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Glam Magazine

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Festa Moderna #2: El Salvador + Ganso

A Festa Moderna continua, nunca menos avant-garde que a anterior. O mote é “uma noite inesquecível” em que se esquece os Modernos e os BISPO.

Sobram de um lado El Salvador, o cantor mandrião que se lamenta a cada verso, e os Ganso que abusam da energia em ponta. Resultante desse combo, mais uma vez orquestral: El Salvador y los Ganso.

O ensemble Cuca Monga sobe de novo ao palco para atropelar as canções uns dos outros. Sem paragens.

Com isto a segunda edição Cuca Monga. Depois do Vol. 1, a compilação, lança-se um EP conjunto entre as duas bandas em questão. A mocidade ainda aí anda, pelo menos por uma noite.

FestaModerna2Cover-e1462459394426.jpgOs Ganso são um conjunto de cinco rapazes lisboetas com jeito para a festa, e uma das mais recentes surpresas musicais da cidade. Basta imaginar o krautrock alemão dos anos 70 no forno com o blues psicadélico dos Doors. Banda sonora de caçadores.

Com o EP de estreia cá fora em Novembro de 2015, saído da mesma fábrica que viu nascer BISPO, Modernos e El Salvador.

 

Musicbox (Lisboa)

21 de Maio 2016 | 23.00h

MONO/STEREO: o maior pequeno festival do mundo...

A 2ª edição do MONO/STEREO – o maior pequeno festival do mundo, não tem carrosséis, tendas de comida, poeira, freebies, nem sequer patrocínios. Tem música, poesia, mais música, alegria, gente boa no palco e na sala. É feito por quem gosta de música, para quem gosta de música.

GLAM - Surma 1.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Glam Magazine

 

 

O festival começa às 17h com atuações de Subway Riders, a Jigsaw e Surma e continua, a partir das 22h, com Alien Church, Wipeout Beat, 800 Gondomar.

O Festival conta ainda com declamação de poesia, por Alexandre Valinho Gigas.

 

Salão Brazil (Coimbra)

21 de Maio 2016 | 17.00h / 22.00h

Minta & The Brook Trout apresentam “Slow” no Café Concerto do CCVF

Este sábado, a partir da meia-noite, o Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, acolhe a apresentação do mais recente trabalho de Minta & The Brook Trout, “Slow”. Trata-se de um disco em que nada é deixado ao acaso, nada está a mais nem a menos, tudo está onde deveria estar.

mar2.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Francisca Cortesão veste a pele de Minta desde 2006 e, nestes dez anos, tem-nos dado um sem número de belas canções, dessas que o tempo se encarrega de perpetuar. Com Minta & The Brook Trout editou dois álbuns de originais e mais algumas gravações ocasionais, entre EPs e registos ao vivo, e chega agora a “Slow”, disco que marca o início da sua ligação à NorteSul / Edições Valentim de Carvalho.

Slow” é composto por onze canções que não fogem ao caminho trilhado pela banda até aqui. Momentos intimistas de desconstrução de uma assumida herança country, carregados de modernidade e de personalidade, destinados a amplificar o seu sentido à medida que envelhecem.

Num disco em que, mais uma vez, Francisca Cortesão divide a produção com Mariana Ricardo e se rodeia do talento de Bruno Pernadas, Margarida Campelo e Nuno Pessoa para a gravação, todos os elementos servem para sublimar a sua escrita, ou seja, as canções. Tudo construído com um cuidado extremo. Dos imaculados arranjos à maravilhosa capa da autoria de José Feitor. É raro o álbum que, ouvido vezes sem conta, tem tudo com peso, conta e medida. Nada está a mais, nem nada está a menos. “Slow” é um desses casos. Um disco destinado a ser um clássico..

 

Centro Cultural Vila Flor / Café Concerto (Guimarães)

21 de Maio 2016 | 00.00h

Rogério Cardoso Pires apresenta "Bagatelas"

No próximo sábado, 21 de Maio, o guitarrista Rogério Cardoso Pires vai apresentar no Teatro Miguel Franco, em Leiria, o seu primeiro disco a solo, intitulado "Bagatelas".

r.jpgphoto: Luis Belo

 

Bagatelas” é a expressão pessoal numa colecção de músicas que foram criadas em tempos e contextos pessoais diferentes, como uma reflexão ou resposta a diversos sentires e olhares sobre a Vida, as Pessoas, o Mundo. A sonoridade do disco é exclusivamente acústica e instrumental, evidenciando os matizes sonoros da guitarra, desde composições mais intimistas a outras com dinâmicas mais ritmadas.

