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Glam Magazine

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“Um Dia Destes”… Os Anaquim ao vivo…

"Um Dia Destes" é o nome do terceiro álbum de originais dos Anaquim que será apresentado ao vivo na próxima quinta-feira, no Teatro do Bairro em Lisboa. Em palco, a banda de Coimbra vai contar com a participação especial de Luísa Sobral que colabora no tema "Há Sempre Qualquer Coisa". Além deste, o single "Sou Imune ao Teu Charme" também fará parte do alinhamento de uma noite especial para a qual os Anaquim convidam todos os fãs e amigos.

anaquim.jpgResultado de um longo e meticuloso trabalho levado a cabo por José Rebola (voz e guitarras), Pedro Ferreira (teclados), Luís Duarte (guitarra), Filipe Ferreira (baixo) e João Santiago (bateria), "Um Dia Destes" foi produzido por Toni Lourenço e José Rebola, misturado e masterizado por Mário Barreiros, e conta com a participação de Jorge Palma, Luísa Sobral, Quiné Teles, Daniel Tapadinhas e Gabriel Gomes.

Depois de Lisboa, os Anaquim actuam sexta-feira no Passos Manuel, no Porto; e dia 15 no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.

Seis anos após a estreia com o bem sucedido "As Vidas dos Outros", os Anaquim revelam-se com um disco maduro que vem consolidar a posição da banda no panorama musical português. "Um Dia Destes" entrou directamente para o Top de Vendas nacional e o video de "Sou Imune ao Teu Charme" conta já com mais de 200 mil visualizações no Facebook. Dar novos caminhos à sonoridade que os caracteriza e continuar a explorar a diversidade da palavra escrita em português, num tom irónico e certeiro, é o compromisso da banda liderada por José Rebola em "Um Dia Destes".

 

Recorde-se que os Anaquim se estrearam em 2008 com o EP "Prólogo" a que se seguiu o primeiro álbum "As Vidas dos Outros" (2010), que integrou a lista de "Dez Melhores Álbuns Nacionais" escolhidos pelos leitores da revista BLITZ. Em 2014, o quinteto de Coimbra lançou "Desnecessariamente Complicado" e 2016 fica marcado pela edição de "Um Dia Destes".

 

Voz e guitarras: José Rebola, Teclados: Pedro Ferreira, Guitarra; Luís Duarte, Baixo: Filipe Ferreira, Bateria: João Santiago

 

Teatro do bairro (Lisboa)

7 de Abril 2016 | 21.30h

 

Passos Manuel (Porto)

8 de Abril 2016 | 21.30h

 

TAGV (Coimbra)

15 de Abril 2016 | 21.30h

Tiago Bettencourt… 10 Anos de carreira ao vivo

Um concerto viagem numa carreira de mais de 10 anos iniciada com os Toranja.

Autor de várias composições de referência da nova música portuguesa, foi há mais de dez anos que Tiago Bettencourt embarcou naquela que seria a sua primeira aventura em estúdio, com Toranja, marcando para sempre o panorama musical português. A riqueza da simplicidade dos seus poemas e melodias depressa captou a atenção do público. 

tiago.jpgO ano de 2016 é um ano de consolidação e dedicado à apresentação ao vivo do mais recente álbum, numa digressão iniciada em 2015. Concertos onde não faltam todos os grandes sucessos da sua carreira.

 

Teatro das Figuras (Faro)

9 de Abril 2016 | 21.30h

O Hip-hop de Kirk Knight de Brooklyn para o Porto

Com apenas 20 anos, Kirk Knight já se pode gabar que o seu nome vai muito para além de Brooklyn. Na verdade, está por todo o lado. A sua crew, Pro.Era, é um dos coletivos que tem suscitado mais interesse no meio dos fãs de rap com feeling clássico.

k.jpgPhoto: Arquivo / DR

 

Kirk Knight, que o bilhete de identidade revela ser Kirian Labarrie, nascido em Abril de 1995, começou por dar nas vistas, ainda adolescente, a produzir para Joey Bada$$ sendo dele beats de temas como “Big Dusty” ou “Hazeus View”.

Natural de Nova Iorque, mais concretamente de Brooklyn, Kirk é, atrás da máquina, dono de um estilo muito próprio e distinto que por um lado abraça a tradição e assume a influência de faróis criativos como J Dilla ou Madlib, mas por outro olha para a frente e para as infinitas possibilidades sonoras abertas pelo universo da internet e pelo que gente como Kanye West tem forçado o planeta hip hop a considerar.

