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Glam Magazine

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MEO Sudoeste… Damian “Jr. Gong” Marley, Kura, C4 Pedro juntam-se ao já anunciado Seu Jorge

O cartaz da vigésima edição do MEO Sudoeste virá recheado de nomes com reconhecimento planetário e de diferentes géneros musicais. Damian “Jr. Gong” Marley, Kura e C4 Pedro completam a programação do Palco MEO no dia 5 de agosto, juntamente com o já anunciado Seu Jorge.

Damian-Marley-Net-Worth.jpgPhoto: Arquivo /DR

 

Filho de Bob Marley, o trajeto de Damian “Jr. Gong” Marley tem sido trilhado à custa, não do apelido, mas do seu imenso talento. Revolucionário, é dono de obras que fundem o dancehall com o hip hop e claro, com os mais finos acordes do reggae. A sua estreia discográfica deu-se em 1996, com “Mr. Marley”, um disco onde o género dancehall abundava e que foi produzido pelo seu irmão Stephen Marley. No entanto, com a segunda edição, “Halfway Tree”, lançada em 2001, conquistou o mundo fundindo o dancehall com o reggae e hip-hop. O álbum teve enorme sucesso comercial e com ele, Damian Marley venceu, em 2002, o Grammy para Best Reggae Album. Bomba maior veio quatro anos depois: “Welcome To Jamrock”. Com o disco – e tema título considerado na altura pela Rolling Stone com uma das 100 melhores canções reggae da década -, chegaram mais dois Grammys (Best Reggae Album and Best Urban/Alternative Performance). Em 2006, com Nas, editou “Distant Relatives”, um título que, para além dos géneros sempre explorados por Marley, ressoa com RnB e muito rap. Damian Marley encontra-se a preparar o novo disco e nos últimos tempos é ainda de sublinhar a colaboração de sucesso com Skrillex em “Make it Bun Dem”. Dele, no próximo dia 5 de Agosto, esperamos que desfile algumas das canções novas e todos os hits do maravilhoso repertório que já lhe pertence.

Kura é um dos DJs lusos mais requisitados. Admirado pelos pares, já foi DJ residente de alguns dos melhores clubes do país, mas hoje vai correndo os maiores Festivais de música eletrónica do mundo, espalhando magia e uma energia inesgotável. Produtor de exceção, tem editado em selos de renome internacional como a holandesa Revealed Recordings de Hardwell, o selo inglês Cr2 Records dos MYNC, a alemã Tiger Records, a norte-americana Juicy Music de Robbie Rivera, entre outras. Encontra-se no clímax da sua carreira. Com o tema que produziu recentemente com um dos seus ídolos, Hardwell, “Calavera”, atingiu o 1º lugar do top Beatport. É a primeira vez que tal feito é conquistado por um português. Por este feito e outros que já fazem parte do seu trajeto, é um dos nomes confirmados para a próxima edição do Festival Tomorrowland

C4 Pedro vem apresentar, entre outros temas do seu repertório, o último e retumbante, “King CKWA”, o melhor disco da sua carreira, consolidando-o como um dos mais reconhecidos nomes da música angolana atual. Com êxitos como “Vamos Ficar Por Aqui”, “Tu és a Mulher”, “Spetxa One” ou “African Beauty” (com Dj Maphorisa), C4 Pedro explora a pop, o afro beat, afro house, passando pelo RnB, zouk ou Kizomba, incluindo, no novo registo, colaborações com artistas como Pérola, Zona 5, Big Nelo, Nelson Freitas, Kaysha, Edmázia, Prodígio e Francis. Mais recentemente lançou também o tema “Estragar” com Agir, que já conta com mais de dois milhões de visualizações no Youtube

The Underground Youth no Club de Vila Real

Depois de uma passagem eletrizante que lotou o Club de Vila Real em Maio de 2015, os The Underground Youth estão de regresso com novos temas na bagagem numa tour que passa ainda por Lisboa e Porto.

A abrir a noite os estarão os Echo Mountain, um dos mais recentes projetos saídos da cidade de Vila Real.

