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Glam Magazine

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Os Editors em concerto na Queima das Fitas - Coimbra

Os britânicos Editors são a mais recente confirmação para o cartaz das noites do Parque, integrado na Queima das Fitas de Coimbra

Editors-Photo-by-Rahi-Rezvani.jpgPhoto: Rahi-Rezvani

 

Seguindo uma linha musical indie rock/post-punk tem como membros Tom Smith, Russ Leetch e Ed Lay.

Chris Urbanowicz, um dos membros originais da banda, saiu em 2012, entrando para o seu lugar Justin Lockey e Elliott Williams, formação que se mantêm até a atualidade. Surgidos em 2002, o seu álbum de estreia, “The Back Room” surge apenas em 2005.

A discografia dos Editors conta com os seguintes trabalhos:

“The Back Room” (2005)

“An End Has a Start” (2007)

“In This Light and on This Evening” (2009)

“The Weight of Your Love” (2013)

“In Dream” (2015)

Atualmente em digressão, com o seu mais recente trabalho, a banda britânica é presença assídua nas tabelas de vendas, sobretudo no Reino Unido e na Bélgica onde sucessos como “Blood”, “Munich”, “Smokers Outside the Hospital Doors”, “No Sound But the Wind”, e do último álbum “Marching Orders” e “Life Is a Fear”, conquistaram os fãs…

 

Dia 7 de Maio em Coimbra.

Festival Rock Nordeste 2016....

Dois anos depois de regressar com um novo formato, o Rock Nordeste está de volta para o terceiro ano. A 1 e 2 de julho, sexta e sábado, respetivamente, os melhores nomes da música portuguesa apresentam-se no Parque Corgo, margem esquerda do Rio Corgo, e no Auditório Exterior do Teatro de Vila Real. A entrada é livre e oferece dois dias repletos da melhor música que se faz no país.

Rock Nordeste 2014 © Lino Silva 2014-06.jpgPhoto: Lino Silva

 

O festival, que nas duas anteriores edições levou mais de vinte e duas mil pessoas à relva do Parque Corgo, assume uma aposta no melhor da atualidade da música moderna portuguesa. Pelo festival, ao longo de duas edições, passaram nomes como Dead Combo, Capicua, Batida, Moullinex, peixe:avião, Sensible Soccers, Glockenwise, Throes + The Shine ou Octa Push.

 

O Festival do Rock Nordeste tomou em 2014 um novo espaço no coração da cidade de Vila Real. Movendo-se do Complexo de Codessais para o Parque do Corgo, mas continuando ao sabor do Rio Corgo, um dos ex-libris da cidade, o Rock Nordeste assumiu uma nova localização, trazendo-lhe mais dinâmica, como se comprovou na edição transata.

Na edição de 2016, a aposta recai novamente na composição por dois palcos – Palco Parque e Palco Teatro.

 

O festival Rock Nordeste é uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Real

Germano apresenta… “Take me away”

Após vários projectos entre os quais se destacam os “Fool Moon Cool”, GERMANO é o primeiro projecto em nome próprio de Carla Germano Lopes, cantora com raízes do norte de Portugal e com um crescimento em solo alemão. O nome escolhido passa por homenagem ao sangue e aos laços de família, bem como pela dualidade e androginia e vontade de quebrar rótulos, sempre com a intensidade muito própria que GERMANO coloca nas suas criações e interpretações.

germano.jpgPhoto: Sara Silva

 

Com “Take Me Away”, é chegada a hora em que Carla chama a si toda a responsabilidade, desde a escrita à linha estética, passando pela interpretação que vive da sua experiência de criança e jovem portuguesa na Alemanha, de Mãe de duas raparigas e de Mulher que põe a sua paixão e força em tudo o que faz.

Este single de estreia conta com a produção, arranjos e guitarras de Marco Nunes (Comitê Caviar/Blind Zero/Zen) e é uma canção de Amor.

Na voz de Germano, as suas palavras relatam um momento onírico, de demanda pelo objecto do seu desejo, narrando a vontade de correr todos os riscos ao acreditar no Amor, como duas faces da mesma moeda, entre Salvação ou Perdição, entre Prazer e Pecado, entre encontrar ou perder, entre ficar ou ter de partir. O vídeo é baseado numa ideia da própria Germano, gravado no Porto, com realização de Sara Santos Silva e com o apoio à produção de Josie Georgia (Cabelo), Joana Magano (Maquilhagem) e Margarida Gonçalves (Produção/Sister Ray).

 

Tem como influências cantoras e cantores que habitam um universo saído de um quadro de Hopper ou um poema de Bukowsky, onde se encontram estrelas trocadas entre Julie London a Mark Lanegan, de Elliott Smith a Julee Cruise, guiando-se por canções como “Grace” de Jeff Buckley, “Angelene” de P.J. Harvey, “Lilah” dos Morphine ou “Black Heart” Calexico, entre muitas outras.

 

Numa indústria dominada por homens, com este primeiro passo para uma nova carreira, novo rosto, nova voz.

Bons Sons 2016… Novas confirmações… Carminho, Fandango, Isaura, Da Chick, Dear Telephone, Indignu [lat.] e Cláudia Duarte

Mais nomes se juntam ao extenso cartaz da edição de 2016 do festival Bons Sons em Cem Soldos. À voz de Carminho junta-se o Fandango de Luís Varatojo e Gabriel Gomes, a revelação de Isaura, o funk de Da Chick, as viagens etéreas dos Dear Telephone, o pós-rock épico dos Indignu [lat.] e a discoteca indie de Cláudia Duarte.

GLAM - Isaura.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Natural de Gouveia, Isaura tem arrebatado a rádio nacional com os temas “Useless” e “Change it” do seu EP de estreia, “Serendipity”, que lhe valeu nomeação como “Revelação” no Portugal Festival Awards 2015.