Depois do concerto no Porto, Kirk segue para Lisboa onde se apresenta na Galeria ZDB no dia 9 de Abril, numa colaboração ZDB e Versus.

 

Plano B (Porto)

8 de Abril 2016 | 22.00h

 

Galeria ZDB (Lisboa)

9 de Abril 2016 | 22.00h

EDP Beach Party 2016… As 1ªs confirmações

O suspense era muito e mais uma vez foi desfeito este sábado na entrega de prémios “Melhores do Ano” da Rádio Nova Era, no Pavilhão Rosa Mota. Perante muitos milhares eufóricos foram revelados os quatro nomes do festival de música eletrónica mais esperado do verão.

beach party.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Afrojack… Já ninguém estranha que Afrojack esteja ano após ano entre os 10 primeiros DJ do mundo, no famoso Top 100 DJ MAG, este ano é o Nº 8. Aos 28 anos está entre os melhores DJ, produtores e remixers da atual geração holandesa de música eletrónica. Estreou-se em 2014 com o álbum "Forget the world" e fundou também a sua própria editora, Wall Recordings. Da sua vida pessoal deu que falar o breve romance com a socialite Paris Hilton mas, é na cabine que o queremos ver a dar show.

DJ e produtor holandês, Nicky Romero é o atual Nº 18 do Top 100 DJ MAG. Conhecido pela música "Toulouse" que se tornou viral e pelo single Nº 1, no Reino Unido, "I could be the one", com Avicii. Este ano começou em grande para Nicky Romero com a edição da segunda parte da trilogia "Future Funk", uma colaboração com o mestre da música de dança Nile Rodgers, que funde o disco sound com a eletrónica e que tem selo da Protocol Recordings, a sua própria 'label'. Já ninguém tem dúvidas das capacidades de Nicky Romero como produtor e DJ, capaz de entusiasmar o público mais exigente da EDM.

Quem gosta do chamado Big Room House, Electro House e Dutch House, sabe que é preciso falar dos Blasterjaxx. A dupla de DJ e produtores holandesa ocupa já o Nº 19 do Top 100 DJ MAG. Desde 2010 que preenchem o cartaz dos principais festivais de EDM do mundo, especialmente depois do sucesso das suas colaborações com nomes como Dimitri Vegas & Like Mike, David Guetta, Hardwell, Afrojack, Nicky Romero, e muitos mais. O ano passado fizeram história ao colaborar numa campanha de beneficência para ajudar 20 milhões de invisuais a serem operados e recuperar a visão.

Willem Rebergen é Headhunterz. O atual Nº 48 do Top 100 DJ MAG começou a sua carreira em 2005 no seu país, a Holanda. Tornou-se um dos nomes do Djying mais conhecidos no mundo em Hardstyle com atuações habituais nos famosos festivais Electric Daisy Carnival e Tomorrowland. Editado pela famosa etiqueta Ultra Music, lançou recentemente o single “Live before you die”.

Numa super produção da Rádio Nova Era com o apoio da CM de Matosinhos, dias 1 e 2 de julho a Praia de Leça, em Matosinhos vai mais uma vez transformar-se na maior pista de dança portuguesa, com o melhor cenário e os melhores DJ do mundo.

The Beatles… 3 volumes da coletânea "Anthology" estreiam mundialmente em streaming

Os três volumes da célebre série de coletâneas "Anthology", dos The Beatles, estão a partir de hoje disponíveis para escuta via streaming em todo o mundo.

Image1.jpgLançadas originalmente em volumes de 2CD entre 1995 e 1996, as três coletânas "Anthology" reúnem gravações raras e inéditas dos Beatles, outtakes e versões alternativas de canções do grupo de Liverpool. Os single "Free as a Bid" e "Real Love", retirados de "Anthology, Volume 1" e "Anthology, Volume 2", respetivamente, foram finalizados em 1995 por George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr a partir das demos de 1977, gravadas por John Lennon.

Aquando do seu lançamento original, "Anthology, Volumes 1-3" alcançaram os tops de vendas e atingiram a marca de multiplatina em vários países de todo o mundo. "Free as a Bird" tornou-se o 34.º top 10 hit dos Beatles nos Estados Unidos, tendo ainda sido distinguido com o prémio Grammy de Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo. "Anthology, Volume 3" inclui "A Beginning", um tema instrumental com arranjo orquestral gravado originalmente para o álbum "The Beatles" (também conhecido como "The White Album").