 

Ao longo do seu percurso musical, Rogério Cardoso Pires tem tocado com diversos músicos, como João Afonso, Michel Sapateado - Cadernos de Viagens e Zeca Medeiros. Em Leiria, o músico contará com a participação especial de Filipe Vidal e Rui Fonseca na leitura de textos e declamação de poesia, respectivamente

 

Teatro Miguel Franco (Leiria)

21 de Maio 2016

Spookyman e Gipsy Rufina na Casa das Artes este Domingo…

No próximo domingo, dia 22 de Maio às 17h00, acontece mais uma sessão denominada de Dominguinho, na Casa das Artes Bissaya Barreto, em Coimbra. Desta vez com a estreia do italiano Spookyman, apadrinhado pelo regresso do também italiano Gipsy Rufina, na primeira parte.

spookyman.jpgSpookyman é o projecto do músico italiano Giulio Allegretti
Depois de ter feito um percurso que o levou a tocar em diversas bandas, foi aos 23 anos de idade que se decidiu a dar início ao seu projecto one man band. Ao vivo canta, toca guitarra, banjo, harmónica, kazoo, stomp-box e percussão, tendo no Delta Blues a sua grande influência.

gipsy rufina foto1.jpgGipsy Rufina é o projecto a solo do cantautor italiano Emiliano Liberali. 
Originário de uma pequena e claustrofóbica cidade no centro da Itália, enclausurada entre montanhas (o chamado Vale Santo), Emiliano desejava ver o que havia para além das montanhas. Depois da mudança para Roma e, posteriormente, vaguear durante meses pelos EUA, em 2004 doi para alemanha e começaram aí os concertos, aí e no Brasil, no Tahiti ou nas Ilhas Virgem. Até hoje, aqui. 

 

Casa das Artes Bissaya Barreto (Coimbra)

22 de Maio 2016 | 17.00h

Killimanjaro com novo EP a caminho… Lançamento do single "Hurry, Bury" e concertos de apresentação já marcados

O sucessor de "Hook" (2014), "Shroud", vem já no próximo mês. Os Killimanjaro adiantam um vídeo e algumas datas de apresentação. Depois de aperfeiçoarem a arte de disferir ganchos, os Killimanjaro desenvolveram a técnica de abordagem perfeita, entre o hastear de pavilhões, a execução perfeccionista de nós e uma síncope de riffs robustos e de corações cantantes que os mantém invictos nos sete mares e na arte de elaborar o metal até ao encantamento da pop.

untitled.jpgCom o seu artesanato refinado, e num só fôlego, o trio regressa às canções no dia 16 de Junho com o novo tento “Shroud”, que dissipa, de uma vez por todas, as dúvidas sobre o condão songwriter dos barcelenses.

"Hurry, Bury" é o primeiro registo conhecido do novo trabalho dos Killimanjaro, cujo vídeo foi realizado pela dupla André Mendes e Diogo Lima.

 

Os primeiros concertos de apresentação também já estão marcados:

16 Junho - Sabotage - Lisboa

18 Junho - Capitão 350 - Leiria

19 Junho - Baixaria - Porto

 

O "Hook" já alvoraçou eventos como o Vodafone Paredes de Coura, o Festival Reverence Valada e o SWR Barroselas Metalfest e catapultou os Killimanjaro para as bocas do Mundo.

A música presente no Festival de Timers.. Dixie Boys e Sequin entre outros

Nos dias 20, 21 e 22 de Maio, no Quartel da Serra do Pilar, terá lugar a 1ª edição do festival The Timers para todos os apaixonados pelo misticismo do passado. A par de toda a programação ligada às máquinas antigas, também a música estará presente durante o fim de semana.

GLAM- Sequin.jpegphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Com um cartaz 100% nacional, o The Timers traz concertos que põem lado a lado os êxitos do passado e as novas promessas da música atual, sempre com vista sobre o Douro. Do rockabilly dos anos 50 de Dixie Boys e o rock’n’roll dos anos 60 dos Lola Lola, a sonoridades mais contemporâneas como o surf rock dos The Miami Flu e a pop eletrónica de Sequin (na fotografia), o The Timers promete animação intemporal e para todas as idades.

