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Glam Magazine

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CCB SUN SET… A música sobe ao cair da tarde

Concertos ao ar livre no Jardim das Oliveiras (CCB), o espaço ideal para ouvir música descontraidamente com os amigos ao fim da tarde. Um pequeno palco, uma plateia sem cadeiras, o relvado onde cada um se pode sentar ou deitar, a ver o rio, ou encostado a uma oliveira. E um bar.

Que mais se pode querer?

Sun Set é o encontro perfeito para os fins de tarde de verão, onde a música sobe ao cair da tarde pelas 19 horas… e com entrada livre

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Programação:

 

2 julho de 2016

Caixa de Pandora

O grupo Caixa de Pandora apresentou-se pela primeira vez em 2013, mas foi em 2014 que se afirmaram com o lançamento do seu 1.º disco, "Teias de Seda". Os membros que integram este trio inspiram e conspiram entre o mundo da música clássica e a world music. Sem que possa ser rotulada, a sua música é proporcionadora de uma amplificação-emocional, no sentido que promete suscitar as mais recônditas e tímidas emoções, e transportá-las até onde o espectro criativo, de quem ouve esta música, o permitir.

 

3 julho de 2016

Havana Way Trio

Havana Way é uma formação cubana criada pelo pianista Victor Zamora. E, na verdade, quem melhor que um cubano para fazer soar os ritmos do merengue ou da salsa? Este trio presta, assim, tributo à música tradicional cubana dos anos 1930, 1940 e 1950, uma história da qual fazem parte artistas como Compay Segundo, Ñico Saquito, Los Compadres, Buena Vista Social Club, entre outros. Ainda que interpretada numa perspetiva pessoal e de fusão, a música deste trio transporta a frescura daquela época.

 

9 julho de 2016

Manso

Filho de uma Lisboa mestiça e multicultural, Manso canta em português sobre o quotidiano da cidade e das pessoas que a habitam. A sua música, e obviamente os seus concertos, são uma mistura de semba, fado e jazz manouche numa atmosfera de cabaret irresistível. Esta é, por isso, a receita ideal para mais um fim de tarde no CCB SUN SET. João Manso estará acompanhado por João Roque e Elmando Caleira.

 

10 julho de 2016

Ricardo Toscano, Carlos Barretto e João Pereira

Formado por três destacados músicos de jazz portugueses e de diferentes gerações, nomeadamente o saxofonista Ricardo Toscano, o contrabaixista Carlos Barretto e o baterista João Pereira, este coletivo apresenta no CCB um concerto de fusão entre melodias e ritmos de raiz tradicional portuguesa com a música improvisada.

 

16 julho de 2016

Nicole Eitner e Miguel Menezes

Artista alemã a viver em Portugal, a cantora, pianista e compositora Nicole Eitner participou no festival SXSW, no Texas, onde venceu o concurso SXSW Hottest and Competition, já partilhou o palco com Suzanne Vega e Joan as Police Woman, e foi distinguida com vários prémios internacionalmente. No CCB apresenta-se ao piano, num ambiente mais intimista, acompanhada por Miguel Menezes no contrabaixo e voz, interpretando canções dos seus dois álbuns, passando ainda por versões de artistas como Kate Bush, Coldplay ou Depeche Mode, que influenciaram as suas composições até hoje.

 

17 julho de 2016

Couple Coffee

Há meio século que a bossa nova se recusa a envelhecer, eterna lição de balanço num mundo para sempre em dívida com o legado de Jobim e Gilberto. Os Couple Coffee de Luanda Cozetti e Norton Daiello apresentam agora uma visita a esse universo no que já se adivinha como um dos mais interessantes concertos do ano. Depois do toque tropical impresso em José Afonso, vem o olhar sobre a grande invenção da modernidade brasileira, quando o samba se cruzou com o jazz e João Gilberto impregnou a canção de classe. A bossa nunca foi tão nova. Mesmo aos 50 anos.

 

23 julho de 2016

JP Simões

Cantor, compositor, letrista, contista e dramaturgo, JP Simões edita álbuns desde 1995, respetivamente com Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, Quinteto Tati e a solo ou em colaboração com outros compositores. O seu último álbum em nome próprio, Roma, foi editado em 2013 e mereceu uma longa digressão nacional e internacional. No teatro escreveu e compôs duas óperas: “A Ópera do Falhado” (2003) e “A Íntima Farsa” (2012). Publicou dois livros: “A Ópera do Falhado” (teatro) e “O Vírus da Vida” (contos). Compôs ainda a música para A Boa Alma, uma adaptação da obra homónima de Brecht, encenada e interpretada por Mónica Calle, que teve a sua estreia em Lisboa, em 2015. Agora apresenta-se a solo no CCB, para um concerto que se espera verdadeiramente único.

 

24 julho de 2016

Maracangalha

Este grupo nasceu do fascínio e amor pelo universo da música brasileira que este quarteto tem. Há muito que tocam juntos, em vários contextos, habitualmente mais centrados no jazz, mas sempre tiveram a vontade de criar um repertório centrado no melhor que o Brasil tem para nos oferecer: Tom Jobim, Chico Buarque, João Bosco, Edu Lobo, Milton Nascimento, Carlos Lyra, Vinicius de Moraes, entre outros. O processo foi à antiga. Arranjos feitos na hora, nos ensaios, pelo grupo, com muita tentativa e erro. O resultado será agora mostrado no CCB SUN SET.