"Anthology, Volumes 1-3" foram remasterizados nos estúdios de Abbey Road pela mesma equipa de engenheiros de som responsável pelas reedições de 2009, premiadas então pelos Grammys. Esta mesma equipa conseguiu assim manter, com grande cuidado, a autenticidade e integridade das gravações analógicas originais. As coletâneas estão acompanhadas por um artwork de colagem criado por Klaus Voormann a partir do imaginário clássico dos Beatles.

A 24 de dezembro de 2015, os 13 álbuns de estúdio que os Beatles lançaram no mercado europeu, juntamente com quatro compilações essenciais - "Past Masters (Volumes 1 &2)", "The Beatles 1962-1966", "The Beatles 1967-1970" e "The Beatles 1" - ficaram disponíveis para escuta através de serviços de streaming em todo o mundo. Agora junta-se esta peça essencial da histórica discográfica dos Beatles, "Anthology, Volumes 1-3".

O regreso dos Cave Story….

Depois de “Spider Tracks”, o EP editado no início de 2015, que os levou a tocar em festivais como o Vodafone Mexefest, NOS Alive, Milhões de Festa e Barreiro Rocks, os Cave Story  “banda incendiária que trata as canções com uma urgência inspiradora e com um prazer evidente pelo turbilhão eléctrico crescente”, como escreveu Mário Lopes no Ípsilon, suplemento do jornal Público - estão a preparar um novo álbum, que deverá ser lançado no outono deste ano.

a1591345483_10.jpgAinda sem nome, mas já com uma estrutura bem definida, o disco está a ser gravado na sala onde a banda ensaia, nas Caldas da Rainha, de onde também saiu esse primeiro EP e outros registos anteriores. É também lá que o trio se tem aventurado noutros projetos paralelos e na produção de trabalhos de outras bandas.

Entretanto, decidiram agarrar em algumas músicas que vêm tocando nos concertos e divulgá-las online, no Bandcamp da banda. São elas “Garden Exit”, faixa inédita, “Prime Time” e “Foreign Faith”, sendo que as duas últimas foram já editadas em novembro passado numa cassete lançada pela Tapes She Said, subsidiária da editora e promotora Lovers & Lollypops.

 

Nos próximos meses, os Cave Story marcarão presença, entre outros festivais e salas de concerto, no Belém Art Fest (Museu de Arqueologia), Festival A Porta (Leiria), Quintanilha Rock (Bragança) e Rodellus (Braga).

8 ½ Festa do Cinema Italiano aumenta número espetadores… e o que ainda há para ver

Desde a primeira edição que o 8 ½ Festa do Cinema Italiano tem vindo sempre a aumentar o número de espetadores. Mais uma vez, neste fim de semana este número é ultrapassado em relação ao mesmo período da passada edição de Lisboa, em 2015. Mais de 8.200 espectadores entraram nas salas da Festa, um aumento de público de quase 30%, notando-se um excelente resultado no Cinema UCI - El Corte Inglés e na Cinemateca Portuguesa.

Quo Vado02 (1).jpgPhoto: Filme "Quo Vado?" / Promocional

 

Muitas são as propostas da Festa até quinta-feira, cm o festival a receber Checco Zalone, Giuseppe Gaudino, Isabella Sandri, Luca Marinelli, Claudio Cupellini e Gergely Pohárnok. Giuseppe Gaudino, realizador e co-argumentista de “Anna (Per amore vostro)” e Isabella Sandri, co-argumentista, estão hoje, 4 de Abril em Lisboa a apresentar o filme, às 21h30, no Cinema São Jorge. O filme que valeu o prémio de melhor atriz a Valeria Golino no Festival de Veneza conta-nos a história de uma mulher que se anula completamente devido ao amor que tem pelos filhos e pelo marido. A sua existência é de tal modo cinzenta que deixa de ver a cores. O filme é uma antestreia com distribuição 8 ½ Festa do Cinema Italiano, que estará em maio nas salas portuguesas. Terça-feira é o dia em que uma das promessas do cinema italiano vem ao festival apresentar dois filmes nos quais está nomeado para o prémio de melhor actor nos David di Donatello, que serão entregues a 18 de abril. Luca Marinelli é o vilão em “Lo Chiamavano Jeeg Robot” e ator principal de Non essere cattivo.

O primeiro é exibido às 19h00 e o segundo às 21h30, ambos no Cinema São Jorge

 

Destaque ainda para a estreia de “Estrada 47”, de Vicente Ferraz, uma antestreia nacional, co-produção italiana, portuguesa e brasileira com interpretações de Ivo Canelas ou Sergio Rubini, cuja ação se passa durante a Segunda Guerra Mundial, na encosta de uma montanha em Itália. A exibição é terça, às 21h45 no UCI – El Corte Inglés.