GLAM - Da Chick.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Com paixão e frontalidade, Da Chick quer, pode e manda. Ela traz o funk da velha escola, o groove eterno da soul e salta ao balanço rítmico do disco sound, com um cocktail na mão.

nd-carminho.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

Filha de fadista sabe cantar. Carminho é dona de uma voz inconfundível, que tem emprestado o fado a novas sonoridades bem como colaborando com artistas de renome internacional como Pablo Alborán, Milton Nascimento, Chico Buarque e Marisa Monte 

Fandango, projecto de Luís Varatojo (Peste & Sida, A Naifa) e Gabriel Gomes (Sétima Legião, Madredeus) explora as sonoridades do acordeão e da guitarra portuguesa numa composição onde a electrónica comanda a acção e apela, obviamente, à dança.

Os Dear Telephone expressam uma carga dramática influenciada pelo cinema em composições duras e frugais. Depois do disco “Taxi Ballad” em 2013, as novas composições vão ser apresentadas nos concertos no ano de 2016.

De Barcelos vêm os Indignu [lat.], sexteto pós-rock que apresenta um novo trabalho. “Ophelia” explora a bipolaridade humana, lembrando que as mais desconcertantes viagens ocorrem dentro de nós.

Cláudia Duarte como DJ mantém-se fiel à sua linha de música trespassada pelo indie, new wave, synthpop, electro e neodisco que faz dela residente no Lux, Musicbox, Casa Independente e Incógnito.

 

Além dos habitantes de Cem Soldos, a aldeia convida voluntários a receber os visitantes, para uma experiência de imersão na equipa dedicada aos vários serviços do Bons Sons. Uma equipa já reconhecida pelo projecto humano e de sustentabilidade, com um contributo inegável para o desenvolvimento da região e para a cultura nacional. Esta oportunidade constitui a possibilidade de se tornarem verdadeiros embaixadores das boas práticas associativas.

As inscrições para os voluntários Bons Sons 2016 estão abertas até 31 de Maio.

 

Abriram igualmente as inscrições para os artesãos nacionais, coleccionadores, alfarrabistas, entre outros, interessados em participar na Feira de Marroquinarias e Artesanato que dá vida às ruas de Cem Soldos, complementando a vivência da música portuguesa durante os dias de Bons Sons 2016

“12 Canções Faladas e 1 Poema Desesperado”… o disco de Napoleão Mira

Depois de três livros publicados e outros tantos por publicar, Napoleão Mira junta-se à família Kimahera e cria em parceria com os Reflect a performance: “12 Canções Faladas e 1 Poema Desesperado”.

napoleao.jpgNo ano em que completa o seu 60.º aniversário, celebra-o com a edição deste trabalho discográfico. Aqui, o seu versejar, qual porta escancarada para uma assumida intimidade, remete o ouvinte para o universo da sua obra poética, areal onde se espraiam os acordes certeiros dos seus companheiros de jornada: Os Reflect.

 

Amante incondicional dos poetas de Orfeu, reinventa de forma magistral os poemas Tabacaria e Poema Em Linha Recta de Álvaro de Campos. Nos temas por si criados, destacamos: “Slides” (Retratos da Cidade Branca), “Filho do Gueto” em parceria com Dino D'Santiago, “Máscaras d'Orfeu” e ainda “Santiago Maior” musicado de forma única pelo seu filho, Sam The Kid.

Kimi Djabaté apresenta "Kanamalu" no Music Box

Kimi Djabaté é um músico e compositor guineense a residir em Lisboa há mais de década e meia. Descendente de uma família secular de músicos mandingas, Kimi Djabaté viveu toda a sua vida imerso em som e cultura, fosse aprendendo balafon (instrumento em que é virtuoso), tocando guitarra ou cantando. 

kimi.jpg"Kanamalu" é o título do novo álbum de Kimi Djabaté, que tem data de edição marcada para 10 de Junho pela Red Orange Recordings, Este lançamento é o seu terceiro álbum, “kanamalu”, que sucede a “Karam” (editado pela multinacional Cumbancha em 2009). Com a edição de "Karam", Kimi Djabaté foi mundialmente aplaudido, tendo o álbum inclusivamente sido distinguido com o segundo lugar da World Music Charts Europe no ano de lançamento.

 

Musicbox (Lisboa)

15 de Abril 2016

“Eyeglasses for the Masses”… o regresso de The Weatherman (Review)

Foram precisos 10 anos de espera para ouvir “Eyeglasses for the Masses”, o mais recente disco do projeto pessoal de Alexandre Monteiro, The Weatherman. 10 anos para escutar “a obra prima” da carreira do músico que ao longo dos anos sempre delineou uma linha de continuidade nos seus trabalhos.

IMG_7778.jpgE de repente somos transportados para o final de década de 60. “Eyeglasses for the Masses” é uma maquina de tempo de puro pop britânico, bebendo inspiração em bandas tão distintas como os The Beatles, encurtando caminho num piano de Elton John e terminado a viagem em finais dos anos 90 no brit pop mais agressivo dos Oasis.

 

Uma viagem ao longo de 3 décadas, transpondo barreiras e construindo uma colecção de canções desprendidas mas com conteúdo. Distante do pop tradicional, “Eyeglasses for the Masses” representa uma enorme chamada de atenção a todos, seguindo o exemplo de “One of these days”, uma das canções mais densas do disco, mas ao mesmo tempo das mais sinceras, traz ao de cima a capacidade que temos em nos aliarmos do mundo.

IMG_7780.jpgAt the in beetween” é a canção que abre o disco, uma sonoridade leve e solta que deixa-nos com vontade de escutar o disco até ao fim, vezes e vezes sem conta, canção onde a influencia brit pop se mistura com um folk suave.

A kind of a bliss” é talvez a canção que se desvia das metas definidas na sonoridade deste trabalho, ao sermos guiados por uma inglaterra industrial no final da década de 90.