UY2.jpgThe Underground Youth… De Manchester, Craig Dyer fundou este projecto em 2009 e desde então apresenta-se como um dos mais profícuos dos últimos tempos, sem prejuízo algum à qualidade, editaram entre 2009 e 2011 cinco álbuns: "Morally Barren", "Voltage", "Mademoiselle", "Sadoya" e "Delirium", a que se seguiram dois EPs: "Low Slow Needle" e "An Introduction".

Desde o início deste ano que, unidos à Flower Power Records editora independente inglesa, a banda vê finalmente os seus trabalhos serem editados em formato físico. Podemos situar estes ingleses entre o psicadelismo e o garage rock e apesar de serem perceptíveis algumas influências de bandas como The Velvet Underground ou The Jesus and Mary Chain, as suas melodias amadureceram e criaram um espaço único no panorama musical actual. A imagética usada pela banda parte de filmes de culto incontornáveis na história do cinema, desde Bergman a Jarmusch, criando uma deliciosa promiscuidade entre som e a imagem.

 

Echo Mountain é a mais recente criação musical da capital de Trás-os-Montes. Formado por membros com forte ligação umbilical à tradição rockeira vila-realense - Hüska Burra Mamô, Nine Eyed Superstition, Fuckness ou Mord3 são alguns dos nomes que vêm imediatamente à memória -, o projecto deambula por terrenos próximos do post-rock.

 

Club de Vila Real (Vila Real)

12 de Abril 2016 | 22.30h

 

Cave 45 (Porto)

14 de Abril 2016 | 22.00h

Ivan & The Parazol, The Membranes, Filho da Mãe, My Baby, PAUS e Rui Maia no Westway LAB

Nos dias 14, 15 e 16 de abril, todos os palcos do Centro Cultural Vila Flor ganham vida e se enchem para receber mais uma edição do Westway LAB Festival. Por estes dias os concertos dominam o cartaz que traz a Guimarães uma série de artistas, nacionais e internacionais, dos mais variados géneros musicais. Por apenas 15 Euros o público pode comprar o bilhete geral que dá acesso a todos os concertos. E não são poucos.

Ivan_&_The_Parazol_1.jpgPhoto: Arquivo / DR

 

Os primeiros concertos do Westway LAB acontecem no dia 14 de abril, às 22h00, no Café Concerto do CCVF. Nesta data serão apresentados os primeiros Showcases que mostram o resultado das residências artísticas que antecederam o festival. Nesta noite sobe também ao palco a banda Ivan & The Parazol. A batida identitária do grupo remete bem para a contemporaneidade do séc. XXI, bebendo influência da new wave dos anos 60 e 70. O som cru, as músicas melódicas, a batida rock’n’roll e todas as coisas que são boas desde o ido ano de 1965, são a impressão digital de Ivan & The Parazol.

Membranes 1.jpegPhoto: Arquivo / DR

 

Na noite seguinte, às 21h00, o palco do Grande Auditório do CCVF apresenta um desafio proposto pelo Westway LAB no âmbito da criação. A proposta incide sobre o invulgar encontro em palco da lendária banda britânica The Membranes com o BJazz (Convívio Jazz Choir). A base desta atuação centra-se na transformação da música dos The Membranes com a participação do BJazz (Convívio Jazz Choir), que interpretará partituras escritas especialmente estruturadas para este singular momento. Este será o concerto de abertura do cartaz oficial do festival, que nos propõe mais um momento original e imprevisível, caraterística identitária do Westway LAB.

Gigmit stage_Suzie Stapleton.jpgPhoto: Gigmit stag

 

Também no dia 15, às 22h00, a música muda de rumo e desce ao Café Concerto do CCVF para mais atuações. Ao palco sobe uma nova ronda de Showcases que resultam de projetos formados por artistas nacionais e internacionais que estiveram em residência artística no Centro de Criação de Candoso durante mais de uma semana. No sábado, dia 16, o programa começa às 17h00 com mais uma novidade do festival. O Westway LAB acolhe, no Café Concerto do CCVF, o GIGMIT Stage que apresenta três bandas que responderam a um “open cal” no âmbito do festival. Os três projetos selecionados são: Suzie Stapleton, Sleepwalker’s Station e Fortnight in Florida.