 

Também terça há eventos com entrada livre no Cinema São Jorge: um encontro sobre o Contágio da Cultura, com Percursos Urbanos entre Antropologia e Arte, com Chiara Pussetti e Vitor Barros e Relações Luso-Italianas na Idade Moderna: um Mundo a Descobrir, com Nunziatella Alessandrini e Susana Sousa Bastos, às 17h00, seguindo-se, às 18h30, uma viagem ao figurinismo italiano, com Anabela Becho e Mário Matos Ribeiro, com foco em Elsa Schiaparelli e Umberto Tirelli.

Quo Vado01.jpgPhoto: Filme "Quo Vado?" / Promocional

 

Quarta-feira, às 21h30, Alaska é apresentado pelo realizador, Claudio Cupellini e pelo diretor de fotografia, Gergely Pohárnok e repete quinta-feira, às 19h00, ambas as sessões no Cinema São Jorge. Neste dia, lugar ainda para um concerto Jose e Davide, com letras e música de Mauro Carrero, na sala 2 deste cinema. No último dia do festival, o maior fenómeno da comédia de todos os tempos em Itália, Checco Zalone, vem a Lisboa a propósito do êxito de bilheteira que destronou Star Wars, naquele país. Quo Vado?, de Gabriele Nunziante promete terminar a Festa do Cinema Italiano com uma sala cheia de boa disposição.

Todos os dias há ainda a oportunidade de assistir ao filme “8 ½ de Federico Fellini”, em várias sessões diárias no UCI – El Corte Inglés, bem como outras excelentes produções do cinema italiano mais recente. Continua ainda a homenagem a Ettore Scola na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

Minta & The Brook Trout… Novo single e vídeo "Bangles"

Francisca Cortesão veste a pele de Minta desde 2006 e, nestes dez anos, tem-nos dado um sem número de belas canções, dessas que o tempo se encarrega de perpetuar.

mar2.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Slow” é composto por onze grandes canções que não fogem ao caminho trilhado por Minta & The Brook Trout até aqui. Momentos intimistas de desconstrução de uma assumida herança Country, carregados de modernidade e de personalidade, destinados a amplificar o seu sentido à medida que envelhecem.

Bangles”, que abre o disco, é uma dessas grandes canções e já tem vídeo, com edição da própria Francisca Cortesão. Depois de terem esgotado o pequeno auditório do CCB num memorável concerto de apresentação, Minta & The Brook Trout levam “Slow” para os palcos de Norte a Sul do País.

 

20 Maio 2016 – Passos Manuel (Porto)

21 Maio 2016 – CCVF (Guimarães)

26 Maio 2016 – Salão Brazil (Coimbra)

27 Maio 2016 – Auditório de Espinho (Espinho)

17 Junho 2016 – SMUP (Parede)

24 Junho 2016 – Galeria ZDB (Lisboa)

Criatura ao vivo com Cante Alentejano na Casa do Alentejo

A Criatura vai apresentar o seu disco de estreia, a "Aurora", em Lisboa. Com a Criatura vai estar o Cante Alentejano do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa.

CRIATURA com o Grupo Coral e Etnográfico da Casa Photo: Catherina Cardoso & João Catarino

 

“De todas as coisas que nos são difíceis, nada é mais complicado do que nos revisitar-mos, verdadeiramente. Revisitar enrolando os erres, para conhecermos as voltas da língua, sejam elas valsas troteadas, bailes parados, corpos marcados - pela pesca feita por quem vive na cidade, pela terra que conhece os pés a cada filhe, pelos pastores sem cajado”.

No pouco tempo de existência que leva, a Criatura já canta e já dança. Rompe o tradicional com o hoje, o amanhã. Os adufes com os sintetizadores, as gaitas com a electricidade.

 

Depois de se ter apresentado no Festival Bons Sons, no FOLIO de Óbidos, no Bairro Intendende em Festa, no Salão Brazil em Coimbra, e de regressar a Serpa para crescer e a Portimão para agradecer, vem agora apresentar-se em Lisboa, na esplendorosa Casa do Alentejo.

Para vincar as vozes, junta-se o Cante Alentejano, como de costume, do Grupo Coral e Etnógráfico da Casa do Povo de Serpa.

