ao segundo dia…

Um secret gig numa localização escolhida como plano B, meia dúzia de espectadores e uma banda ainda jovem e recente, We Find You. Não chegava só a boa música, o Indie Music Fest decidiu surpreender-nos com um workshop que nos deliciou com hambúrgueres caseiros, sobremesa e bebidas hand mades.

d2b.jpgA noite do dia dois trouxe um saborzinho lisboeta de Alek Rein e o concerto, provavelmente, com mais crowdsurfing nos três dias, Galgo. Paus fechou a noite para muitos, já que era um dos concertos mais esperados, o qual decididamente não decepcionou e pôs o público todo a “abanar o capacete”. Juntou-se o descobrimento de nova música e um misto de emoções (agradável!) com a diversidade de bandas que o Indie Music Fest nos proporcionava.

d3a.jpgFinalmente ao terceiro dia…

Chegou o final, e como não podia faltar, voltamos ao 'secret concert'.

Num destino surpreendente em Paredes, o Parque Natural Nossa Senhora do Salto, os Fugly tocam tendo como fundo a natureza em força. Boas bandas tocaram, como Ganso, Savanna, Muay e a lista continua.

d3b.jpgMas chegamos a You Can't Win Charlie Brown, com um Noiserv a menos e uma tentativa de chamada demonstrando o carinho dos fãs a mais. Ditch Days continuaram a animar quando chegou “o” Salto, tocando muita nova música do seu álbum mais recente, “Passeio das Virtudes” e obrigando a bater o pé a toda a gente. Era o último dia mas todos sabíamos que Indie ainda voltaria no próximo ano, com mais música, público e quem sabe... surpresas!

 

Reportagem e fotografias: Joana Faria

Feels + Vaiapraia no Musicbox…

As Feels estreiam-se em Lisboa em Setembro.

Laena Geronimo, Shannon Lay, Michael Rudes, Amy Allen vêm de Los Angeles e trazem um disco de estreia incendiário com ajuda de Ty Segall na produção. Canções pop entre o punk e o garage. A edição teve também a fé de John Dwyer (Thee Oh Sees) ao incluí-las no catálogo da Castle Face Records. Pensem no grunge dos Nirvana não lhes sendo indiferente, tal como a elegância rebelde das The Slits lhes fez algures parte da adolescência. Malhas entroncadas que, tocadas ao vivo, parecem ganhar ainda mais fôlego. A nova banda de guitarras de 2016.

feels-by-jeff-fribourg.jpgPhoto: Jeff Fribourg

 

Vaiapraia, como quem diz Rodrigo ‘da Maternidade’, faz a primeira parte da noite. Punk e melodrama obscuro de baixa fidelidade, em canções de quarto que se agigantam quando recruta as suas Rainhas do Baile. Toca por vezes a solo, ao teclado, no entanto, Helena Fagundes (bateria) e Shelley Barradas (baixo e guitarra) contribuem para uma actuação mais livre. Celebra-se euforia eléctrica, teclas bipolares e o charme da imperfeição.

 

Musicbox (Lisboa)

8 de Setembro 2016 | 22.30h

Ana Moura no Pavilhão Multiusos de Sines…

Depois de “Desfado” se ter tornado o álbum mais vendido de um artista português nos últimos dez anos, Ana Moura regressa com “Moura”, disco que dá continuidade à sua parceria com o produtor norte-americano o norte-americano Larry Klein, cujo currículo inclui gravações com Joni Mitchell, Herbie Hancock, Madeleine Peyroux ou Melody Gardot.

GLAM - Ana Moura (2016).jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Continuando a trilhar um caminho que personaliza o seu fado como uma música aberta ao mundo e sintonizada com a contemporaneidade, Ana Moura é cada vez mais uma cantora com esse talento de levar uma música com uma enorme tradição à convivência próxima de um público vasto, de todas as idades e de ouvidos despertos para canções que celebram a vida com uma sonoridade que só poderia existir hoje.

Em palco, Ana Moura continuará a contar com o mesmo excelente naipe de músicos que a tem acompanhado nos últimos anos – Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Pedro Soares (viola de fado), André Moreira (baixo), João Gomes (teclado) e Mário Costa (bateria e percussão).

O concerto deste sábado de Ana Moura em Sines é uma organização conjunta da Escola das Artes do Alentejo Litoral e da Câmara Municipal de Sines.

Os Hospitalários no Caminho de Santiago…

Segundo Karl Marx, a história repete-se, “a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. Daí para a frente passa a ser recriação e festa. Em Leça do Balio, Matosinhos, a décima primeira edição da feira medieval “Os Hospitalários no Caminho de Santiago” volta este ano a recordar o polémico e histórico casamento do rei D. Fernando com Dona Leonor Telles, ocorrido precisamente no Mosteiro de Leça do Balio, em 1372. A reconstituição da boda contará, este ano, com uma novidade de peso: os personagens principais do enlace serão interpretados pelos atores Inês Curado e Diogo Lopes, bem conhecidos do público português pela sua participação em telenovelas.

Hospitalários.jpgO polémico casamento de D. Fernando com Dona Leonor Telles terá sido, refira-se, o primeiro casamento romântico da monarquia portuguesa: contrariando os interesses do Estado e as preferências da corte e do povo, o rei D. Fernando abandonou o paço lisboeta e veio matrimoniar-se discretamente naquele que era, então, um ponto obrigatório de paragem e descanso para quem rumavam a Santiago de Compostela a fim de venerar as relíquias do apóstolo.

A recriação da boda ocorrerá, como de costume, no domingo, 11 de setembro, pelas 17 horas, sendo o ponto mais alto da programação d’ “Os Hospitalário no Caminho de Santiago”. E outra vez o povo se há-de acotovelar para tentar ver os ilustres convidados - nobres, membros do clero, cavaleiros, dignitários estrangeiros e saltimbancos -, enquanto as mais belas esposas da realeza desfilarão longos, pesados e elegantes vestidos de cetim, tafetá, organdi e veludo.

Os grandes folguedos começarão já na quinta-feira, dia 18, pelas 17 horas, com a chegada do Arauto Régio anunciando a Carta de Feira de El Rei D. Fernando. Depois, e durante quatro dias, aquela que é uma das mais rigorosas recriações históricas que se fazem em Portugal promete muita animação, artesãos trabalhando ao vivo, saltimbancos e malabaristas, guerreiros terçando armas, folguedos diversos, jograis interpretando música a condizer, ordenação de cavaleiros, tabernas ruidosas e até uma comitiva de músicos moçárabes vindos do emirado de Granada (devidamente acompanhados de moças meneando o ventre como na história das mil e uma noites).

Pelo meio, “Os Hospitalários no Caminho de Santiago” contará também com algumas novidades. Para além de espetáculos diversos, dos autos de fé e das lutas de cavaleiros, o programa da feira inclui atividades para os mais pequenos e visitas guiadas ao mosteiro. Este ano será possível visitar o paço e a respetiva sala do cabido, e ver a pedra que assinala o início da construção, há mais de mil anos, do edifício que é monumento nacional. Entre druidas, bufarinheiros e peregrinos a caminho de Compostela, o programa encerrará todos os dias com um espetáculo de fogo-de-artifício e prolonga-se até às 22 horas de domingo.