Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Super Bock Super Rock…. Lucius + Kurt Vile + The National (Reportagem)

O 22º Super Bock Super Rock regressou mais uma vez ao parque das Nações. O primeiro dia fica marcado por 3 concertos que se destacam dos demais… a agradável supresa dos Lucius, a confirmação de Kurt Vile e sem surpresas a apoteótica apresentação dos The National a conquistar de uma forma eufórica o palco Super Bock (MEO Arena)

DSC_0745 (Cópia).jpgA tarde iniciava-se no palco EDP com a revelação da Tradio, Surma o projeto musical de Débora Umbelino que se fez acompanhar em palco pela Carolina, que com a sua harpa envolveu os sons eletrónicos de Surma numa ambiência diferente daquela que a Débora tem brindado os seus fãs nas inúmeras apresentações que tem realizado nos últimos meses. Novas roupagens musicais que foram do agrado ao já vasto “clube” de fãs da jovem música.

DSC_0224 (Cópia).jpgO Palco Antena 3 era o segundo a abrir nesta edição do Super Bock Super Rock. O regresso de Alek Rein às canções depois de uma pausa de 6 anos, era o mote para a sua passagem na edição deste ano do festival, no palco da responsabilidade da nova música Portuguesa, Antena 3. Canções fluidas, limpas e descontraídas, brindaram de uma forma tímida os festivaleiros que iam chegando ao recinto do festival sob um final de tarde mais convidativo a lugares mais frescos...

DSC_0248 (Cópia).jpgSaltando novamente para o palco EDP, a revelação deste primeiro dia surgia com um ligeiro atraso, mas compensado com a sua graciosidade impetuosa. Lucius, de Nova Iorque para Lisboa, uma estreia pela positiva com canções envolventes, um pop intimista baseada nas vozes de Jess Wolfe e Holly Laessig.

DSC_0320 (Cópia).jpgGood Grief”, o seu mais recente trabalho, envolveu o ambiente num final de tarde quente mas com grande entusiamo junto dos presentes. Sem dúvida a grande surpresa deste primeiro dia e que pecou por ser breve.

DSC_0396 (Cópia).jpgDo outro lado do recinto, Luis Nunes trazia o “Auto rádio” do Benjamim para mais uma paragem na sua longa digressão iniciada no verão de 2015. Dinâmico e divertido, as canções do “Auto” fizeram-se sentir com a alma e presença já habitual do Benjamim neste sua nova aventura de quem já foi Walter…

DSC_0473 (Cópia).jpgA pop melódica, pintada com sonoridades folk dos Villagers no palco EDP, marcou o regresso da banda Irlandesa a Portugal depois da sua passagem em Novembro no Vodafone Mexefest. Em palco as canções novas de “Where Have You Been All My Life?“, mas também alguns dos já classicos da banda liderada por Conor O'Brien foram recebidos com entusiasmo pelas centenas de festivaleiros que já ocupavam o espaço debaixo da pala do pavilhão de Portugal.

Mais uma vez a alternância entre os palcos EDP e Antena 3 e funcionar com o concerto dos peixe: avião a decorrer no final da apresentação dos Villagers.

DSC_0526 (Cópia).jpgMas o era o palco Super Bock que começava a funcionar e a receber a primeira avalanche para o concerto dos The Temper Trap. O regresso a Portugal da banda Australiana liderada por Dougy Mandagi, algo intimidado por estar a tocar numa “Arena”, mostrou-se agradado pelo seu regresso após 6 anos ao nosso país. “Thick as Thieves”, o disco lançado no passado mês de Junho serviu como suporte à apresentação da banda vinda dos antípodas. A presença exotica de Mandagi e a sua voz com traços indígenas conquistou um público agradado pelo ritmo imposto. Um excelente concerto a abrir o palco principal da 22ª edição do Super Bock Super Rock.

DSC_0602 (Cópia).jpgDo outro lado do recinto, um dos grandes nomes previstos para a primeira noite não decepcionou. Kurt Vile, igual a si mesmo, conquistou um público que ocupava por completo o espaço junto do palco EDP que se revelou pequeno para receber um tão grande artista. Sem dúvida um dos melhores concertos desta noite, onde Kurt, escondido de si próprio, conseguiu mais uma vez em Portugal conquistar o seu público e cada vez mais exigente, em relação às suas canções. “b'lieve I'm goin down...”, o disco de 2015 fala de sua vida, de Deus e da América, temas muitos queridos para o músico de Lansdowne. “Pretty Pimpin”, o tema de referência do seu último disco fechava um grande concerto, breve e realizado no palco pequeno para este grande músico.

