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Glam Magazine

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Benjamin Clementine actua esta semana em Portugal com formação inédita

Os 3 espectáculos de Benjamin Clementine que decorrem esta semana em Portugal marcam a estreia de uma formação inédita ao vivo. À voz e piano juntar-se-ão, para além da habitual bateria e violoncelo, um quarteto de cordas composto por dois violinos, um viola de arco e um contrabaixo.

foto4.jpgCom a data de Coimbra esgotada, restam os últimos bilhetes para os concertos dos Coliseus de Lisboa e do Porto, marcados para quarta e quinta-feira, respectivamente.

“At least for now” foi um dos álbuns de 2015, tendo-lhe valido o Mercury Prize desse ano. Este reconhecimento da crítica consagra ainda mais o artista, num caminho que não tem sido senão ascendente desde o lançamento dos seus Eps, “Cornerstone” e “Glorious You”.

O artista regressa agora às mais nobres salas do país, depois de cinco concertos esgotados em Novembro de 2015 em Lisboa, Porto, Braga, Aveiro e Faro.

B Fachada + Éme…. Margem em Torres Vedras

O MARGEM regressa, após o sucesso do primeiro evento com os Capitão Fausto, já no próximo dia 4 de junho com mais dois grandes nomes do panorama musical português

Anuncio-Fachada.pngB Fachada… é um autor e intérprete que já não precisará de grandes apresentações, dono de uma discografia já muito considerável e aclamada, é uma das figuras cimeiras da canção lusófona contemporânea. Cumpriu em 2013 um ano sabático, descansando da produção de discos e dos concertos ao vivo, após o ritmo fulgurante de 2 edições por ano e estrada incessante de lés a lés do país, que o impôs como uma das vozes mais ouvidas e seguidas da sua geração.

 

Éme… Depois do lançamento do EP “Passa-se alguma coisa estranha aqui” e do álbum “Gância”, João Marcelo, o compositor e cantor lisboeta conhecido como Éme, conta agora com mais um cancioneiro, “Último Siso”, que renova tanto o seu compromisso com a arte de fazer canções como afirma o simples facto de que rodeado de amigos é que trabalha bem.

 

Margem (Torres Vedras)

4 de Junho 2016  

 

Deolinda esgotam e encantam público no Cineteatro António Lamoso (Reportagem)

O grupo apresentou no cineteatro António Lamoso em Santa Maria da Feira, o seu mais recente álbum, “Outras Histórias”, o 4º álbum e 10 anos de carreira os Deolinda, na voz de Ana Bacalhau, deparam-se com uma sala completamente esgotada, marcados por temas que mereceram os aplausos efusivos e colocaram todos a cantar.

IMG_5695 (Cópia).JPGCom um público heterogéneo, desde de pais com filhos netos com avós, sinal de que a música dos Deolinda abrange todas as gerações e não deixa ninguém indiferente. Com uma musicalidade mais diversa e mais madura, mas nem por isso menos castiça, talvez por isso seja considerado Outras Histórias” um dos melhores álbuns da música popular portuguesa da última década. Cantado em português, mostram o porquê de serem uma das bandas da atualidade nos tops nacionais de música.

IMG_8310 (Cópia).JPGAna Bacalhau fez as honras da casa, sempre impecável, mistura a sensualidade e o carisma nas suas performances teatrais que a mensagem passa na sua totalidade, mesmo para quem tenha alguma dificuldade em perceber uma ou outra palavra mais ousada ou caricata, arrancando sucessivos aplausos do público e até dos seus 4 colegas de banda, desconcertando-os até em certos momentos.

IMG_5674 (Cópia).JPG“Dançar de Olhos Fechados” (a última música do álbum) abre o espetáculo, de uma forma um pouco intimista Ana Bacalhau, apesar dos saltos altos entra no palco com “pezinhos de lã” a seguir a todos os seus colegas de banda, no fim os primeiros aplausos e dirigi as primeiras palavras à sala “Boa noite, Santa Maria da Feira”. Com um “Mau Acordar”, a energia começa a subir de tom e as músicas vão-se desfiando, e o corpo vai balançando ao mesmo ritmo que percorre o palco de uma ponta à outra, sempre irrequieta, tornando o palco como uma pista de dança, onde os seus gestos por vezes divertidos e com expressões faciais únicas.

“Há sempre alguém que nos avisa que o bote está furado e que temos que remar com mais força, senão vamos ao fundo…mas o curioso é que quem nos avisa , normalmente é quem furou o bote, e depois ainda nos tenta convencer que fomos nós que o furamos…” dia Ana Bacalhau, sempre com a ironia presente no “Bote Furado”.

IMG_5712 (Cópia).JPGOs temas são certeiros, concisos e rebeldes como “Seja Agora”, onde se ouve uma plateia aplaudir mal surgem os primeiros acordes e num refrão cantado em uníssono, não fosse uma das músicas de referência do público para com os Deolinda. As suas músicas apontam o dedo a problemas concretos, a particularidades da vida quotidiana e a chatear quem merece ser chateado como o S. Pedro “vamos fazer um momento de silêncio pela nossa Primavera”…“isto está impecável para Dezembro” diz Ana Bacalhau, apontando o dedo para cima “este tema é para ti S. Pedro” com o single de estreia do novo álbum “Corzinha de Verão” onde todos acompanharam com palmas e um refrão que já todos conhecem.

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 “É bom voltar a Santa Maria da Feira, estivemos cá à uns anos, mas agora com esta sala renovada, está bonita…” enquanto elogia o espaço Ana Bacalhau partilha estórias de estrada “algumas podemos contar, outras nem por isso…momentos épicos” diz piadas, dança, não pára um segundo em palco, arranca sorrisos da plateia e lá vai partilhando a tal estória “que posso partilhar, enquanto afinas aí a guitarra”.

