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Glam Magazine

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Seu Jorge… no 20º MEO Sudoeste

Ao longo de 20 edições, o MEO Sudoeste assume-se como um dos palcos por excelência da música cantada em português. Dia 5 de agosto no Palco MEO, Seu Jorge.

seu jorge.jpgNasceu Jorge Mário da Silva, mas a música transformou-o em Seu Jorge. É, consensualmente, considerado como um dos nomes mais importantes e amados da música brasileira da última década. Colaborador assíduo com alguns dos músicos mais conhecidos do Brasil, Seu Jorge é uma estrela cintilante que cresceu no coração de milhões de devotos, meritoriamente, fruto de árduo trabalho e respeitando as raízes da música popular do seu país. Capaz de fundir elementos da música contemporânea com os balanços tradicionais brasileiros com génio, sempre presente na sua discografia composta por “Samba Esporte Fino” (2001), “Carolina” (2003), “Cru” (2005), “América Brasil”(2007), “Seu Jorge e Almaz” (2010), “Músicas Para Churrasco Vol. 1” (2011) e “Músicas Para Churrasco Vol. 2” (2015), Seu Jorge soube conquistar a crítica e o público.

Artisticamente, o seu talento explode, também, no cinema brasileiro e internacional. Destaque forte para as participações em “Cidade de Deus”, “The Life Aquatic with Steve Zissou”, “Tropa de Elite 2”, entre muitos outros. Em “The Life Aquatic with Steve Zissou”, no papel de Santos, um marinheiro-cantor, Jorge toca e canta alguns dos clássicos de David Bowie: “Rebel, Rebel,” “Life on Mars” e “Starman.”

Fê-lo em Português e apenas com uma guitarra acústica tendo mais tarde regravado alguns temas que viriam a ser incluídos no disco “The Life Aquatic Studio Versions Featuring Seu Jorge”. O gigante Bowie foi tocado pela estrela de Seu Jorge e elogiou-o publicamente pela forma como reinventou as suas canções. Tem viajado pelo mundo com um êxito consolidado e que toca forte na memória de todos os que têm o prazer de confirmar o seu talento ao vivo. Recentemente, depois de passar por Boston, a cidade decretou-lhe um dia em seu nome.

O concerto no MEO Sudoeste sublinhará a última edição, “Músicas Para Churrasco Vol. 2” e os sucessos de um dos maiores nomes da música popular brasileira.

Kamasi Washington é... “The Epic” e vai estar em Portugal

Kamasi Washington é um fenómeno. E uma raridade. “The Epic”, o álbum que lançou o ano passado, recolheu elogios de toda a imprensa, da Pitchfork ao New York Times, e posicionou-se destacado nas listas de melhores registos do ano em todo o lado. Em Portugal, foi o melhor disco de jazz de 2015 para a Blitz, por exemplo.

kamasi.jpgMas nada em Kamasi Washington parece seguir as regras: conduz um grupo de tamanho considerável numa era que já não se compadece muito com a generosidade das visões, edita numa label de hip hop, pertença de Flying Lotus, sobrinho neto de Alice Coltrane e um dos mais respeitados produtores do presente, toca em álbuns de rap, como o enorme “To Pimp a Butterfly” de Kendrick Lamar, grande vencedor dos Grammys deste ano, e toca tanto em festivais jazz de referência como em eventos de música pop alternativa. Não há outro saxofonista assim e já é, muito justamente, apontado como herdeiro dos grandes.

Sobre ele, Rui Miguel Abreu escreveu na Blitz palavras compreensivelmente elogiosas. "The Epic é um objecto inesperado: não capitaliza nas suas credenciais hip hop e parece muito mais interessado em elevar-se aos céus e, por meio de uma ambiciosa paleta orquestral, praticamente pegar no jazz onde John Coltrane o deixou. The Epic é um dos factos do ano jazz, sem a menor sombra de dúvida, um disco que vai precisar de tempo para ser digerido (são mais de três horas de música) porque é, coisa rara nos dias que correm, um disco ambicioso – na sua forma dilatada, na generosa lista de músicos que emprega – orquestra de 32 músicos, coro de 20 elementos! - e na paleta estética que pretende cobrir. Como se o saxofonista Kamasi Washington tivesse uma missão: mostrar o jazz, livre, cósmico, espiritual, a uma nova geração habituada a ouvi-lo como suporte de palavras ou tempero de grooves".

 

Casa da Música (Porto)

6 de Junho 2016 | 21.00h

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)

7 de Junho 2016 | 21.00h

 

“This Glorious No Age”… o álbum estreia dos Youthless editado hoje

Os Youthless editam o seu primeiro álbum “This Glorious No Age” hoje dia 7 de Março de 2016, através da Nos discos em Portugal e da Club.the.mamoth / Kartel em Inglaterra.  Em 2011 os Youthless começaram a delinear os contornos do esboço de "This Glorious No Age", um LP sustentado em algumas das ideias de Marshall McLuhan acerca da descoberta da electricidade, e acerca de como tamanha façanha teve, e ainda tem, tão profundo impacto em todos nós.

Youthless-This Glorious No Age.JPGAo segundo disco (o EP "Telemachy" foi editado em 2009), o duo decidiu contar esta história perpassando a História do rock, nomeando as canções em função de famosos duos da música, começando pelo duo acústico psico-folk de Marc Bolan, nos anos 60', e daí escalando década a década até à electrificação contemporânea abstracta dos Lucky Dragons.