Filho da mãe_por Renato Cruz Santos_2_web.jpgPhoto: Renato Cruz Santo

 

À noite todos os palcos vão dar ao Westway LAB. Às 21h30, o Pequeno Auditório do CCVF acolhe a apresentação de “Mergulho”, de Filho da Mãe. “Mergulho” é permeável à pedra, à terra e à gente que o rodeia, é um disco de Filho da Mãe que transpira espaço e transcende dimensões, imergindo-se no bucólico para o desconstruir num exercício de cubismo sónico, impregnado de efeitos e das reverberações naturais do cenário improvisado pelos Estúdios Sá da Bandeira.

O festival prossegue no palco do Grande Auditório do CCVF, às 22h30, onde atuam duas bandas que prometem levar à loucura o público do Westway LAB. Primeiro atuam os MY BABY, trio proveniente da Holanda. Os MY BABY têm a capacidade inata de agarrar uma plateia do princípio ao fim com um som potente e eletrizante, que é a imagem de marca com que carimbam os concertos. Com dois álbuns editados, a banda reúne já um notável conjunto de fiéis seguidores, dispostos a percorrer longas distâncias para os poder ver, ao vivo, com o êxtase a que já os habituaram

PAUS High - Andre Leal.jpgPhoto: André leal

 

A banda que se segue é já bem conhecida. PAUS é a força rítmica de um quarteto apostado em fazer suar quem assiste na plateia. Não há muito por onde escapar quando se dá o encontro da bateria siamesa, guitarras, teclados e vozes em uníssono. É mesmo para suar. Com um EP e três discos, o grupo conquista o público nacional e internacional através de um espetáculo físico.

Com o espírito já bem animado depois da maratona de concertos, o festival encerra em puro clima de festa com um Live Act de Rui Maia no Café Concerto do CCVF para dançar até de madrugada. Rui Maia apresenta no Westway LAB, pela primeira vez ao vivo, o seu álbum de estreia em nome próprio, "Fractured Music", com lançamento agendado para 11 de abril. Esta atuação é igualmente marcada pelo seu “Trinity of Thunder” EP (2015), editado na sua recentemente criada Belong Records, contando desde já com o apoio de nomes como Laurent Garnier, Bottin, Lauren Flax, Tensnake ou Kasper Bjorke.

Rui Maia 2.jpgPhoto: Arquivo / DR

 

Para encerrar a edição de 2016 do Westway LAB, Rui Maia apresenta-se ao vivo em formato DJ Set e Live Act, onde se faz acompanhar por uma série de sintetizadores e instrumentos eletrónicos.

Há muita música a acontecer neste festival… e ainda bem.

 

Joaquim Monchique traz GOD a Aveiro

No dia e à hora marcada para este espectáculo, Deus vai descer à Terra. Para que o público o possa ver e ouvir, através de Joaquim Monchique, vai anunciar o estado das coisas na terra que, como era de esperar, não se encontra de boa saúde.

Chegou pois a hora de Deus e os seus dois anjos, Miguel e Gabriel, mudarem o rumo da humanidade e tornarem a vida terrena mais aprazível.

GOD_Poster_Site_Digressao.jpgEscrita por David Javerbaum, (vencedor de 13 Emmys e 2 Grammys) um dos escritores de eleição de Jon Stewart no The Daily Show, GOD (An Act of God, no original) responde às questões existenciais que têm atormentado os homens desde a Criação.

Com um extraordinário sentido de humor, a comédia que fez furor na Broadway no último ano, chegou a Portugal no passado dia 17 de Fevereiro, ao Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa.

Entretanto GOD sai do Casino de Lisboa no próximo dia 10 de Abril e o Teatro Aveirense recebe as preces de Joaquim Monchique já no dia 21 de Abril. Depois desse espectáculo, GOD regressa novamente ao céu, ou melhor ao Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa.

 

Teatro Aveirense

21 de Abril 2016 | 21.30h

 

"Fractured Music" a estreia em nome próprio de Rui Maia

"Fractured Music" é o primeiro álbum em nome próprio de Rui Maia, músico e produtor da banda de rock electrónico X-Wife e do projecto indie-disco Mirror People. A edição do disco acontece esta segunda feira, 11 de Abril numa edição exclusiva em vinil e digital.

