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Glam Magazine

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Festival Santos da Casa… D'Alva no Salão Brazil

Alex D’Alva Teixeira nasceu em 1990.

Ben Monteiro em 1980. Há quase uma década a separa-los, mas a divisão acaba aí. A música que fazem juntos é agregadora e nunca separatista. Mesmo quando se arriscam a misturar influências tão díspares como Michael Jackson, Spice Girls e James Blake. É isso, aliás, o que o mote ‘Somos D’Alva’ sugere: a ideia de inclusão, de o todo ser maior do que a soma das partes. Sejam elas musicais, raciais, etárias, sociais ou religiosas.

DSC_0469 (Cópia).jpgPhoto: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Foi com essa premissa que lançaram, em Maio, o disco de estreia #batequebate, assim mesmo com a hashtag, revelando um sentido oportuno de actualidade, de quem está intrinsecamente no seu tempo. Na era das redes sociais e num mundo cada vez mais dado à mestiçagem, os D’Alva são exímios em transformar todas estas referências fragmentadas em favor da união.

Prova disso mesmo são os espectáculos ao vivo da banda lisboeta, cujo código genético é multirracial: tanto Alex como Ben cresceram na Grande Lisboa, mas são filhos de pai africano e mãe nascida no Brasil. Essa herança étnica e cultural transporta-se para palco com a liberdade e a energia próprias dos trópicos, cruzada com um forte espírito estético pop. Não é por isso de estranhar a nomeação para os Portugal Festival Awards, na categoria de Melhor Actuação ao Vivo – Artista Revelação.

Em poucos meses, mostrando a sua versatilidade, os D’Alva foram convocados para actuar para multidões nos festivais NOS Alive e Sol da Caparica e em salas mais intimistas, como o Theatro Circo de Braga. As evidências falam por si: a aceitação dos D’Alva está em crescendo e falar na música feita em Portugal em 2014 sem mencionar o projecto de Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro tornou-se impossível.

Alexandra Ho

 

Salão Brazil (Coimbra)

15 de Abril 2016 | 22.30h

Catherine Christer Hennix… em Serralves

Catherine Christer Hennix (C.C. Hennix) é uma compositora, filósofa, cientista, matemática e artista visual sueco-americana associada à música minimal. Para a sua apresentação em Serralves, C.C. Hennix propõe a criação dum ambiente sonoro composto com o seu recém-criado instrumento virtual, o tamburium. Simultaneamente, acontecerá a estreia mundial da sua nova composição "Raag Surah Shruti” para voz e tamburium, com textos de Ayshe al-Bauniyah e a participação de Ahmet Muhsin Tüzer, o famosos e controverso Imã de uma pequena mesquita no sul da Turquia que é, simultaneamente o vocalista de uma banda rock (a história de vida de Tüzer já foi tema de um livro do escritor Selçuk Alkan: "Rock’n Imam: An Unusual Life").

serr.pngChrister Hennix conheceu o pioneiro do minimalismo americano La Monte Young e o mestre de ragas hindu Pandit Pran Nath em 1970 e estudou com ambos durante essa década tendo, inclusivamente, participado no desenvolvimento dos aspetos teóricos da música de Young. "The Electric Harpsichord” de Hennix é talvez uma das mais obscuras obras-primas do minimalismo americano, apresentada ao vivo e gravada no Moderna Museet de Estocolmo em 1976, e reeditada recentemente com poemas de Young e um ensaio do conhecido artista e filósofo Henry Flynt.

Depois de se ter dedicado nas décadas de 1980 e 1990 à matemática e ciências de computação, em 2003, Hennix retomou a composição com base em ondas sonoras geradas por computador numa forma que ela designa por Soliton(e)s. A estreia mundial da animação e composição infinita "Soliton(E) Star” foi realizada em Nova Iorque para a celebração do 70º aniversário de La Monte Young.

Em anos recentes, muitos artistas têm descoberto o trabalho de Hennix e decido estudar e trabalhar com esta artista pioneira.

 

Serralves (Porto)

1 a 3 de Abril 2016 (instalação)

Livro de Jorge Barreto Xavier sobre a importância da Cultura

A cultura na vida de todos os dias reflete as ideias e a visão de Jorge Barreto Xavier sobre a cultura e o lugar que ocupa – ou deve ocupar – na sociedade. Olhar o mundo a partir da cultura e a cultura a partir do mundo – esta é a proposta que Jorge Barreto Xavier apresenta com a publicação de “A cultura na vida de todos os dias”, que chegará às livrarias nos primeiros dias de abril.

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Com prefácio de Guilherme D’Oliveira Martins, este livro reúne um conjunto alargado de textos que refletem o percurso do fundador do Clube Português de Artes e Ideias, a sua experiência, as suas ideias e convicções, abordando os mais diversos temas relacionados com a Cultura e que se encontram organizados em duas partes – antes (2004-2011) e durante o período em que foi membro do Governo com a tutela da Cultura, no XIX Governo Constitucional (2012-2015). Para Jorge Barreto Xavier, “a cultura é um elemento-chave para a construção de um mundo melhor para todos e não só para alguns”, pelo que este livro procura contribuir para a demonstração de como a cultura é um elemento essencial na vida de todos os dias.

 

De referir que o livro terá três sessões de lançamento:

Lisboa, 6 de Abril - 18:00 - Grémio Literário, com apresentação de Eduardo Lourenço e Guilherme D’Oliveira Martins

Coimbra, 7 de Abril -18:00, Círculo de Artes Plásticas, com apresentação de Álvaro Laborinho Lúcio e Carlos Fortuna

Porto, 8 de Abril - 18:00, Livraria Lello, com apresentação de Rui Moreira e João Teixeira Lopes

 

Jorge Barreto Xavier é professor de Políticas Públicas da Cultura e de Gestão das Indústrias Criativas no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Criou, em 1986, o Clube Português de Artes e Ideias (CPAI) e, mais tarde, o Programa Jovens Criadores, Paideia – arte, nas escolas, a Bienal de Jovens Criadores dos Países Lusófonos e o Lugar Comum – Centro de Experimentação Artística. Foi vereador da Cultura e Juventude da Câmara Municipal de Oeiras e diretor-geral das Artes. Entre 2012 e 2015 foi Secretário de Estado da Cultura.

Movimento para dinamizar o consumo de vinho do Porto… Porto das 5 by Real Companhia Velha

Em ano de celebração do 260.º aniversário da Real Companhia Velha – fundada por Alvará Régio de El Rei D. José I, sob os auspícios do seu Primeiro-Ministro, o Marquês de Pombal, a 10 de Setembro de 1756 – a empresa aposta na dinamização do vinho do Porto, o néctar da sua génese. Aliado ao habitual lançamento de novidades, está o encetar de um novo conceito e, acima de tudo, de um “movimento” a favor do consumo de vinho do Porto: o Porto das 5 by Real Companhia Velha.

20160317_GONCALO VILLAVERDE_495.JPGA desenvolver essencialmente junto do canal horeca nas principais cidades portuguesas, o Porto das 5 by Real Companhia Velha tem como objectivo alargar a associação ideológica e de consumo de vinho do Porto – um vinho clássico, que faz parta da cultura portuguesa –, chegando aos mais jovens e a consumidores experimentalistas, em ambientes mais cosmopolitas e descontraídos.

20160317_GONCALO VILLAVERDE_438.JPG"Os portugueses estão cada vez mais a despertar para hábitos já bem enraizados noutros países, em que se reúnem depois do trabalho, em bares, wine bars, quiosques e esplanadas, para tomar um copo de vinho, a solo ou harmonizados com snacks ou finger foods. A Real Companhia Velha acompanha a tendência, introduzindo o vinho do Porto neste “movimento”, seja através do consumo de um tradicional cálice a acompanhar uma tábua de queijos, um extra dry com um ceviche ou um Porto tónico rosé. Achamos que é uma forma de democratizar o consumo do vinho do Porto, ainda considerado por muitos como um produto de acesso premium”, afirma Pedro O. Silva Reis, responsável de marketing e descendente da família proprietária da Real Companhia Velha. 

 

A implementação deste “movimento” passa pela criação de cartas de vinhos do Porto com as respectivas sugestões de harmonização, que podem ser pairings de vinho do Porto com queijos, chocolates e, numa vertente não gastronómica, com charutos, entre outros. A oferta será adaptada aos locais onde vai estar disponível, sendo vasta a gama de vinhos do Porto com a assinatura da Real Companhia Velha.

20160317_GONCALO VILLAVERDE_126.JPGPedro O. Silva Reis acrescenta que “o nome surgiu de forma espontânea em reunião de brainstorming; rapidamente considerámos que seria interessante até porque o famoso “chá das cinco”, embora seja um hábito tipicamente britânico, foi criado e popularizado por uma portuguesa, a princesa Catarina de Bragança”

(filha de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, e que foi viver para Inglaterra, levando no dote uma caixa de chá, depois de casar com Carlos II de Inglaterra em 1661). 

 

Fotografias de Gonçalo Villaverde