Manuel Cruz, letrista português e um dos maiores responsáveis pelos Deolinda cantarem totalmente em português como diz a Ana Bacalhau: “os Ornatos Violeta foram a nossa maior inspiração e mostraram-nos que era possível cantar rock em português, a nós, que éramos fãs de Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains…” na ausência de Manuel Cruz, Pedro da Silva Martins (composição, letrista, guitarra clássica e voz) tomou a dianteira e no tema "Desavindos" faz a parelha com Ana Bacalhau.

Bastou os soarem os primeiros acordes de “Fado Toninho”, para que os primeiros versos serem cantados na íntegra pelo público, algo que Ana Bacalhau não contava “Fortíssimo, Santa Maria da Feira! Já sei que quando me faltar a voz vocês cantam por mim…” exclama!

A homenagem dos Deolinda a todas as músicas que nos marcam na vida “aquela música que parece que foi feita para nós, o cantor parece que fê-la para nós e que depois nos acompanha para o resto da vida, mas quando o cantor morre, ficamos a pensar o que mais ele poderia fazer para nós…” é assim que Ana Bacalhau descreve o tema "As Canções Que Tu Farias" é uma tocante canção dedicada ao sentimento de orfandade de qualquer ouvinte diante da morte de um ídolo.

IMG_5673 (Cópia).JPG“Quem se chama Maria?, Quem é avó de uma Maria?” Alguém levanta a mão e Ana Bacalhau responde “então esta música é para si e para todas as Marias…” “Avó Maria” antecede os “Pontos no Mundo” onde se fala de amor e do que o amor é a uma das respostas.

“Movimento Perpétuo Associativo”, foi e será sempre o tema que deu a conhecer os Deolinda, onde estará associado inevitavelmente ao movimento “geração à rasca de março de 2011”, e que todos sabem a letra de cor e salteado por isso o refrão é cantado por todos onde o seu “Benfica” é substituído pelo “tricampeão” arrancando assobios e sorrisos na sala, ninguém é indiferente a este retrato tão português que é feito colado à sátira do laxismo português, ao desfile da lista de desculpas para o sofá ou a mesa de café vencerem sempre a vontade de mudança, em que a passividade é mais forte que a ação, sem ser necessário fazer nada para se ter tudo, as desculpas para tudo e para nada.

“Berbicacho” onde Ana Bacalhau divide a plateia fazendo de maestrina coloca a sala a cantar ao seu ritmo e a bater palmas, história de um Viriato esquecido do seu papel (dividido entre a mulher e a amante)…metade canta o refrão do “berbicacho” e outra metade um Wegue Wegue”, fazendo uma fusão entre dois mundos.

IMG_5734 (Cópia).JPG"A Velha e o DJ", uma música em que a batida da música está claramente marcada pela parceria de Riot dos Buraka Som Sistema, traz uma surpresa em palco, dois fãs do grupo, vestiram-se a rigor o “DJ” e a “Velha” sobem ao palco e interpretam o tema juntamente com os Deolinda. A Este “jogo” chamado de “Cosplay” (consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de personagem real ou ficcional, procurando interpretá-lo na medida do possível), “é a primeira vez que isto acontece e não sei se será a última, não sei o que eles prepararam, eles escolheram a música e o resto é com eles…é um carnaval, mas sem cabeçudos..” diz Ana Bacalhau.

Por fim e depois de mais de uma hora e meia de um fantástico e energético concerto, a banda despediu-se e saiu de palco, mas tal foi a onda de aplausos, barulho, muitos pés abanar a sala, que a banda lá voltou para um encore.

Terminando com o famoso “Fon Fon Fon”, e muitas palmas, uma ovação de pé e muitos sorrisos de parte a parte.

IMG_5751 (Cópia).JPGO concerto quase soube a pouco, apesar de ter passado por mais de vinte temas. Há ritmos e sons novos, há temáticas diferentes mas continua a haver aquela atitude travessa de quem sabe muito bem o que diz e o faz de língua de fora, o “Mundo Pequenino” deu lugar a “Outras Histórias” e a sala rendeu-se ao talento dos Deolinda, em particular a Ana Bacalhau e na sua energia em palco durante 120 min.

IMG_5757 (Cópia).JPGAinda houve tempo para uma sessão de autógrafos no foyer do Cineteatro para quem quisesse partilhar uns segundos/minutos com a banda.

 

Alinhamento:

- Dançar De Olhos Fechados

- Mau Acordar

- Manta Para Dois

- Bote Furado

- Seja Agora

- Corzinha De Verão

- Bons Dias

- Desavindos

- Canção Da Aranha

- Não Tenho Mais Razões

- Fado Toninho

- Bom Partido

- Canções Que Tu Farias

- Avó Da Maria

- Pontos No Mundo

- Movimento Perpétuo Associativo

- Berbicacho

- A Velha E O Dj

- Um Contra O Outro

 Encore:

- Nunca É Tarde

- Mal Por Mal

- Fon Fon Fon

 

Reportagem e fotografias: Sara Silva

Nice Weather For Ducks apresentam "Love Is You And Me Under The Night Sky" no CCB

Marigold” foi a primeira amostra do regresso dos Nice Weather For Ducks aos discos. A banda que em 2012 lançou “Quack” - e deu origem à Omnichord Records - criou uma rodela bonita e cheia de música chamada "Love Is You And Me Under The Night Sky" que se poderá ouvir por completo a partir do próximo dia 3 de Junho.

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Ao longo dos últimos quatro anos, os Nice Weather For Ducks viajaram de furgoneta e de avião, apaixonaram-se em Punta Caña, geraram descendência e deram conta que "Love Is You And Me Under The Night Sky". Este novo disco conta com produção, mistura e masterização dos Few Fingers - André Pereira e Nuno Rancho. Quem já ouviu já se apaixonou e desfez em elogios. 

