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Glam Magazine

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Lil Louis em Portugal… The Founding Father of House Music

Lil Louis é o “Stage Name” de Marvin Louis Burns, o aclamado “Founding Father of House Music”.

lil_louis_1000x664px.jpgÉ natural de de Chicago e começou a passar discos em 1974 com apenas 12 anos! Por esta altura, há 45 anos atrás, ninguém tinha ainda ouvido falar de House Music. O R&B tomava conta das pistas e o Disco estava prestes a rebentar. Lil Louis, como todos os visionários, não teve vida fácil e foi despedido de praticamente todos os clubes onde tocou nos primeiros anos de carreira. Mas a sua genialidade acabaria por singrar e é ele o principal responsável pela reviravolta que a música de dança sofreu nos anos 80 e que mudaria para sempre o Clubbing a nível mundial.

As suas produções deram o mote para a revolução e músicas como “Frequency”, “How I Feel”, “The Original Video Clash”, “Music Takes U Away” e finalmente “French Kiss”, provavelmente o “Clássico dos Clássicos”, foram o click para a globalização do House. Nos anos que se seguiram, Lil Louis debitou muitas mais bombas e pelo meio encontramos colaborações com gigantes da actualidade como Josh Wink, Laurent Garnier e Daft Punk.

 

Industria Club (Porto)

2 de Abril 2016 | 00.00h

Warm-up Sound Bay Fest 2016… esta sexta feira em Leiria

A 11 de Março, a apresentação do festival em Leiria, em colaboração com a YAYAYEAH, com um triplo ataque minhoto por Solar Corona (banda que integra o cartaz do festival) e ainda The Black Wizards e Mr. Mojo.

solar corona.jpgSolar Corona…

2016 marca o fim de mais de um ano de hiato da aparelhagem cósmica Solar Corona. Ficando agora o baixo à mercê de José Gomes (Killimanjaro) e a bateria aos tratos de Peter Carvalho (Repressão Caótica), o trio finalizado por Rodrigo Carvalho (guitarra e synths) volta aos palcos e aos motores.

 

The Black Wizards…

Nascidos na era digital, The Black Wizards são quatro músicos analógicos que definem a sua música em duas palavras: heavy&fuzzadelic. A música é crua, suja, sem floreados, deixando tudo em palco em cada concerto. Fortemente influenciados pela era setentista de artistas como Jimi Hendrix, Cream ou Black Sabbath, resultam numa mistura de sons com muito fuzz e psicadelismo. Chegam para apresentar o seu mais recente álbum "Lake of Fire", este muito aclamado pela crítica nacional e internacional.

 

Mr.Mojo…

É o culminar de 4 espíritos não muito diferentes uns dos outros. Ao verem-se atenuados pelo ambiente cíclico do dia a dia, pela autoexclusão do meio que os rodeia, descarregam toda uma melancolia pesada com agressividade no seu som! O EP “Mr. Mojo”, lançado no início deste mês, apresenta uma sonoridade distinta e arrojada, como prova que o rock and roll continua vivo em Braga. Com influências do Stoner Rock, riffs pesados, "berros" cantados, e uma atmosfera densa, os Mr.Mojo proporcionam uma Trip em que se torna difícil não querer dar o primeiro passo.

 

Bar Alfa (Leiria)

11 de Março 2016 | 22.00h

Voyeur…

Voyeur… Pessoa que assiste, para sua satisfação, às manifestações de sexualidade de outrem. Pessoa que sente prazer na observação, às escondidas, de cenas íntimas ou eróticas levadas a efeito por outras pessoas in Dicionários Priberam e Infopédia (Porto Editora)

1024126.jpg© Odile Bernard Schroeder

 

A partir deste conceito, “Voyeur?” é um Foco de programação composto por três espetáculos, dois filmes, um workshop e um debate, que pretende questionar o lugar do espectador na sua dupla dimensão, o de observador e o de observado. Os limites confundem-se e a dúvida impõe-se: quem faz o quê, quem controla o quê, quem é quem neste jogo? Com uma abordagem mais ampla, questionam-se noções tão diferentes como voyeurismo, restrição, vulnerabilidade, violência, sexualidade e poder.

