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Glam Magazine

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Jazz em Agosto na Gulbenkian… Marc Ribot The Young Philadelphians + Lisbon String Trio

Figura de destaque no Jazz em agosto 2014, o guitarrista norte-americano Marc Ribot regressa agora com o projeto The Young Philadelphians, quarteto que se atira com idêntica sanha à herança punk-funk de Ornette Coleman (ao leme da banda Prime Time) e ao período áureo da soul de Filadélfia na década de 1970.

Marc-Ribot-The-Young-Philladelphians-©Hiroki-NishPhoto: Hiroki Nishioka

 

Em cada atuação deste pulsante ensemble em que Ribot divide as guitarras com o vanguardista Chris Cochrane, o grupo faz-se acompanhar por um trio de cordas local.

Um concerto de abertura vibrante e rigoroso nas suas referências

 

Gulbenkian / Anfiteatro ao Ar Livre (Lisboa)

4 de Agosto 2016 | 21.30h

Luís Represas convida Stewart Sukuma dia 4 de agosto no Casino Estoril

No âmbito do ciclo de “Grandes Concertos do Casino Estoril”, Luís Represas regressa, na próxima quinta-feira, 4 de agosto, pelas 23h00, ao Lounge D para interpretar numerosas composições que marcaram diferentes épocas da sua carreira. Este espetáculo contará com o convidado especial, Stewart Sukuma, um dos maiores artistas moçambicanos da atualidade, celebrando-se desta forma a lusofonia, esta quinta-feira no Casino Estoril. A entrada é livre.

JC_26361.jpgphoto: Jorge Carmona

 

Num aguardado reencontro com os visitantes do Casino Estoril, Luís Represas promete conciliar vários êxitos de um singular percurso a solo com alguns clássicos que notabilizaram os Trovante.

Com 40 anos de um notável percurso musical, a qualidade do repertório de Luís Represas é transversal a várias gerações. Entre 1976 e 1992, enquanto vocalista dos Trovante, conquistou uma expressiva admiração por parte do público, consolidando a sua notoriedade, a solo, com a edição de diversos álbuns de originais.

 

Luís Represas lançou, em 2014, um novo álbum de originais intitulado “Cores”, quebrando um interregno de cinco anos sem editar trabalhos a solo. Num registo intimista, Luís Represas editou, no início de 2015, o álbum “Tratamento Acústico". Trata-se de um trabalho surpreendente onde o artista revisita as suas canções fazendo-se acompanhar, apenas, por um piano e um contrabaixo.

 

Os “Grandes Concertos do Casino Estoril” estão agendados para o amplo espaço do Lounge D, todas as quintas-feiras, até 8 de setembro, a partir das 23h00 com entrada livre e reservada a maiores de 18 anos.

 

4 de agosto - Luís Represas

11 de agosto - Pedro Abrunhosa

18 de agosto - Clã

25 de agosto - Deolinda

1 de setembro - HMB

8 de setembro - António Zambujo

 

Goran Radovanovic volta a vencer no festival de cinema Avança 2016

Terminaram os “20º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2016”, encerrando 10 dias de festival e 5 dias de competições, conferências e workshops internacionais. O AVANCA 2016 atribuiu prémios a filmes e autores de 14 países.

Enclave 01.jpgEnclave” do realizador sérvio Goran Radovanovic arrebatou o Prémio Cinema para a Melhor Longa-metragem. Este realizador já havia ganho em 2011 igual distinção. Foi ainda distinguida com Prémio Especial do Júri a longa-metragem “Espejuelos Oscuros” de Jessica Rodríguez (Cuba) e Menções Especiais para as longas-metragens “Fallow” de Laurent Van Lancker (Bélgica) e “Lua em Sagitário” de Marcia Paraiso (Brasil, Argentina). Este último filme foi também distinguido com o Prémio Estreia Mundial e Prémio Melhor Atriz, atribuído a Manuela Campagna. O prémio melhor ator foi atribuído a Tibo Vandenborre e melhor fotografia a Laurens De Geyter do filme “Fallow”.