 

No entanto, assim que a banda iniciou os trabalhos do LP, Alex (vocalista e baterista) sofreu uma lesão muscular nas costas que pôs em causa a possibilidade de continuar a tocar bateria e actuar. Durante o longo período de hiato forçado e respectiva reabilitação, Alex iniciou o processo de escrita de canções sobre a posição em que ele e o companheiro de banda Sebastiano se encontravam, o que aprofundou os temas ao ponto de encaixarem sincronicamente com o conceito do LP: temáticas como a desintegração do velho mundo, a viagem rumo a terreno incerto, pesadelos, esperanças de ascensão, como as ferramentas moldam o construtor, e a nossa obsessão pelo passado e pelo futuro... O LP desenvolveu um duplo significado, por um lado muito pessoal, circunstancial, e, por outro, universal e mitológico. O produto final, que foi gravado morosamente em estúdios caseiros e caves de músicos, entre trabalho noutros projectos, é um inesperado avanço. Um LP de estreia que é, em simultâneo, um renascimento e um embarque para o novo destino sonoro da banda - ainda fiel às suas irreverentes raízes no noisey garage, e ao mesmo tempo uma estrada aberta para um excitante novo território.

 

O disco foi misturado por Justin Garrish (Vampire Weekend, The Strokes, Weezer) e gravado por Chris Common, Pedro Cruz e a própria banda em vários estúdios caseiros e sótãos entre Lisboa, Sintra e Cascais. Conta com a participação de Francisco Ferreira (Capitão Fausto, Bispo), João Pereira (Riding Pânico, LaMa), Chris Common (These Arms are Snakes, Le Butcherettes), Francisca Cortesão (Minta and the Brook Trout) e Duarte Ornelas.

Os Youthless irão começar a mostrar este último trabalho ao vivo em Portugal a partir deste mês, com Francisco Ferreira (Capitão Fausto, Bispo) e João Pereira (Riding Pânico, LAmA) nos teclados. A tour arranca com uma festa de lançamento no Music Box (Lisboa) que também irá contar com as presenças da família musical próxima de longa data Octa Push, Jibóia e LAmA.

O segundo single, “Attention”, tema gutural e abrasivo retirado do novo disco “This Glorious No Age” estreou no Reino Unido e é agora lançado em Portugal. A música e o vídeo já receberam excelentes elogios das importantes Line of Best Fit e Clash Magazine, bem como duma série de blogs e estações de rádio no UK. O vídeo foi realizado, filmado e editado por Marco Espírito Santo e apresenta uma série de entrevistas feitas em tempo real em Portugal, por todo o país, transformando o vídeo num falso pseudo documentário, destacando as letras abstractas que são, ao mesmo tempo, sombrias e futuristas. Tal como a banda descreveu na sua página de Facebook, “It's about World War III... or the descent of the Holy Ghost in the form of an approaching utopian singularity... or in somewhere between.”

 

O disco esta disponivel para download gratuito aqui

Maria Gadú conquista mais uma vez a Casa da Música (Reportagem)

Guelá” era o argumento, que trazia Maria Gadú ao Porto, num regresso à Casa da música ao fim de 4 anos. Era o regresso à Casa que sentia como dela. Lançado em 2015 “Guelá” é o disco mais recente de Maria Gadú, produzido pela própria e co-produzido por Federico Puppi que a acompanhou em palco.

gadu1.jpgSons e silêncios, uma característica do concerto bem espelhado neste seu álbum, que é uma crónica lírica e poética da vida. Canções longas e sem refrão num estilo pop rock mas esgueirando-se pela indie e folk Brasileira.

Da simplicidade musical conjugada com a agressividade poética dos seus escritos, Maria Gadú transmite uma energia verbal como ninguém. Falando de tudo de uma forma descontrolada mas com uma sonoridade simplista fala do amor, do amor próprio.

gadu2.jpgO silêncio que a envergonha e que não a inibe de transmitir essas sensação ao público que vive essas mesmas sensações. Rasgos emotivos que buscam nos sons tradicionais brasileiros a energia que transmite em palco, mascarando uma timidez inocente.

Os ritmos desconcertados dão sonoridade a um desfiar poético único. Nas suas dúvidas existenciais falou da mãe e da carta musicada que escreveu sob o tema “Tecnopapiro”, abordando as novas formas de relacionamento humano. A revolta e a fúria das suas letras surgem no alinhamento quando recupera "Ne Me Quitte Pas" de Jacquel Brell assente no solo de violoncelo de Federico Puppi e na percussão que a própria Gadú assume o comando deixando a guitarra em descanso.

Exímia na arte de musicar os mais diversos ritmos e sonoridades, em palco assistimos a uma verdadeira fúria musical.

Maria Gadú diz-se sentir em casa, nesta grande casa, que é a Casa da música

gadu3.jpgMetade do amor que tenho foi você que deu... Assim começava o encore ao som de “Dona Cila”, um encore sentido… “Shimbalaiê” a já clássica canção de Maria Gadú, do seu disco de estreia, encerrava uma noite apoteótica na Casa da Música.

Em palco, Gadú fez acompanhar de Federico Puppi (violoncelo), Lancaster Pinto (baixo) e Felipe Roseno (bateria e percussão)

 

Alinhamento do Concerto

- Suspiro

- Obloco

- Ela

- Bela Flor

- Paracuti

- Escudos

- Trovoa

- Sakédu

- Altar particular

- Lounge

- Tudo diferente

- Tecnopapiro

- Ne me quitte pás

- Axé Acapella

- Laranja

- Há

- Aquária

encore

- Dona Cila

- Semi Voz

- Shimbalaiê

 

Reportagem: Sandra Pinho
Fotografias: Paulo Homem de Melo

Katia Guerreiro… Digressão "Até ao Fim" chega a Aveiro

A digressão do novo álbum de Katia Guerreiro vai "Até ao Fim”

Aveiro é a próxima cidade portuguesa a receber a fadista que "canta para a lua". No dia 12 de março, Katia Guerreiro subirá ao palco do Teatro Aveirense para um concerto em da sua digressão "Até ao Fim”.

katia.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

"Até ao Fim" é um álbum de emoções.