 

Assim, o coreógrafo francês François Chaignaud propõe um ambiente de proximidade e intimidade com o público onde a dança, a música e os figurinos exuberantes remetem para o ambiente dos cabarés exóticos dos anos 20 (mais informação aqui). Já a coreógrafa filipina Eisa Jocson recria, por um lado, a feminilidade extrema das bailarinas da dança do varão (“Death of the Pole Danser”) e, por outro lado, transforma o seu corpo através dos movimentos dos strippers masculinos de clubes noturnos (“Macho Dancer”), fazendo o público mergulhar no submundo de Manila (mais informação aqui).

 

Serão ainda apresentadas obras do realizador norte-americano Stephen Dwoskin, com uma dimensão quase táctil do voyeurismo e a possibilidade de criação de uma relação próxima com o espectador, através de uma experiência afetiva e emocional muito forte, sob a forma de um cinema imbuído de intimidade. A sexologista Gabriela Moita conduzirá ainda um debate em torno do voyeurismo como meio de conhecimento e de (re)criação de um novo mundo de prazer e que ligará, assim, todos estes universos, sejam eles mais performativos ou visuais.

Um Foco sem tabus, sem pudores, a ocupar diferentes espaços do Teatro Municipal do Porto durante este fim-de-semana.

 

Teatro Rivoli (Porto)

11 e 12 de Março 2016

Talkfest'16… conclusões e articulação entre a indústria dos festivais

O Talkfest teve a sua 5ª edição, na última semana, com dois dias de atividades que ocorreram maioritariamente no Centro de Reuniões da FIL, em Lisboa. Conferências, apresentações (profissionais e científicas), seminários, documentários e meetings profissionais ocorreram durante o dia, num clima de networking entre empresas e oradores nacionais e internacionais (nomeadamente de Espanha) que fez elevar a fasquia do evento. Quem passou pelos vários auditórios com programação em simultâneo, pôde questionar, responder e partilhar a sua opinião, não existindo barreiras.

999.jpg(c) 2016 Paulo Homem de Melo

 

Muitas novidades foram anunciadas em primeira mão, como a Rock in Rio Academy em Portugal já no próximo mês de maio, ou a 3ª edição do Perfil de festivaleiro, que indicou um aumento do poder de compra a quem frequenta festivais em Portugal. Foi unânime a vontade do evento se referenciar como uma partilha ibérica que aumente a competividade no setor perante a restante Europa e permita assim trazer mais qualidade artística e novos públicos

 

Na primeira noite, o evento foi complementado com a entrega de prémios dos Iberian Festival Awards, que através dos resultados das votações do público e indicação do júri, galardoaram o Primavera Sound, Bilbao BBK, Bons Sons e FMM Sines como os festivais ibéricos com mais categorias vencidas em 2015, assim como Miguel Cadete (jornalista Expresso/Blitz) nomeado para o Prémio Excelência - no próximo sábado a gala é transmitida pelo Canal Q. O encerramento do evento ocorreu, já madrugada, no final do segundo dia, no Musicbox, com concertos de celebração da música portuguesa, como Tó Trips, Benjamim e Pista.

998.jpg(c) 2016 Paulo Homem de Melo

 

A próxima edição ocorrerá em março de 2017, sendo dividida por Portugal (Talkfest + Concertos) e Espanha (Talkfest + Iberian Festival Awards).

Quem foi verificou um novo local que permitiu uma evolução clara do Talkfest, permitindo albergar novos públicos e fazer com que o tempo de permanência por pessoa nomeadamente do lado profissional aumentasse claramente em relação às anteriores edições.

Band of Horses… mais um nome para o NOS Alive’16

A 10.ª edição do NOS Alive conta com mais uma confirmação.

Os norte-americanos Band Of Horses acabam de confirmar presença dia 9 de julho no Palco NOS. O quinteto oriundo de Seattle atua no mesmo dia dos já anunciados Arcade Fire, M83, Grimes, José González, Paus, Ratatat e Calexico.

BandoHorsesHiRes-2.jpgCom quatro discos de originais na bagagem e um álbum ao vivo editado em 2014, a banda liderada por Ben Bridwell encontra-se neste momento em estúdio a preparar o sucessor de “Mirage Rock” lançado em 2012. O novo album está a ser produzido Jason Lytle.

