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Glam Magazine

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Mata-Ratos…. Lançamento de "Banda Sonora do Apocalipse Anunciado"

34 anos após os primeiros acordes e 9 anos passados sobre o lançamento do seu último e quinto álbum de originais, “Novos Hinos para a Mocidade Portuguesa” (Rastilho Records 2007), eis que os infames Mata-Ratos regressam às edições de grande folego, novamente sobre a alçada da Rastilho Records, com "Banda Sonora do Apocalipse Anunciado"

mataqq.pngO lançamento ou efeméride pode ser encarada de diversos pontos de vista: ou estamos perante uma das bandas menos produtivas e preguiçosas do panorama pop-rock nacional ou os Mata-Ratos obedecem a um ritmo muito próprio que não se compraz com os ditames e regras impostos pela indústria discográfica onde a norma é a necessidade da constante produção da ‘novidade’ (mesmo que não a seja) ou de encher ‘chouriços’ (e a OMS alerta agora para o seu caracter cancerígeno) em timings bastante apertados. Assim sendo, e, contrariando tudo o que é sugerido pela crítica cultural de parâmetros adornianos, como explicar a resiliência e popularidade dos infames? A resiliência poderá ser explicada pela teimosia do projecto (ou projéctil) musical – o agir com disfuncionalidade num mundo absurdo permite a sobrevivência contra tudo o que é ventos, marés e outros fenómenos agrestes como tsunamis de cerveja – já a popularidade é mais dificilmente expectável face a um agrupamento musical que aparenta suscitar mais ódios do que paixões. Raramente a indiferença. Mas louve-se o que será provavelmente o último álbum de originais da já longa vida dos Mata-Ratos. A obedecer ao ritmo de produção patenteado, os elementos da banda já estarão numa casa de repouso quando se avizinhar um próximo lançamento.

E o que trás de novo "Banda Sonora do Apocalipse Anunciado"? Nada. Basicamente é mais do mesmo. Evolução técnica? Zero. Hinos orelhudos? Apenas 15 novas bombas sónicas prontas a explodir nas ventas dos mais incautos. Ninguém espera outra coisa dos infames Mata-Ratos. E que venha o Apocalipse anunciado…. Serão 3 concertos únicos e irrepetíveis, onde os Mata Ratos apresentarão os novos temas de "Banda Sonora do Apocalipse Anunciado" e alguns dos grandes clássicos das últimas 3 décadas. Um set único e irrepetível nestas 3 noites que se preveêm memoráveis!

Sabotage Club (Lisboa) /  10 de Setembro
Beat Club (Leiria) /  17 de Setembro
Cave 45 (Porto) /  24 de Setembro

Caixa com singles a solo de Freddie Mercury em vinil…

Freddie Mercury foi um homem de muitos talentos e de muitas facetas. As canções que compôs para e com os Queen encheram estádios em todo o mundo e ficaram na história, mas o cantor também se aventurou por uma carreira a solo que tanto o levou aos clubes de Munique e Nova Iorque como às grandes salas de ópera mundiais.

Todas as facetas deste músico icónico podem ser redescobertas em “Freddie Mercury: Messenger of the Gods – The Singles”, uma caixa que reúne os 13 singles, cada um em vinil colorido, que Freddie Mercury lançou a solo.

freddie.pngDesde o seu primeiro single em nome próprio, “I Can Hear Music”, lançado então sob o nome Larry Lurex, até aos hinos influenciados pela música de dança que lançou dos anos 80, passando pelas suas colaborações com a lendária cantora de ópera espanhola Montserrat Caballé, incluindo o intemporal “Barcelona”, esta edição permite uma autêntica viagem pela carreira de um talento ímpar.

 

Foi sob o nome Larry Lurex que Freddie Mercury se estreou a solo, em 1973, uma semana antes da estreia dos Queen, com “I Can Hear Music”, um lado B dos Beach Boys, e o lado b “Goin’ Back”. No entanto, foi nos anos 80 que o cantor se empenhou ativamente no seu percurso em nome próprio. Em 1984 lançou “Love Kills”, produzido por Giorgio Moroder para a banda sonora que o produtor criou para o filme mudo “Metropolis”. Esse single mostrou como nessa altura Mercury estava empenhado em distanciar-se do som tradicional dos Queen, apostando nas muitas derivações da música disco e da culturas dos clubs de música de dança, como se viu no seu primeiro álbum a solo, “Mr. Bad Guy”. Os singles retirados deste álbum, “I was Born to Love You”, “Made In Heaven”, “Living On My Own” e “Love Me Like There’s No Tomorrow”, fazem todos parte da caixa “Messenger of the Gods”.

Já em 1987 aventurou-se pelos terrenos da ópera e da música clássica e, ao lado da soprano Montserrat Caballé, criou o célebre “Barcelona”, escolhido depois como hino oficial dos Jogos Olímpicos de 1992. Um single incontornável que agora pode ser redescoberto nesta caixa especial.

Esta edição contempla ainda dois singles póstumos de Freddie Mercury, “In My Defence” e “Living On My Own (No More Brothers Radio Mix)”, este último tornando-se o 1.º single do cantor que chegou ao n.º 1 dos tops de vendas e tendo sido o single mais vendido no mercado europeu em 1993. Esta caixa é editada numa altura em que se assinalou o 70.º aniversário do cantor, a 5 de setembro.