 

O júri cinema longa-metragem foi constituído pelos cineastas Luís Oliveira Santos, que presidiu, Abu Shahed Emon (Bangladesh), Malte Wandel (Alemanha), Javi Navarro (Espanha) e pela investigadora Moghadaseh Rouhi (Irão).

nelly.jpgNa competição de curta-metragem, o prémio foi para “Nelly”, de Chris Raiber (Áustria). Os filmes “Jour Intranquilles” de Latifa Said (França) e “Lila” de Carlos Lascano (Argentina), foram distinguidos com menção especial, respetivamente para a atriz Farida Ouchani e para a “Mise en Scene”. O Prémio Animação distinguiu o filme “Mamie”, de Janice Nadeau (França). O Prémio da Melhor Fotografia foi atribuído a Alex Sernambi, do filme brasileiro “O que teria acontecido ou não naquela calma e misteriosa tarde de domingo no jardim zoológico” de Allan Souza Lima.

 

O júri cinema curta-metragem foi constituído por Pedro Medeiros (Portugal), Silvia Ferran (Espanha), Amir Masoud Soheili (Irão) e Tommaso Valente (Itália), que presidiu.

SENDAS.pngEntre as categorias mais esperadas esteve a “Competição Avanca”. Reunindo doze obras produzidas ou co-produzidas na região, foi distinguido o documentário “Afinando pessoas, pássaros e flores” de Luís Margalhau, também distinguido com o Prémio Estreia Mundial, e a animação “Sendas” de Raquel Felgueiras. O documentário “A festa do nosso menino São Gonçalinho” de Pablo Sant'Ana foi distinguido com a menção especial da Competição Avanca.

 

O Júri foi constituído pelos programadores André Spencer (Suécia, Portugal), Ayoub el Baghdadi (Marrocos), Carlos Teófilo (Portugal), Christian Inaraja (Espanha), João Paulo Macedo (Portugal), Marcello Zeppi (Itália) e pelo cineasta Manuel Matos Barbosa.

 

Os prémios de televisão e vídeo foram atribuídos por um júri constituído pelos cineastas Adriano Nazareth, Francisco Colombo (Brasil) e Rui Nunes, pelo programador Mário Branquinho, pelo jornalista Fernando Pinho, pelo poeta António Souto, pelo ator Carlos Rico, pelo pintor Acácio Rodrigues e pelo professor e investigador Leonel Rosa. O documentário “Remenber Us” da realizadora jordana Dalia Abuzeid, recebeu o Prémio Televisão e Prémio Estreia Mundial Televisão. O Júri atribuiu ainda uma Menção Especial ao filme “Fire, water, air” de Anne Murat e David Bart (França). Este júri atribuiu o Prémio Estreia Mundial Video a “Landing” de Filipe Martins e menções especiais vídeo a “Pneuma” de Antonello Matarazzo (Itália) e “Patarei Prison” de Ricard Carbonell (Estónia).

 

A competição “Trailer in Motion” distinguiu o trailer “The clock makers dreams” de Cashell Horgan (Irlanda) e o videoclipe “Irina R - Sailorde Angelo de Grande e Camilla Tomsich (França). O video “Up in the sky” de Sami Natsheh (Espanha) recebeu uma Menção especial. O júri foi constituído pelos críticos Germano Campos, Nuno Reis e pelo músico Sérgio Ferreira.

 

Entretanto, na “AVANCA|CINEMA, Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação”, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu os investigadores suiços Christian Iseli e Miriam Laura Loertscher com “Digitized Reality: The Trouble with Motion”. A investigadora brasileira Janaína Oliveira com “Kbela e Cinzas: o cinema negro no feminino do Dogma Feijoada” recebeu uma Menção Especial.

