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Glam Magazine

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The Black Halos regressam a Lisboa para acabar concerto interrompido há mais de dez anos...

É assim o verdadeiro punk rock: é com um sentido de cumprimento de missão inacabada que os canadianos Billy Hopeless e Rich Jones, fundadores dos icónicos punk rockers da SUB POP, The Black Halos, decidem que entre datas espanholas em Cáceres e Bilbao têm necessariamente que fazer mais 1200 kms de estrada para estar no Popular de Alvalade a 12 de Abril para acabar o seu primeiro e único concerto em Lisboa que, no início da década dos 00's, foi interrompido pela polícia: "The Gestapo are here!" anunciou Billy Hopeless na altura, foram as últimas palavras ao microfone naquela noite.

a3693658249_10.jpgApós o lançamento do seu disco de estreia "The Black Halos", em 1999, no seu próprio selo Die Young Stay Pretty, os Halos assinaram pela SUB POP, gravando o seu segundo disco "The Violent Years" com o produtor Jack Endino, de Seattle. Na SUB POP fizeram parte de uma geração de bandas que inclui também The Makers. Seguiram-se várias alterações de alinhamento com a saída de Rich Jones, que se mudou de Vancouver para Londres em 2004; e Billy Hopeless terminou a banda em 2008.

 

Enquanto Hopeless formou um novo projeto, The Bonitos, Jones não perdeu tempo em Londres, tocando com Ginger (The Wildhearts), o seu amigo canadiano Neil Leyton, com quem também integrou um alinhamento de Tyla & the Dogs d'Amour, formou a banda The Loyalties com Tom Spencer (ex-Yo-Yo's), tocou com Amen, Alec Empire, e outros, acabando por integrar o alinhamento atual da banda de Michael Monroe (ex-Hanoi Rocks) enquanto guitarrista-compositor e também designer.

 

Todo este pedigree rock n roll, aliado à reunião com Billy Hopeless, levou à inevitável produção de, pelo menos, duas novas faixas de Black Halos que já se encontram disponíveis no novo Bandcamp da banda

The Black Halos, versão 2016, estão em digressão Ibérica em abril de 2016 com data única em Portugal: 12 de Abril no Popular Alvalade. As portas abrem às 21:00 e a primeira parte está a cargo de Suzie Stapleton.

 

Popular de Alvalade (Lisboa)

12 de Abril 2016 | 21.00h

MPLUS amanhã ao vivo no Porto

MPLUS é um projecto Synthpop/Electrónica constituído por Márcio Paranhos nas percussões e sintetizadores e Mónica Dias na guitarra e voz.

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Photo: Arquivo / DR

 

Uma videógrafa com anteriores ligações a bandas de rock e blues e um artista multimédia, cujas influências sonoras abrangem o mundo da electrónica, uniram-se pela enorme vontade de envolver estes dois universos.

 

Espiga (Porto)

2 de Abril 2016 | 16.00h

Ciclo "Jazz +351" na Culturgest... Songbird

A relação do jazz com a canção dita "ligeira" e com a pop vem dos primórdios deste género musical, e um tempo houve em que os dois domínios eram o mesmo – veja-se o exemplo de Frank Sinatra.

Depois, iniciou-se um processo de intelectualização e complexificação/experimentação da música de raiz afro-americana que a conduziu por outro caminho, atravessando os estilos bebop, hard bop, cool, modal e free. Alguma coisa está, no entanto, novamente a mudar e até nos circuitos mais criativos têm surgido pontes com essa área.

songbird@2x.jpgPhoto: Vera Marmelo

 

Não necessariamente para tornar o jazz mais acessível ou comercial: casos como os de Tom Waits, Björk e David Sylvian atestaram que pode haver uma pop de grande qualidade. Será isso que leva um alargado número de músicos, de Brad Mehldau a The Bad Plus, a incluir esse tipo de repertório, via covers ou com composições originais, nos seus concertos e discos. Poucos o fizeram, no entanto, por sistema, e entre estes, com excelentes resultados, está o português João Hasselberg, metade do duo Songbird. Com este projeto, o contrabaixista e o pianista Luís Figueiredo ainda vão mais longe, dedicando-se exclusivamente à interpretação de temas bem conhecidos do cancioneiro universal e esticando esse âmbito até à folk, por um lado, e a certas árias de ópera, por outro.