Eyeglasses for the Masses”, tema que dá titulo ao álbum e “Endless expectations” podem ser definidos como os momentos épicos do disco. A máquina do tempo levita os nossos sentidos até 1966 logo no inicio dos primeiros acordes de “Eyeglasses for the Masses”, culminado no psicadelismo envolvente dos refrões de “Endless expectations”.

A libertação hippie em “Unpack my mind” eleva o grau de exigência a um patamar difícil de ultrapassar por Alexandre Monteiro. Um som pop agressivo e acertivo acompanhado com um coro de violinos a cargo de Misha Arutyunyan.

Se “Ice II” era o cartão de apresentação do disco, acaba por ser a escolha perfeita, em que apenas se mostrou uma pequena parte daquilo que esta “escondido” no album. O dedilhar do piano, os falsetes do Alexandre, tudo resultou no single lançado no final do verão de 2015.

Ao longo desta viagem, “Good dreaming” transporta os nossos “óculos” até à década de 70 através de um sonho, um sonho bom como é nos dado a dissertar, mas será mesmo um sonho?

IMG_7779.jpgCalling all monkeys” encerra a viagem de 11 canções. Um tema leve, solto e desprendido de uma lógica racional a apelar que se chamem todos os “macacos da terra”.

 

Eyeglasses for the Masses” é o resultado de um trabalho construido ao longo dos anos, de canções realistas, apelativas e acima de tudo sensoriais como as sonoridades que lhes são inerentes ao longo do disco.
”Eyeglasses For The Masses” é uma edição de autor com lançamento previsto para 29 de Abril

 

Paulo Homem de Melo /Abril 2016

|UGO| e a diversidade musical de “Leap of Faith”

O Projeto |UGO| nasce com a necessidade de Hugo Pinto em fazer um álbum diferente de tudo o que tinha feito até então. Acima de tudo |UGO| é um projeto pessoal, um projeto que se diferencia de tudo e de todos mas ao mesmo tempo afirma-se como uma viragem na área musical nacional.

Acerca do disco de estreia, Hugo Pinto define o disco como “o álbum português mais eclético de sempre”.

ugo.pngSendo baterista de várias bandas de originais (Alves Baby, Comitiva Charlie e Wheelchair Noise), Hugo Pinto tinha como objetivo o lançamento de um projeto que fosse mais pessoal e traçasse de forma inequívoca a sua personalidade artística. Não propriamente com o intuito de lançar mais uma banda, mas antes com a vontade de algo novo e diferente, com uma nova identidade, e assim nasce o projeto |UGO|.

Amigos e parceiros de Hugo, mais de uma dezena, colaboraram para a edição deste projeto. A maioria, amigos e parceiros de Hugo noutras andanças musicais, decidiram fazer parte desta aventura que é muito mais do que um álbum a solo. Nas próprias palavras de Hugo Pinto, "... trata-se duma conspiração criativa e coletiva para materializar a minha identidade musical."

 

Leap of Faith” teve edição em Novembro de 2015 e está disponível em todas as plantaformas digitais, bem como em formato físico, distribuído pela ragingplanet.

Granada editam álbum de estreia “AAA”

Chamam-se Granada, são do Porto e acabam de lançar o seu disco de apresentação… “AAA”, porque segundo os próprios “não sabiam o que fazer com as vogais…”

O Rock puro e duro é linha que junta estes 3 amigos, o Gualter que toca bateria, o Hélder que toca guitarra e que também tem som de baixo e por último o Davide que canta e toca guitarra. Além disso todos tocam também pedais e sintetizadores.

granada.jpgA edição física do disco vem numa pen usb em forma de granada, composta pelo álbum nos formatos mp3 (320 kpbs), wav e HD (48 kHz, 32 bits), por um documentário sobre a gravação do disco e por toda a arte do álbum e respectivos créditos.

 

 

 

Entretanto a banda vai “andar por aí” a promover o disco, já no próximo dia 22 de Abril em Paços de Ferreira no Caneças Fest 2016. No dia seguinte, seguem para Braga onde se apresentam no Sé la Vie.

Em Maio passam ainda pelo Maus Hábitos no Porto e no verão são presena confirmada já em 2 festivais, Gravelfest em Barcelos e no Festival Meda+

Carlos Mendes a celebrar a “Festa da Vida” ao vivo no Teatro Tivoli

Carlos Mendes recebeu, em 2014, a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, na cerimónia 'O Homem, o Músico e o Cantor', alcançando assim o pleno reconhecimento público, por uma vida dedicada à música e recheada de sucessos e de bons momentos.

carlos mendes.jpgEm 2015 o artista celebrou os seus 50 anos de carreira e, para comemorar a data da melhor forma, regravou algumas das canções mais emblemáticas do seu repertório, como “Amélia dos Olhos Doces”, “Ruas de Lisboa” e “A Festa da Vida”, em versões de voz e piano, evidenciando assim, da melhor forma, os seus dotes de cantor e intérprete.

Transpondo este conceito para a estrada, Carlos Mendes apresenta “A Festa da Vida”, um concerto intimista, em que o público é convidado a partilhar, de forma sincera, a sua vida repleta de histórias, de risos e celebrações que marcaram, inevitavelmente, a música portuguesa.

Este é um espetáculo diferente do habitual, mais íntimo, onde se canta e se conta, onde se ouvem risos e libertam emoções; onde se brinca com o passado e se sonha com o futuro. Uma voz. Um piano. Juntos, no grande palco da Vida, da Alegria e dos Afetos. Carlos Mendes, um artista e um espetáculo absolutamente únicos.