A tour de apresentação do disco arrancou no Porto, no Hard Club, a 27 de Maio (ver fotografias aqui), e passa agora por Lisboa, no CCB, a 4 de Junho.  Mais tarde irão aterrar provisoriamente no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, a 24 de Junho, com a companhia dos Les Crazy Coconuts. 

 

Centro Cultural de Belém / Pequeno Auditório (Lisboa)

4 de Junho 2016 | 21.00h

Fandango ao vivo esta semana no Porto e em Coimbra...

Se no passado, Gabriel Gomes e Luis Varatojo cruzaram palcos e experiências em projectos como os Sétima Legião e Madredeus, ou Peste & Sida e A Naifa, no presente os dois músicos são os responsáveis pelas novas sonoridades de Fandango.

GLAM - Fandango.jpgphoto: Paulo Homem de Melo

 

Sempre fiéis à música de raiz portuguesa como matéria prima de excelência, neste novo projecto, o acordeão de um e a guitarra do outro surgem acompanhados de envolventes batidas electrónicas que puxam imediatamente os pés para a pista de dança.

As músicas do FANDANGO são uma mistura exótica de melodias portuguesas com beats de eletrónica, que tanto podem fazer a banda sonora perfeita para um pôr-do-sol na costa atlântica, como a animação para uma noite na pista de dança. A diversidade de ritmos e outros elementos sonoros utilizados capturam a essência da música portuguesa, numa colorida harmonia entre linhas de sintetizadores e batidas de caixas de ritmos, que nos transportam numa viagem musical pela paisagem e cultura do país. O álbum de estreia homónimo lançado em Setembro passado, depois de "Ritz", ganha hoje mais um single com a apresentação do vídeo do tema "Marginal".

O Fandango chega esta semana ao Porto e a Coimbra....

 

2 Junho 2016 - Passos Manuel (Porto)

3 Junho 2016 - Oficina Municipal do Teatro (Coimbra)

 

“Wall of Love” é o single que junta Karetus e Diogo Piçarra... Video já disponivel...

“Wall of Love”, o novo single dos Karetus conta com a participação de Diogo Piçarra e foi lançado esta segunda-feira, 30 de Maio. O lançamento é acompanhado de um vide, realizado por Ricardo Reis,  disponibilizado na página oficial da banda no YouTube.

walloflove.jpgPara os KaretusTrabalhar com o Diogo Piçarra foi uma grande honra. Nós eramos fãs do Diogo, já seguíamos o trabalho dele há muito tempo e surgiu a ideia: porque não o Diogo Piçarra? Decidimos mostrar-lhe o que tínhamos para o tema, e no dia a seguir tínhamos uma música praticamente concluída, melodia e letra feita. E assim nasceu a Wall of Love. Foi um prazer trabalhar com o Diogo.”

Para Diogo PiçarraTrabalhar com os Karetus foi uma enorme surpresa. Já os admirava há imenso tempo e nunca pensei sequer que fosse possível juntar-me com eles. Sempre quis fazer algo diferente, sempre quis fugir da minha zona de conforto, e este trabalho com os Karetus permitiu isso. Estou muito orgulhoso do nosso trabalho na Wall of Love.”

Os Karetus foram formados em 2010 pelos DJs e produtores Carlos Silva e André Reis , ao quais se juntou mais tarde o MC Paulo Silva. Começaram a chamar a atenção do publico com os remixes “Young Wild and Free” de Snoop Dogg e Whiz Khalifa e “I’m on One” de Drake e Dj Khaled que em conjunto contam hoje com mais de 3 milhões de plays no Youtube.  Em 2015 lançaram o seu primeiro álbum "Piñata", que implementa o estilo/movimento Full Flavor, que se baseia na liberdade da musica com a premissa "não há estilos", "não há géneros", "apenas musica que transmita sentimentos", um álbum com 18 musicas, 27 géneros, 11 bpm's e 3 idiomas. Para este álbum contam com a colaboração dos artistas Portugueses: Agir, Carolina Deslandes, RIOT (Buraka Som Sistema), Pongo Love, Supasquad, SP Deville e os Internacionais: Cecille, Paranormal Attack, Aaron London e Clinton Sly!

 

O palco é onde os Karetus levam ao auge a celebração da sua música, tanto em Portugal, onde para 2016 têm já cerca de 40 concertos agendados, como no estrangeiro, onde este ano já protagonizaram uma Tour no Brasil e Espanha.

As Time Shifter desvendam o seu novo single….

As portuenses Time Shifter acabam de lançar “Crazy”, o segundo single extraído do EP de estreia “Even Dolls Can Wake Up From Their Porcelain Sleep”, editado digitalmente pela Music In My Soul em 2015.

Time Shifter_ promo.jpgphoto: Promo /DR

 

A dupla formada por Sónia Vicente e Raquel Devesa continua assim a assumir-se como uma proposta singular e irreverente do panorama luso, aliando uma forte estética visual a uma identidade sonora que conjuga elementos do trip-hop com uma boa dose de experimentalismo. Há quem diga que existe por aí uma caixa que viaja no tempo para te encontrar. Há quem diga que quando a encontras, o tempo pára para te mostrar, que ainda há tempo para te encontrares. É o mote para uma performance multidisciplinar de 40 minutos onde o som, o movimento, a luz, o cenário e as projeções multimédia se conjugam harmoniosamente em busca de uma nova identidade artística. O tempo pára e a caixa de música abre­se... 

O projeto Time Shifter nasceu no Porto em junho de 2014 quando Sónia Vicente e Raquel Devesa decidiram fundir a sua paixão pela música dentro de uma caixa que viaja no tempo. Até que ponto um violoncelo, sons eletrónicos e voz conseguem encontrar­se no espaço­tempo das emoções para criar essa atmosfera musical?

 

Para além da viagem sonora entre o Trip­hop e o experimental, há uma preocupação constante em exprimir vários ambientes, quer seja com os cenários, quer seja com a teatralização da própria performance em palco. 