“Como quem passeia entre as árvores”, dizem eles, colocando ainda em maior evidência o lirismo desses “cantos alheios”.

 

Culturgest (Lisboa)

6 de Abril 2016 | 21.30h

Rui Massena… Primeiro single do novo álbum lançado hoje

"Estrada", primeiro single do novo álbum de Rui Massena, é lançado hoje. O Vídeo deste tema já está disponível. O álbum "Ensemble" já está em pré-venda no iTunes e Fnac. A 15 de abril o pianista, maestro e compositor Rui Massena regressa aos álbuns em nome próprio com "Ensemble", levantando agora o véu deste novo disco com o lançamento do single "Estrada". O vídeo foi lançado, sendo que quem fizer a reserva do álbum no iTunes recebe imediatamente o single “Estrada”, enquanto a pré-compra do disco na FNAC garante um CD autografado.

massena.jpegPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Este "Ensemble" é o sucessor de "Solo" (2015), uma obra intimista, na qual Massena se focou somente no seu piano. Todavia, agora neste segundo álbum em nome próprio Rui Massena já contou com a participação da Czech National Symphonic Orchestra. O maestro mantém a "tranquilidade" que já caracterizava o seu primeiro disco de originais, mas agora dá-lhe toda uma envolvência orquestral, que traz também uma nova luz às suas composições.

Rui Massena prepara-se ainda para apresentar este "Ensemble" em dois grandes palcos: a 30 de abril atuará no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, seguindo no dia 2 de maio até à Casa da Música, no Porto. Nestas viagens o seu piano estará também acompanhado de uma orquestra de cordas.

 

Ball-Trad… Celina da Piedade

Celina da Piedade, uma das mais talentosas acordeonistas da actualidade, actua dia 2 de Abril, sábado, às 22h00 no Teatro Ibérico em Lisboa, onde apresenta temas dos seus discos "Em Casa" e "Cante das Ervas" assim como alguns temas do novo disco "Sol".

celina.jpgElogiada pela crítica e aclamada pelo público, Celina da Piedade deu nas vistas ao tocar com alguns dos maiores nomes da "música do mundo", como Rodrigo Leão, Mayra Andrade, Ludovico Einaudi ou o basco Kepa Junkera. Depois, a sua voz irresistível, o seu talento para a composição e a sua contagiante presença em palco fizeram o resto.

No Teatro Ibérico, Celina da Piedade convida o público a subir ao palco e a participar no espectáculo. Um espectáculo único onde o público se mistura na cena, e onde ninguém vai ficar indiferente!

 

Teatro Ibérico (Lisboa)

2 de Abril 2016 | 22.00h

Jimmy P edita hoje terceiro disco “Essência”

“Para mim este disco é simbólico pois encerra um ciclo: fazer 3 discos em 3 anos. Representa liberdade criativa, estética e conceptual. No fundo, ilustra bem uma de muitas formas de fazer Hip-Hop: fazer, dentro desse universo, Rap e R&B. Creio que até à data é o meu trabalho mais sólido pois acontece naquele que é seguramente o meu melhor momento criativo. Houve uma certa preocupação, juntamente com o produtor do disco (J-Cool), de produzir bases rítmicas e instrumentais que me permitissem criar o que eu pretendia neste disco: canções agradáveis, raps melódicos e bem escritos.”

Jimmy P

jimmyp_capaessencia.jpgEssência” é o terceiro longa-duração de Jimmy P que chega hoje às lojas e é apresentado na próxima sexta-feira, dia 8 de Abril, no Hard Club, no Porto. J-Cool, com quem já trabalhou em alguns dos seus maiores sucessos como “Amigos e Amantes” e “Storytellers”, está ao leme da produção do disco que leva Jimmy P a atingir a maturidade, aprofundando um discurso cada vez mais coerente e personalizado e um estilo único. “Não tás a Ver” é o segundo single retirado do novo álbum, depois de “Valer a Pena”, lançado em Dezembro, e já se encontra em airplay nas rádios nacionais.