Emoções passadas, presentes e futuras. É o disco pelo qual Katia Guerreiro esperou, até garantir que o sentia no seu todo. Esperou também por todos, autores, compositores, músicos, com quem queria fazer esta viagem. E ao longo dos 12 temas que o compõem, é este o fado que se ouve... e que Katia quer partilhar com o público... Até ao Fim.

 

Teatro Aveirense (Aveiro)

12 de março 2016 | 21.30h

Dia 19 de Março… a Bloop Recordings celebra 9 anos

No dia 19 de Março, a Bloop Recordings celebra 9 anos, em 9 horas, ao ritmo de 9 artistas que moldaram a editora e produtora de eventos.

Olhando para trás e partindo numa viagem até à origem. Para esta viagem ser justa, tinha que se começar com José Belo, DJ e um dos membros fundadores da Bloop. Passamos para o Zé Salvador, também DJ e ex-membro da equipa, sem esquecer Pedro Zoy que, de passagem menos longa, fez também parte da história que escreveu no vinil em remisturas e actuações pela Bloop. Dos que fizeram parte de rotações passadas, parte-se para os que são o nosso som presente e que ajudaram a reescrever a dança, substituindo as noites pelas tardes, reinventando as matinés e os saraus que iniciaram novas tradições e rituais de pista, prolongando o dia até à noite em rotações de house e techno: Magazino, Kaesar, Cruz, Tiago Marques e Serginho. Quase nove anos passados, a Bloop é hoje muito mais do que uma editora ou produtora de eventos. É uma família unida pela paixão pelo underground e pelo vinil, de soundsystem pronto para a próxima viagem.

DSC_0798 (Cópia).jpg(c) 2016 Paulo Homem de Melo

 

A este cardápio recheado junta-se o nono elemento, uma estreia em Portugal… os Premiesku.

Numa era em que o digital assume o papel principal em todas as esferas, há geralmente um visionário que tenta fazer diferente. Desta vez não é um, são três. Os Premiesku colocaram o digital de lado e criaram, eles próprios, o seu ecossistema. O som dos Premiesku é analógico, autêntico, transposto por três consolas que eles próprios desenharam, construídas a partir de fragmentos de diferentes máquinas. Ao vivo, Livio, Roby e George G movem-se em consonância no palco, cada um dando origem a um som diferente. Um projecto pioneiro, de traço quase revolucionário. O techno de raízes duras dos Premiesku camufla-se no house mais puro, em desconstruções contínuas da sua própria origem. Por isso, cada live é tão especial.

 

Voz do Operário (Lisboa)

19 de Março 2016 | 15.00 às 24.00h

Há Fado no Cais… Marco Rodrigues

Marco Rodrigues está de volta com “Fados do Fado”, o seu quarto álbum, produzido por Diogo Clemente. Este é um disco dedicado aos homens do fado: “o fado vive da criatividade dos intérpretes”, quem o afirma é o próprio Marco Rodrigues. No entanto, em “Fados do Fado”, a reverência estende-se a outros homens – aos que cantaram o fado, sim, mas também aos que o compuseram e aos letristas que deram a palavra a “fados que fazem parte do meu crescimento, que ouvi ao vivo por vários intérpretes ou que aprendi a cantar com outros discos”. Depois dos álbuns Fados da Tristeza Alegre, Tantas Lisboas e EntreTanto, Marco Rodrigues dá um passo de gigante com Fados do Fado, um disco de afirmação que agora apresenta no CCB.

910638.jpg DR

 

O ciclo Há Fado no Cais, uma parceria entre o CCB e o Museu do Fado, apresenta em 2016 concertos de Marco Oliveira, José Manuel Neto, Carolina, Marco Rodrigues, Camané, António Vasco Morais, Raquel Tavares, Vânia Conde, Luís Guerreiro, Helder Moutinho, Pedro Moutinho e Matilde Cid

 

Pedro Viana: guitarra portuguesa

André Ramos: viola de fado

Frederico Gato: baixo

 

Centro Cultural de Belém // Grande Auditório (Lisboa)

12 Março 2016 | 21.00h

 

Carlos Martins revela vídeo de "Sinos de Lisboa" e anuncia 3 concertos já esta semana

Depois da celebração do passado que será sempre presente em “Absence” de final de 2014, Carlos Martins reencontra-se com o futuro de agora, num novo álbum que, de tão pessoal, não poderia ter outro nome que não o seu.

carlos_martins.jpgO músico, compositor e profícuo director artístico da Associação Sons da Lusofonia - referência maior do jazz nacional das últimas três décadas - prepara-se para, em 11 novos temas, se dedicar ao que lhe é mais querido: partilhar, questionar e celebrar a profunda e alegre relação que estabelece com o mundo que o rodeia e de que se rodeia. No dia em que revela o vídeo de "Sinos de Lisboa", o primeiro tema retirado de "Carlos Martins", o seu novo trabalho, o músico e compositor anuncia 3 datas de apresentação ao vivo.

 

No dia 11 de Março, pelas 21h30, o Cineteatro São Pedro em Abrantes recebe o Carlos Martins Quarteto composto pelos talentosos e fiéis amigos de sempre: Alexandre Frazão na bateria, Carlos Barretto no contrabaixo e Mário Delgado na guitarra.

Dia 12 de Março, o quarteto segue para Portalegre onde tem actuação marcada em mais uma edição do Portalegre JazzFest. O concerto está marcado para as 21h30 no CAE.

Dia 13 de Março, pelas 17h00, é a Fnac Chiado que recebe um showcase de apresentação.

