Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Amplifest Session: The Body + Full of Hell

As Amplifest Sessions dão o mote de arranque para o fim-de-semana de concertos que transforma o Hard Club do porto no ponto de partida para uma experiência em torno dos mais interessantes grupos da música extrema (e não só) mundial. Em Lisboa e no Porto, as Amplisessions 2016 fazem-se pelas mãos das duas bandas que mais têm alargado fronteiras na música extrema, explorando de forma aventureira as zonas cinzentas dos géneros por onde rasgam e explodem.

The-Body-Metal.jpgphoto: Arquivo /DR

 

A erupção do Amplifest será antecedida por duas premonitórias nuvens de fumo negro, com os The Body e os Full of Hell a apresentarem-se em Lisboa e no Porto para duas Amplifest Sessions. A marcha dos The Body é lenta e pesada, enquanto os Full of Hell correm veloz e caoticamente, mas o destino e o propósito de ambos são idênticos: elevar o negrume e a fealdade a niilistas descargas de decibéis que afrontam os limites da música e da psique.

Inumana e anti-humana, a música dos The Body é a macabra criação de quatro mãos decididas e uma voz lancinante – a dupla é formada pelo vocalista/guitarrista Chip King e pelo baterista Lee Bufford – que, adjuvadas por uma parede de amplificadores, arquitectam uma imprevisível e perturbadora teia de doom, sludge e noise.

Após uma série de colaborações, os The Body estão prestes a regressar às edições em nome próprio com o apropriadamente intitulado “No One Deserves Happiness”, que sairá de novo sob a chancela Thrill Jockey, e que apresentarão nesta sua estreia em Portugal, para além de revisitarem a sua também fundamental discografia anterior.

Depois da estreia no Amplifest 2015, os Full of Hell regressam a Portugal para reiterar que a juventude não é sinónimo de imaturidade: apesar da tenra idade dos músicos, são são já das mais relevantes e inovadoras forças do movimento grindcore, estilo a que amalgamam virulentas descargas de harsh noise. Depois de uma colaboração com o mestre nipónico Merzbow, o próximo trabalho tratar-se-á, justamente, de um esforço conjunto com os colegas de estrada The Body, que carregará o selo Neurot Recordings.

 

As duas bandas apresentarão sets completos, em formato de co-headline.

 

Musicbox (Lisboa)

25 de Abril 2016 | 21.30h

 

Cave 45 (Porto)

26 de Abril 2016 | 21.30h

Ana Zanatti com “Porto de Encontro” marcado para domingo

A atriz e autora de um dos livros mais marcantes dos últimos meses estará na Casa das Artes, às 17:00. Pouco tempo depois do lançamento do livro “O Sexo Inútil”, Ana Zanatti vai ao “Porto de Encontro” como convidada de Sérgio Almeida para mais uma sessão deste ciclo de conversas com escritores, que desta vez terá lugar na Casa das Artes, às 17:00, no próximo domingo, 24 de abril.

ana.jpgAna Zanatti é reconhecida pelo grande público, justa e merecidamente, pelo seu percurso de a triz no teatro, cinema e televisão. Mas neste “Porto de Encontro”, o foco incidirá na escritora Ana Zanatti a propósito do seu livro “O Sexo Inútil”, publicado recentemente pela Sextante Editora (e já na 2.ª edição), cujo impacto (enorme) junto dos leitores foi antecipado pela escritora Lídia Jorge no posfácio que acompanha o livro:

“O Sexo Inútil veio para fazer refletir, deitar ao chão preconceitos e máscaras, romper o cerco de silêncio em que vive boa parte daqueles a quem a expressão livre da sua identidade é negada”.

 

De referir que esta sessão contará com vários momentos de leituras, protagonizados pela própria Ana Zanatti e pelos também atores Emília Silvestre e Jorge Pinto. Este “Porto de Encontro” conta com a colaboração da Direção Regional de Cultura do Norte e tem o apoio do Jornal de Notícias, Antena 1 e das Livrarias Bertrand, e acontece na Casa das Artes, no mesmo dia em que decorre, naquele espaço, a 35.ª edição do “FAZER A FESTA – Festival Internacional de Teatro”, organizado pelo Teatro Art'Imagem

Mumford & Sons estão de volta com o EP "Johannesburg"

Os Mumford & Sons acabam de anunciar o lançamento de um novo EP, feito com Baaba Maal, Beatenberg e The Very Best, intitulado "Johannesburg" e com data de edição marcada para o próximo dia 17 de junho. Este conjunto de canções foi gravado nos estúdios da The South African Broadcasting Corporation, em Joanesburgo, durante dois dias e duas noites consecutivas, tendo sido produzido não só pelos Mumford & Sons mas ainda por Johan Hugo, o "maestro" da música eletrónica dos The Very Best.

