Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

The Vaccines, Algiers, Matias Aguayo e Grandfather's House fecham o cartaz do Vodafone Paredes de Coura

Do Reino Unido chega o indie rock londrino dos The Vaccines. O quarteto surgiu em 2010 e poucas bandas inglesas dos tempos modernos tiveram tanto impacto imediato. O single de estreia “Post Break-Up Sex”, lançado em 2011, serviu de aperitivo ao primeiro álbum, “What Did You Expect from the Vaccines?”, que chegou rapidamente a disco de platina. Para o terceiro registo, a banda optou por uma mudança de ritmo e viajou até ao Estados Unidos onde gravou “English Graffiti”, registo que converte o som característico dos The Vaccines numa palete de sons completamente diferente e que a banda está pronta para trazer à 24ª edição do Vodafone Paredes de Coura. Além do concerto, os londrinos marcarão presença, no mesmo dia, com The Vaccines DJ Set.

GLAM - Vaccines.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Formados em 2009, em Altanta, Georgia, os Algiers surgiram quando o guitarrista Lee Tesche e o baixista Ryan Mahan, ambos membros da cena underground do rock e noise, se juntaram ao vocalista e guitarrista Franklin James Fisher, cujas raízes musicais estavam mais ligadas à grande tradição do gospel. Da experiência juntos, surgiu um som híbrido capaz de incluir gospel, blues e pós-punk barulhento. Além de uma sonoridade muito própria, a banda é igualmente conhecida pela energia das actuações ao vivo. Depois de editar o primeiro álbum, em Junho de 2015, a banda segura a sua posição enquanto fiel seguidora do espírito subversivo, pronta para agitar o Vodafone Paredes de Coura com as suas letras insurgentes.

GLAM - Algiers.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine


O chileno Matias Aguayo soube aproveitar os seus anos de experiência em actuações pelo mundo para as suas próprias investigações musicais e para trazer uma sensação de aventura à sua música. A estreia a sólo do produtor musical e vocalista chegou, em 2005, com “Are You Really Lost”, seguida por “Ay Ay Ay”, de 2009 e pelo terceiro álbum “The Visitor”, lançado e 2013. Aguayo traz uma onda de espontaneidade às suas gravações e apresentações ao vivo, marcadas por elementos de improvisação intensamente reativos, num jogo de sedução que está pronto a partilhar com o público do Vodafone Paredes de Coura.


De Braga, os GrandFather’s House começaram por ser, um 2012, uma one-man band pelas mãos do agora guitarrista Tiago Sampaio. Em 2013, com a chegada de Rita Sampaio na voz, a one-man band ao estilo tradicional do norte da América começa a ganhar a forma e sonoridade que tem actualmente, acabando por alinhavar a formação final, e actual, do grupo, com a entrada de João Costeira na bateria. O primeiro EP foi dado a conhecer em Portugal e Espanha e, em 2016, chega o primeiro álbum de longa duração “Slow Move”, que os bracarenses levam agora até ao anfiteatro natural do Vodafone Paredes de Coura.


As últimas confirmações do Vodafone Paredes de Coura 2016 juntam-se, de 17 a 20 de Agosto, a nomes como LCD Soundsystem, Unknown Mortal Orchestra, The Tallest Man On Earth, Portugal. The Man, Minor Victories e Cage The Elephant, entre outros destaques da 24a edição.

Sabaton + Accept em Janeiro no Coliseu Porto

Que o heavy metal é uma besta resiliente já toda a gente sabia, mas quando o género começou a tomar forma, nos idos dos 60, provavelmente ninguém imaginava que se mantivesse vivo, e de ótima saúde!... umas épicas quatro décadas depois. Após a explosão N.W.O.B.H.M., liderada pelos Iron Maiden nos 80s, a febre espalhou-se pelo mundo e, durante a década seguinte, transformou-se num sucesso estratosférico.

O surgimento do thrash, do death metal e da música extrema em geral, em paralelo com o fenómeno grunge, acabaram por afastar as franjas mais ortodoxas do estilo das tabelas de vendas durante a primeira metade dos 90s, mas a música manteve-se a fervilhar no underground e, já caminho do novo milénio, uma nova vaga tratou de arrastar o heavy metal para o Séc. XXI, provando que, apesar das mudanças profundas na indústria, na imprensa e nos gostos do público, nada podia derrubar esta força da natureza. No dia 20 de Janeiro de 2017, os suecos Sabaton e os germânicos Accept vão subir ao palco do Coliseu do Porto e, numa noite que tem tudo para ser memorável, a Invicta vai ser palco da muito salutar união de duas gerações distintas do heavy metal mais tradicional, representadas nesta ocasião por dois dos nomes mais icónicos e emblemáticos de que há memória no espectro do som eterno em muito, muito tempo. Dois porta-estandartes de uma tendência resistente, que por esta altura é muito mais um estilo de vida do que “apenas” um género musical.