Jimmy P… lança vídeo do novo single "Não tás a ver"

"Não tás a ver” é o segundo single retirado do novo álbum “Essência” e tem tudo o que faz de Jimmy P um artista especial, alguém que tem deixado a sua marca no novo Hip Hop português e que tem um papel crucial na definição do seu futuro. Com edição do seu novo longa duração marcada para 1 de Abril e concerto de apresentação dia 8 de Abril no Hardclub, Jimmy P avança-nos, agora, uma nova amostra daquilo que aí vem.

000.jpgUma vez mais o Rap certeiro e incisivo convive com a maior naturalidade com a sensibilidade Soul das melodias que o apaixonam, expressas em português como se fosse a língua onde estes estilos se manifestam desde sempre.

Não tás a ver” é o culminar desse cruzamento de estilos que Jimmy P faz como ninguém – é uma canção extraordinária, daquelas que nos cativam desde a primeira nota e não param de crescer.

Um tema para marcar o ano. Um ano que promete ser o da consagração para Jimmy P.

Reverence Valada… 1º dia do festival - Curadoria Black Bass - Évora Psych Fest

O cartaz do Reverence Festival Valada 2016 para quinta-feira, dia 8 de setembro, está completo. Em todas as edições do festival, a organização tem desenvolvido parcerias com entidades nacionais associadas ao tipo de sonoridade e posicionamento do festival e este ano não será exceção.

O alinhamento do primeiro dia do festival tem curadoria do BLACK BASS - Évora Psych Fest e integra bandas internacionais assim como bandas nacionais da produtora e agência Pointlist, também sediada em Évora.

theeohsees1.jpgThee Oh Sees

A banda de John Dwyer editou novo trabalho a 18 de Maio 2015 intitulado “Mutilator Defeated at Last”. Depois de uma passagem por Portugal em 2012 e outra em 2014, os norte americanos estão de regresso em 2016 e encabeçam, pela primeira vez, um dos dias de um festival em Portugal.

 

Chain And The Gang

Ian Svenonius (ex-Make-Up, ex-Weird War) regressa a portugual com Chain and the Gang, depois de uma estreia histórica no Musicbox em Lisboa em 2011. Com uma formação remodelada, Svenonius, o rocker mais gospel e soulman mais branco do estado de Washington, promete deixar a sua marca em Valada com a sua homilia.

 

J.C.Satàn

Originários de Bordéus, o fancês Arthur e a italiana DJ/Curadora/Designer Paula Scassa surgem em Valada para apresentar o seu mais recente trabalho “Faraway Land”. Seguidores de Thee Oh Sees e Ty Segall (para quem abriram no Lux em 2014), prometem rebentar com as regras do Garage Rock nas margens do Tejo.

 

Blaak Heat

Formados em Paris em 2008 mas recolocados em Los Angeles a partir de 2012. Anteriormente conhecidos como Blaak Heat Shujaa, nascem quando Thomas Bellier (ex Spindrift) se junta aos seus antigos colegas de banda Mike Amster e Henry Evans. Editam em Abril de 2016 o terceiro registo de originais, produzido pelo reconhecido Matt Hyde, galardoado com um Grammy. A mistura de Psych/Prog ,Kraut, Middle Eastern e World Music promete um concerto inesquecível no Reverence 2016.

 

Flavor Crystals

Estreia em Portugal destes seguidores confessos dos Brian Jonestown Massacre, com quem já partilharam a estrada em 2009. Psych, Shoegaze, Drone e Space Rock de Minneapolis aterrará em Valada com o seu ultimo lançamento “The Shiver of the Flavor Crystals” do outono de 2015.

 

 

Bandas Pointlist:

The Sunflowers

Duo natural do Porto são a grande banda da Pointlist, organizadora do Black Bass – Évora Psych Fest. Têm infestado todo o underground português com o seu Garage/Surf/Punk, tendo ainda marcado presença em inúmeros eventos nacionais de referência, nomeadamente, o Urban Routes onde brilhantemente aqueceram para os La Femme.

Sun Mammuth

Trio de Lousada são uma das grandes surpresas nacionais para este ano. Heavy Psych português de grande qualidade.

800 Gondomar

Autocarro até ao Bolhão é o motivo deste trio explosivo de Garage e Punk.

 

"Nada Errado" é o novo single de Dengaz com participação de António Zambujo.

O rapper português Dengaz convida António Zambujo e lança um novo vídeo filmado nas ruas de Lisboa. “Nada Errado” é o nome do tema gravado pelos dois artistas portugueses, retirado de “Para Sempre” o álbum de consagração de Dengaz, editado em Novembro passado.

Image1.jpgUma história de amor “bem-disposta” contada de dentro de um táxi, pelas rimas de Dengaz e pela voz única de António Zambujo, que só podia ter Lisboa como cenário ideal.

Depois do enorme sucesso de “Dizer que Não” feat. Matay, Dengaz lança agora o seu segundo single mesmo antes de iniciar uma nova tour pelo país

Os The 1975 lideram as tabelas de vendas no Reino Unido e EUA

O novo álbum dos The 1975, "I like it when you sleep, for you are so beautiful yet so unaware of it", entrou diretamente no primeiro lugar da tabela de vendas do Reino Unido e do top Billboard Hot 200, dos Estados Unidos. O quarteto de Manchester junta-se assim a nomes como os Beatles, Radiohead ou David Bowie, que no passado também lideraram, simultaneamente, os tops de vendas dos dois lados do Atlântico.

GLAM - The 1975.jpg (c) 2014 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Este segundo álbum dos The 1975 também chegou ao 1.º lugar de vendas no Canadá, Austrália e Nova Zelândia, além de liderar os tops do iTunes em 37 países, incluindo o português.

Este tão antecipado disco do grupo de Manchester tem também conquistado a crítica especializada. A NME deu 4 estrelas e definiu-o como "essencial". O The Guardian deu uma pontuação semelhante e escreveu que o álbum está "repleto de canções pop fantásticas e letras inteligentes". O Sunday Times Culture referiu-se ao disco como "assombroso", a GQ como "heroicamente ambicioso", o Evening Standard como "um triunfo extravagante". O The Times, que deu ainda 4 estrelas ao álbum, disse que "este é o ano deles" e a Q descreve os The 1975 como "a jovem banda mais entusiasmante do Reino Unido".