“Noites Pano de Xita II” no Sabotage Club

As “Noites Pano de Xita” são noites de curadoria entre o Sabotage e a Xita Records como modo de celebração às bandas, cantautores ou projetos que se têm vindo a destacar na sua turma ao longo dos meses, estas noites podem também contar com convidados, amigos e obviamente contar com boa vibe.

xita.jpgDo seu nome Lucía Vives (e não Lúcia Vives) já há algum tempo que não estranha o contacto direto com as canções e com a guitarra acústica. Começou primeiramente por exprimir-se no seu projeto mais virado para as artes plásticas 'Peixe Cru' ou demonstrando-nos algumas canções na internet, até que chegou a altura de se afirmar como baterista no quarteto de rock “rafeiro” ‘Ninaz’ e também como cantautora independente de nome próprio. Lucía Vives promete-nos cantar sobre Lisboa, sobre amigos, amores e até sobre Espanha. Mostrou-nos até agora na compilação da Xita Records e no split “Lucy, the Foxy Lady” duas bonitas canções pop produzidas por Luís Severo.

Primeira Dama… Desde mais novo que está inteiramente ligado à música, dominando desde cedo a sua voz e trabalhando com instrumentos como o piano e o saxofone. Começou então por reunir em 2013 os seus amigos debaixo das suas influências dentro do rock n'roll.
Surgiu assim a necessidade deste jovem lisboeta explorar a sua faceta apaixonada pela cantiga de intervenção e de uma forma geral pelos cantautores portugueses. Inspirando-se em autores nacionais que vão desde José Mario Branco a Filipe Sambado, passando por outros nomes contemporâneos incontornáveis como B Fachada.
É um dos associados da emergente Xita Records, que em Lisboa se empenha com o vigor e disponibilidade dos jovens. No seio desta casa lançou no verão de 2015 a sua primeira demo "Xita Lenta" e em Janeiro deste ano o single "Não Olhes", parte da compilação "Um EP Xita Records" onde se podem encontrar outros novos artistas/bandas da editora como Ninaz, ØRTOS, ou os Shads (banda da qual faz parte). Em Abril lançou em conjunto com João Raposo e Lucía Vives o split "Lucy, the Foxy Lady" onde se pode ouvir uma das suas canções mais bem sucedidas até ao momento. Acaba de lançar o seu disco de estreia intitulado "Histórias por contar..." com a ajuda e produção do Filipe Sambado. “Histórias por contar…” é o consumar das histórias vividas por este jovem, o amor, os amigos e as chatices que por vezes trazem são faladas neste disco como uma forma natural do seu crescimento e da sua simbiose com o próximo. A Pop é levada para um rumo de sonho e introspeção, onde as vozes e os teclados são retratados como a sua forma de expressão, caracterizados por reverbs lo-fi onde existe uma sujidade quase obscura.

Pega Monstro é o duo lisboeta de rock das irmãs Maria (voz e guitarra) e Júlia Reis (bateria e voz), afiliado à Cafetra Records que ajudaram a criar e desenvolver desde 2008. Em 2012 lançaram o igualmente celebrado e vilipendiado - assim costuma ser com os bravos do pelotão - homónimo longa-duração de estreia, produzido por B Fachada. O seu segundo álbum intitulado "Alfarroba" foi lançado no Verão passado pela editora londrina Upset The Rhythm em CD, vinil LP e Digital. "Alfarroba" é, da raiz da sua intenção, imaginação e materialização, um álbum magnífico e raro. Directo, simples e comovente porque subtil, complexo e excitante. Das obras, seja em que campo das artes se quiser considerar, com uma perspectiva no feminino mais forte e emocionalmente inteligível sobre maturação individual e artística na sociedade portuguesa nos dias de hoje. No final de 2015 foi-lhe atribuído o prémio 'Disco do Ano' pela revista Time Out, e teve presença em diversas listas de melhores do ano como a do jornal Expresso ou da revista Blitz.

Ao vivo têm tocado o mais possível por todo o país nos últimos anos, desde primeiras partes para os Ariel Pink Haunted Graffiti ou para os Jon Spencer Blues Explosion em Lisboa, a concertos em festivais como o Barreiro Rocks, NOS Em D'Bandada ou Milhões de Festa. Fora de portas destacam-se a generosa tour ibérica com os Iguanas e Éme, e a gloriosa digressão pelo Reino Unido em Agosto último.

 

Sabotage Club (Lisboa)

2 de Junho 2016

Ciclo Pássaro encerra com Kimi Djabaté

O ciclo de música Pássaro está de regresso e anuncia concertos para os próximos três meses. O trimestre do ciclo Pássaro encerra com o guineense Kimi Djabaté a atuar no final da tarde de 5 de junho no jardim do Arquivo Municipal de Vila Real, um chalet de traça brasileira dos finais do Séc. XIX, onde o músico apresentará o novo disco, “Kanamalu”.

Kimi Djabate.jpgPhoto: Arquivo /DR

 

“Kanamalu” é o título do novo álbum de Kimi Djabaté, que tem data de edição marcada para 10 de Junho, pela Red Orange Recordings. Kimi Djabaté é um músico e compositor guineense a residir em Lisboa há mais de década e meia. Descendente de uma família secular de músicos mandingas, Kimi Djabaté viveu toda a sua vida imerso em som e cultura, fosse aprendendo balafon (instrumento em que é virtuoso), tocando guitarra ou cantando. Em junho de 2016 edita o seu terceiro álbum, “Kanamalu”, que sucede a “Karam” (editado pela internacional Cumbancha em 2009). Com a edição de “Karam”, Kimi Djabaté foi mundialmente aplaudido, tendo o álbum inclusivamente sido distinguido com o segundo lugar da World Music Charts Europe no ano de lançamento.

