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Glam Magazine

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“Sou (l) de Lisboa” o regresso de Melo D a 6 de Maio

Melo D, o ex-Cool Hipnoise está de regresso com o terceiro disco a solo, resultado de uma operação crowdfunding, editado pela Associação PlanoBaú.

“Sou (l) de Lisboa” é constituído inteiramente por gravações ao vivo, uma produção despojada de grandes pormenores de produção. Como convidados, conta apenas com os músicos que o executaram e contribuíram para os arranjos. Destaque para a colaboração entre Melo D e a ilustradora Bruna Lapo, responsável pelo artwork do disco – as ilustrações substituirão as tradicionais fotos de promoção.

creditos_bruna_lapo1.jpgEste novo trabalho é uma afirmação ambígua que representa o espaço geográfico, a Lisboa que Melo D habita, a Lisboa que se reinventa através da mestiçagem sonora, consequência do intenso intercâmbio cultural que se vem operando nas ruas de Lisboa. Por outro lado, afirma a filiação sonora de Melo D. É evidente a influência da música soul, não no sentido restrito da palavra, que nos remete para certa música afro-americana com as suas regras estanques, mas sim, para uma tentativa de reinvenção local recorrendo ao universo musical lusófono, onde as músicas africanas e brasileiras que compõem o universo musical de Melo D teimam em confundir-se com as referências afro-americanas.

 

Nascido em Angola e criado em Portugal. Melo D despertou cedo para a música. Das rimas criadas com 13 anos de idade na Escola Secundária da Amadora, aos discos, gravações e numerosos concertos que fazem parte da sua carreira. As primeiras gravações datam do extinto programa musical Pop Off, na altura como rapper do projecto The New Decade. Seria enquanto membro dos The Family que viria a gravar em 1994 dois temas na primeira compilação de hip-hop Português… “Rapública”.

Durante 1994 e 2003 desenvolve trabalho como vocalista da banda Cool Hipnoise, com quem gravaria “Nascer do soul” em 1994, e o aclamado “Missão Groove” vencedor do melhor disco de música portuguesa nos extintos prémios Blitz 1996.

Em 2000 Melo D deixa os Cool Hipnoise. Seguem-se 2 anos retirado da cena musical, para dedicar-se ao estudo de guitarra jazz. Em 2003 a convite da editora independente Looprecordings, grava o primeiro disco a solo “Outro Universo”, contando com a preciosa colaboração do produtor D-Mars aka Rocky Marciano, com o qual recebe as melhores críticas e destaques na imprensa especializada, chegando a ser capa e eleito disco do ano pela revista Ipsílon do jornal Público.

Editado em 2005 “Chega de Saudade” uma produção conjunta com a editora enchufada e produzida em parceria com little jon (mentor dos Buraka Som Sistema), segue o mesmo percurso e sublinha mais uma vez um artista em crescimento como músico.

Entre 2005 a 2011, dois discos ficaram por terminar por coincidir com 2 bolsas de estudo em Barcelona. A primeira para estudar produção de música eletrónica na afamada escola de engenharia de som Sae Institute, e a segunda para Estagiar no estúdio do dj/productor e seu professor Alex Brinken, de quem se tornou amigo e com quem partilha o projecto J.A.M.

2010, ano de lancamento dos J.A.M. projecto de música eletrónica que conta já com temas editados pela editora de Barcelona ”Novo Music” e um tema recentemente editado pela sueca com remisturas de Soul Minority, Himan,e do reputado productor Hakan Lidbo. 2013 é o ano em que Melo D termina o 6 month full time guitar course em Londres na London Music School e volta aos discos em Nome próprio. Está aí o novíssimo “Sou(l) de Lisboa”.

Há Fado no Cais… Camané

De regresso ao CCB, Camané apresenta o seu último álbum, “Infinito Presente”, e lembra alguns dos temas que marcam a sua carreira. Não há intérprete mais unanimemente considerado no fado atual do que Camané.

GLAM - Camané.jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

O seu último álbum, “Infinito Presente”, com entrada direta para o 1º lugar do top nacional de vendas foi recebido com entusiasmo pelo público e pela crítica.  Numa voz que vai à frente a largar as palavras, a deixá-las pousar no sítio certo, procura, através da repetição, os momentos únicos, aqueles em que o fado acontece, com uma preocupação extrema com as nuances da interpretação. Camané respira autenticidade, facilmente se transcende e sabe dar uma dimensão maior que a imaginada às palavras que interpreta. Emoção. Tradição enriquecida com a dose certa de risco. Versatilidade. Tudo isto faz parte da personalidade artística de Camané.