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)

19 de Abril 2016 | 21.30h

Abbath, Schammash, Adimiron, Soldier e Equaleft encerram o cartaz do VOA 2016

São cinco os nomes de peso que fecham o cartaz da primeira edição do VOA 2016. Diretamente da Noruega para a Margem Sul do Tejo, o incontornável e emblemático Abbath, tornado famoso como líder dos lendários Immortal, com os quais se tornou um dos mais importantes porta-estandartes do black metal escandinavo, vai trazer ao palco da Quinta da Marialva os riffs gélidos e cortantes, injetados de atitude rock'n'roll que deixaria muito orgulhoso o malogrado Lemmy, da sua estreia em nome próprio, protagonizando assim a muito aguardada estreia em solo nacional de um dos nomes mais badalados do último ano no espectro da música extrema.

Mantendo a mesma toada obscura, mas numa abordagem mais experimental, desafiante e progressiva, os suíços Schammash e os italianos Adimiron prometem surpreender com as suas visões pouco convencionais do black e death metal, respetivamente, enquanto os espanhóis Soldier e os nacionais Equaleft representam o que de melhor o movimento underground ibérico tem hoje para oferecer.

Cinco contratações de luxo, que se juntam aos já previamente anunciados Opeth, Kreator, Anthrax, Anathema, Katatonia, Mantar e Dark Oath num evento bem pesado mas eclético que, durante os dias 5 e 6 de Agosto, promete transformar a Quinta da Marialva, em Corroios, num ponto de paragem obrigatória para os apreciadores indefetíveis da música extrema em todas nas suas vertentes.

abbath-abbey-road.jpgQuando, corria o mês de Março de 2015, Abbath anunciou que tinha deixado os Immortal, a sua banda de sempre, a notícia provocou ondas de choque que, para o melhor e para o pior, abanaram o cenário metal de uma forma inequívoca. Há muito que a inconfundível imagem do frontman da banda de Bergen se tinha tornado icónica, com o carismático músico a transformar-se numa das "caras" mais reconhecíveis do movimento black metal norueguês. No período compreendido entre 1991 e 2015, interrompido apenas por um pequeno interregno já na viragem do milénio, Olve Eikemo liderou uma das mais poderosas forças alguma vez saídas do controverso boom da cena underground escandinava dos anos 90 e que, apoiada numa sequência irrepreensível de álbuns que inclui clássicos como “Battles In The North”, “At The Heart Of Winter” ou “Sons Of Northern Darkness”, acabou por afirmar-se como uma das mais aplaudidas e melhor sucedidas bandas da sua geração. Não é por isso propriamente estranho que, face à abrupta separação dos seus ex-companheiros de grupo, o guitarrista/vocalista se tenha atirado quase imediatamente de cabeça a uma há muito adiada carreira a solo que, desde a edição da demolidora estreia homónima em Janeiro deste ano, muitos elogios lhe tem valido por parte da imprensa especializada e do público em geral. Abbath reúne todos os elementos que tornaram famosa esta figura grotesca, com a abertura a cargo do trio “To War!”, “Winterbane” e “Ashes Of The Damned” a carregar com uma força avassaladora toda a fúria selvagem de uma tempestade de neve no Ártico. No entanto, ao quarto tema, Abbath Doom Occulta prova que esta sua nova aventura musical, onde repete a colaboração com King Ov Hell, que já o tinha apontado na estreia dos I, pretende ir muito além da repetição de fórmulas conhecidas. Alicerçado no mais que reconhecido talento para a composição do ex-baixista dos Gorgoroth, Sahg e Audrey Horne, um tema como “Ocean Of Wounds” prova que a banda está apta também a interpretar hinos a meio-tempo que, construídos a partir de riffs cortantes e de uma sonoridade bem pesada, dura e, ainda assim, cativante e melódica, revelam a exploração de uma vasta gama estilística, capaz de agradar a fanáticos dos Bathory, Motörhead ou até mesmo Kiss. Resultado, tanto em estúdio e como em palco, onde já provaram o seu valor com participações explosivas em vários festivais e na digressão norte-americana que estão atualmente a levar a cabo com os High On Fire, Skeletonwitch e Tribulation, Abbath e companhia mostram-se prontos para conquistar o mundo.

schammash.jpgProvenientes de Basileia, na Suíça, os Schammash foram buscar inspiração a Samas – o Deus do Sol na mitologia Acádia/Babilónica – para a sua designação e, pouco interessados em vergar-se a questões de género, optaram por focar-se desde os primeiros passos naquilo que consideram ser mais artisticamente significativo para criarem o seu corpo de trabalho. Daí que o que fazem possa ver observado como uma visão futurista e progressiva do black metal, com os músicos apostados em equilibrar-se no fio de uma navalha moldada a partir de atmosferas obscuras, doom letárgico e misticismo hermético. Depois de passar mais de um ano fechado na sala de ensaios a delinear o primeiro passo, o grupo hoje composto por Chris S.R. na guitarra e voz, Boris A.W. na bateria, M.A. na guitarra e A.T. no baixo editou o primeiro registo de longa-duração, “Sic Luceat Lux”, em Outubro de 2010. Apesar da distribuição reduzida, a sua visão artística muito peculiar suscitou boas críticas por parte da imprensa, com a revista alemã Legacy a descrevê-los como "uma obra de arte no espectro da música extrema", e permitiu-lhes receberem as primeiras ofertas para atuarem ao vivo. As reações não se fizeram esperar e, dois anos depois, tornam-se a primeira banda suíça a integrar o catálogo da influente Prosthetic. Em 2014 é editado “Contradiction”, um ambicioso álbum-duplo concebido em parceria com V. Santura, reputado produtor e guitarrista dos Triptykon e Dark Fortress. A colaboração permitiu-lhes apresentarem um colosso negro ainda mais desafiante, composto por 85 minutos de música arrojada e com pouco de ortodoxo. O registo mais recente do quarteto de Basel chama-se “Triangle” e, como o título faz adivinhar, é um álbum-triplo, que amplifica todos os predicados vanguardistas espelhados nos dois discos anteriores, afirmando-os de vez como um dos mais dignos herdeiros da tradição progressiva que tornou famosa a música extrema suíça.