O primeiro single, "There Will Be Time", entrou diretamente para o 1.º lugar do top da África do Sul aquando do seu lançamento, no final de janeiro.

mum.jpgphoto: Promo /DR

 

No início deste ano os Mumford & Sons embarcaram numa histórica e esgotada digressão por África do Sul. Este é, habitualmente, um país que não faz parte das digressões, mas os Mumford & Sons nunca seguiram por caminhos previsíveis, não faz parte do seu ADN.

 

Inicialmente foram marcadas algumas datas provisórias, mas uma digressão na África do Sul não segue os mesmos trâmites que outra qualquer. No entanto, rapidamente os bilhetes para esses primeiros concertos esgotaram o que encorajou a banda a marcar mais espetáculos na Cidade do Cabo, Durban e Pretória. Também esgotaram. O grupo chega às primeiras páginas de jornais. Os fãs ficam descontentes e consternados, não tinham sido marcados concertos suficientes. A digressão começava a ganhar contornos de um fenómeno. 85 mil bilhetes acabaram por ser vendidos dos seis concertos ao ar livre. Os The Very Best foram essenciais nesta viagem à África do Sul, não só porque faziam parte do alinhamento da digressão, mas também em conseguir reunir uma equipa para fazer parte da experiência de estúdio. Foram a “cola” entre todos, como refere Ben Lovett.

Com os The Very Best prontos para entrar em estúdio com os Mumford & Sons e o filho preferido do Senegal, Baaba, disponível à distância de um mero telefonema, era preciso convidar uma jovem banda sul-africana que unisse os vários pontos e que também servissem como guias. Foi então marcado um estúdio em Joanesburgo, mas um estúdio nada convencional, isso teria sido muito fácil. Instalaram-se então na South African Broadcasting Corporation, que tinha duas salas e o ambiente certo. Aí gravaram este "Johannesburg", um conjunto de canções de fusão tropical, com contribuições únicas da voz de Baaba Maal, dos The Very Best e dos Beatenberg, numa mescla sonora com a identidade dos Mumford & Sons que torna tudo isto uma festa sem precedentes.

 

Este verão o grupo vai regressar às digressões, no Reino Unido, e serão acompanhados pelos Alabama Shakes e Wolf Alice.

3ª edição Rosário Beach Party com cartaz fechado...

O Rosário Beach Party é um festival anual de Verão que se realiza no Parque das Merenda junto à praia fluvial do Rosário, concelho da Moita, organizado pela Comissão de Festas em parceria com a União de Freguesias Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos.

rbp2015_1.jpgphoto: Rosário beach party Promo

 

Pretende-se que este evento seja um marco na dinamização cultural desta freguesia, mas também do concelho e do distrito, tendo a primeira edição (2014) cerca de 2000 visitantes e a segunda (2015) mais de 2500 visitantes, com um publico alvo muito abrangente graças à grande diversidade musical, que passa pelo rock, reggae e a musica electrónica.

 

A terceira edição, irá decorrer nos dias 1, 2 e 3 de Julho de 2016 estando o cartaz já fechado com os seguintes nomes:

Zona Electrónica: Anna Wild, Chadubritt, Diego Miranda, Duende, Krash, Kush, Manelinho, Nox, Pemba, Poppy, Selecta Not Bluff, Supa Dust Man, Synthom, Tinker

Bandas: Negative Creeps (Tributo a Nirvana), Os Compotas (Funky), Pearl Band (Tributo a Pearl Jam), Pista (Rock), Urbanvibsz (Reggae). ZOP

Festival de Guitarra… "Poeta de Cordas" em Bragança (The Saga of John Fahey)

Mais que um documentário que busca a verdade em relação à identidade do músico, esta é uma narrativa real, na primeira e terceira pessoa do singular, sobre o espírito insatisfeito e solitário do guitarrista que transformou a face da música folk americana nas últimas décadas. Da paixão pelo Delta blues ao fascínio por expressões culturais externas, este retrato fiel não se limita no entanto a delinear apenas o mito e a lenda; nele penetramos também no lado sombrio, desgraçadamente humano, de traumas, vícios e equívocos de uma alma essencialmente desajustada neste mundo que nem por isso deixava de tecer delicadas e complexas odes à beleza que vagueava a sua mente. Através de testemunhos de amigos, família ou colaboradores como Joey Burns (Calexico), Peter Townshend (The Who) ou Keith Connolly (No Neck Blues Band), as peças vão-se encaixando, ao sabor dos relatos, nessa eterna busca da personagem Blind Joe Death.