Sabaton.jpgApanhando o comboio guiado pelos Hammerfall e quejandos, que provaram a validade do heavy metal numa altura em que toda a gente, à exceção dos indefetíveis, davam a tendência como morta e enterrada, os suecos Sabaton surgiram em cena mesmo na viragem para o novo milénio. No espaço de uma década, transformaram-se num dos maiores sucessos que o movimento tem hoje para apresentar. Apoiados em álbuns aplaudidos de forma universal como “The Art Of War” e “Carolus Rex”, numa ética de trabalho verdadeiramente impressionante – só durante 2007 deram cerca de 80 concertos em mais de 20 países – e em espetáculos verdadeiramente arrebatadores, ofuscaram rapidamente toda a competição. Hoje são já uma das maiores bandas dentro do género em que se movem, esgotando salas cada vez maiores em nome próprio e atuando em muitos dos eventos de referência do metal, reiterando a ideia de que o plano de conquista mundial tem dado os frutos – e que o crescimento de que têm vindo a gozar não mostra sinais de abrandamento. Como é que uma banda destas pode subir ainda mais alto? Foi com essa questão que Joakin Brodén, Pär Sundström e companhia se viram confrontados na ressaca do sucesso de “Heroes”. Já com um Golden God Award na bagagem, ficaram a matutar na pergunta e a resposta surge agora na forma de “The Last Stand”. Com data de edição apontada para 18 de Agosto de 2016, esta coleção de hinos épicos de heavy/power metal, apoiados nos riffs de guitarra ultra-poderosos, na percussão contundente, em refrões antémicos e solos mirabolantes, é uma prova irrefutável, e anti-bala, do nível superior que os Sabaton habitam.

 

Formados ainda na década de 60, os alemães Accept já têm o seu nome inscrito no panteão do som eterno. Em evolução nos 70s, sobreviveram à explosão de popularidade durante a década seguinte e, tendo como apoio uma sequência de discos clássicos – entre o seu fundo de catálogo figuram títulos incontornáveis como “Balls To The Wall” e “Metal Heart” –, tornaram-se uma das referências do heavy metal alemão. Liderados pelo carismático Udo Dirkschneider, partiram então à conquista do mundo – e só pararam quando, a meio dos 90s, o interesse em relação ao que faziam começou a diminuir e a sua carreira começou a parecer uma sequência de falsas partidas. É verdade que, no mundo da música pesada, poucas foram as bandas que tiveram oportunidade de celebrar o seu sucesso mais que uma vez, mas foi precisamente isso que os músicos liderados pela dupla formada pelo guitarrista Wolf Hoffmann e pelo baixista Peter Baltes conseguiu há seis anos, com um “álbum de regresso” que deixou muito boa gente de queixo caído. Com Mark Tornillo a preencher de forma surpreendente o lugar deixado vago por Udo atrás do microfone, “Blood Of The Nations” subiu às tabelas de vendas um pouco por todo o lado, destacando-se o #4 na Alemanha. Foi aí que começou a marcha para a segunda vitória, cimentada por discos, “Stalingrad”, “Blood Of The Nations” e “Blind Rage”“, de qualidade superior, que mantiveram a fasquia bem alta, atingindo vendas na casa das centenas de milhar e permitindo-lhes fazerem tours mundiais esgotadas perante audiências totalmente rendidas ao seu heavy metal.

Poucos foram os grupos que, ao longo dos anos, conseguiram reescrever a história, mas isso só reforça a ideia de que estes teutonic terrors mantêm o mesmo vigor que tinham quando surgiram em cena.

 

Coliseu (Porto)

20 de Janeiro 2017 | 20.00h

Caixa Alfama 2016…Programação Museu do Fado

Os meses estreitam-se e os palcos do Caixa Alfama começam a ter alinhados os nomes que por eles desfilarão. Os dois palcos do Museu do Fado – Auditório e Restaurante, têm já o cartaz alinhado. No Auditório, estarão a encantar à guitarra Guilherme Banza e a família Parreira com os brilhantes António, Paulo e Ricardo e os Fadistas Kiko (na fotografia) e Pedro Calado. No Restaurante estarão António Pinto Basto, Carla Pires e o espetáculo “Fado Nação” com Maria da Nazaré e António Passão.