Band Of Horses são Ben Bridwell, Creighton Barrett, Ryan Monroe, Tyler Ramsey e Bill Reynolds.

 

Nomes já anunciados: Arcade Fire, Band Of Horses, Biffy Clyro, Calexico, Carlão, Courtney Barnett, Da Chick, Father John Misty, Foals, Grimes, HMB, DJ Kamala e Filipe Gonçalves, Hot Chip, Jagwar Ma, John Grant, José González, Mundo Segundo e Sam The Kid, M83, MGDRV, NBC, Sir Scratch e Bob da Range Sense, Paus, Pixies, Radiohead, Robert Plant, Rocky Marsiano e Meu Kamba Sound, Tame Impala, The 1975, The Chemical Brothers, Two Door Cinema Club, Vintage Trouble, Wolf Alice e Years & Years.

Valter Lobo… “Mediterrâneo”

"Mediterrâneo" (pré-apresentação) é um disco conceptual em que o cantautor, sem colocar de parte uma melancolia inata, faz uma reaproximação ao calor humano e ao mundo, na busca de um clima mais ameno e apaziguador, despido de materialismos em que os bens essenciais à sobrevivência são a proximidade com o mar e com aqueles de quem gostamos.

VALTER_LOBO_1_1280_720.jpgÉ a espantar os males que permanecem à porta e tréguas feitas com o inverno que Valter Lobo regressa com um novo trabalho depois de três anos coberto pelo manto gelado das primeiras canções de "Inverno" de onde se destacaram temas como "Pensei que fosse fácil" ou "Eu não tenho quem me abrace neste inverno". A nova composição musical e lírica leva-nos para lugares sempre bonitos, num imaginário de varandas sobe o mar Mediterrâneo e ruas encantadas com aroma de flores de verão onde viajamos ao encontro de nós mesmos com a alma estendida nas cordas e na descoberta de que sem essa felicidade não vale a pena habitar este planeta. É um disco de viragem para um navio de esperança.

 

Com lançamento previsto para a primeira metade de 2016, faz a pré-apresentação dos novos temas na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão acompanhado por Jorge Moura, nas guitarras e teclados e Tiago Borges, no fliscorne. Cantautor da nova geração, com o português sempre em punho, expõe-se em canções demasiados pessoais que funcionam sempre como verdadeira impressão da sua identidade e vontade.

 

Casa das Artes – Café Concerto (Famalicão)

12 de março 2016 | 23.00h

Tom Odell… mais uma confirmação para o MEO Marés Vivas 2016

O cantor e compositor britânico Tom Odell, sobe ao palco MEO no dia 16 de Julho.

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Considerado uma das maiores revelações musicais europeias. A sua sonoridade à base de pianos cheios de soul, é influenciado por artistas como Elton John, David Bowie, Cat Power e Leonard Cohen.

Em 2012 Tom Odell lançou o EP “Songs From Another Love” e recebeu o Brit Critic´s Choice Award.

Foy Vance… da Irlanda para o MEO Marés Vivas 2016

Foy Vance, cantor e compositor irlandês, nasceu em Bangor County Down e desenvolveu a sua música viajando pela América durante a sua juventude, estando profundamente enraizado na história musical e estética do sul dos EUA. Quando Vance se estabeleceu na Irlanda em 2007, começou a trabalhar no seu álbum de estreia, “Hope”.

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Vance, aclamado pela crítica, fãs e colegas, assinou recentemente com a editora de Ed Sheeran - Gingerbread Man Records - e foi convidado para participar em tours mundiais de vários artistas como Bonnie Raitt, Marcus Foster, Snow Patrol, Ed Sheeran e Sir Elton John, que também irá atuar no MEO Marés Vivas.

Vance encontra-se atualmente a gravar o seu álbum de estreia para a nova editora no lendário Blackbird Studios em Nashville, com o talentoso produtor Jacquire King que trabalhou com artistas como Tom Waits, Norah Jones, James Bay, Kings of Leon e Of Monsters and Men.

