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Glam Magazine

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PJ Harvey… Novo single "The Community of Hope" já disponível

"The Community of Hope" é o segundo single retirado do próximo álbum de PJ Harvey, "The Hope Six Demolition Project", a ser editado a 15 de Abril

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"The Hope Six Demolition Project" é o resultado de uma série de viagens que PJ Harvey fez entre o Kosovo, Afeganistão e Washington D.C, durante quatro anos. O álbum foi gravado no ano passado, durante uma residência artística na Somerset House, em Londres, e conta com produção de Flood e John Parish. Os dois singles já conhecidos de "The Hope Six Demolition Project", "The Wheel" e "The Community of Hope", estão também disponíveis no iTunes com a pré-venda do álbum.

Para este verão PJ Harvey e a sua banda vão percorrer alguns dos maiores festivais de música europeus, tendo já marcado regresso a Portugal, com um concerto a 10 de junho no NOS Primavera Sound, no Porto. A cantora vai ainda atuar em Espanha, França, Grécia, Turquia, Reino Unido, Finlândia, Rússia, Alemanha, Croácia, Holanda, Polónia, Dinamarca, Bélgica, Eslováquia, Áustria, Noruega, Suécia e Islândia.

 

38º Portugal Fashion…. O primeiro dia nos desfiles no Porto

Apesar do pé direito alto, sentia-se a tensão no ar. Entre os fotógrafos alinhados para conseguir a foto perfeita, e o público que entrava apressado para preencher os últimos lugares da primeira fila, ouviam-se os risos contidos e conversas de circunstância – a expectativa em tom crescente, aumentando lentamente como banda sonora de um belo plano em slow motion.

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E foi de forma bela que Júlio Torcato deu o arranque no primeiro dia de desfiles no Porto da edição Outono-Inverno 2016/2017. Havia no ar uma aura ritualística, na qual uma tribo urbana se apoderou da passarele.

Julio_Torcato (58) (Cópia).jpgJulio_Torcato (136) (Cópia).jpg

De nome justificado “Clan”, encadeou-se numa apresentação de personagens de traços densos da alfaitaria e a alternância com cortes mais fluídos. A coleção, celebrada tanto no feminino quanto no masculino, apresentava-se como um ritual urbano, bebendo do tribalismo industrial.

Julio_Torcato (229) (Cópia).jpgNum passo arrastado e mecanicista, apresentaram-se as peças de formas amplas, tendências retas, extremanente rica nos detalhes, seja nas costas descidas, seja no acabamento pormenorizado das calças. Esta selva urbana, onde pregas e riscas clássicas se misturam com transparências e lãs, arrastava uma certa inspiração celta nos collants masculinos e no xadrez, como se os personagens se direcionassem para um culto.

Julio_Torcato (268) (Cópia).jpgFormas e cores criaram um balanço estético na homogeneidade de papeis.

Galeria completa do desfile de Júlio Torcato aqui

 

Com Pedro Pedro, o ritual ganha uma abordagem de militância, que prossegue em tom de lamúrio, denotando uma desacreditação dos valores inerentes a uma sociedade anteriormente formatada. Regras de forma que se quebram, como um adeus à formalidade, a entrada no descontruído, numa cidade em que prédios semi-destruídos. Um conceito estético, da música à roupa, que em tons escuros e composições densas, se mostrava dolorido. É em tom desconcertante que as peças que se sobrepõem com assimetrias improváveis, em apelos oversized, com apontamentos luminosos de verde esperança.

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Uma alegoria da caverna estética, que se transgride nas encadeamento de formas agigantadas. Peça sobre peça de proporções dilatadas que, das calças largas e das lãs macias à rudeza dos acolchoados e gabardines enceradas, conflitam entre si, transparecendo subversivamente a funcionalidade de resguardar, de proteger.

Galeria completa do desfile de Pedro Pedro aqui

 

Hugo Costa marca um momento de suspensão. Não fosse o seu nome metamorfose, a coleção incentiva-nos a um momento de conforto de estado quase embrionário. Formas que abraçam o corpo, que se moldam com ele, e se vêm completas com acesórios afáveis e maquiagem conivente.