 

30 julho de 2016

Rubi Machado

Rubi Machado, cantora portuguesa de origem goesa, nasceu em Moçambique, onde passou parte da infância, vivendo em Portugal desde 1979. Canta profissionalmente em hindi, gujarati, konkani e português há mais de 30 anos. Acompanhada por autênticos "músicos do mundo" (vindos de Portugal, Cabo Verde, Itália, Angola e Índia), Rubi Machado interpreta clássicos celebrizados pela maior indústria cinematográfica indiana – Bollywood – surpreendentemente frescos e atualizados pela sua formação heterogénea.

 

31 julho de 2016

Cadernos De Viagens

Michel junta-se a Jorge A. Silva, Gil Alves e Rogério Pires e apresenta o concerto Cadernos de Viagens, focado num conjunto de temas inspirados sob o céu de Lisboa, mas também sob os céus atlânticos, mediterrânicos e outros céus infernais. Canções escritas numa tasca à beira-rio Mondego, ao pé de uma ruína grega, romana, céltica, árabe, ao pé de um moinho cansado, mas também numa cidade destruída ou a bordo do paquete Funchal, dentro de uma maçã…

 

6 agosto 2016

Carpideiras "Carpem Beatles"

Teresa Gentil e Rita Matias constituem o duo Carpideiras e no concerto que trazem até ao Jardim das Oliveiras do CCB propõem a sua abordagem à música dos Beatles, numa série de cruzamentos entre a bossa nova e o jazz. Um casamento improvável, mas que no final resulta com num espetáculo de grande criatividade.

 

7 agosto 2016

Catarina Anacleto & Márcio Pinto… Tributo a Zeca Afonso

O exotismo do toque doce da marimba e o virtuosismo do violoncelo encontram-se para prestar tributo ao repertório de José Afonso. As músicas eternas que reconhecemos na voz deste grande músico português deixam-se apropriar pela fusão inesperada destes dois instrumentos de mundos aparentemente distantes. Márcio Pinto, na marimba, e Catarina Anacleto, no violoncelo, são os músicos que nos conduzirão neste encontro sedutor com a música de Zeca Afonso.

 

13 agosto 2016

Roque & Dee Dee

Roque & Dee Dee é um projeto que conta a história (mais ou menos real) do encontro de dois alter-egos no mundo da música. Este concerto integrado no ciclo CCB SUN SET será uma verdadeira viagem pelos blues, pela folk rock e pela música indie, conduzida pela voz de Andreia Nunes e pelos músicos Gonçalo Sousa e João Roque.

 

14 agosto 2016

Rodrigo Serrão

Músico, compositor e produtor, Rodrigo Serrão participou em concertos por todo o mundo e gravou mais de uma centena de discos. Trabalhando com influentes artistas portugueses do jazz ao fado, passando pela música pop e pela world music, Serrão é um músico que está numa constante busca por desafio, sempre com o intuito de expressar por inteiro a sua criatividade. Atualmente dedica-se também a um instrumento muito particular, com uma identidade bastante própria, o chapman stick.

 

20 agosto 2016

Pianordeão

Há sem dúvida, muitas maneiras de abordar um género como o tango, de permitir que a sua essência se manifeste com todo o seu potencial. Uma delas é conhecida como “parrilla”, através da qual cada tema é tratado de forma peculiar, num certo contacto com os procedimentos jazzísticos. Vários compositores, épocas, estilos preenchem estas apresentações em que, com uma grande naturalidade, a música transita por diversas paisagens, geografias sonoras. Para este concerto o duo Pianordeão “convida” autores como Aníbal Troilo, Marianito Mores, Enrique Santos Discépolo, Astor Piazzolla, Ángel Villoldo, entre outros.

 

21 agosto 2016

João Barradas Trio

A música de João Barradas é baseada no jazz de cariz mainstream com grande foco na improvisação, swing e num discurso pós-bop. Com um grande respeito pela tradição acordeonista, demonstra também uma grande influência da linguagem de mestres de outros instrumentos: desde Ahmad Jamal a Herbie Hancock, de Greg Osby a Sonny Stitt. Todas as suas composições partem de uma vontade de tocar uma música atual, livre de preconceitos, com uma instrumentação pouco habitual mas que reflete uma vivência no meio musical do século XXI onde o acordeão é apenas a ferramenta de expressão e não uma "estética musical" a priori.

 

27 agosto 2016

Opus 22

Opus 22, vinte e duas cordas que se unem com a intenção de abordar o repertório erudito, por vezes desconstruindo, por vezes construindo novos balanços rítmicos, fundindo linguagens, arriscando, transgredindo. Constituído por cinco músicos com uma sólida formação clássica, Opus 22 tem um repertório abrangente; ao nível temporal por tocar desde Bach a Piazzolla, saltando para os dias de hoje com composições próprias e também por cruzar vários tipos de música. Nos seus concertos observa-se um elevado domínio dos instrumentos ao serviço de um ambiente de improvisação, criando a atmosfera ideal para partilhar emoções.