Adimiron (2)_3.jpgO death metal técnico e progressivo dos italianos Adimiron começou a tomar forma quando, em 1999, o guitarrista David Castelli e o baterista Alessandro Carotenuto encetaram uma parceria e compuseram os primeiros temas juntos, ainda sob a designação Angels Of Darkness. Durante os três anos seguintes estabeleceram a formação com a entrada do vocalista Leonardo Alegria e do baixista David Corliano, mudaram de nome e gravaram duas maquetas. Pouco tempo depois fazem a primeira digressão, atuando como "suporte" aos Belphegor e The Crown e, já em 2003, apesar da mudança dos músicos para Roma, mantêm uma atividade regular ao vivo. Pelo meio entram em estúdio para gravar o álbum de estreia, “Burning Souls”, que é lançado mundialmente no ano seguinte através da Hammerheart. Aproveitando o embalo, assinam as primeiras atuações fora do seu país ao lado de grupos como Vader, Behemoth, Dark Funeral, Dismember, e Destruction. É já com Danilo Valentini como segundo guitarrista que voltam a estúdio em 2005 para fazer a pré-produção do segundo disco, mas o súbito desaparecimento da editora holandesa precipita a saída de três elementos, pondo em stand by os seus planos. Voltam à carga uns longos cinco anos depois, com uma formação renovada e “When Reality Wakes Up”, o muito bem recebido segundo longa-duração, que lhes permitiu elevarem ainda um pouco mais a fasquia e partilharem palcos com os Annihilator, Meshuggah e Sepultura. Apostados em afirmar-se como uma das mais valorosas propostas saídas do movimento de peso italiano, não mais voltaram a olhar para trás ou a fazer pausas, mantendo um regime regular de edições, “K2” e “Timelapse” foram lançados em 2011 e 2014, respetivamente – e de atuações ao vivo.

 

Os Soldier são uma banda de thrash metal pouco ortodoxo proveniente das Astúrias, na vizinha Espanha. Criados em 2007, alcançaram recentemente notoriedade como um dos projetos mais refrescantes e trabalhadores de que há memória em muito tempo saídos da nova cena espanhola, partilhando palcos com nomes internacionais tão famosos como Overkill, Destruction e Sodom, tocando de norte a sul do seu país ao lado de conterrâneos tão influentes como Angelus Apatrida, Last Society e Lich King e arriscando as primeiras incursões pelo estrangeiro, com passagens por Portugal e França já no currículo. Seguindo as lições dos seus ídolos, os músicos provenientes de Oviedo passaram os primeiros anos da sua carreira a trabalhar arduamente na sala de ensaios, desenvolvendo uma personalidade e aperfeiçoando a técnica, tendo registado três maquetas, com os títulos “Killin D'emo”, “Justice” e “Meet Your Society”, no período compreendido entre 2007 e 2010. Sem estarem propriamente apostados em reinventar a roda, o som que praticam é reminiscente do thrash da velha escola norte-americana, com raízes óbvias na Bay Area de São Francisco, mas o coletivo formado pelo guitarrista/vocalista Phil González, pelo guitarrista Dani Pérez, pelo baixista Pei García e pelo baterista Lucas Díaz não se coíbe de injetar uma enorme variedade de influências mais recentes – com especial destaque para um balanço pesadão que não renega o seu quê de groove sulista – na música que faz, como espelhado nos dois álbuns, “Gas Powered Jesus” e “The Great Western Oligarchy”, ambos autofinanciados, que editaram em 2012 e 2015, suscitando ótimos comentários dentro e fora do seu país.

equaleft_zps16d9d819.jpgContando já com mais de uma década de existência, os Equaleft juntaram-se em 2003 e, desde então, têm vindo paulatinamente a afirmar-se como um dos mais trabalhadores e astutos projetos nacionais criados no Séc. XXI. Optando por seguir um esquema de crescimento sustentado, este quinteto do Porto – formado por Miguel Inglês na voz, Miguel Seewald no baixo, Marcos Pereira na bateria e Nuno Cramês e Bernardo Malone nas guitarras – começou por gravar os singles “sober” e “(r)evolution”, em 2006 e 2007, sucedidos rapidamente pela maqueta “as the irony preVails” e pelo EP “the truth Vnravels”, já em 2010. Esses quatro lançamentos, recebidos de forma muito positiva pelo público e pela imprensa, mostraram uma banda apostada em fugir ao óbvio, à procura de uma linguagem própria enquanto iam, ao mesmo tempo, diluindo as suas referências num som forte e poderoso, em que o virtuosismo dos instrumentistas tem tanta preponderância como a energia e a entrega que caracterizam o vocalista do grupo. Talvez por isso, estabeleceram desde cedo reputação como banda para ver ao vivo, assinando concertos poderosos de norte a sul do país, que não só serviram para exorcizar a sua paixão pelo palco como para se transformarem numa máquina oleada e criarem fortes ligações com grupos do mesmo segmento, promovendo a união e a interajuda. Em 2014, pouco mais de dez anos após terem começado o seu percurso, lançaram finalmente o álbum de estreia – “adapt & survive”, editado em parceria pela Raging Planet e pela Raising Legends, afirmou-se como um dos registos mais interessantes desse ano, verdadeira explosão de balanço grave, atitude e muito peso, apoiado em guitarras de oito cordas.

 

VOA 2016 realiza-se nos dias 5 e 6 de Agosto, na Quinta da Marialva, em Corroios.

 

Inês Santos celebra 22 anos de Carreira com “Sal”

O mais recente disco de Inês Santos, “Sal” foi lançado no passado dia 24 de Março. Este disco é a celebração de 22 anos de carreira. O disco tem como fio condutor o mar e a lusofonia, e conta com a participação de nomes como os de Sara Tavares ou Rão Kyao.