"I like it when you sleep…" segue os passos que o quarteto deu no álbum de estreia, homónimo, que também entrou diretamente em 1.º lugar do top de vendas do Reino Unido na semana de lançamento. Os The 1975 embarcam hoje uma esgotada digressão de 15 datas pelo Reino Unido e Irlanda, incluindo uma série de cinco concertos na O2 Brixton Academy, em Londres, e quatro noites no O2 Apollo, em Manchester.

A 7 de julho regressam a Portugal, para um concerto no festival NOS Alive.

“Pé Ante Pé” é o single de apresentação do projecto Quinteto Lisboa

O Quinteto Lisboa é um grupo que nasce da vontade de trazer uma nova sonoridade à música portuguesa. Segundo os autores, “não é um projecto de fado, mas o Quinteto jamais existiria se não houvesse fado”.

quinteto.jpgPaulo de Carvalho e Maria Berasarte dão voz aos temas do Quinteto Lisboa, ao qual se junta José Peixoto na guitarra clássica, Fernando Júdice no baixo acústico e João Gil na guitarra acústica. É com esta formação de excelência que o Quinteto Lisboa promete dar uma alma nova ao fado, procurando manter vivo o melhor da canção de Portugal. Chamam-lhe “nova música urbana” e, através dela, apresentam o Quinteto Lisboa

 

Pé Ante Pé” é o single de apresentação do Quinteto Lisboa. João Gil assina a composição desta letra de João Monge, a que Paulo de Carvalho empresta a voz numa interpretação única. O disco homónimo é, de resto, testemunho desta missão. Ao longo de 15 canções,as vozes de Paulo de Carvalho e Maria Berasarte cruzam-se e descruzam-se, perdem-se e reencontram-se nos acordes delicados das guitarras de João Gil e José Peixoto

 

Alinhamento do disco:

  1. Fado Enamorado
  2. Vai
  3. Pé Ante Pé
  4. Casa
  5. Fado Açoriano
  6. Atrás dos Meus Cortinados
  7. Quase Oração
  8. Fado Flor
  9. Pregão
  10. Bem Dizias
  11. Memórias de Adriano
  12. Confissão
  13. Tão Tarde
  14. Noite e Dia (Estranha Dança)
  15. Depois da Chuva


Culturgest (Lisboa)
8 de Abril 2016

Gabriel o Pensador… o grande destaque das semanas académicas em 2016

Com presença já confirmada em 4 semanas académicas, Porto a 6 de Maio, Braga dia 7, Coimbra 10 de Maio e Évora a 27, Gabriel o Pensador é o nome em destaque este anos nos vários eventos académicos.

gabriel.jpgMais afinal quem é Gabriel o Pensador?

Cantor, compositor e escritor brasileiro, nascido em 1974, é um dos mais importantes nomes da música rap brasileira. Gabriel o Pensador, filho da jornalista Belisa Ribeiro e do médico Miguel Contino, ainda jovem despertou seu interesse pela música.

Em 1992, ainda estudante de Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, surgiu com a música “Tô Feliz (Matei o Presidente)”, em que o personagem central era Fernando Collor de Mello, que havia renunciado ao cargo diante de um processo de impeachment. Contratado pela Sony Music, em 1993 lançou seu primeiro disco “Gabriel o Pensador”, que reunia letras divertidas, porém irônicas, entre elas: “Lôraburra”, “Retrato de um Playboy” e “Lavagem Cerebral”. Com músicas irreverentes, também pela Sony Music, Gabriel lançou “Ainda é Só o Começo” (1995), “Quebra Cabeça” (1977), “Seja Você Mesmo (Mas Não Seja Sempre o Mesmo)” (2001), “Nádegas a Declarar” (2002) e “Cavaleiro Andante” (2005).

Regressaria aos discos em 2012 já de uma forma independente com o álbum “Sem Crise”.

 

Em 2003 Gabriel lançou em CD e DVD, o show MTV ao vivo, com seus maiores sucessos, entre eles: “Festa da Música”, “Cachimbo da Paz” e “Lôraburra”, entre outras inéditas, com participação de Lulu Santos, Ana Lima e dos Titãs. Gabriel já recebeu diversos prêmios, entre eles, o MTV Video Music Brasil, o Trofeu Imprensa e o Multishow da Música Brasileira.

Como escritor, Gabriel o Pensador lançou os livros: “Diário Noturno” (autobiográfico) (2001), “Um Garoto Chamado Roberto” (2005), que ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro infantil no ano seguinte, e “Meu Pequeno Rubro-Negro” (2008). É igualmente ativista social do projeto “Pensador Futebol”, que investe em jovens jogadores que querem se profissionalizar e no projeto “Pensando Junto”, que atende às crianças carentes da Rocinha. Gabriel o Pensador precisou de 5 minutos e 44 segundos de “Linhas Tortas”, quinta faixa de seu último disco, “Sem Crise”, para contar a sua história bem como a sua trajetória, o seu regresso ao estúdio após sete anos sem lançar discos e tudo o que o motiva na vida e o motivou neste trabalho.

 

“Eu me arrepio toda vez que canto essa (música) em show”, diz Gabriel. Através das canções ele mostra sua fase e disposição, o retorno ao hip hop, uso de bases eletrônicas e o forte “flirt” com brasilidade.

Surfista Solitário”, com e de Jorge Benjor, de 1980, que é um samba-rap-rock de tirar o chapéu, foi das mais tocadas nas playlists em todo o Brasil e em Portugal também, confirmando o que se ouve no início do disco: “Pensava que eu tava de bobo / de bobeira é que eu não tava / fiz de bobo quem pensava / fiz de bobo quem pensou!".