 

Para além dos concertos, os DJs assegurarão que a música não deixa de tocar, com sets de artistas já bem conhecidos da noite do Porto como DJ Joe, Tomás Lobo, Francisco Aires Pereira e Just Honey.

 

21 de Maio

Warm-up - DJ Joe

17h00 - Lola Lola

18h30 - Sequin

20h30 - Tomás Lobo

23h00 - Dixie Boys

00h30 - Francisco Aires Pereira

 

22 de Maio

Warm-up - DJ Just Honey

18h30 - The Miami Flu

 

Mira, Un Lobo! com novo vídeo "Tramadol"

A música como catarse… um artista português é arrastado por uma crise existencial devido aos problemas económicos do país. Suaves cascatas de eletrónica mostram-lhe o caminho para sair dela. A intensidade catártica deste disco espelha a influência de artistas como Sigur Rós, M83, Julianna Barwick, Sufjan Stevens ou Fever Ray. Para benefício deste álbum tão íntimo, de Sousa compôs, escreveu e gravou as músicas em casa, sozinho, livre de horários ou prazos. O que começou como um diário musical evoluiu inconscientemente num álbum de pleno direito. Com a conclusão do processo criativo, de Sousa chamou vários amigos talentosos para, segundo ele, "limar algumas arestas". Ricardo Fialho co-produziu o álbum, Carlos Costa colaborou nas guitarras e Eli Fernandes nas segundas vozes. Um convidado muito especial também teve uma participação neste disco: “Usei a voz do meu filho, de quando ainda era bebé, no tema que dá nome ao disco.”

MIRA_UN_LOBO_3__Credit_Manuel_Manso_.jpgphoto: Manuel Manso

 

Que melhor maneira de dar voz à inocência e a novos começos? Apesar das quase paralisantes incertezas do atual clima económico que atingiu Portugal duma forma tão visceral, o disco de Mira, un Lobo! transmite a esperança de que um futuro melhor pode não estar fora do nosso alcance se mantivermos a calma. Não tanto a fuga cega como perspetiva pragmática, mas destacando e potenciando a arte como fonte para o rejuvenescimento e reabastecimento pessoal.

Sim, o perigo existe (afinal de contas existe um Lobo à espreita) mas escusa o sobressalto ("Heart Beats Slow" é o título do álbum) e vê o lobo pela desarmante e bela criatura que é e não como a ameaça que simbolicamente representa. Mira, un Lobo! despede-se no disco com uma introdução: "Não interessa onde estás. Coloca os auscultadores, fecha os olhos e deixa-te levar."

 

“Heart Beats Slow” é editado a 20 de Maio pela internacional Tapete Records.

 

PZ com novo Vídeo… "Bestas"

Aqui está o novo Videoclip de PZ do tema "Bestas" retirado do álbum "Mensagens da Nave-Mãe". O vídeo foi mais uma vez realizado por Alexandre Azinheira que desta feita foi buscar dezenas de caretos a Trás-os-Montes e largou-os no meio do Mercado do Bulhão para acabarem em festa com o PZ no Plano B no Porto.

image14634974811476.jpgE vai ser precisamente no Plano B o próximo concerto de PZ e da sua Banda Pijama.

É já esta sexta-feira dia 20 de Maio com os convidados dB (o beatmaker de "Cara de Chewbacca" e "Tu és a Minha Gaja") e os Olgoody's (que convidaram o PZ para participar no tema "O Porto É Isto Oblá"). Uma noite "100% Natural" com "Croquetes", "Dinheiro", e muitas coisas boas para fugir da "Neura" e das "Bestas".

Apareçam que vai ser fixe, e lembrem-se: Com PZ quem ganha é você!

Programação MOCHE ROOM dias 4 e 5 de agosto no MEO Sudoeste

O MOCHE ROOM regressa em 2016 para a celebração da 20ª edição do MEO Sudoeste. Os dois primeiros dias já têm a programação completa: SlimCutz & Ace, B26 e a Curadoria dos Orelha Negra com Orelha Negra DJ Set, Holly Hood, Slow J, DJ Kwan, Dynamic Duo, ProfJam, Maze e Nerve.

