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Glam Magazine

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Fifth Harmony inicia digressão “The 7/27 Tour” em Portugal…

Fifth Harmony, o grupo-sensação das tabelas de música, vai deixar a Europa ao rubro com a The 7/27 Tour que terá início a 16 de Outubro, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Esta é a digressão de apresentação do novo álbum “7/27” que inclui o sucesso “Work From Home” (feat. Ty Dolla $ign), cuja ascensão meteórica nas tabelas de música continua a bater recordes. O single valeu às Fifth Harmony o seu primeiro êxito no Top 10 da Billboard Hot 100 e é a primeira canção de uma girl band a entrar no Top 10 desde 2008. Alcançou também o primeiro lugar da tabela Billboard Rhythmic Songs, o que não acontecia com um grupo feminino há já 15 anos.

Fifth Harmony_foto promo - FIFTH HARMONY.jpgphoto: Promo /DR

 

“7/27” é o segundo álbum de originais do quinteto norte-americano Fifth Harmony, que chegou a 27 de Maio às lojas. Este novo trabalho tem a participação especial de Ty Dolla $ign, Fetty Wap e ainda Missy Elliott e já deu a conhecer os temas “Work From Home” (feat. Ty Dolla $ign), que chegou ao Top de vendas em Portugal e é single de ouro, e “Write on me” (

A somar ao êxito de “Work From Home” (feat. Ty Dolla $ign), as Fifth Harmony alcançaram em 2016 vários prémios: i-HeartRadio Music Awards (Best Cover Song) e People’s Choice Awards (Favorite Group), venceram pela segunda vez o Kids Choice Awards (Favorite Band), e obtiveram dois prémios no Radio Disney Music Awards (Best Music Group e Fiercest Fans).

Ally Brooke, Normani Kordei, Lauren Jauregui, Camila Cabello e Dinah Jane trazem a sua performance vocal cheia de energia aos fãs europeus numa digressão que conta com 15 datas. O novo álbum “7/27” sucede a “Reflections”, que vendeu mais de 1 milhão de cópias só nos Estados Unidos da América.

 

Os bilhetes estarão à venda já no próximo Sábado, 25 de Junho. Os fãs inscritos no site oficial do grupo têm acesso antecipado e podem adquiri-los já a partir das 10h00 de 4ª feira, dia 22 de Junho

 

Campo Pequeno (Lisboa)

16 de Outubro 2016

Open House Porto 2016… Mais de 30.000 visitantes…

Foram exatamente 30.645 os visitantes que, durante o fim-de-semana, passaram pelos 51 locais que estiveram de portas abertas no âmbito da segunda edição do Open House Porto. Depois dos 11 mil visitantes registados na edição de 2015, ninguém tinha ousado prever uma tão grande afluência de público, a qual definitivamente situa este evento entre as principais marcas culturais do país, reforçando a importância da colaboração entre as três cidades da Frente Atlântica do Porto e o peso da arquitetura na cultura da região.

DSC_0035 (Cópia).jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Se o número de visitantes do Open House Porto praticamente triplicou relativamente à primeira edição, uma parte considerável deste registo deve-se ao Terminal de Cruzeiros de Leixões, que foi visto por 14 mil pessoas. Os outros edifícios mais visitados foram o Mosteiro da Serra do Pilar (1.439 visitantes), o Farol da Boa Nova (1.204 visitantes), a Casa de Serralves (1.128 visitantes) e o Palácio do Bolhão (938 visitantes).

O programa delineado por Jorge Figueira, comissário da iniciativa, e pelo comissário adjunto, Carlos Machado e Moura, sublinhou a excelência do património edificado do Porto, de Gaia e de Matosinhos, tendo constituído um verdadeiro sucesso. Desde as primeiras horas de sábado foi possível constatar a existência de longas filas para visitar alguns dos edifícios a que o Open House abriu as portas

DSC_0015 (Cópia).jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Organizado pela Casa da Arquitectura e pela Trienal de Arquitectura de Lisboa, com a parceria estratégica da Câmara Municipal do Porto e a colaboração das câmaras municipais de Gaia e de Matosinhos, o Open House Porto procurou este ano estimular a descoberta de lugares privados de instituições reconhecidas, combinando grandes imóveis com residências privadas, numa viagem por arquiteturas esquecidas que revisitou a casa burguesa do princípio do século XX, mas a habitação de cariz social surgida após a revolução de 25 de Abril de 1974.

