Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Novos valores na Festa do Avante…. Them Flying Monkeys

Os Them Flying Monkeys aliam as cores do neo-psicadelismo à sua própria tonalidade alternativa, mais carregada. São uma das bandas convidadas do Palco Novos Valores. O projeto embrionário nasce em dezembro de 2011, em Sintra. Durante três anos, a primeira formação atua em espaços como o XIII Legion Lisboa (Nirvana Studios), o Sabotage Club, a Garagem da Graça, o Almofariz Bar, entre outros. Alcançam as meias finais do concurso internacional ‘Hard Rock Rising’, atuando com casa cheia no Hard Rock Café Lisboa. O projeto é reformulado em dezembro de 2014: a formação unifica-se e a sonoridade consolida-se.

2016_pnv_them_flying_monkeys.jpgphoto: Promo /DR

 

Entre abril e julho de 2015 a banda regista o seu primeiro EP homónimo, “Them Flying Monkeys”, gravado e masterizado no Black Sheep Studios (Sintra) por Bruno Pedro Simões (Sean Riley & The Slowriders), já disponível nas principais plataformas online e nas lojas habituais. Entre agosto e novembro de 2015 atuam nos palcos da Festa do Avante, Cambra Fest, Arraial do Técnico, Popular Alvalade, Tokyo Bar, Bafo de Baco, entre outros. O concerto oficial de lançamento do EP ocorre no Centro Cultural Olga Cadaval, com sala quase esgotada. No decorrer de 2016 apresentam o seu disco nas Fnacs de Faro, AlgarveShopping, na Quina das Beatas, em Portalegre, no Club de Vila Real, nas Fnacs do NorteShopping, de Santa Catarina, do CascaisShopping e Oeiras Parque, no Meu Mercedes Bar, na Casa Independente, nas Fnacs do Leiria Shopping e Fórum Coimbra, entre outros. Em março desse mesmo ano vencem o XXI Festival de Música Moderna de Corroios e em maio a terceira edição do concurso EDP Live Bands. Dias 7 e 9 de julho atuaram, respetivamente, no Bilbao BBK Live no Palco Heineken do festival NOS Alive 2016. Dia 19 de agosto atuam também nas Festas de Corroios.

 

O primeiro LP dos Them Flying Monkeys, produzido por Carlos BB (Keep Razors Sharp) e gravado por Guilherme Gonçalves no decorrer de maio, no Black Sheep Studios, será editado pela Sony Music Portugal.

Sérgio Godinho… Nova canção para o filme "Refrigerantes e Canções de Amor"

Sérgio Godinho acaba de editar “Sobe o Calor”, uma canção composta em parceria com Filipe Raposo, especialmente para a banda sonora de ‘Refrigerantes e Canções de Amo’”, um filme de Luis Galvão Teles com argumento de Nuno Markl.

“O Luis Galvão Teles ofereceu-me a ocasião soberana de escrever, pela primeira vez, uma canção a meias com o Filipe Raposo, talentosíssimo pianista, e, descubro-o agora, também muito bom compositor”, diz Sérgio Godinho. “Na letra que fiz para a música dele, andei à volta do tema do calor, dos refrigerantes, e do amor, sempre o amor. Começa e acaba o filme, sendo que no final é cantada por mim.” E revela: “Quanto ao Filipe, temos já outra canção aprazada. Agora, não há como parar.”

navalhas.jpg‘Refrigerantes e Canções de Amor’, teve estreia na passada quinta feira nas salas de cinema e conta com um elenco de luxo, com nomes como Ivo Canelas, Victoria Guerra, Lúcia Moniz, João Tempera, Ruy de Carvalho, André Nunes, Gregório Duvivier, Marco Delgado com os quais contracenam Jorge Palma e o próprio Sérgio Godinho, no papel de um assassino implacável.

Foi muito bom reencontrar o Luís Galvão Teles, e voltar a trabalhar com ele, tantos anos depois da “Confederação”, continua Sérgio Godinho. “Além da canção que escrevi com o Filipe Raposo, ele propôs-me um pequeno papel de um homem da noite, bigode e cicatriz no rosto, que faz trabalhos duvidosos por encomenda, assassínios incluídos. Há muito tempo que não fazia cinema, e deu-me um forte prazer mergulhar de novo nessas lides.”

A estreia desta canção acontece num período em que para além das apresentações com os Assessores, a sua banda “cativa”, tem dado atenção a colaborações oriundas das mais variadas áreas musicais: com Jorge Palma, no projecto “Juntos”, em que depois da edição em CD/DVD, tem realizado inúmeras apresentações pelo país; a Norte, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, em que depois de uma apresentação numa Casa da Música lotada em Junho passado, se anuncia uma repetição, desta feita na Avenida dos Aliados, numa celebração popular em que as canções de Sérgio Godinho vestirão novas roupas; ou ainda, incrementando a dimensão da parceria com o pianista Filipe Raposo, compositor de “Sobe o Calor”, num espectáculo de voz e piano a ter lugar no Festival Literário Internacional de Óbidos em que uma vez mais, e sempre de forma surpreendente, Sérgio Godinho reinventará as suas canções.