Rui Maia 2.jpgCom uma sonoridade diferente da que Rui Maia desenvolveu com o projeto Mirror People, estamos de volta às raízes da eletronica dos finais dos anos 70 onde os recursos eram mínimos. O disco já recebeu os elegios por parte de alguns músicos de renome internacional como James Murphy (LCD Soundsystem) "Congratulations!", Ivan Smagghe (Black Strobe) "Wow, this is super good" e Kasper Bjorke (HFN) "Cool release!"

A escolha para single de apresentação de “Fractured Music” recaiu no tema "Everything is Changing" cujo vídeo foi realizado por Vasco Mendes.

Ao vivo para já são conhecidas as seguintes datas:

 

16 Abril 2016 - Centro Cultural Vila Flor / Westway LAB (Guimarães)

21 Maio 2016 - Plano B (Porto)

28 Maio 2016 - Convento do Carmo (Braga)

Surma e Kristin McClement em Bragança

A Dedos Bionicos inicia já na próxima Quinta-feira uma parceria com o recém inaugurado espaço bar-cultural Praça 16 em Bragança com o concerto de Surma, artista de Leiria em ascensão triunfal.

GLAM - Surma 1.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo

 

Débora Umbelino é original de Leiria mas o que nos traz vem de locais bem mais exóticos. Surma, é o seu projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.

kristin1.jpgPhoto: Arquivo /DR

 

Dia 27 de Abril é a vez da Britânica Kristin McClement subir ao palco do Praça 16 com as suas belas canções folk.

Nascida na África do Sul mas há muito radicada em Inglaterra, McClement editou em 2015 o álbum de estreia intitulado "The Wild Grips", resultado lógico de uma maturação folk que teve a ajuda na produção de Christian Hardy dos Leisure Society para quem, alíás, assegurou algumas primeiras partes da digressão na primavera passada. Integrada no grupo Wilkommen Collective com sede em Brighton, é partir de lá que, aos poucos e com a ajuda de Joel Owens na bateria, a sua aura brilhante alcançou já a Itália e a França.

 

Praça 16 (Bragança)

14 de Abril 2016 | 22.30h

 

Praça 16 (Bragança)

27 de Abril 2016 | 22.30h

 

Festival Internacional de Música de Verão de Paços de Brandão

A 39ª edição decorre de 7 de Maio a 24 de Junho e é dedicado aos Grandes Intérpretes.

Santa Maria da Feira vai receber diversos concertos com solistas internacionais premiados nos concursos Tchaikovsky e Queen Elisabeth acompanhados por orquestras e maestros portugueses.

O Concerto inaugural vai ter a estreia da Orquestra Euro-Atlântica no Europarque e espectáculo de encerramento com a fadista Cuca Roseta.

untitled3.jpgO Festival Internacional de Música de Verão de Paços de Brandão (FIMUV) é um projeto cultural, que visa promover uma cultura de qualidade, que potencializa a capacidade criativa local e nacional, e diversifica a oferta cultural, alargando-a aos diversos tipos de público. Aposta na difusão de projetos em diversas vertentes musicais, tais como a música erudita, ligeira, étnica, o jazz e o fado.

 

Mais informações do cartaz brevemente!

“Até ao fim” de Katia Guerreiro no CAE de Portalegre

Até ao fim” é um disco de emoções. Emoções passadas, presentes e futuras.

Editado em Novembro de 2014, “Até ao fim” é um trabalho que Katia Guerreiro terminou apenas quando garantiu que o sentia no seu todo. Paciente, Katia esperou pelos autores, compositores e músicos com quem queria fazer esta viagem. E ao longo dos 12 temas que o compõem, é este o fado que se ouve… e que Katia desde então partilha com o público.

untitled3.jpgAcompanhada põe Luis Guerreiro e Pedro de Castro na guitarra Portuguesa, João veiga na Viola e Francisco Gaspar no contra-baixo, Katia Guerreiro em concerto no CAE Portalegre, já no próximo dia 20 de Maio.

 

Datas de digressão em 2016:

20 Maio 2016 – CAE (Portalegre)

6 Agosto 2016 – Lagoa

14 Agosto 2016 – Beja

20 Agosto 2016 – Vilamoura

3 Setembro 2016 – Teatro Ribeiragrandense (Açores)

Mazgani celebra aniversário de “Lifeboat” no Record Store Day

Assinalando um ano de existência do disco “Lifeboat”, obra que inclui reinterpretações de temas de Pj Harvey, Elvis Presley, Cole Porter, Bee Gees e Lee Hazelwood, Mazgani fecha o ciclo com uma atuação especial no Record Store Day -  Dia 16 de Abril na Fnac do Colombo às 21h00.