Segundo Nuno Sampaio, diretor executivo da Casa da Arquitetura, esta opção “permitiu mostrar que os bairros sociais são locais que fazem parte da cidade e que são visitáveis, onde a boa arquitetura também está presente”. “Para os moradores, sentirem que fazem parte da grande festa que é o Open House acaba por se traduzir também num incremento da auto-estima”, acrescentou, sublinhando a lógica inclusiva desta opção.

photos: Paulo Homem de Melo

 

O Open House Porto 2016 integrou, recorde-se, visitas experimentais concebidas tendo em contas as necessidades especiais de cegos e surdos, bem como programas especiais para famílias. Face aos resultados alcançados este ano, que estas visitas sensoriais serão alargadas a mais edifícios já na edição do próximo ano. O evento mobilizou este ano 176 voluntários e 64 especialistas.

O Open House é um evento internacional de promoção da arquitetura e do património edificado, criado em Londres por Victoria Thornton. Com mais de 20 anos de história, este evento estende-se atualmente a mais de 30 cidades em todo o mundo, tendo como objetivo dar a conhecer e estimular o interesse de todos pela arquitetura de excelência através de visitas gratuitas a edifícios das mais variadas épocas e tipologias. Portugal é o único país que conta com duas cidades na família Open House, sendo o Open House Porto o único evento que congrega a arquitetura de três cidades.

 

Reportagem: Sandra Pinho
Fotografias: Paulo Homem de Melo

Não sou de mais ninguém"… o novo single de Alberto Indio

Alberto Indio que editou, recentemente, "Acústico" com a chancela da RFM, prepara-se agora para o apresentar ao vivo. Será no dia 21 de Junho, no auditório da RFM, num showcase para convidados mas que todos os fãs e ouvintes terão oportunidade de ouvir em directo na rádio.

AI_acustico_t5a.jpg"Acústico" é um disco impar que conta com uma sonoridade própria, a par e passo com alguns dos seus maiores sucessos. "Quero-te dizer" ou o seu mais recente single "Eu sou Assim" e um destaque especial para as participações de Pedro Abrunhosa e Mikkel Solnado em dueto, nos temas "Não sou de mais ninguém" e "Sinceramente", são alguns dos êxitos, agora com uma nova roupagem, que podemos encontrar em "Acústico".

Dono de um talento indiscutível e de uma voz peculiar, Alberto Indio tem consolidado o seu percurso na música e, este seu terceiro disco representa, certamente, o firmar de uma duradoura carreira. Em 2011, editou o seu álbum de estreia "Sinceramente", que foi também o nome do primeiro single, cujo vídeo atingiu mais de 300.000 visualizações no YouTube. 
Do mesmo álbum, o tema “Podes Ser Tu”, fez parte da banda sonora da novela Mar de Paixão da TVI. No mesmo em que Alberto Indio foi distinguido como artista revelação.

Em 2014, surgiu com o novo trabalho, ao qual deu o nome de “Aqui Mando Eu” e que inclui o single "Quero-te Dizer". 

Super Bock Super Rock…. E falta menos de 1 mês

Foi ontem apresentado à imprensa a 22ª edição do Festival Super Bock Super Rock, que acontece entre os dias 14 e 16 de Julho no Parque das nações em Lisboa. Uma edição que aposta forte em nomes que vão de encontro ao público exigente que todos os anos, procura esses mesmos nomes, como fez questão de salientar Nuno Bernardo, administrador da Unicer que enalteceu mais uma vez a perceria que dura à 22 anos com a promotora Musica no Coração.

DSC_0061 (Cópia).jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Kendrick Lamar é sem duvida o grande nome para a 22ª edição do festival e atuará no Super Bock Super Rock numa das suas únicas 4 datas na Europa. Iggy Pop, De La Soul, Bloc Party e The Temper Trap apresentarão novos álbuns no festival, enquanto The National, Disclousure e Massive Attack trazem música nova dos seus já vastos reportórios.