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O disco é um espelho das influências e das vivências adquiridas ao longo de mais de duas décadas de vida profissional de artista. Com produção de Fernando Júdice, o trabalho discográfico de uma forma mais abrangente vai do fado, à morna, passando pela música popular brasileira, ao chorinho, aos sons mouriscos e até orientais, conta com participações de Sara Tavares, Rão Kyao, Tiago Torres da Silva e do mestre da guitarra portuguesa, Luís Guerreiro.

Um trabalho marcado, ainda, pelos intercâmbios entre Portugal, Brasil e Cabo Verde, destacando-se, as composições do cabo-verdiano Teófilo Chantre e dos brasileiros Marcelo Camelo, Vinícius de Moraes ou de Thamires Tannous.

Naufrágio”, “Saudades do Brasil em Portugal” e “Gramática do Mar” são apenas algumas das faixas do álbum que reflete esses mesmos aromas da lusofonia, dos ventos de outras paragens e dos mares desbravados pela artista ao longo dos últimos 21 anos.

O disco que está disponível nas plataformas digitais, espelha, ainda, as inúmeras experiências de Inês Santos, uma artista virada para o mundo, mas com o coração fiel às origens e influências portuguesas.

Tropea// lançam EP “1st things first*”

O pop descontraído dos Tropea// esta de regresso com “1st things first*”, o EP que reune 4 inéditos da banda de Lisboa mas que foi ao sul de Itália, a uma cidade pacata, buscar inspiração pois para eles, não existem fronteiras na música.

a3005842729_10.jpgTropea// é assim o alter-ego para este misterioso grupo que começou a tocar em 2015. Assim, desde o ano passado que um grupo de 3 amigos “atrevidos” fazem novos sons apertando corações sem limites. Eles descrevem-se como

"3 piratas reformados em Havana” , e Cassetta Series// é o laboratório de ideias livres da banda. Aqui eles apresentam a cada estação do ano, experiências e inspirações para as próximas obras (EPs e álbuns), gravadas ao vivo ou em estúdio caseiro.

O EP “1st things first*” é uma auto edição disponivel para download no bandcamp a banda e tembém em edição física limitada disponível nos concertos e apresentações da banda.

Santarém celebra Dia Mundial do Livro com José Eduardo Agualusa e Teolinda Gersão

A “Viagem Literária“ celebra o Dia Mundial do Livro na sua próxima paragem. No dia 23 de abril, a partir das 17.00, o Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, acolhe a 13.ª etapa desta festa itinerante do livro e da literatura. Nesta etapa especial, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Santarém, e na qual os “passageiros” serão surpreendidos por uma oferta do Grupo Porto Editora, a Viagem faz-se à boleia de José Eduardo Agualusa, escritor recentemente incluído entre os finalistas do prestigiado Man Booker Prize International, com o seu “Teoria Geral do Esquecimento”, e da escritora Teolinda Gersão.

88.jpgA partir das 17 horas, o jornalista João Paulo Sacadura conduz uma conversa entre os dois convidados, rumando entre as suas afinidades e diferenças, a atualidade social e, como não poderia deixar de ser, os livros e a literatura. Ainda durante estes 90 minutos, haverá espaço para as questões da plateia e, no final, para a habitual sessão de autógrafos e contacto mais direto com os escritores.

 

Nesta sessão, os passageiros serão presenteados com livros de grandes autores publicados pelo Grupo Porto Editora, tais como Albert Camus, Ernest Hemingway, Isabel Allende, John Steinbeck, José Saramago, Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, Mário de Carvalho, Miguel Esteves Cardoso, Patrick Modiano ou Valter Hugo Mãe

 

Carlsberg Where’s the Party com data, local e primeiro cabeça de cartaz… Deepend

O Carlsberg Where’s The Party, já reconhecido como sunset mais épico do ano, marca o arranque de verão de 2016 com a estreia dos Deepend em Portugal, a 25 de junho, das 16h00 às 00h00, na Marina de Cascais. Os autores do remix da música “Catch and Release”, um êxito internacional, são a primeira confirmação da 4.ª edição do evento que promete um cartaz de luxo. Ver vídeo aqui

Deepend atuam no Carlsberg WTP.jpgPhoto: Promo /DR

 

A dupla Deepend é formada por dois amigos de longa data, o Falco e o Bob, que decidiram partilhar a sua paixão por música com o mundo e, em 2015, conquistaram os amantes da música eletrónica com o remix da música "Catch and Release", do cantor americano Matt Simons. A música revelou-se um êxito internacional com mais de 12 milhões de visualizações no YouTube e com presença no top do iTunes em mais de 40 países.

 

O Carlsberg Where’s The Party, que já vai na 4.ª edição, tem sido palco de nomes incontornáveis da música eletrónica com sets memoráveis, como Axwell&Ingrosso, Deoro, Nervo, Thomas Gold e Alesso, e tem proporcionado experiências únicas no cenário de beleza única da Marina de Cascais, como a oferta de viagens de helicóptero sob o recinto.

Sumol Summer Fest… Nelson Freitas (com Richie Campbell e Mikkel Solnado) e Trevo são os novos nomes

Nelson Freitas é o cantor, compositor e produtor responsável por inúmeros sucessos como o incontornável “Bo Tem Mel” e o single “Something Good” com milhões de visualizações no youtube e dos mais tocados por todo o país.