 

Casa do Alentejo (Lisboa)

9 de Abril 2016 | 22.00h

UM AO MOLHE chega ao Musicbox Lisboa em co-organização BranMorrighan

O festival itinerante UM AO MOLHE está de regresso a Lisboa, dia 7 de Abril, quinta-feira, desta vez em co-organização com o blogue BranMorrighan e em parceria com uma das salas mais emblemáticas – o Musicbox Lisboa. A noite fica marcada pela presença de dois one-man-bands e uma one-woman-band, três dos projectos que mais têm marcado a música electrónica nos últimos tempos. LAmA, o projecto a solo do conhecido Shela dos Riding Pânico, abrirá a noite com uma viagem que promete tanto de espacial como de especial. Segue-se a miúda-mulher que mais tem conquistado Portugal e o estrangeiro – Surma – com todo o seu arsenal e simpatia, revelando o porquê de já ser comparada com a Bjork nos circuitos estrangeiros. A noite termina com Azul-revolto, entrando assim em modo pista de dança, que também já conquistou além fronteiras

GLAM - Surma 1.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo

 

Débora Umbelino é Leiria, mas a sua música “cheira” a lugares exóticos. Em formato one-woman-band, Surma domina as teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations, cruzando universos do post-rock, jazz, electrónica e noise. O destino são paragens incertas, paisagens desconhecidas e uma viagem que vale a pena fazer.

A circular já anda “Maasai”, o single de estreia com a produção de Emanuel Botelho (ex-Sensible Soccers) e mistura e masterização de Paulo Mouta Pereira (produtor dos Les Crazy Coconuts e músico de David Fonseca). O vídeo, concebido e gravado por Eduardo Brito, conduz-nos numa viagem de procura e desencontro na cidade fantasma de Doel. Surma é um dos mais recentes nomes da Omnichord Records e o seu primeiro disco sairá no próximo inverno.

 

O projecto LAMA nasce apoiado na intuição de que a música lá está e nós servimos apenas como veículo para a tornar mais concreta. Adquirimos assim, quer como executantes, quer apenas como ouvintes, o papel de intérpretes no verdadeiro sentido da palavra, onde cada um interpreta, à sua maneira muito singular, aquilo que já existe sob outra forma.

GLAM - Azul Revolto.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo

 

Desde que lançou o seu primeiro trabalho “Ouija” (ZigurArtists, 2014) azul-revolto tem-se revelado um dos mais cativantes projectos da música electrónica a emergir de Lisboa. Um ano depois de em “Ouija” nos ter brindado com quatro temas que privilegiavam a introspecção (não só do autor, mas também do ouvinte), o novíssimo “S O M A” (ZigurArtists, 2016) é um exercício de esplendor rítmico que encerra uma fisicalidade quase palpável. “S O M A” é uma colecção de temas groovados com traços leftfield, passando por um ambiente house e garage, que apontam à entrega e a recompensa do corpo.

 

Musicbox (Lisboa)

7 de Abril 2016 | 21.30h

Paulo de Carvalho apresenta “Intemporal” e convida Mariza, Agir e Mafalda Sacchetti

No ano em que comemora 54 anos de carreira, Paulo de Carvalho apresenta “Intemporal”, dia 12 de Abril no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa com convidados muito especiais. Mariza, Agir e Mafalda Sacchetti juntam-se ao cantautor para com ele interpretarem temas marcantes da sua carreira não só como intérprete mas também como autor.

wam.jpgUm espetáculo único, com o qual o músico e compositor nos propõe reviver todos os momentos mágicos do seu percurso, acompanhado por uma big band de 12 músicos, sob a direcção artistica do filho Bernardo Costa, mais conhecido como Agir. Paulo de Carvalho é um nome incontornável na música portuguesa. “E depois do adeus”, “Gostava de vos ver aqui”, “Nini dos meus quinze anos”, “Dez anos”, “Prelúdio (mãe negra)” ou “Os meninos de Huambo”, são apenas alguns dos êxitos que ainda hoje perduram no coração de todos os portugueses.

 

A par dos sucessos que cantou, juntam-se os que compôs para muitos companheiros de profissão, como “Os putos” e "Lisboa menina e moça", de Carlos do Carmo ou “Meu fado meu” de Mariza; uma pequena amostra das mais de 300 canções de Paulo de Carvalho como autor-compositor.

 

Parte destes temas com história e que fazem parte da nossa história, vão ser recriados no novo espectáculo “Intemporal”, onde as músicas de uma vida passam, a memórias inolvidáveis.