O cantor irá lançar o seu novo álbum na primavera deste ano, e irá apresenta-lo no MEO Marés Vivas a 14 de Julho.

Beth Orton no MEO Marés Vivas 2016

Beth Orton, a cantora e compositora inglesa, vencedora de um BRIT Award sobe ao Palco MEO dia 16 de Julho.

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Depois de se ter mudado para a Califórnia há alguns anos atrás, Beth começou a experimentar uma série de loops eletrónicos que acabaria por se tornar no álbum que a definiu enquanto artista. Um álbum inspirado tanto pela natureza de Los Angeles como pelo espírito das primeiras gravações de Beth.

Beth Orton tem sido uma das vozes mais originais e cativantes da música nas duas últimas décadas, estando atualmente a trabalhar no seu próximo álbum “Kidsticks”. Co-produzido por Beth e Andrew Hung (Fuck Buttons), “Kidsticks” reformula a inconfundível voz de Beth em dez canções puras, audaciosas, lúdicas e cinéticas. O álbum representa uma rara oportunidade de ouvir uma artista estabelecida a reformular o seu processo de composição de mente aberta. “Kidsticks” assume um olhar perante o passado de Beth, enquanto encara com confiança um futuro brilhante. O lançamento está previsto para a primavera deste ano.

“From Gasoline Alley to Another Country Hits 2016”… by Rod Stewart

Rod Stewart está de regresso a Portugal para apresentar a sua nova tournée “From Gasoline Alley to Another Country Hits 2016”, que promete entusiasmar os fãs portugueses com os maiores êxitos de 5 décadas de canções.

rod-stewart-homepage-slider.jpgDR

 

O cantor já não actua em Portugal há 8 anos, o seu último concerto foi em Junho de 2008 no Rock In Rio - Lisboa, onde actuou perante uma plateia de 35 mil pessoas. No ano passado esgotou uma noite da edição edição brasileira do evento (100.000 pessoas), tendo sido considerado um dos melhores espectáculos desse ano.

Neste novo espectáculo o público pode contar com grandes sucessos como “Da Ya Think I’m Sexy”, “Baby Jane”, “The First Cut is the Deepest”, “I Don’t Want To Talk About It”, “Tonight’s The Night”, “The Killing of Georgie” e “Sailing”. Incluídos no alinhamento estarão também hits dos seus mais recentes álbuns “Time” e “Another Country”.

Rod Stewart é um dos artistas de maior sucesso em todo o mundo, com mais de 200 milhões de álbuns vendidos. A sua voz, estilo e corte de cabelo inconfundíveis tornaram-no num cantor transversal a todos os géneros musicais. Rod Stewart é das poucas estrelas do mundo da música que conseguiu manter reconhecido sucesso ao longo de 5 décadas de carreira.

 

MEO Arena (Lisboa)

6 de julho 2016

Mário de Carvalho e Pedro Vieira levam a Viagem Literária a Setúbal

Após duas sessões de enorme sucesso na Madeira e nos Açores, com lotações esgotadas (400 e 550 pessoas, respetivamente), a “ViagemLiterária“ regressa ao continente com destino a Setúbal, mais precisamente do Fórum Municipal Luísa Todi, No próximo dia 17 de março, a partir das 21:30, o jornalista João Paulo Sacadura conduz uma conversa de 90 minutos entre Mário de Carvalho, um dos nomes consagrados da literatura portuguesa, e Pedro Vieira, autor dos romances “O que não pode ser salvo” e “Última Paragem, Massamá” (título com a qual venceu o prémio Pen Clube Português para Primeira Obra em 2012).

viagem.pngEntre os assuntos em destaque irão estar, certamente, os livros e a literatura, afinidades e diferenças, e a atualidade social (cuja crítica irónica é tema frequente no trabalho dos dois convidados). Ainda durante a conversa, haverá espaço para as questões da plateia e, no final, para as já habituais sessões de autógrafos e contacto mais direto com os escritores.