Newsletter_da_MNC_3.pngNo panorama actual dos Festivais, o MOCHE ROOM é um palco diferente. Vive da Música, mas também de experiências e temáticas desafiando o público a fazer parte integrante da animação. Aliado a conceitos, a uma crew de animação, e este ano, a uma estética e apresentação totalmentediferentes, nasce o MOCHE ROOM: Circus Edition. Um mundo circense que parte do imaginário infantil para um rasgo de atualidade para transportar todos os festivaleiros a um lugardivertido, com umtoque de (muita) loucura, rebeldia e diversão.

Não é o Circo dos animais, não é o circo dos palhaços é o MOCHE ROOM Circus Edition.

 

4 de agosto:

MOCHE FREAK SHOW PARTY.

Festa de lançamento do Circo com o Anão, faquires a engolir facas, QuimGaja (transexual de acordeão), a mulher de barbas Mamalhoa (Mulher com mamas Ana Malhoa), Dominatrix da Roda de castigos, Luchador Mexicano e o Surf Clown.

Os artistas musicais convidados para a primeira noite serão:

B26 (nome da editora de Big Nelo): vindos de Angola, com o nome da editora de Big Nelo, são Lil Saint, Cef, Young Double e o próprio Big Nelo. Chegam com a coletânea “Legado da Lenda” e com ela trazem as sonoridades Guetto Zouk, o R&B e o Hip-Hop.

SlimCutz & Ace: dupla formada por um dos melhores DJs portugueses e pelo fundador dos Mind Da Gap e uma referência como MC.

 

5 de agosto:

MOCHE Rap Battle.

Em competição, os melhores rappers festivaleiros e alguns profissionais. A música, de qualidade impar, chegará com a Curadoria dos Orelha Negra:

 

Holly Hood: rapper da Azambuja que se estreou este ano pelo selo independente Super Bad, com “O Dread Que Matou Golias“.

Slow J: músico, produtor e engenheiro de Setúbal, João Batista Coelho (a.k.a. Slow J) vem apresentar o EP “The Free Food Tape”.

DJ Kwan: uma das maiores referências do Djing nacional, vem mostrar que “Good Things Don´t Come Easy”, o nome do seu primeiro single a solo.

DYNAMIC DUO: dupla constituída pelo Dj Cruzfader (Orelha Negra, Sam The Kid, Mundo Segundo) e Stikup, Dj oficial da radio Mega Hits, dois turntablists de eleição.

ProfJam: autor do hit "Mambo nº1" a meias com Mike El Nite, e responsável pela mixtape TBBT que contou com alguns milhares de views no Youtube.

Maze: MC dos Dealema vem apresentar o LP homónimo em nome próprio, disco intimista e confessional aonde as rimas se embalam em jazz, soul, disco, reggae e funk.

Nerve:, um dos mais incríveis MCs nacionais e que conta com o disco "Trabalho & Conhaque - A Vida Não Presta & Ninguém Merece a Tua Confiança".

 

E, como não podia deixar de ser, os Orelha Negra em formato DJ Set.

 

Ney Matogrosso… “Atento aos Sinais” e de regresso a Portugal

Senhor absoluto do seu próprio tempo e espaço, Ney Matogrosso regressa a Portugal para dois concertos em Outubro. Na bagagem traz “Atento aos Sinais”, o seu mais recente projecto, que inclui temas dos consagrados Caetano Veloso, Itamar Assumpção e Paulinho da Viola e dos emergentes Criolo, Vítor Pirralho ou Dani Black... Afirmando-se como intérprete incapaz de compor, Ney Matogrosso está atento aos novos autores, que encontra na internet ou que o procuram no final dos espectáculos.

ney.jpgNeste espectáculo, porque com Ney os concertos são sempre espectáculos!, o cantor brasileiro apresenta-se com a exuberância que o caracteriza, figurinos ousados e um repertório que combina temas clássicos com as novidades: “Atento aos Sinais é um show que me aproxima dos meus tempos de Secos & Molhados, mas é sobretudo um show pop. Sou um artista que gosta de arriscar.”

 

A seu lado em palco, Sacha Amback (direcção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga  (baixo), André Valle (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone).