DSC_0706 (Cópia).jpgNo palco Super Bock, os The National mostraram porque eram os cabeças de cartaz da primeira noite. Sala praticamente cheia para ouvir e ouvir as canções de Matt Berninger e dos seus companheiros de palco. Mais um regresso a Portugal e mais uma noite de gloria para uma banda cada vez mais acarinhada pelo público Português. Sem duvida que os The National podem ser equiparados ao vinho do Porto, quanto mais velhos melhores. “We miss you” nas palavras de Matt tiveram uma abrangência de euforia junto do público. Ainda tempo para ouvir uma canção nova, “The Day I Die”.

Um concerto com um ritmo muito próprio que seria finalizado com um coro unisseno a cantar “Vanderlyle Crybaby Geeks”, tendo Matt aproveitado para fazer uma incursão pelo público. No final uma sensação de missão comprida e a prova que muitos dos festivaleiros ali estavam apenas pelos The National.

No final do concerto dos The National, ainda tempos para uns últimos acordes de Samuel Úria que no palco Antena 3 apresentava o seu último disco “Carga de Ombro”.

DSC_0883 (Cópia).jpgA noite encerrava no palco Super Bock com os irmãos britânicos Howard e o seu projeto, altamente, dançável Disclosure. Alguns contratempos no inicio da sua apresentação, mas que rapidamente foram esquecidos por um público que transformou o MEO Arena num grande “clubbing” a fechar a noite.

 

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

 

 

MEO Marés Vivas… O dia 2 do festival (Reportagem)

De regresso à Praia do Cabedelo, a espectativa era grande. O dia ia começar com Jimmy P e Dengaz seguia no mesmo estilo musical. Promovidos este ano para o palco principal, Joel Plácido e a sua crew tinham de agradecer e compensar a aposta feita neles. Tinham de vingar e o objetivo era criar algo que pudesse ser lembrado e falado durante algum tempo.

IMG_9336 (Cópia).jpgAté pelo público para quem tocam, Jimmy P encontrou uma plateia bem mais composta do que no dia anterior. Enquanto que, no primeiro dia de espetáculo, o público ia chegando, ontem, com Jimmy P, pode dizer-se que o recinto (na área que vai do palco à regie) estava praticamente cheio.

Como tem vindo a ser habitual, e deixamos um especial agradecimento à organização do evento, o concerto começou à hora marcada. Na setlist não havia novidades e o alinhamento era praticamente o mesmo de concertos anteriores. A única novidade foi a presença de Diogo Piçarra para interpretar o tema “Entre as Estrelas”, uma música sentida, com um carinho especial, que fala sobre a perda de alguém especial. A interpretação deste tema deu (dará) origem ao videoclip original, que o músico fez questão de ser gravado no Porto.

 

IMG_9691 (Cópia).jpgDengaz aproveitou o concerto de Jimmy P para dar continuidade a festa. Depois da multidão preparada, não foi difícil ter uma prestação de "arrancar os cabelos". Sem surpresas, António Zambujo apareceu para completar o repertório não deixando ponta solta. Nada errado foi cantado a 3 vozes (Dengaz, António Zambujo e o público) que nunca deixou de apoiar. Num concerto que assentou essencialmente no seu novo álbum “Para Sempre”, Matay não se esqueceu de “Dizer que Não”, para delírio do imenso público que continuava a chegar. Sempre muito perto do público, mesmo fisicamente, Dengaz transportou toda a sua simplicidade para a Praia do Cabedelo que ficou aos sues pés.

IMG_0004 (Cópia).jpgJames Bay “não estou de pantufas, mas em alta”. Com uma atitude de puto rebelde, desde cedo levantou a plateia que o ansiava desde o início. Depois de Dengaz e, anteriormente, Jimmy P, o segundo dia parece ter sido cuidadosamente planeado. Para quem gosta de rock, James Bay é muito mais do que aparece nas primeiras pesquisas do YouTube. O jovem britânico de apenas 26 anos tem tudo o que se exige numa estrela musical. A provar isso, teve uma fantástica e nunca esperada interpretação de “Rolling” do Rei do Rock Elvis Presley. Teria este sido o final feliz que o público estava à espera, não fosse ter-se apresentado com a camisola do principal clube da cidade, o FC Porto, para uma (esta sim) última música.

IMG_0226 (Cópia).jpgA noite termina com Kodaline. Um espetáculo esperado por quem veio cedo par garantir os lugares da frente, não desilude apesar de se apresentarem comercialmente com um tipo de música mais calma. Iniciam a prestação em palco com a mesma força com que o seu antecessor terminou. Coube-lhes a  responsabilidade de mostrar que nem só de Rock vive num Festival de Verão. Entre as músicas mais comerciais e outras menos conhecidas do público menos atento, os Kodaline não desiludem e mostram que a música do novo século está cá para marcar presença.