 

28 agosto 2016

César Cardoso Quarteto

Este projeto é composto por quatro músicos que se destacam atualmente no panorama do jazz português. O quarteto nasce com a intenção de proporcionar, aos que assistem, uma experiência aliciante através de uma breve passagem pela história do jazz. Com um repertório assente nos standards do jazz, revisitam os ícones mais emblemáticos que ajudaram a popularizar esta música através de arranjos e versões originais, abraçando ainda géneros como o funk ou a bossa nova.

O Festival Silêncio 2016 e a celebração da palavra…

O Festival Silêncio é a celebração da palavra enquanto unidade criativa, veículo do pensamento e da criação. O Festival tem lugar no Cais do Sodré (eixo da Rua de São Paulo), entre os dias 30 de Junho e 3 de Julho é um convite aberto à participação, transdisciplinaridade, inovação, experimentação e criação.

Tendo como premissa o diálogo entre diferentes expressões e saberes, o Festival Silêncio é a celebração da palavra como unidade criativa: a palavra como ponto de partida para a criação, como objecto artístico e como veículo para chegar a novas narrativas.

fs.jpgO evento volta a ocupar, ao longo de 4 dias, as ruas e os espaços comerciais e culturais do bairro em mais de uma centena de actividades multidisciplinares envolvendo música, performance, conferências e debates, cinema e artes plásticas. O Festival Silêncio é cinema, concertos, conversas, espectáculos, exposições, feiras, intervenções e workshops. É na rua, nas fachadas, nas montras, nas galerias, nos cafés, nos clubes, no museu, na praça.

O Festival Silêncio é a festa da palavra dita, escrita, pensada, encenada, cantada, musicada, filmada e ilustrada.

 

Programação:

30 de Junho 2016

19.00h - Sopro, Cordas e Vida - Os Sons das Marionetas (Musicbox)

22.00h - Tormentas: Filho da Mãe & Ricardo Martins + Miguel Borges (Jardim D.Luís)

23.00h – Maze (Musicbox)

23.30h - LAmA + Crua (Sabotage Club)

 

1 de Julho 2016

17.30h - Primeira Dama (Jardim D.Luís)

20.00h - Voz Sob do Amor Asas (GivLowe)

22.00h - A Moda do Poeta por Cachupa Psicadélica (Jardim D.Luís)

23.30h - Miami Flu + Nuno Roque (Sabotage)

 

2 de Julho 2016

17.30h - Cobra Preta (Jardim D.Luís)

20.00h - Batatas Parvas (GivLowe)

20.30h - Aline Frazão (Jardim D.Luís)

22.00h - Samuel Úria (Jardim D.Luís)

23.00h - The Jack Shits (Lounge)

23.00h - Emicida (Musicbox)

 

3 de Julho 2016

14.30h - Siesta Fiesta (Jardim D.Luís)

16.30h - Acid Acid + Violeta Azevedo (Jardim D.Luís)

17.30h - Rogério Cardoso Pires (Jardim D.Luís)

18.30h - Joana Barra Vaz (Jardim D.Luís)

19.00h - Piano a 4 mãos (Piano Aquário, Estúdio Vera Prokic)

19.00h - Fadistas do Povo (Castro Beer)

19.30h - Los Negros (Jardim D.Luís)

20.00h - Bruta (Rua da Boavista,6)

20.30h - Old Jerusalem (Jardim D.Luís)

22.00h - Lula Pena (Jardim Dom Luís)

23.00h - Festa de Encerramento do Festival Silêncio (Lounge)

 

Os Concertos regressam à Casa do Povo em Ovar…

É já na próxima sexta feira, 1 de julho que a Casa do Povo em Ovar abre as suas portas a Jiboia e The Last Day Of Winter.

Há muito a brincar com a ideia de cruzamentos, de culturas e inspirações, Jiboia nunca procurou disfarçar o lado mais diáspora de Lisboa que se respira em cada acorde e cada progressão. “Masala”, no embalo índico de mistura de especiarias, eleva a técnica gastronómica numa viagem a quatro braços e a tantas outras vozes pelas cidades mais aromatizadas e tropicais do mundo, em que a dança cultural constraste com o negrume civilizacional.

GLAM - Jiboia.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

O novo álbum da serpente, adulador de divindades caídas, cruza sabores, influências, coordenadas geográficas e até, em contraste, a orgânica da bateria de Ricardo Martins com toda a maquinaria processada por Jiboia.  A noite contará também com a presença dos The Last Day of Winter que irão apresentar o seu primeiro registo de originais “Bears”.

 Dotados de uma densidade melancólica e gestos dissonantes, numa abordagem distorcida e introspectiva, os The Last Day of Winter convidam-nos a uma viagem revivalista pelo universo de algumas das bandas mais influentes do experimentalismo e do pós-rock dos nossos dias, mostrando-nos que, por vezes, a melodia vocal pode ser um elemento meramente figurativo na composição musical.

 

Casa do Povo (Ovar)

1 de Julho 2016 | 22.30h

Aline Frazão em concertos únicos de Verão…

Depois da apresentação nacional do seu mais recente álbum Insular e da tour internacional que se seguiu, Aline Frazão volta a lançar a âncora em Portugal para uma temporada de concertos de Verão, com actuações pensadas para cada um dos espaços e públicos.

aline.pngphoto: Dinis Santo

 

Voz, Palavra e Revolução”, o primeiro destes espectáculos inéditos, aconteceu no passado sábado na Casa da Cerca, um espaço de singular beleza em Almada, onde a artista contou com a participação especial de Marco Pombinho, teclista e guitarrista, e amigo de longa data, que participou nas gravações de “Movimento” e integra a atual formação que acompanha Aline Frazão ao vivo. O alinhamento deste concerto único recuperou canções que marcaram o seu tempo, entre outros motivos, pela mensagem política que carregam, de artistas como Miriam Makeba, Nina Simone, Bob Dylan, Joan Baez, Julieta Parra, Chico Buarque, Belchior.