Lion Babe e Kwabs são algumas das estreias mais aguardadas e Jamie XX, Mac DeMarco ou Kurt Vile são alguns dos regressos mais antecipados. A pouco mais de 3 semanas do inicio do festival, foi divulgado pela organização que apenas restam bilhetes para o dia 16 de Julho, o dia dedicado ao hip-hop no Festival com Kendrick Lamar a marcar o cartaz, mas ainda com nomes de peso do hip-hop como De La Soul, Capicua, Orelha Negra entre muitos outros.

O melhor da música portuguesa tem lugar de elevado destaque, em todos os palcos, destacando-se o palco Antena 3 com um cartaz alinhamento dedicado a 100% à música nacional. Destaque para o espetáculo “The Purple experience” by Moullinex onde o músico e produtor nacional e seus convidades, apresenta a sua própria homenagem a Prince.

A apresentação do Festival contou ainda com um registo musical dos Capitão Fausto, que marcam igualmente presença na 22ª edição do Super Bock Super Rock

DSC_0078 (Cópia).jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Mas as novidades não ficam por aqui. Após o sucesso do primeiro ano no Parque das Nações, o recinto será alargado, até ao Rio Tejo, e optimizado, o Super Bock Laboratório Criativo voltará a fazer parte do Festival, desta vez promovendo o debate sobre o “Futuro da Música”, e a Sustentabilidade tem cuidado especial numa 22ª edição que promete ser das melhores de sempre. Outra das novidades prende-se com a acústica do palco Super Bock, situado no MEO Arena, é um dos melhores locais para assistir com qualidade e conforto aos maiores concertos dos melhores artistas do mundo. Para aperfeiçoar essa experiência, têm decorrido nas últimas semanas intervenções de forma a garantir uma melhoria gradual da acústica da maior sala de espetáculos do país. O objetivo final é o de atingir uma redução da reverberação em 50%, sendo o Festival um dos primeiros espetáculos da sala a usufruir destas mudanças a 100%.

Mais uma vez são estabelecidas parcerias com a Carris, Metro e CP.

 

A sustentabilidade tem tido um lugar especial nas preocupações do Super Bock Super Rock e este ano não é exceção. Os novos copos ecológicos reutilizáveis Super Bock, fruto da parceria com a multinacional francesa Ecocup, serão personalizados para o Super Bock Super Rock com três temas diferentes, um para cada dia do Festival. Uma edição de colecionador que contribuirá para a diminuição significativa destes resíduos no recinto e para as quantidades enviadas para reciclagem.

 

Reportagem: Paulo Homem de Melo

 

Cuca Roseta e Orquestra de Sopros do Algarve…

Cuca Roseta é uma das mais aclamadas vozes da nova geração do fado.

O seu novo disco chama-se “Riû” e tem produção de Nelson Motta, prestigiado compositor brasileiro.

Cuca_0.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Neste novo trabalho, Cuca Roseta apresenta-nos um fado virado para o mundo e onde se notam todas as influências musicais do mesmo. Com um fado mais leve, mais melódico, mas intimista, Cuca Roseta dá um passo em frente na composição, através de parcerias com grandes músicos nacionais e internacionais.

É este mesmo fado que vai poder ouvir ao vivo, no Festival dos Portos | Sines, juntando a Orquestra de Sopros do Algarve da Academia de Música de Lagos, dirigida por João Rocha, para que a emoção seja ainda maior.

 

Castelo de Sines

25 de Junho 2016 | 21.30h

Pedro Moutinho leva o “O Fado em Nós” a Castelo Branco

Costuma dizer-se que “quem sai aos seus não degenera”.

Mas, por esta altura do campeonato, já é injusto para Pedro Moutinho voltar a invocar a linhagem a que pertence. Com quatro álbuns aclamados pela crítica, e um Prémio Amália em carteira, Pedro Moutinho já provou que o caminho que percorre é apenas seu e nada deve ao apelido que partilha com os irmãos Camané e Hélder.