Ainda em 2013, o cantor lançou um video, em homenagem a seu pai, a canção "Muito Orgulho, Meu Pai".

Em 2015, lançou a música de protesto "Chega", que não trata de "nada especifico, mas sim de uma insatisfação muito maior, de um cansaço legitimo de tanta coisa acumulada". Este vídeo lançado no youtube atingiu mais de 1 milhão e setecentas mil visualizações! No passado mês de Outubro de 2015, Gabriel gravou com os D.A.M.A o single “Não faço questão”, canção que tem “invadido” as play-lists das rádios portuguesas desde então, como um dos maiores sucessos do ano.

Tudo isto misturado com grandes sucessos como “2345 meia 78”, “Loira Burra”, “Festa da Música” ou “Astronauta” e os espectáculos serão como sempre...explosivos!

 

Em 2016 Gabriel promete continuar a fazer de Portugal o seu porto de abrigo, com um regresso muito especial, 4 anos depois, ao Festival Sumol Summer Fest na Ericeira e uma passagem pelo Rock in Rio - Lisboa

Rufus Wainwright lança álbum com sonetos de Shakespeare

Rufus Wainwright assinala o 400.º aniversário da morte de Shakespeare de forma tipicamente dramática ao lançar uma coleção única de nove sonetos com interpretações surpreendentes de um conjunto de atores e cantores. O disco será lançado a 22 de abril pela Deutsche Grammophon, marcando ainda a primeira vez que Rufus colabora com Marius de Vries desde que ambos coproduziram os épicos álbuns "Want".

rufus-wainwright.jpgEntre os intérpretes presentes neste disco contam-se Florence Welch, Martha Wainwright, Anna Prohaska e, claro, o próprio Rufus, além dos atores Siân Phillips, Helena Bonham Carter, Carrie Fisher e William Shatner. As sementes deste álbum foram lançadas em 2009, quando o encenador Robert Wilson pediu a Rufus Wainwright para compor nova música para a sua produção dos Sonetos de Shakespeare, que estreou no Berliner Ensemble. Na sequência deste projeto, a San Francisco Symphony desafiou Rufus a orquestrar cinco dos sonetos, cuja estreia se deu em 2010. Três dos sonetos que agora aparecem em "Take All My Loves" integraram o álbum "Songs for Lulu", lançado em 2010 pelo músico canadiano, mas agora surgem em versões diferentes. Os sonetos em causa são "When Most I wink" (Soneto 43), "For Shame" (Soneto 10) e "A Woman’s Face" (Soneto 20).

 

"Para mim, gravar este álbum foi como um casamento no paraíso, porque combina a minha paixão pela música clássica com o meu amor pela música pop”, diz Rufus. "É, literalmente, divertido historicamente. E correu tudo melhor por ter trabalhado novamente com o Marius."

Áurea… novo disco de originais chama-se “Restart”

O que é que leva uma artista com uma carreira consolidada a começar de novo?

É que é de começar de novo que falamos, quando falamos de “Restart”, o novo disco de Aurea.

 

Para trás ficou a segurança de uma fórmula que lhe valeu várias Platinas: a Soul inspirada nos clássicos anos 60, nos heróis Otis Redding, Aretha Franklin ou Al Green. A procura de um lugar só seu falou mais alto. Um lugar sem tempo, sem género vincado que, sem nunca se desviar das origens que a inspiram, sejam Soul ou Jazz, sejam Pop ou Rock, seja o seu mais fiel reflexo. O reflexo de uma artista madura que, ao mesmo tempo que domina a sua linguagem, sabe que a sua arte é alimentada pelo inconformismo.

Capa 'Restart' - Aurea - AUREA.jpgDeixou o conforto da sua banda para trás e voou para os Estados Unidos, para trabalhar com a lendária baterista Cindy Blackman Santana e com o extraordinário baixista Jack Daley, a dupla que assegura a produção de “Restart” e que já foi a secção rítmica de gente como Lenny Kravitz ou Joss Stone, em busca desse lugar que a define. Ou melhor, a distingue. Rodeada de músicos de peso, daqueles que têm as fundações da música moderna no seu ADN, Aurea começou de novo. Reformulou a sua linguagem soltando-se das amarras que lhe haviam garantido o sucesso e conseguiu. Encontrou esse lugar que é só seu.

Nas 12 grandes canções que compõem “Restart”, há ainda muita Soul, como há Jazz, Rock e uma apurada sensibilidade Pop. Há passado e presente porque há, acima de tudo, intemporalidade. Há exigência, cuidado com o pormenor, perfeccionismo. Há Aurea. Nenhum artista consegue sustentar uma carreira marcante, sem assumir riscos, sem se reinventar e sem procurar, constantemente, vincar a sua personalidade. Começar de novo faz parte do caminho a que apenas estão destinados os eleitos.

E Aurea é um deles.

Sumol Summer Fest apresenta showcase com Jimmy P

Jimmy P, um dos nomes nacionais confirmado no Sumol Summer Fest, lança o seu novo disco “Essência” no dia 1 de abril sendo que este trabalho estará em pré-venda nas lojas FNAC e em fnac.pt a partir de 15 de março. Para assinalar a ocasião, o Sumol Summer Fest promove um encontro exclusivo entre Jimmy P e os seus fãs na FNAC Colombo, no próximo dia 17 de março, quinta-feira, às 21h30, num ambiente intimista, onde será possível ouvir os singles "Não estás a ver" e "Valer a pena", que fazem parte do novo álbum “Essência”, que o artista irá apresentar no palco do Sumol Summer Fest, no dia 25 de junho.