Cirque Du Soleil apresenta Varekai em Lisboa… 5 a 15 de Janeiro 2017

O Cirque Du Soleil vai apresentar em Lisboa, no próximo mês de janeiro, um dos mais comoventes espetáculos da companhia canadiana: Varekai. Esta história que viaja por uma cativante floresta no interior de um vulcão habitado por excêntricas e encantadoras criaturas estará em exibição entre 5 e 15 de janeiro de 2017, no MEO Arena.

varekai.jpgNas profundidades de uma floresta no interior de um vulcão existe um extraordinário mundo, um mundo onde tudo é possível. Um mundo chamado Varekai. Um jovem solitário cai dos céus e assim começa a história de Varekai. Caindo de paraquedas no meio de uma floresta misteriosa e mágica, um lugar fabuloso habitado por criaturas de mil metamorfoses, este jovem homem lança-se numa aventura extraordinária e intrigante. Neste lugar longínquo, onde tudo é possível, inicia-se uma celebração à redescoberta da vida.

A palavra Varekai significa “em qualquer lugar” em romani, a língua do povo cigano, os eternos nómadas. Este espetáculo é uma homenagem ao espírito nómada, à alma e à arte da tradição do circo, bem como à paixão infinita de todos os que continuam a busca pelo caminho que conduz até Varekai.

A pré-venda oficial para membros do clube de fãs Cirque du Soleil já se encontra disponível através do site oficial. Já a venda geral de bilhetes arranca sexta-feira, dia 11 de março, às 09h00, nos locais habituais.

 

MEO Arena (Lisboa)

5 a 15 de Janeiro 2017 | 18.00h (sábados e Domingos) e 21.30h

“Guitarra Portuguesa" por António, Paulo e Ricardo Parreira é editado a 11 de Março

Guitarra Portuguesa por António Parreira, Paulo Parreira e Ricardo Parreira” reúne estas e outras características.

É um disco que só tem espaço para as guitarras portuguesas dos Parreiras e às violas e baixos de fado dos seus acompanhantes.

É um disco em que se sente a força e a verdade desta transmissão de um legado, de um saber, passado de pai para filhos ao longo de muitos anos.

capa.jpgÉ, também e tão importante, um disco em que se homenageia a guitarra e muitos daqueles que compuseram para este instrumento enquanto suporte acompanhador, fundamental, para os fadistas ou enquanto instrumento a solo. Compositores como o próprio António Parreira – autor de muitos dos temas aqui presentes – e do fado tradicional de Lisboa como Manuel Marques, Jaime Santos, Domingos Camarinha, Armandinho, Fontes Rocha, José Nunes ou Francisco Carvalhinho, e com um desvio a Coimbra, via Artur Paredes. Com mais de 45 anos de carreira feita no fado - guitarrista, compositor, professor (pelas suas mãos já passaram várias dezenas de aprendizes de guitarra), acompanhador de Rodrigo, António Mourão, Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Carlos do Carmo, Maria Valejo, Tristão da Silva ou Camané.

O novo álbum de António Parreira e dos seus filhos é uma genuína e rara declaração de amor à guitarra portuguesa e ao fado.

O mestre da guitarra portuguesa António Parreira está de regresso aos discos, cerca de 40 anos depois do seu histórico “Guitarras de Portugal”. No novíssimo “Guitarra Portuguesa por António Parreira, Paulo Parreira e Ricardo Parreira”, António Parreira partilha o protagonismo com os filhos, Paulo e Ricardo, que aprenderam a tocar com o pai e já são, também eles, personagens maiores da guitarra de Lisboa. “Guitarra Portuguesa por…” é um disco de “guitarradas”, puro e duro, tradicional e original, absolutamente único entre as edições de fado das últimas décadas.

 

Ao contrário do que é prática habitual noutros géneros musicais – a guitarra de flamenco na Andaluzia, a sitar na Índia ou a kora entre os griots da África Ocidental -, é raro, na guitarra portuguesa de fado, que pais, filhos e netos se dediquem à mesma arte e ao mesmo ofício, numa sucessão familiar que passa de geração em geração. Paralelamente, dentro do universo do fado, e apesar da importância que um instrumento único como a guitarra portuguesa tem neste nosso, e específico, género musical português, são muito raros os discos que dêem o protagonismo à guitarra, lançando-a para a frente da atenção maior de quem ouve, sem vozes ou outros instrumentos a alhear-nos da essência tímbrica, sensorial e emocional da guitarra.