Kimi Djabaté apresenta-se no jardim do Arquivo Municipal de Vila Real, um chalet de traça brasileira dos finais do Séc. XIX com vista para a Serrão do Alvão.

 

Jardim do Arquivo Municipal (Vila Real)

5 de Junho 2016 | 18.00h

Globaile… o novo evento anual com curadoria dos Buraka Som Sistema

É já no próximo dia 1 de Julho que os Buraka Som Sistema confirmam Lisboa como a capital da eletrónica global, com uma atuação no Jardim da Torre de Belém que encerra as Festas de Lisboa.

Globaile é o novo evento anual com curadoria dos Buraka Som Sistema, que tem início como um festival de entrada livre. O evento apresenta novas coordenadas da electrónica global no encerramento das Festas de Lisboa, numa associação conjunta entre EGEAC Cultura Em Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, Buraka Som Sistema, Arruada e ENCHUFADA que confirma a dimensão do mais internacional grupo português após 10 anos a afirmar uma nova identidade musical.

glob.jpg

Line up

17h – Kking Kong (Portugal)

18h – BATUK MUSIC (South Africa)

19h – Dotorado Pro (Portugal)

20h – Dengue Dengue Dengue (Peru)

21h – MC Bin Laden (Brasil)

22h – BURAKA SOM SISTEMA (Portugal)

 

O evento contempla ainda um espaço dedicado aos food trucks, assegurando uma grande variedade de sabores globais no Jardim da Torre de Belém, assim como uma exposição de fotografia que celebra os 10 anos de carreira do grupo. A Red Bull, parceira absoluta da carreira dos Buraka que se encontra a celebrar os 10 anos da banda com uma lata de edição especial limitada, estará presente a fazer o live streaming do evento para todo o mundo. O Globaile será a conclusão da celebração de uma década de actividade, que começou em Fevereiro com uma digressão comemorativa que levou o grupo a actuar em países como Colômbia, Estados Unidos, França, Bélgica, Suíça, Alemanha, Holanda e Reino Unido.

 

Sons à Sexta no Fundão… apresenta Dan Riverman

Uma vez por mês, o auditório do Centro Cultural do Fundão – A Moagem será palco da música portuguesa. Está sexta feira o convidado é Dan Riverman.

Sons à Sexta.jpg"Desde o primeiro instante, que a voz de Dan ecoa pela alma a fundo, se sente a magnitude da música de Dan Riverman

É possível então comparar a viagem realizada através da escuta da sua música, a uma melancólica travessia de um rio. Os demais músicos da banda assumem-se como barqueiros, tão diferentes na sua essência como no instrumento que tocam, mas o melhor é reservado para o fim da travessia! Dan torna-se então o dono de um cais, envolto em uma densa neblina dispersa apenas pela exaltação à vontade de acreditar que amar ainda é possível...

É através de sucessivas viagens que se percebe a originalidade de algo que absorve o poder de rejeitar os sentimentos que nos deixam estranhos e confusos. Músicas como "Fragile Hands", “Sea and the Breeze” e “Yellow Flower (keep on blossoming)” trazem à superfície a qualidade e o querer desta recente banda nacional…"

 

Centro Cultural do Fundão – A Moagem

3 de Junho 2016 | 22.00h

The Codfish Band… apresentação do vídeo "Cursed By You"

The Codfish Band acabam de lançar e apresentar o vídeo "Cursed By You", tema incluído no álbum já disponível “Devils Tongue”, editado na passada sexta-feira, 27 de Maio.

99.jpgNas palavras dos próprios The Codfish

“A história dos The Codfish Band poderia ser contada pelas Groupies, poderíamos falar de drogas, sexo e rock n´roll! Mas não! Não passou da simples ousadia de quatro músicos, que sem nunca terem dado um concerto junto decidiram gravar um álbum, “Devil’s Tongue”, e daí saiu nada mais do que Rock, Rock pesado, sujo, Rock que sabe a rock.

The Codfish Band, não surgiu com o objectivo de ser a banda do bacalhau mas simplesmente uma fusão de um símbolo da gastronomia Portuguesa com o clássico e tão Português aperto de mão. Porque apesar dos temas serem cantado em Inglês somos uma banda 100% Portuguesa.”

The Codfish Band é formada por Luis Miguel, voz e guitarra. Miguel Ros Rio, guitarra e voz. Nuno Escabelado no baixo e Pedro Kystos na bateria.  

 

Milhões de Festa… Ho99o9, Marshstepper + HHY entre as novas confirmações

Passada a marca de “dois meses para o Milhões de Festa”, Ho99o9, Marshstepper + HHY, Eat the Turnbuckle, Cheryl e MADA TREKU juntam-se agora ao cartaz do festival Barcelense, que já conta com nomes como Goat, The Bug, Dan Deacon, El Guincho e Sun Araw. Acontece tudo entre 21 e 24 de Julho no Parque Fluvial da cidade Minhota.

ho9909.jpgDos Estados Unidos, e numa fornada intensa, vêm os Ho99o9, os Eat the Turnbuckle, o colectivo Cheryl e os Marshstepper, que se apresentarão em Barcelos numa colaboração com o portuense HHY. Sobre os primeiros, muito se poderá discorrer, mas poucos momentos serão tão definidores do que fazem quanto o concerto que os traz em estreia a Portugal — são o cruzamento orgânico e mutante da urgência do hardcore com algumas tendências mais negras do hip-hop, numa explosão extasiante e física ao vivo.

 

Os Eat the Turnbuckle, pelo seu lado, gostam de wrestling, por isso fizeram uma banda sobre isso, com a dose certa de violência no som. Falando em confrontos, os colectivos Ascetic House e SOOPA encontram-se no Milhões de Festa sob forma de Marshstepper + HHY, em que as linguagens harsh noise e techno dos americanos serão metodicamente processados pelos métodos dub de Jonathan Saldanha. A fechar o role de confirmações estão os Cheryl, um colectivo artístico dedicado à arte de fazer um enorme regabofe com confétis, música, mais confétis e muita cor, e MADA TREKU, o novo projecto de electrónica a vir com selo de qualidade Favela Discos, ideal para convulsões na pista de dança.

