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Glam Magazine

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Calhau!... “Lançamento de ‘Ú’” + Primeira Dama

Entidade continuamente mística e inclassificável da música transgressora mais beatífica feita por estes lados, o duo de Marta e Alves von Calhau tem vindo a criar o seu próprio universo, alheio a quase tudo aquilo que conhecemos, com a verdade, o nervo e o confronto lúdico dos mais sagazes. Dos primórdios submergidos no quitanço da mais variada maquinaria, foram depurando esse linguajar intrigante até fazerem erigir uma ilha onde a desconstrução herdeira do dadaísmo e do bruitisme se encontra com formas mais resolutas, mas nem por isso menos desafiantes. Com o canto de Marta von Calhau a assumir um papel basilar, os detritos electrónicos que vinham sendo explorados enredavam-se num arco narrativo informado pelo surrealismo, a Nico de Desertshore e os cantares do Portugal profundo, que teve um primeiro registo perene para lá da dimensão performativa em Quadrologia Pentacónica de 2011 e continuidade em Magneto Luminoso Condutor Sombra de 2013.

CALHAU2.jpgPhoto: Dinis Santos

 

Encarando esse contínuo, mesmo quando cada peça surge enquanto acto único, “Ú” com edição na sempre premente KRAAK e que serve de contexto para esta – sempre celebrada – actuação, trata-se de um disco mais hermético e insular. Laminando as experiências cancioneiras até ao seu intímo, sobra uma electrónica esparsa e langorosa sobre a qual surge uma voz cada vez mais versátil e confiante a entoar mantras feitos de jogos de palavras com tanto de lúdico como de onírico. Podemos até chamar-lhes hinos, no sentido mais litúrgico do termo, feitos de contenção e hipnose branda, que ao invés de um clamor impositivo, se esgueiram subtil e pacientemente num ruminar devoto. Quase como se as magickal arts dos Throbbing Gristle encontrassem voz no Ghedália Tazartès para daí gravitarem num campo idiossincrático onde esta e outras comparações caem por terra. Novo documento essencial de um work in progress singular que temos vindo a acompanhar sempre com surpresa e fascínio, e que ganhará nesta noite novos significados e significantes.

 

Primeira Dama…. Com a edição do seu primeiro álbum, “Histórias por Contar”  para Abril, na recém formada Xita Records, este muito jovem lisboeta surge no contexto de algumas vozes nascidas no burgo que têm na pop uma convicção e fé que permite alinhar pontos aparentemente dispersos num contexto histórico, numa mesma dimensão alimentada por um consumo voraz e de diletantismo fixe, onde se podem encontrar nomes como Sallim ou Vaiapraia. Na música de Primeira Dama, há ecos de um r&b etéreo, filtrado por acontecimentos notáveis e mais ou menos recentes da pop nacional que se tem vindo a revelar paulatinamente a cada nova actuação.

E estamos aqui para acompanhar tudo isto

BS

 

ZDB (Lisboa)

8 de Abril 2016 | 22.00h

Simone de Oliveira… “Olhos nos olhos”

Verdadeiro ícone de várias gerações de artistas, Simone de Oliveira é um dos maiores nomes da história da música portuguesa dos últimos 50 anos.

ABRIL2016_09.jpgPhoto: Arquivo / DR

 

Neste espetáculo íntimo e de “olhos nos olhos”, serão revisitados alguns dos momentos mais marcantes da sua longa carreira, canções intemporais e histórias de uma mulher fascinante. Simone de Oliveira será acompanhada ao piano pelo maestro Nuno Feist, numa viagem onde a música será o fio condutor desta noite entre amigos.

 

Voz: Simone de Oliveira

Piano: Nuno Feist

 

Cineteatro Alba (Albergaria)

9 de Abril 2016 | 21.30h

Ciclo Pássaro regressa com Josephine Foster

O ciclo de música Pássaro está de regresso e anuncia concertos para os próximos três meses. Já no dia 10 de abril, domingo, a norte-americana Josephine Foster apresenta o novo disco, “No More Lamps In The Morning”, em concerto de final da tarde no edifício contemporâneo da Biblioteca da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), um espaço datado da segunda metade da década de 80 e que se demarca pelo traço contemporâneo e arquitetura moderna.

JF hi res promo by M Borthwick.jpgPhoto: M Borthwick

 

Oriunda do Colorado, a cantora e compositora folk Josephine Foster dispensa grandes apresentações. Com uma sonoridade reminiscente do blues e folk americano do início do século XX, gradualmente o nome de Josephine começou a estar na boca de gente influente como Devendra Banhart e a sua figura a estar debaixo de holofotes. Em 2005, lançou o álbum “Hazel Eyes, I Will Lead You”, disco que a colocou em lugar destacado no mundo dos cantautores e que desde então não a deixou parar. Seguiram-se discos soberbos como “Blood Rushing” e “I’m a dreamer”, apenas para referir alguns na sua já extensa discografia. Passagens frequentes por Portugal para atuar em espaços como a Casa da Música, o Festival Para Gente Sentada ou a Casa das Artes de Famalicão levaram-na rapidamente a ser conhecida do público português. Josephine regressa a Portugal para apresentar o novo disco “No More Lamps In The Morning”.

 

Biblioteca Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real)

10 de Abril 2016 | 18.00h

“Morning”… o novo single e vídeo de emmy Curl

Emmy Curl esta de regresso com um novo vídeo. “Morning” foi o tema escolhido para este novo single cujo vídeo foi realizado por Mónica Ferreira e co-porduzido por Elbowood e Catarina Miranda.

Image1.jpgMorning” segue os caminhos trilhados por “Navia”, disco de onde foi retirado o seingle, e onde o indie dreamy regressa à música estimulada pelos sons da natureza, no fundo a inspiração de Catarina Miranda nas suas jornadas musicais.

A magia de “Navia”, considerado para a Glam Magazine o segundo melhor disco de 2015, a encantar novamente neste trabalho visual. “Navia” segue assim o seu caminho neste ano de 2016, provando uma vez mais que emmy Curl é um dos segredos mais bem guardados da música Portuguesa.