NelsonFreitas2015-e1448884617368.jpgPhoto: Promo /DR


O artista tem um novo disco acabado de lançar, “Four”, que inclui os temas “Miúda Linda”, com mais de 17 milhões de visualizações no youtube e totalmente cantado em português, e “Break of Dawn”, o single de Nelson Freitas com Richie Campbell, um dos grandes sucessos deste novo trabalho. “Esta canção é um exemplo daquilo que era a minha intenção com este álbum: cruzar fronteiras, quebrar barreiras”, explica Nelson. O concerto de Nelson Freitas no Sumol Summer Fest acontece a 24 de junho e o artista será acompanhado, ao vivo, por convidados de luxo: Richie Campbell, num regresso sempre acarinhado ao palco Sumol e Mikkel Solnado, um dos produtores do álbum “Four”.

A programação do palco Sumol fica completa com a presença de Trevo, o novo projeto de Gonçalo Bilé, Ivo Palitos e Ricardo Pires, três amigos que partilham o gosto pelo surf, pela música e pelo verão. A banda tem um estilo muito abrangente: do punk ao folclore e com muita irreverência, não só através da música mas também das palavras, juntam-lhes o reggae e o rock.

 

Estes artistas juntam-se aos já confirmados Azealia Banks, Robin Schulz, Tinie Tempah, Madcon, Elliphant, Gabriel o Pensador, Regula e Jimmy P, no Festival que oferece uma localização de excelência. Na emblemática vila da Ericeira junto à meca do surf na Praia de Ribeira D'Ilhas os fãs do festival têm oportunidade de passar um fim de semana num dos melhores parques de campismo do país - o Ericeira Camping - ao som da melhor banda sonora que marca o início do verão.

“Four”… de Nelson Freitas… na primeira pessoa…

Four” o novo álbum de Nelson Freitas foi editado no passado dia 1 de Abril. Com uma produção de luxo, o alinhamento de “Four” é a prova clara da vontade de assumir riscos e construir uma nova história, ao mesmo tempo em que Nelson eleva a sua sonoridade de assinatura. Do elenco de convidados fazem parte Richie Campbell, Mayra Andrade (e, discretamente, Sara Tavares), Loony Johnson e Mikkel Solnado.

 

Para além de “Míuda Linda”, que está a chegar aos 14 milhões de visualizações, e do mais recente “Break of Dawn”, que já está a tomar conta das rádios e das tabelas digitais, “Four” inclui ainda outros 9 inéditos que nos levam para um lugar bem interessante: onde o zouk, a kizomba, o r&b, o hip hop, a música electrónica, a soul e a pop se fundem.

pressphoto 02.JPGPhoto: Pressphoto /DR

 

A história de Nelson Freitas começou, curiosamente, como break-dancer. Depois de uma passagem pelo grupo Quatro, lançou-se a solo para misturar as suas raízes Cabo-Verdianas com géneros como o hip hop, r&b e house, num estilo que se tornou a sua assinatura pessoal.

 

O álbum de estreia, "Magic", vendeu mais de 70 mil cópias em todo o Mundo, seguido de uma digressão de 2 anos. O segundo disco, "My Life", elevou a parada, vendendo mais de 90 mil cópias, e dali extraíram-se singles como "Rebound Chick". Depois, "Elevate": o terceiro trabalho é sinónimo do mega sucesso "Bô Tem Mel" ou "Something Good". Aí, Nelson Freitas trabalhou com artistas e produtores de Angola, Cabo Verde, Congo, Holanda e Marrocos. Mais tarde, em Novembro de 2014, encheu o MEO Arena com um espectáculo recheado de surpresas. Entretanto está em estúdio, mas está ao mesmo tempo a apresentar espectáculos em diversos países, como França e Angola.


É um lugar-comum nas biografias de artistas evocar a ligação da família à música, como uma casa de partida. Mais raro é que essas raízes incluam também produtores, mas é talvez isso que nos ajuda a compreender em quem Nelson Freitas se tornou. Neto de uma geração de cabo-verdianos que partiu em direcção à Holanda - são hoje milhares, numa emigração iniciada por marinheiros e centrada na cidade portuária de Roterdão - o cantor habituou-se desde cedo ao ambiente de estúdio, ao lado do tio, com quem mantinha uma grande proximidade.

 

É em 1997 que começam os Quatro, a banda da qual Nelson fazia parte: um acaso faz com que se tenham estreado numa compilação que abraçava uma sonoridade nova, a meio caminho entre o zouk e a kizomba, com influências de r&b e hip hop. Como rimavam e cantavam, encaixaram na perfeição, e o enorme sucesso desse projecto em Cabo Verde, Angola ou Moçambique fê-los fazer um álbum. Acabaram por editar três, ao longo de sete anos. Nelson Freitas tornou-se o líder desse processo. A viagem em que embarcaram deu-lhe sucesso e aprendizagem: “nós eramos inexperientes, eramos putos. E de repente eu estou a escolher produtores e a construir pontes.”

Agora é um homem directo, de respostas claras, ciente dos processos e da engrenagens, a jogar ao lado do irmão, Eddy Parker, em quem confia. O cantor sabe que o papel que desempenha hoje foi construído desde cedo: “nós mudámos o som de forma a que fosse cool ouvir zouk ou kizomba. Muitos homens gostavam daquelas canções quando iam sair, mas depois não se sentiam confortáveis a ouvi-las no carro com as janelas para baixo. Nós éramos assim também. Trabalhámos a melodia, as letras, demos um beat mais forte. E isso mudou o género. Fast-forward para os dias de hoje e eu sei que eu, e alguns outros artistas, fizemos o mesmo em Portugal, a uma escala diferente”.

 

Mas em 2005, os Quatro sabiam que a viagem estava no fim, que os objectivos eram diferentes: “durante o processo do último álbum, eu estava a experimentar coisas a solo. Estava a viver e respirar música, 24 horas por dia. O estúdio era em minha casa, acabávamos as sessões e depois eu começava a trabalhar para mim. No dia seguinte mostrava-lhes o que tinha feito.”