Já na próxima semana, nos dias 1 e 2 de Julho, duas actuações consecutivas de Aline Frazão celebram a língua portuguesa e a lusofonia.

A primeira na XXI edição da entrega do Grande Prémio da Literatura dst, no Theatro Circo, em Braga (que este ano premeia Manuel Alegre e o seu livro “Bairro Ocidental” e, pela primeira vez, a categoria Poesia); segue-se o Festival Silêncio, em Lisboa, onde a artista se apresentará a solo, num diálogo intimista com o público, feito de voz e guitarras (acústica e eléctrica).

Esta série de espectáculos especiais contempla ainda uma actuação pensada para uma plateia mais vasta, no Festival Sol da Caparica, no dia 11 de Agosto.

 

1 de Julho 2016 - Theatro Circo (Braga)

2 de Julho 2016 - Festival do Silêncio / Jardim de D. Luis (Lisboa)

11 de Agosto 2016 - Festival Sol da Caparica (Costa da Caparica)

 

The Loafing Heroes lançam vídeo "O Outro lado" e anunciam novas datas ao vivo

The Loafing Heroes são uma banda cosmopolita e errante com "casa" em Lisboa mas em constante evolução: um encontro internacional de ideias musicais de vários países liderado pelo vocalista e guitarrista Bartholomew Ryan (Irlanda), com Giulia Gallina (Itália) na voz, piano e concertina, João Tordo (Portugal) no contrabaixo, Judith Retzlik (Alemanha) no violino e trompete, e Jaime McGill (Estados Unidos) no clarinete baixo.

Loafing Heroes-048.jpgphoto: Promo /DR

 

O novo disco, uma pérola intitulada “The Baron in the Trees”, foi editado no dia 6 de Maio depois de duas digressões na Irlanda e de dois anos a trabalhar num conjunto de doze canções.

Os álbuns anteriores (“Crossing the Threshold”, “Planets”, “Chula” e “Unterwegs”) são um produto dos anos em Lisboa e Berlim. Os The Loafing Heroes têm um público muito fiel na Irlanda e em Portugal que segue os seus concertos, canções e poesia povoada de viagens com revolucionários, vagabundos e almas perdidas, tecida habilmente entre factos e ficções.

O vídeo do novo single, “O Outro Lado”,  filmado na floresta de Sintra, contém muitos dos temas e das imagens do novo álbum, “The Baron in the Trees”, onde as fronteiras entre sonho e realidade desaparecem.

A presença do rio, objetos estranhos e figuras fantásticas acompanham a música.

 

2 Julho 2016 - Festival Silêncio / Palco do Jardim Dom Luís – 19.30h (Lisboa)

8 Julho 2016 - NOS Alive – 20.10h

Minta & The Brook Trout… com novo single e video… “Old Habits”

No dia do concerto na ZDB, na passada 6ª feira, estreava-se um vídeo bem veranil para “Old Habits”, o slow mais slow do “Slow”. Realizado pelo João Nicolau – que, entre outras coisas, fez uma lindíssima e mui premiada longa-metragem chamada John From.

GLAM - Minta.jpg

photo: Paulo Homem de Melo

 

Entretanto, Samuel Úria redige um “tratado sobre beleza” que podia ser também um “tratado sobre a inveja” que aqui partilhamos

“Nunca redigi um tratado sobre beleza, nem sabia que queria. Mas agora este espaço confuso que fica entre o auscultador no ouvido direito e o auscultador no ouvido esquerdo está preenchido com o “Slow” – entorpecido por coisas bonitas, como tratar-me delas senão com um tratado?

 

Se parece que acabei de invocar a beleza enquanto maleita, é só exagero retórico do entusiasmo; uma urgência em espalhar a boa-nova do último disco de Minta & The Brook Trout. Pressa em falar do “Slow”. Não deixa de ser curiosa esta contradição sugerida por um álbum tão coeso, mas ora aí está: nada do que aqui é plácido é impávido. Nada do que aqui é harmonioso (e tudo é extraordinariamente harmonioso) se furta ao vórtice emocional. “Slow” tanto é o locus amoenus da capa do José Feitor, o local apetecível nas guitarras do Bruno Pernadas que jogam e se mesclam com os teclados da Margarida Campelo, como é um contundente “Back the hell down” cantado com tóxica serenidade por uma das vozes mais bonitas que conheço – Francisca Cortesão straight outta Compton? “Slow” tanto é cúmulo do equilíbrio, com a lisura da superdotada Mariana Ricardo a servir as canções da Francisca, ou a lição cirúrgica de Quanto-Baste nas baquetas do Nuno Pessoa, como é o desconcerto de aching limbs, matching headaches, crooked tiles, bracelets and bangles. Um turbilhão de coisas a confluir na mais terna bonança, e assim já nem sei se Minta & The Brook Trout é banda ou anticiclone. 