Mazgani Lifeboat.jpgEsta releitura muito pessoal de Mazgani da obra de figuras marcantes no seu percurso musical, foi co-produzida por Mazgani e Hélder Nelson, e gravada live on tape, ou seja, em estúdio mas ao vivo, de modo a captar o espaço e os momentos na perfeição. A ideia era “apoderar-se das canções” e “fazê-las suas”, como o próprio afirma. “Queria com a minha voz contar a minha história através destas canções e, ao mesmo tempo, encontrar uma estética que ligasse este corpo de obra tão díspar”.

No dia 16 de Abril pelas 21h00, a sua atuação ao vivo na FNAC Colombo será emitida directamente do facebook, através da funcionalidade facebook live. Mazgani apresentou "Lifeboat" um pouco por toda a parte, de Loulé a Guimarães, de Vila Real a Setúbal, tendo convidado Peixe para actuar consigo no Festival F, em Faro e no Theatro Circo, em Braga, que encheu para o receber. Segundo Mazgani o convite a Peixe surgiu devido “à grande admiração pelo génio inquieto do Peixe, que devolve sempre a cada canção uma nova vitalidade. Com ele, sentimos que o palco se torna num lugar de aventura e risco. Sem esse atrevimento as canções não nos querem”.

 

THEATRO CIRCO comemora 101º aniversário com exposição, novo circo e música

O Theatro Circo em Braga, cumpre o seu 101º Aniversário a 21 de abril e chega à reta final de um ano que, sob o lema “O Século do Theatro”, desafiou a comemorar o passado perspetivando o futuro.

Passados precisamente 101 anos sobre a primeira abertura de portas, o público é agora convidado a comemorar os 101 anos de Theatro e os 99 que se lhe seguem com uma programação composta pela inauguração do quarto momento expositivo do “Projeto Memória”, pelo espetáculo de novo circo “Abril” e por uma noite de música ao som de Bed Legs e do Dj Terzi.

theatro_circo4.jpgPhoto: Arquivo /DR

 

Sob a temática “O Theatro e o Futuro”, o quarto e último momento do “Projeto Memória” é inaugurado às 18h30 do dia 21 de abril e assinala o início das celebrações deste 101º Aniversário. O ciclo de exposições que deu a conhecer o espólio narrativo da história centenária do Theatro Circo, reunido em parceria com a Biblioteca Pública de Braga, expõe por fim uma síntese dos conteúdos anteriormente revelados subordinados às temáticas da cidade, da arquitetura e da programação e ainda a versão completa do documentário “Histórias e Memórias”, produzido por Vasco Mendes. A exposição é de entrada livre e pode ser visitada até 21 de maio (terça a sábado, 14h30 às 18h30).

 

Mas, em dia de celebração, as portas da Sala Principal não podiam deixar de abrir e, por essa razão, a partir das 22h00 o palco é entregue a João Paulo Santos e a Elsa Caillat que apresentam em Braga o espetáculo de novo circo “Abril”. Nesta performance contemporânea que traz de volta ao Theatro a magia da arte que inspirou o seu nome, João Paulo Santos, acrobata de mastro chinês e o único português com diploma superior em Circo, mergulha na busca de uma expressão comum com Elsa Caillat, artista e acrobata. O resultado percorre as misturas do encontro humano e artístico para dar à luz uma criação sensível, íntima e poderosa. Uma dança ritual, embriagante, que esquece as condições (mastro ou corda) para o reencontro franco e sem artefactos, corpo a corpo.

A partir das 23h30 a festa continua no Theatro Circo Café ao som do álbum de estreia dos bracarenses Bed Legs. “Black Bottle” sugere um rock que enrola e envolve, concentrado em 9 canções que contam a história de uma noite estranha naquele bar onde se entra enganado mas do qual não se quer sair. O resto da noite e da festa ficam entregues à mesa de mistura do Dj Terzi e à sua vontade de pôr conhecidos e desconhecidos a dançar.