 

Lineup: Goat, Dan Deacon, The Bug presents ACID RAGGA wth Miss Red, The Heads, El Guincho, Sun Araw,Sons of Kemet, Ho99o9, Part Chimp, Nídia Minaj, Islam Chipsy & EEK, Marshstepper + HHY, Bixiga70, Evil Blizzard, Domenique Dumont, Goth Money Records, Jibóia, Tomaga, 10 000 Russos, Riding Pânico, Cheryl, Extraperlo, Orchestra Elastique, MADA TREKU, Eat the Turnbuckle, Discos Extendes, My Expansive Awareness, Quelle Dead Gazelle, Qer Dier, Malandrómeda, Vozzyow, Uppercut, Marvel Lima

Há Filmes na Baixa!... celebra aniversário da Associação Porto/Post/Doc com filmes e um concerto especial

São três autores de culto e três novíssimos filmes a descobrir, referências da crítica internacional e do público nos festivais por onde passaram, e um concerto dos Ghost Hunt no aniversário da melhor programação de cinema da baixa da cidade do Porto, da Associação Porto/Post/Doc e do Há Filmes na Baixa!

000.pngA 1 e 3 de junho, o Porto/Post/Doc apresenta, através da sua iniciativa Há Filmes na Baixa!, o quarto ciclo de cinema de 2016. Desta vez, será um ciclo dedicado ao aniversário da Associação Porto/Post/Doc e do Há Filmes na Baixa! que faz 2 anos no próximo dia 30 de maio. Para este ciclo, serão projetados três filmes bastante diferentes, mas três exemplares do melhor do cinema contemporâneo e da hibridização entre documentário e ficção. Com estes filmes novos e radicais, o Porto/Post/Doc quer celebrar com todos os que acompanharam, no Porto, as nossas sessões.

 

No dia 1 de junho, é exibido, às 22h00, no Passos Manuel, o documentário “Tecla Tónica”, de Eduardo Morais. Este filme conta a história da cena da música eletrónica portuguesa desde os anos 60 à atualidade. É um filme Transmission (secção do Porto/Post/Doc que exibe documentários sobre música), que certamente irá convocar uma legião de fãs e curiosos. A seguir à projeção do filme haverá um concerto dos Ghost Hunt, uma banda composta por Pedro Chau (The Parkinsons) e Pedro Oliveira (ex-MAU, etc), criada em 2014, e que mistura o rock com a música eletrónica. Após a atuação, o realizador Eduardo Morais e a banda sobem para a cabine e alegram os presentes com um DJ set impregnado a música de sintetizadores, drum-machines, feita por computador ou composta sob algum tipo de bruxaria electrónica.

 

No dia 3 de junho, serão projetados dois documentários com características muito especiais. Às 18h30, apresentamos um dos mais aguardados filmes de 2016: “Cemitério do Esplendor”, a mais recente obra do realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, um enigmático filme sobre soldados e doenças misteriosas, na linha dos anteriores filmes hipnóticos de Joe, como é conhecido na comunidade cinéfila internacional. Às 22h00 desse mesmo dia 3, será exibido “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa & Lea Glo. Este filme sucede a “Elena”, o anterior sucesso de Petra Costa que o Há Filmes na Baixa! exibiu em 2015. É um terno retrato sobre a gravidez de uma atriz e que mistura documentário com ficção.

 

Passos Manuel (Porto)

1 e 3 de Junho 2016

 

Os FADE IN revelam o seu segundo single… “Save Our Souls”

Os portuenses FADE IN acabam de desvendar “Save Our Souls”, o segundo single do EP “Insane” que combina influências indie mergulhadas na pop/rock com que têm vindo a traçar o seu caminho. Este é já o segundo single retirado do último EP da banda, que chega agora ao mercado em formato CD depois de ter tido recentemente edição em formato digital.

Fade In_promo.jpgphoto: Promo /DR

 

FADE IN é um projeto original de música rock, formado em 2007 no Porto, por quatro músicos com experiências e diferentes estilos musicais, unidos sob uma substância comum: a paixão pela música.A sonoridade da banda provém desta mesma mistura de estilos, que vão desde música tradicional portuguesa ao pop rock, combinando-se entre si e originando o som característico dos FADE IN.

A banda composta por Adriano Borges (voz e guitarra), João Baptista (bateria), Rui Reis (baixo) e Gil Garrido (guitarra solo e produção áudio) atuou ao longo dos anos em vários espaços e eventos, entre os quais: Dolce Vita Bandcasting (finalistas no Porto), Rock Café Coimbra (semi-finalistas), Voltímetro Rock (2º lugar), no Pin Up, Breyner 85, Kastrus River, o Meu Mercedes, Dunas Bar, entre outros.

Em 2015 editaram o EP "Insane", composto por cinco temas, que pretende levar a banda para outros palcos e para outras etapas que permitam alcançar o reconhecimento tão desejado.

Papillon apresentam single de estreia… “Engraçado (Já não há pai p’ra mim)”

Os portuenses Papillon acabam de lançar o seu single de estreia intitulado “Engraçado (Já Não Há Pai P’ra Mim)”. Este é o primeiro cartão de visita de um projeto singular e irreverente que assume heranças do funk, jazz e swing em indelével embrulho pop, para conhecer mais a fundo no EP de estreia que editarão no segundo semestre deste ano. Papillon é um laço. Ponto um. Ponto dois: também é um grupo de gente que faz música sem juízo. Os Papillon são feitos de gente e gostam de laços, porque os laços são coisas que ligam. Além disso os laços lembram qualquer coisa fora do tempo e os Papillon gostam disso: de não haver tempo, nem etiquetas, nem juízos. Nem juízo. Os Papillon são gente de laços. Com música de perder o juízo.