 

Chama-se “rara” à beleza que mais queremos elogiar, mas até isso “Slow” contraria. Não se trata duma beleza rara. Na verdade trata-se de uma beleza igual a tudo o que é belo. Beleza que não se encolhe porque é universal, indesmentível e garantida; reconhece-se imediatamente e somos arrebatados, ao invés de perdermos tempo a identificar-lhe os exotismos. Salta-se o estranhar e entranha-se logo, entranha-se muito. Como torcer o nariz ao que os ouvidos tão bem acolhem? Não, não se trata duma beleza rara, é muito mais do que isso. “Slow” não é um disco especialmente bonito, é um disco que nos garante que a beleza é especial.

 

Isto também podia ser um tratado sobre a inveja. Não há projecto da Francisca Cortesão que não me faça pensar "um dia gostava de gravar um disco e experimentar estes notáveis – tropa de elite de bom gosto e sensibilidade musicais – nos arranjos e na banda de suporte". “Slow” foi mais um potente acicate nesse desejo e, agora reparo, tem alguma piada esta minha vontade de sobressair a reboque de Minta & The Brook Trout. É que se há coisa que “Slow” prova, com as canções, os intérpretes, as histórias, os ambientes, é que lá nada sobressai. Tudo nos sobrefica.” Samuel Úria, Junho de 2016

Rihanna lança single do novo “Star Trek: Além do Universo”

A canção, “Sledgehammer”, já está disponível nas várias plataformas digitais. Nos últimos dias Rihanna  tem “provocado” os seus fãs com uma grande novidade: o single “Sledgehammer”, que integrará a banda sonora oficial do próximo filme da saga “Star Trek”. Depois de ter avançado com novas imagens relacionadas com o filme no Instagram e no Twitter, agora a espera chegou ao fim e já é possível ouvir este single épico.

rihanna.jpgSledgehammer” é também um cartão de visita para o filme “Star Trek: Além do Universo”, realizado por Justin Lin e protagonizado por Chris Pine, Zoe Saldana, Idris Elba e o recentemente falecido Anton Yelchin. O filme estreia em Portugal a 25 de agosto.

 

Esta é a primeira grande novidade de Rihanna desde que lançou de surpresa o seu último álbum, “Anti”, com o qual tem dominado os tops de vendas de todo o mundo, graças aos singles “Work” (com Drake ), “Kiss It Better” e “Needed Me”.

A cantora encontra-se atualmente em digressão pela Europa a promover este disco, na companhia do rapper Big Sean e de DJ Mustard.

La Chanson Noire's Wicked Weekend!

3 anos depois de “Macumba Stereo”, Charles Sangnoir brinda-nos com o mais intenso disco da carreira do projecto La Chanson Noire, que celebra no próximo ano uma década de existência.

cha.jpgPara além da edição digital, com distribuição internacional pela alemã Digdis, a edição física de “Evergloom” vem numa box luxuosa com poster e um baralho de tarot, acentuando o lado esotérico deste novo disco.

Evergloom”, o novo disco, traz-nos um trabalho intenso que nos faz refletir sobre a decadência, a exuberância, a extravagância e a libertinagem

 

30 de Junho - Club de Vila Real

1 de Julho – Plano B (Porto)

2 de Julho – Beat Club (Leiria)

April Ivy… a jovem revelação lança “Be Ok”

Com apenas 16 anos, April Ivy, cantora e compositora pop portuguesa, acaba de assinar contrato com a Sony Music Entertainment Portugal (exclusivo para o território nacional).

April Ivy - Be Ok - capa single - APRIL IVY.jpegEm Fevereiro de 2016, April Ivy lançou o seu primeiro single "Be Ok" que atingiu o topo da tabela de airplay das rádios nacionais. April Ivy é autora e compositora dos seus próprios temas, que interpreta em inglês, em conjunto com um núcleo de jovens produtores portugueses. Juntos conseguiram atingir um patamar de qualidade musical ao nível dos maiores êxitos internacionais.

Com aclamados elogios pela indústria, a jovem promessa fará certamente parte da nova geração de talentos na cena pop nacional e internacional

O Ponte Party People está a chegar… e com entrada gratuita!!

Todos os caminhos vão dar a Braga no próximo sábado: o Ponte Party People chega ao Parque da Ponte com mais de seis horas de música seguidas, distribuídas pelos dois palcos. Se já não o fizeram, surge, agora, a oportunidade de acrescentar à agenda: o Ponte Party People, a festa que promete mais de 6 horas de música seguida, entre outras coisas, como piscina, sol e boa onda, volta à cidade de Braga já este sábado.

ponte.pngA programação já se encontra distribuída por palcos. O Palco Piscina, onde impera uma das fórmulas mais infalíveis de que temos memória, a de pessoas, sol e, claro, piscina, dá as boas-vindas a toda a gente com a euromania dos Gin Party Soundsystem, a diabrura dos Máquina del Amor, os agridoce Toulouse e o lo-fi dos Corona.

 

Se Terzi estará encarregue do pôr-do-sol com o melhor do que se faz na eletrónica no Palco Ponte, o que se segue é uma autêntica viagem ao cosmos. Os Black Bombaim asseguram-nos boleia até lá, onde Jibóia nos mostra o que é uma verdade trip sensorial e os peixe:avião nos ensinam a mergulhar nas estrelas, noite dentro.