“Auto Rádio” em documentário… a Aventura de Benjamim

Estávamos no verão de 2015… Quatro amigos partem na mais longa digressão de datas consecutivas de que há memória na história da música portuguesa. 5670 kms a bordo de uma carrinha Volkswagen Golf de 1996. Benjamim viajou do coreto de Alvito até à Gafanha da Nazaré, com etapa especial no Festival Bons Sons, na aldeia de Cem Soldos. A acompanhá-lo na estrada, António Vasconcelos Dias, músico da banda, Manuel San Payo, técnico de som e Gonçalo Pôla, realizador-documentarista.

Auto Ra¦üdio 1.jpegGonçalo, o homem da câmara, captou a estrada nacional, a auto-estrada, os concertos, os ensaios de som, os quartos de hotel, as pensões, as discussões, a condução segura, os mergulhos na piscina e a chuva que se abateu sobre o palco. Isto para além das muitas entrevistas, das horas de sessões de gravação do disco – desde a sua concepção – e o desespero da busca pela escrita em português, território novo para o escritor de canções que até aí só assinava em inglês.

Auto Ra¦üdio 5.JPGTal como o disco, o filme “Auto Rádio” é uma viagem pelo país, pelas canções e pela música. Fala sobre Afife, sobre a Guiné, sobre concertos esquecidos no terreiro da Aldeia da Pedralva ou sobre fazer música em Portugal; é uma ode à dureza da estrada, aos concertos falhados, aos bem sucedidos, aos discos, à rádio, ao Verão e ao país, enquanto conta a aventura insólita de uma longa jornada por Portugal quase inteiro numa carrinha carregada de equipamento até ao tejadilho. Além disso, como documentário que é, mostra-nos inúmeros detalhes sobre as canções; descodifica-as e contextualiza-as.

Auto Ra¦üdio 7.jpgA estrutura narrativa parte dos 12 temas do álbum, das múltiplas entrevistas dadas em estações de rádio um pouco por todo o lado, e do discurso directo de pessoas importantes para o disco: AP Braga, João Paulo Feliciano, Henrique Amaro e Luís Oliveira da Antena 3 ou Pedro Ramos da Radar FM.

 

 

O lançamento do documentário é acompanhado pelo lançamento de um novo single, desta vez, e apropriadamente: “Volkswagen”. A canção cheira toda a Primavera, evoca escapadelas, pede os vidros do carro todos abertos e dá vontade de acelerar na marginal. Gonçalo Pôla filmou-a de i-phone na mão, assim como se fosse uma distracção, uma coisa sem importância, porque o que importa é a canção.

 

A antestreia do documentário acontece a 20 de Maio no Cinema Ideal, em Lisboa e com o apoio da Antena 3.

 

Record Store Day… Apresentação de "Sumba" de Tó Trips & João Doce

No seguimento de "Guitarra Makaka", o segundo álbum a solo de Tó Trips editado em 2015, a viagem desta vez é a dois: Tó Trips (Dead Combo) e João Doce (Wraygunn). Dois tipos encontram-se numa praia no Norte de Portugal e rumam ao arquipélago longínquo de Sumba! Um mundo imaginário, que nos obriga a um mindfulness: em Sumba não existe tempo, não existe urgência. Tudo é contemplado, tudo é admirado, tudo é considerado belo e impoluto.

su.jpgJoão Doce conheceu Tó Trips em 2004, na tour dos Wraygunn. Nasceu ali uma forte amizade. Esmoriz, a Praia de Esmoriz, foi o ponto unificador. Primeiro porque João Doce fez daquela cidade a Norte a sua casa; depois porque Tó Trips encontra ali regularmente um local perfeito para retemperar forças. Um dia, na Cafetaria do Parque Ambiental do Buçaquinho - local lindíssimo e bucólico - surgiu a ideia de fazerem algo juntos. O plano inicial era simples: o Tó na guitarra, o João Doce na percussão. Sumba nasce assim desta necessidade criativa de dois músicos talentosos que, acima de tudo, são amigos. É um exercício livre, espontâneo, experimental e tribalista. Tal como a Ilha de Sumba, também estes 5 temas - gravados e masterizados por Eduardo Vinhas no Golden Poney Studios - primam pela biodiversidade.

