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8 ½ Festa do Cinema Italiano...

Em 2016, celebrando a sua 9ª edição, o 8 ½ Festa do Cinema Italiano regressa a Lisboa, de 30 de março a 7 de abril ao Cinema São Jorge, ao Cinema UCI – El Corte Inglés e à Cinemateca Portuguesa Museu do Cinema, com 40 filmes, entre os quais nove antestreias nacionais, seis obras em competição, curtas-metragens, documentários, programação infantil, convidados de renome e espaço programático dedicado à música, à literatura, à cultura e à gastronomia italianas.

FCI2016 imagem.jpgComo habitualmente, o mais importante evento em Portugal dedicado ao cinema e à cultura de Itália e um dos festivais que teve um maior crescimento nos últimos anos, está também presente em várias cidades nacionais e internacionais, verificando-se um aumento neste número: cerca de 14 cidades portuguesas e 9 de países lusófonos. Depois de Lisboa: Cascais, de 15 a 17 de abril, Coimbra, de 18 a 20 de abril, Porto, 21 a 24 de abril, Aveiro, de 26 a 28 de abril, Elvas, de 29 e 30 de abril, Loulé, de 12 a 14 de maio, Caldas da Rainha, de 13 a 15 de maio, Guimarães, 17, 19 e 22 de maio, Évora, de 17 a 19 de maio, Almada, de 29 de junho a 03 de julho prosseguindo depois para o Funchal, Setúbal, Braga e Beja. Internacionalmente, a Festa do Cinema Italiano está presente, este ano, em Luanda (Angola), Maputo (Moçambique) e sete cidades do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. Para além do alargamento nacional e internacional, outro aspeto muito importante do projeto deste ano, é a extensão da Festa ao Cinema UCI – El Corte Inglés, muito empenhado no projeto que vê “esta possibilidade como uma oportunidade de integrar entre a sua muito diversificada programação, pela primeira vez, um dos mais importantes festivais a decorrer na cidade, possibilitando circulação, formação e encontros de público” conforme refere Nuno Sousa, diretor da sala.

 

O 8 1/2 - Festa do Cinema Italiano chega à sua 9ª edição e regressa ao Cinema São Jorge, à Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e este ano pela primeira vez, chega ao cinema UCI-El Corte Inglés com uma rica programação cinematográfica e cultural que integra uma ampla panorâmica do melhor do cinema italiano contemporâneo, comercial e de autor, sem esquecer o habitual olhar retrospetivo aos grandes mestres do passado. As extensões da Festa serão este ano ainda mais numerosas e pensadas como forma de distribuição alternativa, ao levar o cinema italiano a cidades e regiões onde dificilmente chegariam. E a viagem da Festa do Cinema Italiano pela lusofonia continua, confirmadas as extensões em Angola (Luanda) e Moçambique (Maputo) e, este ano, desembarcando em sete cidades do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. Dentro da lógica de vínculo entre festival e circuito de exibição comercial, que a FCI está a reforçar de ano para ano, encontra-se uma das principais novidades desta 9ª edição da Festa: a estreia nos cinemas UCI da nova cópia restaurada do filme ao qual o festival deve o nome: 8 ½ de Federico Fellini, abrindo as portas do UCI à dinâmica de festivais de cinema.

A estreia do filme a 31 de março será acompanhada pela exposição “8 1/2: A Viagem de Fellini”, que reúne fotos de cena do filme 8 ½, da autoria de Gideon Bachmann, um tesouro nunca visto em Portugal, em colaboração com Cinemazero, FNAC, UCI e o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa.

Conto dos Contos03.jpgO filme de abertura da Festa será o aclamado filme de Cannes, “Conto dos Contos (Tales of Tales)” de Mateo Garrone, que conta com um cast de luxo: Salma Hayek, Vincent Cassel, Toby Jones, John C. Reilly e Alba Rohrwacher. Neste filme o realizador reinventa alguns dos contos da obra homónima de Giambatsta Basile, escrita em língua napolitana na primeira metade do século XVII, dando vida às mesmas atmosferas mágicas e às suas inquietantes personagens.

Mergulho Profundo03.jpgPara além do universo fabuloso de Garrone, a secção Panorama apresentará também a última obra do realizador de “Eu sou o Amor”, Luca Guadagnino, que nos traz “Mergulho Profundo” com Tilda Swinton, Ralph Fiennes e Dakota Johnson, um thriller melodramátco ambientado numa ilha vulcânica do mediterrâneo, remake de “A Piscina” (1968) com Alain Delon e Romy Schneider. Além destes titulos, apresentamos filmes que descrevem toda a dura complexidade da Itália contemporânea. É o caso de “Non essere catvo”, filme póstumo de Claudio Caligari, realizador de culto que, a partir do início da década de 80, continuou o percurso de pesquisa e narração das borgate marginais da Cidade Eterna, já explorado por Pier Paolo Pasolini. Ainda Roma e os seus jogos de poder são mostrados com tons negros em “Suburra” de Stefano Sollima, corealizador da aplaudida série televisiva, “Gomorra, A Série”.