 

José Manuel Neto: guitarra portuguesa

Carlos Manuel Proença: viola

Paulo Paz: contrabaixo

 

Centro Cultural de Belém / Grande Auditório (Lisboa)

9 e 10 de Abril 2016 | 21.00h

Caixa Ribeira ’16… Programação completa da Escadaria e Igreja de São Francisco

Os meses encolhem e os Palcos do Caixa Ribeira começam a ter alinhados os nomes que por eles desfilarão. A belíssima Igreja de S. Francisco e a sua Escadaria, vão ser dois dos lugares onde o Fado ecoará. Anunciam-se hoje os fadistas que por lá encantarão. Na igreja, José Gonçalez no dia 3 e os fadistas Sérgio Martins, Patrícia Costa, Ana Pinhal e Miguel Xavier que irão cantar “Fados a Nossa Senhora” no dia 4, juntam-se à já anunciada Maria da Fé. Na escadaria Maria do Sameiro no primeiro dia, junta-se a Gonçalo Salgueiro e no dia 4 atuarão José Manuel Barreto e Ana Sofia Varela.

GLAM - Jose.jpg

Photo: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

José Gonçalez tem quase três décadas de carreira e é um dos nomes mais conhecidos e profícuos do Fado. Aos 18 anos estreou-se com “Fado Lusitano” e daí para cá, sublinha-se o encontro com Frei Hermano da Câmara com quem partilhou muitas noites de Fado no espetáculo “Jesus Cristo Anda na Rua”. No ano passado lançou o seu mais recente álbum “Até Deus Gosta de Fado” que será certamente escutado no Caixa Ribeira de 2016.

 

São inúmeros os Fados gravados em honra de Nossa Senhora. A Fé ou a espiritualidade, sempre estiveram ligados ao Fado. “Avé Maria Fadista”, “Fado a uma Velhinha”, “Nossa Senhora do Fado” entre outros ressoarão pelas vozes de Patrícia Costa, Ana Pinhal, Miguel Xavier e Sérgio Martins, vozes jovens de grande qualidade que vão cantar “Fados a Nossa Senhora”. Um espetáculo único, num espaço também ele único e especial.

 

A Maria do Sameiro assenta como um vestido perfeito, a expressão deliciosa: “verdadeira mulher do norte”. De uma força imparável, rapioqueira e extrovertida – é assim que se adjetiva -, tem no Fado uma das formas de se exprimir, no entanto só se sente confortável se puder dançar e mexer-se em palco. “Homenagem a Santa Maria” é o seu cartão de visita, mas nos vários trabalhos editados deu-nos a conhecer a também faceta de compositora. Presença assídua nas inúmeras casas de Fado, bem como nas salas de espetáculos por todo o país e estrangeiro, Maria do Sameiro é uma das referências do norte do país. Possui uma voz poderosa que não deixa ninguém indiferente o que lhe valeu a participação no musical Amália de Filipe La Féria.

 

José Manuel Barreto começou cedo, e por isso teve o privilégio de conviver com nomes como Tristão da Silva, Max, Maria de Lurdes Resende, Carlos Ramos e Rui de Mascarenhas. No entanto, só quando já maturado de idade, é que o Fado se transformou instrumento para viver e ser. Lançou “Amor Presente” em 1988, com produção musical de Luís Pedro Fonseca. Já como fadista profissional começou a atuar na já encerrada casa Nove e Tal, onde cantavam Teresa Tarouca e Nuno da Câmara Pereira. Em 1995, grava dois temas – “O Palhaço” e “Carta ao Vento” – editados na Antologia do Mais Triste Fado, de que participam outros 15 fadistas de grande reconhecimento, entre eles, Fernando Maurício, Manuel de Almeida, Rodrigo, Argentina Santos e Beatriz da Conceição. Em 2001, edita o seu segundo disco a solo, “Fado de Santa Luzia” e em 2012 veio “Fados”, com composições de João Ferreira Rosa, Jorge Fernando, Marco Oliveira, Mário Laginha e Custódio Castelo.

 

Ana Sofia Varela é, meritoriamente, uma das melhores representantes da designada nova geração de fadistas. Com um currículo vasto, a Alentejana de Serpa, residente em Lisboa, conta no seu histórico artístico, de forma sumária e sem ordem cronológica, com a participação no filme “Fados” de Carlos Saura. Em 2005 vence o Prémio “Amália Rodrigues”, referente à categoria de Melhor Intérprete Feminina e colabora no projeto do lançamento de um CD de homenagem a Carlos Paredes, “Movimentos Perpétuos”.