 

Programação

14:30 - Gin Party Soundsystem

16:15 - Máquina del Amor

17:45 - Toulouse

19:15 - Corona na Casa

20:15 - Terzi

22:30 - Black Bombaim

23:30 - Jibóia

00:30 - Peixe:avião

01:30 - Isto Não É o Milhões de Festa: Vive Les Cônes, Lovers & Lollypops Soundsystem

 

Mas a noite não acaba aqui. O after do Ponte Party People é no Convento do Carmo, com o triângulo não-assumido do Milhões de Festa.

O after-pré-party Isto Não É o Milhões de Festa conta com a joie-de-vivre dos Vive Les Cônes, Lovers & Lollypops Soundsystem e outros artistas ainda por revelar, a partir da 1 e meia da manhã.

 

O Ponte Party People tem lugar no Parque de São João da Ponte, em Braga, a 2 de Julho. É concebido pela Câmara Municipal de Braga, pela Lotação Variável e pela Lovers & Lollypops, com entrada gratuita.

Palace Mémoire… "Paper Boat"… o single de estreia

Palace Mémoire é um projecto Portuense, composto por Luís Mouta Dias (Vocais), João Leal (Sintetizadores e Programações) e Marco Ferradosa (Baixo), formada em início de 2015, com uma temporada de estúdio sob condução de Quico Serrano que culminou com a gravação do seu primeiro EP “Finders Keepers”, a lançar durante o verão de 2016, sendo “Paper Boat” o primeiro single, funcionando como cartão-de-visita desse trabalho e da própria banda.

palace.jpgO nome Palace Mémoire vai buscar a sua inspiração a momentos oníricos, onde a ideia de sonho e memória das palavras cantadas, se complementa pelo som, electrónico e envolvente, sempre com a noção de canção e a procura de um ideal de perfeição pop.

No universo musical de Palace Mémoire podemos encontrar influências, nomes e referências como Kraut e Art Rock (David Bowie (Berlin) Peter Gabriel, Kraftwerk, Tangerine Dream, Can, Alan Parsons Project), os New Romantics (Japan, Duran Duran, Simple Minds, David Sylvian) e o synth-pop (Depeche Mode,Soft Cell,Yazzoo, Blancmange,New Order), ou até de bandas actuais como Arcade Fire, The Killers, Moby, Bastille, Editors, Passion Pit, Guillemots, Phoenix, Empire of the Sun, entre outras.

Paper Boat” remete-nos para a ideia de infância, de aventura, de fragilidade e descoberta, nas ondas da imaginação, entre marés e recordações, entre terras de índios de tardes de verão e piratas de oceanos maiores que a vida, no quintal dos avós. Tem um sabor a bandas-desenhadas como o “Little Nemo in a Slumberland”, de Winsor McCay ou o “Sandman” de Neil Gaiman, onde os sonhos são matéria para várias vidas. O vídeo foi criado no outro lado do mundo, na Índia, onde a canção chegou, como nos descobrimentos, antes de voltar para casa à procura de um lugar ao sol. O vídeo foi realizado por Sharat Manakkalath, com Produção de Aby Nair, com Argumento de RG Waynadan, filmado em Kerala, Índia no verão de 2015.

A mensagem de inocência e conquista, de fragilidade e aventura da canção encontra-se presente no vídeo, sendo uma interpretação fiel das ideias da banda, plena de cor e movimento pelos olhos de um realizador indiano. Este será o verão em que levarão “Finders Keepers” para a estrada, para que mais pessoas os possam também conhecer. A próxima paragem é já dia 2 de Julho.

Steve Vai… “Modern Primitive” / “Passion and Warfare” (25th Anniversary Edition)

Foi editado na passada sexta feira, 24 de Junho, a colecção de 2CD “Modern Primitive” / “Passion and Warfare” (25th Anniversary Edition) de Steve Vai, uma edição de temas clássicos e temas nunca antes editados. O músico e compositor e a Legacy Recordings comemoram assim o 25.º aniversário de “Passion and Warfare” com uma edição especial de 2CD do álbum que inclui o lançamento das canções e gravações de “Modern Primitive” de Steve Vai.

Steve Vai_ImageHiRes2 - STEVE VAI.jpgBaseado em esboços de canções e ‘works-in-progress’ congelados e gravados por Steve Vai, na sequência do lançamento de “Flex-Able”, o seu álbum de estreia editado em Janeiro de 1984, a música de “Modern Primitive” foi completada por Steve Vai para o lançamento como um álbum/disco completo, e o segundo CD é o bónus remasterizado (das gravações originais) “Passion and Warfare 25th Anniversary Edition”, que inclui ainda 4 faixas adicionais. Digitalmente, ambos os discos estarão disponíveis separadamente.

Cvr_Passion & Warfare_Steve Vai - STEVE VAI.jpg"The music on Flex-Able is so vastly different from Passion and Warfare, one could wonder if the same guy actually made both records," escreve Steve Vai nas suas liner notes sobre esta colecção. "Modern Primitive is the missing link between these two records. It's sort of Cro-Magnon Vai."

SteveVai_ModernPrimitive_cover - STEVE VAI.jpegA digressão mundial de comemoração dos 25 anos de “Passion and Warfare” de Steve Vai, lançado em 1990 e considerado um dos melhores álbuns de guitarra e rock instrumental de sempre, passará por Portugal nos dias 23 e 24 de Julho, para dois concertos especiais no CCB (Grande Auditório) e Hard Club).