Como o Jimmy P descreve, “Essência” completa um ciclo que o levou a editar três álbuns em três anos. Neste disco foca-se nas suas raízes pessoais e no apuramento da sua identidade enquanto artista. Prova-nos que tem a capacidade de fundir, com mestria e equilíbrio, o Rap certeiro e incisivo com a riqueza harmónica e melódica Soul e a sensibilidade contemporânea da Pop.

Jimmy P é uma figura central e modelar da nova geração de música portuguesa, uma referência do que melhor se faz na música urbana actual. “Essência” chega hoje às lojas depois do percurso meteórico dos primeiros álbuns: “#1”, o disco de estreia que esgotou semanas após a sua edição e o levou a percorrer o país inteiro em digressão; e “FVMILY F1RST”, o álbum de onde foi retirado “On Fire”, um dos grandes singles de 2015, que permitiu a Jimmy P fortalecer a relação com o seu público e conquistar uma posição de relevo na nova música portuguesa.

 

Essência” será apresentado ao vivo na próxima sexta, dia 8 de Abril, no Hard Club, no Porto

António Zambujo e Miguel Araújo apresentam primeiro registo dos concertos dos Coliseus de Lisboa e Porto

Depois de esgotarem 17 datas – 9 no Coliseu dos Recreios e 8 no Coliseu do Porto – António Zambujo e Miguel Araújo apresentam o primeiro vídeo registado num desses concertos. "No Rancho Fundo", de Ary Barroso e popularizado por Chitãozinho e Xoróró, foi o tema escolhido.

GLAM - Zambujo & Araujo.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Glam Magazine

 

Este primeiro video recupera o ambiente vivido pelos músicos e público ao longo das 17 noites, em que foram apresentadas canções dos respectivos repertórios, algumas das quais compostas e escritas em conjunto, outras de artistas que ambos admiram, intercaladas com momentos de conversa e muito humor, revelando a enorme cumplicidade que une Miguel Araújo e António Zambujo

 

Teeth of the Sea no Musicbox em Lisboa e no Understage do Rivoli...

Numa tensão difícil de catalogar entre aquilo que é a música pesada e a cultura de clubbing, os Teeth of the Sea são das poucas bandas que se podem orgulhar de surgir em palco e moldar o ambiente em que se encontram às suas necessidades.

0005885088_10.jpgPhoto: Bandcamp / Al-Overdrive.com

 

Ora a puxar pelo balanço e ambiências saturadas dos géneros pesados, ora trabalhando a síncope da dança em regime de saturação sónica, o quarteto britânico tem assinado discos e protagonizado concertos que primam pela capacidade de esbater fronteiras e redefinir conceitos, algo que repetem no último lançamento discográfico jocosamente apelidado de “Highly Deadly Black Tarantula”.

Ao vivo, são tão terrenos e humanos quanto espaciais e de outro mundo, convergindo a essência do imaterial, para a mente, na expressão corporal que, inevitavelmente, provocam. São especiais, já o demonstraram no Milhões de Festa e preparam-se para repetir a dose no Understage do Teatro Municipal do Porto.

 

Musicbox (Lisboa)

8 de Abril 2016 | 23.30h

 

Teatro Rivoli / Understage (Porto)

9 de Abril 2016 | 22.00h

“Super”… marca o regresso aos discos dos Pet Shop Boys

Falar dos Pet Shop Boys é recuar até aos anos 80 e recordar a história deste dois amigos… quando Neil Tennant e Chris Lowe se conheceram numa loja de artigos electrónicos em Kings Road, no bairro de Chelsea em Londres. Estávamos no Verão de 1981 e o interesse de ambos pela música levou a que em 1982 o projecto musical ganhasse vida. Surgia nessa altura os primeiros esboços do tema “West End” que em 1983 viria a palavra “girls” a ser incluída no titulo que iria permitir ao dois amigos o sucesso em 1985, um ano depois do lançamento do seu primeiro disco.