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)

12 de Abril 2016 | 21.30h

Adam Ben Ezra pela 1ª vez em Portugal

Contrabaixista e multi-instrumentista, Adam Ben Ezra tem como missão elevar o contrabaixo a instrumento de primeiro plano e vem a Portugal apresentar o seu álbum de estreia. “Can’t Stop Running”, mais do que um retrato do seu virtuosismo, revela um compositor invulgar e sem barreiras musicais, que combina o jazz, rock e world music de uma forma versátil e apaixonante.

Cartaz Adam Ben Ezra.jpg

Usando vários instrumentos, loopers e pedais de efeitos, Adam Ben Ezra transforma uma actuação a solo numa parede sónica digna de uma pequena orquestra, conquistando salas cheias de estranhos tornando-os fãs indefectíveis.

Explorando novas direcções nos seus temas originais, ou com arranjos criativos de versões de temas conhecidos com milhões de visualizações no youtube, Adam Ben Ezra ocupa já um lugar de destaque no panorama musical internacional.

O sucesso das suas actuações deram origem a convites que o levam a partilhar palcos com gigantes da música como Pat Metheny, Victor Wooten, Richard Bona e Mike Stern

 

Passos Manuel (Porto)

29 de Abril 2016 | 22.30h

The Sisters Of Mercy, The Brian Jonestown Massacre, The Raveonettes…. entre outros… no Reverence Festival

O cartaz do Reverence Festival inclui novos nomes de peso para a edição de 2016 que se realiza nos dias 8, 9 e 10 de setembro em Valada, no Cartaxo.

As confirmações mais recentes incluem The Brian Jonestown Massacre, The Raveonettes, Fat White Family, A Place To Bury Strangers, The Japanese Girl e The Black Wizards no dia 9 de setembro além de The Sisters Of Mercy, Mars Red Sky, Steak e Earth Drive no dia 10 de setembro.

198668.jpgUma das maiores e mais influentes bandas dos anos 80, os The Sisters of Mercy regressam a Portugal para encabeçar o Reverence Festival Valada. Depois de um concerto memorável no Coliseu dos Recreios em 2009, a banda liderada por Andrew Eldritch retorna a Portugal para um espetáculo único, fora do âmbito de digressão.

Apesar de se manterem ativos com inúmeros espetáculos ao vivo durante os últimos anos, The Sisters Of Mercy não editam um disco de originais desde 1990, altura em que lançaram “Vision Thing”. Assim, o alinhamento deste concerto em Valada percorre os vários sucessos da banda de “Temple of Love” e inclui vários temas originais nunca editados e que têm sido a grande referência dos espetáculos destes ícones dos 80s.

BrianJonestownMassacre768.jpgThe Brian Jonestown Massacre… Uma estreia absoluta em Portugal.

Apesar de nunca terem dado o salto para o mainstream, os The Brian Jonestown Massacre têm uma legião de seguidores em todo o mundo, são uma das mais respeitadas bandas do panorama Psych da atualidade e um porta-estandarte do género. A banda é, também, famosa pelos seus concertos energéticos. Atualmente, integram na sua formação Ryan Carlson Van Kriedt de Dead Skeletons e The Asteroid #4.

A genialidade de Anton Newcombe, membro de referência da banda, pode ser vista no premiado “DIG”, documentário que junta a vivência da banda com os seus amigos The Dandy Warhols, co-produzido pelo realizador e produtor português Vasco Nunes. A banda existe desde 1990, ano em que se formou em São Francisco, e celebra, este ano, o 25º aniversário das suas digressões que têm sido lendárias. Lançaram "Revelation", o seu trabalho mais recente, em 2014 e na passada edição do Reverence Festival, alguns dos atuais membros da banda passaram por Valada.

The Raveonettes… O duo dinamarquês aceitou o desafio de lançar um novo tema original, através do seu website oficial, todos os meses durante o ano de 2016. Assim, têm reunido cada vez mais seguidores. A dupla formada por Sune Wagner e Sharin Foo apresenta-se em Valada no dia 9 de setembro como uma das grandes atrações do evento.