Destaque para a participação de Raquel Castro, mulher de Tó Trips, autora do tema "Imaginary Island". Uma edição limitada a 333 exemplares em LP Vinil Preto, com grafismo de Tó Trips e fotos de Raquel Castro. Edição oficial do Record Store Day´2016.

A Apresentação é já no dia 16 de Abril pelas 17 horas na Discoteca Louie Louie em Lisboa

 

Tracklist

A1. Sumba

A2. Suva Blues

B1. Primitiva

B2. Deus do Vento (Shina Tsu Hiko)

B3. Imaginary Island (by Raquel Castro)

Sexo… música… e Peaches… na Casa da Música (Reportagem)

NOS Club Special Edition tinha um nome de peso… Peaches

Ao inicio da noite já se previa o sucesso do concerto da cantora canadiana, vislumbrando-se alguns fãs que ostentavam o estilo de Merrill Nisker, que aos 48 anos de idade continua a levar ao rubro o público que assiste às suas apresentações, na sua toada punk/funk.

p01.jpgDo concerto de sábado, muito se pode falar mas pouco se pode mostrar…
Uma sala completa que se levanta à entrada em palco da "one woman show". Envergando um fato a lembrar uma “avestruz”, rapidamente se percebeu que não era assim que Peaches ia chegar ao fim do concerto, seria com muito, mas mesmo muito pouca roupa.

p02.jpg

O sexo, sim o sexo, como habitualmente é a abordagem que a artista faz nos seus concertos. O chapéu que usou nos 2 primeiros temas era em forma de vagina, sempre numa atitude provocatória e ao som do tema “Vaginoplasty”.  Acompanhada em palco por dançarinas/dançarinos, pois para Peaches não existe diferenças em homem e mulher, e que rapidamente se desnudaram ao som de “Talk To Me”. Não foi preciso muito que do público alguém ostentasse publicamente os seus seios desnudos, perante a surpresa de alguns e a indiferença de outros.

p03.jpg"I Feel Cream" e a já habitual caminhada pelo público… e champagne, muito champagne dado a beber a quem estava na fila da frente e/ou simplesmente regado como um brinde em forma de chuveiro.
Os dançarinos que acompanhavam Peaches, seguiam à risca o titulo das canções, sempre numa postura provocatória e sempre liberta de qualquer peça de roupa, executando em palco performances ousadas. A própria Peaches fez questão de se libertar, deixando a nú partes do seu corpo numa postura de liberdade e de igualdade.

Uma sala ao rubro ao longo de 90 minutos, que terminou com alguns elementos do publico em palco “convidados” pelos bailarinos de Peaches. Pelo meio e não menos importante desfilaram alguns temas do mais recente “Rub” até aos mais emblemáticos "Boys Wanna Be Her", "Fuck the Pain Away" ou "Dick in the Air".

p04.jpgMuito mais se podia dizer sobre o concerto, e muito mais se podia mostrar, mas o melhor é deixar na expetativa quem não esteve na Casa da Música, pois um concerto de Peaches não é só um concerto mas também uma representação….

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo

Jimmy P no MEO Marés Vivas… encerra alinhamento do palco MEO

Jimmy P é a ultima confirmação para o palco MEO do MEO Marés Vivas 2016. Será a 15 de Julho no Palco MEO, depois de na anterior edição ter passado pelo palco Jogos Santa Casa e mostrado aquilo que vale.  Jimmy P, alter-ego para Joel Plácido, nasceu no Barreiro, mas a sua história está associada a várias geografias nomeadamente Angola, terra natal dos seus pais, Paris, onde viveu durante o período da adolescência, e a cidade Invicta, onde começa a dar os primeiros passos na música.

jimmy.jpgPhoto: Sergio Magalhães

 

Foram precisamente o gosto e o hábito de ouvir Rap, adquiridos no tempo que viveu em Paris e a influência de outros estilos musicais diversos, herdados do seu pai (Semba, Morna, Coladera, Salsa, Reggae, Jazz), que despertaram a sua apetência para a escrita, levando-o a passar para o papel as suas vivências e a forma como via o mundo. Seguiu-se um processo natural de maturação e crescimento musical que origina o aparecimento de Jimmy P como artista solo.