Papillon_ promo.jpgphoto: Promo Press /DR

 

Compostos por Joana Manarte (voz), Pedro Silva (baixo), João Mascarenhas (teclas), Rui Ferreira (bateria), Raul Manarte (guitarra), Tiago Ferreira (trombone), Luís Macedo (trompete) e Pedro Gomes (saxofone)), estrearam-se ao vivo em 2014, no Porto. Resultado de múltiplas influências estéticas, os Papillon proporcionam um espetáculo cheio de energia, significado e vitalidade, sendo comum o concerto acabar com o público a dançar. Os elementos da banda juntam-se trazendo a experiência de outros projetos, desde a música clássica ao jazz, dos blues ao funk, do pop ao rock, entre outros estilos, em trabalhos de composição, interpretação e performance.

Entre a sua estreia em palco no Plano B (Porto) e, mais recentemente, a passagem pela final do EDP Live Bands, têm tido concertos no Porto e em Guimarães, com destaque para o Hard Club, uma das principais casas de música ao vivo da Invicta. Também foram convidados para integrar o Porto Swing Jam por dois anos consecutivos, onde tiveram a oportunidade de participar num evento de Lindy Hop (novamente no Hard Club), em concertos pensados para dançar. A destacar também as atuações televisivas no Porto Canal e no palco do programa “Portugal 3.0” da RTP2.

As letras são um dos pontos fortes do projeto, chamando a atenção até do ouvido mais desatento e as reações dos ouvintes têm sido de surpresa e identificação com os textos e as músicas. No palco vê-se uma banda que transparece uma relação cúmplice entre os elementos e um compromisso comum: criar uma atmosfera positiva, contagiante e envolvente com o público e com a música.

Para o segundo semestre de 2016 está prometida a chegada do EP de estreia.

 

Vircator apresentam o álbum "At The Void's Edge"… em Lisboa

Vircator, o quarteto space-rock de Viana do Castelo, apresenta-se ao vivo no Lounge, em Lisboa, na próxima quinta-feira, dia 2. Após o reconhecimento da crítica especializada, das apresentações no Porto, em Braga, e Viana do Castelo, e da digressão europeia por Espanha, França, Áustria, Alemanha, e Holanda, chega a vez de Lisboa assistir à apresentação do álbum "At The Void's Edge".

virc.jpg“At The Void’s Edge” marca a estreia dos Vircator no formato de longa duração editado em Janeiro de 2016. Álbum que já se encontra distribuído internacionalmente pelas diversas plataformas digitais. O projecto de post-rock experimental de Viana do Castelo, composto por Pedro Carvalho (voz e guitarra), Marcelo Peixoto (baixo), Paulo Noronha (bateria) e Gustavo Ribeiro (guitarra), apresenta sete novos instrumentais num álbum cinemático, com a produção cuidada de Marco Lima no estúdio Hertzcontrol, em Caminha. Desde a formação da banda em 2012, consta ainda da sua discografia o EP homónimo com quatro temas, editado em 2014, que anunciou ao mundo a entrada em cena dos rockers minhotos.

 

Do ponto de vista técnico os Vircator explicam “At The Void’s Edge”, desde o processo de composição à produção do álbum:

“As músicas foram compostas através de conversas das guitarras com o Pedro e o Gustavo, que depois comunicavam com o baixo e a bateria que são o motor e dão impulso às músicas. No fundo é assim que são feitas as músicas. Para quem não quiser acreditar, o álbum foi gravado live em 8 horas, com todos a tocar ao mesmo tempo, utilizando 2 ou 3 takes por músicas e depois foi só escolher qual o melhor”.

 

À medida que o álbum se vai desenrolando somos levados, e habilmente transportados por entre momentos mais atmosféricos e sofisticados, ora por outros de maior dinâmica e densidade. Talvez por isso, “At The Void’s Edge” venha a sacudir-nos de um certo torpor quando o álbum termina agitado aos 33.22 com “Bismuth”, sétimo e último tema, sem que tenhamos dado pelo “The End” a sumir-se na tela à nossa frente.

 

A entrada é livre... como as melhores coisas do mundo

 

Lounge (Lisboa)

2 de Junho 2016 | 22.30h

Shout! apresentam “Fall Behind”…. O novo single

Fall Behind” é o segundo single do 5º trabalho discográfico da banda que conta já com mais de 20 anos de carreira. “Fall Behind” surpreende uma vez mais pela nova abordagem estilística aliada à sonoridade característica do grupo.

Shout Fall Behind_finallong.jpgAlém de temas de New Gospel e Gospel tradicional, os Shout têm reinventado e alargado a sua abordagem musical introduzindo no seu repertório versões únicas e inesperadas de temas como “True Colors” de Cindy Lauper, “Redemption Song” de Bob Marley e “Don’t Give Up” de Peter Gabriel, procurando incorporar alguns elementos de raiz lusófona. O reconhecimento público e artístico do seu trabalho é confirmado não só com as inúmeras partilhas de palco com artistas como Boss AC, Mariza, Ala dos Namorados, João Gil, Sara Tavares - entre muitos outros - como pela colaboração em trabalhos pontuais de grande visibilidade de que são um exemplo recente, os jingles da Rádio Comercial comemorativos do Dia Mundial da Voz.

Paralelamente, têm colaborado activamente na criação de novos arranjos para temas de artistas portugueses como é o caso do sucesso “Tu és mais forte” de Boss AC e “Caçador de Sóis” da Ala dos Namorados.

 

 

 

Livros… “António Barreto, Política e Pensamento”, da historiadora Maria de Fátima Bonifácio

Esta é uma biografia não autorizada, mas consentida, de António Barreto, escrita pela historiadora Maria de Fatima Bonifácio.