O recomeço é assustador - “Como é que as pessoas vão interagir comigo? Será que vão entender estas canções como delas?” – mas, com a reacção do público, o medo passa a entusiasmo. “Quando eu lancei o primeiro álbum decidi que tinha que me aplicar nisto a cem por cento. Percebi que ia ser uma batalha a longo prazo. E essa batalha hoje transformou-se em «como é que eu vou superar o que fiz para trás? O que é que se segue?»”. Etapa a etapa, “Magic” acontece em 2007, seguido por “My Life”, em 2010, e “Elevate” em 2013. Todos estes álbuns têm singles que contam um crescimento: de “Deeper” a “Rebound Chick” e a “Bô Tem Mel”, respectivamente. “”Bô Tem Mel” foi a última canção que fizemos no álbum: tornámos uma canção que não era fácil em algo que fez muito barulho. Se estávamos prontos na altura? Não. Se nos tornámos prontos? Claro. Foi um processo complexo, um ano que me fez aprender muito, 2014 foi o ano em que eu dei mais concertos na minha vida.”

 

Em Portugal passou pelo Coliseu dos Recreios e pelo MEO Arena. “A recepção foi incrível. E o Coliseu aconteceu quase de surpresa. Em dois meses construímos um espectáculo do zero: visuais, coreografias, figurinos e, claro, banda. Agora tenho um grupo muito sólido de pessoas a tocar comigo, mas esse foi dos processos mais demorados”. Tal como se mantêm os desafios, mantem-se o crescimento: o sucesso de “Miúda Linda” é o cartão-de-visita ideal para “Four”, o novo trabalho, recheado de momentos altos.

Colaborador nato, Nelson consegue justificar ao detalhe cada vez que partilha o microfone. “I think music should be great” é uma frase que pode ficar perdida na tradução, mas a explicação ajuda: “a música não deve ter restrições ou limites, deve ser o resultado do encontro dos mundos. É claro que isso ajuda a que tu vás falar com novas pessoas, mas tem que fazer sentido.”“Break of Dawn”, o single com Richie Campbell é um exemplo disso. “Eu escrevi a canção e senti que, não sendo reggae, ia ali buscar alguma influência. Liguei-lhe, falei da canção, ele pediu-me para lhe enviar. E eu fiz questão de não lha enviar. «Não, preciso que venhas ao estúdio, marcamos uma data, tu vens ouvir, se não gostares ficamos amigos na mesma, quero que estejas no cenário certo». E ele veio, gostou e numa hora ficou feito”.

“Essa canção é um exemplo daquilo que era a minha intenção com este álbum: cruzar fronteiras, quebrar barreiras”, explica. “Eu espero inspirar novos artistas a fazer algo que sintam, não o que já esteja a tocar em rádio. Com “Miúda Linda” fui numa direcção completamente oposta ao “Bô Tem Mel”. Em português, porque me queria desafiar. Eu não gosto de estar na minha zona de conforto. Fico aborrecido facilmente.”

 

É talvez o que o leva a destacar outro momento desafiante de “Four”: a canção com Mayra Andrade, “Nha Baby”. “Eu admiro-a muito pela artista que ela é, pela forma como ela encara os seus espectáculos. E eu queria trazê-la para o meu mundo. Liguei-lhe, achei que tinha algo que ela ia gostar, mas ela preferiu uma outra canção, que tinha uma batida mais forte. Assim que eu percebi o que lhe chamava a atenção, comecei a juntar as peças. Tive que re-escrever a minha parte, adaptar-me, mas o resultado ficou óptimo.” E a faixa só ficou pronta depois de uma outra etapa: “Estava em estúdio com a Sara Tavares, mostrei-lhe a canção e ela começou a improvisar na guitarra. Eu soube no momento que tinha que juntar ali aquele som. Trabalhar com estes artistas que eu admiro é incrível.”

 

A produção deste álbum é de luxo, com Loony Johnson, Landim, Mikkel Solnado, Boddhi Satva, Elji Beatzkilla, Ery Gomes e Lil Saint, mas tudo é feito em sintonia com o próprio Nelson: “nunca é um beat onde eu canto por cima. O processo inicia-se com um esboço e as coisas vão mudando tanto que, muitas vezes, tu não consegues reconhecer onde é que tudo começou”. E onde acaba? “Eu sei quando está pronto. Eu consigo sempre ouvir que alguma coisa está a faltar numa canção, e no momento em que deixo de ouvir isso, eu sei que está feita.”

 

Com um discurso que flui entre várias línguas, Nelson Freitas continua a chamar casa a Roterdão. E, mesmo que passe muito tempo em Portugal, sente-se de passagem “como um jogador de futebol, sabes? Se algo interessante acontece num sítio, eu quero ir para lá. É por isso que a minha filha fala português, holandês e inglês. Para se poder adaptar”.

 

"O Código da Maçonaria"… o mais recente livro de Pedro Silva

Partindo de um pressuposto, desvendar a Maçonaria, a presente obra cinge-se a um plano específico de abordagem ensaística: percorrer o fio condutor que desvela uma estrutura que se define como discreta.

65. Maçonaria.jpgSubsistem, ainda, na mente dos profanos mitos relacionados com a instituição maçónica, daí que este seja um livro aberto para dar a conhecer a sua História e os seus Símbolos. A par disso, vejamos ainda como a Maçonaria se dispersou a nível global, sobretudo nos países onde a sua actuação sociocultural foi mais relevante.

Por fim, realce ainda para o inédito estudo sobre a Ordem de Molay, menos notória, mas igualmente expressiva em termos históricos. Em suma, “O Código da Maçonaria” de Pedro Silva pretende ser um texto fiel às origens e desenvolvimento de uma das mais famosas e misteriosas sociedades da humanidade.

 

Edição/reimpressão:2015

Páginas: 168

Editor: Letras Itinerantes

ISBN: 9789899940963

Idioma: Português