GLAM - Kiko.jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Museu do Fado – Auditório

O mestre da guitarra António Parreira tem mais de 45 anos de carreira. Guitarrista, compositor e professor - pelas suas mãos já passaram várias dezenas de aprendizes de guitarra -, tocará no Caixa Alfama com o seu filho e neto, Paulo Parreira e Ricardo Parreira. Neste momento especial e singular, ecoarão muitos dos temas, originais e tradicionais, da edição deste ano “Guitarra Portuguesa por António Parreira, Paulo Parreira e Ricardo Parreira”.

Gilherme Banza é um dos mais reconhecidos guitarristas da praça. Há muito que acompanha os mais apreciados fadistas, de diferentes gerações.

Pedro Calado é eborense e dono de uma voz incrível. Há uns anos venceu o Prémio Nacional de Fado e promete fixar-se como um dos mais reconhecidos jovens Fadistas.

Kiko tem apenas 15 anos, mas as suas qualidades já são conhecidas por muitos. Em 2012 venceu, na categoria Infantil, o Grande Prémio do Fado RTP/Rádio Amália. Este ano edita disco novo que vai ter lugar de destaque no Caixa Alfama de 2016.

 

Museu do Fado – Restaurante

António Pinto Basto, um dos mais consagrados e conhecidos Fadistas portugueses, virá apresentar alguns dos seus êxitos, canções que o afamaram e que regozijarão todos os presentes.

Carla Pires é dona de uma voz única e sensual. A sua presença em palco é magnética e contagia os presentes com a forma dedicada como canta. O seu último disco, “Rota das Paixões” foi editado internacionalmente pela Harmonia Mundi e por lá, além-fronteiras, tem desfilado o seu talento.

Fado Nação” é Portugal consagrado nas grandes vozes de Maria da Nazaré e António Passão. Dois Fadistas, dois estilos, duas vozes unidas numa viagem às raízes do Fado tradicional e musicado, onde se canta as mais belas influências do folclore, marchas e canção nacionais, numa abordagem internacional com criação musical própria. Dois nomes incontornáveis do Fado num espetáculo verdadeiramente imperdível

22º Super Bock Super Rock… faltam apenas 6 dias…

6 dias é o que falta para a 22ª Edição do Super Bock Super Rock.

O cartaz… é verdadeiramente incrível e os espetáculos prometem ser memoráveis. Logo no dia 14 os Disclosure trazem um espetáculo de luz nunca antes visto em Portugal e os The National que já pensam no novo álbum, vão estrear novas músicas no Palco Super Bock.

Dia 15 é dia da nova super produção dos Massive Attack chegar a Lisboa, com um mega ecrã construído exclusivamente para a banda e para este espetáculo, os britânicos virão com os Young Fathers apresentar novos temas, nomeadamente do EP lançado este ano. Não esquecer que no mesmo dia teremos o intemporal Iggy Pop a apresentar os seus muitos êxitos mas também o álbum “Post Pop Depression” que o levou pela primeira vez a solo ao primeiro lugar do top da Billboard.

Nesta digressão, Iggy Pop mostra que está em forma tendo o seu concerto no The Royal Albert Hall sido considerado o melhor do ano até agora pela NME. Dia 16 será um dia histórico com o Palco Super Bock a receber uma das 4 datas de Kendrick Lamar na Europa, o regresso dos De La Soul a apresentar álbum novo, e ainda os portugueses Orelha Negra.

GLAM - sbsr.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Pela primeira vez, um Festival de Música em Portugal cria uma conta no Whatsapp para esclarecer todas as dúvidas aos Festivaleiros.

Quem tiver na sua conta de Whatsapp o número 967 810 867, poderá contactar com o Super Bock Super Rock e ver todas as questões esclarecidas.

 

No site oficial do Super Bock Super Rock estão todas as informações úteis para desfrutar destes três dias de grande música. Informações sobre transportes, como chegar ao recinto ou o mapa com todas as localizações podem ser consultados para que nada falhe.

De salientar o reforço assegurado pela Carris e Metro, bem como os comboios especiais e vantagens da CP – Comboios de Portugal para os portadores de bilhete para o Festival.

 

A troca do passe de três dias por pulseira poderá ser feita em dois locais distintos, nas bilheteiras do Festival nos horários a seguir indicados, ou dentro do recinto nos dias do Festival entre as 15h e as 02h.