Fat White Family… Uma das maiores sensações do momento em Inglaterra, estes rockers deram muito que falar com o seu álbum de estreia “Champagne Holocaust” em 2013. Em 2016 são, seguramente, uma das atuações mais interessantes do momento, tendo sido mesmo nomeados para Melhor atuação ao vivo pelo NME. Vêm a Valada mostrar o que de mais “fresco e interessante” se anda a fazer por terras de nossa majestade

A Place To Bury Strangers… Este trio dispensa apresentações. Depois de um concerto memorável em 2014, regressam a Valada para mais uma descarga elétrica e mais uma performance que, certamente, ficará na memória dos presentes. Já com uma pequena legião de fãs em Portugal, apresentam o mais recente trabalho “Transfixiation”, editado em 2015.

marsredsky.jpgOs Mars Red Sky estiveram em digressão durante 5 anos seguidos após o lançamento do seu álbum de estreia, gravado no mítico deserto de Bardenas. Passaram pelos palcos de festivais de referência como Eurockéennes de Belfort (Fr) Hellfest (Fr), Roadburn (NL), Desertfests de Londres e Berlim, Sziget Festival (Hun), SXSW (USA) entre outros. Lançaram o álbum "Apex III – Praise for the Burning Soul" em fevereiro deste ano e apresentam-no em Valada com a energia e qualidade que lhes tem sido reconhecida por vários críticos internacionais.

Steak… Esta banda de quatro elementos desenvolveu uma forte relação com o underground do rock n roll. Depois de dois EP aclamados pela crítica, lançam o seu álbum de estreia "Slab City" em 2014 com a lendária editora Napalm Records. Seguiram-se vários concertos pela Europa e presenças em festivais, reforçando os Steak como uma das novidades mais interessantes a ter em conta.

 

Além das novidades internacionais, o Reverence Festival integra projetos nacionais que se destacam dentro do universo musical do festival. Assim, depois da confirmação dos Mécanosphère de Adolfo Luxúria Canibal para um dos palcos principais do Reverence, seguem-se, agora, três nomes que muito têm dado que falar no underground português

 

The Japanese Girl…. Depois de assinarem contrato discográfico com a editora espanhola Munster Records, editaram o incrível "Sonic-Shaped Life". Chegam a Valada depois da sua primeira digressão europeia. The Black Wizards… Stoner no feminino, a promover o seu primeiro trabalho intitulado “Lake of Fire”, edição da Raging Planet. Os rockers Earth Drive (também editados pela Raging Planet) apresentam em Valada o mais recente trabalho “Planet Mantra”.

GNOD com Negra Branca, Live Low e Dru$$ no Café au Lait

Depois de Teeth of the Sea, Abril em concertos continua já no dia 15 com os GNOD a encabeçar a noite no Café au Lait. A primeira parte conta com prestações de Negra Branca, Live Low e Dru$$.

untitled.jpgO mundo gira à volta dos GNOD. Numa noite verdadeiramente carimbada pela Tesla Tapes, encabeçada colectivo de Manchester, o Café au Lait e as fundações da sua cave prometem ceder perante o grito de guerra "In Gnod We Trust". É possível que os GNOD se tenham apropriado da expressão "música psicologicamente densa". Inserindo-se na arte de bem-fritar qualquer encéfalo, a sonoridade da banda inglesa faz-se sentir com um grande peso na cabeça e alguns movimentos incoerentes, assim como um autêntico formigueiro no resto do corpo.

                                                                                  

Com saída já no início de Abril, o novo disco, "Mirror", promete arrombar as portas de todos nós, seja pela força colossal com que se define, seja pelas afirmações da índole humana com que os GNOD se reescrevem. A noite no Café au Lait completa-se com headbangs menos fincados, dando lugar à agitação liberal dos corpos. Responsáveis por esse motim estão Negra Branca, 1/4 GNOD e 100% quimeras oníricas, Live Low, o outro alter-ego de Pedro Augusto, que se despiu da pele e do caos electrónico de Ghuna X, e um DJ-set de Dru$$, mais conhecido como Paddy Shine, cérebro dos sempre em metamorfose britânicos.

 

Café au Lait (Porto)

15 de Abril 2016 | 21.00h

Gabriel Bruce na primeira parte do concerto de Florence + The Machine

Gabriel Bruce é o nome escolhido por Florence + The Machine para atuar na abertura da digressão que arranca em Viena, e que tem passagem garantida por Lisboa já no próximo dia 18 deste mês, no MEO Arena.

gabriel-bruce.pngO músico britânico traz à capital o primeiro longa duração, "Love In Arms", apresentado ao público em maio de 2013. Gabriel Bruce acabou de anunciar o lançamento do segundo disco de originais, "Come All Sufferers", com data de lançamento agendada para dia 20 de maio.

Uma voz surpreendente que promete aquecer em grande uma noite que tem todos os ingredientes para ser memorável.  