 

Sempre inquieto, a actividade criativa de Sérgio faz ainda adivinhar que em breve por entre outros projectos cinematográficos e literários, novas canções verão a luz do dia.

Charles Bradley… "Changes" entre os melhores disco de 2016

O terceiro álbum de Charles Bradley foi considerado pela revista Esquire como um dos melhores de 2016, até ao momento. "Bradley tem uma história incrível. Se viram ou leram alguma entrevista com o cantor, ficaram imediatamente tocados pela sua sinceridade. Ele quer ajudar as pessoas, quer dizer as coisas que importam, quer aproveitar ao máximo este presente que lhe foi dado no final da sua vida. Em 'Changes', a paixão é evidente em cada canção", escreve a Esquire no artigo "The 25 Best Albums of 2016 (So Far)".

GLAM - Charles Bradley.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Um dos álbuns mais esperados do ano, escreveu a Rolling Stone, "Changes" foi editado no início de Abril e tem como single a monumental cover dos Black Sabbath que dá nome ao álbum.

Com o regresso aos palcos portugueses agendado para Novembro, no Vodafone Mexefest em Lisboa, e no Coliseu do Porto, a 28 de Novembro, Charles Bradley & His Extraordinaires trazem o espectáculo que tem conquistado o mundo pelo amor e generosidade que são transmitidos.

Em apenas cinco anos, Charles Bradley conquistou o público graças à forma vibrante e genuína como se apresenta ao vivo, postura que lhe valeu o título de Melhor Artista ao Vivo em 2015 pela Paste Magazine.

Natural de Brooklin, e contra todas as probabilidades, o músico de 67 anos deixou para trás uma vida sombria nas ruas e uma série de empregos temporários graças a Gabriel Roth, co-fundador da Daptone Records, que o descobriu num bar em Brooklin onde fazia covers de James Brown. Em 2011 estreou-se em disco com “No Time For Dreaming” e arrebatou o SXSW com o documentário "Soul of America", dirigido por Poull Brien, que conta a história de Charles Bradley desde a sua infância na Flórida, passando pelos dias de mendigo e os concertos dos Black Velvet, até à sua primeira digressão e gravação do álbum de estreia. Dois anos depois, Charles Bradley triunfou com “Victim of Love” mostrando estar mais forte e confiante, cheio de amor para partilhar. Com este disco estreou-se em Portugal, no NOS Primavera Sound (2014), a que se seguiu o Vodafone Paredes de Coura (2015).

Miss Lava… novo vídeo para "Another Beast is Born" e digressão…

Na sequência do lançamento de “Sonic Debris” em Maio através da norte-americana Small Stone Records, e de um concerto arrasador no Sonic Blast Moledo, os lisboetas Miss Lava revelam o 3º single do álbum com um videoclip para “Another Beast is Born”.

GLAM - Miss Lava.jpgphoto: Sergio Magalhães / Glam Magazine

 

Segundo Johnny Lee, o vocalista, “Another Beast is Born” é uma música com um toque de doom e até de black metal, um lugar escuro que ainda não tínhamos explorado em Miss Lava. É uma música com um riff bem gordo que não sai da cabeça e é uma das minhas músicas preferidas do álbum.” Os Miss Lava vão também começar uma tour portuguesa, levando a experiência de “Sonic Debris” ao vivo a todo o país.

 

Próximas datas:

3 Setembro 2016 - Festa do Avante (Seixal)

9 Setembro 2016 - Reverence Valada (Valada)

15 Setembro 2016 - Stairway Club (Cascais)

17 Setembro 2016 - Texas Bar (Leiria)

1 Outubro 2016 - Festival Bardoada e AJCOI (Pinhal Novo)

8 Outubro 2016 - Festival Faro Alternativo (Faro)

28 Outubro 2016 - DRAC (Figueira da Foz)

29 Outubro 2016 - Club de Vila Real (Vila Real)

19 Novembro 2016 - Bafo de Baco (Loulé)

 

Mais datas a serem reveladas oportunamente.

 

Festival F esgota passes promocionais e conta com José Manuel Fernandes, Rui Ramos, Helena Garrido e Paulo Ferreira nas Tertúlias Políticas…

Depois de terem esgotado os 2000 passes gerais colocados à venda por um valor promocional, que estão agora disponíveis pelo preço de 25€ prevendo-se que venham igualmente a esgotar, e tendo sido anunciadas as Tertúlias Literárias, com o apoio da FNAC, que contam com nomes como Carlos Vaz Marques, Ricardo Araújo Pereira, David Machado e Nuno Camarneiro, é hoje revelada uma das grandes novidades da 3ª edição do Festival F: as Tertúlias Políticas powered by Observador, que terão a participação de Rui Ramos, Paulo Ferreira, José Manuel Fernandes e Helena Garrido.

ffff.jpgNo primeiro dia do Festival F, as Tertúlias Políticas powered by Observador recebem Rui Ramos e Paulo Ferreira, para uma conversa sobre a "A ascensão dos populismos". No dia seguinte, José Manuel Fernandes e Helena Garrido discutem o tema "Portugal, a crise permanente".