PET-SHOP-BOYS-ATTITUDE-984x641.jpgPhoto: Attitude / DR

 

Ao longo destes 35 anos juntos, Neil e Chris marcaram a pop eletronica inglesa através de sucessos que ainda hoje perduram no tempo.

A mudança de século colocou a banda à margem de alguns novos projectos britânicos que foram surgindo, e que conseguiam agradar mais a uma nova geração que procura na musica sonoridades opostas às que os Pet Shop Boys vinham a desenvolver ao longo dos anos. Curiosamente o período entre o ano 2000 e 2013 foi um dos mais criativos na carreira destes dois amigos. 8 albuns editados e mais de uma dezena de singles, fizeram que os Pet Shop Boys não fossem esquecidos pelos fãs…. As digressões eram a prova disso.

Em 2013 com “Electric”, o último álbum editado, Neil e Chris descobriram novamente a electrónica, a mesma electrónica que os tinha juntado no ano de 1981. Era o primeiro passo para o trabalho que iriam desenvolver nos 2 anos seguintes, e que resulta no disco editado hoje, 1 de Abril, “Super”. Analisando a carreira de 30 anos de edições do grupo, estamos perante uma disco que melhor retrata a evolução da banda até encontrar o seu karma musical. Uma obra que junta o melhor dos anos 80, o som dançavel dos anos 90 e a electrónica atual, sintetizando este disco como um dos melhores do pop dançavel dos últimos anos.

São 12 temas que rivalizam com os sucessos dos chamados teen-idols, patente no single de avanço “The pop kids”, onde estamos perante uma auto-biografia musical do duo mas traçando uma linha condutora baseada na house music de 1990. “Groovy”, a quarta faixa do disco recua até 1992, em batidas sincopadas do pop dançavel lembrando as chamadas “boys & girls bands” de meados dos anos 90.
Redescobrindo a electrónica na sua vertente mais massiva, “Pazzo!”, “Inner Sanctum” e “Undertow” abre a porta de uma Tomorrowland, onde nesta altura os Pet Shop Boys seriam os professores de uma nova ordem de EDM.

É um disco vibrante, um verdadeiro compêndio de dance music, electrónico q.b., mas nunca esquecendo o pop, que ao longo de 30 anos de edições acompanhou estes dois - agora adultos - rapazes de Chelsea. “Super”, para redescobrir uma banda dos anos 80 que soube, e bem, adaptar a sua música à realidade atual. Uma banda que não teve medo de inovar, e partir para novas aventuras alicerçadas nos seus princípios base de 1983.

 

Paulo Homem de Melo / Março 2016

Lídia Jorge encerra Festival Literário da Madeira... Programa completo divulgado

Pelo Festival Literário da Madeira (FLM) passarão mais de 60 participantes, entre escritores, ilustradores, moderadores, músicos e atores. De 11 a 16 de abril serão muitos os encontros, as conversas, os debates, os espetáculos, os lançamentos, as apresentações e tertúlias sob a égide do tema Falsidade e Verdade na Ficção Literária. 

Image1.jpgA sessão de abertura decorre a 13 de Abril, com os discursos institucionais de Francesco Valentini, diretor-geral da Nova Delphi, de Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal e de Eduardo Jesus, Sec. Reg. Economia, Turismo e Cultura. Ao palco sobe então Mia Couto, autor moçambicano multi-premiado, para uma conversa com o jornalista Fernando Alves. Partem de «Serve-nos a vida mas não nos chega», frase do autor. 

O encerramento, a 16 de abril, cabe a Lídia Jorge, autora de vasta obra e amplamente reconhecida e traduzida para vários idiomas. «Um grande livro nem sempre tem atrás de si as mãos de um grande homem» será o argumento para a conversa com Luís Caetano. 