Ironsword e Extinction of Mankind fecham as contas para o SMSF Beja 2016

Com Forgotten Tomb, Rotting Christ, Bizarra Locomotiva, Allen Halloween, OvO, Spiritual Front e Mata Ratos, deixando tantos de fora destas contas, o SMSF Beja propôs-se a abordar a música extrema como um linguagem, mais do que um género. As contas ficam agora encerradas com uma abordagem mais ortodoxo, que tanta falta faz: os portugueses Ironsword e os britânicos Extinction of Mankind encabeçam o derradeiro role de confirmações, com o melhor do heavy metal de pelo na venta e a mistura mais devassa de death metal e crust que se poderia ouvir.

untitled.jpg Do Brasil para Beja, e de entranhas bem carregadas de niilismo pagão, os Mausoleum recuperam raízes seculares no seu black metal; os franceses Hexecutor, pelo seu lado, não inventam em nada, mas a execução é-lhes primorosa - thrash com hálito a cerveja e a dose certa de cabedal na indumentária, tudo o que puxa para riffs a rasgar e o groove sobre rodas do género.

 

Nas contas de bandas portuguesas, os portuenses Örok vêm apresentar o seu desafio ao black metal nas suas peças bem estudadas do género. O SMSF Beja contará, também, com actuações do cantautor de guitarra campaniça Paulo Colaço, dos crusters Animalesco, o método, dos punks Ventas de Exterko, do nu-metal de The Royal Blasphemy, da abordagem vanguardista do folclore pagão d’A Foice, e ainda de uma actuação surpresa a aguçar curiosidades para o fim-de-semana.

 

Também confirmados para o SMSF Beja estão Sinister, Cripple Bastards, Phantom Vision, IXXI, Decayed, Harakiri for the Sky, Atila e Caronte​, entre outros. O festival distribuirá a programação por dois palcos, sendo um deles, Forest Stage, de acesso gratuito.

Artistas Unidos trazem "Os Jogadores" ao Centro Cultural Vila Flor

O Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor acolhe a peça “Os Jogadores” que chega a Guimarães pelas mãos dos Artistas Unidos. Peça escrita por Pau Miró (Barcelona, 1974), “Os Jogadores” é uma tragicomédia contemporânea onde o herói trágico é a própria sociedade.

DSC_6079.JPGPhoto: Jorge Gonçalves

 

Numa casa antiga, ao redor de uma mesa, debaixo de uma lâmpada, quatro homens jogam uma partida de cartas. Esta casa é um refúgio onde se aceitam todos os fracassos, onde todos são permitidos. O fracasso é a regra, não a exceção. O dinheiro desapareceu, assim como desapareceu qualquer possibilidade de sucesso pessoal. Ao ponto de bater no fundo, as quatro personagens decidem arriscar. O jogo torna-se perigoso.

DSC_6517.JPGPhoto: Jorge Gonçalves

 

“Os Jogadores” é uma radiografia das relações humanas, da parte obscura e inacessível que esconde todo o mundo, salpicada de humor e, claro, de um saudável espírito lúdico. Vidas focadas naqueles milésimos de segundo do virar da carta que decide uma partida. Cada personagem tem a sua história, quase poderíamos dizer que cada uma tem um conto por narrar.  Os quatro, no entanto, contam uma história em comum: quatro homens que se sentem deslocados. O mundo mudou e não o entendem. Mudaram os valores, as regras, e eles não encontram o seu lugar. O dinheiro desapareceu e não regressará. Também as prerrogativas. Os alicerces. Deslocados, arrastam os pés, parecem fantasmas ou cadáveres, ou sonâmbulos, ou parecem estar em estado de coma…

DSC_6371.JPGPhoto: Jorge Gonçalves

 

É como se estas personagens se tivessem esquecido do texto e estivessem à espera que voltasse. Perderam o pulsar do mundo, e só têm uma maneira de o recuperar, talvez demasiado arriscada, seguramente demasiado perigosa. E louca. E também desesperada. Ao fim e ao cabo, no entanto, a única maneira. O mais provável é que não lhes saia bem, mas quem sabe? Vermelhas ou pretas, quem sabe? De qualquer forma, se existe alguma possibilidade de vencer o jogo é graças aos quatro atores que contam esta história, este conto carregado de contos.

 

O espetáculo foi apresentado aquando da celebração dos 20 anos de atividade da companhia, em setembro do ano passado, e chega agora ao CCVF.

 

Centro Cultural Vila Flor / Pequeno Auditório (Guimarães)

8 de Abril 2016 | 22.00h