 

Já confirmados

Aldina Duarte; Ana Sofia Varela, Anita Faria; António Chainho com Paulo de Carvalho e Mafalda Arnauth; António Zambujo; Beatriz; Beatriz Felizardo; Clássicos do Fado interpretados por Rosita, Manuel Barbosa, Maria da Luz e António Cerqueira; Eduardo Faria; Fados a Nossa Senhora: Ana Pinhal, Miguel Xavier, Patrícia Costa e Sérgio Martins Filipa Cardoso; Filipe Duarte; Gisela João; Gonçalo Salgueiro; Helder Moutinho; Homenagem a Fernando Farinha: Miguel Xavier, Patricia Costa, Alexandra Guimarães e Valdemar Vigário; Joana Almeida; Joana Amendoeira; Jorge Fernando; José Geadas; José Gonçalez; José Manuel Barreto; José Manuel Neto; Liliana Luz; Maria Armanda; Maria da Fé; Maria do Sameiro; Maria João Quadros; Miguel Ramos; Manuel Salé; Nádia Bastos; Nelson Duarte; Paulo Ribeiro; Pedro Moutinho; Raquel Tavares; Rodrigo & Florência; Rute Rita; Sandra Correia; Sandra Loureiro; Sara Correia; Simone de Oliveira; Teresa Tapadas; Kiko

 

Fado à Janela: Jorge Silva, Miguel Monteiro, José Manuel Rodrigues

 

Samuel Úria…. "Dou-me Corda" …Novo single, Álbum e concertos de apresentação

Samuel Úria tem algo de novo para contar e que nos fará chegar em forma de canções: “Carga de Ombro” é o título do álbum editado a 29 de Abril. Um conjunto de temas uma vez mais ímpar, que confirma a profecia de estarmos perante alguém “meio homem, meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole”.

samueluria_capasingle_dou_mecorda.jpgResponsabilidade assinalável esta, a de “Carga de Ombro”, em suceder a “Em Bruto” (2008), “Nem Lhe Tocava” (2009), “A Descondecoração de Samuel Úria” (2010), “O Grande Medo do Pequeno Mundo” (2013), ou as composições que criou para artistas como Kátia Guerreiro, Clã, HMB ou Ana Moura.

 

Para muitos será já uma redundância destacar as singularidades na escrita, nas melodias ou até na sua relação com o público, mas a verdade é que “Carga de ombro” é quase uma epifania sobre estas distinções na sua personalidade artística – a distância que Samuel Úria nos faz percorrer entre o “amparo” e a “provocação” é tão tenuemente grande que mais do que nunca nos reveremos no verso da canção que dá título ao disco “põe o teu ombro junto ao meu, carga de ombro é legal”.

Dou-me Corda” é o primeiro avanço desse destemido álbum. 

 

Para celebrar este lançamento a aquisição do ingresso para os concertos de apresentação incluirá a oferta do CD.

 

São Luiz Teatro Municipal (Lisboa)

29 de Abril 2016 | 21.00h

 

Casa da Música (Porto)

5 de Maio 2016 | 21.30h

 

Concerto SPA… Novas Bandas, Novas Músicas… SP “Deville” + Molécula

SP (de SP & Wilson e Makongo), um dos produtores e MCs mais conceituados da música urbana portuguesa, vai ao Teatro do Bairro apresentar ao vivo o seu novo projecto a solo, “Sou Quem Sou”,  num concerto com uma sonoridade e energia capazes de assombrar qualquer corpo. Um espectáculo diverso onde é feita uma viagem pela cultura hip hop tuga, onde o old school se encontra com o new school, e as batidas, rimas e flows são do mais alto nível.

01m.jpgLogo a seguir, chega Molécula. Após mais de uma década sem lançar nada a solo, lança agora “Química”, o seu novo disco, independente e fora da caixa no que ao hip hop tuga diz respeito, fazendo-se acompanhar pelos seus companheiros de guerra DJ AMP, Ruas, Mundo Complexo, Dj X-Acto e Sir Scratch, entre outros convidados.

 

Uma noite urbana que promete dar que falar, repleta de alguns dos melhores nomes do hip hop nacional.

 

Teatro do Bairro (Lisboa)

1 de Abril 2016 | 23.30h

Zurbana ao vivo no Porto….