 

A NAU115 lança novo single…. “A Voz do Meu People”

A NAU115, nome de código para o rapper José Glória, acaba de desvendar “A Voz do Meu People”, o combativo cartão de visita extraído do EP de estreia “Ferro e Fogo”, editado em parceria com a Music In My Soul. Este primeiro lançamento discográfico do rapper natural de Lagos já se encontra disponível em pré-venda nas plataformas digitais habituais

NAU115_ promo.jpgphoto: Promo /DR

 

A NAU115 é o projecto a solo de José Glória, autodidata que começou a escrever as primeiras rimas com 17 anos. Mais tarde, desafiado por amigos, decidiu criar um grupo onde começou a gravar as primeiras músicas e a dar os primeiros espectáculos ao vivo, em Viseu e Lagos, de onde é natural.

Após terem seguido caminhos diferentes, José voltou a concentrar-se num percurso a solo, empregando-se de forma a arranjar dinheiro para comprar material de estúdio e gravação, o que lhe permitiu a gravação de um primeiro EP, “Ferro e Fogo”, que já se encontra em pré-venda digital com o apoio da Music In My Soul.  

Teatro Aveirense a a Festa do Documentário “PLAYDOC”

Três dias de documentários no Teatro Aveirense marcam o PLAYDOC com que a Plano Obrigatório pretende olhar este género cinematográfico.

pedrapalavra3.jpgTerça-feira dia 28 de junho pelas 21.30h, o ciclo abre com o filme de Miguel Marques Grandes Esperanças”, que acaba de ter a sua estreia nos cinemas. Este documentário, rodado na Loja do Cidadão do Porto, entra nos meandros da burocracia e dá-nos uma visão de conjunto e quase trágica dos processos de legitimação do indivíduo perante o Estado.

 

Sendo uma inesperada aventura tragicómica, produzida pelo Cine-Clube de Avanca, é surpreendentemente protagonizada pelos cidadãos que neste espaço procuram soluções. Este documentário será antecedido da exibição da curta-metragem “Vai ao céu e torna a vir” de Ana Filipa Flores. Este filme foi rodado na aldeia da Urgueira que é o lugar mais alto e longínquo do Concelho de Águeda. Este cantinho, com pouco mais de 10 habitantes, é conhecido pela lenda do Milagre d’Urgueira, associada ao seu forno comunitário. Todos os anos, no terceiro domingo do mês de Agosto, milhares de pessoas rumam à aldeia para assistirem à recriação deste milagre em redor do forno, onde é cozida uma broa em honra da Senhora da Guia.

Estre documentário, produzido pela d'Orfeu, integrou a competição do Festival de Cinema AVANCA em 2015.

 

O PLAYDOC terá nova sessão na terça-feira dia 5 de julho, sempre às 21.30h. Neste dia será exibido o documentário de Joaquim Haickel e Coi Belluzzo “A Pedra e a Palavra ”,um filme com uma abordagem nova e esclarecedora do pensamento de um dos maiores génios da história luso-brasileira, o Padre António Vieira. Um filme com a participação de especialistas dos diversos países onde o jesuíta atuou no decorrer da sua longa vida de missionário, político, bandeirante e profeta do Vº Império.

 

Como complemente será exibida a curta-metragem de animação documental “A ria, a água e o homem” de Manuel Matos Barbosa. Obra premiada que pelo desenho nos transporta para o espaço da Ria de Aveiro. A preto e branco desenham-se os três elementos, animando coisas comuns num sentido poético da imagem.

 

A última sessão do PLAYDOC irá acontecer na terça-feira dia 12 de julho com a exibição de “Povo Inventado - Ecos de Cabo Verde” de Juan Meseguer Navarro.  

 

Em 1984, um grupo de jovens cabo-verdianos influenciado pelo espírito do festival Woodstock decidiu criar o festival "Baia das Gatas" na ilha de São Vicente, Cabo Verde. O que eles não podiam imaginar era que 30 anos mais tarde este festival seria uma referência para a ilha e um dos eventos anuais mais importantes do país. Sua música traz ecos de um povo inventado. Uma co-produção entre Espanha, Cabo Verde e Portugal.

 

O PLAYDOC conta com a colaboração do Festival de Cinema AVANCA 2016, para além de ser um evento da Plano Obrigatório, Teatro Aveirense e Município de Aveiro, com o apoio do ICA / Secretaria de Estado da Cultura.

Centro Internacional das Artes José de Guimarães inaugura duas novas exposições em Julho

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugura um novo ciclo expositivo no próximo dia 1 de julho, às 22h00. “Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura” é o título da exposição que irá celebrar no CIAJG a riqueza do território e da comunidade vimaranenses. Na noite de 15 de julho, as portas do Centro voltam a abrir, desta vez para inaugurar a exposição “Caminhos de Floresta”.