Image5.jpgDe forma brilhante, o trabalho de Cullingham expõe a nú a estranha familiaridade que cada um de nós sente ao cruzarmo-nos com o grandioso legado involuntário que Fahey deixou para trás. Poeta de cordas, músico de canvas, defensor do empírico; uma pessoa tão peculiar quanto a sua música.

 

Auditório Paulo Quintela (Bragança)

7 de Maio 2016 | 18.00h

 

Festival de Guitarra… "Poeta de Cordas" em Bragança (Filho da Mãe)

Queda livre. Um mergulho na terra, na pedra que se faz mar, lá no fundo onde se preparam cristais. Foi com o centro do planeta, com a força de atracão de cada pedra a contrastar com a sua frieza e a procurar quebrar separações físicas que Filho da Mãe se fechou no coro alto do Mosteiro de Rendufe, em Amares, dedicado à feitura de um longa-duração em comunhão com o Minho.

Image4.jpgEm “Mergulho”, também Rui Carvalho se diluiu no tempo e no espaço, tornando permeável o registo que até então cunhava como algo só dele — o que partilhou retornou-lhe maduro, melodioso e doce, em contraste com as incursões mais intempestivas e desenfreadas de outros tempos. “Mergulho” é permeável à pedra, à terra e à gente que o rodeia, é um disco de Filho da Mãe que transpira espaço e transcende dimensões, imergindo-se no bucólico para o desconstruir num exercício de cubismo sónico, impregnado de efeitos e das reverberações naturais do cenário improvisado pelos Estúdios Sá da Bandeira.

 

Domus Municipalis (Bragança)

7 de Maio 2016 | 16.30h

José valente… Entre a gaiola e o céu: Os Pássaros Estão Estragados?

Queremos celebrar o 25 de Abril para que a memória não nos falhe, sem temer sair da gaiola e voar pelo espaço da nossa Liberdade. Procuramos, por isso, criar sentidos novos e partilhar caminhos através da música, partindo do disco “Os pássaros estão estragados”, do músico e compositor José Valente, produzido pela JACC Records.

O título do disco, e partes dos textos que o integram - ditos pelo ator Ricardo Seiça Salgado - pertencem ao livro do escritor Afonso Cruz, 'A boneca de Kokoschka'. Estes pássaros estragados, enquanto metáfora para a Liberdade, serão o repto para escutar e conversar, enquanto atos de cidadania.

GLAM - Jose Valente.jpgphoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

José Valente é compositor e violetista.

Prémios: Menção Honrosa no Prémio de Composição Lopes-Graça 2009; vencedor do concurso de projetos artísticos Serralves em Festa 2010; Novo Talento Fnac 2014; único português detentor do título The Hannah S. and Samuel A. Cohn Memorial Foundation Endowed Fellowship, recebido após realizar residência artística na Djerassi Residency Artists Program, na Califórnia, EUA.

Trabalhou com Paquito d’Rivera, Dave Douglas, Don Byron, entre outros.

Em concerto destaca-se: Carnegie Hall (solista convidado), Dizzy’s Club at Lincoln Center, Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, Fundação Serralves, Festival Paredes de Coura, Festival Imaxinasons, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Maria Matos, Union Square Park de Nova Iorque (concerto a solo).

Participa frequentemente em projetos multidisciplinares com vários artistas da cena contemporânea portuguesa.

 

Salão Brazil (Coimbra)

25 Abril 2016 | 22.00h

Festival de Guitarra… "Poeta de Cordas" em Bragança (Norberto Lobo)

Norberto Lobo é, aos 30 anos, considerado como um dos melhores guitarristas portugueses da atualidade e um dos melhores de sempre, primando pela sua composição criativa a solo. Influenciado pela obra do mestre Carlos Paredes, entre outros, editou recentemente Mogul de Jade, um disco em que se junta a João Lobo. Autor de quatro álbuns – Pata Lenta; Mudar de Bina, Fala Mansa e Mel Azul – com este último nomeado para melhor álbum independente europeu de 2012. É ainda conhecido como cofundador dos grupos Tigrala, Coletivo da Páscoa e Norman.

Image3.jpgChegou “Fornalha”, álbum a solo, e chegou logo depois Oba Loba, composto com o baterista João Lobo e gravado pelos dois (une-os o apelido e a música, não laços familiares) com um quinteto de músicos amigos criteriosamente selecionado. Norberto Lobo, é dele que falamos, em dose dupla.