Hugo_Costa (127) (Cópia).jpgHugo_Costa (235) (Cópia).jpg

Um toque romântico, nessa simplicidade inocente da ausência de formas rígidas, transparência da busca por um aperfeiçoamento que se busca nos corpos híbridos, um quase retorno à origem, no escuro e no claro, uma resgate do em si belo.

Essa ideia de celebração da transformação, revê-se no encadeamento das peças, intimamente linkadas por uma motivação transicional.

Hugo_Costa (282) (Cópia).jpgHugo_Costa (235) (Cópia).jpg

É um entre-espaços, poético-fictício, onde se vislumbra latente a ideia de desabrochar, seja pela paleta de cores que viaja do claro ao escuro, seja pelos materiais e pelo complemento dos gorros e carapuços gigantes que nos espoletam a ideia da proteção de um casulo.

Galeria completa do desfile de Hugo Costa aqui

 

É na coleção da Pé de chumbo, pelas mãos de Alexandra Oliveira, que encontramos a ideia de corpos feminino. A aura algo fantasiosa surge de forma orgânica através do requinte dos tecidos, que permitem o aflorar de uma borboleta.

As personagens ganham relevo e profundidade na construção dos modelos, que vivem de algumas sobreposições de vestido e casacos, e da alternância de formas justas e amplas, curtas e longas.

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Buscando um degradé entre vermelhos, pretos e cinzas, com alguns apontamentos bege suave, leva-nos por uma viagem visual de textura. Seja nas transparências, seja nas fazendas e lãs, o tecido ganha vida e torna-se personagem com quem queremos dialogar tactilmente.

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As formas ajustam-se, e denota-se um corpo feminino sensual.

Delicadeza e singularidade andaram de lado a lado.

Galeria completa do desfile de Pé de Chumbo aqui

 

A afirmação feminina continua com Anabela Baldaque que, nos apresentou a mulher comum, que confina em si a astúcia de uma undercover agent dos clássicos do cinema. Habitava no espaço uma aura fantasiosa da super mulher, fosse pelos materiais impermeáveis, fosse pelas cores metálicas, pratas e dourados.

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Assistimos ao desfile da mulher quotidiana, tão enfática nos pontos finais das suas escolhas como o foram enfáticos os vestidos longos e macacões com estamparia, aparecendo para contrapor as calças e malhas lisas. O metálico foi a constante.

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Sucedeu-se essa ideia de profundidade através da sobreposição de peças e de papeis, numa alternância entre o comum e o imaginário, entre a vizinha e a espiã num jogo em que as estampas e as rendas se protegem pelos impermeáveis e lãs grossas, nunca se perdendo de vista a ideia do fantástico, a delicadeza e a ilusão do romântico.

Galeria completa do desfile de Anabela Baldaque aqui

 

Fátima Lopes resgata o sexy e responde à interrogação do por vir com uma coleção forte, independente e ousada.

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Com inspirações que nos remetem para o imaginário da cavaleira poderosa, seja nos cabelos apanhados em tranças, seja nas botas de canos altos com tirantes, seja mesmo na postura altiva do desfilar, os modelos sucedem-se em sequências de pele, transparências e rendas, que se combinam delicadamente entre si, com pontuais anotações de tecidos mais densos.

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A coleção que contempla vestidos curtos e formas justas, tão características da estilista, aposta nos descotes profundos em v e algumas sobreposições.

A estilista desenha uma mulher glamurosa, seja business like seja festiva, onde os saltos e a silhuenta marcada são matriciais.