Além dos singles em vinil, a caixa “Freddie Mercury: Messenger of the Gods – The Singles” inclui também um booklet com muitas fotografias até hoje nunca publicadas do cantor. “Freddie Mercury: Messenger of the Gods – The Singles” também estará disponível em duplo CD e formato digital.

Killing Joke cancelam concerto no Reverence Valada 2016…

Os Killing Joke, banda britânica que iria passar pelo Palco Sontronics no dia 10 de setembro pelas 22h20, acaba de cancelar a sua passagem pelo Reverence Valada 2016.

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Numa declaração da equipa de programação do Festival, a mesma adiantou que apesar de todos os esforços para impedir este cancelamento, o Reverence Valada não conseguiu evitar esta decisão da banda, da qual ainda não obteve um comunicado oficial. Devido a este cancelamento, The Quartet of Whoa! passa agora a atuar no Palco Sontronics no dia 10 de setembro. Os Névoa, banda portuense, substituem-nos no Palco Indiegente

Talib Kweli, Diamond D & Large Professor e The Invisible no Vodafone Mexefest 2016…

O Vodafone Mexefest faz-se também pelo eclectismo do cartaz e os nomes anunciados hoje são mestres da palavra, das batidas, do hip hop. Talib Kweli, Diamond D & Large Professor e The Invisible.

2015-02-23-IMG_2198.jpgDe Brooklyn, Talib Kweli, embora de jeito discreto, é um dos mais reconhecidos letristas e MCs desde o final dos anos 90. Com Mos Def e Hi-Tek constituiu o afamado trio Black Star e, depois de cada um seguir trilhos em nome próprio, Talib Kweli começou a trabalhar com pares como Kanye West, o produtor Madlib, ou a dupla The Neptunes. São vários e recomendáveis os discos de Kweli, muitos a contarem com colaborações de peso como Kendrick Lamar ou Common.

Outros dois nomes icónicos do hip hop mundial vão estar, em conjunto, no Vodafone Mexefest. Diamond D & Large Professor chegarão no âmbito da digressão "45 Soundclash Tour". Mais do que um DJ set, espera-se um espetáculo único porque os dois, além de produtores, são excelsos MCs. Na bagagem, para além dos trabalhos em nome próprio, há inúmeros clássicos por eles produzidos para nomes como Busta Rhymes, Fugees, KRS-One, Queen Latifah, The Pharcyde, A Tribe Called Quest, Midnight Marauders, entre outros.

De Inglaterra, chega The Invisible. No início da carreira, o trio liderado por Dave Okumu foi apadrinhado pelo genial Matthew Herbert. Com três discos em carteira, o primeiro, homónimo de 2009, nomeado para um Mercury Prize, vêm apresentar “Patience”, título de 2016 que ilustra na perfeição o rock feito de eletrónica, com R&B e Pop a servirem igualmente de ingredientes.

 

 

Crystal Castles em Portugal em Dezembro….

Crystal Castles, o duo canadiense composto por Ethan Kath e Edith Frances, vão passar por Portugal com duas datas em nome próprio. Em destaque estará o novo álbum de originais “Amnesty (I)”, revelado na totalidade aos fãs no passado dia 18 de agosto. A banda apresenta-se dia 7 de dezembro no Hard Club, no Porto, e no dia seguinte ruma à capital, onde atuará no Paradise Garage.

crystal-castles1588.jpg

O sucessor de “III” veio confirmar as expectativas dos fãs que aguardavam com ansiedade pelo quarto disco de estúdio assinado por Crystal Castles. Diante do recente lançamento, Ethan Kath comprovou o sucesso do projeto que mais uma vez consegue mergulhar em sonoridades caóticas e emocionantes. A dupla vai arrancar numa longa digressão pela Europa e Estados Unidos para apresentar “Amnesty (I)” num total de 47 datas.

Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais.

 

Hard Club (Sala 1) (Porto)

7 de dezembro 2016 | 21.00h

 

Paradise Garage (Lisboa)

8 de dezembro 2016 | 21.00h

First Breath After Coma… Um vídeo com 2300 desenhos

Depois de “Salty Eyes” e da colaboração com Noiserv em “Umbrae”, eis que um novo capítulo de “Drifter”, o recente álbum dos First Breath After Coma, ganha imagens. “Gold Morning Days” sempre foi pensada para ter um vídeo de animação, e daí apareceu o desafio à ilustradora Mara Mureş.

22.jpgA artista instalou-se durante dias a fio na sala de ensaios enquanto criava cerca de 2300 desenhos que os próprios elementos da banda iam captando e animando.

Ao longo de um disco cheio de momentos de tensão e introspeção, “Gold Morning Days” apresenta-se como o oposto, com os First Breath After Coma a quererem transmitir a tranquilidade de procurar novos sons, novos caminhos, descobrir e experimentar. Depois da enchente em Paredes de Coura, as próximas paragens dos First Breath After Coma passam pela Ilha da Madeira no próximo dia 10 (Estalagem da Ponta do Sol), Porto a 17 (NOS em D'Bandada) e a cidade alemã de Hamburgo a 22 (Reeperban Festival).