A edição destes dois álbuns tão distintos é uma coincidência. Mas a diversidade das abordagens musicais, o gosto pela partilha e contaminação faz parte do percurso deste músico chamado Norberto, incontornável na música portuguesa atual, a quem calhou ser guitarrista de génio. Conhecê-lo assim, em dose dupla, criatividade a abraçar expressões diversas, é conhecê-lo por inteiro. Ou quase

 

Centro Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança)

7 de Maio 2016 | 22.00h

Luis Albert Segura …. no NOS Alive ‘16

A 10.ª edição conta com mais uma confirmação. L.A., Luis Albert Segura, vai subir ao Palco Heineken dia 7 de julho para apresentar o seu mais recente album de originais “From The City to The Ocean Side”, editado em maio de 2015.

la.jpgphoto: Indiefermag

 

O quarto longo duração do artista maiorquino foi gravado e misturado nos estúdios Tackyland, em Los Angeles, na Califórnia. Luis A. Segura juntou forças com os músicos Americanos Kyle Krone e Matt Wignall, que não só produziram o disco, como também colaboraram na composição das letras, da imagem e dos video dos primeiros singles apresentados, “Secrets Undone” e “Love Comes Around”.

A banda está estabelecida na bonita ilha de maiorca Maiorca, mas foi na Califórnia onde Luis encontrou inspiração. L.A. foi responsável pela abertura de concertos como Arcade Fire, New Order, Placebo, Muse, Franz Ferdinand ou Muse.

L.A é acompanhado em palco por Pep Mulet (guitarra), Ángel Cubero (baixo) and Dimas Frías (bateria).

Festival de Guitarra… "Poeta de Cordas" em Bragança (Glenn Jones)

Glenn Jones, artesão musical, começou a deixar a sua marca artística na banda Cul De Sac, grupo com vários discos lançados e que vincou um som característico à base da experimentação a que alguns quiseram simplesmente chamar Post-Rock. Durante a sua vida uma das influências presentes tem sido a de Jonh Fahey, um génio da guitarra que acabou por colaborar com o próprio Glenn Jones em disco, estava consumada a união de dois mestres. O brilho de Glenn Jones surge num estilo próprio com ligações musicais a artistas como James Blackshaw ou Robbie Basho. Deste último também se inspirou nas raggas indianas com as suas vibrações características.

Image2.jpgTudo músicos que têm deixado o seu cunho através da guitarra para daí arrancarem alguns dos sons mais bonitos e únicos dos últimos anos. Glenn não é apenas um evangelizador da música tradicional americana bem ao jeito de Fahey, há nele uma naturalidade na experimentação de novos ambientes que o coloca ao lado de talentos como Sir Richard Bishop ou Ben Chasny. Glenn Jones já tem muitos anos de música na ponta dos dedos levando-o também a modificar as guitarras que usa, retirando daí tonalidades distintas que podem ser ouvidas em trabalhos como o último “Against Which the Sea Continually Beats”, um dos melhores de 2007. Falar de um virtuoso como Glenn Jones não é apenas falar da técnica apurada mas também de emoções que são impossíveis de resistir. Música instrumental que serve como elo para esse estado emocional onde meras palavras não chegam para fazer justiça. Descubram a linguagem de Glenn Jones e tudo será diferente.

 

Centro Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança)

7 de Maio 2016 | 23.00h

Festival Internacional de Música de Verão de Paços de Brandão... A programação

A 39ª edição decorre de 7 de Maio a 24 de Junho e é dedicado aos Grandes Intérpretes.

Santa Maria da Feira vai receber diversos concertos com solistas internacionais premiados nos concursos Tchaikovsky e Queen Elisabeth acompanhados por orquestras e maestros portugueses.

O Concerto inaugural vai ter a estreia da Orquestra Euro-Atlântica no Europarque e espectáculo de encerramento com a fadista Cuca Roseta.

untitled.jpgO Festival Internacional de Música de Verão de Paços de Brandão (FIMUV) é um projeto cultural, que visa promover uma cultura de qualidade, que potencializa a capacidade criativa local e nacional, e diversifica a oferta cultural, alargando-a aos diversos tipos de público. Aposta na difusão de projetos em diversas vertentes musicais, tais como a música erudita, ligeira, étnica, o jazz e o fado.

 

Com o epíteto “Grandes Intérpretes”, a programação da 39ª Edição do Festival Internacional de Música de Verão de Paços de Brandão (FIMUV), não é mais que a consagração da vertente internacional. Continuando a apostar na qualidade dos intérpretes portugueses, muitos deles vagueando pelo mundo demonstrando o seu mérito artístico, este ano, o Festival é marcado pela presença de exímios solistas premiados nos mais destacados concursos internacionais. Na senda de edições anteriores, o FIMUV, para além da valorização pedagógica e dos nossos jovens, faz a sinergia da música erudita com outros géneros musicais, como a música ligeira e o fado