GLAM - Jimmy P.jpeg(c) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Este encontro exclusivo com Jimmy P marca, também, o início de uma campanha promocional exclusiva Sumol Summer Fest: de 17 a 31 de Março, a compra do Fã Pack Sumol Summer Fest e do disco “Essência” de Jimmy P, em pré-venda, dá direito a um desconto especial de 10€ nas lojas FNAC da Grande Lisboa (Colombo, Chiado, Almada, Vasco da Gama, Alfragide, Oeiras, Cascais, Amoreiras, Inst. Sup. Técnico, Almada), Setúbal e Leiria.

O Sumol Summer Fest acontece nos dias 24 e 25 de junho no Ericeira Camping, Praia de Ribeira d'Ilhas. Até ao momento, estão confirmados grandes artistas como Robin Schulz, Azealia Banks, Tinie Tempah, Madcon e muito mais.

Maus Hábitos… Destaques da Programação para o mês de Março

A programação do espaço Maus Hábitos arrancou este mês de Março com o concerto dos portugueses Beautify Junkyards acompanhados pela cantora folk americana radicada em Portugal Erica Buettner na passada sexta feira, 4 de Março.

maus.jpgA próxima sexta-feira, 11 de Março, traz mais uma festa da editora Monster Jinx, desta vez intitulada “Purple Hazin’”, com as presenças de No Future, Raez, DarkSunn e nitronious nos pratos. No dia seguinte, sábado, os Youthless sobem ao palco para apresentarem o seu primeiro álbum, “This Glorious No Age” com edição agendada para hoje, dia 7 de Março, através da NOS Discos em Portugal e da Club.the.mamoth/Kartel em Inglaterra. Nessa noite segue-se a festa da Beatriz Gosta com o Lançamento da Nova Temporada onde será possivel assistir ao Episódio 13.

 

No fim de semana seguinte, sábado 19 de março, o Maus Hábitos recebe a nova edição da Groove Ball - Runway Edition com Sarah, Sim*ne, DarkSunn b2b nitronious. As inscrições já estão abertas “a todos os que queiram desfilar e mostrar o seu charme ao mundo”.

 

Para terminar o mês de Março em matéria de destaques, a última sexta feira do mês, 25 de março, o Maus Hábitos recebe Sequin para a apresentação do seu novo EP “Eden”, recentemente editado, com primeira parte a cargo dos InFeathers.

 

 

 

Medeiros/Lucas com novo disco em Abril

É com "Terra no Corpo" que o duo açoriano volta aos discos a 5 de Abril deste ano, depois do ébrio "Mar Aberto" em 2015. Um ano depois de nos levarem com eles mar dentro, a dupla MEDEIROS/LUCAS volta de pés bem firmes na terra com um disco que é harmoniosamente esculpido à volta dos blues, da electrónica e do jazz, sem nunca deixar de lado o que os distingue dos demais.

medeiros-lucas-c2a9nuno-carvalho.jpg(c) 2015 Nuno Carvalho

 

É em "Terra no Corpo", uma edição carimbada pela Lovers & Lollypops e pela CTL, que acompanhamos Carlos Medeiros e Pedro Lucas no percurso que iniciaram em "Mar Aberto". Deixaram o mar de lado, mas nunca o navio onde navegavam, este só se torna mais tangível agora.  Partindo das letras inéditas de João Pedro Porto, que também ele já se consagrou no seu mundo (o literário), Pedro Lucas e Carlos Medeiros recriam o sentimento base de "Mar Aberto" mas exploram, agora, outros temas da índole humana, sem nunca deixar para trás os vestígios da música tradicional portuguesa.

 

Vai ser assim a composição de "Terra no Corpo":

  1. Sede
  2. Safra
  3. Sístole
  4. Transparência
  5. Corpo Vazio
  6. Asas
  7. Azougo
  8. Sina Saudade
  9. Pulmão
  10. Fome de Vento

Este novo trabalho, com edição prevista para 5 de Abril, teve o dedo do produtor Eduardo Vinhas (Golden Pony) e foi masterizado por Harris Newman (Grey Market Mastering). Para além dos artistas já residentes no projecto (Ian Carlo Mendonza e Augusto Macedo), o disco conta ainda com a participação do contrabaixista Carlos Barreto, com um duo de guitarras protagonizado por Tó Trips (Dead Combo) e Rui Carvalho (Filho da Mãe) e com a prestação das vozes de Selma Uamusse e de António Costa (Ermo).

Afonso Cruz, Cynan Jones e Ondjaki na 6ª edição do Festival Literário da Madeira (FLM)

Afonso Cruz, Cynan Jones e Ondjaki juntam-se aos já anunciados Mia Couto, Jorge Palma, Claudia Clemente, Ivo Ferreira, Samar Yazbek, Rafael Marques e Tabish Khair, na 6ª edição do Festival Literário da Madeira (FLM). Os três jovens autores de nacionalidades distintas têm em comum as melhores referências do meio literário, que a todos augura um futuro auspicioso.

Image2.jpgFalsidade e Verdade na Ficção Literária é o mote para uma semana de encontros, debates, espetáculos, sessões de autógrafos, e muitos outros momentos que este festival proporciona em vários pontos da ilha da Madeira, entre 11 e 16 de Abril.

 

Afonso Cruz (n. Figueira da Foz, 1971) é escritor, ilustrador, músico e realizador de filmes de animação. Em 2008 publicou o primeiro romance, ao qual se seguiria Enciclopédia da Estória Universal, ga­lar­do­a­do com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. Muitos foram os galardões acumulados pelo autor deste então, em categorias tão distintas como o conto e a ilustração. Em 2013 publicou vários títulos, com destaque para Para Onde Vão os Guarda-Chuvas, obra que arrecadou o Prémio SPA Autores para Melhor Ficção Narrativa 2014. Assina a crónica «Paralaxe», no Jornal de Letras.