A Espera02.JPGA secção Competitiva revela a grande vitalidade de um novo cinema italiano que aborda a narração do real através de perspectivas poliédricas, evidenciando a necessidade de encontrar novos registos e de os misturar sem hesitações. Em destaque o filme “A Espera” de Piero Messina, um diálogo íntimo entre duas mulheres que aprendem a conhecer-se partilhando a mesma ausência, tendo como protagonista uma fabulosa Juliete Binoche. Com o tipico humorismo hebraico à Witz, “Pecore in erba”, o filme de Alberto Caviglia trata o tema do antissemitismo com uma comicidade inteligente em modo de mockumentary. Destacamos também o que é já um filme de culto em Itália, “Lo chiamavano Jeeg Robot” de Gabriele Mainet um filme que mistura o cinema de género italiano com a banda desenhada japonesa, conta a história de um super-herói radioativo de periferia, ou ainda o filme de traço agridoce de uma adolescência sincera em Banana de Andrea Jublin. Estas duas secções principais refletem a estreita colaboração profissional que a Festa do Cinema Italiano tem estabelecido com o Festival de Veneza, conseguindo assegurar grande parte do cinema italiano apresentado no conceituado festival veneziano.

feios, porcos e maus02.jpgNa secção Amarcord o 8 ½ Festa do Cinema Italiano homenageia o mestre Etore Scola, com uma seleção das suas obras mais conhecidas, como “Feios, Porcos e Maus”, e menos conhecidas ao público estrangeiro, como “O Terraço” bem como filmes onde trabalhou como argumentista, como por exemplo “Il Sorpasso” de Dino Risi. A homenagem é feita em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. Esta mesma secção apresentará ainda a nova cópia digital de um dos filmes italianos mais amados de sempre, vencedor de três Óscares, “A Vida é Bela” de Roberto Benigni. Mantém-se a habitual secção dedicada às curtas-metragens (Il Corto) - género que continua a ser um observatório privilegiado sobre os novos rumos do cinema em Itália.

 

Haverá também uma série de sessões especiais, dedicadas a filmes que a Festa do Cinema Italiano julga serem de particular interesse pelos temas, abordagens artisticas e realidades abordadas. É o caso de “Bagnoli Jungle” de Antonio Capuano, um filme de extrema liberdade que nos mostra uma Nápoles com uma humanidade tenra e niilista, contada com enorme vitalidade entre comédia e tragédia. Damos também uma ocasião única de descobrir os tesouros de Florença e as obras-primas do Renascimento em todo o seu esplendor, através de uma viagem cinematográfca multimédia e multissensorial através das famosas galerias Ufzi em Firenze e gli Ufzi, “un viaggio nel cuore del Rinascimento” de Luca Vioto.

Estrada 47 04.jpgComo nas edições passadas, damos também espaço a produções que ligam as realidades lusas e italianas. A antestreia do filme de Vicente Ferraz “Estrada 47” é um exemplo disto, uma coprodução Brasil-Itália-Portugal sobre uma história verídica do Corpo Expedicionário Brasileiro nas montanhas italianas durante a 2ª Guerra Mundial, que conta com a participação de Ivo Canelas. Damos também espaço a alguns documentários dedicados à presença italiana no estrangeiro e em Portugal, como por exemplo com “Rua da Saudade 22”, que traça um itinerário a posteriori do escritor Antonio Tabucchi, através das palavras de amigos, colegas e familiares que desse périplo fizeram parte.

 

Ainda fruto da colaboração com os diferentes atores do mercado, são as numerosas antestreias nacionais organizadas pela Festa do Cinema Italiano em estreita cooperação com os distribuidores portugueses, como o flme de abertura “Conto dos Contos” de Mateo Garrone (NOS Audiovisuais), o último filme de Luca Guadagnino, “Mergulho Profundo” (NOS Audiovisuais), “Suburra” (com Films4You), “L'atesa” de Piero Messina (com Alambique) e o flme que encerra o festival, um grande sucesso de público e crítica em 2015: a comédia “Quo vado?” (na imagem) de Gennaro Nunziante (com Outsider Film), interpretada por um dos mais populares atores cómicos italianos do momento, Checco Zalone.

Quo Vado03.jpgA oferta cultural da FCI continua, como habitualmente, para além da sua ampla programação cinematográfca, com encontros literários, musicais e eno-gastronómicos dedicados a aspetos menos conhecidos da cultura italiana e às suas relações com o mundo português: é o caso do espetáculo de palavras e música José e Davide de Mauro Carrero, produzido pela Fondazione Ferrrero de Alba (CN), realizado a partir de um guião inédito do escritor Beppe Fenoglio, que servirá de porta de entrada para conhecer e apreciar a região piemontesa de Le Langhe. A FCI não esquece também o seu público mais jovem, ao qual dedicará as divertidíssimas sessões de I Piccolini, para aprender e brincar em italiano e em português com o melhor do cinema infantil italiano, com destaque para “Pinóquio de Enzo d’Alò”.

 

Buona visione!