 

As diversas participações em projetos de renome como a coletânea “Rascunhos” (produzida por Conductor dos Buraka Som Sistema) e o tema “Melhores Anos” com Valete, bem com as colaborações com artistas como Chullage ou Bezegol, confirmam o seu estatuto de artista independente, aclamado e ouvido no panorama da música cantada em português, onde tem milhares de seguidores. Em 2013 Jimmy P editava o seu primeiro longa duração “ #1”, que surpreendeu crítica e público.

O disco esgotou em pouco mais de um mês e teve na base de uma tour intensa que o levou a percorrer o país de Norte a Sul. A fusão do Hip-Hop, Reggae, R&B e Rock, aliada a uma performance de grande nível, tornam-no um artista singular e camaleónico, desejado pela maioria dos promotores.

Para responder às exigências do mercado, Jimmy P apresenta-se em dois formatos: showcase, adaptado a clubes e auditórios com um dj e um Mc de apoio, e em formato live band adaptado a actuações ao ar livre ou em palcos maiores.

No fim de 2014, Jimmy P lança para a internet “Marcha”, a primeira faixa a ser revelada do seu segundo disco, que conta com as rimas de Valete e produção de Dj Ride. Quase em simultâneo, o rapper sobe ao palco dos Portuguese Festival Awards, para atuar com uma orquestra, acabando por vencer na categoria de Melhor Atuação – Artista Revelação. Em 2015 Jimmy P regressa aos discos.

FVMILY F1RST”, o segundo longa duração, sai em Fevereiro, desse ano, com distribuição Sony Music. E “On fire”, um dos singles retirados do disco, conhece um estrondoso sucesso. Mas o input criativo de Jimmy P não pára nunca e, sem ter tempo para saborear o sucesso, mete mãos à obra e inicia os trabalhos de gravação de um novo disco.

Assina contrato com a NorteSul. E avança com “Valer a pena”, a canção que anuncia o seu terceiro album, “Essência”, lançado no passado dia 1 de Abril de 2016 e apresentado no passado dia 8 no Hard Club, onde a Glam Magazine marcou presença.

The Missing Link lança disco de estreia “Pieces Of The Puzzle”

E se sons à solta e dispersos confluíssem num novo conceito musical, situado entre tantos lugares conhecidos, de onde se destacam a electrónica, o funk e até um certo stoner rock “esotérico”? Alquimia Musical? Certamente!

a1416117774_10.jpgEste novo projeto de Lucas Palmeira substituiu a pauta por uma tabela periódica muito própria, onde cada música é uma poção secreta que ameaça rebentar e ser ouvida fora do tubo de ensaio. Perigoso, oculto, objeto de olhares, crenças e rumores, não tentem reproduzir em casa. Por certo, faltar-vos-ia sempre um The Missing Link para obter a fórmula da pedra filosofal deste músico e alquimista de Braga.

 

“Pieces Of The Puzzle” é o nome do seu primeiro album, com edição pela Extended Records. O disco que nos dá a conhecer este laboratório foi lançado no passado dia 6 de Abril digitalmente no Bandcamp da editora. No próximo dia 23 de Abril The Missing Link assume a primeira parte do concerto dos Youthless no Convento do Carmo em Braga, data que assinala também o lançamento oficial do disco em formato digital.

Em Tavira as Sextas são de Primavera… "Sextas da Primavera"

As "Sextas da Primavera" é um ciclo de 4 concertos, sempre me português, com reconhecidos valores da música nacional. Os espetáculos irão acontecer sempre às sextas-feiras, entre Abril e Junho, no espaço Café Concerto da CPSE, às 22h.

sextas.pngEste ciclo programático encontra-se inserido no Programa "Viva a Primavera" da responsabilidade do Município de Tavira e que tem como objetivo estimular e valorizar a criatividade da comunidade num período de renovação da natureza que vai do equinócio da Primavera ao solstício do Verão.

 

"Sextas da Primavera" celebra uma explosão de sonoridades texturas no Barrocal do concelho de Tavira durante esta Primavera.

 

15 de Abril 2016 – Lula Pena

6 de Maio 2016 – Norberto Lobo

20 de Maio 2016 – B Fachada

3 de Junho 2016 - Benjamim