"Nasceu da minha curiosidade por uma figura pública que conheço há várias décadas, e com quem mantenho uma relação de grande amizade."

António Barreto, Política e Pensamento” chega na próxima semana às livrarias e será apresentada, no dia 9 de Junho, às 18h30, no Restaurante do El Corte Inglés, por Rui Ramos.

500_9789722060110_politica_sobrecapa.jpg"António Barreiro é frequentemente apresentado como um 'senador do regime'. Retirou-se muito cedo da vida política activa (1991), com 49 anos. Chegou talvez alto demais cedo demais: aos 34 anos já era ministro (e antes disso já fora secretário de Estado). Esta precocidade, porém, não desfaz o paradoxo que tanta gente de há muito estranha. António Barreto tinha tudo para ser tudo o que há para ser em Portugal. E não foi. Porquê? Este livro pretende fornecer uma explicação satisfatória para um fenómeno que permanece singular, misterioso, intrigante."

 

Maria de Fátima Bonifácio (1948) doutorou-se (1990) e agregou-se (1997) em História Contemporânea de Portugal na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da U.N.L., onde foi docente de 1980 a 2006, e reformou-se em 2012 como investigadora-coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da UL Dos 14 livros que publicou, destacam-se:  “A Monarquia Constitucional, 1807-1910” (2010), “Memórias do Duque de Palmela” (2011), “Um Homem Singular. Biografia Política de Rodrigo da Fonseca Magalhães” (2013).

Obra de Joao Vilhena… que homenageia trabalhadores disponível online

A obra video do projecto de Joao Vilhena CHROMAFACTORYONLINE.COM ficou disponível no site com o mesmo nome para que todos possam ter acesso à obra que homenageia os trabalhadores da antiga indústria de tintas Sotinco, no Barreiro.

A instalação no local (Antiga Indústria de Tintas Sotinco) pôde ser vista nos dias 27, 28 e 29 de Maio dentro do evento “Contemporaneidades no Espaço Industrial” organizado por Anderson Colombo, parte da exposição “Espaço Industrial e Cor: Repensar os Limites”, com a curadoria de Filippo De Tomasi. O diálogo criado pela intervenção do artista através da cor no antigo edifício das Tintas Sotinco e o vídeo criado a partir do mesmo espaço leva as pessoas para uma outra realidade.

Imagem do Video de Joao Vilhena.jpgAo interagir com as obras de João Vilhena apresenta-se aos nossos olhos e sentidos uma outra perspectiva que nos transporta para além do real. Os numerosos "escamotages" adotados que vão desde a pós-produção gráfica das imagens fotográficas, até aos jogos de planos nas esculturas e nas instalações, introduzem-nos numa dimensão virtual, possibilitando a activação de mecanismos cerebrais e emotivos inesperados e inconscientes. O interesse foca-se, de facto, nas infinitas possibilidades de leitura que a obra de arte contém: desde a banal identificação de elementos quotidianos até à apropriação estética de um mundo virtual, exterior e, talvez, secundário. Indagar, destruir e reconstruir os estereótipos da cultura ocidental, através da consciente utilização dos diferentes meios artísticos (video, pintura, fotografia, instalação, etc.), permitem ao artista criar uma nova dimensão, um novo mundo, não como tentativa de fuga do real, mas como reflexão sobre o frágil e incerto equilíbrio da nossas existências.” Filippo de Tomasi

 

Em simultâneo, a obra online Joao Vilhena explora o campo de new media art. Segundo as palavras do artista “Esta obra homenagea os traballhadores da antiga fábrica de tintas, agora desocupada e em ruinas, perpectuando os seus gestos ficando agora no espaço virtual, online.”. O evento e a exposição foram um grande sucesso e conseguiram fazer que mais de 1.000 pessoas se deslocassem ao Parque Empresarial Baía do Tejo no Barreiro durante três dias. O video de Joao Vilhena, com perto de 3 minutos e o título “I Heard It ThroughThe Grapevine (After Marvin Gaye)” já teve mais de 5.000 visualizações e dezenas de comentários positivos nas redes sociais nas primeiras 24 horas.

 

João Vilhena é um dos mais notados artistas portugueses contemporâneos. Estudou Escultura e Pintura no Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual de Lisboa, terminando em 2002. A sua vivência, não só em Portugal, mas também nos diversos sítios onde estudou e trabalhou, designadamente, Los Angeles, Nova Iorque, Reino Unido e Itália, constituem referência permanente na criação e obra deste artista. Recorre a uma grande variedade de meios, tais como pintura, escultura, fotografia, vídeo e new media numa narrativa em torno do que é o público e o privado. Desde 2012 utiliza o i-phone e diversas apps como instrumentos de criação de obras, elaborando um discurso minimalista em torno de cada ação. Trabalha com representações da realidade que existem para além da perspetiva subjetiva do psicológico, explorando, desta forma, o meta-realismo. Propõese, não só comunicar mais do que o aspeto pictórico da perceção de outra dimensão da realidade, mas também a essência dessas dimensões e sua relação consigo e com os outros, enquanto seres humanos, através de formas e ações. A sua obra encontra-se representada em diversas coleções nacionais e internacionais: Gulbenkian, Serralves, Banque Edmond Rothschild, Colecção BES, Fundação Benetton ou Coleção Portugal Telecom entre outras. Recebeu prémios e bolsas, representou Portugal numa Bienal de Praga. Em 2015 expôs individualmente no Palácio Nacional de Mafra e no Museu de História Natural e da Ciência. Sendo, ainda, um desportista promovendo ativamente um estilo de vida saudável.

 

O vídeo de Joao Vilhena “I Heard It ThroughThe Grapevine (After Marvin Gaye)” pode ser visualizado aqui

Site oficial do evento e exposição onde esteve a instalação de Joao Vilhena e o vídeo em exibição (agora terminados) “Contemporaneidades no espaço industrial” aqui