Lídia Jorge (n. Algarve, 1946) é autora de uma obra imensa, com adaptações ao teatro e ao cinema, das quais se destaca o filme “A Costa dos Murmúrios” (1988), um dos mais poderosos textos sobre a guerra colonial, adaptado a filme por Margarida Cardoso. Pelo conjunto da sua obra, foi vencedora do prestigiado prémio da Fundação Günter Grass, na Alemanha, ALBATROS (2006) e do Grande Prémio Sociedade Portuguesa de Autores - Millennium BCP. Venceu a primeira edição do Prémio Literário Casino da Póvoa / Correntes de Escrita, em 2004, e em 2011, foi distinguida com o Prémio da Latinidade João Neves da Fontoura; o júri, presidido por Eduardo Lourenço, premiou Lídia Jorge pela «consagração da sua obra, que muito tem contribuído para o enriquecimento do património cultural e literário do Portugal contemporâneo». Em 2013 a revista Le Magazine Littéraire considerou-a uma das 10 grandes vozes da literatura estrangeira. Foi ainda distinguida com o Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura, de 2014, e com o Prémio Virgílio Ferreira em 2015. 

 

A programação completa do festival pode ser consultada aqui

Ciclo no Há Filmes na Baixa… 6 e 7 de Abril

Nos dias 6 e 7 de abril, o Porto/Post/Doc apresenta, através da sua iniciativa Há Filmes na Baixa!, o segundo ciclo de cinema de 2016. Desta vez, será um ciclo dedicado ao cineasta português João Nicolau, intitulado “Da Terra do Nunca: os filmes de João Nicolau”, com a exibição de três curtas-metragens de grande sucesso e a antestreia, no Porto, do seu mais recente filme “John From”.

JOHNFROM_cartazESTREIA_PT.jpgEsta é a sua segunda longa-metragem, depois de “A Espada e a Rosa” (2010), e já passou por diversos festivais internacionais, sendo mesmo premiado no FICUNAM, já em 2016. “John From” é uma história de uma rapariga às voltas com uma paixão por um vizinho do prédio. É o regresso de Nicolau a um universo da imaginação da adolescência, localizado num bairro de Lisboa, e que é um coming of age terno e divertido.

 

Esta longa-metragem faz um bom paralelo com as três curtas que serão exibidas – “Rapace” (2006), “Canção de Amor e Saúde” (2009) e “Gambozinhos” (2013) – que retratam situações de infância, adolescência ou de jovens adultos importunados com as suas memórias e “problemas” do quotidiano. Nestes filmes, uma porta, uma chave, ou uma festa são portais para um outro mundo, um mundo da imaginação fértil e do sonho.

 

No primeiro dia do ciclo, serão exibidas três curtas-metragens de João Nicolau, com a presença do realizador

Rapace

João Nicolau, 2006, 25’

Cumpridas as obrigações académicas, Hugo passa os dias em casa descansando a cabeça de intermináveis leituras de autores pouco conhecidos. Dorme muito e a desoras. A sua única companhia doméstica é Luisa, a empregada, que alinha com ele em cúmplices jogos do gato e do rato. Para afugentar o sono da razão Hugo exercita a veia lírica escrevendo, com o amigo Manuel, canções sobre o bairro onde ambos habitam. O plácido diletantismo do protagonista é abalado por Catarina, uma jovem e bonita tradutora que dá os primeiros passos na vida profissional em regime free-lancer. Hugo está pelo beiço, fraqueja. Lá em cima, o peneireiro peneira. Não é o único rapace capaz de fazê-lo.

 

“Canção de Amor e Saúde”

João Nicolau, 2009, 34’

João é o único empregado visível no estabelecimento comercial Chaves Morais. É também o filho do proprietário e não se coíbe de se ausentar do serviço para auscultar o sopro imaterial do seu coração gastando moeda atrás de moeda na Máquina do Amor. Marta do Monte é uma estudante de Belas Artes portadora de uma inusitada encomenda. A chave que para ela João copia abre mais que uma porta.