Galeria completa do desfile de Fátima Lopes aqui

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Reportagem de Telma Luis com fotografias de Paulo Homem de Melo

 

Salvador Sobral edita hoje o seu disco de estreia… “Excuse me”

Durante o tempo que viveu nos Estados Unidos e em Barcelona, Salvador Sobral desenvolveu vários projectos musicais: compôs para si próprio mas ao mesmo tempo criou perfomances arrojadas à volta da figura de Chet Baker, bebeu da bossa-nova e trouxe às suas canções as doces sonoridades da américa latina. “Excuse Me” é o resultado dessas viagens e das influências que o cantor recebeu das suas inspirações musiciais de sempre, que partem do jazz para o mundo e que agora nos convida a escutar.

salvadorsobral_capaexcuseme.jpgO disco tem a co-produção musical do pianista Júlio Resende, do talentoso compositor venezuelano Leonardo Aldrey e do próprio Salvador Sobral. Maioritariamente composto por temas originais da autoria de Salvador Sobral e Leo Aldrey, não faltam dois standards de jazz com que o músico assume a forte influência desta estética no seu percurso. Um dos temas originais é de Luísa Sobral, que o compôs para o irmão a quem ouvia cantar compulsivamente temas de Chet Baker: “I might just stay away” remete-nos para o universo do cantor e trompetista norte-americano.

Ao longo da narrativa do disco encontramos um bolero do pianista cubano Bola de Nieve que retrata uma paixão imensa de Salvador Sobral pelos dialectos hispânicos e em particular pela América Latina. Ainda pelo sul da América, mas agora em português, o cantor apresenta-nos um doce tema do bahiano Dorival Caymmi, sobre quem Caetano Veloso referiu “que cada canção sua era uma jóia perfeita”.

 

Salvador Sobral apresentará “Excuse Me” ao público no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal em Lisboa, no dia 12 de Abril às 21h.

Para este concerto de apresentação, entre alguns convidados especiais, Salvador Sobral acompanhar-se-á pela banda com quem gravou o disco e com a qual iniciará a digressão do projecto: Júlio Resende ao piano, André Rosinha no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria.

Gregório Duvivier regressa a Portugal com "Uma Noite na Lua"

Gregório Duvivier está de regresso a Portugal com o espetáculo “Uma Noite na Lua". O rosto do humor brasileiro garante noites memoráveis aos seus fiéis seguidores e sobe ao palco do Tivolli BBVA, dias 18, 19, 20, 21 e 22 de Maio. A apresentação na Invicta está agendada para 26 de Maio, no Coliseu Porto.

"Uma Noite na Lua" passará, também, por Matosinhos, Sintra, Oliveira de Azeméis, Coimbra e Castelo Branco.

Gregorio.Duvivier027.jpgGregório Duvivier é fundador, actor e autor do grupo Porta dos Fundos, tem um dos canais do youtube com mais visualizações em todo o mundo e está presente na televisão portuguesa através do canal FOX. Além do teatro, televisão e cinema, Gregório Duvivier destacou-se recentemente pela autoria de livros de grande sucesso no Brasil e em Portugal: "A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora", "Ligue os pontos - Poemas de amor e Big Bang" e "Put Some Farofa". Assina ainda uma coluna semanal no jornal Folha de São Paulo.

Humorista, ator, mas também escritor, guionista, cronista e poeta, Gregório Duvivier venceu o prémio APTR com a peça "Uma Noite na Lua" e é considerado no Brasil um dos mais extraordinários talentos revelados nos últimos anos. "Uma Noite na Lua" é a comédia que fala de um escritor sem um único título publicado que luta para, enfim, terminar uma peça sobre um homem solitário. A personagem intensa processa as suas ideias em cima de um palco e vive atormentado pela recordação de Berenice, a sua ex-mulher.

“A peça é cómica, poética, dramática e romântica ao mesmo tempo. É hilariante e arrebatadora. É o texto mais completo que eu já li”, avalia Gregório.

"Uma Noite na Lua" é o maior sucesso de público e crítica do autor e director teatral João Falcão.

 

18 a 22 Maio 2016 - Teatro Tivolli BBVA (Lisboa)

24 de Maio 2016 - Teatro Constantino Nery (Matosinhos)

26 Maio 2016 - Coliseu Porto

2 de Junho 2016 - CC Olga Cadaval (Sintra)

3 de Junho 2016 - Cine Teatro Caracas (Oliveira de Azeméis)

4 de Junho 2016 - TAGV (Coimbra)

5 de Junho 2016 - Cine Teatro Avenida (Castelo Branco)