GLAM - Pedro Moutinho.jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Em comum com eles, a paixão pelo Fado, que canta desde os onze anos; o rigor na interpretação; a alma e a entrega permanentes. Mas a sensibilidade que as suas gravações revelam, essa, é só sua. E, sem pressas, com confiança, a sua voz e a sua intensidade abriram-lhe espaço próprio, e bem merecido, no panorama atual do Fado. Tudo isto unido por uma voz de eleição que já provou ser pessoal e intransmissível, por uma entrega que já não pede comparações. Pedro Moutinho já não é irmão de ninguém, é apenas, Pedro Moutinho. Um dos grandes fadistas da actualidade.

E o seu ultimo album “O Fado em Nós” é o seu melhor trabalho. Até agora…

 

Cineteatro Avenida (Castelo Branco)

25 de Junho 2016 | 21.30h

Arquivo Sonoro Digital… Museu do fado

A publicação on-line do Arquivo Sonoro Digital em acesso integral (aqui) representa um momento histórico. Esta é a primeira colecção de fonogramas disponível on-line, a partir de um dos maiores acervos de fonogramas existente no país. Consubstanciando um dos compromissos estratégicos do Plano de Salvaguarda da candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), o Arquivo Sonoro Digital do Museu do Fado disponibiliza on-line os registos sonoros dos fados gravados desde o início do século XX.

fundodiscos.jpgDesenvolvido através de uma parceria entre o Museu do Fado (Câmara Municipal de Lisboa – EGEAC) e o Instituto de Etnomusicologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas -Universidade Nova de Lisboa), o Arquivo Sonoro Digital reúne milhares de registos de fados gravados, desde o início do século XX, consubstanciando-se no maior repositório histórico do som existente em Portugal. Alojada no site do Museu do Fado, a base de dados do Arquivo permite a pesquisa remota, através da internet, de milhares de registos sonoros desde o início do século, até à implementação da gravação eléctrica, facultando a pesquisa integrada por intérprete e repertório. Gravados em Lisboa, Porto, Paris, Berlim ou Rio de Janeiro - acusticamente ou em gravação eléctrica (posterior a 1927) - estes discos circularam e foram comercializados em Portugal entre 1900 e 1950.

 

Gradualmente, o Arquivo Sonoro Digital integrará ainda o registo das gravações existentes em diferentes colecções, públicas e privadas, junto das quais se procedeu a inventários preliminares no quadro da candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial (UNESCO). Neste domínio, a identificação sistemática de acervos relevantes para o estudo do Fado, na posse de distintas instituições, que o Museu do Fado e o Instituto de Etnomusicologia têm desenvolvido, permitiram já identificar mais de 30.000 repertórios associados ao Fado.

 

NOS Alive’16…. 10.ª Edição com horários e cartaz fechado

A 10.ª edição do NOS Alive já conta com horários e cartaz fechado.

Ao longo de três dias, 7, 8 e 9 de julho, o Passeio Marítimo de Algés vai receber 128 artistas, num conjunto de 134 atuações. A música vai fazer-se ouvir a partir das 15h00 até às 4h00 da manhã.

nos a.jpegOs dias 8 e 9 de julho, que contam com os concertos de Radiohead e Arcade Fire, respetivamente, já se encontram esgotados, bem como os passes de três dias, situação única no panorama nacional.

Para quem não quer deixar de fazer parte da 10.ª edição do NOS Alive os últimos bilhetes estão disponíveis para dia 7 de julho, dia em que atuam The Chemical Brothers, Pixies, Robert Plant and The Sensational Space Shifters, Biffy Clyro, The 1975, 2manydjs, Branko Live, entre muitos outros

Tindersticks apresentam o último disco em Lisboa e no Porto em Outubro…

Os Tindersticks regressam a Portugal em Outubro para dois concertos de apresentação do seu 10º álbum “The Waiting Room”. A banda de Stuart A. Staples vai estar dia 26 de Outubro em Lisboa no Teatro Tivoli BBVA e no dia 29 de Outubro na Casa da Música no Porto.