 

O júri deste prémio foi constituído pelos académicos João Victor Gomide (Brasil), Susana Lozano Moreno (Espanha) e os portugueses Adriano Rangel, Anabela Oliveira, Ana Catarina Pereira, Fátima Chinita, José Ribeiro, Manuel Rodrigues.

 

No total, seis júris constituídos por 38 individualidades de 8 países atribuíram 18 prémios e 10 menções especiais. O AVANCA acontece todos os anos em Avanca e é uma organização do Cine-Clube de Avanca e Câmara Municipal de Estarreja com o apoio do ICA/Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, Turismo Centro Portugal, Junta de Freguesia e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja, para além de várias organizações internacionais e entidades locais.

Em Agosto chega… Devesa Sunset

Em Agosto, o Parque da Devesa de Famalicão volta a receber o Devesa Sunset. Todas as sextas feiras, pelas 19h, junto ao lago do Parque da Devesa, o pôr-do-sol tem música a acompanhar.  Vai ser assim as sextas feiras de Agosto:

5 de agosto - Hot Air Balloon

12 de agosto - Old Jerusalem

19 de agosto - Filho da Mãe

26 de agosto - Valter Lobo

Sunset 2016 Panfleto C.jpgDe pontos opostos da costa Atlântica da Europa, o duo com raízes Irlandesas e Portuguesas, Hot Air Balloon, caracteriza-se por soar profunda e delicadamente. A voz doce, calorosa e indelével de Sarah-Jane encontra-se com a musicalidade técnica de Tiago, complementando-se numa performance harmoniosa, íntima e inesquecível. Lançado este ano, "Behind Walls" é o álbum de estreia da banda Luso-Irlandesa.

 

Depois de um período de interregno desde o último álbum homónimo editado em 2011, Old Jerusalem regressa às edições discográficas com “A rose is a rose is a rose”, o sexto trabalho de longa duração do projeto. Por contraponto ao anterior “Old Jerusalem”, integralmente composto e interpretado por Francisco Silva, “A rose is a rose is a rose” retoma a colaboração com outros músicos, destacando-se a este título o trabalho desenvolvido com Filipe Melo, responsável pelo piano e arranjos de cordas do álbum e um verdadeiro e empenhado cúmplice na delineação do rumo estético do trabalho.

 

O virtuoso guitarrista Rui Carvalho, que responde artisticamente por Filho da Mãe, apresenta “Mergulho”, o seu novo trabalho. Em “Mergulho”, Rui Carvalho diluiu-se no tempo e no espaço, tornando permeável o registo que até então cunhava como algo só dele — o que partilhou retornou-lhe maduro, melodioso e doce, em contraste com as incursões mais intempestivas e desenfreadas de outros tempos. Mergulho é permeável à pedra, à terra e à gente que o rodeia, é um disco de Filho da Mãe que transpira espaço e transcende dimensões, imergindo-se no bucólico para o desconstruir num exercício de cubismo sónico, impregnado de efeitos e das reverberações naturais do cenário improvisado pelos Estúdios Sá da Bandeira.

 

Valter Lobo regressa com um novo trabalho depois de três anos coberto pelo manto gelado das primeiras canções de "Inverno" de onde se destacaram temas como "Pensei que fosse fácil" ou "Eu não tenho quem me abrace neste inverno".

"Mediterrâneo" é um disco conceptual em que o cantautor, sem colocar de parte uma melancolia inata, faz uma reaproximação ao calor humano e ao mundo, na busca de um clima mais ameno e apaziguador, despido de materialismos em que os bens essenciais à sobrevivência são a proximidade com o mar e com aqueles de quem gostamos."

 

A entrada é livre…

Festa do Avante 2016… Música para os 40 anos da Festa….