Os portuenses Zurbana subirão ao palco do Rádio Bar, em plena baixa da cidade do Porto, no próximo dia 2 de abril. A banda apresentará ao vivo as canções de “Será Que Ainda Te Lembras do Simples Amanhã?”, EP editado com a chancela da Music In My Soul em outubro passado, de onde foi extraído o single “Eterna Madrugada”.

Zurbana_2.jpgOs Zurbana nasceram em meados de 2012, pelas mãos de António Cardoso, Pedro Abreu, Nuno Camacho e Pedro Henrique, que desde cedo encararam a música como uma arte expressiva da representação da sua forma de viver e comunicar.

O rock alternativo é o estilo com que mais se identificam e inspiram para a criação de melodias, prosas e poemas, resultado de experiências passadas com outros projetos como “Bliss” e “Welcome Grace Project”. Entre 2014 e 2015 estiveram embrenhados nos trabalhos de composição e gravação de “Será Que Ainda Te Lembras do Simples Amanhã?”, o EP editado em outubro passado. A sua expressividade sonora é também influenciada pelos seus interesses em outras áreas artísticas como o design, a fotografia e o cinema. Com uma vontade quase descontrolada de transmitir mensagens diretas e sinceras os Zurbana apresentam um EP extraordinário, capaz de surpreender até os mais céticos.

 

Rádio Bar (Porto)

2 de Abril 2016

“Paradigma” de Dinis Machado… A dança no CCB

Em “Paradigma”, criamos um folklore DIY para corpos com identidades esbatidas, através de artefactos, narrativas, danças, rituais e músicas.

Paradigma é uma dança de um exotismo de lado nenhum. Um reclamar ritualista de diferença e cidadania. Uma paisagem criada de um cadavre esquis de referências paradoxais vindas de lugares ficcionais.

Uma cerimónia vinda de um tempo antes da divisão entre arquiteto e construtor onde se produzem símbolos abstratos com materiais complexos e uma engenharia caseira.

Joana_Cardoso_Reis.jpgPhoto: Joana Cardoso Reis

 

Dinis Machado… Vive e trabalha entre Estocolmo e o Porto, onde nasceu. Foi um dos nomeados para o prémio Jardin D’ Europe no ImpulzTanz Viena 2014. Tem o MA em Coreografia a pela DOCH em Estocolmo, dirigido por Jefta Van Dinther e Frederic Gies, e estudou também Artes visuais na Maumaus, teatro na ESTC e ACE assim como Ballet e dança contemporânea no Balleteatro. Desde 2007 apresentou o seu trabalho na Áustria, Croácia, Uruguay, França, Suécia, Alemanha, Inglaterra e Portugal.

Participou em contextos de pesquisa como AWaRE (Alkantara 2014) mediado por Sofia Dias e Vitor Roriz, Encontros Rumo mediados por Vera Mantero e Miguel Pereira, e Mugatxoan (Serralves/Arteleku) dirigido por Blanca Calvo e Ion Monduate. Do seu percurso como performer salienta as colaborações com DD Dorvillier, Mikael Klien, Miguel Pereira, Trisha Brown Dance Company, Rogerio Nuno Costa, Miguel Loureiro, O Cão Solteiro, e Isabel Barros.

É artista associado do Ballet Contemporâneo do Norte no Porto e do Weld em Estocolmo

 

CCB / Sala de Ensaio (Lisboa)

1 e 2 de Abril 2016 | 21.00h (1 Abril) 19.00h (2 Abril)

String Fling em concerto na Nazaré a 2 de Abril

Apenas com duas guitarras e um ukelele, o duo String Fling vai-se apresentar na Nazaré no próximo dia 2 de Abril, para uma noite de baile folk europeu. Para os inexperientes nestas (an)danças, da parte da tarde haverá uma oficina para quem quiser aprender os passos base. As danças europeias estão de regresso à Nazaré!

stringfling.jpgOriundos de Lisboa, Pedro Prata e David Rodrigues juntaram-se pela primeira vez em 2012. Desde então, têm percorrido o país e além-fronteiras em concertos-baile, sendo uma das formações mais inovadoras e acarinhadas no meio folk português. No dia 2 de Abril, o concerto-baile decorrerá na Antiga Casa da Câmara (Praça Bastião Fernandes, Pederneira), sendo dirigido ao público em geral. Da parte da tarde, entre as 17h30 e as 19h, haverá uma oficina de iniciação às danças europeias, sob a orientação de Carina Martins.

 

Esta é uma iniciativa da Casa do Adro - Associação Cultural em parceria com a Associação Recreativa Pederneirense.

 

Antiga Casa da Câmara (Nazaré)

2 de Abril 2016 | 21.30h