Ciclo Jazz+351… Trio de Gonçalo Marques + Jacob Sacks

Com uma década de existência, dois discos editados e outro em fase de produção, o Gonçalo Marques Trio tem uma das personalidades musicais mais distintivas da cena jazz nacional, e isso apesar dos diferentes convidados especiais que foi juntando ao núcleo constituído pelo líder trompetista com Demian Cabaud no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria. Foram eles no passado Bill McHenry, José Pedro Coelho e André Santos e é agora Jacob Sacks, figura de destaque em vários circuitos jazzísticos de Nova Iorque, do mainstream à vanguarda. O projeto é facilmente reconhecível pela sua utilização de espaços e texturas abertos, com um pendor melancólico, contemplativo e de contenção que dá clara preferência aos tempos lentos e médios, concedendo ao projeto uma dimensão poética muito particular. Essas características definem tanto as composições originais de Marques como as versões do cancioneiro norte-americano interpretadas "à maneira" do grupo.

goncalomarques@2x.pngO que é como dizer que os temas e os arranjos optam sempre pela simplicidade e o despojamento formal, num geral ambiente de quietude, se bem que haja uma matemática construtiva de evidente rigor. É à improvisação que se deixa o outro lado das abordagens, designadamente o da espontaneidade, da intuição e da interação entre os instrumentistas. A inclusão de Sacks nestes parâmetros surge de forma natural, dada a versatilidade do pianista e a facilidade com que propõe "cores" que não só se integram imediatamente no espírito do grupo como potenciam ainda mais a interação já existente.

 

Culturgest / Pequeno Auditório (Lisboa)

13 de Julho 2016 | 21.30h

“A Rua’Da Júnior” já dominam as percussões e vão estrear-se na 20ª Viagem Medieval

A Rua’Da Júnior” é o primeiro grupo de percussões do concelho de Santa Maria da Feira constituído exclusivamente por crianças e terá a sua estreia na 20ª Viagem Medieval, que decorre de 27 de julho a 7 de agosto, em Santa Maria da Feira. Dinis Rocha, 5 anos feitos em abril, é o elemento mais novo da escola, mas acompanha com o amigo Eurico Costa, apenas uma semana mais velho, o ritmo e a técnica dos 18 colegas. Para este petiz, que tem o mesmo nome do rei protagonista desta edição, a estreia nesta Viagem Medieval terá um significado especial.

A Rua'Da Júnior_imagem.jpgA escola de percussões “A Rua’Da Júnior”, criada em maio de 2015, é um exemplo vivo do efeito mobilizador que a Viagem Medieval tem na comunidade local, em particular nas novas gerações. Victor Sismeiro, dirigente da associação Forum Ambiente e Cidadania, de Mosteirô, é o responsável pelo projeto. Apresentou a proposta à direção e implementou-a de imediato. É ele quem prepara as aulas e ensaia as crianças todas as sextas-feiras, das 18h30 às 19h30, na sede da associação. Ao todo, são 20 percussionistas de palmo e meio, entre os 5 e os 11 anos, que rapidamente assimilaram os ritmos tradicionais dos bombos e evidenciam, a cada ensaio que passa, “uma grande evolução técnica”.

 

“Esta escola de percussões é um efeito direto da Viagem Medieval. As crianças crescem a ver os grupos a atuar e a desfilar no evento e ficam apaixonadas”, refere Victor Sismeiro, que mobilizou esforços para dar resposta a um apelo da comunidade, lançado através do Fórum Social: ocupar as crianças de forma salutar e pedagógica e concretizar o seu gosto pela percussão, em particular pelos bombos. O projeto entusiasmou as crianças, oriundas de várias freguesias do concelho e de municípios limítrofes, mas também os pais, que acompanham semanalmente os ensaios. Alguns deles acabaram por integrar o grupo sénior da “A Rua’Da”, que há vários anos participa na Viagem Medieval.

 

A primeira apresentação pública do grupo júnior será na 20ª Viagem Medieval, na área temática infantil “Pequenos Guerreiros”. Pontualmente, as crianças acompanharão o grupo sénior nas suas atuações pelo recinto do evento. “É uma novidade no concelho termos crianças que começaram a tocar bombo com apenas 4 anos e que, muito provavelmente, vão integrar o grupo sénior no futuro”, refere Victor Sismeiro, que elogia o empenho e o envolvimento dos pais dos alunos na implementação e dinamização deste projeto, que nasceu do fascínio dos mais novos pela Viagem Medieval.

 

A XX Viagem Medieval em Terra de Santa Maria decorre de 27 de julho a 7 de agosto de 2016, no centro histórico de Santa Maria da Feira, e vai recriar episódios do reinado de D. Dinis.

O evento é organizado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, empresa municipal Feira Viva e Federação das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho.