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Glam Magazine

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38º Portugal Fashion… Day 3 (Porto)

Industrial is back!

Entrando no recinto, passamos pelos carros como num corredor do tempo até uma era industrial cinzenta.

DSC_0328 (Cópia).jpgLuís Buchinho trouxe uma paleta de cores predominantemente sóbria, preto cinzas e verdes, que se encaixava naquele ambiente de ferro e cimento.

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A coleção que propunha essa estrutura mecanicista refletiu essa força motriz nos macacões largos, nos vestidos que se amealham a casacos e nos casacos que tem nuances de batas, nas botas grosseiras de semblante cowboy e nos variados tons de pele que se sobrepõem.

DSC_0279 (Cópia).jpgUma versão de fábrica futurista, com um recorte preciso dos tecidos, que parecem esculturas de baixo relevo. A ideia de futurismo também está presente no brilho dos tecidos, no encaixe das formas ovaladas e nos acessórios que poderiam ter sido impressos. Já os padrões eram alusivos ao outono, folhas que se recortavam em pele e criavam noção de movimento imbutido nas próprias peças.

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As assimetrias frontais, o cruzamento dos tecidos e as mangas com diversas dimensões desequilibram o peso das imagens.

Galeria completa do desfile de Luís Buchinho aqui

 

Nuno Baltazar…

De volta à emblemática alfândega, Nuno Baltazar restaura a sensualidade do horripilante. Entre bottoms preciosamente cortados e blusas fluidas de mangas exageradas, desfilou-se uma sensualidade quase burlesca.

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A sedução do espetáculo foi evidente nas rendas sobre as transparências e no corte preciso que atribui poder a cada passada e favorecendo a figura tanto feminina quanto masculina. Sóbrio nos pratos e brancos totais, arrisca nos tons mostarda, que vão ganhando versões douradas com o progredir da narrativa.

DSC_0511 (Cópia).jpgOs bustiers desenhados nas peças conferem formas sensuais sem desnudar. O grafite foi de especial relevância na personagem masculina, com calças skinny e blazers. Circus aparece também no padrão de estrelas tão simbolicamente distribuindo, permeando a coleção.

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As sobreposições e alternância de comprimentos e combinação de texturas culminaram num desfile desconcertante e impossível de ficar indiferente.

Galeria completa do desfile de Nuno Baltazar aqui

 

Ana Sousa…

Ana Sousa regressou com a beleza intemporal da forma feminina de vestir, tanto nos desenhos mais glamorosos com folhos e rendas como nos mais inocentes com motivos florais e caimento fluido.

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A estilista trouxe vestidos e saias de cortes assertivos com um twist no trabalho dos tecidos, que incluiram rendas, jeans e malhas; e no trabalho dos acessórios dos quais podemos citar num extremo as carteiras ornadas com pêlo e no outro os tennis metalizados. A elegância das golas, sumptuosas de pêlo com extremidades geométicas, foram o pico da apresentação.

DSC_0384 (Cópia).jpgPreto, cinza, rosa, coral, branco desfilaram a mulher quotidiana, que se revela tanto madura e atrevida quanto doce e delicada.

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Galeria completa do desfile de Ana Sousa aqui

 

Katty Xiomara…

E do intemporal viajamos até ao imaginário irreverente de Katty Xiomara, que se manteve fiel à sua aura fantasiosa.

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Desta vez os apontamentos colegiais e de escuteiros referidos nas botas de cano alto, nas capas e nos berloques das meias. A estilista fez-nos viajar pelo aventureiro e fantastico.

DSC_0786 (Cópia).jpgAzuis marinho e vermelhos, complementam-se e contrastam com pretos e brancos, numa coleção que primou pela sobriedade cromática. Já no que toca a formas, estas mostraram-se variadas em proporção e volume.

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Galeria completa do desfile de Katty Xiomara aqui

 

Alexandra Moura…

Alexandra Moura acende as luzes sobre uma crise identitária: não só o feminino e masculino se imbricam na defenição de estado mas as peças também se cofundem em proporção e funcionalidade.

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Mantas viram sobretudos, blazers perdem compostura, robes adquirem formalidade e vestidos auto adereçam-se com recortes e tecidos trabalhados.

DSC_0975 (Cópia).jpgEm tons azuis e bege, lãs rudes e transparências delicadas, constroem uma alegoria cavernosa, construindo uma tensão teatral que nos remete para um mundo Game of thrones, onde padrões e texturas, ora se atacam descontruindo, ora se imiscuem em construções soberanas.

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Galeria completa do desfile de Alexandra Moura aqui

 

Dielmar…

Dizer que foi um belo desfile seria pouco, Dielmar proporcionou um espetáculo eximiamente orquestrado tanto nos cortes irrepriensíveis dos fatos, quanto na sobreposição categórica de peças que, explorando contrastes de cores e texturas, elaboraram um jogo cénico. A mestria da sequência de visuais e o percurso por elas traçado construiram figuras espaciais harmoniosas.

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O desfile que se iniciou com um feeling de film noir, evolui elegantemente para um sport urbano elegante e rico nos detalhes. Bow tie, gravatas e lenços emparelham-se.

DSC_0285 (Cópia).jpgOs acessórios são diversos, e do lenço à gravata borboleta, passando pela gravata clássica, ajudam na evolução da ambiência e da paleta de cores que progride do cinzento ao bege, passando por alguns apontamentos azuis e bordeaux. Os tons castanhos adquirem particular relevância na gradação.

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O acessório transversal à coleção foi sem dúvida a elegância.

Galeria completa do desfile da Dielmar aqui

 

Lion of Porches…

Rock lives! O rock vive e foi redesecoberto pela Lion of Porches, que incorporou referências das bandanas e franjas em peças mais tradicionais, resultando num discurso irreverente mas harmonioso. O contraste nos padrões xadrez e estampados, acompanha a linha discursiva numa paleta de cores orgânica, com forte incidência no azul marinho, vermelho e variações de castanho.

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As mini saias, botas de canos longos e meias colegiais subidas marcaram a coleção feminina, enquanto que o masculino se manteve fiel ao irreverente chique dos blazers e coturnos.

DSC_0629 (Cópia).jpgA marca promoveu um momento alegre e descontraído, em que crianças de olhos angelicais e sorrisos matreiros se divertiram e envergonharam debaixo das luzes intensas e dos olhares atentos.

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Galeria completa do desfile da Lion of Porches aqui

 

Vicri…

A última palavra seria da Vicri, que fecharia com uma lição de alfaiataria e masculinidade.

 

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Riscas largas em diferentes tons da mesma cor que criavam a ilusão de relevo e misturavam-se com estampas em azul, bordeaux e cinza. Blazers e peças em veludo, conjugadas com sedas e caxemiras trabalham o aspeto boémio da coleção.

DSC_0750 (Cópia).jpgVicri, que veste um homem casual, porém cuidado, planeia cuidadosamente a sobreposição de peças, resgatando o colete e apresentando uma proposta híbrida de gravata e lenço.

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Galeria completa do desfile da Vicri aqui

 

Reportagem de Telma Luis com fotografias de Paulo Homem de Melo

Glam Magazine / Março 2016

 

Peaches… NOS Club Special Edition

Depois de seis anos sem editar um álbum de estúdio, num período em que foi possível vê-la em produções de teatro e cinema, incluindo uma produção a solo baseada no musical Jesus Christ Superstar, Peaches regressou aos discos em Setembro de 2015 com o seu quinto título, “Rub”, produzido em parceria com Vice Cooler.

GLAM - Peaches.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Artista multifacetada e temerária, a música/produtora/ cineasta canadiana apresenta temas arrojados, jogando com as representações tradicionais de género e construindo espectáculos com um visual tão agressivo quanto glamoroso.

Em 2010 ganhou o Prémio “Artista de Electrónica do Ano” nos Independent Music Awards. Depois da passagem em Novembro de 2015 no Festival Vodafone Mexefest, é o regresso a Portugal para a edição especial do NOS Club na Casa da Música no Porto.

 

Casa da Música (Porto)

9 de Abril 2016 | 23.59h

CCVF apresenta “Noite”, uma imersão à escuridão onde a luz brilha mais forte

Este sábado, 26 de março, às 22h00, a Circolando apresenta “Noite”, a sua mais recente criação, no palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Uma peça que mistura o teatro e a dança para falar de um passeio pelos confins da noite, a todos os recantos que ela guarda. A inspiração nasceu no desassossego dos poemas de Al Berto, uma referência para a companhia, mas a partir daí André Braga e Cláudia Figueiredo viajaram pela sua própria escuridão. Porque é à noite que a luz parece mais intensa.

Noite_Jos+® Caldeira (1).jpgA Circolando traz ao Centro Cultural Vila Flor a noite de três intérpretes, o caminho escuro e excessivo por onde, por vezes, nos aventuramos e consumimos depressa, até ao esgotamento, com a pressa de quem foge da normalidade da vida que mora na manhã seguinte. Partindo de um trio de homens – André Braga, Paulo Mota e Ricardo Machado – o espetáculo foi inicialmente inspirado no autor Al Berto, o poeta que encontrou na noite a verdade da escrita. Depois, André Braga e Cláudia Figueiredo sentiram a absoluta necessidade de se libertarem dele e seguirem mais soltos o seu próprio mapa de áreas de pesquisa. “Noite” é outro passo nos territórios da escuridão em busca de novas claridades. É na escuridão que reside um estar desconhecido onde pode surgir puro o ímpeto criativo. Entre o medo e a paixão, a desolação do subúrbio e a alucinação luminescente. Velocidade, exaustão e nada.

Noite_Jos+® Caldeira (3).jpgNesta “Noite”, os atores vagueiam pelos caminhos mais escuros onde, por vezes, a luz (quando aparece) é mais forte, rasgando o negro em clarões violentos que quase encandeiam. E é nessa ida ao limite que a noite guarda que por vezes surge o rasgo criativo. “É uma coisa que associamos à noite: ires ao teu limite, ires ao outro lado. E a partir do momento em que pomos cem pneus em palco é impossível não ficarmos rebentados. Mas aguentamos – aguentamos as duas horas. E acho que mais do que a energia do momento da exaustão nós aproveitamos a energia do momento a seguir, em que já não estás em esforço mas o ritmo cardíaco continua acelerado”, explica André.

Noite_Jos+® Caldeira (4).jpgA peça desenrola-se no palco, para onde a plateia é também chamada a assistir ao espetáculo, criando uma espécie de arena, onde os atores estão completamente desprotegidos, em absoluta proximidade com o público. “Havia uma ideia bastante presente nesta peça que é a ideia de arena, a arena como lugar de exposição e como lugar de confronto e daí partiremos nós próprios para uma ideia de estar nesse lugar, que é uma arena e que tem frentes para tudo quanto é lado. Esta solução para nós é interessante porque nos permite ter bastantes pessoas a assistir e, ao mesmo tempo, muito próximas de nós”, justifica André Braga.

 

Em jeito de conclusão, André Braga resume de onde veio esta revolta que acomete os filhos da noite: “Acho que esta raiva já está há algum tempo connosco. Andamos todos um bocadinho irritados com muita coisa que se passa fora da sala de ensaios – dos refugiados à Síria, do nosso Governo à nossa cidade. Mas sim, há muita revolta na noite – a noite é selvagem, tanto na floresta como na cidade, tanto no mar como no espaço interestelar. É a revolta do relâmpago, do vulcão e da terra a explodir, também, que aliás vamos querer continuar a explorar”. Mergulhemos nos subterrâneos da noite à espera dos clarões mais incandescentes que rasgam o regresso à alvorada.

 

Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

26 de Março 2016 | 22.00h

 

Fotografias: José Caldeira

UM AO MOLHE … Festival Itinerante de One-Man-Bands em Santarém

O que acontece quando se consegue juntar um carro e alguns dos melhores músicos nacionais com projetos a solo?

O UM AO MOLHE vai deixar tudo para trás e fazer-se à estrada. Com os caixotes arrumados na mala, bebidas e maços de tabaco nos bancos de trás, paragens marcadas um pouco por todo o país e fora dele, o festival está pronto para arrancar. Pelo caminho vai dar boleia a vários artistas solitários e a todos os que queiram embarcar nesta digressão. Ao longo de três meses, vão ser várias as cidades e os espaços que vão acolher este festival.

um.jpgO objetivo é promover uma amostra do que de melhor se tem feito ao nível de bandas de um Homem só em Portugal e criar um circuito para o crescente número de músicos emergentes.

Daniel Catarino, compositor e músico português natural de Cabeção, no distrito de Évora, que para além do seu trabalho a solo, em nome próprio ou sob os pseudónimos Long Desert Cowboy, Oceansea e Landfill, é também membro das bandas Uaninauei, Bicho do Mato, O Rijo, Alentexas e Ao Lado.

Izzy Bunny toca guitarra e canta algumas canções sobre deuses, animais, desenhos animados, bicicletas, pessoas. A produção é reduzida tal como o skill, como se pode comprovar no primeiro e único EP "izzy bunny is easy listening", gravado num quarto bolorento nas Caldas da Rainha.

Homo/Hysterical One Man Orchestra é o projeto a solo de Filipe Silva, co-fundador, com Jonathan Uliel Saldanha, do coletivo portuense SOOPA e membro de bandas como HHY & The Macumbas. Em Homo faz uso frequente de fenómenos de feedback, tanto como elemento sonoro como manifestação de eventos causa-efeito, explorando as consequências do espaço na construção do som. As prestações de Homo são baseadas na relação entre o gesto e a produção sonora. Intersectam-se as bases dos princípios acústicos, as evocações xamânicas e o lo-fi. E é aí que a magia acontece.

O nome surge em duplicado mas o protagonista é só um. Tiago Castro é o mago por detrás do projeto Acid Acid, aventura que começou para criar musica ambiente entre a escuridão do espaço e o cintilar das estrelas, tela espacial obscurecida pelos contornos psicadélicos com que se desdobra entre a guitarra e os órgãos

 

Teatro Sá da Bandeira (Santarém)

24 de Março 2016 | 21.30h

Os Black Mountain estão a chegar ao Porto…

Depois da estreia nacional no TREMOR #3, no dia 19, os Black Mountain trepam já este Sábado até ao Hard Club, no Porto, acompanhados dos barcelenses Killimanjaro.

bmwilderness3.jpgSe algumas vezes nos deixaram em transe com os seus riffs retalhados, noutras deixaram-nos com as sinapses alteradas com composições em que a guitarra eléctrica dá lugar à clássica, que nos lembram Sabbath em drunfos e fazem o headbang passar ao slow-dance. Com um novo longa-duração a caminho, justamente intitulado de "IV", cabe-nos aguardar serenamente pela faceta que os Black Mountain trazem até ao Hard Club. Mas, se "Florian Saucer Attack" e "Mothers of the Sun", recentemente lançados pelos canadianos, são indícios de algo, podemos prever um regresso (bem-vindo) ao rock’n'roll estridente com que os vimos nascer.

No mesmo avião que os Black Mountain vêm os Killimanjaro, que voltam ao continente para lhes darem as boas-vindas em grande forma. Reavivando o "Hook" que nos deixou agarrados em 2014 e dando um cheirinho daquilo que têm estado a cozinhar, os Killimanjaro prometem ser o alicerce de uma noite inigualável a qualquer outra. Depois do Hard Club, os Black Mountain seguem para Lisboa no dia 28, até ao Musicbox.

 

Hard Club (Porto)

26 de Março 2016

 

Musicbox (Porto)

28 de Março 2016

 

Xutos & Pontapés, Rui Veloso e Gabriel o Pensador entre outros no Enterro da Gata.

Já são conhecidos os primeiros nomes que fazem parte do alinhamento das “noites” do Enterro da Gata, a semana académica da Universidade do Minho, em Braga

GLAM - Xutos.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Gabriel o Pensador, Agir, Dengaz são os nomes divulgados pela Associação Académica da Universidade do Minho para o alinhamento das concertos inseridos no Enterro da Gata. Gabriel o Pensador e Dengaz sobem ao palco dia 7 de Maio. Agir e Rui Veloso encerram as Monumentais Festas no dia 13, enquanto que os Xutos & Pontapés são aguardados no dia 8 de Maio, domingo.

 

As Monumentais festas do Enterro da Gata acontecem entre 6 e 13 de Maio, sendo que os concertos têm lugar no “Gatódromo – Estádio Municipal de Braga”

Kode9… um dos nomes do dubstep londrino.. inaugura a primeira gnration club night

A primeira gnration club night propõe uma viagem entre Braga e o mundo das mais graves frequências. Do coletivo local Consórcio, composto pelos mais sonantes djs de Braga, aos labirintos eletrónicos desenhados por DJ NiggaFox, um dos pilares da celebrada Príncipe Discos, culminando em Kode9, homem do leme da Hyperdub, referência na cultura global de Bass Music.

Kode9-Photographer2-Maximilian-Montgomery.jpgPhoto: Maximilian Montgomery

 

Em data única no nosso país, Steve Goodman, isto é, Kode9 encabeça a primeira noite da gnration club night. Apontado como uma lenda viva na cultura da dança, fundador da ultrarespeitada Hyperdub, etiqueta que tem travado o combate da música apoiada em frequências mais graves, Kode9 foi um dos principais nomes do dubstep. Hoje em dia, demarca-se como explorador das vanguardas da bass music, onde apresenta um híbrido de house, techno, dubstep, footwork e hip hop, que aponta o caminho do futuro na música eletrónica.

A sua discografia é brilhante, sobretudo o trabalho que realizou com o malogrado vocalista Spaceape, e a sua teoria sobre o “hardcore continuum” é uma das mais válidas visões sobre a evolução singular da eletrónica em Inglaterra.

DJNiggaFox5_credits_Marta_Pina.jpgPhoto: Marta Pina

 

NiggaFox é um dos nomes maiores da peculiar Príncipe Discos, editora portuguesa que recentemente foi apontada como a terceira melhor etiqueta discográfica de 2015 pela revista Fact. O produtor e dj nascido em Angola, mas residente em Lisboa, editou na Príncipe os Eps “O Meu Estilo” e “Noite e Dia” e ainda participou no alinhamento do primeiro volume de Cargaa, a compilação com que a respeitadíssima Warp Records ajudou a amplificar o sinal da editora de NiggaFox.

consorcio (c) luis vieira.jpgPhoto: Luis Vieira

 

Do Lux, em Lisboa, ao Berghain de Berlim, muitas têm sido as pistas tomadas pelo avassalador som de NiggaFox, uma batida diferente que nasce em Lisboa, mas já regista ecos no mundo. Ao coletivo local Consórcio, projeto que resulta de uma encomenda direta do gnration e que teve a sua estreia na edição 2015 da Noite Branca, caberá a abertura do dancefloor que se verá na Blackbox. André Granada, aka Midnight, Marcos Almeida, aka King Fu, Ludovic Pereira, aka Cloche, Ludovic ou Umbra (da Con+ainer Music), Gonçalo Neto aka Terzi (da Extended Records) e Lucas Palmeira, aka Lukkas e Missing Link, são os cinco cérebros deste projeto multifacetado e multidirecional que fala a língua comum da eletrónica que se impõe nas pistas de dança.

 

gnration club night (Braga)

24 de Março 2016 | 23.30h às 4.00h

“Quando Paramos de Pensar”… o novo single de O Martim

De regresso às música, “Quando Paramos de Pensar” é o novo single de O Martim editado agora. Depois de ter editado em Janeiro de 2015 o album “Horas para gastar Vol.1”, o ano de 2016 traz um renovado O Martim que quer parar, fugir, ouvir, entender…

a0233545944_10.jpgQuando Paramos de Pensar” foi produzido como habitualmente por Fred Campos Costa, mais conhecido por Cut Slack. Contou ainda com a participação especial de Zé Maria Gonçalves no Saxofone. A capa é da autoria de Arlindo Camacho.
A edição mais uma vez é da Azáfama Produções

Para escutar e fazer o download (gratuito) do single aqui

 

Throes + The Shine enfeitiçam Lux… 21 de Abril

Os Throes + The Shine englobam aventura e vitalidade. Usam cada grama da sua criatividade para originarem algo singular e que se concentra numa energia completamente efusiva em palco. Oriundos do Porto e de Luanda, a sua génese está na fusão do kuduro com o rock, mas entretanto alargaram os seus horizontes de forma a albergar uma multitude de culturas que podem ir de África à Europa ou da América do Sul aos Estados Unidos.

2016_Throes+TheShine_1_Ricardo Almeida.jpg(c) 2016 Ricardo Almeida

 

Depois de editarem dois álbuns e de criarem uma presença regular nos palcos europeus, os Throes + The Shine vão presentear-nos com um novo trabalho, no próximo mês de Maio. “Wanga” foi produzido por Moullinex e vai ser editado pela Discotexas.

Capuca”, uma das primeiras canções de “Wanga” a serem reveladas, é uma colaboração com Pierre Kwenders, um músico congolês com base actual no Canadá. O tema é uma verdadeira lufada de ar fresco para a banda e o vídeo foi realizado por Tiago Ribeiro.

No dia 21 de Abril vai ser possível ouvir “Wanga” em primeira mão no Lux!

 

“Wanga” Tour

23 Março 2016 - L'Abordage – Évreux (França)

24 Março 2016 - Brussels Art Institute (Bruxelas, Bélgica)

25 Março 2016 - EMB – Sannois (França)

26 Março 2016 - Paaspop – Hertogenbosch (Holanda)

05 Abril 2016 - Bevrijdingsfestival Nijmegen (Nijmegen, Holanda)

21 Abril 2016 - Lux (Lisboa) Apresentação de “Wanga”

7 Julho 2016 - NOS Alive (Lisboa)

“Unfold” é o trabalho de estreia de MPLUS

MPLUS é um projecto Synthpop/Electrónica constituído por Mónica Dias na guitarra e voz e Márcio Paranhos na bateria e sintetizadores.

m.jpgphoto: Arquivo /DR

 

Uma videógrafa com anteriores ligações a bandas de rock e blues e um artista multimédia, cujas influências sonoras abrangem o mundo da electrónica, uniram-se pela enorme vontade de envolver estes dois universos. 

As primeiras sonoridades de MPLUS começaram a ganhar forma em outubro de 2014: uma guitarra elétrica num ambiente dotado de texturas sintetizadas, uma voz penetrante e um ritmo envolvente, dão vida ao duo. “Unfold” é o trabalho de estreia de MPLUS

 

Apresentação de "Unfold"

2 Abril 2016 - Espiga / 10º aniversário Fenther (Porto)

9 Abril 2016 - Sé La Vie (Braga)

14 Abril 2016 - Festival Santos da Casa / Aqui Base Tango (Coimbra)

30 Abril 2016 - Porta 93 / VIBE (Viana do Castelo)

6 Maio 2016 - Espaço A (Freamunde)

Billy Cobham… Ciclo de Jazz na Casa da Música

Billy Cobham é um baterista incontornável do jazz de fusão, conhecido especialmente como membro da formação original da Mahavishnu Orchestra, com John McLaughlin, na primeira metade da década de 70. Ainda antes, ficaram para a história as suas colaborações com Miles Davis, no álbum “Bitches Brew”, e a participação na banda Dreams junto de Randy e Michael Brecker.

Desde o seu primeiro álbum em nome próprio, “Spectrum”, Cobham já assinou mais de três dezenas de discos e forjou um estilo arrojado e complexo, que influenciou em grande medida a abordagem dos bateristas de jazz que se lhe seguiram.

bi.jpgO seu trabalho mais recente inspirado em sonoridades da world music serve também como espírito congregador desde novo grupo, que junta músicos de forte personalidade vindos de França e Inglaterra.

 

Casa da Música (Porto)

27 Março 2016 | 21.00h

The New Geometry editam EP de Estreia

São do Porto e a sua música segue as linhas de um Post-Rock alternativo com uma sonoridade envolvente. Chamam-se The New Geometry, e no inicio de Fevereiro 2016 lançaram o EP, homónimo, de estreia.

a0670058020_10.jpgWalter Teixeira (Guitarra), Filipe Ferreira (Guitarra), Filipe Silva (Baixo) eLuis Chaka (Bateria) são os 4 elementos que constituem os The New Geometry. "Brothers By Light" é o vídeo que a banda deu a conhecer a semana passada.

O EP esta disponível aqui para audição

A Volta ao Mundo em 80 concertos… Dias da Música em Belém 2016

Realizou-se ontem a apresentação da edição de 2016 dos Dias da Música em Belém. Foi assim revelada a programação completa do evento que já é um marco nos eventos musicais da cidade de Lisboa.

IMG_7550.JPGO tema para esta edição é “A Volta ao Mundo em 80 concertos”. Em 1873 Júlio Verne descreve a tentativa do inglês Phileas Fogg em dar a volta ao mundo em apenas 80 dias – uma verdadeira proeza para a época, só possível graças à determinação do protagonista e do seu fiel ajudante Passepartout. Com este livro, não foi apenas Phileas Fogg a viajar, mas todos os que se deixaram levar pela imaginação indo com ele até paragens nunca antes pensadas pela maioria dos leitores.

IMG_7544.JPGTambém a música, pela sua universalidade, teve um papel fundamental nesta descoberta. Em 1867, Giuseppe Verdi, que em 1862 já tinha composto um Hino das Nações para a Exposição Universal de Londres, compunha Don Carlos por encomenda da Ópera de Paris, uma obra que teve de ser encurtada para as pessoas poderem apanhar o último comboio do dia; em 1889, as sonoridades do gamelão de Java vinham para influenciar toda uma geração de compositores, a começar por Claude Debussy; em 1900, Paris era inundada de músicos da ilha de Madagáscar com os seus ritmos tribais.

IMG_7555.JPGSão 80 concertos que representam países, povos, culturas e músicos que há muito já deixaram de ser daqui ou dali, e passaram a pertencer a todos e cada um de nós.

 

A programação completa pode ser consultada aqui

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

22 a 24 de Abril 2016

Marisa Monte convida Carminho para concerto em Serralves

A Música Popular Brasileira e o Fado são duas das maiores heranças da Língua Portuguesa. No dia 30 de julho, o belíssimo Jardim de Serralves no Porto vai receber duas das maiores intérpretes de cada um dos estilos. “Marisa Monte convida Carminho”, para, na mesma noite cantarem alguns dos maiores sucessos da cantautora brasileira.

MM0419.jpgA cumplicidade artística entre Marisa Monte e Carminho acontece no primeiro momento em que se conhecem. Donas de duas das melhores vozes do panorama musical luso-brasileiro, esta cumplicidade tem a sua materialização no mais recente disco da fadista, “Canto” onde Marisa Monte compõe e participa do fantástico “Chuva no Mar”, um dos temas principais do álbum.

 

Os resultados foram óbvios, e sendo Carminho uma apaixonada pela música brasileira e pela obra de Marisa Monte, foi com naturalidade que o convite surgiu. Marisa Monte convida Carminho neste seu reencontro com o público português, que desde o início da sua carreira a recebe com enorme carinho em cada apresentação ao vivo. O concerto viajará por temas do reportório de Marisa Monte interpretados por ambas num ambiente intimista num espetáculo completamente imperdível.

 

Jardim Serralves (Porto)

30 de Julho 2016 | 22.00h

NOS Club… Special Edition 2016

Em Abril regressa o NOS Club à Casa da Música, com a canadiana Peaches, sempre febril, electrizante e provocadora, a liderar as hostes na Sala Suggia, exponenciando as virtudes do seu novo álbum, “Rub”, editado após seis anos de silêncio discográfico.

Dois projectos portugueses já internacionalizados e em fase ascendente partilham o palco da Sala 2 e prometem não deixar ninguém parado. São eles Da Chick e Moullinex, o primeiro trazendo o funk da velha escola, o groove eterno da soul e a propulsão refrescante do disco, o segundo desenhando pistas de dança onde toda essa herança da música negra convive com a synth-pop, o garage rock, a MPB ou o psicadelismo.

DSC_0009 (Cópia).jpg(c) 2014 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

É, no entanto, à margem dos nomes que reside uma das principais novidades desta edição: pela primeira vez, o NOS Club divide-se em duas noites. A festa tem início na sexta-feira, com a actuação dos DJs Switch e Prokofiev, o primeiro um craque mundial do scratch, vencedor do DMC 2014 World Champion, o outro um compositor da melhor linhagem, neto de Prokofieff, e também produtor de hip hop, grime e electro. A noite seguinte, no mesmo espaço (Bar Casa da Música), fecha o evento pela mão experimentada de Alex Metric, que pulveriza a pista com o perfume irresistível do house de Chicago e do techno de Detroit, já depois de o paulista DJ Bispo ter exposto o seu muito elogiado eclectismo.

 

A Cibermúsica, como vem sendo hábito, põe-nos a par de mais duas bandas NOS Discos, Mike El Nite e Beatbombers (DJ Ride & Stereossauro), enquanto no Corredor Nascente as Old New Electronic Music Sessions revelam Joana Gama & Luís Fernandes. A animação dos bares 1 e 2 está a cargo de João Dinis e Alice Selecta e o inevitável Álvaro Costa prossegue as suas sessões lúdico-didácticas na Sala de Ensaio 10, desta vez evocando o saudoso Jeff Buckley.

 

Casa da Música (Porto)

8 e 9 de Abril 2016

Nina Kraviz em Portugal…

Nina Kraviz dispensa quaisquer apresentações. O simples mencionar do seu nome é suficiente para os bailarinos mais exigentes escolherem o melhor par de ténis e fazerem preparativos para a festa. E que festa vai ser. Depois da festa com Pan-Pot, a LX Music prepara uma noite memorável na sala multiusos da F.I.L. e logo com um dos maiores ícones do techno.

ninakraviz_301115.jpgNa mala, Nina Kraviz traz tanto os beats mais crus e antigos como o que está a sair agorinha mesmo do forno, ou não tivesse ela própria a sua editora, a ɪиɩ, dedicada a divulgar talentos do futuro e de sempre.

Já na próxima sexta-feira, dia 1 de Abril, a partir das 22h e até de manhã, Nina Kraviz é a estrela da companhia numa noite que terá ainda DJ sets de Gusta-vo, Twofold e Arbg.

Jornada com selo de qualidade garantido em mais uma aventura sónica para celebrar dez anos da LX Music.

 

F.I.L. Pavilhão Multiusos (Lisboa)

1 de Abril 2016 | 22.00h

Xinobi edita EP "1975 Remixes Pt. 2" feat. SwitchSt(d)ance, Discoholycs, Jonjo Jury & Richie Hell

O álbum "1975" de Xinobi, projeto de Bruno Cardoso, volta a ser belissimamente remisturado com o lançamento do EP "1975 Remixes Pt. 2".

1975.jpgPelas mãos do português SwitchSt(d)ance, o tema “Polana” transforma-se numa epopeia techno.

O argentino Richie Hell puxa da cena mais sexy de “Mom and Dad” adocicando-a com um groove house clássico. Da Colômbia, os Discoholycs e Felipe Gordon entregam “People” ao terreno do house com contornos jazzy. Finalmente, o inglês Jonjo Jury, transforma “Real Fake” num tema mais sombrio com o seu disco narcótico a servir de base a um refrão memorável.

 

Para descobrir o disco aqui

 

 

 

"Our Little Sequence of Dreams"... o novo album de Daily Misconceptions...

á está disponível desde hoje, para audição e download gratuito, "Our Little Sequence of Dreams", o novo album do projeto de João Santos, Daily Misconceptions

Todo o trabalho de produção e construção do disco esteve a cargo do próprio João Santos. A capa do album é da responsabilidade de Marta Pais

a1970733712_10.jpgDaily misconceptions nasceu num pequeno quarto nos arredores de Lisboa. O projecto de João M. Santos mudou-se entretanto para o Porto, mas a matriz musical continua a ser a mesma: electrónica de trazer por casa, melodias que nos lembram a pop mais melíflua e uma inocência própria de até alguns brinquedos utiliza como fonte de criação sonora. As falsas ideias quotidianas e as texturas orgânicas de coloração indefinida são a matéria prima para a criação de um mapa sincero, mas sempre imprevisível.