 

Coliseu (Porto)

2 de Outubro 2016 | 21.30h

 

Casino Estoril / Salão Preto & Prata (Estoril)

4 e 5 de Outubro 2016 | 22.30h

 

ZDB apresenta… Geneva Jacuzzi | Jejuno

Geneva Jacuzzi… Transmutação pop.

Há quase uma década que a norte-americana Geneva Garvin (Jacuzzi enquanto entidade artística) parece comprometida nessa tarefa que se vem assumindo como filosofia ongoing. Veste do avesso as roupagens menos habituais da electrónica, inspiradas pela intuição punk e pelo borbulhar vintage de sintetizadores descontinuados. A genética de veludo, néon e naftalina desde logo a colocou lado a lado com outros celebrados autores lo-fi desta época tais como Nite Jewel, Maria Minerva e, obviamente, Ariel Pink. Algures em 2008, deu-se uma era dourada para esta geração patrocinada por uma blogosfera realmente atenta ao que se ia passando fora do radar – espaços como Altered Zones, Rose Quartz ou 20jazzfunkgreats deram o seu precioso contributo. Dir-se-ia que a partir daí cada um seguiu caminhos diferentes, junto de múltiplos públicos e seguramente em maior escala. No caso de Geneva contudo, manteve-se no seu habitat primordial, centrada em apresentações fortemente performativas em espaços auto-sustentados ou galerias de arte assim como a aposta em edições de autor.

0006385745_10.jpgErrante, todavia sempre produtiva, há demasiado tempo que não se escutavam sequer escassos ecos do que vinha então a produzir. Até que este ano surge Technophelia, primeiro acervo de composições, num intervalo de quase cinco anos, e gravado num estúdio dito profissional. Não deixa de ser curioso que tenha sido uma editora especializada em reedições, a mui recomendável Medical Records, a pegar nesta fase 2.0 de Geneva Jacuzzi. Isto pelo factor extemporâneo que mantém, como objecto fora do seu tempo. Na realidade, essa intermitência de outputs não trouxe exactamente uma figuração radical do que até aqui vinha a ser entendido como algo já familiar.

A dark wave fumarenta e vagamente erótica continua a palpitar em cada tema-portal de Technophelia. O que se encontra para lá são frames de uma saudável overdose VHS algures entre o oculto de Kenneth Anger ou Jodorowski e a tensão de Carpenter, acompanhada pelo manto electro psicótico germânico que resgata pistas a Nina Hagen ou Gina X. A infusão destes elementos acaba por se enlaçar a um elaborado groove noctívago, pejado de referências, por vezes até largamente díspares (pense-se em ambientes lounge exotica, toadas industriais ou até mesmo found sounds).

 

Quem se cruzou com a estreia nacional de Geneva, algures em 2009, assistiu não a um concerto no conceito mais tradicional do termo, mas sim a um momento de expressividade extra-musical. Como artista visual que é, há que esperar neste regresso – que representará certamente novidade para alguns – um robusto apelo aos sentidos. Se preferirem, um ‘walk on the wild side’ encaminhado por uma das freaks mais deliciosas da nossa actualidade

 

Galeria ZDB (Lisboa)

19 de Maio 2016 | 22.00h

Quinta do Bill regressam aos originais com "Todas as Estações"

Há bandas assim, que nos recolhem e deixam em “Todas as Estações”. É esta a proposta do 8º álbum de originais da Quinta do Bill, em 29 anos de carreira, num passo em frente determinado e rumo a um positivismo raro nos dias que correm.

capafnal.jpgFaz Bem Falar de Amor” assume as raízes africanas e a urgência do amor e é o mote de arranque para uma coleção de canções impossíveis de contornar, num suceder de estados de alma que nos transportam por “Todas as estações” da música popular, da pop de “Porque Há-de Ser” ao rock alternativo de “Rir”, do tango de “A Tarde Cai“ ao folk-rock de “Tantas voltas por trocar”. “Todas as Estações” é também um convite às Histórias e aos Afetos, aqui contados por José Luis Peixoto, Moz Carrapa, Sebastião Antunes (Quadrilha), João Afonso e Pedro Malaquias.