Editado em Janeiro deste ano, “The Waiting Room” apresenta-se como um marco na carreira da banda, não só numérico (é o 10ª álbum) mas também musical e criativamente. É o primeiro álbum de estúdio depois do aclamado “The Something Rain” (2012) e é também o mais ambicioso, diverso e elaborado que ouvimos dos Tindersticks nos últimos anos.

tinder.jpg“The Waiting Room” conta com participações especiais de Jehnny Beth, vocalista das Savages e de Lhasa De Sela, cantora e amiga de Stuart Staples falecida em 2010, num dueto particularmente tocante. Em duas décadas de existência (o disco estreia é de 1993), os Tindersticks estabeleceram-se definitivamente como mestres da contenção e da poética emoção humana e apresentam neste disco e nestes concertos algumas das melhores canções da sua carreira.

Para ver, ouvir e sentir em Outubro.

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)

26 de Outubro 2016 | 21.30h

 

Casa da Música (Porto)

29 de Outubro 2016 | 21.30h

Festa 2016… Convocatória Aberta para o espetáculo "A Viagem do Elefante"

Festa 2016 está de regresso a Ovar nos dias 22, 23 e 24 de julho, sendo um dos espetáculos a apresentar a “A Viagem do Elefante” pela Companhia Trigo Limpo ACERT, que envolverá a comunidade local. Para esse efeito é lançada uma convocatória aberta para a participação neste espetáculo que decorrerá no dia 23 de julho, pelas 23 horas, na Praça da República.

A convocatória é dirigida a todos, maiores de 18 anos, ou menores de 18 anos devidamente acompanhados pelo encarregado de educação, devendo os interessados candidatar-se, enviando os dados pessoais para caovar@cm-ovar.pt, ou dirigindo-se ao Centro de Arte de Ovar.

11viagem-do-elefante-1.jpg“A Viagem do Elefante” é baseado no romance histórico de José Saramago, no qual o elefante Salomão se transforma no protagonista de uma peça de rua itinerante que vai envolver dezenas de pessoas da comunidade local. A companhia Trigo Limpo Teatro ACERT construiu um paquiderme, adaptou o texto, e convidou Luís Pastor a entrar na aventura, criando com José Saramago “Nesta Esquina do Tempo”, livro/disco em que musicou os seus poemas e que encerra com a voz do nosso escritor. Deitou mãos à guitarra e a sua voz encanta-nos nesta nova viagem.

 

Para Saramago “A Viagem do Elefante” não lhe parece romance, mas conto, o qual descreve a viagem, ao mesmo tempo épica, prosaica e jovial, de um elefante asiático chamado Salomão, que, no século XVI, por alguns caprichos reais e absurdos desígnios teve de percorrer mais de metade da Europa.

 

A adaptação dramatúrgica não dispensa a leitura integral do conto “A Viagem do Elefante”. Procurou-se encontrar os trilhos que, literariamente, respeitassem a bússola do itinerário de Salomão, evidenciassem as tensões que, teatralmente, exprimissem a riqueza dos personagens e os momentos mais salientes da aventura transfronteiriça. O paquidermísmo humano e a humanização afetuosa do Salomãozinho, cruzam a narrativa teatral assimilada do texto literário de José Saramago que se caracteriza pelo “humor irreverente, a ironia distanciadora, a compaixão, o humanismo cético e a ternura”, contrabalançada com “a mesquinhez, os inconvenientes próprios do caminho e o desconsolo provocado pelos poderes terrenos e divinos”.

 

Contra factos tão literários, que argumentos restam ao teatro?

Somente navegar na narrativa, bem como devolver ao palco os diálogos já tão magnificamente elaborados e o carácter ficcional das situações que, estando a viver nas páginas do livro, pertencem ao imaginário daqueles que, na leitura, assumem a encenação singular que a sua fantasia reclama

 

Os ensaios decorrerão de 19 a 22 de julho, entre as 14h30 e as 18h30 e as 20 e as 23 horas. Para todos os que não têm possibilidade de frequentar este horário, haverá a opção pós-laboral entre as 20 e as 23 horas. O ensaio geral decorrerá no dia 23 de julho, pelas 00h30, no final dos espetáculos do primeiro dia do FESTA.