 

“Gambozinos”

João Nicolau, 2013, 20’

Um rapaz de dez anos debate-se com as agruras da vida numa colónia de férias. Não é fácil ser ignorado pela menina dos seus olhos e ver a camarata vandalizada por rufias quase adolescentes. Felizmente, na floresta, os gambozinos teimam em não aparecer.

 

No segundo e último dia do ciclo, é projetado, em antestreia no Porto, o mais recente filme de João Nicolau, "John From", com a presença do realizador

"John From"

Rita tem tudo. Tem 15 anos e o Verão à sua frente. Molha o chão da varanda e chapinha enquanto apanha valentes banhos de sol. Tem um ex-futuro namorado e o presente infalível da sua melhor amiga. Faz tranças e tem festas onde mostrá-las. Muito naturalmente, de Portugal ao Pacífico Sul, esta fortaleza desaba com doçura quando a adolescente vê a exposição que um novo vizinho apresenta no centro comunitário do bairro.

 

Há Filmes na Baixa!

Ao fim de dois anos de produção, o “Há Filmes na Baixa!” já conquistou um lugar de destaque no panorama de programação da cidade do Porto. Tendo em conta a marca, entretanto, conquistada e em articulação com a identidade do Festival que a Associação Porto/Post/Doc programa no mês de dezembro, o “Há Filmes na Baixa!” vai apostar, em 2016, numa nova estratégia de programação, através de ciclos temáticos. Estes ciclos temáticos vão manter o foco principal da identidade da Associação: promover o cinema documental, e em particular, as suas formas contemporâneas. Nesse sentido, desenvolvemos diferentes tipos de ciclos que poderão dar uma panorâmica do melhor cinema de atualidade. Para além disso, concentrámo-nos em ciclos com potencial de descoberta de cinematografias menores e do cinema português em particular. Noutros casos, estes ciclos também pretendem fazer um diálogo com outras artes (música, dança, teatro), possibilitando a conquista de outros públicos. O primeiro ciclo de 2016 aconteceu na semana de Páscoa, com a exibição de três documentários que receberam prémios no Porto/Post/Doc e que são três exemplares da diversidade do documentário contemporâneo.

 

Cinema Passos Manuel (Porto)

6 e 7 de Abril | 22.00h

Eunice Muñoz é a Diretora Convidada da edição de abril da Revista CAIS

No Editorial, a reconhecida atriz e Tiago Rodrigues, Diretor Artístico do Teatro Nacional D. Maria II, escrevem-nos sobre o importância do teatro como "O Lugar do Diálogo". 

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Em 1 Tema, 2 Pontos de Vista, a controversa questão de Trabalhar a Recibos Verdes, é analisada pelo economista João César das Neves e pela atriz Joana Manuel. No Salvar o Mundo - Nacional, damos a conhecer a Casa do Artista, um lar para aqueles que fizeram do mundo do espetáculo o seu estilo de vida. É também um teatro e uma associação, que foi marcada pela persistência daqueles que ambicionavam criar um lugar singular para o descanso dos artistas.

A Reportagem deste mês é dedicada à comemoração dos 170 anos do Teatro Nacional D. Maria II. Um espaço icónico da cidade de Lisboa, idealizado por Almeida Garrett, que tem vindo a adequar-se aos novos tempos e a construir parte da história da Cultura em Portugal. Na Narrativa Fotográfica é apresentado parte do acervo fotográfico de José Marques [1924 - 2012]. Este fotógrafo registou, através da sua câmara, algumas das melhores peças e momentos do Teatro Nacional D. Maria II.

 

O encenador Miguel Loureiro relata as memórias que tem da Viagem Transformadora que realizou ao Cairo, no Egipto. Destaque ainda para "Estação Terminal", o terceiro espetáculo do projeto de arte comunitária Companhia Limitada, liderado pela coreógrafa Madalena Victorino e pelo músico Pedro Salvador. Uma atuação que enaltece aqueles que vivem à margem da sociedade.