Gravado em Paço D’Arcos, o álbum vai sair para o mercado em 27 de Maio e voltou a contar com a produção de Nuno Rafael (Sérgio Godinho e Humanos), numa (re)experiência de contágio imediato: sons cheios e diretos, quase à flor da pele, num redescobrir de uma identidade folk intensa, mas profundamente orgânica, quase poética, como o dramático “Todas as Estações, Invernos e Apeadeiros”.

 

O video de "Faz Bem Falar de Amor" realizado em animação 2D e 3D foi pensado e idealizado pela Quinta do Bill em conjunto com a equipa de realização e produção liderada por Jorge Ribeiro, pretende passar uma mensagem clara da importância do diálogo, da importância do amor.

O amor positivo, sem violência. A história retratada no vídeo leva-nos também para um imaginário onde não há impossíveis, onde não há barreiras.

 

Twin Transistors apresentam "Sun of Wolves" em Lisboa, Leiria e Porto

"Estes gajos são uma locomotiva em movimento. Veloz e feroz. Um rolo compressor. Motorik alimentado a rajadas psicadélicas. Experimentalismo tornado canção. Com peso, densidade e potência. OsTwin Transistors não brincam em serviço e "All In" está aí para o provar." - Vice Portugal

twin.jpgAssim foi lançado o mote para “Sun of Wolves”, o primeiro disco dos Twin Transistors, cuja apresentação desce à capital no próximo dia 20 de Maio, pelas 23h, no Sabotage, com primeira parte de Serushiô! Segue-se no dia seguinte, 21 de Maio, o Beat Club e dia 27 de Maio o Hard Club, na companhia dos Nice Weather For Ducks que também apresentam o seu mais recente disco, "Love Is You And Me Under The Night Sky".

Se inicialmente a sonoridade dos Twin Transistors era caracterizada por sintetizadores e teclados e influenciado por Sonic Boom/Spectrum, LCD Soundsystem, com algumas nuances de experimentalismo, actualmente caminham para um psicadelismo em formato canção, com influências de Spacemen 3, Spiritualized ou Brian Jonestown Massacre.

 

Produzidos, gravados e misturados por João Santos (membro dos The Allstar Project e produtor de Born A Lion, First Breath After Coma e Nice Weather For Ducks), os Twin Transistors transpiram rock, groove e alma. O video para esta "All In" foi realizado, filmado e montado por KID RICHARDS, e Sun of Wolves, o disco longa-duração, já se encontra disponível para audição e compra nas plataformas digitais.

“Memory Tracks”… o EP estreia de Antenna Happy na Discotexas

A Discotexas dá as boas-vindas a uma nova cara vinda do UK, Antenna Happy, com o EP “Memory Tracks”.

artworks-000162835147-jfjbv7-t500x500.jpgAntenna Happy é Nathan Pope.

Com um passado religioso, acompanha o movimento e festas de House e Techno desde jovem por todo o Reino Unido. Vindo de Brighton, e depois de uma pequena pausa em 2014, este artesão de beats com a paixão pela electrónica, já editou com selos da Tenth Circle, Reinhardt e a própria editora Antenna Happy. 

Traz-nos desta vez e em glória “Memory Tracks”, um EP virado para a pista, composto por 3 sólidas faixas com grooves de house, synths narcóticos e alucinogénicos que colam o disco e techno.

 

 

Electric Pyramid… a derradeira confirmação para o Rock in Rio (Lisboa)

A pouco menos de 24 horas do inicio da edição de 2016, O Rock in Rio - Lisboa apresenta Electric Pyramid no Palco EDP Rock Street já na sexta feira, dia 20 de Maio, pelas 21h30. A banda londrina cativou a direção artística do evento que, mesmo tendo o cartaz desta edição fechado, será o palco da sua estreia em Portugal. Apadrinhados por Jim Beach, nome incontornável no panorama da música, a banda que tem vindo a acompanhar a tour dos Queen estreia-se, agora, em Portugal, onde pretendem mostrar a sua criatividade e o lado intimista que preconizam nos seus concertos. “É uma oportunidade incrível para nós. Só queremos tocar a nossa música e partilhá-la com o maior número de pessoas possível. Se a nossa música inspirar o público para fazer a sua própria música, ou cantar a nossa música, é fantástico”, sublinha a guitarrista Linda.

electric_pyramid_.jpgOs Electric Pyramid, banda oriunda do norte de Londres, encontram-se neste momento a gravar o seu primeiro álbum com o produtor John Cornfield (também produtor dos Muse). A banda começou por tocar no The Silver Bullet, um dos poucos locais de música independente de Londres, e partilham uma enorme paixão pelo rock revisitando Pearl Jam, Nirvana, Led Zeppelin, Foo Fighters e Queens of the Stone Age.