CIAJG_OBJECTOS ESTRANHOS_Mestre Caçoila.jpgA exposição “Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura”, que inaugura na primeira noite do mês de julho, tem por objetivo reunir um amplo conjunto de peças do património religioso, popular e arqueológico da região de Guimarães, fazendo-as dialogar com peças de artistas contemporâneos. Através da extensa paisagem de objetos expostos – que vão desde as pinturas de Mestre Caçoila até ex-votos em cera, passando por peças notáveis de alguns dos mais significativos espólios museológicos do Concelho, como é o caso de S. Torcato, S. Francisco ou Fermentões – pretende-se celebrar a riqueza, a pluralidade e a idiossincrasia de uma terra muito densa, através não só da reunião desses objetos mas, igualmente e sobretudo, de uma plêiade de convidados que, no âmbito e no interior da exposição, ajudarão a perceber as crenças, os hábitos e rituais que organizam a vida das pessoas.

 

Esta exposição, cuja curadoria pertence a f.marquespenteado e Nuno Faria, contará com obras de Mestre Caçoila e Musa Paradisíaca e ainda peças das coleções do Museu de Alberto Sampaio, Sociedade Martins Sarmento, Museu da Agricultura de Fermentões, Venerável Ordem Terceira de São Francisco, Associação Artística da Marcha Gualteriana, Igreja de São Domingos e obras gentilmente cedidas por colecionadores particulares.

 

Na mesma noite, aproveitando a ocasião, será ainda inaugurada a intervenção de Musa Paradisíaca e performance de Pedro Calapez no âmbito da exposição “Labirinto e eco”, patente no piso 1 do CIAJG. Recordamos que “Labirinto e eco” é o mote da atual montagem da coleção permanente. Durante o período de um ano, as salas do piso superior do CIAJG vão acolher um extenso e variado conjunto de intervenções de artistas contemporâneos, convidados a dialogar com os notáveis objetos da coleção de José de Guimarães e outros entretanto reunidos no acervo da instituição.

CIAJG_CAMINHOS DE FLORESTA_Musa paradisiaca.jpgA segunda exposição, “Caminhos de Floresta [sobre arte, técnica e natureza]”, cuja inauguração está marcada para 15 de julho, às 22h00, propõe ao espetador uma reflexão sobre a arte. Para o filósofo alemão Martin Heidegger, de cuja obra o título desta exposição é pedido de empréstimo, a produção artística é uma forma de posicionamento do homem perante a natureza. Aqui pergunta-se o que significa produzir arte.

 

Esta exposição reúne, assim, um conjunto de aproximações e de diálogos com uma certa ideia de natureza, enquanto tematização do diverso, daquilo que nos é estranho, e de como a podemos vir a traduzir, a compreender e a habitar. O tronco de árvore, figura e presença arquetípica e paradigmática desta exposição e de uma extensa porção da criação artística, é corpo e casa, duplo e útero.

O eco da criação artística propaga-se pelos tempos, numa fascinante e misteriosa viagem que descobrimos com renovado espanto a cada visita que fazemos ao museu, a cada museu. No CIAJG não é diferente. Propõe-se uma experiência única de visita ou revisitação através do labirinto da história pelo próprio pé do espetador ou pela mão dos monitores do Serviço Educativo

 

Be a Part Of: Casa da Arquitectura apresenta a sua programação e abre-se à participação de todos

A Casa da Arquitectura vai brevemente transferir a sua atividade para o edifício da antiga Real Vinícola, em Matosinhos, cuja obra de requalificação se encontra já numa fase avançada de execução. Para dar a conhecer o espaço e a futura programação da Casa da Arquitectura, o imóvel da Avenida Menéres acolherá, a 1 e 2 de julho, o evento “Be a Part Of”, um convite à comunidade para o envolvimento neste projeto de âmbito nacional e internacional.

be.jpgContando com a participação de grandes nomes da arquitetura portuguesa e mundial, como Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura, Gonçalo Byrne, João Carrilho de Graça, João Mendes Ribeiro ou Luciano Lazzari, presidente do Architects’ Council of Europe, “Be a Part Of” incluirá conferências e conversas, debates, intervenções, visitas guiadas à obra, o lançamento do livro “Álvaro Siza | Casa de Chá da Boa Nova”, workshops para crianças, uma feira do livro e um concerto a cargo da Orquestra Jazz de Matosinhos, que partilhará com a Casa da Arquitectura o espaço da antiga Real Vinícola.

 

O evento abrirá um espaço de diálogo da Casa da Arquitectura com outras instituições nacionais e internacionais, nomeadamente as fundações Gulbenkian e de Serralves, estando previsto para o dia 2 um debate que incluirá a intervenção do arquiteto Nuno Sampaio, diretor executivo da Casa da Arquitectura, na qual serão explicadas as linhas gerais do futuro da instituição.

Contando com a parceria estratégica da Câmara Municipal de Matosinhos e com a colaboração da Ordem dos Arquitectos e das câmaras municipais do Porto e de Gaia, o evento promovido pela Casa da Arquitectura incluirá ainda a apresentação da coleção da Casa da Arquitectura, a cargo de João Belo Rodeia, Ricardo Carvalho e Graça Correia. A apresentação da exposição que inaugurará a futura Casa da Arquitectura ficará a cargo dos respetivos comissários, Jorge Carvalho, Pedro Bandeira e Ricardo Carvalho.

 

A Casa da Arquitectura é, recorde-se, um projeto de âmbito nacional dedicado à divulgação, ao arquivo e à valorização da arquitetura. No seu acervo estão já representados, entre outros, projetos e maquetas dos três Prémios Pritzker de língua portuguesa: Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura e Paulo Mendes da Rocha.