O Concerto de Abertura da Festa, na sexta-feira à noite, no Palco 25 de Abril, transformou-se numa manifestação cultural verdadeiramente única, pela oportunidade aberta a milhares de visitantes de entrar em contacto, quantas vezes na sua primeira oportunidade, com a Grande Música, seja ela clássica ou contemporânea, do género operístico ou sinfónico, composta para volumosas massas orquestrais, pequenos e grandes coros, e solistas dos mais consagrados ou em começo de promissoras carreiras.

concerto_sexta_feira_1.jpg

Este ano em que se comemora a 40.ª Festa do Avante!, o Concerto de Abertura, pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa e Coro Sinfónico Lisboa Cantat, foi concebido de forma muito aberta com um repertório que abarca géneros muito diversificados, tendo em consideração os vários tipos de público que preenche, até às alamedas laterais, o recinto central em frente do Palco 25 de Abril.

Neste sentido, a conjugação da leveza orquestral de um Bizet com o poder vigoroso de um Beethoven, do cunho claramente nacional de um Shostakovitch ou de um Glinka com o forte significado e identidade dos “espirituais negros”, dos ecos sempre inspiradores da Revolução Francesa com a ressonância heróica das canções de Lopes-Graça ou a força agregadora de Ortega, vão a par com uma atmosfera geral de celebração e, ao mesmo, um emocionante, consciente e invejável espírito comemorativo, susceptível de se transferir, no dia seguinte, para as nossas próprias vidas e de nos transmitir renovadas forças e coragem na prossecução dos passos necessários para transformar em certezas os ainda insuficientes sinais de mudança e de esperança que este ano nos trouxe no plano político.

Do Brasil chega Valciãn Calixto que se estreia com o disco “Foda!”

O cantor e compositor Brasileiro, originário de Teresina no Piauí, Valciãn Calixto, acaba de lançar o seu primeiro disco a solo, intitulado “Foda!”. São dez faixas de poesia lamurienta e imbricações rítmicas. Com esta estreia, o músico visita o Experimental, o Afropunk, a Axé Music, a Marcha-Rancho, o Space Rock, a Jovem Guarda e faz uso do Spoken Word para dar vazão às suas lamúrias.

O disco conta com participações de integrantes da Geração TrisTherezina (coletivo de Artistas Visuais, Escritores e Músicos do Piauí) e foi gravado no ATM Estúdio, tendo sido mixado por Arthur Raulino. Quem assume as baquetas é Marciano Calixto, irmão de Valciãn, que gravou todos os instrumentos de harmonia como baixo, guitarras, sintetizadores, teclados e violão.

Capa.jpgTal qual o livro de poesias “Reminiscências” do caseiro Genival, lançado pelo artista em 2015, o disco aborda temas como suicídio, assédio, abuso de autoridade, loucura, assuntos que ora são tabus, ora são tristes estatísticas em uma cidade como Teresina que sofre o paradoxo do desenvolvimento urbano versus o provincianismo moral em todas as camadas sociais.

 

As gravações para o álbum tiveram início em setembro de 2015 e foram finalizadas já em fevereiro deste ano. A palavra “foda”, que dá nome ao disco ganha, entre outros, valores positivos e negativos com esse lançamento, tendo em vista as dificuldades para se produzir e lançar, fazer a música circular, criar público bem como a superação de todos esses e outros limites, artísticos ou estruturais, realizando aquilo que se acredita sem fazer concessões que comprometam a qualidade da obra. Isso fica claro citando versos de uma das faixas do próprio disco de Valciãn, onde o músico canta como numa espécie de mantra a frase “nunca entregar os pontos”.

O título do disco resume toda a evolução e batalha de um compositor piauiense para colocar sua música no cenário musical independente do Brasil, de alguém que cresceu em meio a um abismo cultural sem medida em Teresina no Piauí e que do fundo do abismo ensaia um salto com esse disco.

 

“Foda!” esta disponível nas plataformas digitais através da editora 180 Selo Fonográfico. O disco também está disponível para download gratuito no site oficial do artista e no bandcamp