 

Composta por músicos internacionais, Linda e Marco, ambos italianos, Oli do Reino Unido e Emma, inglesa, sempre viveram perto uns dos outros e começaram por tocar no barco de Oli tornando-se depois numa verdadeira família. Todos eles já passaram por outras bandas anteriormente e Linda é também uma personalidade reconhecida no movimento londrino “Women In Rock”. Com uma tour prevista para os EUA na segunda metade de 2016, Electric Pyramid querem também entrar noutros mercados menos tradicionais como a Rússia.

 

Lisboa String Trio em concerto com novo disco “Lisboa” em Portugal e Espanha

Lisboa” o novo disco dos LST - Lisboa String Trio, conta com recentes composições de José Peixoto e uma do contrabaixista Paulo Paz, bem como de temas extraídos do universo da Guitarra de Lisboa dos autores Jaime Santos, José Nunes, Domingos Camarinha, Casimiro Ramos e Francisco Carvalhinho, numa clara homenagem à guitarra portuguesa e seus clássicos instrumentais, aqui interpretados com nova roupagem e marcados com a identidade do LST.

pjz3_6786Editar1.jpgphoto: Baly

 

Lisboa” que recebeu as melhores críticas, é o sucessor de “Matéria” primeiro disco do trio, editado em 2014 e vencedor do Prémio Carlos Paredes´15 atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

 

Próximos concertos:

20 de Maio – Fórum Municipal Romeu Correia – Almada

19 de Junho – Dia Grande – Herdade do Esporão - Reguengos de Monsaraz

28 de Julho – 3º Festival Internacional de Música do Marvão – Castelo de Marvão

30 de Julho – 3º Festival Internacional de Música do Marvão – Igreja de Espírito Santo

5 de Agosto – Castelo de Santa Catalina – Cádiz (Espanha)

The Rolling Stones reeditam “Stripped” em edições de luxo

Em 1995, durante a aclamada “Voodoo Lounge Tour”, que na altura passou por Portugal, pelo antigo Estádio José de Alvalade, em Lisboa, os The Rolling Stones lançaram “Stripped”, disco e documentário que mostravam a banda em versão “unplugged”, reunindo gravações de concertos mais intimistas em Londres, Amesterdão e Paris, com canções registadas em estúdio, inclusivamente em Lisboa.

00-Rolling Stones - Rock in Rio.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Agora o grupo acaba de revelar que a 3 de junho reeditará “Stripped” em várias edições de luxo, agora sob o nome “Totally Stripped”. “Totally Stripped” estará disponível em DVD, Blu-ray, DVD CD, DVD 2LP e ainda uma edição de luxo com 4DVD CD.

A edição deluxe, também a ser lançada em formato Blu-ray, inclui não só os concertos completos que na altura os Rolling Stones deram no Paradiso, em Amesterdão, na Brixton Academy, em  Londres, e no L’Olympia, em Paris, revelando desta forma uma série de imagens até hoje inéditas, mas também uma nova versão do documentário “Stripped”, com material nunca revelado, e um livro de fotografias de capa dura, com 60 páginas. A edição em CD que agora chegará às lojas não inclui as canções que a banda na altura gravou em estúdio para o projeto, nomeadamente em Portugal, mas revela novos temas gravados ao vivo nestes três concertos pela Europa.

 

Totally Stripped” mostra-nos o lado mais íntimo, emotivo e revelador dos Rolling Stones, sendo, por isso, uma edição que nos permitirá descobrir mais profundamente esta banda incontornável.

 

De lembrar que inaugurou recentemente na Saatchi Gallery, em Londres, a exposição “Exhibitionism”, que reúne mais de 500 objetos relacionados com a história dos Rolling Stones, mostrando, inclusivamente, as suas colaborações com artistas de outras áreas, como Andy Warhol, Alexander McQueen, Shepard Fairey, Ossie Clark, Martin Scorsese ou Tom Stoppard.