 

Rui Ramos licenciou-se em História na Universidade Nova de Lisboa, e doutorou-se em Ciência Política na Universidade de Oxford. Além de colunista do jornal Observador, integrou a coordenação dos livros "Revoluções, Política Externa e Política de Defesa em Portugal" e "História de Portugal" (vencedor do Prémio D. Dinis, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus), manual incluído no Plano Nacional de Leitura.

Uma referência do jornalismo português, Paulo Ferreira foi director de informação da RTP, tendo ainda integrado as direcções editoriais do Diário Económico, Jornal de Negócios e Público. É um dos comentadores de referência do Observador, SAPO 24 e TVI.

José Manuel Fernandes, director do Observador, iniciou a sua carreira de jornalista em 1976. Tendo passado por vários jornais (Voz do Povo, Expresso) foi fundador e, mais tarde, director do Público. Entre os livros que escreveu destacam-se, "O Homem e o Mar, o Litoral Português", "Diálogo em Tempo de Escombros" (com D. Manuel Clemente), "Liberdade e Informação" e "Era Uma Vez a Revolução".

Actualmente cronista do Jornal Observador, Helena Garrido é jornalista desde 1987. Foi directora do Jornal de Negócios e professora de Jornalismo Económico na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Sendo ainda conhecida como comentadora da actualidade económica e financeira tanto em televisão como na rádio.

 

Nova cena psicadélica Brasileira reunida em coletânea “Udigrudi”

"Cavalgando trovões enfurecidos/ Doma o raio lutando com Plutão/ Nas estrelas-cometas de um sertão/ Que foi um palco de mouros enlouquecidos", diz a letra de “Nas Paredes da Pedra Encantada”, de Lula Côrtes e Zé Ramalho. O psicadelismo musical ressurge com força total. Fora do Brasil, através de Tame Impala, Ty Segall, Pond, Foxygen e, por aqui, muito bem representada por Boogarins, BIKE, Catavento, Supercordas, Bombay Groovy e vários outros. Por décadas, o movimento dos anos 60 permanece vivo entre os jovens que buscam liberdade de experimentação e expansão da consciência.

Capa-por-Julio-Mattoso.jpg

Um dos momentos mais emblemáticos do psicadelismo no Brasil ficou conhecido como Udigrudi, quando Ave Sangria, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Lula Côrtes, Flaviola e Marconi Notaro mudaram os rumos da música brasileira. Surgida em Pernambuco em 1968, a manifestação contracultural bebeu de influências da beatlemania, do tropicalismo, da jovem guarda e do regionalismo. Somado à isso, existia um clima de desesperança no ar: ditadura militar e falta de perspectiva que só poderiam culminar na música psicadélica e experimental pós-woodstockiana.

 

Para homenagear esse movimento, Leonardo Paladino, da editora Tramp, convidou artistas da nova cena psicadélica Brasileira para regravarem músicas da época. “A ideia da coletânea Udigrudi surgiu em 2013, quando eu – um fã da música psicodélica e do movimento hippie – achei interessante a forma como alguns artistas estavam sendo homenageados em coletâneas colaborativas. Nos anos seguintes, ao perceber que o gênero estava ganhando cada vez mais espaço na mídia e nas playlists dos meus amigos, comentei com o André Prando, Jan Felipe e Erick Omena (Luneta Mágica) que tinha essa ideia de coletânea engavetada e que gostaria de colocá-la em prática em 2016, aí eles toparam e se comprometeram em participar com as primeiras versões”, conta Leonardo Paladino.

 

A BIKE, banda paulista que lançou o elogiado “1943” e chamou a atenção do produtor norte-americano Danger Mouse, participa com a regravação de "Não Existe Molhado Igual ao Pranto”, de Lula Côrtes. “Eu escutei muito o Paêbiru, é um disco que já faz parte do meu subconsciente, além disso tenho alguns vinis do Zé Ramalho e pelos menos uns 20 do Alceu Valença, incluindo os da fase psicodélica”, conta Julito Cavalcante, guitarrista e vocalista dos BIKE, que preparam o seu segundo álbum, “Em Busca da Viagem Eterna”, previsto para novembro de 2016.

Quem acabou de lançar álbum e também participa da coletânea são os Catavento, com “Palavras” do Flaviola e o Bando do Sol. O mais recente trabalho do grupo, intitulado “CHA”, resgata toda a psicodelia sessentista, misturada a uma atmosfera pop e barulhenta. Uma das faixas do disco, “City’s Angels”, apresenta um video gravado nas ruínas de Caxias do Sul.

 

Representando a vertente instrumental ao lado dos Aeromoças e Tenistas Russas, Bombay Groovy também faz parte do projeto: “O Danniel Costa (falecido em maio de 2015), que foi baixista e um dos fundadores da Bombay, apresentou o Paêbiru ao restante de nós, tentou fazer a gente gostar também. Preferíamos Gentle Giant, mas com o tempo assimilamos melhor e nos aproximamos da psicodelia brasileira. O caráter cíclico e as linhas de baixo nos seduziram”, refere Rod Bourganos.