IMG_9955 (Cópia).jpg

Lost Frequencies anunciava um final de noite totalmente eletrónico, o que fez com que os mais conservadores começassem a abandonar o recinto. Mas a surpresa começa quando o DJ belga pega em temas como "Bongo Bong" de Manu Chao ou “What is Love (Baby Don’t Hurt Me)” de Haddaway. Sem nunca perder a sua natural tendência eletro, Lost Frequencies conseguiu agradar a jovens e saudosistas. Com a recuperação de temas mais antigos e comerciais e misturando-os, dando-lhes um toque mais "disconight", fechou a noite com chave de ouro. Para um público assumidamente notivago e frequentador do circuito de discotecas e bares, foi uma boa companhia para quem não partilha do mesmo estilo musical.

 

Reportagem: Ana Machado

Fotografias: Nuno Machado

GNR no Super Bock Super Rock com Psicopátria…

É já hoje, sábado, dia 16 de julho, que os GNR tocam no Super Bock Super Rock como cabeças de cartaz do Palco EDP. Neste concerto tocam, na íntegra, o álbum “Psicopátria”, registo em que a banda portuense assumiu, sem reservas, uma sonoridade pop que agora completa 30 anos.

gnr.pngCom este disco os GNR alcançaram índices de popularidade nunca antes atingidos e Portugal passou a cantar em uníssono temas como "Efectivamente", "Pós Modernos" ou "Bellevue". Contudo este álbum não fica pelos sucessos mais mediáticos. Canções como "Dá Fundo", "Nova Gente", "Choque Frontal" ou "Paciente" completam esta obra incontornável da música portuguesa, de melodias marcantes e letras nonsense, atingindo o equilíbrio quase perfeito entre o sucesso comercial e a aclamação da crítica.

O desafio é apelativo e pouco usual: a audição de um álbum na íntegra num concerto único. Tudo isto acontece mais logo às 22:50 no Palco EDP do Super Bock Super Rock.

DJ Ride actua em dia esgotado do Super Bock Super Rock

A digressão de Verão de Dj Ride, que contou com actuações no festival Rock Nordeste e no 180 Creative Camp, passa hoje, dia 16, pelo palco Carlsberg do Super Bock Super Rock. O concerto terá início logo a seguir ao de Kendrick Lamar, num dia que se encontra completamente esgotado.

“From Scratch”, o mais recente trabalho do músico e produtor destaca-se por ser um álbum de colaborações com alguns dos artistas mais conhecidos do panorama nacional como HMB, Valete, Jimmy P e Capicua, que participou no single “Fumo Denso”.

dj ride.jpgEm paralelo, o projecto de Dj Ride e Stereossauro, Beatbombers, acaba de se classificar para mais uma eliminatória do concurso de scratch online, DMC, depois de no ano passado ter ficado em segundo lugar na categoria de equipas. O compositor de “Psychedelic Soundwaves”, “Turntable Food” e “Life in Loops” espera assim juntar este troféu ao de IDA World Champion que já havia ganho em 2011 com a mesma parceria, e aos 6 títulos de campeão nacional de scratch.

 

Depois do Super Bock Super Rock, Dj Ride actua na EXPOFACIC a 30 de Julho e no MTV Back to School a 17 de Setembro.

"Uma Lata DJ Set"… um raro DJ Set de Batida, hoje no Super Bock Super Rock

“Batida é Pedro Coquenão e Pedro Coquenão é Batida. Há momentos em que é Pedro Coquenão sozinho em frente a multidões. E há outros em que Batida é um corpo mutante, com músicos, imagens e gente que canta e dança mascarada em palco." (Rui Miguel Abreu)

Este sábado será o Pedro e a sua Lata de óleo costumizada num espetáculo baptizado de: “Uma Lata DJ Set”

batida.jpg“Tentei escolher o nome mais literal e auto explicativo possível, para não enganar ninguém. Não é um concerto. Nesta noite, sou um DJ com uma lata. A mesma que uso nos meus shows como instrumento, desta vez vai servir para misturar temas favoritos e brincar com alguns dos meus próprios temas e remisturas. Vai ser a primeira vez que me apresento assim. Sendo que habitualmente gosto de me fazer bem acompanhado e como tenho uma grande dificuldade em separar a palavra música da palavra dança, acho que não preciso de me explicar mais. Há que manter um certo mistério nestas coisas. Já disse que é a primeira vez que me apresento assim?” (Pedro Coquenão)

 

Como já dissemos ao início, os seus DJ Sets são raros, mas este mês começou com um em Nairobi, no Quénia, onde se fez acompanhar por um bailarino local, hoje viaja para Madrid para outro no CA2M, o Museu de arte Contemporânea de Madrid, acompanhado de uma bailarina, e no mês passado fez a sua quinta passagem pelo Boiler Room, com um DJ Set dançado do princípio ao fim por alguns dos seus bailarinos preferidos, depois de se ter estreado em 2014 como o primeiro Angolano e Português a protagonizar uma das sessões da sala de espetáculos itinerante mais conhecida do mundo.