 

Cynan Jones (n. País de Gales, 1975), cujo primeiro livro, The Long Dry, foi editado em 2006, tem obra publicada em Espanha, Alemanha, Itália, França e Estados Unidos.Todos os seus romances foram publicados na Granta inglesa e o último, The Dig (2014), foi vencedor do Wales Book of the Year Fiction Prize 2015 e do Jerwood Fiction Uncovered 2014. Editado em Portugal pela Cavalo de Ferro com o título A Cova, foi descrito pelo The Times como "Um romance maravilhoso… Contém ecos de Ted Hughes, Cormac McCarthy e Ernest Hemingway." Por sua vez, o Daily Telegraph refere-se-lhe assim: "Jones dirige-se ao leitor com uma sinceridade poética devedora de Dylan Thomas… É um livro que vos penetrará até aos ossos e vos assombrará."

 

Ondjaki (n. Luanda, 1977) é autor de romances, contos, poesia, livros infantis e também escreve para cinema e teatro. Muitas das suas obras foram galardoadas com prémios de relevo (Portugal, Angola, Brasil, Etiópia), dos quais se destacam o Jabuti (categoria juvenil), uma das mais prestigiadas con­de­co­rações literários brasileiras, pelo livro AvóDezanove e o Segredo do Soviético, e o Prémio Saramago pelo romance Os Transparentes. A sua obra está traduzida para diversas línguas, entre as quais francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, e sueco.Em 2012 foi considerado pelo jornal inglês The Guardian como um dos cinco melhores escritores africanos da atualidade.

Tom Enzy apresenta "Time Doesn´t Wait"

Depois do sucesso com Mikkel SolnadoGet up”, Tom Enzy regressa novamente às pistas de dança com o seu novo tema “Time doesn’t wait”, que pela receptividade promete ser um dos principais sucessos musicais do verão de 2016 na área da dance music.

Capa Tom Enzy Feat. Kyle Stibbs.jpgDefinido como um tema eletrizante, “Time doesn’t wait” conta com assinatura de Tom Enzy e a voz do jovem canadiano Kely Stibbs.Com inúmeras edições discográficas, tanto em edição digital como em formato físico, Tom Enzy prova que é sempre possível construir mais e melhor, elevando a sua música a novos patamares.

Tom Enzy é um dos nomes que vai estar presente na edição de 2016 do RFM Somnii.

Caetano Veloso e Gilberto Gil anunciam segundas e últimas datas nos Coliseus

Com os bilhetes praticamente esgotados para os concertos de Caetano Veloso e Gilberto Gil nos Coliseus de Lisboa e Porto, são hoje anunciadas duas novas datas que serão também as últimas em Portugal. A digressão passa pelas salas mais emblemáticas do país, os Coliseus, do Porto, a 24 e 25 de Abril, e de Lisboa, dias 27 e 28 de Abril.

A digressão “Dois Amigos, Um Século de Música” já passou por 35 cidades de 21 países, totalizando uma audiência superior a 135.000 pessoas. Em 2016, a tour continua a percorrer o mundo com concertos na América do Norte, Central e do Sul, bem como na Europa. Lisboa e Porto integram um roteiro que abrange apenas seis cidades europeias, ao lado de Zurique, Barcelona, Roma e Londres, onde o concerto no Barbican Center já se encontra esgotado.

CAETANO E GIL _ MarcosHermes-8-96872571 (1).jpg(c) Marcos Hermes

 

O alinhamento percorre a obra dos dois artistas brasileiros e contempla agora um tema inédito: “As Camélias do Quilombo do Leblon”. Caetano e Gil não compunham juntos desde 1993, mas voltaram a fazê-lo durante a primeira etapa internacional da digressão, em 2015. A música, que começou a ser apresentada na chegada ao Brasil, é um apelo à paz, abordando a luta pelo fim da escravatura no mundo. Os quilombos eram zonas onde os escravos que fugiam procuravam abrigo e este tema evoca a memória do português José de Seixas Magalhães, conhecido por acolher escravos na sua zona de cultivo, no Leblon, onde simbolicamente eram plantadas camélias – o símbolo do movimento abolicionista.

 

Esta digressão, que contemplou o nosso país no verão passado com um concerto esgotado no festival EDP Cool Jazz, regressa agora com duas datas em salas fechadas e encontra-se documentada num CD + DVD recentemente editado. “Dois Amigos, Um Século de Música” é o testemunho de um encontro histórico entre dois amigos de sempre e a celebração dos 50 anos de carreira de ambos.

Cantores, compositores, escritores e guitarristas, vencedores de Grammy, activistas de causas políticas e sociais, Caetano Veloso e Gilberto Gil desempenharam um papel central na modernização da MPB com a criação do Tropicalismo nos anos 60 do século XX, movimento mundividente que mescla as suas deambulações pelo universo pop global com o contexto local de turbulência e repressão política então vivido no Brasil, que culminaria com a prisão e exílio de ambos os músicos. A intimidade que se sente entre as vozes e guitarras de Caetano e Gil parece transportar-nos a essa década de 60, a Salvador, na Baía. Muitas coisas foram então experimentadas, entre os concertos históricos no Teatro Vila Velha, as actuações em festivais de música, a chegada ao Rio de Janeiro e São Paulo, a prisão, o exílio em Londres. O facto é que a forma como olham um para o outro e a forma como cantam os versos, revelam nitidamente as inúmeras alegrias, tristezas, acordos, desacordos e músicas que estes dois artistas partilharam nas suas vidas e que somos convidados a revisitar ao vivo, em comunhão, em cada noite sempre única e irrepetível.

 

Coliseu (Porto)

24 e 25 de Abril 2016 | 21.30h

Coliseu dos Recreios (Lisboa)

27 e 28 de Abril 2016 | 21.30h